Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo. VINÍCIUS DE MORAES

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1 VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR! Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo. VINÍCIUS DE MORAES 2013

2 APRESENTAÇÃO Estamos em uma época em que a rapidez da informação e da comunicação instantânea é incontestável e isso domina a rotina de nossos jovens. Sinto muito orgulho de nossa equipe de professores da área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias pelo incentivo dado aos nossos alunos, levando-os a refletir sobre o fascinante mundo das palavras, pois é por meio delas que fluem nossos pensamentos e nos expressamos para o mundo. Eis aqui o resultado de um trabalho da parceria educador-educando: uma obra representativa do talento, dedicação e criatividade. Queridos alunos, sei que farão bom uso desta que é uma das dádivas com que fomos abençoados: a capacidade de eternizar nossos pensamentos através de registros. Somos palavras... Palavra é sentimento. PREFÁCIO Neuza Maria Scattolini MANTENEDORA E DIRETORA O homem se faz livre por meio do domínio da palavra. É através dela que ocorre o enriquecimento intelectual e cultural do ser humano. No início de cada ano letivo, os professores procuram estabelecer estratégias que ajudem os alunos a desenvolver gosto pela leitura e pela escrita. As atividades de produção de texto do primeiro semestre procuram, dessa forma, desenvolver a expressão escrita como desafio transformador. Os textos que compõem este livro são a prova inquestionável do estímulo à criatividade, ao exercício da produção e interpretação textual, e, acima de tudo, da oportunidade de trabalharmos alguns dos temas transversais: saúde, ética e cidadania, pluralidade cultural e meio ambiente. Assim, nossos jovens são inseridos num contexto de produção de conhecimento, uma vez que o exercício autoral dota o adolescente da possibilidade da descoberta. Os leitores encontrarão uma variedade de gêneros, dos jornalísticos aos tipos textuais mais rígidos, a exemplo da dissertação. Todos os escritos foram selecionados pelo critério do potencial criativo do aluno e da habilidade da expressão linguística. É, enfim, um convite à reflexão sobre o sentido da vida individual e coletiva, importante experiência na formação de nossos alunos-escritores. EQUIPE DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

3 SUMÁRIO 6 os Anos - Fundamental 9 UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA - Daniela Pedro Fontes AUTOBIOGRAFIA - Daniela Ozeki Matsuchita AUTOBIOGRAFIA - Gabriel Rodrigues de Rosa SUPER-HERÓI - Alexandre Kenzo Mitsuuchi HISTÓRIAS DA MINHA VIDA - Bárbara Domingues Vilaplana Calleja MINHAS LEMBRANÇAS - Flávia Misawa Hama SUPER-HERÓIS, SUPERROTINA - Rodrigo Volpe Battistin FAMÍLIA FELIZ - Jhonata Viccenzo Carrasco ANTES E DEPOIS - Vinicius Lopes de Queiroz UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA - Pedro Yanaze FINALMENTE O 6º ANO - Tiffany Ramirez Ruiz TUDO SOBRE MIM - Júlia Bergamini Salgueiro MINHA HISTÓRIA - Karina Yuri Valente Watanabe 21 MINHA VIDA - Bruno Akio Shimada 22 DISNEY - Bruna Simão Fernandes 23 O AMIGO FIEL E O URSO - Enzo Irasaka 24 O ROUBO DO PATINETE - Renan Honda Espírito Santo 7 os Anos - Fundamental SAUDADES - Thiago Mei Pamfilio 21 PARA FUGIR DA TRISTEZA - Giovana B. Credie 23 O SALTO - Júlia Baron Drudi 24 A PLACA - Gustavo Forstman Cavalcanti PARA PEDIR DESCULPA - Thaís Tanaka Delfino PERDIDOS NA FLORESTA - Paula Naomi Yonamine O PIOR ANIVERSÁRIO DO MUNDO - Laura Naomi Wakai O CORAÇÃO - Maria Vitória Pascotto 28 8 os Anos - Fundamental 31 PICOLÉS SAGRADOS - Ana Cláudia Bérgamo A MORTE SE ESCONDE NA ESCURIDÃO - Luiza Ribeiro O PREÇO QUE SE PAGA POR NÃO LEVAR A VIDA A SÉRIO - Julia Kaori Nakakura A CONFUSÃO - Nathalya Carneiro ESCREVER AJUDA A RELEMBRAR - Ananda Ferreira SEM MEMÓRIA - Maísa Takano UM DIA FELIZ - Amanda Miki Arimura O SONHO QUE VIROU PESADELO - Lucas Toshio Ito UM NOVO AMIGO - Larissa Cintra Gaspar NARIZ FORA DO LUGAR - Mauricio Devicentis Silva MEU SALVADOR - Gustavo Misawa Hama AINDA EXISTE GENTILEZA - Thaly Tamura 40

4 9 os Anos - Fundamental 43 A GOTEIRA PAROU - Guilherme Matunaga PACIENTE ERRADO - Leonardo de Carvalho Porta NA HORA DA MORTE - Cláudia Aquaroli MEU DIA DE AZAR - Natália Morita QUASE HOMEM - Natália Fujita e Silva QUEM É VOCÊ - Gabriela Giacon CONFEITARIA EQUIVOCADA - Carolina Siciliano VLAD NO BRASIL - Isabela Izumi Terada A TROCA - Leila Mayumi Diniz Andersen O EQUÍVOCO DOS HOMÔNIMOS - Caroline Katsuda VIROU UM HOMEM - Larissa Defini de Campos A QUALQUER HORA - Renata Luna Iwamoto 52 1 os Anos - Ensino Médio 55 A INFLUÊNCIA DAS AÇÕES DO ALUNO NO DESEMPENHO ESCOLAR - Giulio Mezzacapa CORPO VELHO, ALMA JOVEM - Victoria Portela Diniz Gaia O DIA EM QUE MATEI OPPENHEIMER - Vitor João R. Andreolli UMA ALMA JOVEM - Gabryella Alves Ferreira A MÁQUINA DE NEUTRINO - Lucas A. Vazzola PAIS, FILHOS E O MUNDO MODERNO - Vinicius Aranha OS FILHOS ESTÃO NO COMANDO - Gabriela Tiemi Kasahara O QUE MUDARIA? - Thais Carvalho Ferreira ALUNOS NO CONTROLE - Gabriela Sugui Mota Silva A DESCOBERTA QUE NOS PREJUDICOU - Guilherme Kato NASA EM DESATIVANDO O BIG BANG - Luisa Varella Bastos ÉPOCAS DIFERENTES, MANEIRAS DIFERENTES - Carolina Santini Paes de Barros 62 2 os Anos - Ensino Médio 65 ILUSÃO - Carolina Henkes Inamassu ESPELHO, ESPELHO MEU - Marina B. Ferreira TRANSPORTE: MAIS PÚBLICO, MENOS PRIVADO - Thabata Araujo Reis CIDADES, ESTRADAS E TRÂNSITO - Samuel Leon Cunha Lara TRÂNSITO SEM FIM - Mariana Devicentis Silva O BRASIL E SUA EVOLUÇÃO - Vinicius Brito Martins 68 3 os Anos - Ensino Médio 71 SOB OS HOLOFOTES - Letícia Machado Pereira EM NOME DAS APARÊNCIAS - Camila Morita ALIENAÇÃO TECNOLÓGICA - Catarine Beatriz Rabelo A. Lima DIÁLOGO: UM MEIO DE IMPEDIR A CONVICÇÃO - Tais Novaki Ribeiro A TECNOLOGIA AVANÇA PARA O FIM - Lucas Komon Yi A VERBA DISTORCIDA - Bruna Pegoraro Augusto 74

5 6 os Anos

6 6 o 6 Difícil falar sobre a gente!! Entretanto, mesmo estando no início de uma jornada emocionante e marcante, mesmo estando apenas no 6º ano, estes alunos já demonstram saber o que querem para a vida deles, reconhecendo e valorizando o seu passado, a sua história e sonhando com um futuro brilhante, que se inicia neste princípio de adolescência. A própria história, a história dos amigos de classe, momentos de transição, as novas responsabilidades, os heróis que parecem resolver todos os problemas... quanta imaginação têm esses meninos e meninas com asas imensas, alçando voos que prometem ser emocionantes, já que são abastecidos pelo inesgotável combustível dos sonhos! Abaixo, vocês poderão saborear as mais bonitas histórias de nossos alunos e alunas do 6º ano desta edição anual do Prêmio Jovem Escritor e descobrir nos textos que seguem, a riqueza que essas pessoas tão especiais podem nos oferecer.

7 Colégio Montessori Santa Terezinha VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA Daniela Pedro Fontes Capítulo 1: A gorduchinha nasceu Olá! Meu nome é Daniela Pedro Fontes e foi escolhido pela minha mãe, contrariando meu pai que queria Daniele. Nasci dia 18 de agosto de 2002, no hospital São Luís, às nove horas e seis minutos. Nasci bem gordinha, com três quilos e oitocentos gramas. Ah! Nasci em São Paulo! Quando eu era pequena, adorava a minha chupeta, mas fiquei apenas até os dois anos com ela. A fralda também foi até esta época. Ao contrário da chupeta e da fralda, a mamadeira só larguei mesmo com quatro anos. Ela sim, eu AMAVA! Capítulo 2: A grande viagem! Com uns quatro anos, eu fui com os meus pais para o Rio de Janeiro. Foi incrível, pena que eu não lembro se ficamos em um hotel ou na casa dos amigos dos meus pais. Bom, mas o que lembro é que brinquei na areia, no mar, tomei muito sorvete, foi inesquecível. Alguns anos depois, comecei a perceber como eu brincava sozinha, como não tinha ninguém para compartilhar as coisas da vida comigo (sem contar os meus pais, claro!). Então, depois de pensar bastante, encontrei uma solução: eu queria era ter uma irmãzinha! Mas eu não sabia que não era assim, da noite para o dia, que eu iria ganhar uma irmã. Será...? Capítulo 3: Entrei no Montessori! Aos cinco anos, entrei no Colégio Montessori Santa Terezinha. No começo, eu era um pouco sozinha, mas depois fiz novas amizades, as quais tenho até hoje, e outras com quem apenas converso pela internet. Relembrando um pouco o segundo capítulo... lembra que eu queria uma irmãzinha da noite para o dia? Então, não consegui, mas depois de dois anos (quanto tempo!!), em um belo dia, quando cheguei em casa... Surpresa! É, eu havia ganhado uma irmã! Agora você deve estar se perguntando: Como? A mãe dela ficou grávida? Não, meus pais foram a um abrigo chamado Lalec e lá viram um lindo bebê com dez meses, então decidiram adotá-lo. Depois de alguns anos, fizemos outra viagem, só que minha irmã Evelyn, desta vez, foi com a gente. Nós fomos para Olímpia, que fica a seis horas de São Paulo (de carro). Foi bem cansativo, mas aproveitamos muito. Este ano estou no prédio (como nós chamamos esta parte de nossa escola), está sendo diferente e muito divertido. Estou louca para que chegue logo o meu aniversário... 9

8 VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR AUTOBIOGRAFIA Daniela Ozeki Matsuchita Capítulo 1: Nasceu a gordinha Meu nome é Daniela. Nasci em 15 de agosto de 2002, na cidade de São Paulo, no hospital e maternidade Santa Joana. Tenho 10 anos. A minha irmã Luciana queria que eu me chamasse Beatriz Trezini (a melhor amiga dela naquela época). A minha mãe explicou que podia ser Beatriz, mas Trezini não. Então ela escolheu Daniela, porque ela tinha uma professora de dança de quem ela gostava muito (e pensar que a minha irmã Luciana ainda ficou com febre no meu nascimento!). Com quatro meses entrei na escola São Camilo, mas, depois de dois anos, fui para o Colégio Montessori Santa Terezinha. Capítulo 2: Atrapalhada para sempre Alguns anos depois, conheci a Camilla Navarro, minha primeira melhor amiga. Com quatro anos, eu andei pela primeira vez de avião e fiz uma amiguinha. A gente estava brincando de pega-pega, e o avião estava decolando, então ela se sentou e eu capotei! Eu também enfiei o dedinho no apontador para ver o que acontecia, então, claro, cortei a unha e saiu sangue. Quando eu viajei para Pernambuco, tinha acabado de ver o filme "A fantástica fábrica de chocolates" e vi aquela menina colocando o chiclete na nuca. Então eu achei que não aconteceria nada, mas não foi isso que aconteceu: o chiclete grudou no meu cabelo, e eu tive que cortá-lo! Capítulo 3: A mais sem graça da família Com nove anos, ganhei um pássaro, uma calopsita chamada Jackie. No começo, eu morria de medo dele, mas depois de bem pouco tempo, uns dois minutos, eu me acostumei. Com dez anos, não aconteceu nada de especial, além de a Vivian (a melhor amiga de todos os tempos) mudar de escola, e eu de ganhar o meu Ipod. 10 Colégio Montessori Santa Terezinha

9 Colégio Montessori Santa Terezinha VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR AUTOBIOGRAFIA Gabriel Rodrigues de Rosa Olá, o meu nome é Gabriel. Nasci em 19 de julho de 2002, em São Paulo e meus pais são a Helena e o Carlos. Quando eu tinha quatro anos, ganhei o meu melhor amigo, um cachorrinho chamado Flock que hoje tem seis anos. Provavelmente ele vai viver até os doze ou treze anos. Tomara! Hoje em dia eu tenho dez anos, e o Flock continua animado pra cachorro, sempre brincalhão, disposto e feliz. Eu já tive outros animais como peixes; eles eram três, sendo dois peixinhos dourados e um azul. Só que, infelizmente, eles já morreram. Colocaram-me na escola aos três ou quatro anos. No segundo dia de aula, levei minha primeira advertência e, com cinco anos, dormi na aula de Inglês. Hoje, eu estou no sexto ano, na turma A do Ensino Fundamental II. Agora, estou começando a gostar de estudar no prédio. Tenho bons amigos como o André, o Renan e o Carlos. Já fiz amizade com outras classes, com os mais velhos, e agora o meu novo apelido é Gabs. SUPER-HERÓI Alexandre Kenzo Mitsuuchi Vida de super-herói Não é fácil, não! Precisa de carinho e Muita atenção! Salvando pessoas e Lutando contra o mal, Com esses poderes, é Fácil, é banal! Se eu fosse super-herói, Derrotaria os vilões, Salvaria as pessoas e Colocaria esses vilões em prisões! Se fosse super-herói, Ganharia recompensas, Conseguiria fama e Guardaria riquezas. 11

10 12 VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR HISTÓRIAS DA MINHA VIDA Bárbara Domingues Vilaplana Calleja Capítulo 1: Chegou a fofa No dia 27 de março de 2002 uma garotinha muito fofa nasceu. Essa garotinha era eu. Meu nome é Bárbara e agora vou contar as histórias da minha vida. Um mês antes de eu nascer, meus pais descobriram que eu seria uma menina, (lá se foi o sonho do meu pai de me chamar de Roger Júnior). Quando aprendi a falar, diferentemente de outras crianças, minhas primeiras palavras não foram mama nem papa, minhas primeiras palavras foram festa e plesente (festa e presente). Logo aprendi a andar de uma forma traumática: eu estava em uma casa de campo e o meu carrinho de brinquedo tinha rolado para o fim do corredor, então, quando percebi, corri atrás, mas meu pé prendeu em um outro brinquedo e caí. Minha mãe viu o que tinha acontecido e disse: - Que jeito de aprender a andar! Capítulo 2: A melhor amiga da fofa Quando eu tinha três anos, minha mãe comprou um coelho de verdade para passar pela minha casa na Páscoa. Eu dei minha chupeta para ele e, em troca, ganhei um ovo de Páscoa. O nome dele era Pascual, porque o compramos durante a época de Páscoa. Com quatro anos, entrei na escola, e a primeira pessoa com quem conversei foi uma garota chamada Maria Gabriela; a primeira frase que ela me disse foi: - Você tem bolinha na cara! Logo depois, ela virou minha amiga, até que um dia teve que mudar de escola. Com sete anos, minha cadelinha Pedrita teve um problema no coração e faleceu. Minha mãe teve que comprar outra. Para que minha mãe comprasse a cadelinha nova, tive que pedir a ela por quatro longos meses, até que finalmente, um dia, ela a comprou. Nós a batizamos de Julieta com a ajuda da minha melhor amiga, Duda. Capítulo 3: Música no coração Quando eu tinha oito anos, meu pai decidiu montar uma nova banda e eu fiquei interessada por música. Comecei, então, a ter aulas de violão. Depois de um tempo, decidi começar a estudar teclado. Logo me empolguei e, atualmente, estou estudando bateria e baixo também. Todos dizem que eu tenho um ouvido bom e muito talento, e eu sei que minha família irá me apoiar em tudo, pois eles sempre gostaram de música também. Colégio Montessori Santa Terezinha

11 Colégio Montessori Santa Terezinha VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR Neste ano, mudei para o prédio (unidade três de nossa escola), e muita coisa mudou. Além do local, que é muito maior, os professores nos tratam diferente, melhor, é claro! Agora, eu posso ler livros na biblioteca. Estou bem empenhada nos estudos e em tudo o que gosto de fazer e espero que minha vida continue do mesmo jeito: aprendendo uma coisa nova a cada dia... MINHAS LEMBRANÇAS Flávia Misawa Hama Mesmo não me lembrando muito bem, recordo que, nos últimos dias de aula do 5º ano eu estava alegre e cheia de energia. As aulas foram mais brincadeiras, todos estavam alegres e se divertindo. Entretanto eu estava ansiosa para chegar a hora de ir embora e aproveitar as férias tão merecidas. Enquanto não tocava o sinal, aproveitei o tempo comendo, brincando e conversando com os meus amigos. Nas minhas férias, fiquei a maior parte do tempo em casa e fazendo pequenos passeios, como ir ao shopping, ao cinema e ao clube, mas não tive do que reclamar, foram divertidas. Porém, nas últimas semanas de férias, meus pais decidiram, do nada, que iríamos viajar. Minha mãe e eu escolhemos visitar o Balneário Camboriú, em Santa Catarina, um lugar lindo e cheio de estrangeiros. Fomos à praia, ao parque Beto Carrero e também a Blumenau, um lugar em estilo alemão. Tudo foi muito divertido. No retorno dessa viagem, estava ansiosa para começarem as aulas e rever meus amigos, mas com um pouco de medo de cair em uma sala sem nenhum amigo. Nos primeiros dias de aula, vi que caí em uma sala com muitos amigos, mas também com muita gente que eu não conhecia. Conheci os novos professores e a primeira impressão foi boa. Ainda bem! Ao longo dos meses, conheci melhor a personalidade de cada professor e também novas pessoas, tanto que até criei laços de amizade, mas os velhos amigos continuam. 13

12 VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR SUPER-HERÓIS, SUPERROTINA Rodrigo Volpe Battistin A rotina dos heróis É um pouco diferente, Eles salvam nosso mundo E nos deixam mais contentes! Super-herói também é gente É pessoa, é cidadão, Só o que o faz diferente É nos salvar do vilão! Batman, Superman, Homem-Aranha São todos heróis conhecidos, Depois de tantas batalhas, Tantos acontecimentos vividos. Pessoas querem ser como eles, Mas não percebem a responsabilidade De ter sempre que proteger Toda a nossa cidade! O dia a dia deles É bem atarefado, Eles não têm nunca hora certa, Nem nada marcado! FAMÍLIA FELIZ Jhonata Viccenzo Carrasco 14 Meu nome é Jhonata, moro no bairro do Jabaquara, na Praça Mendes Nunes. Eu tenho dez anos, sou feliz, brincalhão e tenho um amor muito grande por minha família, pois acredito em Deus e sou evangélico. Minha família é simples e humilde, mas muito especial! Eu adoro comer frango e todo tipo de comida. Como qualquer coisa! Eu tenho uma paixão muito grande por futebol, também adoro tocar bateria, faço shows e até já apareci em CDs. Meus pais dizem que meu avô era brincalhão, mas, infelizmente, nunca tive a chance de conhecê-lo. Colégio Montessori Santa Terezinha

13 Colégio Montessori Santa Terezinha VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR Eu gosto muito do programa de tevê Globo Esporte e do Carrossel, mas estou deixando de assistir à televisão para tirar boas notas e deixar os meus pais e avós orgulhosos de mim. Quando eu vou escrever um texto com o tema livre, eu escrevo sobre o futuro, sobre o que eu quero ser. Nunca penso pequeno, sempre penso grande. Quando vou contar uma história, expresso meus sentimentos, como agora, e escrevo sobre coisas que fiz com o meu cachorro, por exemplo, que era o melhor cachorro! Ele morreu, e eu estou triste até agora. Espero que todos vocês deem graças a Deus por suas vidas, não importando quem esteja lendo este texto. Lembrem-se de sua família e tenha orgulho dela. Eu tenho muito orgulho da minha família, que sempre me ajuda e me apoia. Essa é a minha família e eu sou muito feliz por fazer parte dela. ANTES E DEPOIS Vinicius Lopes de Queiroz Dia 10 de dezembro de 2012! O penúltimo dia de aula no 5º ano. Como eu e minha turma já havíamos terminado todo o conteúdo, a aula foi tranquila. Primeiramente, eu entrei na sala e tive aula de inglês. Apesar de não ter conteúdo, a aula foi de aprendizado com um jogo de palavras. O jogo era parecido com o STOP. Cada grupo tinha que dizer uma palavra que começasse com a letra exigida. Depois, foi só dia do brinquedo. Uma hora brincava com peão, e outra de show de talentos. Foi incrível e divertido. No dia seguinte (11), foi o dia do choro. O último dia de aula trazia fortes emoções, inclusive o Amigo Chococreto'', que foi delicioso. Às 17h40minutos encerrava-se o 5º ano. Posso afirmar que também chorei. Alguns amigos do coração se foram, e outros ficaram. Enfim, foi um dia e tanto. Para relevar as saudades do dia 11, vieram as merecidas férias como mérito ao ano que se passou. Em dezembro, fiquei em casa para comemorar o Natal e o Ano Novo e, em janeiro, fui a um hotel chamado Grimberg's Village Hotel''. Foi divertido e cansativo. Após dias e dias se passarem, chegou a véspera das aulas no 6º ano. Quase não consegui dormir por causa da ansiedade. No dia seguinte, levantei cedo, tomei café, me arrumei e fui à escola. O 6º ano foi e está sendo sensacional, apesar das dificuldades, das alegrias e tristezas, das comemorações e decepções. Enfim, o 6º ano vai ser uma etapa da vida a ser cumprida, com novos e velhos professores e amigos e com novas pessoas para conviver ao longo do ano letivo. 15

14 16 VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA Pedro Yanaze Capítulo 1: O bebezão Nasci no ano de 2002, no Hospital São Luís, em São Paulo. Meus pais são médicos. Comecei a falar com mais ou menos dois anos e meio e a andar com um ano. Minha primeira palavra foi Mamãe! e a segunda foi Papai!, como fala a maioria dos bebês. Sempre que fazia aquela bagunça em casa, meu pai gritava Pedro!, então eu chorava e falava Mas, Papai, mo fui eu!. Agora, o meu pai fala Mo fu, vem aqui!. O meu nome não era para ser Pedro. Minha mãe decidiu que seria ela quem escolheria o meu nome. Quando chegou do trabalho, falou que ia ser João Pedro Yanaze. Então ela pensou que talvez o nome ficaria comprido demais e decidiu: só Pedro Yanaze. Meu melhor amigo, até hoje, é o Gabriel Hanashiro. Nós nos conhecemos desde que eu entrei nesta escola (faz uns bons anos). Ele é um cara muito gente boa! No Pré I, quando estávamos no recreio, eu falei para o Hana (é assim que eu chamo o Gabriel) que conseguiria voar. Preparei-me, subi no escorregador correndo e pulei até que... Buááááááá! Caí em pé, mas quebrei o braço. Na minha terceira festa de aniversário (com o tema Homem-Aranha), convidei o Hana e o Gabriel Tuti. O Tuti chegou primeiro, e depois o Hana chegou. Nós nos divertimos muito, e eu jamais me esquecerei daquela festa. Capítulo 2 : O crescimento Dois anos depois, conheci o André, que hoje estuda no 6º ano A. Nós nos conhecemos no Jardim Japonês da Unidade II, quando a professora falou para a gente procurar por alguma coisa de que eu já não me lembro bem mais o que era. Eu encontrei um amigo que me passou o telefone dele. Quando cheguei em casa, notei que ele havia esquecido a borracha comigo, e eu a levei por engano para casa. Foi muito legal aquele dia. Um ano depois, o André, eu e o Hana éramos o Trio Calafrio! No começo, rolaram muitas brigas, mas depois passamos a nos comportar. Neste ano, minha mãe ligou para a escola falando que me queria em uma sala, e o Hana na outra, pois conversávamos muito. Eu achava as provas do 2º ano muito fáceis, pois a minha pior nota foi em Ciências, um 9,2. Capítulo 3: Uma nova vida Já no 3º ano, conhecemos mais três integrantes que entraram para o nosso grupo: o Kenzo, que chegou no meio do ano, o Rodrigo e o João. Colégio Montessori Santa Terezinha

15 Colégio Montessori Santa Terezinha VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR As provas, nessa época, já começaram a complicar. Minha primeira nota baixa na vida já havia saído, justo na matéria de que eu não gostava tanto, mas que hoje, graças à professora Elisete, eu adoro, que é Ciências, quando tirei 6,5. No 5º ano, formamos o nosso grupo que se chamava Os portugueses de Portugal, que era composto por mim, pelo Hana, pelo Kenzo, pelo João, pelo Rodrigo e pelo André, mas, naquele ano todo eu impliquei com o João. Minha pior nota na vida foi tirada no 3º trimestre, em um simulado de Língua Portuguesa, cuja nota nem quero mencionar! Agora, estamos no 6º ano! Não brigo mais com o João, graças a Deus, e agora o nosso grupo já aumentou: além de todos os mencionados acima, entraram para o nosso grupo o Gabriel Rosa, o Renan, o Alexandre e o Enzo. As provas no 6º ano já começaram, e a vida passou a ser dura! FINALMENTE O 6º ANO! Tiffany Ramirez Ruiz No ano passado, eu estava muito animada para passar para o 6º ano. Então me dediquei ao máximo para passar de ano. Também fiquei curiosa para ver se minhas amigas iriam passar de ano, claro. Fiquei super feliz quando recebi o boletim que decidiria o meu futuro! Nas férias, me diverti muito indo à piscina do meu prédio, ficando com minha família, descansando, indo ao shopping e ao cinema. Quando chegou o primeiro dia de aula do 6º ano, fiquei muito animada para ver em que sala eu ficaria, se faria novas amizades, se teria muita lição, como seriam as provas e se poderia usar aparelhos eletrônicos. Depois que entrei na sala, os professores se apresentaram e foram perguntando os nossos nomes e do que gostamos. Eu achei todos os professores legais, divertidos e animados. Com o decorrer do tempo, me acostumei com as lições, provas e conteúdos que eles nos ensinam. No lanche sempre fico com minhas novas amigas e jogando no I pod. Eu estou adorando o 6º ano. As matérias são interessantes, algumas legais, e outras mais difíceis. Tenho mais amigas e fico mais livre, porque, no lanche, nós ficamos em qualquer parte da escola brincando e jogando em nossos celulares. 17

16 18 VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR TUDO SOBRE MIM Júlia Bergamini Salgueiro Meu nome é Julia, tenho dez anos e adoro escrever, principalmente histórias sobre personagens, além de amar ler. Quando eu tinha sete anos, ganhei um caderno para fazer minhas próprias histórias, mas infelizmente não sei onde ele está hoje. Um dia, em casa, fiz minha própria biografia, desde que eu nasci até hoje. Minha mãe sempre fala para mim que eu nasci para ser escritora. Quando eu era pequena, eu sempre lia dois gibis da Turma da Mônica por dia, e minha mãe e meu pai compravam muitos gibis, compravam até carimbos, quebracabeças. Além disso tudo, eles compraram um barraquinha da Mônica para eu e meu irmão brincarmos. Quando eu estava no 5º ano, sabia que uma das disciplinas do 6º ano seria Redação, então eu ficava super ansiosa para chegar logo ao 6º ano. MINHA HISTÓRIA Karina Yuri Valente Watanabe Capítulo 1: Meu nascimento Eu me chamo Karina. Nasci no dia 27 de maio de 2002, às 14 horas e 02 minutos, no hospital Santa Marina, em São Paulo. Minha mãe se chama Adriana, e meu pai Winther. Com uns dez meses, eu já falava palavras básicas... e, com exatamente um ano, dei meus primeiros passos. No dia seguinte, dia 28, foi minha festa de um ano. Capítulo 2: As irmãs e a escola' Com três anos, entrei na escola e fiz novas amigas. Já um pouco maior, com quatro anos, eu queria uma irmã. Dois anos depois, minha irmã nasceu, ela se chama Yasmin. Em novembro de 2011, nasceu minha outra irmã, Sofia. Ela é bagunceira... mas muito bagunceira. Capítulo 3: O prédio, 2013 Agora, em 2013, vim para o prédio e estou no 6 ano. O primeiro ano em que estudo no prédio está sendo legal! Eu ainda tenho dez anos, mas, no dia 27 de maio, farei onze. Estou adorando estudar neste prédio e gostando muito dos professores, cada um tem um jeito, suas manias e suas dinâmicas. Alguns são mais chatos, outros mais legais, mas todos explicam as matérias bem, de um jeito que eu consigo entender. Colégio Montessori Santa Terezinha

17 7 os Anos

18 7 o Com o objetivo de diferenciar enredo de história nas narrativas ficcionais, os textos produzidos seguem uma sequência linear, com uma disposição cronológica, usando a inversão de ordem, com saltos no tempo, elipses e cortes, surpreendendo-nos pela criatividade. Deixar que o outro se apodere da própria história ao narrar a sua em 3ª pessoa do discurso, ou contando a história do outro como se fosse dele, narrando em 1ª pessoa um enredo que não foi vivido por ele mesmo, foi uma experiência que resultou em textos envolventes. Modificar as fábulas com a criação de finais inesperados e surpreendentes e perceber a poesia como meio de demonstrar a opinião de uma forma divertida ou sensível deu a estes gêneros textuais uma nova roupagem. os Os alunos dos 7 anos homenageados neste ano conseguiram expressar os seus melhores sentimentos, emocionando-nos e enchendo-nos de alegria por descobrirmos talentos tão jovens e cheios de criatividade.

19 Colégio Montessori Santa Terezinha VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR MINHA VIDA Bruno Akio Shimada Eu me chamo Jefferson Hideki e tenho 17 anos. Nasci no Japão. Vim para o Brasil quando pequeno e fiquei morando com minha avó e meu avô em Mogi das Cruzes. Minha mãe voltou para o Japão. Eu fiquei com muita raiva dela porque descobri que ela voltou faz tempo a morar no Brasil e ainda não entrou em contato comigo. Mas hoje já me recuperei um pouco e todo sábado brinco com meus primos Bruno e Eduardo. Meus avós cuidam de mim e me dão tudo de que eu preciso. Logo estarei na faculdade e arrumarei um trabalho muito bom e sei que meus avós continuarão me ajudando a ser um adulto responsável. Talvez, um dia, perdoe minha mãe... SAUDADES Thiago Mei Pamfilio Não era exatamente um belo dia. Eu, o Davi e a minha irmã Mirela estávamos em casa, quando o meu primo Thiago chegou, pois era, infelizmente, o dia do funeral do meu avô, que havia falecido naquela manhã. Thiago chegou com uma cara feliz, como sempre fazia, mas logo percebeu que a situação era ruim. Eu, como sou um menino de apenas nove anos, não era maduro o bastante para entender e perceber que também eu não deveria estar feliz naquele momento. Thiago chegou perto de mim e logo olhou para o corpo do meu avô. Ele se aproximou e vi seus olhos se encherem de água igual ao mar. Quando ele o tocou, começou a chorar. Minha avó, que estava ao lado de Thiago, pegou na sua mão e falou: - Calma, é a vida! Uma hora todos nós morreremos! Thiago, então, se acalmou e parou de chorar. Abraçou a minha mãe, a minha irmã e depois eu. Ele parou de chorar e logo voltou a ficar feliz. Passamos o dia inteiro pensando em nosso avô, só que, ao mesmo tempo em que chorávamos, sorríamos e fazíamos brincadeiras. Eu e o Thiago queríamos ir à praia, só que nossas mães ainda estavam muito abaladas, então nós preferimos ficar em casa e ajudar a nossa família que estava muito triste. Aquele foi um dia que ficará para sempre em nossas mentes. 21

20 22 VIII PRÊMIO JOVEM ESCRITOR DISNEY Bruna Simão Fernandes Uma menina chamada Bruna foi para a Disney com sua família. Quando chegaram lá, foram para o hotel, deixaram suas coisas e resolveram dar uma volta. Eles foram ao Outlet. Por cinco dias, foram às compras. No sexto dia, foram para o parque Sea World. Lá, viram dois shows, o dos golfinhos e o das baleias. Bruna disse que amou a parte dos saltos e o beijo das baleias. Depois ela foi à montanha-russa; essa virava de ponta cabeça, passava perto de um lago pequeno, mas as pessoas molhavam só os pés, passava no meio das árvores. Ela estava um pouco nervosa, pois a montanha-russa virava de ponta-cabeça. Na saída, eles encontraram muitos flamingos e golfinhos. Bruna pôde passar a não neles e ficou feliz. À noite, a família foi ao Circo Di Soleil. A apresentação foi linda. A parte mais legal, segundo Bruna, foi a de um rapaz que empilhou canos e subiu nos mesmos. No dia seguinte, eles viajaram para Miami, onde conheceram as principais praias. Apesar de a água estar gelada, Bruna teve coragem e entrou para mergulhar. A água era esverdeada e límpida. Pela manhã, todos voltaram para Orlando. Mais comprinhas. Também foram ao Wallmart. Lá, comprou um quilo de M&M. Depois foi a vez dos parques, dias de festa. No parque Magic Kingdon, o castelo era o ponto principal. Bruna tirou fotos com Marie, Bela, Cinderela, Rapunzel, Bela Adormecida e Mickey. Aproveitou todos os brinquedos. Já era noite quando iniciaram o desfile com fogos de artifícios e personagens. No Epcot, mais emoção. Quando Bruna entrou, viu uma grande fila para tirar fotos. Eram o Pateta, a Margarida, a Minnie e o Pluto. Ela não resistiu. Tirou fotos com Tico e Teco. Depois foi só diversão. Ela não parava nem para almoçar. No Hollywood Studios, Bruna foi assistir a um espetáculo da Bela e a Fera e do Indiana Jones. Os melhores brinquedos eram o elevador e a montanha-russa. Ela passeou de trem pelo parque para conhecer vários estúdios. Na saída, ela foi tirar foto no chapéu mágico do Mickey, mas antes viu uma outra apresentação, que foi à noite: a do Mickey. Agora, era a vez do Animal Kingdon. Lá, ela assistiu a um filme em 4D, na Árvore da Vida, que era a atração principal daquele parque. Bruna amou a montanha-russa do Everest. Depois, viajou pela África e conheceu vários animais típicos daquela região. Para surpresa dela, houve outro desfile da Disney. O último dia foi para terminar de fazer as compras. Passeio pela Dontown Disney. Bruna adorou as compras. Pediu para seus pais para voltarem para lá assim que possível. Colégio Montessori Santa Terezinha

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