Prémio ÑH10 Jornal com melhor design da Península Ibérica pelo 2.º ano consecutivo

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1 Jornal DE LEIRIA Amianto detectado em mais de 80 edíficios na região Prémio ÑH10 Jornal com melhor design da Península Ibérica pelo 2.º ano consecutivo Semanário Regional Director de Mérito José Ribeiro Vieira Director João Nazário Ano XXVIII Edição 1569 Quinta-feira, 7 de Agosto de ,00 PUBLICIDADE CARLOS ROCHA Estudo O Governo apurou a existência de 84 imóveis públicos onde presuntivamente existe amianto. Os estabelecimentos de ensino estão em maior número. Pag. 14 Autorizados 73 hectares de eucalipto Leiria é o concelho do País com mais pedidos de florestação Pág. 12 RICARDO GRAÇA Nesta edição Suplemento Fátima prepara Centenário das Aparições Especial Louriçal revive momentos históricos Pombal Brigadas autárquicas de voluntários para prevenir incêndios Pág. 13 As nossas esperanças a dois anos dos Jogos Olímpicos Esta imagem de David Rosa, atleta de cross country natural de Fátima, retrata na perfeição os sacrifícios que os atletas de Leiria têm de fazer para cumprir aquele que é o sonho de todos os desportistas: marcar presença nuns Jogos Olímpicos. A dois anos do Rio'2016, fomos saber qual o ponto de situação daqueles que lutam, nadam e correm para estar no maior espectáculo do mundo. Págs. 4/6 PUBLICIDADE

2 2 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Radar Um corpo pode materializar-se na ponta dos dedos de outro corpo, sem sequer ter ideia disso Inês Pedrosa, escritora, Visão Devia ter ficado em Washington mais tempo. Deixar-me seduzir por um cargo na direcção de informação da RTP foi um erro de que rapidamente me apercebi Carlos Fino, jornalista, Visão Comentário enigmático João dos Santos Século 21 de 2014 O Verão bizarro a continuar (parte 2) Olho clínico Humberto Marques O Mercado Medieval de Óbidos é já uma referência nacional. Na 13.ª edição, milhares de pessoas visitaram o castelo, vindos de vários pontos do País. O presidente da autarquia, Humberto Marques, procurou inovar e as novas atracções trouxeram mais público. A realização de um inquérito revelou que os visitantes prometem voltar no próximo ano. A comida e os trajes são mais-valias que não deixam ninguém indiferente. Catarina Silva A vereadora da Agricultura e Florestas da Câmara de Pombal, Catarina Silva, anunciou o desenvolvimento do programa Brigadas Autárquicas de Voluntários, com o objectivo de prevenir incêndios. Onze brigadas e 177 voluntários integram o programa. O alerta rápido de focos de incêndio poderá evitar fogos de grande dimensão. Assunção Cristas Os dados revelados, na semana passada, com o balanço dos primeiros oito meses de funcionamento do Regime Jurídico Aplicável às Acções de Arborização e Rearborização, aprovado pelo Ministério da Agricultura (liderado por Assunção Cristas), vieram confirmar os receios dos ambientalistas. Mais de 90% da área arborizada ao abrigo daquele diploma foi ocupada com eucalipto. Situação que pode vir a ter consequências graves em termos de fogos florestais. Passado e Futuro Uma Entrevista Clarificadora Aentrevista dada à revista Visão por António José Seguro revelou de forma clara as razões porque o apoiei para Secretario Geral do PS e, assim espero, o apoiarei para primeiro ministro. Porque se trata de uma pessoa séria, devotada a reformar a política portuguesa, começando de forma exemplar por contrariar o PS dos interesses, da corrupção e do carreirismo. Em direcção a um PS que possa ser capaz de escolher os melhores portugueses disponíveis para governar Portugal, com equilíbrio, transparência e honradez. Ou seja, aquilo que não tem acontecido até aqui. Sou militante do Partido Socialista porque acredito que o partido tem condições para ser em Portugal o partido da ética, da justiça social, do conhecimento, do estudo dos desafios que enfrentamos e do progresso económico. A minha esperança é que o António José Seguro possa ser o político português do nosso tempo que leve a cabo essa tarefa, difícil mas imperiosa, de conciliar os portugueses com a dignidade da actividade política, ao serviço de Portugal. Parto da convicção de que a crise que enfrentamos e os enormes desafios que Portugal tem pela frente não poderão ser vencidos continuando a eleger políticos cujo principal objectivo é o de se servirem a si mesmos e de servir os amigos à custa do Estado, em aliança com todos os tipos de poderes económicos e financeiros. A economia e as finanças portuguesas estão destroçadas porque foram postas ao serviço dos grandes interesses e do pagamento de favores, frequentemente à margem da lei e da decência, como agora estamos a descobrir no caso do BES de Ricardo Salgado, um dos mais importantes apoios de José Sócrates. Continuar por este caminho, que foi o de José Sócrates e de António Costa, governando com aqueles que nos conduziram até à crise em que vivemos, só nos pode levar ao desastre. Neste momento crucial para Portugal, é Henrique Neto essencial que os portugueses não se deixem iludir por promessas incumprivéis, por personalidades ditas atraentes mas amorais e pelo recurso a frases de efeito garantido, que os meios de comunicação repetem até à exaustão. Preocupemo-nos antes com a verdade das coisas, sem acreditar em milagres, mas com a convicção de com seriedade, trabalho, competência e algum conhecimento, podermos, como povo, vencer os desafios que enfrentamos. Na entrevista, António José Seguro foi claro relativamente ao seu programa político quando disse: A minha linha de fractura é entre a nova e a velha política. A velha política que mistura negócios, política, vida pública, interesses, favores, dependências, jogadas e intriga.... A seguir, perguntado se António Costa era o representante dessa velha política respondeu: O que existe no PS mais associado a essas coisas é apoiante do Costa. É a pura verdade, alguns são militantes que meteram o socialismo na gaveta, outros militam nos gabinetes de advogados, outros ainda participam nos conselhos de administração de bancos e de grandes empresas, muitos possuem triplos e quádruplos empregos como resultado da sua actividade política, quase todos foram executantes activos e passivos das parcerias público privadas, dos swap, dos conluios com parte do sistema financeiro e da comunicação social. Não menos importante, muitos foram especialistas em manter a rédea curta da generalidade dos militantes socialistas, incluindo os deputados, evitando quanto possível a sua intervenção e mantendo o partido a apoiar os governos socialistas de forma cega e sem critério. Hoje, por decisão da actual Direcção do PS, os deputados têm liberdade de voto e os militantes podem, finalmente, escolher quem querem ver como primeiro ministro. Esperemos que os socialistas e os portugueses inscritos para votar escolham bem, é o que mais desejo. Empresário

3 Jornal de Leiria 7 de Agosto de Ser modelo é um negócio, não um pretexto para andar em festas Irina Shayk, modelo, Revista A maior parte dos pensionistas não são pobres, fingem João César das Neves, economista, Diário de Notícias Um aluno quando não percebe decora. E quando decora esquece-se Fernando Pestana da Costa, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Expresso A desmotivação nas empresas é um acto de rebeldia Yves Morieux, consultor do Grupo BCG, Expresso Fórumdasemana Fundo de resolução resgata BES com 4,9 mil milhões Editorial A invasão do eucalipto Separar activos saudáveis dos tóxicos, com a criação de uma nova estrutura Banco Novo para onde foram transferidos ainda depósitos e trabalhadores do BES, foi a solução encontrada pelo Banco de Portugal e pelas Finanças para garantir a salvaguarda dos depositantes e a estabilidade do sistema financeiro. O Novo Banco recebeu uma injecção de capital de 4,9 mil milhões de euros, dos quais 4,4 mil milhões foram emprestados pelo Estado ao Fundo de Resolução. O restante provém da banca, segundo o Jornal de Negócios. O Governo Pedro Santiago advogado Adelino Simões bancário aposentado Inês Martins empresária Aparentemente a solução, tal como foi apresentada, parece que não terá reflexos nos contribuintes. Mas parece-me que os dados não estão todos em cima da mesa e há informações a mudar de dia para dia. Acredito que haverá matéria para muitos pequenos accionistas virem a processar o Estado e o 'banco bom'. Mais tarde, isso terá consequências para a situação financeira do País. A história só agora está no princípio. Estamos a falar de uma modalidade nova de intervenção num banco, com o objectivo de salvar uma entidade que tinha uma quota de mercado importante no País. Talvez seja a solução menos dolorosa e se consigam salvaguardar os interesses dos depositantes, dos trabalhadores e do erário público. Espero que a situação não venha a ferir o projecto de recuperação do País. Chegámos no final da semana passada a uma situação em que ou se encontrava uma solução ou o BES desaparecia. Parece-se que o custo do desaparecimento do banco seria terrível para a nossa economia. A solução encontrada foi muito boa, porque permite que o BES prossiga de forma segura. Levantam-se questões do lado dos accionistas, mas isso é outra situação. Quanto ao acréscimo de dívida pública, se o capital é reembolsável e com remuneração do empréstimo, não me parece que traga grande problema. Que comentários lhe merece este assunto? Eduardo Louro economista António José Henriques presidente da Associação Nacional de Defesa dos Interesses dos Clientes do BPN Joaquim Moreira economista pretende que a nova estrutura seja vendida rapidamente para que o dinheiro emprestado seja reembolsado. O governador do Banco de Portugal garantiu que a operação não terá qualquer custo para o erário público e contribuintes. Mas, segundo contas do Jornal de Negócios feitas a partir de dados oficiais, a assistência financeira do Estado à banca, incluindo já o BES, acrescentou à dívida pública 21,5 mil milhões de euros. Portugal é o quarto país da UE que mais dinheiro aplicou em bancos. A solução, apresentada aos portugueses como mirífica, tem muitas fragilidades. Não acredito que não traga encargos para os contribuintes. A solução vai levantar uma onda de contestação em termos jurídicos, que ninguém saberá como acabará. Por outro lado, como ficará a situação dos accionistas que, há um mês, quando as entidades diziam que estava tudo bem, participaram no aumento de capital? A solução tem ainda problemas associados ao facto de ter sido conhecida muito antes de ter sido dada a conhecer. Não foram só Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa que tiveram acesso privilegiado à informação. Houve mais gente a saber disso antes da comunicação ao País. Há ainda a questão de confiança, que é o principal capital da banca, que ficou afectada com mais este caso. Quem, nos últimos 20 anos, andasse atento a estas questões, percebia que a situação do BES iria descambar. A separação entre 'banco bom' e 'banco mau' foi uma solução encontrada dias depois de altos responsáveis deste País dizerem que estava tudo bem. Por que é que devemos agora acreditar naquilo que dizem? Em relação ao 'banco mau' antevejo uma situação parecida com a Caixa Açoriana, que demorará 20 ou 30 anos a ser resolvida. Quanto ao 'banco bom', teoricamente o dinheiro da troika emprestado aos bancos será devolvido. Não prática, tenho dúvidas. É inquestionável que, no imediato, há um apoio ao banco com dinheiro público sob a capa de um empréstimo. Veremos se se vai recuperar essa verba, como o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças sugerem. Depois de a supervisão ter cometido uma série de erros e se ter percebido que era preciso intervir, chegou-se a uma solução que será a menos má. Mais uma vez, podemos questionar por que é que a supervisão não actuou mais cedo sobre uma situação que se previa problemática. Portugal é já um dos países com mais área de plantação de eucalipto do Mundo. Esta superfície que, há quatro anos, ascendia a 750 mil hectares, irá certamente crescer nos próximos tempos. Isso mesmo revelam os dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) relativos aos primeiros oito meses de vigência do novo regime jurídico das actividades de arborização e rearborização. E como acontece noutros casos, uns mais positivos que outros, Leiria está à frente do pelotão. O concelho foi o que mais pedidos de arborização apresentou: 159, dos quais 129 (correspondentes a 73 hectares) para plantação de eucalipto. No País foram autorizadas acções de florestação para hectares, dos quais com esta espécie. Em 2010, pela primeira vez, o Inventário Florestal Nacional reconhecia que o eucalipto era a espécie que mais área ocupava, destronando o pinheiro-bravo, até então dominante no País. Assolado por incêndios e pragas como o nemátodo, o pinhal nacional vinha perdendo terreno desde 1995 (redução de 13% em 15 anos) ao mesmo tempo que o eucaliptal se expandia: crescimento de 16% no mesmo período. Especialistas em floresta explicam porquê. Enquanto um hectare de eucalipto pode render, ao fim de dez anos, vários milhares de euros, são precisos 35 anos para que se possa recolher madeira de pinho de qualidade para mobiliário. Numa sociedade e economia marcadas pela correria, percebe-se que o tempo possa ser um inimigo. O que não se percebe, é que durante muitos anos, não tenha havido regras que garantissem um mínimo de ordenamento na floresta e que tenha havido, e continue a haver, plantações de eucalipto sem autorização. Nativa da Oceania, esta árvore de crescimento rápido foi introduzida em Portugal por volta de 1830 e expandiu-se sobretudo na segunda metade do século XX. Foi aliás no nosso País que, pela primeira vez no mundo, se utilizou madeira de eucalipto para fabricar pasta de papel. E é precisamente esta indústria que está na mira dos ambientalistas, para quem a proliferação do eucalipto está intimamente ligada aos interesses económicos das celuloses. Os ambientalistas lamentam o aumento desenfreado desta cultura e lembram os riscos de propagação de incêndios, até porque muitos campos agrícolas estão a ser ocupados com esta plantação. Não há dúvidas que a floresta é uma riqueza, aos mais variados níveis, não apenas económicos como também ambientais. E, também aqui, a diversidade só pode ser benéfica. Espera-se, portanto, que as entidades com responsabilidades nesta matéria não enveredem pela via do mais fácil, autorizando a plantação de eucalipto a torto e a direito. Não esqueçamos que Leiria ainda é conhecida pela sua mata nacional, de pinheiro, mandada plantar por D. Afonso III e depois ampliada por D. Dinis, e que deste produto dependem muitas empresas na região. Raquel de Sousa Silva

4 4 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Abertura RICARDO GRAÇA De Leiria para o Rio: esperanças da região a dois anos dos Jogos Olímpicos Quando faltam dois anos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, fomos saber quem são os atletas que têm hipótese de estar presentes e qual o trajecto que têm de fazer para lá chegar Miguel Sampaio É o sonho de qualquer desportista. No entanto, não é para quem quer, mas apenas para aqueles, poucos, que podem. Estamos precisamente a meio da Olimpíada nome dado ao período de quatro anos compreendido entre duas edições dos Jogos Olímpicos e resolvemos fazer o ponto de situação. Em Londres, há dois anos, a região de Leiria contribuiu com cinco atletas para o maior evento desportivo do Mundo. Para o Rio de Janeiro, de 5 a 21 de Agosto de 2016, as esperanças são em número superior. O JORNAL DE LEIRIA apresenta uma lista de dez talentos a quem a presença no Brasil é muito mais do que uma miragem. Desta dezena, contudo, é provável que nem todos consigam atravessar o Atlântico. As arreliadoras lesões, momentos de má forma, problemas pessoais ou o avançar da idade são motivos que podem retirar um atleta da rota. Mas pode até ser que, além destes, apareça entretanto um predestinado numa qualquer modalidade que consiga um lugar na comitiva. Foi em Barcelona, no ano de 1992, que os primeiros atletas da região marcaram presença nuns Jogos Olímpicos. A experiência? Inolvidável. Vieram-me as lágrimas aos olhos durante o desfile. É uma emoção impossível de conter, recorda Fernando Silva, de Peniche, ex-atleta de badminton que perdeu na primeira eliminatória com um jogador sueco. Tinha, então, 19 anos e admite que estava muito tenso por estar no meio daquela constelação de estrelas. O outro atleta da região na Catalunha foi Raimundo Santos, da Marinha Grande. A presença na competição foi o cumprir de um sonho de criança. Alcançou a marca que lhe valeu o passaporte in extremis, no último dia em que tal era permitido. Quando consegui os mínimos foi uma alegria imensa, recorda. Foi sétimo classificado na meia-final dos 5 mil metros 27.º entre todos os atletas e falhou a presença na final. Curiosamente, no momento da prova, nem estava nervoso. Tentei gozar o máximo. Eram 80 mil pessoas a aplaudir, a nossa imagem no ecrã gigante... Para estarem no Rio de Janeiro, é certo e sabido que os atletas vão ter de fazer muitos esforços. E se al- Os números 306 É o número de provas com medalhas em disputa no Rio, em 2016: 136 femininas, 161 masculinas e 9 mistas 1982 Já lá vão 22 anos, desde que Fernando Silva e Raimundo Santos colocaram a região de Leiria no mapa dos Jogos Olímpicos guns, como os triatletas João Pereira e João Silva, contam com algum apoio do Comité Olímpico de Portugal para se prepararem, outros têm de encontrar forma de se financiarem por si, como o biker David Rosa. Os cursos superiores ficam muitas vezes em stand by e torna-se difícil encontrar emprego com a constante necessidade de viajar para o estrangeiro e competir. Ainda assim, ser atleta olímpico compensa? Depende das perspectivas, diz Telma Santos, jogadora de badminton. Se falarmos em termos financeiros, é óbvio que não. Mas em termos de objectivos a atingir, claro que vale a pena, porque o ser humano vive de sonhos e temos de lutar por eles. Para mim, é um orgulho ser atleta de alta competição.

5 Jornal de Leiria 7 de Agosto de Nome: Irina Rodrigues Origem: Leiria Idade: 23 Modalidade: Atletismo (lançamento do disco) Presenças em JO: 1 (31.ª em 2012) Expectativa para 2016: deverá estar presente Irina Rodrigues A lançadora de disco Irina Rodrigues não tem dúvidas em afirmar que são mesmo os Jogos Olímpicos que a movem. Depois de estar presente em Londres, aponta todas as baterias para 2016, altura em que não terá mais de 25 anos e sonha com um lugar de finalista. Até lá quero aperfeiçoar a técnica, para estar mais estável em competição, e aumentar os meus níveis de força, explica. Se a lógica prevalecer, estará mesmo em competição no Rio de Janeiro, pois desde 2012 tem feito todos os anos marcas acima do que será exigido. O mínimo não está ainda definido, mas não deverá ser muito diferente dos 59,50 metros de Este ano, a atleta do Sporting, que colocou o curso de Medicina em stand by para conseguir um lugar de relevo no Europeu deste mês, tem sido consistente nos resultados acima dos 60 metros e essa segurança será fundamental para garantir a sua vaga, já que vai precisar dessa segurança em 2016, pois só resultados dessa altura é que são validados pelo Comité Olímpico de Portugal. João Pereira Se o distrito de Leiria se orgulhava de ter em João Silva um dos melhores triatletas do mundo, este ano pode orgulhar- -se de ter outro no top da modalidade. Parece que João Pereira teve um acordar mais tardio, até porque só se iniciou na modalidade aos 18 anos, mas em 2014 tem sido ele a lutar pelo pódio nas competições do circuito mundial. Foi 18.º em Auckland, 9.º na Cidade do Cabo, 3.º em Londres, 2.º em Chicago e 6.º em Hamburgo. É, pois, 5.º na classificação geral acumulada. Até aos 18 anos, não tinha uma Nome: João Pereira Origem: Caldas da Rainha Idade: 26 Modalidade: triatlo Presenças em JO: 0 Expectativa para 2016: deverá estar presente COP actividade desportiva regular. E da natação sabia o básico. Chegar aqui é fruto de muito trabalho e dedicação, frisou o triatleta, que faz questão de estar no Rio de Janeiro, depois de Portugal não ter conseguido por pouco a presença de um terceiro elemento em Londres que seria ele. Não é um sonho, mas sim um objectivo muito concreto, real e possível, sublinha. David Rosa Quando estiver a ler este trabalho, David Rosa estará nos Estados Unidos, onde irá participar, já este domingo, na sexta etapa da Taça do Mundo de cross country olímpico em Windham, no estado de Nova Iorque. Esta participação segue-se a outra, no passado fim-de-semana, em Mont Sainte-Anne, Canadá, onde estabeleceu um novo melhor resultado de sempre de um português em provas desta estirpe, obtendo o 23.º lugar. E o que anda o piloto de Fátima a fazer pelo continente americano? A lutar, desde já, por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Este resultado no Canadá traduziu-se em mais 60 pontos para a qualificação olímpica da selecção portuguesa. São já 369, os pontos conquistados por David Rosa desde 25 de Maio, altura em que a corrida ao Rio de Janeiro se iniciou. Em 2012, Portugal, então 25.º do ranking, só teve direito à vaga no cross country devido à desistência de um país. Já conhecido como 'milagre de Fátima', o sobrinho-bisneto dos Pastorinhos entrou em pista cheio de ganas de mostrar que estava lá por mérito próprio e acabou por alcançar a 23.ª posição entre 50 participantes. Agora, não quer esperar que a sorte o volte a proteger e está a fazer tudo para que Portugal fique num lugar mais confortável. A qualificação está mais bem encaminhada este ano, estamos no 16.º lugar de nações e nos Jogos entram os primeiros 24[se ficar nos 13 primeiros poderá levar dois atletas]. Claro que é necessário continuar a trabalhar, mas estamos numa posição muito melhor. Da minha parte, já tenho muitos mais pontos por esta altura do que em 2010 inteiro, salienta o atleta. Para poder viajar pelo mundo fora à procura de pontos, dedica- -se ao ciclismo a 100%. Tenho conseguido através de parcerias com empresas privadas, mas nunca é fácil. Às vezes gostava de competir mais no estrangeiro, mas é muito difícil financeiramente. O apuramento não está, contudo, garantido. Muita coisa pode acontecer em dois anos, mas vou continuar a trabalhar para voltar a estar nos Jogos Olímpicos e, agora, com outros objectivos. Nome: David Rosa Origem: Fátima Idade: 27 anos Modalidade: cross country Presenças em JO: 1 (23.º em 2012) Expectativa para 2016: deverá estar presente ITU CARLOS ROCHA João Silva Em 2012, João Silva era a certeza que alguém do distrito de Leiria conseguiria um grande resultado em Londres. Vinha de uma época em que venceu em Yokohama e os sucessos continuaram em 2013, com quatro subidas ao pódio e o sexto lugar do ranking mundial. No início de 2014, resolveu ir viver e treinar para a Nova Zelândia e esperava-se que crescesse mais, mas conseguiu apenas um desfecho de relevo, o 8.º lugar em Londres. Ainda assim, o atleta está satisfeito com a mudança. Embora os resultados não tenham correspondido ao que faço nos treinos, o meu balanço é muito positivo, porque tenho consciência que o trabalho foi feito e bem feito. O período de qualificação olímpica do triatlo começou a 15 de Maio e prolonga-se até ao dia 15 de Maio de Era bom que no final desta primeira fase de apuramento que termina em Maio de 2015 o João Pereira e o João Silva estivessem completamente Nome: João Silva Origem: Benedita Idade: 25 anos Modalidade: triatlo Presenças em JO: 1 (9.º em 2012) Expectativa para 2016: deverá estar presente estabilizados, para poderem abordar a segunda fase com tranquilidade, só a prepararem os Jogos, diz Lino Barruncho, treinador da federação e responsável pelo Centro de Alto Rendimento de Triatlo do Jamor. >>>

6 6 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Abertura FPN Nome: Victoria Kaminskaya Origem: Peniche Idade: 19 Modalidade: Natação (200 e 400 metros estilos) Presenças em JO: 0 Expectativa para 2016: poderá estar presente RICARDO GRAÇA Nome: Eva Vital Origem: Caldas da Rainha Idade: 22 Modalidade: Atletismo (100 metros barreiras) Presenças em JO: 0 Expectativa para 2016: dependente da evolução da atleta Victoria Kaminskaya A natação feminina em Portugal atravessa um momento de menor fulgor. Para o Europeu deste mês, em Berlim, por exemplo, apenas uma senhora está qualificada. Chama-se... Victoria Kaminskaya e vive na Atouguia da Baleia, concelho de Peniche. O nome é pouco português, mas a nadadora, que representa Os Pimpões, de Caldas da Rainha, está em Portugal desde os 6 anos, tendo acompanhados os pais, ambos fisioterapeutas, da Rússia para a outra ponta da Europa. Quando entra dentro de água, são vitórias atrás de vitórias e recordes nacionais atrás de recordes nacionais. Ainda recentemente se sagrou campeã nacional em quatro provas, mas é nos 200 e nos 400 metros estilos, provas em que detém os recordes nacionais, que apresenta as maiores probabilidades de conseguir um passaporte para o Rio de Janeiro, o seu grande objectivo de momento. Se a tabela de marcas não sofrer alterações, Victoria já conseguiu nadar abaixo do registo pedido para Londres na prova mais curta (fez 2:15.47 e pediam 2:15.52) e está a 40 centésimos na mais longa (fez 4:46.85 e pediam 4:46:45). Ela já demonstrou muito potencial. Com as condições e ambições reunidas, poderá ser uma das atletas presentes no Brasil, sublinha Rodrigo Batista, seu técnico. Eva Vital Para Eva Vital, a época que agora termina tem sido para esquecer. Tudo, mas literalmente tudo, lhe aconteceu. No Europeu de pista coberta, lesionou-se no aquecimento, a minutos da prova, num exercício que, segundo Rui Norte, seu treinador, faz diariamente. Resolveu-se o problema e quando estava de regresso à boa forma, apareceram duas tendinites. Chegou aos Campeonatos de Portugal com a preparação atrasada e já com poucas expectativas de conseguir marca para o Europeu, mas até aí teve azar, pois a barreira que uma colega derrubou caiu para a pista onde estava, acabando por estatelar-se. Como mais nada lhe pode acontecer, atleta e técnico estão convictos que 2015 e 2016 serão anos livres de problemas. Rui Norte admite que a presença nos Jogos Olímpicos é mesmo o objectivo balizado para a carreira de Eva Vital. A atleta, contudo, ainda não atingiu a marca que serviu de referência para os Jogos de Para alcançar os mínimos B, teria de fazer os 100 metros barreiras em 13,15 segundos. O recorde pessoal da atleta nascida em Macau é 13,29 segundos. Vânia Silva João Costa RICARDO GRAÇA Nuno Saraiva É um hipótese muito remota. Tem apostado ano a ano e logo se vê como chega a É assim que o técnico Paulo Reis pinta o quadro das possibilidades de Vânia Silva estar presente no Brasil. A verdade é que parece que o momento de maior fulgor da atleta decacampeã nacional consecutiva do lançamento do martelo já terá passado, como prova o facto de não ter alcançado mínimos para o Europeu, que arranca na terça-feira. Para ir ao Rio terá de voltar a lançar muito próximo dos 70 metros. Tarefa improvável, mas como é conhecido o prazer que tem em surpreender o seu treinador... Nome: Vânia Silva Origem: Leiria Idade: 34 Modalidade: Atletismo (lançamento do martelo) Presenças em JO: 3 (34.ª em 2004, 46.ª em 2008 e 35.ª em 2012) Expectativa para 2016: presença pouco provável RICARDO GRAÇA Não vive na região de Leiria, mas como é sargento na Base Aérea n.º5, em Monte Real, resolvemos dedicar um cantinho no nosso jornal a João Costa. Líder do ranking europeu na disciplina de Pistola Livre a 50 metros e terceiro na mesma classificação na Pistola Livre a 10 metros, em Setembro estará presente em mais um Mundial e não deverá perder a oportunidade de marcar presença nos seus quintos Jogos consecutivos. Em 2013, iniciou o percurso rumo ao Rio com várias medalhas em Taças do Mundo e Campeonatos de Europa, resultados a que deu sequência já no início de Nome: João Costa Origem: Figueira da Foz Idade: 49 Modalidade: Tiro Presenças em JO: 4 (2000: 7.º em 10 m e 27.º em 50 m; 2004: 17.º em 10 m e 12.º em 50 m; 2008: 17.º em 10 m e 52.º em 50 m; 2012: 7.º em 10 m e 9.º em 50 m) Expectativa para 2016: deverá estar presente COP Telma Santos Pensou em largar a alta competição depois de estar presente em Londres, mas parece que quem experimenta estar nuns Jogos não quer outra coisa. Por isso, refez as ideias e resolveu meter mãos à obra na última grande empreitada da carreira. Telma Santos, detentora do primeiro triunfo olímpico português em badminton e sobrinha de Fernando Silva, que participou em Barcelona'1992, estava em grande forma, com triunfos nos Open da África do Sul, Israel, Marrocos e Botswana, entre Novembro e Dezembro de 2013, quando uma arreliadora lesão a obrigou a uma intervenção cirúrgica ao joelho direito, que decorreu em Fevereiro. Era uma dor que me afectava há algum tempo, mas já não dava sequer para treinar. Estas questões fazem parte da vida dos atletas, temos de estar preparados para sofrer e conseguir recuperar, Nome: Telma Santos Origem: Peniche Idade: 31 Modalidade: Badminton Presenças em JO: 1 (uma vitória e uma derrota) Expectativa para 2016: dependente dos resultados frisou a campeã nacional. Telma Santos tem agora de se preparar da melhor forma para conseguir uma das 34 vagas existentes. Para isso precisa, desde já, de entrar em competição, o que fará em Setembro, com competições no Brasil e na Guatemala. É que os pontos ganhos nos torneios no final de 2013 vão desaparecer e é necessário pontuar para quando o período de qualificação começar, em Maio do próximo ano, não ter de disputar as qualificações dos principais torneios. Neste momento, Telma ocupa a 164.ª posição do ranking mundial. Num apuramento olímpico que decorre até 30 de Maio de 2016 e terá como base a classificação mundial, com 22 vagas em cada categoria masculina, a tarefa de Nuno Saraiva não se afigura fácil. Ainda assim, depois de resultados de excepção a nível internacional na categoria júnior, acredita ser possível chegar ao Rio de Janeiro, apesar de só agora saltar para o escalão sénior. Os Jogos Olímpicos são um objectivo. É um desafio extremamente exigente, mas penso que é uma possibilidade, mas o meu principal foco é melhorar e aprender, diz o atleta, que ocupa actualmente o 156.º lugar do ranking mundial da sua categoria (73 kg). Nome: Nuno Saraiva Origem: Marinha Grande Idade: 49 Modalidade: Judo Presenças em JO: 0 Expectativa para 2016: necessitará de uma evolução muito rápida

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8 8 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Entrevista Mário Oliveira De regresso à liderança da Oikos (Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria), considera que houve laxismo das entidades oficiais na gestão do Lapedo. Diz que o novo regime de arborização é um livre-trânsito para a eucaliptização, criado para sustentar as celuloses A região tem à sua volta uma espécie de áurea feita de efluente suinícola Maria Anabela Silva Seis anos depois, regressa à liderança da Oikos. O que mudou no ambiente da região? Quando penso na qualidade da água do Lis e olho para as análises que a Oikos faz, os dados evidenciam uma melhoria. Este ano não foi particularmente famoso, mas a tendência geral é de melhoria. Quando vejo a forma como algumas pessoas olham para as questões do ambiente e começam a incorporar, ainda que de forma incipiente, no discurso e na prática, algumas preocupações ambientais, sinto que a educação ambiental deixou algumas sementes. Na perspectiva da floresta as coisas estão piores. Massificou-se a plantação de eucaliptos e potenciou-se o risco de incêndio. Em1996, a Oikos teve um projecto de educação ambiental, coordenado por mim, a que chamámos O Litoral entre Água de Madeiros e Pedrógão um ecossistema frágil a preservar, numa altura que se 'gritava' em congressos científicos que o nosso litoral era susceptível de sofrer erosão, de forma violenta, pela agressividade no mar. Veja-se o aconteceu no último Inverno. Parece premonição. Há problemas que se mantêm, como a despoluição da bacia do Lis. O que tem emperrado o processo? Claramente a vontade política ou, mais concretamente, a falta dela. Tem havido milhões de euros para quase tudo, até para estádios, menos para uma ETES [Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas], que funcionaria quase como o 'lavatório' da face dos leirienses. Permitiria à região recuperar uma imagem de qualidade e de prestígio. Os políticos defendem a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil para promover o turismo. Esquecem-se que não podemos convidar os turistas a atravessar, depois, os campos do Lis, que estão impregnados de efluentes suinícolas, ou a frequentar as termas de Monte Real, convivendo com o mau cheiro das descargas a que o Lis é sujeito. É um facto que a solução custa muito dinheiro, mas quem tem que zelar pela qualidade de vida das populações e pela qualidade ambiental da região são os decisores e aqueles que produzem os efluentes. Há outro culpado neste processo: eu, tu, ele, nós, vós, eles. Ou seja, a população da região, que já devia ter feito sentir ao poder político que é preciso resolver o problema. As pessoas já se conformaram? Começo a desconfiar que, tirando algumas associações e uma ou outra pessoa, mais ninguém se preocupa. Os que poluem andam no jogo da discussão política e técnica. Os decisores políticos andam no jogo do empurra e os investidores não estão disponíveis para meter dinheiro num projecto que pode não ser rentável. Enquanto isso, as cerca de 300 mil pessoas que habitam na região parecem impávidas e serenas, deixando que degradem até a dignidade de uma região e de uma população. Muitos de nós já sentimos a sensação de, quando dizemos que somos de Leiria, nos associarem logo à ribeira dos Milagres e ao rio 'lixo'. Por um lado, vêem-nos como uma região próspera, com emprego e atraente do ponto de vista do investimento e da cultura. Por outro, a região tem à sua volta uma espécie de áurea feita de efluente suinícola. Uma das soluções que tem sido encontrada para colmatar a falta da ETES é o espalhamento dos efluentes em terrenos agrícolas. Que efeitos pode ter essa prática? Essa é uma prática que tem sido usada sem controlo e com a complacência do ministério [da Agricultura]. O dramático é que essa Em destaque Se não fosse para sustentar as celuloses, o eucalipto não tinha medrado em Portugal como medrou. prática arrasta-se há anos. Durante anos, descarregava-se para o rio. Agora, descarrega-se para as margens. Estamos gradualmente a aumentar os teores de nitratos e de fosfatos dos solos. As fezes e a urina dos animais têm medicamentes, que não foram metabolizados e que vão parar ao solo. Estamos a contaminar solos e aquíferos porque, por escorrências e infiltrações, aquela água acaba por chegar ao rio. A juntar a isto, há as descargas directas feitas no rio. E assim se degrada uma bacia hidrográfica. A Oikos denunciou em Maio mais um atentado no Lapedo, com a destruição de uma vasta área de vegetação. Como classifica a forma como aquele património tem sido tratado ao longo dos anos? Houve algum laxismo no tratamento daquele património. Estamos a falar de um património nacional, não de 'patrimoniozinho' propriedade de um conjunto de senhores. É verdade que essas pessoas têm a propriedade legítima da terra, mas, enquanto património ambiental e cultural, é de todos nós. Salvaguardando os direitos à propriedade privada, as nossas entidades falharam em toda a linha na gestão daquele património. Recentemente estive no local com os ve-

9 Jornal de Leiria 7 de Agosto de ENTREVISTA COM O APOIO DE: MARCELO BRITES Intervenção para suster avanço do mar Tenho dúvidas que as obras que estão a fazer no Pedrógão durem dez anos readores Lino Pereira e Ricardo Santos para analisar alguns problemas visíveis nas margens do rio e a tentar encontrar formas de minimizar estragos e de recuperar o que é recuperável. A erosão causada no último Inverno junto ao parque de lazer foi assustadora. Houve um passado de laxismo das entidades, mas parece haver condições para um futuro de intervenção equilibrada e de defesa ambiental daquele espaço, tentando envolver as pessoas mais directamente relacionadas com a questão: proprietários, autarquias e associações. Uma certa inércia das entidades oficiais, que tardam em pôr em prática um programa de valorização daquela zona, não contribuirá também para isso? Mais uma vez, é o laxismo das instituições. A população, menos informada do ponto de vista técnico, olha para o Lapedo com respeito. Inconscientemente tem consciência do valor do Lapedo. Pode não conhecer a importância daquela estrutura geológica ou das espécies vegetais e animais que existem, mas tem a percepção que é um local a preservar paisagisticamente e um sítio a usufruir e a fruir. Mas preservar é diferente de intervencionar da forma como se fez. O estrago está feito. As canas invasoras começam a tomar conta das margens, quer na parte privada quer na pública. Pelo andar da carruagem, daqui a uma década teremos o Lapedo infestado. Se as árvores lá tivessem ficado, nada disso aconteceria. Houve erros técnicos e entidades, como a câmara e a CCC [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro] que, por omissão ou com conhecimento, deixaram que as coisas acontecessem. Depois, correram atrás do prejuízo. Lamento que o Lapedo não seja um sítio verdadeiramente protegido. Cerca de 94% das rearborizações efectuadas ao abrigo do novo regime de arborização foram feitas com eucalipto. Como comenta? Tivemos uma política nacional que tudo fez para acabar com as espécies autóctones e massificar a floresta de eucalipto para satisfazer os interesses das 'papeleiras'. Se não fosse para sustentar as celuloses, o eucalipto não tinha medrado em Portugal como medrou. A conversa de termos a maior mancha de pinheiro bravo da Europa acabou. Hoje, teremos a maior mancha de eucalipto. Cerca de 26% da área florestal em Portugal está arborizada com eucalipto. Isto é inconcebível. Quando tudo fazia crer que iríamos arrepiar caminho, pelas questões da erosão do solo, da protecção dos recursos hídricos e dos fogos, a última legislação veio liberalizar a eucaliptização. As pessoas continuam a não perceber que estamos a degradar completamente a paisagem. E a paisagem também vende. Exactamente. A paisagem é um património brutal e não a valorizamos devidamente nem acautelamos a sua protecção. As espécies autóctones contribuíam para a nossa biodiversidade biológica. Este é um património turístico, que podemos usar com rentabilidade económica, preservando-o. Temos de ter floresta intensiva, mas não podemos permitir a massificação do eucalipto como está a acontecer. A actual legislação é um livre-trânsito para a eucaliptização. Quem se preocupa com a economia diz que dá milhões. Pois dá, mas deixará um buraco colossal. No sul dos EUA a observação de aves, feita numa perspectiva técnica e do ponto de vista turístico, rende mais dinheiro do que o golfe. Em Portugal, há um conjunto de espécies que, devidamente enquadradas no seu habitat, seriam um 'alvo' apetitoso de observação por parte de visitantes do Norte da Europa. No litoral da região não faltam exemplos de erros de ordenamento, com construções em cima de arribas. Vamos pagar caro por estes erros? Estamos a pagar caro e ainda é só o princípio. Os problemas do litoral estão mais do que conhecidos e escalpelizados. Há muita investigação feita pelas universidades mais importantes do País. Não falo de 'trabalhinhos' de curiosos, mas de investigação de ponta, que nos demonstra a taxa de erosão da costa portuguesa. Há 20 anos, já se apontava a necessidade de promover a retirada do litoral. Mas fez-se precisamente o contrário. Nessa época fizeram-se algumas demolições, incluindo na região. O Governo anunciou, agora, novas demolições e o mar encarregar- -se-á de fazer mais umas tantas. Temos ainda de somar os milhões de euros que estamos a enterrar no litoral, em pedras e areia que o mar vai levar. Na devida altura, chamou-se atenção para os impactos das barragens e da construção de estruturas ao longo do litoral, como o molhe da Figueira da Foz, mas na hora de decidir, os decisores assobiaram para o ar e a obra fez-se. Estamos a colher o que semeámos. O dramático nesta história é que a geração de políticos com culpa directa nesta matéria agora assobia para o ar, aposentada nas suas cadeiras douradas, deixando a batata quente nas mãos de outros. Está a referir-se aos autarcas que aprovaram os licenciamentos? Estou a falar de autarcas e de governantes. As autarquias fizeram o que a Administração Central deixou. Durante anos, as câmaras subsistiam à custa de licenças e os governos ficavam felizes porque as autarquias sobreviviam com essas receitas. O povo, Ambientalista quase desde sempre Convencemos o padre a deixar-nos colocar um ninho na torre da igreja Formado em Geologia e a fazer doutoramento em educação ambiental, Mário Oliveira despertou cedo para as causas ambientais. Como geólogo, habituei-me a andar no campo e a olhar para as questões ambientais. Depois, 'diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és'. Tive a sorte de integrar um grupo onde estavam tendencialmente ambientalistas, conta. Diz, em tom de brincadeira, que a sua grande conquista como ambientalista remonta ao tempo em que era professor na Freixianda (Ourém), em finais dos anos 80 do século XX, e que andava a construir ninhos de cegonha. Eu e um colega, o Graça, convencemos o padre de esse, queria uma casinha virada para o mar. E agora a água está demasiado perto. Diz que não foi por desconhecimento e falta de aviso que essas decisões foram tomadas. Houve outros interesses a falar mais alto? Não sei quais foram os interesses. Garantidamente não foram os interesses de acautelar o futuro do País. Vários especialistas alertaram para o que está a acontecer. Lembro-me de estar com o professor Veloso Gomes a ver uma obra na Figueira da Foz e de ele dizer que dentro de cinco anos, a obra estaria no chão. E assim foi. Não há areia, o mar leva. É mais forte que a pedra. Espero sinceramente que os enrocamentos que andamos a fazer no litoral [nomeadamente no Pedrógão] surtam o efeito desejado. Tenho dúvidas que as obras que estão a fazer no Pedrógão durem dez anos. A forma apaixonada como os ambientalistas defendem as suas causas não fará com que, por vezes, não sejam ouvidos? Houve uma fase em que os ambientalistas eram muito apaixonados e pouco científicos. O País também não tinha muitos investigadores e muito menos na área ambiental. Felizmente, a consciência ambiental foi-se impondo e muitos desses ambientalistas acabaram por enveredar pela investigação. Muitas das vezes, os ambientalistas não são tidos em consideração porque são incómodos. Eles devem, na medida do possível, apontar soluções e chamar a atenção para os efeitos de determinados erros. Foi isso que se fez em relação ao litoral, aos recursos hídricos, à floresta ou ao ambiente urbano. O problema é que há gente na decisão a fazer de conta que ouve. Pelmá (Alvaiázere), que era um fixe, a deixar-nos colocar um ninho na torre da igreja, que esteve habitado. Foi a minha coroa de glória. Mais tarde, começou a colaborar com a Oikos (Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria), acabando por assumir a presidência da Direcção. Depois de um interregno de seis anos, está de regresso à liderança da associação, tendo sido eleito em Maio último. Natural de Angola, já viveu no Porto, Coimbra, Covilhã, Ourém e agora em Leiria. Não tenho terra. Sou de onde calha, diz o ambientalista, docente na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

10 10 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Sociedade Lagoa da Ervedeira, um oásis junto ao Pedrógão Tranquilidade A par de refúgio para quem procura sossego e contacto com a natureza, a lagoa da Ervedeira é uma importante 'área de serviço' para aves migratórias Maria Anabela Silva Localizada a cerca de 30 quilómetros de Leiria, nas imediações da praia do Pedrógão, a lagoa da Ervedeira é, por estes dias, refúgio para quem quer passar um dia longe da confusão a banhar-se em água doce, a fazer passeios pedestres ou piqueniques na mata envolvente ou a pescar ao longo das suas margens. Mas, mais do que um local de veraneio, a lagoa é um importante ecossistema natural de grande riqueza biológica, constituindo-se como habitat ideal para várias espécies de peixes, anfíbios e insectos e sítio propício para o crescimento de uma flora diversificada. Serve também de abrigo a aves migratórias que, nas suas margens e no seu leito, encontram sossego e alimento para recuperar energias, antes de voarem para outras paragens. Durante o Inverno, é possível observar cerca de duas dezenas de espécies de aves, algumas das quais, como a perdiz-vermelha e a garça-pequena, escolhem o local para nidificaram. A lagoa da Ervedeira é uma importante 'área de serviço' para aves migratórias, que aí têm uma zona de reserva alimentar e de descanso, permitido-lhes repor energias, explica Mário Oliveira, presidente da Oikos, Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria, frisando que, do ponto de vista paisagístico, este é um ambiente fundamental para várias espécies e um habitat muito sensível.

11 Jornal de Leiria 7 de Agosto de Perca-sol e perdiz-vermelha são duas das várias espécies que podem ser encontradas na lagoa da Ervedeira PUBLICIDADE RICARDO GRAÇA Mapa da lagoa da Ervedeira Parque infantil Parque de merendas Zona de pesqueiro Zona de Banhos 30 quilómetros é a distância aproximada entre a cidade de Leiria e a lagoa da Ervedeira. Para lá chegar, deve seguir na EN109 até Monte Redondo, seguindo em direcção ao Pedrógão. Junto à igreja do Coimbrão, virar à direita 17 hectares é a área aproximada do espelho de água da lagoa da Ervedeira, identificada no Plano de Requalificação das Lagoas do Litoral Centro como sendo particularmente vulnerável às condições de baixa pluviosidade Testemunho Um paraíso perto de Leiria Pastor da Igreja Evangélica Mistério e Vida, em Leiria, José Volnei é um fã confesso do sossego da lagoa da Ervedeira. Foi lá que o JORNAL DE LEIRIA o encontrou na terça-feira, juntamente com a família, a gozar um dia de férias longe da confusão das praias. Enquanto as crianças tomavam banho juntamente com outros elementos do grupo, José Volnei pescava...ou tentava pescar. Ainda não apanhei nada e ontem também não tive sorte. Estou mais a dar banho à minhoca, brinca, justificando o insucesso com a falta de experiência. Mas, isso também não é mais importante. O principal, diz, passa por desligar do dia-a-dia e desfrutar da tranquilidade do lugar. Um sentimento partilhado por Marisa Silva, que, na terça-feira, aproveitou uma das muitas sombras existentes nas margens da lagoa para pôr a leitura em dia. Isto é um sossego. Um paraíso perto de Leiria, afirma aquela imigrante brasileira, a viver na região há vários anos. Fonte: Câmara Municipal de Leiria - Serviço de informação Geográfica Essa importância foi reconhecida em 2000 pelo programa Biotopos Corine, desenvolvido ao nível da União Europeia e que identificou a lagoa como um sítio de interesse para a conservação da natureza. Nessa época, a Câmara de Leiria apresentou uma candidatura a fundos comunitários (Programa Leader II), que permitiu, por exemplo, a instalação no local de passadiços e de várias estruturas de apoio, como um observatório de aves e zonas para pesca (pesqueiros), algumas das quais se encontram danificadas, fruto da falta de civismo, da má utilização e do passar dos anos. Em termos de fauna, além das várias espécies de aves, a lagoa é habitada por carpas, percas-sol e achiga, entre outros peixes, que Formações transitórias As águas paradas de lagoas e charcos são formações transitórias, que acabam por fechar, com o acumular de sedimentos que se vão depositando no seu fundo. Este processo, designado por sucessão, é demorado e pode levar muitos séculos. Veja-se o caso da Lagoa da Ervedeira, que já era referenciada no foral de D. Afonso Henriques atribuído a Leiria, no século XII, e que ainda se mantém a aberta. partilham a água com anfíbios, como o sapo-comum ou a rã-verde. Na área circundante, é possível encontrar répteis como a largatixa- -do-mato-ibérica, a cobra-rateira ou a víbora-cornuda (ameaçada de extinção). Rodeada por uma floresta predominantemente de pinheiro-bravo, a lagoa acolhe algumas espécies vegetais aquáticas, como caniços, que constituem um importante abrigo para a nidificação de vários tipos de aves, e algas. A área ocupada por estas espécies tem crescido, fazendo com que, em determinados locais, a lagoa se encontre quase fechada. Para tal, contribui a própria configuração da lagoa. Pela dimensão que tem, está particularmente exposta ao sol, o que faz com que a água aqueça. Sucessões ecológicas Fonte: Ora, a temperatura e a luz criam condições para que as algas e outras espécies aquáticas se possam desenvolver, explica Mário Oliveira. A juntar a esses fenómenos naturais, há um outro, resultante da acção do homem, que está relacionado com a prática agrícola que se faz nas imediações da lagoa. Os adubos usados nos campos acabam por se infiltrar nos solos e chegar à água, funcionando como nutriente que faz com que as algas e outras plantas da lagoa cresçam mais rapidamente, acrescenta o presidente da Oikos, que frisa que qualquer intervenção de limpeza a fazer no local deve ser muito cuidada e metódica. É que, se existem invasoras que devem ser removidas, há espécies vegetais que se devem manter, porque são essenciais à manutenção do habitat. O ambientalista ressalva, no entanto, que, do ponto de vista da evolução, a lagoa vai fechar. A maior ou menor rapidez do processo é que pode variar, em função dos consumos de água e da reposição dos níveis freáticos ou da velocidade de assoreamento da lagoa. E, se há aspectos que não podem ser controlados, como a pluviosidade, existem outros onde a intervenção humana faz diferença. Mário Oliveira sublinha, por exemplo, a necessidade de evitar o pisoteio das margens, através da massificação do seu uso, de forma a permitir que a vegetação dunar se fixe e que ajude a fixar as areias, impedindo que estas vão parar à lagoa. É precisamente para alertar para a preservação e para a utilização correcta de uma das 'jóias da coroa' do património natural do concelho de Leiria que nasceu o Grupo de Amigos da Lagoa da Ervedeira, que já fez várias acções de limpeza junto à lagoa. A associação, cuja constituição está a ser formalizada, é também uma das entidades promotoras da primeira edição do festival Lagoa Viva, a realizar nos dias 16 e 17 de Agosto, que promoverá acções de sensibilização para a preservação daquele habitat, juntamente com actividade lúdicas, como música, ateliers e jogos. A organização do evento conta também com a participação da Associação Cultural, Desportiva e Pro-

12 12 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Sociedade Oikos lança concurso fotográfico sobre o litoral Poluição dos oceanos e dos ecossistemas litorais é o tema do concurso juvenil de fotografia que a Oikos (Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria) está a promover. Podem concorrer crianças e jovens dos oito aos 23 anos, que entreguem os trabalhos até 5 de Setembro. Cerca de 83% dos processos aprovados são para eucaliptos Concelho de Leiria lidera pedidos de arborização no País Leiria e Oeste Comunidades Intermunicipais em projecto- -piloto Maria Anabela Silva Leiria foi o concelho do País com maior número de pedidos de arborização ao abrigo do novo regime jurídico do sector, em vigor há cerca de oito meses. De acordo dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), entre Outubro do ano passado e Junho último, aquele organismo recebeu 203 processos referentes ao concelho de Leiria, que previam a arborização de 159 hectares de terreno, 129 dos quais com eucalipto. Desses pedidos, o ICNF já deu luz verde para a plantação de 88 hectares, sendo que em 83% dessa área (73 hectares) a florestação será feita com recurso a eucalipto. A nível nacional e de acordo com o relatório do ICNF, divulgado na semana passada, foram autorizadas acções de florestação para hectares, a maioria (5.241 hectares) a ocupar com eucalipto. Em comunicado, a direcção nacional da Quercus lamenta os dados, que, no entender da associação ambientalista, revelam um aumento desenfreado das monoculturas de eucalipto, o que pode criar condições para a propagação dos incêndios. Em declarações ao JORNAL DE LEIRIA, Domingos Patacho, presidente do núcleo de Ourém da Quercus, chama a atenção para o facto de 94% das rearborizações serem feitas com aquela espécie. São valores muito elevados. Essa eucaliptização é feita à custa do pinheiro bravo e de outras espécies e de de zonas agrícolas, que agora são ocupadas com eucalipto. A paisagem de 'mosaico', onde as áreas de floresta intercalavam com terrenos agrícolas, deu lugar à monocultura, o que facilita a propagação dos incêndios, adverte o ambientalista. Sobre os dados referentes a Leiria, que segundo o ICNF é o concelho com Nos últimos oito meses, foi autorizada a plantação de 73 hectares de eucalipto em Leiria O número 73 hectares de área do concelho de Leiria que, nos últimos oito meses, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas autorizou a ocupar com eucaliptos mais pedidos de acções de florestação, Domingos Patacho manifesta-se preocupado com o facto de 83% dos processos autorizados contemplarem o uso do eucalipto. A realidade é mais grave do que aquilo que os números podem revelar, uma vez que os dados não incluem as arborizações feitas sem autorização, nota o dirigente da Quercus, frisando que à volta da Mata Nacional [de Leiria, do Pedrógão e do Urso] grande parte do que era pinhal está hoje convertido em eucalipto. O mesmo acontece em algumas freguesias rurais do concelho de Leiria, como Santa Catarina da Serra, acrescenta Domingos Patacho. Naquele comunicado, a direcção nacional da Quercus defende que os RICARDO GRAÇA números agora revelados pelo ICNF deveriam obrigar a uma reflexão dos actuais titulares da pasta das florestas. Para a associação ambientalista, é hoje por demais evidente que este instrumento legal [Regime Jurídico Aplicável às Acções de Arborização e Rearborização] serviu apenas para viabilizar as autorizações para a instalação de eucaliptais, num claro favorecimento das celuloses, apesar de o eucalipto ser já a espécie mais abundante em Portugal. De acordo com o relatório do ICNF, nos últimos oito meses, foi autorizada a plantação de hectares de eucalipto, ficando o pinheiro-bravo com 42,8 hectares e o sobreiro nos 25,2 hectares. As Comunidades Intermunicipais da Região de Leiria (CIMRL) e do Oeste foram duas das quatro seleccionadas pelo Governo para testar o novo modelo de reorganização dos serviços públicos, aprovado, na semana passada, em Conselho de Ministros. Designado por programa Aproximar, o projecto prevê que, seguindo o modelo das Lojas do Cidadão, os serviços públicos (Finanças, Instituto da Mobilidade Terrestres, Segurança Social, Autoridade para as Condições de Trabalho e conservatórias, por exemplo) sejam integrados num único espaço, designados por Condomínios do Estado, podendo a sua gestão ser assegurada por terceiros, nomeadamente câmaras. A meta do Governo é que cada município tenha, pelo menos, um desses condomínios. Em complemento, segundo explica o jornal Público, está prevista a instalação de cerca de mil Espaços do Cidadão, em que os serviços são prestados por via digital com o apoio de um funcionário. Ainda há muita coisa a definir. Existe, por parte da CIMRL, um princípio de interesse em aderir ao projecto, mas essa adesão ainda não está formalizada, adianta Raul Castro, presidente da Câmara de Leiria e da CIMRL. O autarca frisa que, no caso do concelho de Leiria, a maioria dos serviços que se quer concentrar tem instalações próprias, pelo que, o princípio de racionalização não se aplica. Raul Castro admite, no entanto, que em algumas freguesias possa haver interesse em instalar Espaços do Cidadão. Mas, nota, ainda há muita coisa a esclarecer, nomeadamente, quem fará esse atendimento e quem suportará as despesas. Leiria Colisão com camião vitima jovem Marinha Grande Apoios à natalidade somam 21 mil euros Saúde Extensão da Caranguejeira reabre em Setembro Ourém Mãe e filha encontradas mortas em poço A colisão frontal entre um automóvel e um camião, registada na madrugada de sábado, em Ortigosa, Leiria, provocou a morte a um jovem de 31 anos. Nuno Cardoso, antigo escuteiro e membro do NEL (Núcleo de Espeleologia de Leiria), ainda foi transportado para o Hospital de Santo André e depois para o Hospital da Universidade de Coimbra, mas não resistiu aos ferimentos. O jovem era natural da freguesia da Caranguejeira. A Câmara da Marinha Grande aprovou, na semana passada, as candidaturas apresentadas ao Incentivo à Natalidade e Apoio à Família no concelho, relativas a nascimentos ocorridos entre Julho de 2013 e Junho de 2014, no valor total de 21 mil euros. Durante esse período, foram apresentadas 38 candidaturas, 36 das quais foram aprovadas e duas indeferidas pelo facto de o rendimento do agregado ultrapassar quatro ordenados mínimos. A extensão de saúde da Caranguejeira, em Leiria, deverá reabrir no início de Setembro. Segundo Lino Pereira, vereador das Obras da Câmara de Leiria, durante este mês deverá ficar concluída a aquisição de mobiliário e equipamento. O processo está a decorrer em consonância com a ARS [Administração Regional de Saúde] do Centro, sendo que a sua conclusão dependerá, naturalmente, do aval daquela entidade, acrescenta. Mãe e filha, que se encontravam desaparecidas há cerca de oito dias, foram encontradas sem vida, num poço agrícola, na freguesia de Atouguia, concelho de Ourém. Segundo fonte da GNR, os corpos foram encontrados em estado de decomposição. O poço, "com cerca de três metros de água, estava coberto e tinha um alçapão". As mulheres, de 67 e 40 anos, sofreriam de distúrbios psíquicos.

13 Sociedade Jornal de Leiria 7 de Agosto de Projecto envolve mais de 150 pessoas Brigadas Autárquicas de Voluntários contra incêndios em Pombal Elisabete Cruz Onze brigadas e 177 voluntários integram o Programa Brigadas Autárquicas de Voluntários, que visam o desenvolvimento de acções de vigilância e prevenção em várias freguesias do concelho de Pombal, nomeadamente onde não existem bombeiros. A vereadora da Agricultura e Florestas, Catarina Silva, explica que as brigadas, criadas em 2004 destinam- -se ao desenvolvimento de acções de prevenção e vigilância dos espaços rurais, com o apoio de munícipes voluntários, entre os quais, os escuteiros. Catarina Silva refere que estas brigadas não fazem primeira intervenção no combate aos fogos. O seu papel é o de fazer rondas e a vigilância a eventuais focos de incêndio, para poderem dar o alerta o mais rápido possível, pois não têm formação para o combate a incêndios. Estes voluntários não são profissionais e não têm formação específica para combate a incêndio, tendo sido informados que devem evitar situações de perigo que ponham em causa a sua integridade física, salienta a vereadora. No entanto, os voluntários receberam formação de técnicas de vigilância e procedimentos de segurança a adoptar e possuem um kit que permite apagar pequenas fogueiras, ou seja, pequenos focos de incêndio, desde que não corram perigo e Os voluntários não apagam fogos, mas serão uma mais-valia no alerta imediato enquanto aguardam a chegada dos bombeiros. As brigadas têm ainda um papel na vigilância após o rescaldo de incêndio florestal, vigiando o local depois de extinto o incêndio e evitando o reacendimento, assim como registando pessoas e viaturas que apresentem comportamentos estranhos na zona. Afectas às Juntas de Freguesia de Abiúl, Almagreira, Carriço, Carnide, Meirinhas, Pelariga, Redinha, União de Freguesias S. Simão, Santiago e Obras em centro de saúde de Pombal Mais de 70 mil euros para instalações provisórias Albergaria dos Doze, União de Freguesias Guia, Ilha e Mata Mourisca, Vermoil e Vila Cã, as Brigadas Autárquicas de Voluntários estão no terreno desde o início de Julho e vão permanecer até 30 de Setembro. No entanto, se as condições meteorológicas se alterarem o período estipulado poderá ser alargado, adianta Catarina Silva. O projecto é desenvolvido em parceria com todas as juntas de freguesia, estando a coordenação geral sob RICARDO GRAÇA/ARQUIVO a responsabilidade do município. Nos dias de risco elevado de incêndio ou superior, as brigadas são mobilizadas e geridas pelo comandante operacional municipal. Em caso de incêndio as equipas serão enquadradas no teatro de operações, explica. O vereador do PS, Adelino Mendes, entende que estas equipas são da maior importância na ocupação do território e até na dissuasão de fenómenos de incendiarismo. Câmara investe mais de euros Nova sala de audiências nasce no Tribunal de Pombal Batalha Monumento evoca padre Albino O padre Albino Carreira, falecido em Dezembro, vai ser homenageado, a título póstumo, no próximo dia 15, pelas 18 horas. A iniciativa partiu da população de Vale de Barreiras, freguesia de São Mamede, Batalha, de onde o sacerdote era natural, que reuniu contributos para a construção de um busto de homenagem. A inauguração ocorrerá no dia em que Albino Carreira, que foi capelão das prisões de Leiria, completaria 50 anos de ordenação sacerdotal. Alcobaça Obras de reposição do pavimentos Depois de concluídas as obras de renovação do sistema de abastecimento de água nas freguesias de Alcobaça e Vestiaria, Cela e Bárrio, os Serviços Municipalizados de Alcobaça encontram-se a repor o pavimento nas estradas naquelas localidades. Em curso, estão ainda os trabalhos de estabilização do talude da VCI, variante a Alcobaça, assim como a reparação da EN8-6, em Évora de Alcobaça. Esta última intervenção é da responsabilidade da Estradas de Portugal. Ourém Aprovado plano de defesa da floresta O Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) de Ourém acaba de ser aprovado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Válido até 2017, o documento aponta a necessidade de construir e de manter a rede de infra-estruturas destinadas à prevenção e ao combate, de realizar acções de vigilância e de definir formas de optimização do combate e estratégias de rescaldo e vigilância pós-incêndio. A Câmara de Pombal vai gastar euros no aluguer de módulos pré-fabricados, que irão servir de centro de saúde, enquanto durarem as obras da unidade de saúde. Segundo explicou o presidente da autarquia, Diogo Mateus, na última reunião de executivo, o investimento irá dotar os contentores de todas as condições para utentes e técnicos de saúde. O projecto de ampliação e requalificação do centro de saúde está orçado em 1,6 milhões de euros e contará com financiamentos comunitários, através do programa Mais Centro da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Esta obra é uma necessidade antiga há muito reclamada pelo concelho de Pombal. As obras no centro de saúde, estão orçadas em 1,6 milhões de euros O Tribunal de Pombal vai passar a contar com três salas de audiência. A Câmara Municipal vai investir mais de euros em obras de adaptação no rés-do-chão do edifício. O presidente da autarquia, Diogo Mateus, revela que o novo espaço de julgamentos irá nascer na sala onde actualmente de situa a secretaria. Com a reorganização do mapa judiciário, que irá entrar em vigor no dia 1 de Setembro, o Tribunal de Pombal ficou com a 2.ª secção de famílias e menores e 2.ª secção de execução, que será instalada provisoriamente em Ansião. Esta não será a única sala a ser criada para dar resposta ao novo mapa judicial. Segundo anunciou a juíza presidente da Comarca de Leiria, Patrícia Costa, num recente debate sobre a reorganização judicial,haverá também um aumento de salas de audiência nos tribunais de Caldas da Rainha e Leiria (edifício do ex-bnu). Também o edifício do antigo Liceu Rodrigues Lobo vai ser remodelado para receber os processos relacionados com comércio e execuções. Enquanto as obras decorrerem na antiga escola, a secção de comércio/insolvências de Leiria fica em Alvaiázere, enquanto as execuções serão julgadas em Ansião. Diogo Mateus defende que deveria ter sido o Tribunal de Pombal a ficar com a secção de comércio dada a sua centralidade, até porque em termos de transportes é mais fácil ir de Leiria a Pombal do que ir a Alvaiázere, constatou. Nazaré Valado dos Frades ganha 'Mercadito' Abriu recentemente o 'Mercadito' de Valado dos Frades, um espaço de venda de legumes, fruta e peixe fresco de produtores locais, que deverá funcionar diariamente. Em comunicado, a Câmara da Nazaré lembra que antigo mercado funcionava apenas aos sábados, levando as vendedoras de frescos a procurarem alternativas para os restantes dias da semana, com a venda a fazer-se na rua, dentro da vila, sem as condições adequadas.

14 14 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Sociedade Escolas são os principais espaços contendo matéria tóxica Amianto em mais de 80 edifícios públicos na região Elisabete Cruz Edifícios públicos com amianto ALCOBAÇA Centro de Formação Profissional em Fruticultura Escola Básica da Benedita Escola Básica Frei Estevão Martins Escola Básica de Pataias Escola Básica e Secundária D. Pedro I Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister Prédio urbano da AR Saúde, Burinhosa ALVAIÁZERE Tribunal de Alvaiázere ANSIÃO Escola Básica n.º 2 de Avelar BATALHA Mosteiro de Santa Maria da Vitória CALDAS DA RAINHA Aquartelamento exército dos Casais de Pedrógão Escola Básica de Santa Catarina Escola Básica de Santo Onofre Escola Secundária Raul Proença Centro Hospitalar do Oeste Serviço operacional do Oeste Agência do Ambiente Museu de José Malhoa Cencal LEIRIA Quartel da Cruz da Areia RA4 Direcção de Finanças (Av. Comb. Grande Guerra) Base Aérea n.º 5 (UI 125) Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do IPLeiria Escola Básica de Santa Catarina da Serra Escola Básica Dr. Correia Alexandre, Caranguejeira Escola Básica Dr. Correia Mateus Fonte: Portal do Governo O número 84 é o número dos edifícios onde foi detectado amianto na região de Leiria. Na lista das infra-estruturas públicas encontram-se dezenas de escolas espalhadas por vários concelhos, tribunais, o edifício sede da Segurança Social, em Leiria, a Base Aérea de Monte Real, os dois estabelecimentos prisionais de Leiria, a PSP da Marinha Grande e o Mosteiro da Batalha. Também alguns espaços de saúde foram construídos com amianto, entre os quais o Hospital de Santo André, o Centro Hospitalar do Oeste e centros de saúde. Escola Secundária Afonso Lopes Vieira Escola Básica N.º 2 de Marrazes Escola Básica Rainha Santa Isabel, Carreira Estabelecimento Prisional Especial de Leiria Estabelecimento Prisional Regional de Leiria Unidade de Psiquiatria dos Andrinos Hospital de Santo André Centro Distrital da Segurança Social de Leiria Antigo Internato Masculino de Leiria Centro de Saúde Gorjão Henriques Blocos habitacionais da BA5 MARINHA GRANDE PSP da Marinha Grande Prédio dos Serviços Sociais da PSP Farol do Penedo da Saudade S. Pedro de Moel Escola Básica Prof. Alberto Nery Capucho Escola Básica Guilherme Stephens Extensão de Saúde de Vieira de Leiria Centro de Saúde da Marinha Grande Direcção de Finanças Cencal Cenfim NAZARÉ Edifício Administrativo - Porto da Nazaré Torre de Vigilância - Porto da Nazaré Oficina 2 - Porto da Nazaré PT Principal - Porto da Nazaré PT Secundário - Porto da Nazaré Reservatório e Central Hidropressora de Água Salgada - Porto da Nazaré Armazéns de Aprestos - Porto da Nazaré Escola Básica Amadeu Gaudêncio Prédio AR Saúde Valado dos Frades Prédio AR Saúde Nazaré OURÉM Serviço de Finanças de Ourém Escolas, tribunais, monumentos, centros de saúde, entre outros edifícios públicos na região possuem materiais presuntivamente contendo amianto. O Governo procedeu ao levantamento de todos os edifícios, instalações e equipamentos onde se prestam serviços públicos. Foram os estabelecimentos de ensino que mais apresentaram amianto nas suas infra- -estruturas. O levantamento foi da responsabilidade de cada ministério, tendo sido coordenado e acompanhado pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF). O Governo anunciou que os edifícios onde foi detectado o amianto vão ser agora submetidos a uma análise dos dados recolhidos, no sentido de determinar aqueles que devem ser apenas sujeitos a acções regulares de monitorização e aqueles que devem ser submetidos a novas análises no sentido ou de confirmar as informações já recolhidas ou determinar a necessidade de realizar eventuais acções correctivas. Segundo o portal da ACT, o amianto é um produto cancerígeno que teve uma larga aplicação em materiais aos quais foi necessário conferir propriedades de resistência à tracção, ao fogo e a altas temperaturas, entre outras. A comercialização de materiais contendo esta substância está proibida desde A perigosidade do amianto surge quando as fibras se libertam. As vias de exposição são a inalação, a ingestão e a cutânea, sendo a primeira a principal responsável pelos danos causados à saúde. Se as fibras de amianto estiverem apenas fracamente ligadas no produto ou material, o risco de libertação de fibras é maior devido à friabilidade ou ao estado de conservação desse produto/material. A ACT esclarece que a presença de amianto não implica a remoção do mesmo. Na tomada de decisão deve ser tida em conta uma avaliação do estado de degradação do material, a sua friabilidade, a acessibilidade, a probabilidade de contacto, o número de trabalhadores expostos e seu tempo de exposição bem como a determinação da concentração de fibras no ar. Foi tendo em conta esta análise que o Hospital de Santo André e a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais optaram por isolar os edifícios, através de um revestimento estanque, evitando, desta forma, a eventual degradação do material e consequente libertação das partículas de amianto. PENICHE Subdest. Costeiro da GNR Peniche Edifício Administrativo do Porto de Peniche Edifício oficinal do Porto de Peniche Posto de Transformação Principal Porto de Peniche Posto de Transformação Secundário Porto de Peniche Armazéns de Aprestos Marítimos Porto de Peniche Armazéns de Comerciantes de Pescado Porto de Peniche Armazéns de Grossistas Porto de Peniche Farol do Cabo Carvoeiro Farol da Berlenga Escola Básica D. Luís de Ataíde Escola Básica de Atouguia da Baleia Escola Básica de Peniche Tribunal de Peniche Prédio AR Saúde Peniche Prédio AR Saúde Atouguia da Baleia Alfândega de Peniche Porto de Peniche Porto de Pesca PEÓGÃO GRANDE Escola Básica Miguel Leitão de Andrade Centro de Saúde de Pedrogão Grande POMBAL Escola Básica e Secundária da Guia Escola Básica Gualdim Pais Centro de Saúde de Pombal Serviço de Finanças de Pombal PORTO DE MÓS Escola Básica Dr. Manuel de Oliveira Perpétua Escola Secundária de Porto de Mós Distrito Estradas de Portugal investe seis milhões A Estradas de Portugal anunciou, na semana passada, a adjudicação de obras de manutenção e de requalificação da rede viária do distrito, orçadas em cerca de seis milhões de euros. Os trabalhos serão executados nos próximos três anos, abrangendo 682 quilómetros de estradas e 302 obras de arte (pontes, viadutos e outras travessias). Em comunicado, a EP explica que a empreitada, adjudicada à empresa Construções JJR & Filhos, contempla intervenções ao nível dos pavimentos, bermas, valetas, passeios, nós, intersecções, separadores centrais e ilhéus. Haverá ainda trabalhos de estabilização e conservação de taludes, reposição e adequação de sinalização, reparação e manutenção de obras de arte, poda de árvores e limpeza de terrenos junto às estradas. Naquela nota informativa, a EP sublinha a poupança conseguida com o novo contrato, que é cerca de 28% abaixo do valor contratado no triénio de , que se cifrou em 8,4 milhões de euros. Este facto é de grande relevância, uma vez que que a extensão da rede rodoviária a cargo da EP no distrito de Leiria cresceu 20% e o número de obras de arte (estruturas como pontes e viadutos) passou de 297 para 302, nota a EP. Ourém 1,3 milhões de euros em obras de requalificação Escolas, instalações desportivas e estradas são as prioridades a curto prazo da Câmara de Ourém, que vai investir 1,3 milhões de euros em obras de requalificação consideradas urgentes. O presidente Paulo Fonseca mostrou-se satisfeito com os resultados apurados no final do primeiro semestre. Como conseguimos baixar a dívida foi possível libertar verbas para avançar com essas obras, que já estavam em carteira, justificou. Não se conseguirá resolver os problemas todos, porque são muitos, mas vamos avançar com as obras que consideramos prioritárias, sublinhou o autarca. Nos próximos dias irão arrancar intervenções em nove escolas do concelho. O ano lectivo começa a 15 de Setembro, pelo que é uma das prioridades. Algumas instalações desportivas municipais também vão ser algo de reparações, entre as quais as instalações municipais da Caridade, cujos balneários e piso serão requalificados.

15 Sociedade Educação Jornal de Leiria 7 de Agosto de Instituto Politécnico de Leiria poderá recorrer da decisão TAF de Leiria anula eleições da ESAD.CR Elisabete Cruz O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Leiria deu provimento ao pedido de impugnação do acto eleitoral, tomada de posse e todos os actos seguintes do actual presidente da Escola Superior de Arte e Desgin, de Caldas da Rainha (ESAD.CR), ordenando a repetição das eleições. Um dos quatro candidatos à direcção da escola do Instituto Politécnico de Leiria, António Delgado, avançou com uma impugnação para repetir o acto eleitoral, que se realizou no passado dia 16 de Abril. Em causa está o voto do presidente eleito, que era candidato e ao mesmo tempo elemento do Conselho de Representantes, órgão que elege o director da escola. Os juízes determinaram a anulação do acto eleitoral e de todos os actos levados a efeito a partir do dia 29 de Maio, onde se incluem a homologação dos resultados e a tomada de posse, revela o advogado Adelino Granja. Segundo o representante legal de António Delgado, a decisão foi bem fundamentada e baseou-se em provas documentais. Foram três juízes a proferir a decisão judicial, sublinha, considerando que as eleições infringiram as normas legais. Adelino Granja revela que, além Decisão de repetição de eleições na ESAD. CR só será definitiva quando transitar em julgado da acção judicial, também foi enviada ao Ministério da Educação e Ciência documentação a denunciar as alegadas irregularidades. É preciso que a tutela averigue as irregularidades que se têm cometido. Ninguém pode acumular os dois cargos, entende o advogado. O presidente do IP Leiria, Nuno Mangas, esclarece que se trata de um processo de contencioso eleitoral, que o tribunal entendeu "julgar parcialmente procedente", determinando apenas "a repetição do acto eleitoral, sem a presença do membro Rodrigo Silva, e absolvendo o instituto dos demais pedidos. O responsável sublinha que a decisão não põe em causa o lugar de membro no Conselho de Representantes da ESAD.CR ocupado por Rodrigo Silva, o qual é absolutamente legítimo, tendo sido eleito, entre os seus pares, nos termos da Lei. Sobre um eventual recurso da decisão, que só se tornará definitiva quando transitar em julgado, Nuno Mangas afirma que o processo está a ser analisado pelos juristas do IP Leiria. Depois deste trabalho estar concluído, o Politécnico de Leiria irá, então, decidir qual o procedimento a adoptar. Segundo o presidente do IP Leiria, o processo eleitoral para o cargo de diretor da ESAD.CR decorreu nos termos das normas estatutárias e regulamentares aplicáveis. Todavia, contrariamente ao entendimento do instituto, o tribunal decidiu ser ainda aplicável ao acto eleitoral concreto (deliberação electiva) o regime do Código do Procedimento Administrativo em matéria de impedimentos, por considerar que o referido acto, não obstante a sua especial natureza (electiva) ( ) não perde a sua imanente natureza deliberativa administrativa. Confrontado com a denúncia que o advogado de António Delgado terá feito para o MEC, Nuno Mangas avança que o TAF defende um enquadramento do acto eleitoral de votação diverso do que tem vindo a ser seguido em muitas instituições de ensino superior, e relativamente ao qual se desconhece, até à data, jurisprudência em idêntico sentido. Além disso, a tutela nunca questionou este entendimento, tendo inclusive homologado anteriores processos eleitorais nos quais os candidatos eram também membros dos órgãos electivos e exerceram o seu direito de voto, sendo certo que, nestas eleições em concreto, não cabe ao Ministério da Educação e Ciência a homologação das mesmas mas sim, nos termos da Lei, ao presidente do instituto, frisa Nuno Mangas. Apoio de 353 mil euros Insignare garante formação internacional Espaço será aberto à comunidade após aulas Instituto D. João V cede piscina ao município PUBLICIDADE A Insignare, entidade proprietária da Escola Profissional de Ourém e da Escola de Hotelaria de Fátima, obteve um apoio de 353 mil euros no âmbito do programa comunitário Erasmus +. O projecto Go and work in Europe também recebeu 61 mil euros, tendo ficado em décimo lugar entre 151 concorrentes. Segundo a Insignare, ambos os projectos irão desenvolver- -se ao longo do ano lectivo 2014/2015 e permitirão a realização de estágios no Reino Unido, com a duração de dois meses, nas cidades espanholas de San Sebastian, Sevilha, Barcelona, na ilha de Fuerteventura e em Talin e Tartu (Estónia). Estes alunos serão acompanhados por 24 formadores das áreas técnicas dos cursos, a quem é proporcionada a oportunidade de estagiarem, por igual período, em empresas e entidades locais. O Instituto D. João V, no Louriçal, vai assinar um protocolo com a Câmara Municipal de Pombal para que a piscina possa vir a ser utilizada pelo público em geral, fora do período em que decorrem as aulas escolares. O presidente da autarquia, Diogo Mateus, adiantou, na última reunião de executivo, que a piscina será utilizada sob as mesmas condições da piscina municipal de Pombal e será uma oportunidade de permitir a prática da natação à população, não só do Louriçal, como das freguesias vizinhas. O período de utilização que caberá ao município será entre as 18 e as 21 horas. Neste período, toda a receita é para o município, esclareceu Diogo Mateus. As pistas da piscina serão também disponibilizadas aos clubes e associações desportivas. Aqueles que não têm secção de natação, têm aqui oportunidade de aumentar a sua oferta. As regras ainda não estão totalmente definidas, mas o presidente admitiu que a utilização do espaço poderá ser efectuado através da aquisição de um cartão que poderá ser usado no Louriçal e na piscina de Pombal. O Instituto D. João V é um dos colégios mais antigos do Grupo GPS. Possui contrato de associação com o Ministério da Educação, educando cerca de 1400 alunos. Já possuiu uma equipa de futsal na I divisão nacional. Serviço de Apoio Domiciliário Cuidamos de si em sua casa! Para idosos ou dependentes, satisfazemos todas as necessidades no seu domicílio, alimentação, higiene, acompanhamento, entre outros pedidos. Os nossos serviços são totalmente flexíveis, podendo ir de 1 hora a 24 horas por dia, incluindo fins-de-semana e feriados. APOIO NAS ACTIVIDADES Higiene e conforto pessoal Medicação Arrumação e limpeza da habitação Preparação e distribuição de refeições Tratamento de roupas Acompanhamento nas deslocações ao exterior Aquisição de bens e serviços (compras, passeios, etc) Manicura/ pedicura e cabeleireiro no domicílio Aluguer de utensílios ortopédicos (cadeira de rodas, camas, andarilhos, etc) Pequenas reparações domésticas Enfermagem (média mês cliente) 75,00 Higiene Pessoal (a partir de) 250,00 Contactos: Dra. Patrícia Carolino Assistente Social Telm:

16 16 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Especial Louriçal Louriçal revive momentos históricos Tradição Festas da Senhora da Boa Morte, nos dias 14, 15, 16 e 17 de Agosto, recebem emigrantes e pessoas de várias partes do País Lurdes Trindade Nossa Senhora da Boa Morte volta a estar no centro das atenções este ano, nas seculares festas do Louriçal que se iniciam no dia 14 deste mês. Após a celebração da missa na Igreja do Convento das Clarissas, no centro da vila, às 20:30 horas, milhares de pessoas, entre muitos emigrantes, juntar-se-ão à procissão das velas. Considerado o ex-libris deste evento secular, o cortejo terá como principal figura de culto uma escultura da virgem no seu leito de morte, oferecida por D. José I, rei entre 1750 e O dia seguinte é também um dos momentos altos no contexto religioso. A missa é celebrada na Igreja do Convento das Clarissas às15 horas e a procissão sai de novo para as ruas da vila despedindo-se de Nossa Senhora da Boa Morte, que regressará ao templo onde ficará em recolhimento tal como as irmãs que a acolhem. As festas, que se prolongam até dia 17, terão este ano um programa diferente dos restantes anos, desde logo pela comemoração dos 500 anos do Foral Manuelino, que terá lugar no domingo, a seguir à missa, na Igreja Paroquial, às 10 horas. Para as celebrações da data em que D. Manuel I atribuiu o foral ao Louriçal, em 23 de Agosto de 1514, foi convidado o grupo de teatro Viv Arte que, em conjunto com as colectividades da freguesia, irá trajar à época e reviver alguns momentos daquele ano do século XVI. Haverá tasquinhas com licores, doces conventuais e outros momentos para celebrar a reforma levada a cabo por D. Manuel I. Depois deste momento histórico, em que a população ficará a conhecer um pouco mais das origens da sua terra, haverá música. Igreja da Misericórdia e Convento, dois monumentos ímpares da vila Grupos de todo o País no dia 15 de Agosto Festival de Folclore recebe grupo italiano Amigus Gruppo Folk O Rancho Folclórico e Etnográfico do Louriçal promove no dia 15 de Agosto o XXXI Festival de Folclore do Louriçal, pelas 17 horas, recebendo, entre os vários convidados, o grupo Amigus Gruppo Folk entre 11 a 18 de Agosto, na sequência do intercâmbio que tem realizado com aquele grupo italiano. Na sequência da permuta estabelecida com Amigus Gruppo Folk, o Rancho do Louriçal, em representação do concelho de Pombal e da freguesia do Louriçal, esteve na ilha da Sardenha, em San Sperate, numa vila caracterizada pelos seus inúmeros murais pintados por artistas plásticos da região, que fazem daquele local um museu ao ar livre. Aconteceu entre 23 e 29 Junho, período em que o Rancho do Louriçal foi recebido calorosa e acolhedoramente pelos elementos que compõem o grupo Amigus Gruppo Folk, que com grande simplicidade nas relações interpessoais demonstraram uma preocupação permanente com a estada do Rancho do Louriçal. Este intercâmbio cultural, além de aproximar as duas vilas, equidistantes a 1520 quilómetros (em linha recta), permite a partilha de costumes, tradições, etnografia, música e gastronomia, ou seja, a partilha da identidade cultural que caracteriza o povo de cada uma destas distantes regiões. O Festival de Folclore do Louriçal inicia-se com um desfile às 17 horas, sendo que meia hora depois sobem ao palco o grupo anfitrião, seguido do Rancho Folclórico do Centro Cultural e Recreativo de Rio de Moinhos (Penafiel), o Grupo Típico de Cadima (Cantanhede), os ranchos folclóricos das Rosas de Casal Pinheiro e Fragosas (Alcobaça) e de Santo Estevão Tavira (Algarve) e a associazione culturale gruppo folk amigus - San Sperate (Sardenha Itália). Concertos, tasquinhas e velharias As festas do Louriçal também se fazem de concertos, tasquinhas, velharias e muita diversão para os mais novos. Logo no dia 14, às 23 horas, subirão ao palco a Banda Lusa e o DJ Ns e, às 3 da manhã, actuará Diego Miranda. No dia seguinte, 15 de Agosto, às 17 horas, está previsto o Festival de Folclore, no Palco 3, na Zona Histórica. Às 22 horas, surgem os grupos de Cavaquinhos (do Louriçal) e de Cantares Ilha Azul, do Faial, dos Açores. Os concertos musicais só começam às 23:20 horas. A primeira a subir ao palco é Adriana Lua, seguindo-se Christian F e a DJ Rita Zukt. Uma feira de velharias na zona história dá o mote para o dia 16, logo a partir das 9 horas, para uma hora depois, na Praça Joaquim da Silva Cardoso, ter início o II Workshop de Xadrez e o Louricolor, uma corrida colorida organizada pelo Agrupamento de Escuteiros do Louriçal. À tarde prossegue o torneio de xadrez, seguido de uma tarde de arruada pelos gaiteiros. Os espectáculos de música regressam à noite, desta vez com Iolanda Costa, às 22 horas, seguida de Leandro, do DJ Ariep e dos Massivedrum. No dia 17, após uma tarde de descontracção com o Grupo de Gaiteiros Ronca & Rasga e um momento musical com a Banda Musical Louriçalense, a noite termina com a Banda Hora-H, com DJ Pedro Lothar e com os The Freak Deejays. Admitindo que ao logo do tempo foram perdendo alguma da sua essência, como tem acontecido, aliás, com a maioria dos acontecimentos tradicionais no País, José Marques, presidente da Junta de Freguesia acredita que este ano será o início de um novo ciclo, marcado pela nova localização e pela introdução de algumas novidades. Novo local liberta centro para actividades silenciosas A mudança de local para o Largo da LURDES TRINDADE Feira deveu-se à necessidade de criar mais espaço para as várias actividades. A zona central da vila, onde se encontra o convento, ficará mais tranquilo para quem pretenda recolher-se ao silêncio e usufruir da igreja, do museu e restante património restaurado na vila, esclarece José Marques, recordando que antes as festas eram realizadas dentro da vila, junto ao convento e o espaço era pequeno para tanta gente. Ressalva, contudo, que a zona central da vila não ficará despida de festa, já que estarão programadas para ali vários eventos, como a feira de velharias, o festival de folclore, o teatro manuelino e muitas outras actividades. Os concertos e as diversões ficarão num espaço mais amplo e de fácil acesso a toda a gente, sublinha. Serão, na sua opinião, quatro dias em que a população, os muitos emigrantes e pessoas que vêm de vários pontos de todo o País terão oportunidade, mais um vez, de reviver as tradições, os costumes e, desta vez, a história de uma freguesia cuja criação remonta aos primórdios da nacionalidade.

17 Jornal de Leiria 7 de Agosto de Uma vila histórica que aposta no património Rei D. Manuel visita Louriçal Lurdes Trindade A criação da freguesia do Louriçal remete-nos para o início da nacionalidade, no século XII, em 1162, com D. Afonso Henriques a conceder o couto do Louriçal ao Convento de Santa Cruz de Coimbra. Só mais tarde, em 1514, recebeu o foral das mãos de D. Manuel, numa reforma que então defendia a centralização régia que passava simultaneamente pela criação de uma ordem jurídica coerente e uniforme para todo o País, em articulação com um eficaz sistema fiscal que conjugava tradições locais com práticas que se queriam impor a nível nacional. São estas comemorações que no dia 17 deste mês estarão em palco em plena zona histórica da vila, assistindo-se ao desfile de reis e de rainhas, príncipes e princesas, clero e nobreza e muito povo trajado à época. Ali, pode também provar-se alguma da gastronomia mais tradicional, como o mel, o azeite, os biscoitos e outros doces conventuais que farão parte de um verdadeiro mercado manuelino. Serão momentos para recordar não apenas um período importante da história do Louriçal mas vários outros, como as origens do convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento, fundado no século XVII, por influência de uma jovem freira do Louriçal, de seu nome Madre Maria do Lado, e a fundação do Recolhimento das Terceiras (Clarissas), em Será também oportunidade para visitar o restaurado Aqueduto das Águas, uma obra ímpar mandada construir no século XVIII por D. João V, que encarregou Frei Manuel Pereira de resolver o problema da falta de abastecimento de águas ao convento. Ainda hoje, sendo um dos pontos de interesse do Louriçal, faz correr a água pelo seu interior a partir da mina (nascente). Durante a recriação do período manuelino, muitos terão a possibilidade de recordar que Louriçal foi uma importante sede de concelho e que, após um rude golpe FOTOS: JOÃO DÂMASO Inauguração da Igreja da Misericórdia foi um momento importante na história da freguesia com a invasão das tropas de Massena, deixou de pertencer à comarca de Coimbra em 1836, para ser integrado na comarca de Pombal. Entrou, assim, em rápida degradação, levando mesmo à sua extinção em 24 de Outubro de Louriçal passou então a ser uma freguesia do concelho de Pombal e só em 20 de Maio de 1993 seria reelevado a vila. Hoje, é uma freguesia que quer afirmar-se no distrito e no País. Queremos ultrapassar as fronteiras da região e criar melhores acessos a Coimbra, afinal é o que >>> PUBLICIDADE A Sindutex produz Vestuário Exterior Clássico para Homem e Senhora: Fatos Casacos Calças Saias Coletes Sobretudos Fraques Smokings Rua do Vale dos Matos Matos da Vila - Louriçal Louriçal Telefone: Fax: Horário: Segunda a Sexta, 08:00h às 17:00h

18 18 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Especial Louriçal >>> nos falta em termos de acessibilidades, explica o autarca, lembrando que os acessos ao resto do País são excelente, através do IC8, A17 e A1 e IC2. JOÃO DÂMASO JOÃO DÂMASO Património Classificado A Igreja Matriz de São Tiago foi classificada em 2013 como monumento de interesse público (MIP). Datada do século XVII, tem alguns traços manuelinos, apresentando exteriormente um portal com pináculos rematados em fogaréus. No interior tem uma única nave revestida com silhar de azulejos setecentistas. O retábulo principal, encimado pelo símbolo do Santíssimo Sacramento, representa S. Tiago em pintura de tela. Além da Igreja Matriz, a Capela da Misericórdia do Louriçal, templo do século XVII, cujas obras de restauro foram inauguradas em 13 de Julho último, é também classificada como MIP. Destacam-se neste monumento os frescos das paredes, o retábulo maneirista do pintor Álvaro Nogueira, a torre sineira e toda a obra em si que tem um valor patrimonial inexcedível. Já a Igreja do Convento do Louriçal foi classificada de monumento de interesse nacional. Destaque também para o plátano existente na entrada sul da vila do Louriçal, que é classificado de Árvore de Interesse Público pela Autoridade Florestal Nacional desde Maio de Embora não esteja classificada, a Igreja do Recolhimento é datada de finais Igreja de Matriz de São Tiago Constrangimentos da classificação A classificação dos monumentos constitui um orgulho para as populações dos territórios, mas pode representar também constrangimentos quando as áreas adjacentes são zonas de especiais de protecção. É o caso da Igreja Matriz de São Tiago, cuja classificação está a atrasar as obras de construção da variante sul do Louriçal. São apenas 500 metros de estrada mas que, segundo o presidente da junta não podem avançar enquanto a Direcção Geral do Património Cultural não desbloquear a situação. É uma obra que estava prevista antes da classificação fazia-se a estrada primeiro e pedia-se a classificação depois. JOÃO DÂMASO Aqueduto, mandado construir por D. João V no século XVIII, recentemente restaurado, e a Igreja do Convento. Em baixo, a Igreja de São Tiago do século XVII e início do século XVIII, pertencendo originalmente ao Recolhimento da Ordem Terceira Carmelita. Fundada por D. Francisca Inês de Oliveira, em 1733, foi transformada em convento de Ursulinas pelo Padre Jacinto António Crespo. Conserva uma tela inédita do pintor italiano Pascoal Parente, de PUBLICIDADE Velha fábrica em degradação no centro da vila Pagar a maquia em troca do arroz avulso Rua do Lar, Trás-os-matos, Vila Cã, Pombal Portugal Tel.: Tm.: Lucílio Mota LURDES TRINDADE Quando se chega ao centro da vila do Louriçal é impossível não reparar no contraste entre o bem conservado Convento das Clarissas e o degradado centenário edifício que funcionou como fábrica de arroz. Deu emprego a muitas pessoas, matou a fome a muitas famílias, mas hoje está quase em ruínas. Já foi adquirido aos antigos proprietários, mas as dificuldades que se vivem hoje no País estão a impedir que se encontre uma solução rápida para o imóvel que não deixa, contudo, de fazer parte do património tradicional do Louriçal. Ainda eu não era nascido e já esta fábrica funcionava há muitos anos, afirma Lucílio Mota, recordando que em criança acompanhava os irmãos (eram oito) mais velhos à fábrica para fazer a troca do arroz que os pais cultivavam nos arrozais em Almagreira. O arroz criavase nas ribeiras e só vinha para aqui o grão que era descascado e pilado, conta Lucílio Mota. Os pequenos produtores de arroz, como o seu pai, chegavam com o grão, pagavam a maquia e levavam o arroz em avulso, isto nos anos de 1950 e 60, revela ainda, recordando que ainda hoje existem muitos campos de arroz por aí abaixo, até à Figueira da Foz. Tal como o arroz, também o milho foi e é importante na freguesia, existindo ainda hoje moinhos a trabalhar para a troca do grão pela farinha pronta a consumir. Ainda se fazem as trocas com os grãos de milho e do arroz, tradições que as populações não querem deixar perder, revela o presidente da Junta de Freguesia, que até há pouco tempo fazia a troca do seu arroz. Entreguei os meus terrenos porque não tinha tempo, mas mesmo assim recebo todos os anos dois sacos de arroz pela compensação de ter emprestado as terras.

19 Jornal de Leiria 7 de Agosto de José Marques, presidente da Junta de Freguesia Louriçal quer estar nos roteiros turísticos nacionais Lurdes Trindade Uma das apostas deste executivo tem passado pela recuperação do património. É um caminho para o desenvolvimento da freguesia? Sem dúvida. Louriçal tem algum do património mais importante do concelho de Pombal e faz todo o sentido conservá-lo e colocá-lo nas rotas turísticas nacionais e até internacionais, o que até aqui não tem acontecido. Não vale a pena ter património se ele não é restaurado e conhecido. Estamos a tentar, entre a Junta de Freguesia, Santa Casa da Misericórdia e Convento, criar um posto de turismo para abrir os monumentos ao fim-desemana e feriados. O património poderá potenciar o turismo e consequentemente o desenvolvimento da economia da freguesia e da região. O que representa para a freguesia a construção do parque industrial? Há muito que esperamos por esta solução. As nossas empresas estão dispersas por todo o território, mas temos tido pedidos de empresários para se instalarem cá e não temos um local adequado para a sua localização. É uma grande necessidade que felizmente está quase em fase de concretização em Matas da Vila e que, segundo a câmara de Pombal, prevê a infraestruturação de dez lotes, num terreno com uma área de 50 mil metros quadrados. Haverá lotes com cinco mil metros quadrados e com metros quadrados. Esperamos que seja mais um forte contributo para o fortalecimento da nossa economia. A freguesia já foi muito pujante do ponto de vista socioeconómico Louriçal não é diferente do País. Encerram algumas boas empresas, mas continuamos a ter organizações empresariais sólidas que se distinguem nos mercados nacional e internacional. Além do Instituto D. João V, um grande empregador, e da Santa Casa da Misericórdia, temos empresas de têxteis que figuram como algumas das melhores do País. Só uma delas emprega 280 pessoas, mas temos também uma das maiores fábricas de confecção de moda de desporto que exporta para vários países. Por outro lado, temos um comércio bastante interessante e muitas outras empresas de vários sectores de actividade que empregam também muitas pessoas. A junta de freguesia tem um Posto de Atendimento ao Cidadão (PAC). Qual a importância desse equipamento? É determinante para o bem-estar das populações que não têm de se deslocar para tratar de assuntos importantes de reforma, saúde, justiça, água e luz, segurança social e renovação de carta de condução e muitos outros. Vem gente de Leiria e de outras zonas renovar carta de condução aqui, pois é mais rápido e mais barato! PUBLICIDADE Reorganização escolar só deixou escola na Moita do Boi Primeiro ciclo concentrado na sede de freguesia Louriçal concentra na sede de freguesia a maioria dos equipamentos escolares, com excepção da escola do 1º Ciclo do Ensino Básico da Moita do Boi, que continua em funcionamento. No passado dispunha de 12 estabelecimentos de ensino do 1. º Ciclo, que foram encerrando no âmbito do processo de reorganização da rede escolar. Hoje dispomos apenas de uma escola no Louriçal com quatro salas e de outra na Moita do Boi, confirma o presidente da junta, considerando que o maior problema concentra-se ao nível do refeitório, que não tem condições para receber tantas crianças à hora da refeição. Estamos a preparar-nos para adquirir um terreno para construir um refeitório novo, embora precisássemos de um novo centro escolar com condições para as crianças, incluindo biblioteca e outros serviços essenciais, diz. Nos restantes níveis de ensino, o Instituto D. João V está a responder adequadamente às necessidades da população, incluindo ofertas ao nível da formação profissional. Piscinas reabrem no Instituto D, João V Aliás, José Marques revela que, no próximo ano lectivo, deverão entrar também em funcionamento as piscinas do Instituto, caso os clubes locais manifestem interesse. A câmara municipal pagará o aluguer do espaço, que funcionará como piscina pública das 17 às 20 horas como acontece em Pombal. A partir daí todos os alunos da freguesia e população em geral poderão ter acesso a um equipamento que será uma grande mais- -valia para o Louriçal, diz o presidente da junta.

20 20 Jornal de Leiria 7 de Agosto de 2014 Opinião A direcção do Jornal de Leiria recebe com agrado para publicação a correspondência dos leitores que tratem de questões do interesse público. Reserva-se o direito de seleccionar os trechos mais importantes das Cartas ao Director devidamente identificadas, publicadas nesta secção. Falta de honradez nos compromissos assumidos Portugal, em 3 de Maio de 2011, assinou um pedido de ajuda internacional com três entidades estrangeiras (BCE, UE e FMI) designada por troika, porque a falta de ar era tremenda e evidente. Inesperadamente e sem haver explicação, este compromisso foi substituído por outro com data de 17 de Maio, sem qualquer explicação plausível. Neste documento, no seu ponto 3.44, ficou escrito preto no branco Reorganizar a estrutura da Administração Local. Existem actualmente 308 municípios e 4259 freguesias. Até Julho de 2012 o governo desenvolverá um plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número destas entidades. O Governo implementará estes planos baseados num acordo com a UE e o FMI. Estas alterações, que deverão entrar em vigor no próximo ciclo eleitoral, reforçarão a prestação do serviço público, aumentarão a eficiência e reduzirão custos. Aconteceram eleições autárquicas em 2013, sem que nada destas recomendações fossem tomadas como sérias. Resultado: mais de 30 autarquias entretanto falidas. Foi mais fácil roubar e cortar nas pensões de velhice construídas com honradez e muitas décadas de trabalho, assim como cortar no vencimento dos funcionários públicos. Com profunda falta de visão lá cortaram umas juntas de freguesia e outras foram integradas, provocando maior sufoco aos cidadãos em grande parte do País real. Os cidadãos entendem- -se melhor com as juntas de freguesia do que com os intermediários que enxameiam as câmaras municipais. Compare-se o que fez em 4 meses, desde Abril até 31 Julho a velha França Bonapartista, sem qualquer intervenção estrangeira, mas a exigência do amigo de Seguro que o apresentava como às de trunfo para todos os males da UE e de Portugal em particular. Como um qualquer Arquimedes, imagino Seguro a gritar na rua viva o Sr. Hollande (François). Em Abril de 2014 o ídolo de Seguro chamou ao seu gabinete o Secretário de Estado da Reforma Territorial, homem experiente e que havia passado por todos os departamentos da administração e deputado, senhor André Vallini, e disse-lhe em tom perceptível: Faça uma reforma territorial, faça uma revolução histórica para acomodar a velha administração francesa no século XXI. Com esta reforma regional a França irá poupar milhares de milhões de euros. Diga-se que já o havia tentado De Gaulle mas sem êxito. Em conclusão e porque o espaço não abunda, apenas em 4 meses a reforma está legislada e os parlamentares demonstraram capacidade e responsabilidade para Durão Barroso, Portugal e uma pipa de massa As primeiras páginas de alguns jornais noticiam, em "letras gordas", grandes como os dias de Verão, que o presidente cessante da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso, afirmou que "Portugal vai receber uma pipa de massa nos próximos anos". Julgo que será por façanhas destas que o Sr. Presidente da República afirmou há tempos que os portugueses devem muito ao português que temos tido em Bruxelas. Esfreguemos, por isso, as mãos; podemos voltar aos tempos, não muito recuados, em que trocar de carro era quase como comprar uma camisa nova. Os resultados desta política desastrosa são conhecidos e por eles vamos pagar - e os nossos descendentes - por longos anos. Não nos fiemos na "treta" de que os empréstimos não são para pagar. bem da França. Afinal O sr. François Hollande está mais à frente do que Cavaco Silva, do que a presidente da Assembleia da República, do que o governo de direita e do que os Seguristas. Sejam responsáveis, cumpram os compromissos assinados, trabalhem em prol de Portugal, porque está provado, e mais do que provado, que foram as elites que assaltaram Portugal e não o seu generoso povo, que apenas sabe trabalhar e honrar os seus compromissos, defendendo este rincão dando a vida como o fez na guerra desumana em África. Ernesto Silva, Marinha Grande ANT manifesta desacordo ao Ministério do Ambiente A Associação Nacional do Turismo (ANT) reuniu, no passado dia 31, com o Secretário de Estado do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia. O objectivo foi transmitir as preocupações do sector turístico nacional, relacionadas com as propostas incluídas no ante-projecto para a reforma da fiscalidade verde, com especial ênfase para a criação de novas taxas e consequente perda de competitividade. Considerando a oportunidade trazida pelo período de discussão pública do anteprojecto, a ANT manifestou em sede própria o seu total desacordo com as taxas municipais de ocupação turística, o imposto aplicado ao transporte aéreo de passageiros, entre outras medidas enquadradas no documento e penalizadoras para a competitividade do turismo. Do mesmo modo, a ANT considera que o agravamento dos custos operacionais com a energia, particularmente com o gás e a electricidade, irá traduzir-se na perda de competitividade para as empresas nacionais. Assim, apela para a consolidação de uma estratégia de eficiência energética por forma a diminuir os custos das empresas. Também os impactos causados pelo projecto de lei para o arrendamento não habitacional estão a criar constrangimentos ao sector, nomeadamente a unidades de referência localizadas nos centros históricos constituindo uma ameaça à sua continuidade. Conforme declarações do presidente da Associação Nacional do Turismo, Pedro Machado, apesar do actual clima de prosperidade e crescimento, o turismo não deve, nem pode, "Não há almoços gratuitos" - diz um economista; quem o poderá contradizer? O Dr. Durão Barroso é um homem simpático, é capaz de sorrir; gosto dessa faceta em qualquer pessoa. Mas nada de brincar com coisas sérias. O optimismo gastador e imprudente poderá interessar, numa primeira análise, a quem fabrica e vende os bens; mas, se estes não forem escolhidos com critério (necessidade, rigor), no fim fica a sensação de dependência para que caminhámos tantos anos. De maneira que não festejemos demais a pipa, porque depois vem a ressaca... Gosto mais do discurso dos políticos que nos pedem contenção e sacrifícios e dão o exemplo... Antides Santo, Barosa, Leiria continuar a ser fustigado com o aumento dos impostos ou com a criação de novas taxas. A ANT veio ao ministério pronunciar-se sobre esta matéria, não apenas em nome de todos os seus associados, como também tendo presente o sector privado. Manuela Fonseca Gabinete de Comunicação da ANT Saber dizer não Quando pergunto a certos pais qual foi a primeira coisa que seu filho ou filha aprendeu, a resposta unânime é mãe ou pai. Resposta errada! Tal resposta revela a desatenção da grande maioria dos pais. A primeira coisa que todo o bebé aprende é a negação, isto é, não querer a chupeta, a papa, por ai fora. Logo, a primeira palavra que assimilam é não. Ao contrário da maioria dos pais que não sabem dizer não aos filhotes, fazendo-lhes todas vontades, as crianças são exímias manipuladoras e sabem bem as regras do jogo. E assim se vão comportando pela vida, e os papás aparam este jogo às crianças, que detêm as rédeas do jogo. E o jogo torna-se para a criança mais apelativo quando os pais são separados, vai daí, jogam com pai e mãe em simultâneo, colhendo de cada um deles o que mais lhes interessa. Conscientes do poder que têm para com os pais, deixam de pedir, exigem! Depois vem o tablet, a seguir a consola, depois o telemóvel topo de gama. E se tal não bastasse para a sua deformação, lá vem o tão desejado computador e a fiel amiga net. Creio haver famílias que não têm pão à mesa mas a garotada tem de ter estes agressivos brinquedos. E depois? Gritam aos quatro ventos: o meu filho (ou filha) foi assediado através da Net. Tempos estes em que é o desconhecimento e a falta de experiência que comandam o sistema educativo, quer no seio familiar quer nas escolas, onde não há rei nem roque, onde os diabinhos à solta impõem a sua ditadura, perante adultos fracos, demitidos das suas funções e responsabilidades, que só pensam no seu descanso, ignorando que o futuro pertencerá às crianças que eles não querem educar, pois que dá muita chatice. Pelo andar da carruagem, teremos uma sociedade composta de egocêntricos, de gente desinteressada do outro, em que o conjunto nada valerá, ou seja, cada um por si, o salve-se quem puder. Numa sociedade assim, desprovida de valores, eu não quereria viver! Convictamente vos digo: A melhor forma de amar um filho é saber dizer não! Anjos Fernandes Esclarecimento No mapa que serve de ilustração ao artigo, publicado na última edição, com o título Metade das câmaras do distrito teve lucros em 2013, não aparece o valor referente ao resultado líquido do município da Marinha Grande, que foi de euros. Pelo lapso, apresentamos as nossas desculpas. Rectificação Na edição de 24 de Julho, no suplemento de Pombal alusivo às Festas do Bodo, no trabalho sobre a Casa da Amizade, o JORNAL DE LEIRIA identificou, por lapso, a foto com o nome de Maria Manuel S. Vida, acompanhada de Fátima Vaz de Matos. A senhora da foto (à esquerda) é, contudo, Lurdes Graça, proprietária do Manjar do Marquês, também sócia fundadora da Casa da Amizade, homenageada recentemente pelo Rotary Club de Pombal. Às visadas e aos leitores, as nossas desculpas.

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