UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium Curso de Bacharelado em Química

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium Curso de Bacharelado em Química"

Transcrição

1 UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium Curso de Bacharelado em Química César Augusto Rocha Elton de Freitas Silva Roberta Cristina Carvalho de Souza POLÍMERO DE ENTRETENIMENTO: UMA MACROMOLÉCULA BIODEGRADÁVEL LINS - SP 2013

2 CÉSAR AUGUSTO ROCHA ELTON DE FREITAS SILVA ROBERTA CRISTINA CARVALHO DE SOUZA POLÍMERO DE ENTRETENIMENTO: UMA MACROMOLÉCULA BIODEGRADÁVEL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, Curso de Bacharelado em Química, realizado sob a orientação da Prof. Ma. Elisete Peixoto de Lima. LINS - SP 2013

3 S579p Rocha, César Augusto; Silva, Elton de Freitas; Souza, Roberta Cristina Carvalho de Polímero de entretenimento: uma macromolécula biodegradável / César Augusto Rocha; Elton de Freitas Silva; Roberta Cristina Carvalho de Souza. Lins, p. il. 31cm. Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium UNISALESIANO, Lins-SP, para graduação em Bacharelado em Química, Orientadora: Elisete Peixoto de Lima 1. Química. 2. Química Orgânica. 3. Polímeros. 4. Poliacetato de Vinila. 5. Ligações Cruzadas. 6. Monômeros. I Título. CDU 54

4 CÉSAR AUGUSTO ROCHA ELTON DE FREITAS SILVA ROBERTA CRISTINA CARVALHO DE SOUZA POLÍMERO DE ENTRETENIMENTO: UMA MACROMOLÉCULA BIODEGRADÁVEL Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, como requisito obrigatório, para obtenção do título de Bacharel em Química. Aprovado em: 09 / 12 / Banca Examinadora: Professora Orientadora: Elisete Peixoto de Lima. Titulação: Mestre em Odontologia - Saúde Coletiva. Assinatura:. 1ª Professora: Terezinha Fiala Modesto. Titulação: Especialista em Química. Assinatura:. 2º Professor: Marcos José Ardenghi. Titulação: Mestre de Educação em Matemática. Assinatura:.

5 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a minha querida vó paterna Maria Almerinda, que sempre me ajudou e me cativou em todos os momentos, a meus pais Suely e José, por tudo que fizeram e empenharam pela minha formação. Aos professores que com dedicação e compreensão, me ajudaram na elaboração deste trabalho de conclusão de curso. E finalmente a Deus por tudo que me proporcionou na vida. Elton Sendo coerente não poderia deixar de dedicar este trabalho a meu namorado Marcos, que durante o desenvolvimento deste projeto contribuiu muito com sua experiência profissional, além de se mostrar um grande amigo e companheiro como sempre, durante todos esses anos. É assim que juntos vamos nos apoiando e ultrapassando os obstáculos para alcançarmos nossos objetivos. Roberta Sou abençoado por estar cercado de pessoas que me ajudam e contribuem para as minhas conquistas, por isso dedico esse trabalho à minha mãe Dona Lena, guerreira, que me deu base para tudo o que sou, à minha filha Naiara, razão de tudo o que faço, a minha namorada Thays, companheira sempre disposta a ajudar e aos amigos do grupo, Elton e Roberta, pilares principais dessa conquista. César

6 AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente a Deus, pela força e coragem atribuída a nós durante toda esta caminhada, pois foi quando nos sentimos desanimados e perdidos em nossos objetivos e ideais que o senhor se fez presente a cada dia, renovando nossas energias e nos fazendo vencedores em sua glória, através de sua benção e proteção em todos os momentos da vida. Aos nossos pais Suely e José, Rosana e Roberto, Maria Madalena e Sidnei pelo incansável apoio, incentivo, coragem, carinho, amizade e dedicação. Aos docentes do Curso de Bacharelado em Química do Unisalesiano, Elisete, Terezinha, Olayr, Araújo, Marcos, João Artur, Francisco e ao inesquecível senhor Calças pela sua experiência de vida, agradecemos pelos valiosos ensinamentos ministrados em suas disciplinas e pela atenção e dedicação durante todo o curso. Aos amigos de perto e de longe, pelo amor e preocupação demonstrados através das ligações e s. Obrigado a vocês que nas horas difíceis nos revigoraram com certezas, força e alegria. Aos colegas da turma pela amizade e companheirismo, partilhada durante o período de graduação ao decorrer dos semestres. Um agradecimento especial a orientadora professora Ma. Elisete, pelo apoio, incentivo, confiança e principalmente pela amizade construída durante esta graduação. Gostaríamos também de deixar nossos agradecimentos aos membros da banca, que aceitaram participar da nossa avaliação e com isso contribuir para a finalização deste trabalho. Enfim agradecemos a todos àqueles que até este momento contribuíram de alguma maneira para a conclusão deste trabalho, seja no meio acadêmico, profissional ou pessoal. A todos vocês e aqueles que por ventura tenhamos esquecido, os nossos sinceros agradecimentos e gratidão.

7 EPÍGRAFE Para realizar grandes conquistas devemos não apenas agir, mas também sonhar, não apenas planejar, mas também acreditar. Anatole France A química deve ser aprendida porque representa uma das formas de ver mundo e de interpretá-lo. Um cidadão tem uma visão parcial do mundo quando não domina os princípios fundamentais da química. Gallo Neto Ao homem que teme ao senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher. Na prosperidade repousará a sua alma e a sua descendência herdará a Terra. Salmo 25; 12:13

8 RESUMO A descoberta dos polímeros revolucionou o cotidiano da humanidade, possibilitando o desenvolvimento de diferentes tipos de materiais, que proporcionaram a expansão da produção industrial. O polímero de entretenimento é uma macromolécula biodegradável, formada após a reação de polimerização. Nesse processo o ânion borato atua na formação das ligações cruzadas fazendo o agrupamento dos monômeros para formação do polímero, conhecido e comercializado no Brasil como geléca ou amoeba. Devido as características apresentadas, possa ser utilizado como ferramenta para o desenvolvimento da atividade experimental, contribuindo para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem de Química, tendo como objetivo a demonstração do mecanismo da reação de polimerização do poliacetato de vinila como ferramenta facilitadora de ensino-aprendizagem, contribuindo para o melhor entendimento de conteúdos teóricos. No primeiro capítulo, apresenta-se a história, descoberta, evolução e desenvolvimento dos polímeros. Aborda-se também a reciclagem e a reutilização para preservação do meio ambiente, bem como a definição de monômeros e polímeros, estrutura física, suas propriedades, as ligações cruzadas que ocorrem na reação de polimerização, o processo de transição vítrea e os principais conceitos teóricos de aprendizado da reação de polimerização de forma lúdica e interativa. No segundo capítulo, expõe-se o mecanismo da reação de polimerização, para a obtenção do poliacetato de vinila, algumas de suas propriedades e aplicações na área industrial. No terceiro capítulo, disserta-se sobre o polímero de entretenimento, sua aplicabilidade na área educacional, suas propriedades e estudo do grau toxicológico dos produtos utilizados em sua fabricação. No quarto capítulo, apresentam-se os materiais e métodos utilizados no desenvolvimento das etapas teórica e prática, a aplicação do questionário, o procedimento experimental. No quinto capítulo, as discussões e os resultados são apresentados por meio da análise prévia de cada questão abordada, a metodologia aplicada baseia-se em duas etapas, na primeira realiza-se a apresentação teórica sobre o processo de polimerização, na segunda etapa desenvolve-se a atividade experimental aplicando-se os conceitos teóricos na prática, e finalmente a aplicação do questionário para avaliação do ensinoaprendizado. Conclui-se que a abordagem teórico-experimental e a obtenção do próprio produto facilitou o conhecimento acerca dos polímeros. Palavras-chave: Química. Química orgânica. Polímeros. Poliacetato de vinila. Ligações cruzadas. Monômeros.

9 ABSTRACT The discovery of polymers revolutionized the daily lives of humanity, enabling the development of different types of materials, provided that the expansion of industrial production. The polymer is a biodegradable macromolecule entertainment, formed after the polymerization reaction. In this process the borate anion acts in the formation of crosslinked doing the grouping of monomers to polymer formation, known and marketed in Brazil as Geléca or Amoeba. Due to the characteristics presented, can be used as a tool for the development of experimental activity, contributing to the development of the teaching-learning process chemistry, aiming to demonstrate the reaction of polymerization of polyvinyl vinyl facilitative mechanism as teaching tool learning, contributing to a better understanding of theoretical concepts. The first chapter presents the history, discovery, evolution and development of polymers. Also approaches to recycling and reuse to preserve the environment as well as the definition of monomers and polymers, physical structure, their properties, crosslinking occurring in the polymerization reaction, the process of glass transition and the main theoretical concepts learning the polymerization reaction in a playful and interactive way. The second chapter sets up the mechanism of the polymerization reaction, for obtaining polyvinyl vinyl, some of their properties and applications in the industrial area. In the third chapter, dissertations on the polymer entertainment, its applicability in the educational area, their toxicological properties and study the degree of the products used in their manufacture. The fourth chapter presents the materials and methods used in the development of theoretical and practical steps, the questionnaire, the experimental procedure. In the fifth chapter, the discussions and the results are presented through prior analysis of each issue addressed, the methodology is based on two steps, the first performs the theoretical presentation on the polymerization process, developed in the second stage the experimental activity applying theoretical concepts in practice, and finally the questionnaire for the assessment of teaching and learning. It is concluded that the theoretical and experimental approach and getting the product itself facilitated the knowledge of polymers. Keywords: Chemistry. Organic chemistry. Polymers. Polyvinyl vinyl. Crosslink. Monomers.

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Códigos de reciclagem utilizados nas embalagens plásticas Figura 2: Variação da propriedade física dos polímeros Figura 3: Ligações cruzadas que são formadas entre as cadeias poliméricas no proceso de vulcanização da borracha Figura 4: A) Representação da borracha não vulcanizada; B) Borracha vulcanizada não esticada; C) Borracha vulcanizada e esticada Figura 5: A) Polímero termoplástico ou linear Figura 6: Estrutura molecular do polietileno de baixa densidade Figura 7: Estrutura molecular do polietileno de alta densidade Figura 8: Polímero tridimensional Figura 9: B) Polímero termofixo Figura 10: Reação de polimerização para obtenção da baquelite Figura 11: A) As macromoléculas lineares se entrelaçam, como fios; B) As macromoléculas entrelaçadas são alinhadas quando o polímero é esticado Figura 12: Um clipe representando um monômero Figura 13: Os clipes agrupados representando um polímero ou uma macromolécula Figura 14: Representação da reação de polimerização, utilizando os clipes Figura 15: Reação de polimerização pelo método explicativo da corrente Figura 16: Reação de polimerização do etileno Figura 17: Reação de polimerização do acetato de vinila para formação do PVA Figura 18: Comportamento físico de um polímero, de acordo com sua massa molar e da temperatura (Tg e Tm) Figura 19: Composição das tintas Figura 20: Processo de fabricação das tintas a base de PVA Figura 21: Ligações química entre os monômeros Figura 22: Substância formada após a reação de polimerização Figura 23: Perda de água por evaporação no processo de transição vítrea do polímero Figura 24:Comportamento de um fluído não newtoniano

11 Figura 25: Função do ânion borato na reação de polimerização Figura 26: Conceitos teóricos e práticos no ensino-aprendizagem Figura 27: Conceito explicativo no ensino-aprendizagem Figura 28: Macromolécula flexível, viscosa e elástica Figura 29: O ensino é facilitado com a realização de atividades Figura 30: A) Aproveitamento do processo de ensino-aprendizagem Figura 31: B) Aproveitamento do processo de ensino-aprendizagem Figura 32: Avaliação do ensino-aprendizagem

12 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Densidade de alguns polímeros Tabela 2: Principais características físico químicas do PEBD Tabela 3: Principais características físico químicas do PEAD Tabela 4: Proporção para diluição do PVA e quantidade de tetraborato e sódio necessária para polimerização... 70

13 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS a.c.: Antes de Cristo ACGIH: Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais ABRINQ: Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos Buna N: Perbunan, Borracha nitrílica, Nitrilo butadieno ou Borracha NBR Buna S: Estireno butadieno ou Borracha SBR. C: Graus Celsius Cat.: Catalisador EUA: Estados Unidos da América g/cm 3 : Gramas por centímetro cúbico g/mol: Gramas por mol INMETRO: Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia mg: Miligramas ml: Mililitros MPa: Megapascal Mra: Mestra Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O: Tetraborato de sódio decahidratado. OSHA: Administração de Segurança e Saúde Ocupacional OMS: Organização Mundial da Saúde ppm: partes por milhão PVC: Policloreto de vinila PVA: Poliacetato de vinila PMNA: Polimetilmetacrilato, acrílico, plexiglas, polimetacrilato PTFE: Teflon ou Politetrafluoretileno PU: Poliuretano PP: Polipropileno PC: Policarbonato PS: Poliestireno PET: Polietileno tereftalato ou politereftalato de etileno. PEAD ou HDPE: Polietileno de alta densidade PEBD ou LDPE: Polietileno de baixa densidade P: Pressão

14 p.: Página T: Temperatura Tg: Temperatura de transição vítrea Tm: Temperatura de fusão Unisalesiano: Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium de Lins/SP v.: Volume

15 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO I HISTÓRIA DOS POLÍMEROS 1.1 Os plásticos e os polímeros sintéticos Os monômeros e os polímeros Estrutura dos polímeros sintéticos Polímeros lineares ou termoplásticos Polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE) Polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE) Polímeros tridimensionais ou termofixos Cadeias rígidas e cadeias flexíveis: a transição vítrea Simulação da reação de polimerização, pelo método dos clipes A polimerização CAPÍTULO II POLIACETATO DE VINILA (PVA) 2.1 A elasticidade, a flexibilidade e a viscosidade do PVA A reticulação Aplicabilidade do PVA na área industrial Fabricação de tintas residenciais a base de PVA Fabricação de chicletes CAPÍTULO III O POLÍMERO DE ENTRETENIMENTO 3.1 Aplicabilidade do PVA na área educacional Fluído não newtoniano Estudo do grau toxicológico dos reagentes e produtos Toxicologia do tetraborato de sódio Toxicologia do PVA Toxicologia do polímero de entretenimento Toxicologia dos corantes Toxicologia das essências... 65

16 CAPÍTULO IV MATERIAIS E MÉTODOS 4.1 Aspectos metodológicos Metodologia / procedimento Teste de dosagem CAPÍTULO V DISCUSSÕES E RESULTADOS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICE... 89

17 INTRODUÇÃO A descoberta dos polímeros revolucionou o cotidiano da humanidade, possibilitando o desenvolvimento de diferentes tipos de materiais, como o polietileno, utilizado na fabricação de garrafas plásticas, brinquedos, sacolas plásticas entre outros artefatos, possibilitando a expansão da produção industrial, proporcionando o desenvolvimento de novos materiais com características físicas e químicas inovadoras, substituindo praticamente tudo que era fabricado com matérias primas de origem natural, como o vidro, os metais, a madeira e o algodão. Polímeros são macromoléculas formadas pela união de vários monômeros que se agrupam através das ligações cruzadas, através da reação de polimerização, classificados em polímeros naturais, derivado do refinamento do petróleo e polímeros sintéticos ou artificiais conhecidos como os plásticos. O polímero de entretenimento é um brinquedo conhecido e comercializado no Brasil como geléca ou amoeba, em outras partes do mundo recebe outras denominações como slime, flubber, pettimoko. Essa substância, por suas características, apresenta o comportamento de fluido não newtoniano, se comportando de forma sólida e líquida ao mesmo tempo. Problematiza-se que devido a essas características de se comportar como sólido e líquido, ao mesmo tempo, possam ser utilizados como ferramenta para o desenvolvimento de uma experiência lúdica e interativa, contribuindo para o desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem de Química. Acredita-se que o dueto, teoria e prática, possa ser uma alternativa para melhoria contínua da aprendizagem, na elucidação de uma reação de adição e de como o ligante cruzado atua no agrupamento dos monômeros, além dos fatores que interferem na reação de polimerização. O objetivo deste trabalho é apresentar o mecanismo da reação de polimerização do poliacetato de vinila, utilizando como ferramenta facilitadora da aprendizagem uma atividade prática, simples e interativa, para obtenção do polímero, contribuindo para o melhor entendimento de conteúdos teóricos que muitas vezes apresentam-se de forma muito abstrata.

18 16 No primeiro capítulo, apresenta-se a história, descoberta, evolução e desenvolvimento dos polímeros. Aborda-se também a reciclagem e a reutilização de alguns tipos de polímeros para preservação do meio ambiente, bem como os conceitos de monômeros e polímeros, sua estrutura física, suas propriedades, as ligações cruzadas que ocorrem na reação de polimerização, o processo de transição vítrea e os principais conceitos teóricos de aprendizado da reação de polimerização. No segundo capítulo, expõe-se o mecanismo da reação de polimerização, para a obtenção do poliacetato de vinila, algumas de suas propriedades, a importância do agente ligante na formação da reticulação e sua aplicabilidade industrial na fabricação de tintas, chicletes, massa corrida, adesivos e colas, vidros especiais e laminados para veículos, filmes plásticos para alimentos e cápsulas de remédios e na preparação do polímero de entretenimento. No terceiro capítulo, disserta-se sobre o polímero de entretenimento, sua aplicabilidade na área educacional como facilitador do processo de ensino aprendizagem, suas propriedades de fluído não newtoniano, bem como o estudo do grau toxicológico dos reagentes e produtos utilizados em sua fabricação. No quarto capítulo, apresentam-se os materiais e métodos utilizados no desenvolvimento das etapas teóricas e práticas, a aplicação do questionário aos discentes participantes, o procedimento experimental, o teste de dosagem e uma prévia da análise dos resultados. No quinto capítulo, as discussões e os resultados são apresentados, através da tabulação dos dados obtidos, por meio da análise prévia de cada questão abordada, verificando-se que os procedimentos teóricos e práticos desenvolvidos de maneira simplificada, abrangente lúdica e interativa. Conclui-se que a abordagem teórico-experimental, com enfoque investigativo facilitou a construção do conhecimento acerca dos polímeros com comportamento de fluido não newtoniano envolvendo os discentes, na obtenção do próprio produto da sua experiência.

19 CAPÍTULO I 1 HISTÓRIA DOS POLÍMEROS Na história da humanidade há várias descobertas que mudaram o rumo do seu desenvolvimento, uma delas ocorreu com o aparecimento do polímero, que criado de forma acidental, foi ocupando seu espaço, se desenvolvendo e facilitando a vida das pessoas, devido a sua ampla utilização (SANTOS; MÓL, 2010). Uma destas descobertas ocorreu com o surgimento dos plásticos, uma grande invenção que mudou radicalmente o modo de produção das indústrias, que de certa forma se adaptaram as novas condições de produção, dando o início a uma nova era, conhecida como a idade dos plásticos (SANTOS; MÓL, 2010). Nessa nova era houve o predomínio da utilização dos polímeros na fabricação de objetos, utensílios, equipamentos, embalagens, entre outros (ALLINGER; CAVA; JONGH, 1976) Antes dessa descoberta, muitos materiais poliméricos, já eram utilizados desde a antiguidade, como o verniz extraído de uma árvore do gênero Rhus vernicflua, descoberto pelos chineses 1000 anos antes de Cristo (a.c.), que foi utilizado como tinta impermeável na pintura de móveis até o ano de 1950, por apresentar brilho e aumentar a durabilidade do móvel (GORNI, 2003). De acordo com Gorni (2003), em 79 a.c. ocorreu a descoberta do âmbar, uma resina termoplástica, extraída das árvores fossilizadas, na costa do Mar Báltico, que foi utilizado para fabricação de peças através da moldagem por compressão. No entanto em 1943, Cristovão Colombo em uma de suas viagens, nota que os nativos se divertiam e brincavam com bolas, feitas com uma goma chamada de cauchu, extraída da seringueira Hevea brasiliensis, ele observa que quando tocava o chão, ela pulava devido a sua elasticidade, esse material foi chamado de borracha natural (SANTOS; MÓL, 2010).

20 18 Segundo Gorni (2003), em 1650 John Tradescant, começa a utilizar a gutta-percha, um outro elastômero natural extraído da casca da palaquium, uma planta originária da Malásia, para a fabricação de mangueiras de jardim. Porém em 1770, Priestley descobre as propriedades da borracha, de remover e apagar as marcas feitas em uma folha de papel, devido a isso colocou o nome da borracha, em inglês, de rubber (GORNI, 2003). Já em 1835, o francês Victor Regnault, descobre o cloreto de vinila, um monômero do policloreto de vinila (PVC), que foi polimerizado com o auxílio da luz solar e em 1838 divulga o nitrato de celulose (BARBOSA, 2004). De acordo com Gorni (2003), em 1839 ocorre a descoberta do processo de vulcanização da borracha natural, pelo norte americano Charles Goodyear, sendo que nesse processo adiciona-se enxofre à borracha natural, deixando-a mais resistente, forte e flexível, possibilitando o uso desse material. No entanto em 1840, Alexander Parkes, descobre na Inglaterra a Parkesina, uma resina a base de nitrato de celulose, que podia ser moldada, sendo um material muito inflamável (BRUICE, 2006). Um novo material, foi descoberto em 1851, por Nelson Goodyear, patenteado e comercializado com o nome de ebonite. O material era produzido através da vulcanização da borracha, utilizando-se um excesso de enxofre. A ebonite é uma resina dura, brilhante e escura que foi utilizada na fabricação de bolas de boliches e placas dentárias de coloração rosa. A descoberta desta resina foi um marco na história dos polímeros, pois foi o primeiro termofixo usado comercialmente (GORNI, 2003). Segundo Bruice (2006), em 1869, John Wesley Hyatt e seu irmão Isaiah, nos Estados Unidos da América, descobriram o celulóide, um composto formado por nitrocelulose com a adição de cânfora para reduzir a fragilidade do plástico sintético, também conhecido como nitrato de celulose, sendo este utilizado na fabricação de bolas de bilhar. O primeiro plástico sintético bem sucedido foi o celulóide, o qual foi desenvolvido para substituir o marfim nas bolas de bilhar (FONSECA, 2010, p.272). Devido a essa descoberta os irmãos Hyatt venceram uma competição para fabricar as melhores bolas de bilhar e patentearam seu plástico feito de nitrato de celulose e cânfora em 1878, com o nome de celulóide. Sua utilização

21 19 se tornou muito popular para outras aplicações, como nos colarinhos e punhos das camisetas, podendo ser moldado para fabricação de dentaduras, cabos de facas, botões, porém outros polímeros mais modernos surgiram para substituí-lo atualmente (FONSECA, 2010). Em 1880 uma gravadora berlinense, começou a utilizar a goma laca na fabricação de discos fonográficos e a utilização desse composto durou até 1952, sendo posteriormente substituído pelo PVC (GORNI, 2003). Afirma Fonseca (2010) que o químico francês Louis Marie Hilaire Bernigaud Chardonnet, em 1883, após o derramamento acidental de um reagente descobre que havia formado fibras e filamentos a partir da celulose, produzindo dessa forma a seda artificial, que foi nomeada de raion de chardonnet. O raion um composto altamente inflamável, deixa de ser atualmente empregado como fibra têxtil. Segundo Gorni (2003) em 1900 ocorre a descoberta do silicone por Frederic Stanley Kipping e em 1907 o norte americano Leo Hendrik Baekeland através de uma reação de polimerização descobre a resina fenol formaldeído, conhecida como baquelite, este foi o primeiro plástico produzido em escala comercial. Porém só em 1909 que Baekeland registrou sua patente da baquelite, um polímero termofixo que substituiu diversos materiais como a madeira, o marfim, a ebonite (GORNI, 2003). De acordo com Solomons (2009) em 1912, Ostromislensky na Rússia, descobre e patenteia o processo de polimerização do cloreto de vinila para obtenção do PVC. Já em 1927, Otto Rohm, na Alemanha, desenvolve o polimetilmetacrilato (PMNA), iniciando a sua produção neste mesmo ano. Também conhecido como acrílico ou plexigas, o polimetilmetacrilato ou polimetacrilato de metila foi obtido através da reação de polimerização do metacrilato de metila (FONSECA, 2010). No entanto em 1928, Ziegler ao estudar os princípios da química orgânica e os fundamentos da análise de polimerização do polietileno e do polipropileno, descobre que utilizando-se um catalisador a reação ocorre adequadamente (GORNI, 2003).

22 20 Afirma Gorni (2003) que em 1930 a empresa Dow Chemical nos Estados Unidos da América (E.U.A.) descobre o poliestireno através de suas pesquisas internas, que só começa a ser produzido e comercializado no ano de 1937 (GORNI, 2003). Em 1931, J.A.Hansbeke, desenvolve o neopreno um outro tipo de borracha sintética e também nesse mesmo ano começa a produção do PVC na Alemanha (VOGEL, 1971). No ano de 1932, ocorreu o desenvolvimento dos copolímeros buna N e da buna S na Alemanha, neste mesmo ano também ocorre a produção do neoprene nos E.U.A. pela empresa Du Pont (GORNI, 2003). De acordo com Gorni (2003) em 1933, ocorre a descoberta do processo de polimerização do polietileno, sob pressão. Neste mesmo ano surge a produção e a comercialização de produtos moldados por injeção. O pesquisador norte americano Wallace Hume Carothers, em 1934 descobriu o nylon, na forma de fibra, chegando a um método de fabricação prático e barato. No ano de 1935, juntamente com a empresa Du Pont (E.U.A.) patentearam a descoberta do nylon, que se tornou um sinônimo de elegância, beleza e sensualidade (VOGEL, 1971). Já em 1936 começou-se a utilizar o poliacetato de vinila e o polivinilbutiral na fabricação de vidros laminados de segurança (GORNI, 2003). Por volta de 1938, Roy Plunkett, também da empresa Du Pont, desenvolveu acidentalmente o teflon ou politetrafluoretileno (PTFE), neste mesmo ano o nylon 66 começou a ser produzido pela empresa Du Pont (GORNI, 2003). Ressalta Gorni (2003) que em 1949 no Brasil, surge a primeira fábrica de poliestireno, conhecida como Bakol S.A., instalada na cidade de São Paulo. A partir de 1950, muitos outros polímeros surgiram, como as espumas de poliuretano (PU), o polietileno linear, o polietileno de alta densidade (PEAD),o polietileno de baixa densidade (PEBD), o polipropileno (PP), o policarbonato (PC), o polietileno tereftalato (PET), entre outros polímeros (FONSECA, 2010). No entanto a partir de 1960, surgiram os polímeros de alta tecnologia molecular que foram desenvolvidos a partir da engenharia molecular (GORNI, 2003).

23 21 Segundo Santos e Mól (2010) os plásticos chegaram, popularizaram-se e tomaram conta do mercado, devido a sua acessibilidade e preços baixos. A utilização das embalagens plásticas obtidas por processos de polimerização deixou menor o custo do transporte dos produtos, devido ao seu peso inferior (VOLLHARDT; SCHOORE, 2004). A facilidade que as embalagens plásticas trouxeram, aliada a sua praticidade, beleza, leveza e durabilidade, fizeram com que devido a sua ampla utilização, abaixasse seu custo de produção, tornando-o mais vantajoso comercialmente (SANTOS; MÓL, 2010). 1.1 Os plásticos e os polímeros sintéticos Os plásticos são polímeros artificiais ou sintéticos que podem ser moldados, para a fabricação de uma ampla linha de produtos, embalagens, objetos, suportes (PERUZZO; CANTO, 2006). Para os químicos os polímeros, são materiais poliméricos, constituídos por substâncias orgânicas sintéticas, que podem ser moldados com o auxílio de calor e da pressão [...] (SANTOS; MÓL, 2010, p. 137). Afirmam Bianchi, Albrecht e Daltamir (2005) que os plásticos são substâncias formadas, através das reações de polimerização dos monômeros, que vão se agrupando, formando uma macromolécula conhecida como polímero. Quando os monômeros se agrupam através de reações químicas, por meio das ligações covalentes ou reticulações, ocorre a formação do polímero (BIANCHI; ALBRECHT; DALTAMIR, 2005). Segundo Santos e Mól (2010) as indústrias químicas através das reações de polimerização de suas pesquisas descobriram nos polímeros uma matéria de grande versatilidade para o desenvolvimento de novos produtos (SANTOS; MÓL, 2010). O surgimento da grande diversidade de produtos fez com que as Indústrias de plásticos descobrissem novas tecnologias de produção. De acordo com o aumento da produção mundial de plásticos em 1973, o consumo e a produção foi tão grande que superou a produção do aço (SOLOMONS, 2009).

24 22 Os plásticos foram para os processos produtivos das indústrias, uma grande matéria prima, utilizada na fabricação de diferentes produtos (SANTOS; MÓL, 2010). Para Vollhart e Schore (2004) os processos produtivos se desenvolveram através das pesquisas e das descobertas muitas vezes acidentais, que acarretaram no surgimento dos novos polímeros ou macromoléculas comercializados atualmente. Os polímeros sintéticos mudaram a face da indústria química: superando em valor os quimioterápicos, fertilizantes e corantes, os polímeros passaram a ser a principal receita dessa indústria na segunda metade do século 20, e criaram um forte vínculo entre a química, a ciência e a engenharia de materiais [...] (MORTIMER; MACHADO, 2010, p. 249). A plasticidade de um polímero, segundo Solomons (2009) indica a capacidade da matéria de poder ser moldada, quando submetida a um esforço físico como o aquecimento. Através dessa característica as substâncias puderam ser classificadas, em dois grande grupos de polímeros que facilitaram os processos de reciclagem, contribuindo para preservação do meio ambiente. No entanto, de acordo com algumas características como a plasticidade é possível separar os polímeros em dois grupos, o grupo dos termoplásticos e o grupo termofixos. Os termoplásticos podem ser moldados pelo aquecimento, podendo ser reciclados, enquanto que os termofixos não permitem um reprocessamento, não podendo ser reciclado (MORTIMER; MACHADO, 2010). De acordo com Mortimer e Machado (2010) por meio desta classificação, se tornou possível, reutilizar os plásticos através do processo de reciclagem dos polímeros sintéticos, que consiste no reaproveitamento. A figura 1, apresenta os códigos utilizados nas embalagens, para orientar no processo de separação dos diferentes tipos de materiais, facilitando o processo de reciclagem. Esses códigos indicam, qual tipo de matéria prima foi utilizado na fabricação do material, favorecendo o processo de separação e a reciclagem dos diversos tipos de polímeros que são utilizados para produzir diversificados utensílios e equipamentos.

25 23 Figura 1: Códigos de reciclagem utilizados nas embalagens pláticas. Fonte: Fonseca, Martha R. M. da., Química: o meio ambiente, cidadania e tecnologia, 2010, p No processo de reciclagem, faz - se a extrusão, a remodelagem ou a decomposição dos monômeros que formam os polímeros. A importância da separação dos diversos tipos de polímeros sintéticos na reciclagem é evitar que ocorra a incompatibilidade entre os tipos de polímeros existentes, que serão reutilizados. Caso isso ocorra será obtido um material reciclado de qualidade ruim, além desse fato, se o plástico for um termofixo, dificultará muito o processo de reciclagem (MORTIMER; MACHADO, 2010). Atualmente para Feltre (2004) a tecnologia aplicada na produção dos polímeros sintéticos e nos processos de reciclagem, está muito avançada, ela se faz necessária para acompanhar o consumo e o tratamento dos resíduos gerados (FELTRE, 2004).

26 24 De acordo com Feltre (2004) quanto maior for consumo dos polímeros, maior será a quantidade de resíduos descartados e a aplicação do processo de reciclagem é a alternativa para evitar a poluição ambiental. Em decorrência da sua ampla utilização e consumo, estima-se que a produção mundial de plásticos esteja em torno de cerca de 200 milhões de toneladas por ano (SANTOS; MÓL, 2010). 1.2 Os monômeros e os polímeros Afirmam Santos e Mól (2010) que a palavra polímero originada do grego poly e meros, significa muitas partes, constituídas por uma mistura de macromoléculas que apresentam unidades estruturais que se repetem. De uma forma geral, os polímeros, são formados pelo agrupamento de vários monômeros, através da reação de polimerização, nesse processo dependendo das condições em que a reação ocorre, poderá formar um polímero com a monômeros, dessa forma as massas moleculares dos polímeros podem variar de a unidades (FELTRE, 2004). Segundo Feltre (2004) os polímeros são formados através de uma reação de adição e por meio das ligações covalentes, os monômeros se unem, formando o polímero, uma macromolécula formada pelo agrupamento de vários monômeros iguais, um exemplo ocorre com o acetato de vinila, que através de uma reação de polimerização, forma o poliacetato de vinila, um polímero que é composto de vários monômeros iguais de acetato de vinila. Os polímeros formados por monômeros assimétricos são chamados de copolímeros, devido à organização diferenciada das moléculas (KOTZ; TREICHEL, 2009). Segundo Fonseca (2010) os copolímeros são obtidos pela união de dois ou mais monômeros diferentes, com as moléculas de cada monômero se alternando regularmente, exemplo: -A-B-A-B-A-B-A-B-A-B-, podendo formar copolímeros aleatórios, quando os monômeros se repetirem de forma imprevisível, exemplo: -A-B-A-A-A-B-A-B-B-B-A-A-B-A-B-B-A-, podendo formar copolímeros em bloco, quando os monômeros se repetirem em conjunto, exemplo: -A-A-A-A-B-B-B-B-A-A-A-B-B-B-, podendo formar também, o

27 25 copolímero alternado, quando os monômeros se intercalarem, exemplo: -A-B- A-B-A-B-A-B-A-B-A-. Após as reações de polimerização, sob determinada temperatura, pressão e na presença de um catalisador, os monômeros vão se unindo a outros monômeros, formando um dímero, um trímero, um tetrâmero e finalmente um polímero (FELTRE, 2004). 1.3 Estrutura dos polímeros sintéticos Para Vollhart e Schore (2004) vários fatores determinam as propriedades e as estruturas de um polímero, entre eles, o tamanho da cadeia polimérica, os grupos funcionais dos monômeros e o tipo de ligação realizada entre os monômeros, as condições na qual a reação de polimerização ocorre, como a pressão, a temperatura, o catalisador utilizado, se será uma reação de adição ou de condensação e a velocidade com que a reação ocorre. Os polímeros são formados por uma mistura de cadeias poliméricas de tamanhos diferentes, a força de atração aplicada nas reações de polimerização dependerá do tamanho e da natureza dos monômeros (NÓBREGA; SILVA; SILVA, 2005). No entanto os polímeros apresentam algumas propriedades diferentes, tais como ter resistência aos impactos ou ser quebradiça, coloração transparente ou incolor, flexibilidade ou rigidez, inflamabilidade ou resistência ao fogo, ter características de isolantes elétricos ou condutores de eletricidade, além de outras propriedades (BIANCHI; ALBRECHT; DALTAMIR, 2005). Muitas propriedades físicas são dependentes do comprimento da molécula, isto é de sua massa molar. Como os polímeros envolvem uma larga faixa de valores de massa molar é de se esperar que ocorra uma grande variação em suas propriedades (CANEVAROLO; 2006, p. 21). De acordo com Canevarolo (2006) as alterações que ocorrem nos tamanhos das moléculas dos polímeros, mesmo quando forem poucas, provocam grandes mudanças nas propriedades físicas do material, dependendo da massa molar da molécula.

28 26 Tais alterações podem ser menores com o aumento do tamanho da molécula ou da massa molar ou ser maiores com a diminuição do comprimento do polímero, nessa situação nem todos os compostos de baixa massa molar formara os polímeros, pois é necessário que os monômeros se liguem entre si. A figura 2 apresenta de forma esquemática, a variação da propriedade física dos polímeros em função da sua massa molar, nela é possível verificar que quanto maior for à massa molar do polímero, menor será a propriedade física de mudanças, que é diminuída com o aumento do tamanho da molécula. Caso o polímero apresente uma baixa massa molar, automaticamente apresentará uma propriedade física alta, sujeita a mudanças, essas alterações provocam grandes modificações (CANEVAROLO, 2006). Figura 2: Variação da propriedade física dos polímeros. Fonte: Canevarolo; S.V.Jr., Ciência dos polímeros, 2006, p. 21. Todos os polímeros de alta massa molar que apresentarem cadeias poliméricas longas ou monômeros que são interligados formando ligações polares, a força de atração entre a cadeias terá maior intensidade, as substâncias com essas características são chamados de polímeros cristalinos, pois apresentam alta temperatura de fusão, são duros, quebradiços e resistentes ao calor (NÓBREGA; SILVA; SILVA, 2005). Segundo Allinger, Cava e Jongh (1976) quando as moléculas dos monômeros forem apolares, a força de atração entre as cadeias poliméricas será fraca, estando esses polímeros organizados ao acaso, formando um polímero amorfo que apresenta baixa temperatura de fusão, é maleável, elástico e permeável.

29 27 Porém quando os monômeros forem difuncionais, formando cadeias poliméricas lineares, a atração entre esses monômeros, ocorre por meio das ligações cruzadas entre as cadeias poliméricas (MARINHO, 2005). A presença de ligações cruzadas altera profundamente as propriedades do polímero, amarrando as cadeias e impedindo o deslizamento de umas sobre as outras. O polímero fica mais duro e resistente, sua plasticidade diminui e ele torna-se mais insolúvel e infusível (NÓBREGA; SILVA; SILVA, 2005, p. 535). De acordo com Nóbrega, Silva e Silva (2005) quanto maior for à quantidade de ligações cruzadas no polímero, mais rígido, menos elástico e menos flexível ele será. Através das ligações cruzadas que ocorrem entre os monômeros, foi possível utilizar a borracha industrialmente, pois após o processo vulcanização, ela apresenta uma consistência mais dura e mais resistente, devido à adição dos átomos de enxofre, entre os seus monômeros. De acordo com essas propriedades, o processo de vulcanização, tem sido utilizado na fabricação de pneus. A figura 3 apresenta as ligações cruzadas ou as pontes de enxofre, que são formadas, entre as cadeias poliméricas no processo de vulcanização da borracha (BIANCHI; ALBRECHT; DALTAMIR, 2005). Figura 3: Ligações cruzadas que são formadas entre as cadeia poliméricas no processo de vulcanização da borracha. Fonte: Bianchi; Albrecht; Daltamir, Universo da química, 2005, p Afirma Peruzzo e Canto (2006) que no processo de vulcanização, a borracha é aquecida com 3 % de enxofre e na presença de um catalisador apropriado, fazendo com que as ligações cruzadas ocorram, unindo as cadeias dos polímeros através das pontes de enxofre, que poderão ser constituídas por um ou mais átomos.

30 28 Nesse processo é possível observar que a borracha não vulcanizada é mole, pegajosa e se rompe facilmente quando esticada, porém após esse processo, a borracha se torna bem mais resistente e volta ao seu estado original depois de esticada. A figura 4, apresenta exemplos de borracha vulcanizada e não vulcanizada. A borracha não vulcanizada (esquema A), quando sofre um processo de esticamento, provoca a separação das cadeias do polímero que deslizam, rompendo o material em duas partes. Já na borracha vulcanizada (esquema B), as cadeias estão presas umas às outras pelas pontes de enxofre, não permitindo o rompimento do material, quando ele é esticado (PERUZZO; CANTO, 2006). A borracha vulcanizada, quando esticada (esquema C), devido as ligações cruzadas,que são responsáveis pela volta da cadeia à posição inicial,dificultam assim a ruptura da borracha, proporcionando mais elasticidade e resistência (PERUZZO; CANTO, 2006). Segundo Marinho (2005) o processo de vulcanização, permite que a borracha adquira qualidade para ser empregada na fabricação de isolantes, condutores elétricos, pneus, mangueiras, apresentado uma vasta aplicação em determinadas áreas. Figura 4: A) Representação da borracha não vulcanizada; B) Borracha vulcanizada não esticada; C) Borracha vulcanizada e esticada. Borracha não vulcanizada A borracha não vulcanizada apresenta moléculas (representadas aqui pelos fios pretos) que podem deslizar e se separar quando ela é esticada. Borracha vulcanizada (não esticada) O processo de vulcanização cria pontes (representadas em magenta), formadas por átomos Figura de 4: A) enxofre, Representação que unem as moléculas da borracha. Borracha vulcanizada (esticada) Quando a borracha é esticada, são as pontes de enxofre que dificultam a ruptura do material (representações esquemáticas em cores e formas fantasiosas). Fonte: Adaptado de Peruzzo; Canto, Química na abordagem do cotidiano, 2006, p. 251.

31 29 Kotz e Treichel (2009) enfatizam que tendo adquirido o conhecimento da composição e da estrutura da borracha natural, os químicos começaram buscar novas maneiras de se produzir a borracha sintética, utilizando catalisadores para preparar esse material estruturalmente idêntico ao originário. Os polímeros formados por só um tipo de monômero, são chamados de homopolímeros, já os polímeros formados pela reação de polimerização entre dois ou mais polímeros diferentes são chamados de copolímeros (NÓBREGA; SILVA; SILVA, 2005). Devido a sua flexibilidade, os polímeros são classificados em polímeros lineares ou termoplásticos e polímeros termofixos, termorrígidos ou polímeros tridimensionais (PERUZZO; CANTO, 2006). Segundo Santos e Mól (2010) os polímeros também podem ser classificados como plásticos, borrachas ou elastômeros e fibras, sendo está classificação feita devido ao comportamento mecânico do polímero. Dentre os plásticos apenas o polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE) podem ser extrusados e facilmente moldados, resultando na formação de tubos, peças ou embalagens. (SANTOS; MÓL, 2010). Os elastômeros ou borrachas são polímeros que apresentam uma grande elasticidade e flexibilidade, podendo ser esticado, voltando ao seu estado normal. São utilizados na fabricação de pneus, sola de sapatos, entre outros fins (BARBOSA, 2004). De acordo com Santos e Mól (2010) as fibras são formadas por cadeias poliméricas longas, que formam filamentos, utilizados na fabricação de tecidos, cordas, fitas, entre outros fins. Também através da densidade dos polímeros, é possível separar e identificar os diferentes tipos de plásticos, de uma forma mais adequada, facilitando a separação dos diversos tipos de materiais para a reciclagem. A tabela 1 apresenta a densidade de alguns polímeros, que são mais utilizados atualmente (PERUZZO; CANTO, 2006). Tal procedimento facilita a separação dos diferentes tipos de materiais que são utilizados atualmente, possibilitando sua reciclagem. O reaproveitamento desses materiais diminui as quantidades de resíduos que são gerados anualmente, proporcionando a reutilização para outras finalidades, além de contribuir de forma eficiente para a preservação e despoluição do meio ambiente.

32 30 Tabela 1: Densidade de alguns polímeros. Polímeros Densidade (g/cm³) Politereftalato de etileno (PET) 1,29 a 1,40 Polietileno de alta densidade (PEAD) 0,952 a 0,965 Policloreto de vinila (PVC) Rígido 1,30 a 1,58 Policloreto de vinila (PVC) Flexível 1,16 a 1,35 Polietileno de baixa densidade (PEBD) 0,917 a 0,940 Polipropileno (PP) 0,900 a 0,910 Poliestireno (PS) Sólido 1,04 a 1,05 Poliestireno (PS) Espuma Menor que 1,00 Fonte: Adaptado de Peruzzo; Canto, Química na abordagem do cotidiano, 2006, p Segundo Peruzzo e Canto (2006) através da densidade de alguns polímeros, torna-se possível separar e identificar os materiais descartados durante a separação mecânica para a reciclagem, sendo um método mais simples e prático, empregando-se uma das propriedades físicas do plástico, pois a diferença da densidade entre essas substâncias facilitam tal procedimento. Para o mesmo autor a reciclagem dos plásticos se tornou viável do ponto de vista econômico, pois privilegiou a preservação do meio ambiente, diminuindo a quantidade de materiais que possivelmente poderiam ser descartados, dando um destino correto aos diversos tipos de polímeros através de sua reutilização utilizando conceitos físicos através de sua densidade, massa molar, resistência à chama e a ação química, cristalinidade, estabilidade térmica, entre outras propriedades físicas que privilegiam a reciclagem Polímeros lineares ou termoplásticos Os termoplásticos são macromoléculas que formam encadeamentos lineares de átomos, podendo apresentar cadeia retas ou ramificadas, a figura 5 apresenta o polímero linear, representado por linhas, através de cadeias independentes (FELTRE, 2004).

33 31 Figura 5: A) Polímero termoplástico ou linear. Fonte: Peruzzo; Canto, Química na abordagem do cotidiano, 2006, p Os polímeros lineares são termoplásticos, [...] que podem ser aquecidos e endurecidos pelo resfriamento, repetidas vezes, sem perder suas propriedades (FELTRE, 2004, p. 385). Nesse processo os polímeros termoplásticos quando aquecidos amolecem permitindo que sejam moldados, adquirindo um formato desejado. Alguns exemplos de polímeros termoplásticos são a celulose, a poliamida, o polietileno, o policloreto de vinila, o politetrafluoretileno, o propileno, o poliestireno, a poliacrilonitrila (PERUZZO; CANTO, 2006). Segundo Feltre (2004) os polímeros termoplásticos estão separados em dois grupos diferentes, os de baixa densidade e os de alta densidade. Tem-se como exemplo os dois tipos diferentes de polietileno, o PEBD e o polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE). Todos os polímeros lineares ou termoplásticos exigem uma energia em forma de calor, para se tornarem moldáveis e à medida que ocorre um decréscimo desta energia, estes materiais permanecem na forma em que foram moldados. Devido a sua característica de se tornar fluído, os termoplásticos podem ser remodelados em novas formas, quando forem aquecidos por uma fonte de energia. Mesmo depois de remodelados, dificilmente estes polímeros perdem desempenho ou sua resistência mecânica (SMITH; HASHEMI, 2012).

34 32 Para Junior, Nunes e Ormanji (2002) a remoldagem dos termoplásticos através do escoamento térmico, ocorre devido a características particulares das moléculas, que são unidas por atrações intermoleculares, as quais seguram as cadeias impedindo seu deslocamento. Segundo o mesmo autor, à medida que fornecemos energia na forma de calor, estas forças se enfraquecem causando a translação e um possível rearranjo das moléculas do material. No entanto os termoplásticos formam uma categoria de produtos mais abundantes no mercado, sendo utilizados na fabricação de embalagens, equipamentos médicos cirúrgicos, utilidades domésticas, entre outros (VOGEL, 1971). De acordo com Mortimer e Machado (2010) a transformação das substâncias poliméricas ocorre através do processamento moldável do plástico, utilizando-se polímeros, estabilizadores, corantes, plastificantes, lubrificantes e modificadores de impacto, que são transformados em objetos, como tubos, filmes, fios, tecidos, revestimentos, peças moldadas, bacias, baldes, entre outros. [...] Há vários processos de fabricação de objetos feitos de plásticos ou de borracha: extrusão, injeção, moldagem por compressão, rotomoldagem, sopro e formação a vácuo (MORTIMER; MACHADO, 2010, p. 253). Segundo ainda Mortimer e Machado (2010) a vantagem da utilização desses processos, nos polímeros lineares é que eles consomem pouca energia, quando se comparado aos processos produtivos de vidro, cimento, metais ou cerâmicas. As indústrias de plástico causam pouca poluição térmica, contribuindo muito pouco, de certa forma para o efeito estufa, além de sofrerem poucas restrições ambientais para as instalações industriais (AKCELRUD, 2006). De acordo com Vollhart e Schore (2004) os polímeros lineares, são parcialmente cristalinos, totalmente amorfos, solúveis em solventes adequados e passíveis de sofrer escoamento sob a ação de calor e pressão, podendo ser reciclado, já os polímeros que assumem uma estrutura molecular tridimensional, reticulada ou com ligações cruzadas por serem insolúveis e infusíveis, não permitem que sejam reaproveitados, sua reciclagem provoca a danificação do material.

35 Polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE) O PEBD pode ser obtido através de pressões elevadas, com a formação de cadeias ramificadas, esse polímero é mais flexível, sendo muito utilizado na fabricação de sacolas, filmes para embalagens, sacos plásticos, tubos para irrigação, entre outros fins (FELTRE, 2004). De acordo com Feltre (2004) o PEBD é um polímero formado por moléculas menores, que são utilizadas na fabricação de materiais mais flexíveis e com menor resistência física. A figura 6 apresenta a estrutura molecular do polietileno de baixa densidade, com suas ramificações. Figura 6: Estrutura molecular do polietileno de baixa densidade. Fonte: Feltre, Química orgânica, 2004, p O PEBD pode ser produzido a partir de uma reação exotérmica em um sistema controlado, que envolve temperatura e pressão, com catalisadores adequados. O calor que é liberado para o meio provoca a formação de ramificações na cadeia, que na maioria das vezes possuem o mesmo tamanho da cadeia principal, razão pela qual reflete na configuração das características do polímero (COUTINHO, 2003). Para Smith e Hashemi (2012) além das longas ramificações originadas pela transferência de cadeia intermolecular, ainda há formação de pequenas ramificações geradas por radicais livres. A presença dessas ramificações marcam as temperaturas de transição e a intensidade da cristalização do polietileno, no ponto onde o polímero passa da condição flexível para o estado rígido (COUTINHO, 2003). Por possuir essa estrutura molecular de cadeia ramificada, o polímero apresenta uma redução de sua densidade e de seu grau de cristalinidade. Esta composição molecular contribui para uma baixa força de ligação intermolecular,

36 34 reduzindo dessa forma a resistência do polietileno de baixa densidade para uma faixa de 4 a 16 Megapascal (MPa) (SMITH, 2012). Segundo Donato (1972) o PEBD apresenta propriedades como a alta flexibilidade e boa resistência mecânica, durante o processamento do polímero ocorre à liberação de um odor característico de vela, sendo possível identificar qual material está sendo processado. As principais características físico-químicas do PEBD estão descritas na tabela 2, que apresenta algumas propriedades do polietileno, tal como a presença de ramificações longas ou curtas, densidade de 0,92 a 0,93 gramas por centímetros cúbicos (g/cm 3 ), temperatura de fusão de 110 graus Celsius (ºC), grau de cristalinidade em torno de 60 %, resistência a tração de 4 a 16 MPa e alongamento até a ruptura de 100 a 200 % (CANEVAROLO, 2006). Tabela 2: Principais características físico químicas do PEBD. PEBD ou HDPE Tipo de Cadeia Ramificada Ramificações longas (por molécula) Ramificações curtas (de átomos de carbono) Densidade (g/cm³) Temperatura de fusão ( C) Grau de cristalinidade (%) Resistência à tração (MPa) Alongamento até a ruptura (%) 1 10 a 20 0,92 a 0, a a 200 Fonte: Adaptado de Canevarolo; S.V.Jr., Ciência dos polímeros, 2006, p Polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE) O PEAD é um polímero que pode ser obtido sob baixas pressões e utilizando-se catalisadores especiais e apropriados para a formação das cadeias normais e retas da macromolécula, a figura 7, apresenta a estrutura molecular reta do polietileno de alta densidade (FELTRE, 2004). i Figura 7: Estrutura molecular do polietileno de alta densidade. Fonte: Feltre, Química orgânica, 2004, p. 386.

37 35 [...] Os polímeros de alta densidade, possuem moléculas de cadeias longas, com cerca de 100 mil unidades repetidas e constituem materiais compactos e altamente resistentes [...] (SANTOS; MÓL, 2010, p. 155). De acordo com Feltre (2004) as cadeias poliméricas normais do PEAD, se agrupam melhor se compactando, formando um plástico com maior massa molecular, que é mais denso e mais rígido. Devido a essas características, o PEAD, tem sido muito utilizado na fabricação de copos, canecas, utensílios de cozinha, recipientes, entre outras aplicações. No polietileno de alta densidade ocorre o agrupamento dos monômeros aumentando o grau de cristalinidade e a resistência do polímero, deixando-o mais rígido, duro e menos flexível (SMITH, 2012). Em média, para cada mil átomos de carbono, se contem de cinco a sete radicais etila ou três metila ao longo da cadeia, dependendo do catalizador usado no processo de fabricação (AKCELRUD, 2007). As principais características físico químicas do PEAD estão descritas na tabela 3, que apresenta algumas propriedades do polietileno, tal como uma densidade de 0,95 a 0,96 g/cm 3, temperatura de fusão de 135 ºC, um grau de cristalinidade em torno de 90%, resistência a tração de 20 a 38 MPa e no teste de alongamento até a ruptura de 200 a 500% (CANEVAROLO, 2006). A diferença entre os dois tipos de polietilenos é que o PEBD apresenta ramificações curtas ou longas na sua cadeia reta, enquanto que o PEAD não apresenta ramificações, somente a cadeia linear. Tabela 3: Principais características físico químicas do PEAD. Tipo de Cadeia Ramificações Longas (por moléculas) Ramificações Curtas (1 000 átomos de carbono) Densidade (g/cm³) Temperatura de fusão ( C) Grau de cristalinidade (%) Resistência à tração (MPa) Alongamento até ruptura (%) PEAD ou HDPE Linear - - 0,95 a 0, a a 500 Fonte: Adaptado de Canevarolo; S.V.Jr., Ciência dos polímeros, 2006, p. 44.

38 36 Sua massa molecular média pode variar de a unidades de massa (COUTINHO, 2003). Solomons (2009) afirma que na atualidade o PEAD tem sido usado para fabricação de embalagens para alimentos, produtos cosméticos, tampas, vasilhames, frascos e indústria têxtil. Devido sua resistência química e mecânica este polímero também é usado na confecção de tampas de refrigerantes, brinquedos, escovas e cerdas de vassouras, caixas plásticas, eletrodomésticos, utensílios para freezer, engradados, entre outros (FONSECA, 2010) Polímeros tridimensionais ou termofixos Os polímeros tridimensionais, também conhecidos como termorrígidos ou termoendurecidos, são formados por macromoléculas interligadas entre si, através das ligações cruzadas que ocorrem em todas as direções (FELTRE, 2004). De acordo com Feltre (2004) o agrupamento dessas macromoléculas faz com que ocorra a formação do polímero tridimensional ou de uma rede, que apresenta uma característica rígida e resistente, a figura 8 apresenta uma ilustração do polímero tridimensional, com suas macromoléculas interligadas através das ligações cruzadas. Essas reticulações atuam como ponto de fixação entre os monômeros, sem ela o polímero se deformaria constantemente. Figura 8: Polímero tridimensional. Fonte: Feltre, Química orgânica, v. 3, 2004, p. 386.

39 37 Feltre (2004) enfatiza que os polímeros tridimensionais, depois de preparados, não podem mais, ser amolecidos pelo calor, para serem remodelados. Caso esse procedimento ocorra a peça formada pelo termofixo poderá ficar danificada, se decompondo. Entretanto nesses polímeros, as cadeias poliméricas estão interligadas entre si, através de ligações covalentes, que se formam por meio das ligações cruzadas, a figura 9 apresenta um polímero termofixo, com as ligações cruzadas entre si, que se formam entre as cadeias poliméricas da macromolécula (MARINHO, 2005). Figura 9: B) Polímero termofixo. Os polímeros termofixos apresentam cadeias com ligações entre si. Essas ligações estão representadas Figura 9: em B) magenta. Polímero termofixo Fonte: Adaptado de Peruzzo; Canto, Química na abordagem do cotidiano, 2006, p Esses polímeros devem ser moldados na forma desejada, no instante em que são preparados, pois depois disso a moldagem se torna impossível (PERUZZO; CANTO, 2006). [...] A reciclagem desses polímeros tridimensionais não permite que sejam aproveitados para a confecção de objetos iguais aos originais, depois de preparados, se apresentar algum defeito (SANTOS; MÓL, 2010, p. 142). De acordo com Fonseca (2010) um exemplo de polímero tridimensional é a borracha utilizada na fabricação dos pneus dos carros, formada de poliisopreno polibutadieno, apresentando uma estrutura formada pelas ligações covalentes que ocorrem entre as macromoléculas através das ligações

40 38 cruzadas, formando uma estrutura reticulada, que apresenta uma grande resistência ao termorrígido. Quanto mais ligações cruzadas ou covalentes o polímero tiver, maior será a resistência, permitindo que termofixo enfrente condições inadequadas, como o calor excessivo, sem alterar sua estrutura química (SANTOS; MÓL, 2010). A resina fenol-formaldeído, também conhecida como baquelite ou novalac, é um termofixo que se tornou muito importante devido a sua vasta utilização. A figura 10 apresenta a reação de polimerização entre o fenol e o formaldeído, na presença de um catalisador e sob determinada pressão e temperatura, para a obtenção da baquelite (Feltre, 2004). Figura 10: Reação de polimerização para obtenção da baquelite. Fonte: Adaptado de Feltre, Química orgânica, v. 3, 2004, p Resina fenol-formaldeído ou Baquelite Entretanto os polímeros tridimensionais são classificados de acordo com a quantidade de ligações cruzadas, em PEBD e PEAD (CANEVAROLO, 2006). Os polímeros termorrígidos são inicialmente líquidos que durante a formação das ligações cruzadas, passam pelo ponto de gel, região onde o líquido se torna extremamente viscoso e gradativamente endurece até tornar-se um sólido rígido (CANEVAROLO, 2006, p. 43). Segundo Santos e Mól (2010), um outro exemplo desse polímero tridimensional que enfrenta condições inadequadas é a baquelite, um termofixo muito utilizado na fabricação de cabos de panelas, devido a sua resistência a passagem do calor e dureza.

41 Cadeias rígidas e cadeias flexíveis: a transição vítrea As cadeias lineares ou reticuladas podem ser flexíveis, moles ou rígidas e duras, atribuindo ao polímero algumas características físicas [...] (MORTIMER; MACHADO, 2010, p. 252). Segundo Mortimer e Machado (2010) a presença das duplas ligações ou dos volumosos grupos nas cadeias poliméricas fazem com que as moléculas diminuam sua flexibilidade. No poliestireno, os volumosos grupos fenilas esbarram uns nos outros, dificultando a movimentação das cadeias e isto torna o plástico rígido (MORTIMER; MACHADO, 2010). Uma macromolécula com uma rede de cadeias flexíveis, quando sofrem um processo de esticamento, podem ser deformados elasticamente, um exemplo ocorre com o elástico, quando você o tensiona, deformando o material, as macromoléculas flexíveis dos polímeros são alinhadas, porém quando cessa esse processo, as macromoléculas voltaram ao seu estado normal se entrelaçando. A figura 11 ilustra e exemplifica corretamente esse procedimento, quando a macromolécula sofre uma deformação é possível observar que os fios ou as macromoléculas se alinham (MORTIMER; MACHADO, 2010). Figura 11: A) As macromoléculas lineares se entrelaçam, como fios; B) As macromoléculas entrelaçadas são alinhadas quando o polímero é esticado. Fonte: Mortimer; Machado, Química 3, 2010, p. 252.

42 40 O alinhamento das cadeias poliméricas ocorre quando elas são dobradas, desdobradas, torcidas ou deformadas com facilidade, porém voltando ao seu estado original, esse processo ocorre com as cadeias que formam o polietileno, o silicone entre outros materiais (MORTIMER; MACHADO, 2010). As macromoléculas são sempre rígidas em baixas temperaturas e flexíveis em altas temperaturas. Em baixas temperaturas, a energia cinética dos átomos é menor, eles se movem menos e há pouco espaço entre eles. Quando a temperatura aumenta, o sólido se dilata, porque os átomos vibram mais, se movem mais e aumenta o espaço livre entre eles, permitindo-lhes fazer outros movimentos além das vibrações [...] (MORTIMER; MACHADO, 2010, p. 252). De acordo com Allinger (1976) em baixas temperaturas, a movimentação das macromoléculas é menor, pois há pouco espaço entre elas, já em altas temperaturas o polímero se dilata, aumentando a sua agitação e seu espaço livre entre as macromoléculas. Dessa forma um polímero formado por macromoléculas rígidas, se transforma em um polímero transparente e resistente, igual a um vidro, um exemplo é o acrílico, usado na fabricação de réguas, painéis, enfeites (FONSECA, 2010) Para Mortimer e Machado (2010) o polímero formado por macromoléculas flexíveis ou elásticas como a borracha, apresentam uma característica viscosa, pois ela escoa como fluído, mas é elástica quando volta ao seu estado original, sendo que a transição vítrea ocorre quando o polímero passa do estado sólido para o estado líquido. Cada polímero formado por macromoléculas apresenta uma determinada temperatura de transição vítrea diferente, na qual passam do estado rígido para o estado flexível e vice versa. Um exemplo desse processo ocorre com a goma de mascar ou chiclete, que é relativamente dura em temperatura ambiente, mas amolece quando mascado, pois a temperatura sobe (SANTOS; MÓL, 2010). A maioria das gomas de mascar feitas de poliacetato de vinila (PVA), sendo que este polímero apresenta uma temperatura de transição superior à temperatura do ambiente, mas inferior a temperatura do corpo (MORTIMER; MACHADO, 2010).

43 41 Proponhe Santos e Mól (2010) que com a utilização do conceito de transição vítrea é possível remover o chiclete grudado nas roupas acidentalmente, esfregando-se o gelo sobre o chiclete até que ele endureça e possa ser removido, saindo da roupa sem dificuldade. Porém a transição vítrea ocorre com a ultrapassagem dos obstáculos de energia requerente, para manter a rotação das ligações. Esta deslocação ocorre com o acúmulo de energia nas cadeias moleculares do polímero. Nesta situação haverá a mudança do estado vítreo, de aspecto limitado, para a condição móvel e flexível, chegando à estabilidade termodinâmica (PAIVA, 2006). Uma ampla variedade de elastômeros, termoplásticos e termofixos se assemelham na mesma região, onde ocorre a transição vítrea, apresentando as mesmas características (PAIVA, 2006). 1.4 Simulação da reação de polimerização, pelo método dos clipes A simulação explicativa da reação de polimerização, exemplificado pelo método dos clipes se baseia na simples comparação, onde um monômero é representado por um clipe, já vários clipes agrupados formando uma corrente representam um polímero ou uma macromolécula (DONATO, 1972). Segundo Donato (1972) na representação dessa reação vários monômeros ou vários clipes após a reação de polimerização, formam o polímero, uma macromolécula que é representada por vários clipes agrupados formando uma corrente. As figuras 12 e 13, apresentam os exemplos de monômeros e polímeros, utilizando-se os clipes, como um método facilitador para o aprendizado da reação de polimerização (DONATO, 1972). Figura 12: Um clipe representando um monômero. Fonte: Fografado pelos autores, 2013.

44 42 Figura 13: Os clipes agrupados representando um polímero ou uma macromolécula. Fonte: Fotografado pelos autores, A figura 14 ilustra de uma forma simples a representação da reação de polimerização, que ocorre utilizando-se os clipes. É fundamental lembrar que a reação ocorre na presença de um catalisador (Cat.), sob determinada pressão (P) e temperatura ( C) (DONATO, 1972). Biachi, Albrecht e Daltamir (2005) determinam que por este método simbolicamente cada clipe representa um monômero, que após a reação de polimerização, forma-se o polímero representado por um agrupamento de clipes interligados. Figura 14: Representação da reação de polimerização, utilizando os clipes. Cat. P. C Monômeros Polímero Fonte: Fotografado pelos autores, Ainda neste contexto, nas condições em que essas reações ocorrem é possível obter moléculas maiores ou menores de polímeros, que diferem na quantidade de monômeros, que as constituem, por isso considera-se os polímeros como materiais, pois são formados por um único tipo constituinte de monômero (SANTOS; MÓL, 2010). O avanço na produção dos polímeros, no desenvolvimento de novas tecnologias, na aplicação de conceitos diferenciados, levou ao surgimento da

45 43 química dos materiais, que agregou mais valor aos produtos obtidos pelo processo da reação de polimerização (DONATO, 1972). Segundo Donato (1972) além do método explicativo da reação de polimerização, utilizando-se os clipes, também pode-se utilizar uma corrente para representar um polímero, nessa situação, cada gominho (ou elo) equivale a um monômero. A união de vários monômeros ou gominhos forma-se o polímero, uma macromolécula representada pela corrente. A figura 15 apresenta a reação de polimerização utilizando-se a corrente, nessa representação cada elo equivale a um monômero e a corrente com os elos agrupados corresponde a um polímero (FELTRE, 2004). Figura 15: Reação de polimerização pelo método explicativo da corrente. Fonte: Feltre, Química orgânica, 2004, p A química dos materiais criou polímeros que são exemplos da evolução tecnológica e da aplicação dos conhecimentos da química orgânica [...] (SANTOS; MÓL, 2010, p. 140). 1.5 A polimerização Damos o nome de polimerização ao processo de obtenção dos polímeros (do grego: poly = muitos, méros = partículas) [...] (BIANCHI; ALBRECHT; DALTAMIR, 2005, p. 633). De acordo com Santos e Mól (2010) a grande quantidade de polímeros na sociedade surgiu devido às propriedades tão diversas desses materiais, por meio de reações de polimerização, que possibilitou o surgimento e a fabricação de uma ampla variedade de objetos que são utilizados atualmente em nosso dia a dia. Com a síntese artificial de polimerização, novos processos foram criados e aperfeiçoados a partir de 1860, possibilitando a obtenção de plásticos, borrachas e resinas cada vez mais sofisticados devido a aplicação da

46 44 engenharia molecular e da tecnologia industrial, aplicada nos processos de fabricação. Dessa forma tornou-se possível diminuir os custos de produção, aumentando a utilização desses materiais como matéria prima (MARINHO, 2005). Segundo Canevarolo (2006) a reação de polimerização possibilitou a síntese dos diversos tipos de polímeros existentes. Foi através dela que uma imensa quantidade de monômeros se agruparam para formação dos polímeros. A maioria dos monômeros apresentam uma ligação dupla entre os carbonos, durante a reação de polimerização sob determinadas condições, ocorre a quebra da ligação mais fraca da dupla ligação (a ligação pi) com a formação de duas ligações simples. A figura 16 apresenta a reação de polimerização do eteno, com a formação do polietileno (SANTOS; MÓL, 2010). Figura 16: Reação de polimerização do etileno. Fonte: Peruzzo; Canto, Química na abordagem do cotidiano, 2006, p Os diversos tipos de polietilenos obtidos através da reação de adição apresentam alta resistência à umidade e ao ataque químico, proporcionando mais qualidade e durabilidade aos materiais obtidos. Apresentam uma larga aplicação na fabricação de toalhas, cortinas embalagens, garrafas, copos, sacos plásticos, baldes, canos, brinquedos, no isolamento de fios elétrico, sendo um dos polímeros mais utilizados pela indústria.

47 CAPÍTULO II 2 POLIACETATO DE VINILA (PVA) Segundo Gauto e Rosa (2011) o PVA é obtido através da reação de polimerização de adição, na presença de um catalisador e em determinada pressão e temperatura ambiente. Nessa reação de polimerização ocorre o agrupamento dos monômeros de acetato de vinila ou etanoato de vinila, para a formação da macromolécula conhecida como polímero, que é um termoplástico. A figura 17 apresenta como essa reação acontece (GAUTO; ROSA, 2011). Figura 17: Reação de polimerização do acetato de vinila para formação do PVA. Acetato de vinila Monômero Poliacetato de vinila (PVA) Polímero Fonte: Adaptado de Fonseca; Martha, Química: meio ambiente, cidadania, tecnologia, 2010, p De acordo com Marques e Borges (2007) nessa reação de polimerização, uma solução aquosa de tetraborato de sódio (Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O) é utilizada como catalisador, atuando como agente ligante, pois quando dissociado em água, forma-se o ânion borato (B(OH) - 4 ). O ânion borato atua como ligante cruzado, agrupando as moléculas dos monômeros da solução aquosa, formando a macromolécula do PVA, que após a reação de polimerização apresentará características flexíveis e elásticas ao mesmo tempo, pois as ligações cruzadas que se formaram, estão constantemente se rompendo e se formando (FONSECA, 2010).

48 46 Entretanto o PVA apresenta algumas características como massa molar média em torno de g/mol a g/mol, densidade de aproximadamente 1,18 g/cm 3, sendo um termoplástico incolor, que apresenta índice de refração de 1,46 a 1,47 e temperatura de transição vítrea (Tg) igual a 28 C (MANO; DIAS; OLIVEIRA, 2004). Fonseca (2010) afirma que as propriedades desse polímero são a alta adesividade, a flexibilidade, a elasticidade e a viscosidade, podendo apresentar uma coloração branca, incolor ou colorida de acordo com a matéria prima ou corante utilizado. O PVA é um polímero insolúvel em água, que se torna disperso em meio aquoso na presença de um emulsificante, quando perde água por desidratação se torna um polímero rígido e duro (MARINHO, 2005). Devido as suas propriedades, tem sido muito utilizado na fabricação de tintas de parede (do tipo látex), em colas, em adesivos, na fabricação de gomas de mascar, na produção de polímeros de entretenimento, em alguns colírios (lubrificante para os olhos), em revestimentos têxteis, entre outros fins (FONSECA, 2010). Para Canevarolo (2006) uma outra vantagem da utilização deste polímero é poder controlar sua velocidade de dissolução em água, devido a essa propriedade, ele também tem sido utilizado na fabricação de cápsulas para medicamentos. 2.1 A elasticidade, a flexibilidade e a viscosidade do PVA A elasticidade e a viscosidade de um polímero é um fenômeno que faz com o PVA apresente características de um fluído líquido e de um sólido flexível ao mesmo tempo (CANEVAROLO, 2006). De acordo com Marinho (2005) tais propriedades físicas, como a elasticidade, a flexibilidade e a viscosidade, são características que os polímeros apresentam, de acordo com sua composição química, temperatura e condições na qual o polímero foi processado. Nessas condições o PVA apresenta um comportamento viscoso quando líquido e elástico quando sólido, devido as propriedades de um fluído não newtoniano (CANEVAROLO, 2006).

49 47 Quando o comportamento físico mecânico de um polímero é analisado, alguns fatores devem ser levados em conta, como principalmente, a massa molar, a temperatura de transição vítrea (Tg), a temperatura de fusão (Tm) e a temperatura na qual a medida está sendo feita (CANEVAROLO, 2006, p. 192). De acordo com as propriedades físicas das temperaturas de transição vítrea (Tg) e de fusão (Tm), o polímero poderá ser um plástico sólido cristalino ou vítreo, quando a sua temperatura estiver abaixo da temperatura de transição vítrea. Será borrachoso, elástico ou líquido quando a sua temperatura permanecer entre a temperatura de transição vítrea e a temperatura de fusão. No entanto para que permaneça no estado viscoso a sua temperatura deverá estar acima da temperatura de fusão. A figura 18 apresenta o comportamento físico químico de um polímero de acordo com sua massa molar e temperaturas de transição vítrea e de fusão (CANEVAROLO, 2006). Figura 18: Comportamento físico de um polímero, de acordo com sua massa molar e das temperaturas (Tg e Tm). Fonte: Canevarolo; S.V.Jr., Ciência dos polímeros, 2006, p Segundo Canevarolo (2006) a flexibilidade dos polímeros ocorre devido as ligações cruzadas, que proporcionam um comportamento elástico ao PVA, devido a este fator o polímero pode ser deformado e posteriormente voltar ao seu estado normal. A perda de água do PVA por evaporação faz com que a sua flexibilidade seja diminuída, dificultando assim a sua manipulação, neste momento o

50 48 polímero deverá ser hidratado, pois é neste estágio de transição vítrea que começa a se tornar rígido, perdendo toda a sua elasticidade e flexibilidade (MARINHO, 2005). As propriedades físicas dos polímeros podem ser extensivamente modificadas pela adição de substâncias com massas moleculares baixas, chamadas de plastificantes, para reduzir a extensão das interações entre as cadeias e portanto tornar o polímero mais maleável (BROWN; LEMAY; BURSTEN, 2005, p.424). Tais plastificantes quando adicionados nas tintas proporcionam uma flexibilidade adequada às películas poliméricas (GAUTO; ROSA, 2011). 2.2 A reticulação Quando os monômeros sofrem reações de polimerização, por meio de uma ligação cruzada, utilizando um agente ligante, os monômeros são agrupados através da reticulação que ocorre entre as moléculas, para a formação da cadeia polimérica (BROWN; LEMAY; BURSTEN, 2005). Segundo Brown, Lemay e Bursten (2005) é nesse processo de reticulação que os polímeros podem ficar mais firmes e resistentes ou maleáveis e flexíveis, de acordo com a quantidade de ligações cruzadas realizadas entre os monômeros. Porém quanto maior for à quantidade de ligações cruzadas, mais rígido será o material e vice versa. A borracha quando vulcanizada também passa por esse processo de reticulação através da formação das pontes de enxofre. Nessa reação o enxofre atua como ligante cruzado, para apresentar mais elasticidade e resistência (SANTOS; MÓL, 2010). De acordo com Fonseca (2010) na reação de polimerização do PVA, a solução de tetraborato de sódio se dissocia em solução aquosa, formando-se a ânion borato (B(OH) - 4 ) que atuará como ligante cruzado no processo de reticulação do polímero, realizando as ligações entre os monômeros do PVA, formando uma macromolécula que apresenta viscosidade, flexibilidade e elasticidade. Os polímeros termofixos líquidos, durante a formação das ligações cruzadas, através da reticulação passam do ponto de gel, para o estado

51 49 viscoso e gradativamente endurece, com a perda de água até se tornar um polímero rígido (CANEVAROLO, 2006). 2.3 Aplicabilidade do PVA na área industrial Segundo Pereira (2009) o PVA tem ganhado grande espaço no mercado, devido a sua ampla utilização e vasta aplicação em todas as áreas. A sua utilização nos processos produtivos tem proporcionado a obtenção de mercadorias, peças e objetos com mais qualidades, que se adaptaram as necessidades cotidianas. Por ser uma matéria prima derivada do petróleo que apresenta um baixo custo, foi substituindo gradativamente os polímeros naturais nos processos produtivos e agregando mais valor e qualidade aos produtos fabricados (CALLISTER, 2002). As principais aplicações do PVA na área industrial são na fabricação de tintas para diversos tipos de pinturas, na produção de chicletes ou gomas de mascar de diferentes tipos e formas, na preparação do polímero de entretenimento conhecido atualmente como geléca, em vários tipos de massa corrida para cobrir as imperfeições das paredes, nos adesivos e nas colas para manterem os materiais fixados por adesão superficial, na elaboração de vidros especiais e laminados para veículos, em filmes plásticos para embalar os alimentos e nas formulações das cápsulas de remédios, entre outras utilidades (PEREIRA, 2009) Fabricação de tintas residenciais a base de PVA As tintas são substâncias poliméricas, que tem por finalidade proteger, embelezar, decorar, melhorar o aspecto das superfícies além de distribuir a iluminação, em geral são preparadas para aderirem de forma resistente às superfícies (UEMOTO, 2005). Após a aplicação da tinta, ela passa por um processo de secagem, se transformando em um filme sólido e resistente que cobre toda a superfície do material (MANO, 2010). De acordo com Callister (2002) as tintas a base de PVA, são formadas

52 50 por aditivos, solventes, pigmentos e veículo. A figura 19 apresenta a composição utilizada na fabricação das tintas. Os aditivos melhoram a qualidade, a viscosidade e a espessura da tinta após a secagem. Os solventes são substâncias voláteis, que dissolvem as resinas e os demais componentes. Os pigmentos são materiais sólidos, finamente dividido, utilizados para preparar tintas coloridas que apresentam opacidade e resistência. Já a resina, emulsão ou veículo é a parte não volátil, ela tem a função de juntar as partículas dos pigmentos, proporcionando brilho, aderência, elasticidade e resistência. Figura 19: Composição das tintas. ADITIVOS Tinta a Base de PVA SOLVENTES PIGMENTOS VEíCULO Figura 19: Composição das tintas. Fonte: Elaborada pelos autores. Uemoto (2005) enfatiza que as tintas residenciais a base de PVA, também conhecidas como tinta látex ou a base de polímero vinílico são materiais formados por resinas à base de dispersão aquosa de polímeros, que podem ser formados por substâncias vinílicas, vinil acrílicas, acrílicas, estireno acrílicas, entre outras. A figura 20 apresenta o processo de produção de tintas a base de PVA, primeiro faz-se a pesagem da matéria prima e em seguida prepara-se a pré mistura, em um equipamento que contém pás agitadoras para misturar e homogeneizar o solvente, os aditivos, os pigmentos e a carga. Depois é feito a dispersão desse material e realizado o processo de completagem, onde é adicionado água, resina de PVA ou emulsão, aditivos, coalescentes ou líquido orgânico e o produto da dispersão formado de pigmentos. Após essa etapa é efetuado o tingimento, obtendo uma tinta com a coloração desejada. Depois é

53 51 realizado a filtração e o envase da tinta preparada, se ela estiver de acordo com os padrões de qualidade estabelecidos pela empresa. Caso a tinta apresente não conformidade, ela volta para o reprocesso para se fazer as correção necessárias, sendo enlatada posteriormente após os ajustes e testes de controle de qualidade (CUNHA, 2011). Figura 20: Processo de fabricação das tintas a base de PVA. Fonte: Adaptado de Cunha, Andreza de Oliveira, O estudo da tinta/textura como revestimento externo em substrato de orgamassa, 2011, p. 15. De acordo com Mano (2010) os polímeros constituem uma importante fonte de materiais para a solução de problemas técnicos relacionados com a pintura, pois apresentam características que atuam corrigindo as imperfeições apresentada pelas superfícies. Callister (2002) aborda que atualmente são encontrados várias formulações de tintas látex, entre elas, os tipo fosco, o acetinado, o semibrilho e o brilhante, para aplicações internas e externas. Que apresentam flexibilidade, resistência a água e a abrasão, dureza, brilho, suscetibilidade à impregnação de sujeiras entre outras características que agregam valor ao produto final.

54 52 A tinta látex vinílica é uma dispersão aquosa, que contém um baixo teor de voláteis, apresentando fácil aplicação e secagem rápida, sendo muito utilizada na construção civil, pois apresenta algumas características, como a boa aplicabilidade, a resistência ao mofo e intempéries, ótima lavabilidade e retenção da cor quando exposta ao tempo, além de proporcionar efeitos em alto e baixo relevo, sendo utilizada tanto em metais e madeiras. Porém as tintas vinílicas, também chamadas látex PVA possuem boa resistência a ácidos, sustância alcalinas e água, porém, baixa resistência a solventes (MAASS, 2009) Fabricação de chicletes Segundo Pereira (2009) o chiclete é uma goma de mascar açucarada que apresenta um sabor agradável e adocicado, que teve sua origem na América Central, sendo patenteada no século XIX nos E.U.A. por Thomas Adams. O comércio deste produto, encontrou um extenso mercado de consumo na Europa, na América Latina e em outras partes do mundo, pois seu elevado consumo, propiciou que seu processo produtivo se tornasse rentável. Quando a goma de mascar surgiu, de acordo com Cunha (2006) utilizava-se uma resina de uma determinada árvore, conhecida no Brasil como sapotizeiro, para se extrair a goma, que foi industrializada nos E.U.A. Cunha (2006) ressalta que após a industrialização passam a utilizar a borracha extraída da seringueira como matéria prima na preparação da base. Dessa forma a goma de mascar se tornou uma companhia constante na vida das pessoas. De acordo com Alfrey e Gurnee (1971) os polímeros naturais foram utilizados por muito tempo na fabricação dos chicletes, sendo substituído, por substâncias sintetizadas a partir do refino do petróleo, como o PVA, uma substância sintética, de custo acessível, que proporcionou o abaixamento do preço da guloseima e a qualidade do produto. Pois as gomas fabricadas a base de produtos naturais, perdiam suas características, coloração e qualidade, quando dissolvidas em solventes, ocasionando a perda do material volátil do produto (SILVA; SILVA, 2003). Determina Fontana (2009) que a fabricação do chiclete, começa com a

55 53 preparação da matéria prima ou goma base, que é formada de borracha sintética ou PVA e parafina, juntamente com óleos vegetais, que atuam como emulsificantes, antioxidantes, também adicionam-se conservantes para o prolongamento da durabilidade da goma de marcar e uma espécie de cal tratada que serve para dar mais volume à mistura. Todos os produtos utilizados para a preparação da goma base, são colocados em grandes tachos aquecidos, que contém pás agitadoras, que giram constantemente, até deixar a mistura homogênea. Depois de pronto, são despejados em pequenas placas e resfriadas. Estas gomas base, são fabricadas e revendidas para as indústrias que produzem chicletes ou balas com goma de mascar (CUNHA, 2006). Segundo o mesmo autor, as indústrias, quando recebem essa matéria prima ou goma base, executam a segunda etapa do processo de fabricação do chiclete. Nesse processo a goma é colocada em grandes panelas, com agitadores, juntamente com os demais ingredientes como, o açúcar ou adoçante, óleos essenciais ou aromas, corantes, ácido cítrico, para o chiclete apresentar aquele sabor azedinho e glicerina para que o produto tenha mais liga e ótima consistência. Para Alfrey e Gurnee (1971) a mistura é aquecida, sob constante agitação até se tornar líquida e homogênea, sendo despejada em placas e formas para esfrias e endurecer. Após isso o chiclete é desenformado e passa por máquinas, que os cortam em tiras e os fatiam para serem embalados, e finalmente distribuídos para o comércio para serem vendidos, com diversos tipos de formas, recheios e sabores. Nos dias atuais é grande a variação das formas e dos tipos de gomas de mascar, com diversos sabores, recheios, coberturas e complementos. Sua fabricação é realizada através de uma base de goma, com o acréscimo de açúcar, corantes artificiais e aromatizantes, visto que a composição correta depende de cada fabricante e de cada processo produtivo, mantendo-se em total sigilo (CUNHA, 2006). Entretanto a composição básica das gomas segundo Fontana (2009) é principalmente látex natural ou borracha sintética, como o PVA entre outros. Porém atualmente se estudam a criação de outros tipos de bases gomadas, principalmente as biodegradáveis, com as fabricadas de proteína de milho.

56 54 Ainda para o mesmo autor, o processo industrial basicamente se constitui de algumas etapas, processos e de equipamentos como balança, misturador, tacho com agitadores, extrusora, túnel de resfriamento, desumidificador e embaladora. (FONTANA, 2009). Cunha (2006) destaca que na primeira etapa, a goma é derretida a 115 C até que apresente viscosidade igual à de um xarope grosso, logo em seguida esse material passa por peneira fina, a fim de reter as partículas maiores. Com isso a base sairá deste processo mais limpa, estabilizada e dissolvida, que após a pesagem é transferido para o tacho, onde são adicionados os demais ingredientes, como o açúcar em pó, cujo tamanho de seus grãos e quantidade interferem no resultado, xarope de milho ou glucose, servindo como umectante revestindo as partículas de açúcar, estabilizando a suspensão e mantendo a goma flexível, corantes artificiais, aromatizantes, conservantes e demais aditivos. Ao final, a mistura é homogeneizada e despejada em recipientes para o resfriamento com ar frio. Após essa etapa, o produto passa pelo processo de extrusão para dar forma física à goma, seguindo para última etapa da embalagem. Sendo colocados para descansem num período de 24 a 48 horas, para depois serem comercializados (CUNHA, 2006). Segundo Silva (2011) entre os diversos tipos de chicletes existentes atualmente, há aqueles que contêm um líquido no seu interior, sendo preparado através de uma máquina que injeta o caldo aromatizado no interior da goma, antes dela ser cortada e embalada. Já aqueles chicletes que tem uma casquinha adocicada envolta da goma, que dissolve na boca, são preparado depois do processo de corte das gomas, que recebem um banho de xarope de açúcar ou de adoçante, que ao esfriar se solidifica, formando uma superfície sólida em volta da goma de mascar.

57 CAPÍTULO III 3 O POLÍMERO DE ENTRETENIMENTO Silva e Silva (2003) enfatizam que o polímero de entretenimento é uma substância flexível, viscosa e elástica que apresenta característica líquida e sólida ao mesmo tempo, devido as ligações cruzadas ou reticulações que se formam entre os monômeros, para a formação da macromolécula. Tais propriedades apresentadas por esta macromolécula fazem com que as ligações cruzadas se formem e se desmanchem constantemente, fazendo com que o polímero se comporte dessa maneira, apresentado-se na forma líquida e sólida no mesmo instante (MANO, 2010). A qualidade que o polímero a base de PVA apresenta de ser sólido e líquido ao mesmo tempo, também é conhecida como fluído não newtoniano, que segundo a Lei de Newton proporciona uma viscosidade constante, variando-se de acordo com o grau de deformação aplicado sobre o material. Nesse contexto, a pressão que é exercida sobre o polímero quando é pressionado, faz com que o material se torne sólido, porém quando fica em repouso, volta a ficar novamente líquido. Na fabricação do polímero de entretenimento, utiliza-se o PVA, o tetraborato de sódio, corantes alimentícios e essências, que é produzido por meio de uma simples reação de polimerização. Após a fabricação deve ser embalado ou guardado em recipiente fechado, pois se ficar muito tempo exposto ao ar, quando não estiver sendo utilizado, pode entrar no estado de transição vítrea se tornando rígido (PEREIRA, 2009). Entretanto de acordo com Mano (2010) a evaporação do solvente, faz com que as cadeias do polímero se aproximem cada vez mais, gerando uma estrutura rígida, ou seja, um polímero compacto e sólido. As principais utilidades do polímero de entretenimento, para LucK (2004) são na diversão e nas brincadeiras que ocorrem de forma lúdica e interativa e no processo educacional de ensino, como facilitador do processo de ensino-aprendizado.

58 Aplicabilidade do PVA na área educacional Com o objetivo de unir os conhecimentos teóricos e práticos, através da contextualização de forma simplificada e abrangente, aplica-se os conceitos para a produção do PVA, como método facilitador do processo de ensino-aprendizado na área educacional. Com a aplicação deste método tornase possível construir o conhecimento (LUCK, 2004). De acordo ainda com o mesmo autor, este conceito demonstra que o processo de polimerização, pode ser trabalhado de maneira prática, utilizando-a como metodologia de ensino, a fim de se estimular a compreensão e a assimilação dos conceitos químicos aplicados no processo. Dessa forma todo conhecimento deve ser claramente inter-relacionado, trabalhando na prática, com a obtenção de materiais lúdicos e interativos, que incentivam a pesquisa e o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem de maneira dinâmica (FREIRE, 2000). Essa prática permite que o conhecimento seja ampliado, contribuindo significativamente com a formação acadêmica, nesse processo de ensino o docente exercerá o papel de multiplicador de novas ideias, facilitando a aquisição de conhecimento por meio do método de ensino-aprendizagem (OLIVEIRA; SANTOS, 2010). Segundo Chatier (1990), tal prática didática torna-se mais diferenciada e motivada quando se relaciona os conhecimentos obtidos com as atividades experimentais, possibilitando a percepção, a descoberta e a visualização do processo de polimerização. De acordo com Oliveira e Santos (2010), a química é uma ciência experimental que requer bastante observação e análise, valorizando-se da inter-relação entre a teoria e a prática, pois a aplicação deste conceito promove o desenvolvimento do raciocínio através de metodologias alternativas de ensino-aprendizagem que simplificam e promovem o conhecimento através da adequação de conceitos que facilitam o aprendizado. É interessante ressaltar, que a aplicação deste método no processo de ensino-aprendizagem, estimula a curiosidade e facilita o ensino, além de proporcionar o contato direto com o polímero de PVA produzido de forma lúdica e atraente, através da reação de polimerização (CHATIER, 1900).

59 Fluído não newtoniano Um fluído não newtoniano é uma substância que apresenta um comportamento sólido e líquido ao mesmo tempo, nesse processo a viscosidade do material varia de acordo com a força aplicada. Nessas condições ao se exercer uma pressão sobre o polímero, o mesmo oferece resistência se solidificando, já na ausência dessa pressão, quando fica parado alguns instantes, nota-se que o mesmo se comporta como um líquido (TORRES; FERRARO; SOARES, 2010). Esse fenômeno físico, segundo Motta (2007), também pode ser classificado como fluídos pseudoplásticos, pois a viscosidade do polímero diminui, com o aumento da pressão exercida sobre o material. [...] Os fluídos não newtonianos são aquelas substâncias [...] que desafiam as Leis da Newton e os princípios de lógica mais elementar (PASSONI; DROVANDI; COSTA; et al., 2011, p.1). Para Torres, Ferraro e Soares (2010) por meio da movimentação ou deslocamento de um fluído é possível verificar a dificuldade ou a facilidade de escoamento do polímero, que poderá ser medida através da leitura de sua viscosidade, que resulta do atrito interno entre as moléculas do material, de modo que uma parte se opõe ao movimento da outra. A viscosidade está relacionada à resistência do fluído de escoamento, nesse contexto pode-se definir que determinada substância poderá apresentar uma baixa viscosidade, como a água que é um líquido fino ou uma alta viscosidade como o óleo mineral, que é um material espesso que escoa lentamente (BRUNETTI, 2005). O estudo da viscosidade, da plasticidade e da elasticidade dos fluídos não newtonianos, de acordo com Motta (2007) é feito por uma área da física, denominada reologia, palavra derivada do grego (rheo = fluxo, escoamento e logos = estudo, ciência) que significa o estudo do fluxo ou escoamento de materiais. Por meio da reologia podemos definir dois tipos de fluídos, os newtonianos que apresentam uma viscosidade constante, sem alteração de sua propriedades físicas e os não newtonianos que exibem um comportamento instável, de sólido ou de líquido, ao mesmo instante, pois sua viscosidade varia

60 58 em função da tensão aplicada sobre o material. (TORRES; FERRARO; SOARES, 2010). Para os mesmos autores, alguns exemplos de fluídos não newtonianos, são o ketchup, os xampus, as tintas utilizadas nas pinturas, os géis, o sangue humano, o polímero de entretenimento, a lama, a pasta de dente, entre outros. Um simples exemplo, de um fluído não newtoniano, de fácil preparação que ilustra esse processo é uma suspensão de amido de milho (maisena) em água na proporção de 2:1 ou 3:2. A demonstração do comportamento dessa mistura ocorre por meio de duas formas, quando se pressiona o material com o dedo ou com uma colher, nota-se que quando aplicamos uma rápida e forte pressão a mistura endurece, dificultando o afundamento, isso ocorre devido a rápida transição para o estado quase sólido, com alta resistência à deformação. Agora ao empregar uma leve força sobre a superfície dessa substância, o composto permite que o dedo afunde sem resistência e sem alteração do comportamento do fluído (MOTTA, 2007). Aplicando-se as propriedades dos fluídos não newtonianos, segundo Young e Freedman (2009), poderemos fazer uma pessoa descalça se deslocar alguns metros, correndo sobre a superfície de uma suspensão de maisena e água, preparada em uma piscina, sem afundar, desde que caminhe com uma certa velocidade. Para o mesmo autor, se diminuir a velocidade ou ficar parado no mesmo lugar sobre a mistura, a pessoa começará a afundar lentamente, como se estivesse em uma areia movediça, devido a diminuição da aceleração. Segundo Brunetti (2005) as características físico químicas apresentadas pelos fluídos não newtonianos, possibilitaram que todas as indústrias desenvolvessem materiais com mais qualidades, favorecendo os processos produtivos e proporcionando que determinados produtos ou materiais pudessem ser fabricados. Tal propriedade segundo a Lei de Newton aborda os conceitos de viscosidade que confere aos polímeros uma consistência adequada, fazendo com que suas aplicações pudessem estar presentes na maioria dos diversos setores industriais, na indústria de petróleo, de plásticos, de alimentos, de tintas e revestimento, de produtos farmacêuticos, de cosméticos, de materiais cerâmicos, entre outros (YOUNG; FREEDMAN, 2009).

61 Estudo do grau toxicológico dos reagentes e produtos Segundo Leite e Amorim (2000) o estudo toxicológico dos reagentes e dos produtos, visa identificar os agentes tóxicos, suas características físicas, químicas e bem como sua ação tóxica para o sistema biológico. A toxicologia é uma ciência multidisciplinar e por meio dela é possível estudar as ações e os efeitos nocivos das substâncias químicas no organismo. A toxicidade é a capacidade que uma determinada quantidade de um produto químico tem de provocar danos ao organismo, de acordo com as condições de uso é possível determinar e analisar os casos de intoxicação (OLGA; CAMARGO; BATISTUZZO, 2008). Para os mesmo autores, os fatores que influenciam na toxicidade podem estar relacionados com o agente químico, com o organismo, com o tempo de exposição e com o ambiente. O estudo do grau toxicológico, dos reagentes e produtos, tem como finalidade prevenir e diagnosticar os casos de contaminação, evitando que qualquer substância química possa interagir com o organismo, provocando um efeito nocivo (LEITE; AMORIM, 2000). Para Olga, Camargo e Batistuzzo (2008), toda substância quando interage com o organismo, provoca efeitos adversos, dependendo do grau toxicológico do material, ocorrendo alterações no funcionamento do organismo, provocando um dano irreversível se o agente tóxico for ingerido. A informação e a divulgação dos procedimentos utilizados para manipulação do polímero de entretenimento visa assegurar a durabilidade do produto para que a diversão seja garantida, sem eventuais problemas ou perigos para a saúde. Sabendo-se que com a evolução tecnológica e com o surgimento de novos produtos no mercado, torna-se muito difícil para os médicos julgarem e analisarem os casos de contaminação que porventura possam ocorrer devido ao uso ou forma incorreta de manipulação do polímero. Entretanto a maioria de todos os produtos estabelece alguns procedimentos de manipulação, bem como recomendações de sua utilização, mostrando e indicando como o polímero, ou outras substâncias devem ser manipulados, sem causar risco a saúde. (OLGA; CAMARGO; BATISTUZZO, 2008).

62 Toxicologia do tetraborato de sódio Sengundo Alfrey e Gurnee (1971) o tetraborato de sódio decahidratado (Na 2 B 2 O H 2 O), é um substância utilizada como catalisador no processo de polimerização do PVA, que também é conhecido como bórax, tetraborato decahidratado dissódico, borato de sódio decahidratado, piroborato de sódio. É um sal branco, inodoro, granulado, não inflamável, não combustível, não explosivo, alcalino e cristalino com excelente propriedade de fluidez, que apresenta uma baixa toxicidade oral e dermatológica. A inalação de grandes quantidades da substância no estado sólido pode ser prejudicial para as vias respiratórias, provocando irritação, incluindo sintomas de tosse e dificuldade respiratória, porém os sintomas detectados pela alta exposição estão associados diretamente com a ingestão (PEREIRA, 2009). O mesmo autor ainda determina que os principais sintomas são náuseas, vômito e diarréia, com efeitos de vermelhidão e descamação da pele. O contato com a pele pode provocar irritação, dependendo exclusivamente das condições alérgicas ou sensíveis do manipulador. De acordo com Olga, Camargo e Batistuzzo (2008) a dose letal está estimada entre 15 a 20 gramas de Na 2 B 2 O H 2 O. O valor limite de exposição ocupacional nos ambientes de trabalho é estabelecido por padrões criados por entidades internacionais como a Occupational Safety and Realth Administration (OSHA) que determina um valor de 10 mg/cm 3, enquanto que a American Confederation of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH) estipula uma quantidade de 5 mg/cm 3. Afirma Leite (2000) que os efeitos toxicológicos do tetraborato de sódio são relatados com o ácido bórico (H 3 BO 3 ), assim como a maioria dos boratos, pois quando ingerido é covertido a H 3 BO 3 nos sistema biológico. O mesmo autor ainda resalta que o reagente não provoca nenhuma lesão para os olhos, em contato com o reagente, pois em determinada concentração é utilizado como colírio. Quanto a pele, nenhuma evidência de danos do tecido foi encontrada, pois apresenta toxicidade dermal baixa, podendo ser absorvido através de ferimentos na pele (OLGA; CAMARGO; BATISTUZZO, 2008).

63 Toxicologia do PVA De acordo com Callister (2002) o monômero acetato de vinila é um líquido inflamável, reativo, incolor e parcialmente hidrossolúvel. Em pequenas quantidades, apresenta odor adocicado e frutado que se torna irritante em níveis mais elevados. Ainda de acordo com o mesmo autor, o acetato de vinila também pode ser conhecido como éster vinílico do ácido acético, etanoato de etenila, 1 acetoxietileno, sendo em geral a composição dos diversos tipos de colas existentes atualmente. Por ser um líquido inflamável, apresenta um ponto de fulgor inferior a 37 C, sendo considerado uma molécula muito reativa, que pode-se polimerizar de forma descontrolada, formando o poliacetato de vinila (PEREIRA, 2009). Da mesma forma que ocorre com todas as substâncias químicas, os efeitos para saúde associados com a exposição, segundo Olga, Camargo e Batistuzzo (2008) dependerá do nível e da duração da exposição. Para os mesmos autores as reações alérgicas ou a hipersensibilidade com o produto poderam ocorrer de acordo com a exposição e por meio da utilização e manipulação de forma de inadequada. Leite e Amorim (2000) comentam que dependendo do tipo de exposição, pode ser considerado irritante para o trato respiratório, pele e olhos. O contato com os olhos poderá provocar irritação, vermelhidão e inchaço em concentrações acima de 21 partes por milhão (ppm). De acordo com o teste realizado em animais, considera-se que o acetato de vinila apresenta uma baixa toxicidade aguda através de todas as vias de exposição (OLGA; CAMARGO; BATISTUZZO, 2008). Enfatiza Callister (2002) que quando descartado no meio ambiente é rapidamente biodegradado por mecanismos aeróbios ou anaeróbios. Já a emulsão aquosa de poliacetato de vinila é um líquido branco, viscoso, livre de grumos, que apresenta um odor característico. Que é considerado um composto sem características tóxicas com relação à manipulação ou inalação, não devendo ser ingerido ou colocado em contato com a as partes sensíveis da pele. Por ser utilizado para fazer colagens, há uma vasta aplicação deste composto em diversas áreas (PEREIRA, 2009).

64 62 Segundo Olga, Camargo e Batistuzzo (2008) o poliacetato de vinila poderá apresentar casos de intoxicação aguda caso a pessoa apresente reações alégicas, no contato. Entretanto para o mesmo autor, por ser considerado um produto que não contem material perigoso, não é tóxico, porém pode apresentar toxicidade aguda, causando irritação na pele e nos olhos, se inalado poderá provocar dificuldade respiratória, a ingestão causa irritação gástrica, podendo apresentar toxicidade crônica quando apresentar irritação na pele com o surgimento dermatites de contato, irritações nos olhos e a ingestão promove dores no estômago. Estes casos podem ainda estar relacionados com as reações alérgicas ou hipersensibilidade. Ressaltam Alfrey e Gurnee (1971) que o PVA é um composto químico utilizado para diversas aplicações na área industrial, não sendo recomendado ingerir, ou utiliza-lo incorretamente. Tais recomendações se fazem necessárias para manter a segurança e evitar intoxicações. Pois não há efeitos adversos funcionais e neurológicos atribuídos ao produto (PEREIRA, 2009) Toxicologia do polímero de entretenimento De acordo com Callister (2002) o polímero de entretenimento, é uma macromolémula formada de monômeros que não apresentam nenhum grau toxicológico ao organismo, se utilizado de forma adequada e seguindo as recomendações. Segundo Leite e Amorim (2000) a simples manipulação do polímero, não causará nenhum dano ou organismo. O procedimento experimental oferece total segurança, para trabalhar o conceito da reação de polimerização de forma lúdica e interativa. Convém lembrar, que o polímero de entretenimento não deve ser ingerido, após a manipulação deve-se lavar as mãos, entre outras recomendações especificadas pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (ABRINQ), organização fundada em 1985, que tem como objetivo, avaliar a qualidade e a segurança dos brinquedos que são inseridos no mercado (ABRINQ, 2013).

65 63 O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), é um órgão que também é responsável pela certificação dos produtos, através das normas e das leis, que avalia por meio da metrologia a conformidade, e estabelece as metodologias para manipulação do polímero, além de promover a harmonização das relações de consumo com a competitividade, para que estejam dentro dos padrões estabelecidos pelas instituições (INMETRO, 2013). Cuidados devem ser tomados, afim de se evitar que casos de intoxicação venham ocorrer, minimizando os níveis de contaminação através da divulgação das recomendações e dos procedimentos de manipulação, com a finalidade de impedir os prejuízos ao organismo e ao meio ambiente (OLGA; CAMARGO; BATUSTUZZO, 2008). O polímero de entretenimento é um brinquedo conhecido aqui no Brasil como geléca ou amoeba, no exterior como slime, flubber, pettimoko, em outras partes do mundo recebe denominações diferentes segundo Pereira (2009). Ainda de acordo com o mesmo autor ele consiste em uma massa colorida de comportamento de fluido não newtoniano, que apresenta características líquida e sólida ao mesmo tempo Toxicologia dos corantes Os diversos corantes alimentícios que existem atualmente são substâncias que surgiram para proporcionar mais qualidades aos produtos, pois transmitem aos materiais novas cores que realçam as que já possuem, melhorando seu aspecto e seu valor. A indústria de corantes é considerada como essencial, porque é um segmento que participa da maioria de todos os processos produtivos, nas etapas de coloração, restauração ou uniformização das cores (SHREVE; JUNIOR, 2008). De acordo com Antunes (2007) a grande competição entre as diversas indústrias produtoras de corantes, fez com que surgissem novos meios produtivos, mais eficientes e mais baratos, que apresentem melhor pureza e resistência contra a descoloração. Nessa tentativa de oferecer corantes com cores mais fortes e sedutoras, segundo Shreve e Junior (2008) as indústrias passaram a utilizar cada vez mais os produtos orgânicos e os inorgânicos nos seus processos de fabricação

66 64 dos corantes sintéticos, que evidenciou a necessidade do estudo toxicológico, para a verificação dos eventuais riscos para a saúde. As maiorias dos corantes sintéticos que são utilizados na área alimentícia e industrial, de acordo com os estudos realizados ao longo dos anos, comprovaram o surgimento de problemas de alergia, efeitos colaterias, entre outros malefícios para a saúde, todos os casos relacionados com a ingestão de produto (PRADO; GODOY, 2003). Entretanto a literatura toxicológica aponta somente os riscos e os cuidados associados com a ingestão de corantes, segundo Antunes (2007) os limites de tolerância de consumo permitido já fizeram vários outros corantes artificiais, serem proibidos pela maioria dos países, devido ao risco apresentado nos estudos realizados pela Codex Alimentares, órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Prado e Godoy (2003), as legislações brasileiras atualizada com as demais leis internacionais permitem a utilização de somente onze corantes sintéticos. Essa autorização para utilização, não anula seus efeitos adversos para a saúde, mas recomenda a utilização de corantes naturais, pois são mais benéficos para o organismo. Portanto a utilização dos corantes sintéticos na fabricação de objetos e materiais, não apresenta nenhum risco à saúde, pois sua finalidade de utilização é proporcionar aos produtos fabricados, uma aparência melhor com cores mais vivas e chamativas, a fim de poderem ser comercializados com a maior facilidade (MIDIO; MARTINS, 2000). Para a fabricação do polímero de entretenimento indica-se a utilização de corantes alimentícios, para que o material depois de preparado apresente uma característica visual melhor, sem apresentar risco para a saúde, já que a macromolécula é um material produzido para ser manipulado e não ingerido. Midio e Martins (2000) enfatizam que a simples manipulação não provoca nenhum efeito toxicológico, entretanto a maioria dos efeitos adversos está relacionada com a ingestão de alguns corantes artificiais atualmente proibidos, já que o número de corantes artificiais que comprovadamente não apresentam nenhum risco à saúde é muito pequeno, além disso, tende a ficar cada vez mais reduzido, de acordo os resultados que as novas pesquisas possam revelar.

67 Toxicologia das essências Os aromatizantes ou flavorizantes de acordo com Feltre (2004) são substâncias que intensificam ou conferem aromas e sabor aos alimentos e produtos por meio de essências naturais ou sintéticas. As essências naturais são obtidas por métodos físicos, microbiológicos ou enzimáticos a partir de matérias primas naturais presentes nas folhas, flores e aromas dos frutos, através da destilação de arraste com vapor, enquanto que as sintéticas são produzidas industrialmente por meio da síntese de substâncias químicas que apresentam uma estrutura semelhante á matéria prima original (SANTOS; ALVES; FIGUEIRÊDO; et al, 2004). Segundo Feltre (2004) as indústrias produzem atualmente grandes quantidades de ésteres ou essências sintéticas, que são utilizados nas áreas alimentícias, farmacêuticas, de produtos cosméticos, de limpeza, de perfumaria, entre outras, para proporcionar mais qualidades aos produtos finais. Com o avanço tecnológico na produção de diversos tipos de aromatizantes ou essências sintéticas, houve-se a necessidade de pesquisar os efeitos toxicológicos dessas substâncias no organismo, segundo Prado e Godoy (2003), comprovando-se que o uso desses flavorizantes não apresenta nenhum risco para a saúde, porém o contato repetido e prolongado pode causar alergias ou irritações na pele, caso a pessoa apresente uma hipersensibilidade ao produto. Mello, Thomé e Lima (2004) destacam que todas as essências aromáticas, que são produzidas atualmente, devem estar de acordo com os padrões de qualidade estabelecidos através das análises cromatográfica e físico química para a verificação da qualidade do produto por meio da ausência de impurezas ou substâncias que possivelmente possam causar riscos para a saúde.

68 CAPÍTULO IV 4 MATERIAIS E MÉTODOS A metodologia aplicada neste trabalho baseiou-se em duas etapas, na primeira etapa realizou-se uma apresentação teórica sobre o assunto em questão para os discentes do IV e VI semestres do Curso de Bacharelado em Química, do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (Unisalesiano) de Lins/SP. Na segunda etapa os mesmos discentes que realizaram a atividade experimental, aplicando-se os conhecimentos teóricos na prática, para produção do polímero de entretenimento de forma lúdica e interativa. Em seguida aplicou-se um questionário com nove perguntas fechadas de múltipla escolha e uma questão aberta, para analisar se os procedimentos teóricos e práticos desenvolvidos facilitaram e favoreceram o processo de ensino de uma maneira simplificada e abrangente. Os procedimentos foram realizados em dois dias, para um total de quarenta e quatro discentes, sendo vinte e oito do VI semestre e dezesseis do IV semestre. No primeiro dia as atividades teóricas e práticas foram desenvolvidas com a turma do IV semestre, no segundo dia realizou-se o mesmo procedimento com o VI semestre. Na apresentação teórica os conceitos sobre polímeros, foram abordados de uma maneira supostamente compreensível e abrangente, por meio da definição de forma simplificada, através da reação de polimerização utilizando o método comparativo com clipes em forma de corrente ou dos vagões de um trem, como facilitador do aprendizado do procedimento de obtenção do polímero, durante uma reação de adição, bem como a preparação do polímero de entretenimento e sua aplicação. Após a apresentação da teoria sobre os polímeros, os discentes realizaram a atividade experimental, utilizando-se os conceitos teóricos na prática, para a obtenção do polímero de entretenimento a base de PVA, que apresenta características a flexibilidade, a elasticidade e a viscosidade,

69 67 características de um fluído não newtoniano. Nesse contexto, a realização do procedimento experimental no laboratório, visou abordar os conceitos teóricos na prática de forma lúdica e interativa, incentivando os discentes por meio da manipulação do polímero produzido, para que ambos conheçam as propriedades do material produzido. Depois da aplicação do procedimento teórico e do desenvolvimento da atividade experimental, aplicou-se um questionário com nove perguntas fechadas e uma pergunta aberta, sobre os conceitos que foram abordados na teoria e na prática. Os resultados do questionário procurou verificar se os conceitos teóricos e práticos que foram desenvolvidos, realmente facilitaram e favoreceram o processo de ensino-aprendizagem. Na elaboração desse instrumento de avaliação optou-se pela aplicação da maioria de questões fechadas de fácil compreensão e apenas uma questão aberta, para que os discentes pudessem correlacionar a teoria com a prática, utilizando somente os conhecimentos obtidos durante a aplicação da metodologia. 4.1 Aspectos metodológicos Na primeira etapa do desenvolvimento das atividades, utilizou-se duas aulas teóricas e expositivas, para a apresentação dos conceitos sobre polímeros, empregando os recursos disponíveis e tecnológicos, disponibilizados pelo Unisalesiano de Lins, como a utilização de data show para a apresentação e sala climatizada, permitindo e garantindo ao máximo a participação dos discentes, para que pudessem interagir com os conteúdos abordados, para o esclarecimento de suas possíveis dúvidas, além de proporcionar o contato direto com as amostras de polímero de entretenimento. Na segunda etapa, foi utilizado duas aulas para realização da atividade experimental, no Laboratório de Química e Controle de Qualidade do Unisalesiano, sendo que os trinta minutos finais, foram destinados para que os discentes respondessem o questionário. Na atividade experimental um roteiro com o procedimento para obtenção do polímero foi disponibilizado para os grupos que se formaram no laboratório.

70 68 Em cada bancada, os discentes realizaram o experimento, de forma adequada, com organização e segurança, com a supervisão e orientação dos pesquisadores. Dessa forma foram utilizados aproximadamente quatro horas para o desenvolvimento de toda a atividade teórica e prática. O planejamento da metodologia é a etapa onde há a idealização de como o projeto, abordando os detalhes, para a conceitualização e verificação das reações de polimerização para que ocorram uma interação entre os conceitos abordados, para facilitação do aprendizado. 4.2 Metodologia / procedimento O procedimento experimental aplicado visou produzir o polímero de entretenimento ou geléca, através da reação de polimerização, utilizando somente materiais de baixo custo, proporcionando a interação com o polímero por meio da demonstração de suas propriedades físicas como a elasticidade, a viscosidade e a flexibilidade. Para a realização do experimento, utilizou-se uma solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O a 4%, preparada previamente e uma solução aquosa de cola a base de PVA, na proporção de 1:1, além de outros reagentes como o corante alimentício, para que o polímero apresentasse uma coloração e essências para que o material apresentasse um odor agradável. Para o desenvolvimento da atividade prática, preparou-se 100 ml da solução de cola a base de PVA na proporção de 1:1, utilizando uma parte de cola e uma parte de água destilada, ou seja 50 ml de cola e 50 ml de água. Utilizou-se um bécker de 250 ml, para realização desta etapa. Homogeneízar a amostra até a completa dissolução da cola. Observou-se que a viscosidade da cola diminuiu, pois a diluição faz com que as macromoléculas do PVA se transformem em monômeros de acetato de vinila, preparando o material para um novo processo de polimerização. Após a dissolução da cola, adicionou-se algumas gotas de corante alimentício e homogeneizou-se com o bastão de vidro. Foi medido na proveta de 50 ml, um volume de 34 ml de solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 0 a 4%.

71 69 Para realização da etapa de polimerização, deve-se adicionar aos poucos a solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 0 a 4 % no bécker de 250 ml onde se encontra a solução de cola. E com o bastão de vidro, agitar devagar a mistura. Observou-se que após alguns segundos de agitação a consistência da mistura começou a ficar gelatinosa e pegajosa em volta do bastão de vidro. Recomenda nessa faze da polimerização Quando a mistura começou a desgrudar das paredes do bécker, retirou-se a massa, conhecida como polímero de entretenimento ou geléca do bécker e manipulou com as mãos. A sugestão da adição de essência (opcional) poderá ser feita no final, a fim de se evitar qualquer interferência no processo de polimerização do acetato de vinila, pois a simples manipulação já faz com que as características da essência se agregue ao produto. Após a polimerização e antes da manipulação do polímero de entretenimento, molhou-se as mãos com um pouco de água, para o polímero não grudar nas mãos. Para o polímero não ficar muito mole e pegajoso, adicionou-se mais de solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O a 4%, aos poucos, e o mesmo adiquiriu uma consistência mais firme. Depois que o polímero de entretenimento ficou pronto, homogeneizou-se a massa com as mãos e verificou-se as propriedades flexíveis, elástica e viscosa, apresentada pelo polímero. Após a obtenção do polímero, sugeriu-se aos discentes embalar o polímero em sacos plásticos ou em uma embalagem fechada, para evitar que o polímero seque, ao perder água por evaporação. Caso o polímero de entretenimento começar a ficar quebradiço e ressecado, os discentes foram orientados, que adicionem um pouco de água adicione um pouco de água ao polímero e manipule-o com as mãos. Lave as mãos após brincar com o polímero. As proporções, apresentadas na tabela 4 devem ser consultadas, para se preparar volumes maiores de solução de PVA, bem como a quantidade de solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 0 a 4 % necessária para o processo de polimerização.

72 70 Tabela 4: Proporção para diluição do PVA e quantidade de tetraborato de sódio necessária para polimerização. Cola Água Solução de Volume de PVA (1:1) Na₂B₄O 7.10 H 2 0 a 4% 25 ml 25 ml 50 ml 17 ml 50 ml 50 ml 100 ml 34 ml 100 ml 100 ml 200 ml 68 ml 150 ml 150 ml 300 ml 102 ml 200 ml 200 ml 400 ml 136 ml Fonte: Elaborada pelo autores. 4.3 Teste de dosagem A importância da realização do teste de dosagem para identificar a quantidade correta da solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O a 4% que deverá ser utilizado para a polimerização da solução de PVA, se faz necessário para definir a proporção correta para ocorrência da polimerização. Entretanto os diversos tipos de colas a base de PVA, disponíveis no mercado, apresentam concentrações diferentes e essa variação na concentração faz com que a quantidade correta da solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O a 4% também varie para mais ou para menos, isso dependerá da concentração correta da cola a base de PVA utilizada no procedimento experimental. Para realização da dosagem, deve-se fazer a diluição da cola a base de PVA na proporção de 1:1, separar 50 ml dessa amostra em um bécker, colocar 10 ml de solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O a 4%, tetraborato de sódio a 4 % em uma proveta de 10 ml e adicionar aos poucos sob a solução de PVA. Após cada adição homogeneíze a amostra, quando começar o processo de polimerização com a formação de uma massa gelatinosa e firma, desse ponto para frente, fazer a dosagem aos poucos, quando o polímero começar a desgrudar das paredes do bécker, indica que o processo de polimerização se completou. Anote o volume gasto na proveta em ml e refaça novamente a tabela 4, indicando o novo volume de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O a 4% que foi necessário para completa polimerização de 50 ml da nova solução de PVA que estava sendo testada. Baseado nesse dado é possível, obter as demais quantidades de

73 71 solução de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O a 4%, para qualquer quantidade dessa solução de PVA a 1:1, realizando somente uma simples regra de três. Devido as variações das concentrações das colas a base de PVA, sempre que ocorrer a troca de um tipo de cola por um outro tipo de cola diferente, deverá ser realizado o teste de dosagem, para saber a quantidade correta para polimerização, para que os erros experimentais sejam eliminados. Realizando-se este teste, pode-se definir com clareza qual é a verdadeira quantidade de Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O a 4%, que polimeriza uma solução aquosa de PVA a 1:1.

74 CAPÍTULO V 5 DISCUSSÕES E RESULTADOS Os resultados obtidos por meio dos questionários aplicados para os discentes do IV e VI semestres do Unisalesiano, foram tabulados por meio da análise prévia de cada questão abordada, a fim de verificar se os procedimentos teóricos e práticos desenvolvidos facilitaram o processo de ensino-aprendizagem de uma forma abrangente. Conforme nota-se na figura 21, referente a questão 1, um total de 93 % dos discentes acertaram que as ligações químicas formadas entre os monômeros, por meio de uma reação de polimerização do PVA é do tipo cruzada e apenas 7 % erraram, provavelmente porque não conseguiram correlacionar a diferença de uma ligação química covalente ou cruzada onde há um compartilhamento de elétrons, para uma ligação iônica onde ocorre a doação de elétrons. Os 93 % de acertos na questão 1, indicam que a maioria dos discentes conseguiram entender que a reação de adição que ocorre no processo de polimerização, fazendo com que os monômeros se agrupem por meio das ligações cruzadas, covalentes ou reticuladas. Figura 21: Ligações química entre os monômeros. 7% Ligações cruzadas 93% Ligações iônicas Fonte: Elaborada pelos autores.

75 73 Propôs-se na segunda questão, que o discente pudesse associar que toda reação de polimerização, ocorre obrigatoriamente sob determinada pressão, temperatura e na presença de um catalisador, para a formação de uma macromolécula ou polímero. Analisando os dados obtidos na figura 22, referente à questão 2, nota-se que 61 % dos discentes acertaram que a substância formada após a reação de polimerização é a macromolécula, enquanto que 39 % erraram pois acredita-se que tiveram dificuldade de lembrar que quando os monômeros se agrupam por meio de uma reação de polimerização, um monômero vai se agrupando a outro sucessivamente para a formação de uma macromolécula que apresenta vários monômeros interligados entre si, por meio das ligações cruzadas. Figura 22: Substância formada após a reação de polimerização. 61% 32% 2% 5% Monômero Trímero Micromolécula Macromolécula Fonte: Elaborada pelos autores. De acordo com a figura 23, referente à questão 3, observa-se que 75 % dos discentes acertaram que o processo de transição vítrea, faz com que os polímeros de PVA, perca água por evaporação, deixando de ser flexível e se tornando um polímero rígido, compacto e sólido, enquanto que 25 % erraram porque provavelmente se confundiram ou não lembraram que após o processo de polimerização, o polímero perde água por evaporação se desidratando, deixando de ser flexível para se tornar um material sólido. Por meio do processo de transição vítrea são obtidos diversos materiais,

76 74 a transição representa a temperatura em que ocorre a instabilidade das cadeias moleculares com a mudança de estado, fazendo o material tornar-se rígido. Figura 23: Perda de água por evaporação no processo de transição vítrea. 25% Correto 75% Errado Fonte: Elaborada pelos autores. Segundo os resultados apresentados na figura 24, referente a questão 4, nota-se que 59 % dos discentes acertaram que o polímero a base de PVA apresenta características de um fluído não newtoniano, se comportando como sólido e líquido ao mesmo tempo, variando de acordo com o grau de deformação aplicado sobre o material, enquanto que 41 % erraram provavelmente porque não conseguiram correlacionar o que foi trabalhado na teoria e desenvolvido na prática, conforme notou-se nas respostas. As propriedades do fluído não newtoniano fazem com que determinados polímeros ou certos materiais, se comportem como sólido e líquido ao mesmo tempo, tendo a viscosidade variada de acordo com a força aplicada, não apresentando viscosidade definida, o que faz com que o polímero apresente características engraçadas, como as obtidas durante a realização da atividade experimental no laboratório, comprovando-se tais características apresentadas pelo polímero de PVA, pela maioria dos discentes, no entanto quando se exerce uma pressão sobre o polímero, apertado com as mãos,

77 75 verifica-se que o mesmo se comporta de forma sólida e firme, agora ao deixar parado alguns instantes percebe-se um comportamento de forma líquida, quase escorrendo. Figura 24:Comportamento de um fluído não newtoniano. 59% 41% Não Sim Fonte: Elaborada pelos autores. Conforme nota-se na figura 25, referente à questão 5, um total de 89 % dos discentes acertaram que o ânion borato (B(OH) - 4 ), atua na reação de polimerização do PVA como agente ligante e somente 11 % erraram pois acredita-se que não conseguiram interpretar o que a questão estava pedindo ou possivelmente se confundiram. Figura 25: Função do ânion borato na reação de polimerização. 11% Agente separador Agente ligante 89% Fonte: Elaborada pelos autores.

78 76 De acordo com a figura 26, referente à 6 questão, verifica-se que 93 % dos discentes acertaram a questão que aborda a utilização dos conceitos teóricos e práticos na produção de PVA, comprovando que a aplicação destes conceitos realmente funciona, pois facilita o processo de ensino-aprendizagem, tais ferramentas ajudam na de compreensão dos conteúdos teóricos, trabalhando-se na prática. Em contrapartida somente 7 % dos discentes erraram provavelmente porque não conseguiram compreender alguma etapa da parte teórica ou da prática que foi desenvolvida ou acredita-se que essa quantidade de discentes tiveram dificuldades de relacionar a teoria com a prática. Figura 26: Conceitos teóricos e práticos no ensino-aprendizagem. 7% Sim Não 93% Fonte: Elaborada pelos autores. Por meio dos resultados apresentados na figura 27, referente à questão 7, nota-se que 86 % dos discentes acertaram que a aplicação dos conceitos apresentados facilita o aprendizado da reação de polimerização. Pois com a aplicação do método dos clipes, da corrente ou dos vagões se torna possível fazer uma comparação de forma simplificada, de fácil memorização que facilita o ensino, comprovando o resultado obtido. Enquanto que apenas 14 % dos discentes erraram a sétima questão, provavelmente devido a falta de compreensão e de assimilação da proposta oferecida. Acredita-se que a solução para alcançar resultados satisfatórios nessa etapa de aprendizado seria a dedicação.

79 77 Figura 27: Conceito explicativo no ensino-aprendizagem. 14% Não Sim 86% Fonte: Elaborada pelos autores. Segundo a figura 28, referente à questão 8, nota-se que 86 % dos discentes acertaram a questão que definiu que através do processo de ensinoaprendizagem é possível verificar experimentalmente que o polímero de entretenimento é uma macromolécula flexível, viscosa e elástica, devido as ligações covalentes ou reticulações que se formaram entre os monômeros. Na realização da atividade experimental foi possível comprovar e verificar, a presença dessas propriedades no polímero que foi produzido experimentalmente, facilitando portanto o reconhecimento de tais características. Porém 14 % dos discentes erraram essa pergunta provavelmente por desatenção durante o desenvolvimento teórico e prático. Pois para se construir o raciocínio, obrigatoriamente o discente deve entender, para poder correlacionar os conhecimento obtidos, possivelmente aplicando-os na prática. No entanto devido a essas características que o polímero de entretenimento apresenta, lhe é conferido qualidades, que agregam mais valor ao produto final. Dessa forma tornou-se possível utilizá-lo no processo de ensino, facilitando o ensino e proporcionando a divulgação das propriedades do polímero de entretenimento. Para assimilação dos conteúdos difíceis, aplica-se métodos determinados pela relação objetivo e conteúdo, para que o discente pudessse correlacionar todas as informações obtidas.

80 78 Figura 28: Macromolécula flexível, viscosa e elástica. 14% Correto Errado 86% Fonte: Elaborada pelos autores. Conforme a figura 29, referente à questão 9, nota-se que 93 % dos discentes acertaram que o processo de ensino-aprendizagem, acerca da formação dos polímeros pode ser facilitado com a execução de atividades experimentais, sendo comprovado pelo resultado obtido, enquanto que apenas 7 % erraram, provavelmente porque tiveram dificuldade em associar a teoria à prática. Figura 29: O ensino é facilitado com a realização de atividades experimentais. 7% Sim Não 93% Fonte: Elaborada pelos autores.

81 79 De acordo com a figura 30, referente à 10 questão, por meio da questão aberta, observa-se que 77 % dos discentes confirmaram que o processo de ensino-aprendizagem, acerca da formação dos polímeros apresenta melhor aproveitamento durante a realização do experimento, pois a atividade prática se torna mais cativante, quando se realiza uma relação entre a teoria com a atividade experimental. Enquanto que 23 % dos demais discentes declararam que o processo de ensino-aprendizagem apresentou melhor aproveitamento somente durante a explanação teórica, provavelmente porque conseguiram assimilar e entender os conteúdos abordados teoricamente de forma simplificada sem realizar a prática. Analisando os resultados obtidos, alguns discentes declararam que somente coma a explanação teórica, tornou-se possível obtenção uma aprendizado sem a realização da atividade prática. Figura 30: A) Aproveitamento do processo de ensino-aprendizagem. 23% Durante a explanação teórica 77% Com a realização do experimento Fonte: Elaborada pelos autores. Conforme a figura 31, ainda referente à questão 10, nota-se que 84 % dos discentes justificaram a alternativa selecionada, desse total 77 % comentaram a importância da realização das atividades experimentais que favorecem o processo de ensino-aprendizagem e apenas 7 % comentaram a sua importância durante a realização da explanação teórica. Enquanto que 16 % dos demais discentes, não justificaram a questão, pois selecionaram provavelmente a opção durante a explanação teórica,

82 80 acredita-se que somente com a teoria foi possível, construir o conhecimento devido a isso não quiseram expor sua opinião. Figura 31: B) Aproveitamento do processo de ensino-aprendizagem. 16% Justificaram a questão 84% Não Justificaram a questão Fonte: Elaborada pelos autores. De acordo com a figura 32, foi possível realizar uma avaliação geral do processo de ensino-aprendizagem, durante a realização das atividades teórica e práticas desenvolvidas, por meio da nota obtida após a aplicação do questionário. Figura 32: Avaliação do ensino-aprendizagem. 4% 2% 2% 2% 5% 14% 5% 11% 55% Acertaram: 10 questões 9 questões 8 questões 7 questões 6 questões 5 questões 4 questões 3 questões 2 questões Fonte: Elaborada pelos autores.

83 81 Segundo os resultados obtidos 55 % dos discentes acertaram 9 questões, 14 % acertaram 10 questões, 11 % acertaram 8 questões, 5 % acertaram 7 questões, outros 5 % acertaram 6 questões, 4 % acertaram 5 questões, 2 % acertaram 4 questões, outros 2 % acertaram 3 questões e finalmente outros 2 % acertaram novamente 2 questões. Considerando-se o total de acertos para análise de aproveitamento no aprendizado, de oito a dez como uma nota ótima, de cinco a sete como uma nota boa e de dois a quatro como nota ruim, verificou-se que 80 % dos discentes apresentaram uma nota ótima, comprovando que o desenvolvimento das atividades teóricas e práticas realmente favoreceram o processo de ensino-aprendizagem, pois nota-se um aproveitamento além de 50%. Esses 80% dos discentes equivalem a 35 alunos, do um total de 44 pessoas que participaram da atividade teórica e prática. Enquanto que 14 % dos discentes apresentaram uma nota boa, pois só acertaram somente de 5 a 7 questões, do total de discentes analisados, 14 %, equivale a 6 alunos. Já o restante, equivalente a 6 % dos discentes apresentaram uma nota ruim, pois acertaram somente de duas a quatro questões. Do total de discentes analisados, 6 % equivale a 3 alunos. Analisando os resultados obtidos comprovou-se que os conceitos trabalhados na teoria e na prática possibilitaram a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.

84 CONCLUSÃO Os polímeros naturais e os sintéticos revolucionaram o cotidiano e o estilo de vida das sociedades atuais. Os naturais fazem parte da vida do homem desde anos a.c., e os sintéticos como o polietileno ou plástico, como são comumente conhecidos desde o século XX, facilitam a realização das atividades diárias e hoje é praticamente impossível imaginar o dia-a-dia sem polímeros, já que estão na composição química dos vestuários, utensílios domésticos e industriais, instrumentos hospitalares, brinquedos, destacando-se entre diversos materiais desenvolvidos com o avanço tecnológico proporcionando conforto e comodidade. A ciência de polímeros contribuiu para a transformação radical do desenvolvimento tecnológico, para o desenvolvimento de novos materiais, além de poder ser utilizado de forma criativa, como ferramenta facilitadora do processo ensino-aprendizagem acerca das reações de polimerização. A aprendizagem significativa em Química é essencial como instrumento, para que se dê o ganho cognitivo buscado em um contexto onde o estudante é agente ativo da construção de seu saber. O processo de ensino e aprendizagem em Química não deveria ser desenvolvido somente de forma teórica, mas na forma prática também, sempre havendo uma ligação entre a escola e a vida, de forma que estas possam contribuir para o desenvolvimento de competências e habilidades além da efetiva aprendizagem dos discentes. Cabe salientar que a relevância do desenvolvimento de atividades práticas e lúdicas, como alternativa pedagógica e o foco deste trabalho possibilitou constatar de forma clara e abrangente, a necessidade de se municiar de processos, materiais e linguagens significativos de aprendizagem, minimizando assim a dificuldade de compreensão, colaborando para que o discente consiga observar a relevância do conteúdo estudado e possa atribuir sentido a este, o que incentiva a uma aprendizagem significativa e, portanto, duradoura.

85 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALFREY, T.; GURNEE, E. F. Polímeros orgânicos em materiais compostos (composites) polímeros expandidos. São Paulo: Edgard Blucher, ALLINGER, N. L.; CAVA, M. P.; JONGH, D. C. de; et al. Química orgânica. 2. Ed. Rio de Janeiro: LTC, ANTUNES, A. Setores da indústria química orgânica. Rio de janeiro: E- papers, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FABRICANTES DE BRINQUEDOS (ABRINQ). Estatuto social. Disponível em: <http://www.abrinq.com.br /download/estatuto%20social%20-%20abrinq% pdf>. Acesso em: 20 ago AKCELRUD, L. Fundamentos da ciência dos polímeros. 1. Ed. São Paulo: Manole, BARBOSA, L.C. de A. Introdução à química orgânica. São Paulo: Prentice Hall, BRUICE, P. Y. Química orgânica. 4. Ed. V.2. São Paulo: Pearson Prentice Hall, BRUNETTI, F. Mecânica dos fluídos. 2. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, BIANCHI, J. C. de A.; ALBRECHT, C. H.; DALTAMIR, J. química: volume único. 1. Ed. São Paulo: FTD, 2005, p. 633, 641. O universo da BROWN, T. L.; LEMAY, H. E. Jr; BURSTEN, B. E. Química a ciência central. 9. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005, p.424.

86 84 CALLISTER Jr., W. D. Ciência e engenharia dos materiais. Rio de Janeiro: LTC, CANEVAROLO, S. V. Jr. Ciência dos polímeros: um texto básico para tecnólogos e engenheiros. São Paulo: Artibler, 2006, p. 21, 43, 44, 49, 192. CHATIER, R. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel, COUTINHO, F. M. B. Polietileno: Principais tipos, Propriedades e Aplicações. V. 13, n. 1, p. 1-13, Disponível em: <http://www.revistapolimeros.org.br/pdf/v13n1a01.pdf>. Acesso em: 11 mai CUNHA, A. de O. O estudo da tinta/textura como revestimento externo em substrato de orgamassa. 2011, Disponível em: <http://www.cecc. eng.ufmg.br/trabalhos/pg2/71.pdf >. Acesso em: 09 jul. 2013, p. 15. CUNHA, G. L. Resposta Técnica para fabricação de goma de mascar. Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas. São Paulo, Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br/acessort/2693>. Acesso em: 06 jul DONATO, M. O mundo do plástico. São Paulo: Goyana S.A., FELTRE, R. Química: química orgânica. 6. Ed. V.3. São Paulo: Moderna, p. 379, 385, 386. FONSECA, M. R. M. da. Química: o meio ambiente, cidadania e tecnologia. 1. Ed. V.3. São Paulo: FTD, p. 238, 272. FONTANA, L. P. Fabricação de chiclete recheado. Serviço Brasileiro de Repostas Técnicas. Paraná, Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br/acessort/15169>. Acesso em: 06 jul

87 85 FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 16 Edição - São Paulo: Paz e Terra, GAUTO, M. A.; ROSA, R. G. Processos e operações unitárias da indústria química. Rio de Janeiro: Ciência Moderna LTDA, GORNI, A. A. A Evolução dos Materiais Poliméricos ao Longo do Tempo, Disponível em: <http://www.gorni.eng.br/hist_pol.html>. Acesso em: 13 nov INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA (INMETRO). Brinquedos. Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/imprensa/ releases/brinquedos.asp>. Acesso em: 20 ago JUNIOR, A. R. NUNES, L. R. ORMANJI, W. Tecnologia do PVC. 2. Ed. São Paulo: Pro Editores/Braskem, KOTZ, J. C.; TREICHEL, P. M. JR. Química geral 1 e reações químicas. Tradução de Flávio Maron. 4. Ed. V.1. São Paulo: Cengage Learning, LEITE, E. M. A.; AMORIM, L. C. A. Toxicologia geral, Disponível em: < >. Acesso em: 08 jul LUCK, H. Ação integrada, administração, supervisão e orientação educacional. 24. Ed. Rio de Janeiro: Vozes, MAASS, D. Produção de tinta acrílica PVA branca para revestimentos. 2009, Disponível em: <http://www.bc.furb.br/docs/ MO/2010 /344450_1_1.pdf>. Acesso em: 10 jul. de MARINHO, J. R. D. Macromoléculas e polímeros. Barueri: Manole, MANO, Eloísa Biasotto. Polímero como materiais de engenharia. 5 Ed. São Paulo: Edgard Bluncher, 2010.

88 86 MANO, E. B. DIAS, M. L.; OLIVEIRA, C. M. F. Química experimental de polímeros. 1. Ed. São Paulo: Edgard Blucher, MARQUES, J. A.; BORGES, C. P. F. Práticas de química orgânica. Campinas: Átomo, MELLO, C.; THOMÉ, F.; LIMA, M. Aromatizantes. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/alimentus/ped/seminarios/2004/aroma.doc>. Acesso em: 20 out MIDIO, A. F.; MARTINS, D. I. Toxicologia de alimentos. 1. Ed. São Paulo: Varela, MORTIMER, E. F.; MACHADO, A. H. Química Ed. São Paulo: Scipione, 2010, p. 249, 252, 253. MOTTA, M. K. F. Maizena com água: fluído não newtoniano Disponível em: <http://www.ifi.unicamp.br/~lunazzi/f530_f590_f690_ F809_F895/F809/ F809_sem1_2007/MarieleK_Tamashiro_RF.pdf>. Acesso em: 17 out NÓBREGA, O. S.; SILVA, E. R. da; SILVA, R. H. da. Química, volume único. 1. Ed. São Paulo: Ática, 2005, p OLGA, S.; CAMARGO, M. M. de C.; BATISTUZZO, J. A. de O. Fundamentos da Toxicologia. 3 Ed. São Paulo: Atheneu, OLIVEIRA, J. F. E.; SANTOS, V. M. L. Educação de experimentos para o ensino/aprendizagem de química. Campina Grande: Realize, PAIVA, J. M. F.; MAYER, S.; REZENDE, M. C.; et al. Avaliação da temperatura de transição vítrea de compósitos poliméricos reparados de uso aeronáutico. Polímeros: Ciência e Tecnologia, V. 16, n. 1, 2006, p Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/po/v16n1/v16n1 a16.pdf>. Acesso em: 19 mai

89 87 PASSONI, A.; DROVANDI, I.; COSTA, P.; et al. Análise de comportamento de fluídos não newtoniano. Santo André, Disponível em: <http://becn.ufabc.edu.br/guias/processos_transformacao/resumo/pt_a2_d_0 9.pdf>. Acesso em: 16 out PEREIRA, F. S. G. Polímeros, fundamentos científicos e tecnológicos, Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/ / polímero>. Acesso em: 07 jul PERUZZO, F. M.; CANTO, E. L. do. Química na abordagem do cotidiano. 4. Ed. São Paulo: Moderna, 2006, volume 3, p. 248, 251, 258, 267. PRADO, M. A.; GODOY, H. T. Corantes artificiais e alimentos, Disponível em: <http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/ alimentos/article/ viewfile/865/744>. Acesso em: 22 out SANTOS, W. L. P. dos; MÓL, G. de S. Química cidadã: química orgânica, eletroquímica, radioatividade, energia nuclear e a ética da vida - 1. Ed. V.3. São Paulo: Nova Geração, 2010, p. 137,140, 142, 155. SHREVE, R. N.; JUNIOR, J. A. B. Indústrias de processos químicos. Rio de janeiro: Guanabara Koogan, SILVA, A. L. B. B.; SILVA, E. O. da. Conhecendo materiais poliméricos, Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/ / polimeros>. Acesso em: 07 jul. de SILVA, L. de O. Sapoti na fabricação de chiclete. Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas. Brasília, Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br/acessort/19096>. Acesso em: 06 jul SMITH, W. F.; HASHEMI, J. Fundamentos de engenharia e ciência dos materiais. 5. Ed. Rio de Janeiro: Mcgraw Hill Brasil, 2012.

90 88 SOLOMONS, T.W. G. Química orgânica. 1. Ed. V.2. Rio de Janeiro: LTC, TORRES, C. M. A.; FERRARO, N. G.; SOARES, P. A. de T. Física ciência e tecnologia. 2. Ed. V.1. São Paulo: Moderna, UEMOTO, K. L. Projeto, execução e inspeção de pinturas. 2. Ed. São Paulo: Nome da Rosa, VOGEL, A. I..Química orgânica, volume 3, 3. Ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S.A., VOLLHARDT, K. P. C.; SCHORE, N. E..Química orgânica, estrutura e função. 4. Ed. Porto Alegre: Bookman, YOUNG, H. D.; FREEDMAN, R. A. Física 1 mecânica. 12. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.

91 APÊNDICE

92 APÊNDICE A - Teste Teórico / Experimental CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM Nome: Bacharelado em Química / º Semestre TESTE TEÓRICO / EXPERIMENTAL 1) Na polimerização do PVA, os monômeros são agrupados através de uma reação de adição, por meio de que ligações? a) ( ) Ligações cruzadas. b) ( ) Ligações iônicas. 2) Após a reação de polimerização, sob determinada pressão, temperatura e na presença de um catalisador, ocorre a formação de que substância? a) ( ) de um monômero. c) ( ) de uma micromolécula. b) ( ) de um trímero. d) ( ) de uma macromolécula. 3) O processo de transição vítrea, faz com os polímeros de PVA, perca água por evaporação, deixando de ser flexível e se tornando rígido, compacto e sólido. a) ( ) Verdadeiro. b) ( ) Falso. 4) O polímero a base de PVA, apresenta características de um fluído não newtoniano, que se comporta de forma líquida e sólida ao mesmo tempo, variando de acordo com a grau de deformação aplicado sobre o material. a) ( ) Não. b) ( ) Sim. 5) O tetraborato de sódio (Na 2 B 4 O 7.10 H 2 O) ao ser dissolvido na água, estabelece o equilíbrio químico, formando o ânion borato (B(OH) - 4 ), que atua na reação de polimerização do PVA como: a) ( ) Agente separador. b) ( ) Agente ligante

Polímeros. São macromoléculas constituídas de unidades repetitivas, ligadas através de ligações covalentes.

Polímeros. São macromoléculas constituídas de unidades repetitivas, ligadas através de ligações covalentes. Polímeros 1 São macromoléculas constituídas de unidades repetitivas, ligadas através de ligações covalentes. Celulose Classificação quanto a natureza Naturais (Madeira, borracha, proteínas) Sintéticos

Leia mais

-Estrutura, composição, características. -Aplicações e processamento. -Tecnologias associadas às aplicações industriais.

-Estrutura, composição, características. -Aplicações e processamento. -Tecnologias associadas às aplicações industriais. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Bacharelado em Ciência e Tecnologia Teófilo Otoni - MG Prof a. Dr a. Flaviana Tavares Vieira Tópicos : -Estrutura, composição, características.

Leia mais

ESTRUTURA E PROPRIEDADES DOS MATERIAIS MATERIAIS POLIMÉRICOS

ESTRUTURA E PROPRIEDADES DOS MATERIAIS MATERIAIS POLIMÉRICOS ESTRUTURA E PROPRIEDADES DOS MATERIAIS MATERIAIS POLIMÉRICOS Prof. Rubens Caram 1 HISTÓRICO ANTIGUIDADE: RESINAS E GRAXAS USADAS PARA VEDAR VASILHAMES E COLAR DOCUMENTOS, PELOS EGÍPCIOS E ROMANOS SÉC.

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL Faculdade de Engenharia PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL Faculdade de Engenharia PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS AULA 01 Polímeros Definição de Polímeros Tipos de Polímeros Aplicações dos Polímeros Definições gerais para Polímeros Peso Molecular Arquitetura Molecular Estado de Conformação

Leia mais

POLÍMEROS POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE

POLÍMEROS POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE POLÍMEROS Os polímeros são macromoléculas formada pela união de pequenas unidades que se repetem, os monômeros. Existem basicamente dois tipos de polimerização: adição e condensação. Na polimeirzação por

Leia mais

POLÍMEROS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Roberto Monteiro de Barros Filho

POLÍMEROS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Roberto Monteiro de Barros Filho POLÍMEROS Prof. Macromoléculas Moléculas grandes contendo um número de átomos encadeados superior a uma centena e podendo atingir valor ilimitado, podendo ou não ter unidades químicas repetidas Polímeros

Leia mais

RESÍDUOS SÓLIDOS. N u t r i ç ã o e D i e t é t i c a outubro, 13

RESÍDUOS SÓLIDOS. N u t r i ç ã o e D i e t é t i c a outubro, 13 RESÍDUOS SÓLIDOS N u t r i ç ã o e D i e t é t i c a outubro, 13 UNINASSAU FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU Centro Universitário Maurício de Nassau Fazendo Parte de Sua Vida Professor Adriano Silva RESÍDUOS

Leia mais

INTRODUÇÃO AOS PLÁSTICOS

INTRODUÇÃO AOS PLÁSTICOS INTRODUÇÃO AOS PLÁSTICOS Antonio Augusto Gorni Editor Técnico, Revista Plástico Industrial - POLÍMEROS: MATERIAIS DE NOSSO DIA A DIA O plástico é um dos materiais que pertence à família dos polímeros,

Leia mais

Questões ENADE. 2011 QUESTÃO 11 (Componente específico comum)

Questões ENADE. 2011 QUESTÃO 11 (Componente específico comum) OPQ0001 Questões ENADE 2011 QUESTÃO 11 (Componente específico comum) Materiais metálicos, cerâmicos e poliméricos são amplamente utilizados nos dias de hoje. Suas aplicações estão diretamente relacionadas

Leia mais

Os plásticos são todos iguais?

Os plásticos são todos iguais? CEEJA QUÍMICA CONTEÚDO PARA U. E. 16 O QUE VAMOS APRENDER? Propriedades dos plásticos Termoplásticos Organizar uma tabela Os plásticos são todos iguais? A matéria-prima usada para fabricar detergentes

Leia mais

Ciência e Tecnologia de Materiais Prof. Msc. Patrícia Correa Polímeros

Ciência e Tecnologia de Materiais Prof. Msc. Patrícia Correa Polímeros FACULDADE SUDOESTE PAULISTA Ciência e Tecnologia de Materiais Prof. Msc. Patrícia Correa Polímeros O que são os polímeros? A palavra polímeros vem do grego polumeres, que quer dizer ter muitas partes.

Leia mais

Reciclagem de plásticos e a melhoria da qualidade de água em mananciais urbanos

Reciclagem de plásticos e a melhoria da qualidade de água em mananciais urbanos Reciclagem de plásticos e a melhoria da qualidade de água em mananciais urbanos Curso: Engenharia Ambiental Aluno: André Lenz de Freitas Disciplina: Ecologia Geral Professor: Ricardo Motta Pinto Coelho

Leia mais

OFICINA DE IDENTIFICAÇÃO DE PLÁSTICOS. Grupo Pauling Escola José Gomes Filho

OFICINA DE IDENTIFICAÇÃO DE PLÁSTICOS. Grupo Pauling Escola José Gomes Filho OFICINA DE IDENTIFICAÇÃO DE PLÁSTICOS Grupo Pauling Escola José Gomes Filho O QUE SÃO PLÁSTICOS? São polímeros (grandes moléculas) sintéticos, fabricados para suprir nossas necessidades com custo mais

Leia mais

Estrutura Molecular de Polímeros

Estrutura Molecular de Polímeros Química de Polímeros Prof a. Dr a. Carla Dalmolin carla.dalmolin@udesc.br Estrutura Molecular de Polímeros Polímeros Material orgânico de alta massa molar (acima de 10 mil, podendo chegar a 10 milhões),

Leia mais

Polímeros. Conceitos básicos DQA -- 092 2002

Polímeros. Conceitos básicos DQA -- 092 2002 Polímeros Conceitos básicos DQA -- 092 2002 Plásticos Capaz de ser moldado Materiais artificiais / orgânicos sintéticos Moldados Polímeros / monômeros 1862 - Parkesina 1870 - John Hyatt - celulóide 1950

Leia mais

Título do experimento: Identificando os plásticos. Conceitos: Química Orgânica: Polímeros A química dos Plásticos.

Título do experimento: Identificando os plásticos. Conceitos: Química Orgânica: Polímeros A química dos Plásticos. Título do experimento: Identificando os plásticos Conceitos: Química Orgânica: Polímeros A química dos Plásticos. Materiais: - Plásticos diversos; - Lamparina; - Pinça; - Tesoura; - Pedaço de fio de cobre;

Leia mais

POLÍMEROS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. ago. 2014

POLÍMEROS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. ago. 2014 POLÍMEROS ago. 2014 Macromoléculas Moléculas grandes contendo um número de átomos encadeados superior a uma centena e podendo atingir valor ilimitado, podendo ou não ter unidades químicas repetidas 2 Polímeros

Leia mais

Mercado da reciclagem: a qualidade dos materiais

Mercado da reciclagem: a qualidade dos materiais Mercado da reciclagem: a qualidade dos materiais Cinthia Versiani Scott Varella Ms. Engenheira de Produção Pesquisadora do Núcleo Alternativas de Produção Consultora INSEA Objetivo Qualidade da matéria

Leia mais

Plásticos x Meio Ambiente. Jamille Valéria Piovesan Silvane Machado

Plásticos x Meio Ambiente. Jamille Valéria Piovesan Silvane Machado Plásticos x Meio Ambiente Jamille Valéria Piovesan Silvane Machado JUSTIFICATIVA A maioria das invenções modernas estão diretamente relacionadas com nosso conforto e praticidade, porém muitas delas são

Leia mais

ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLÍMEROS

ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLÍMEROS ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLÍMEROS Maria da Conceição Paiva, Guimarães Outubro 2006 Maria da Conceição Paiva 1 ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLÍMEROS Estereoquímica de polímeros Massas moleculares Organização

Leia mais

Questões Resolvidas Polímeros (com respostas e resoluções no final)

Questões Resolvidas Polímeros (com respostas e resoluções no final) Questões Resolvidas Polímeros (com respostas e resoluções no final) 01. (Uespi) Polímeros são compostos químicos de moléculas muito grandes, formadas pela reação de moléculas pequenas chamadas monômeros.

Leia mais

Polímeros. a) Escreva a fórmula estrutural do produto de adição do ácido acético ao acetileno.

Polímeros. a) Escreva a fórmula estrutural do produto de adição do ácido acético ao acetileno. Polímeros 01. (Fuvest) Qual das moléculas representadas adiante tem estrutura adequada à polimerização, formando macromoléculas? 02. (Fuvest) O cianeto de vinila pode ser produzido como mostrado adiante.

Leia mais

POLÍMEROS TERMOPLÁSTICOS E TERMOFIXOS. Os polímeros podem ser classificados em termoplásticos e termofixos. TERMOPLÁSTICOS

POLÍMEROS TERMOPLÁSTICOS E TERMOFIXOS. Os polímeros podem ser classificados em termoplásticos e termofixos. TERMOPLÁSTICOS Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Bacharelado em Ciência e Tecnologia Teófilo Otoni - MG Prof a. Dr a. Flaviana Tavares Vieira Prof a. Dr a. Flaviana Tavares Vieira POLÍMEROS TERMOPLÁSTICOS

Leia mais

Classificação dos materiais. Profa. Daniela Becker

Classificação dos materiais. Profa. Daniela Becker Classificação dos materiais Profa. Daniela Becker Classificação dos materiais A classificação tradicional dos materiais é geralmente baseada na estrutura atômica e química destes. Classificação dos materiais

Leia mais

Outros materiais que merecem atenção do marceneiro. Introdução

Outros materiais que merecem atenção do marceneiro. Introdução Introdução Existem diversos materiais utilizados pela marcenaria na composição do móvel ou ambiente. Por exemplo os vidros, chapas metálicas, tecidos e etc. O mercado fornecedor da cadeia moveleira lança

Leia mais

Tecnologias Associadas às Aplicações Industriais Biomateriais Poliméricos Dionatan Arruda João Paulo Luiz Otávio Pedro Eugênio Trabalho desenvolvido durante a disciplina CTT211 Ciência e Tecnologia dos

Leia mais

I Simpósio dos Pós Graduandos em Engenharia Civil e Ambiental da UNESP

I Simpósio dos Pós Graduandos em Engenharia Civil e Ambiental da UNESP ANÁLISE TERMOGRAVIMÉTRICA DE RESÍDUOS DE EVA PROVENIENTES DA INDÚSTRIA CALÇADISTA VISANDO A RECICLAGEM QUÍMICA Raquel Martins Montagnoli¹, Sabrina Moretto Darbello Prestes 1, Sandro Donnini Mancini 1,

Leia mais

O plástico é um dos materiais que pertence à família dos polímeros, e provavelmente o mais popular

O plástico é um dos materiais que pertence à família dos polímeros, e provavelmente o mais popular O plástico é um dos materiais que pertence à família dos polímeros, e provavelmente o mais popular Naturais Plásticos Vidros e Novos Materiais Polimeros Semi-sintéticos Sintéticos Elastómeros Plásticos

Leia mais

QUÍMICA DA BORRACHA (2010) 1

QUÍMICA DA BORRACHA (2010) 1 QUÍMICA DA BORRACHA (2010) 1 CAVALHEIRO,Valéria Machado Siqueira 2 ; MARTINS, Márcio Marques 3 1 Trabalho de Pesquisa da disciplina de Projetos Interdisciplinares em Química 2 Curso de química do Centro

Leia mais

Materiais Poliméricos

Materiais Poliméricos Materiais Poliméricos INTRODUÇÃO Polímeros são materiais compostos de origem natural ou sintética com massa molar elevada, formados pela repetição de um grande número de unidades estruturais básicas. Características

Leia mais

Materiais poliméricos ciência e aplicação como biomateriais

Materiais poliméricos ciência e aplicação como biomateriais Materiais poliméricos ciência e aplicação como biomateriais Polímeros para aplicação biomédicas A maioria são sintéticos (poucos são naturais) As propriedades variam de: macios (hidrogéis, lentes) elastômeros

Leia mais

SUPORTES DE SOLO SUPORTE DE SOLO PARA EXTINTOR EM ALUMINIO POLIDO MODELO AP E PQS

SUPORTES DE SOLO SUPORTE DE SOLO PARA EXTINTOR EM ALUMINIO POLIDO MODELO AP E PQS CATALO DE PRODUTOS SUPORTES DE SOLO SUPORTE DE SOLO PARA EXTINTOR EM ALUMINIO POLIDO MODELO AP E PQS SUPORTE DE SOLO PARA EXTINTOR EM ALUMINIO E PINTURA EPOXI VERMELHO MODELO AP E PQS Aba na base que impede

Leia mais

RECICLAGEM DE GARRAFAS PET CONTRIBUINDO COM O ENSINO DE QUIMICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

RECICLAGEM DE GARRAFAS PET CONTRIBUINDO COM O ENSINO DE QUIMICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA RECICLAGEM DE GARRAFAS PET CONTRIBUINDO COM O ENSINO DE QUIMICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA Julia Caroline Ferreira Aguiar (IC) 1 Paula Bonomo Bertola (IC) 2 Lucila Akiko Nagashima (PQ) 3 Sueli Mendes Garcia (PFM)

Leia mais

Guia de sustentabilidade para plásticos

Guia de sustentabilidade para plásticos Guia de sustentabilidade para plásticos Maio 2014 1 2 3 4 5 6 7 8 Introdução... 4 Contextualização dos plásticos... 6 Composição dos móveis e utensílios de plásticos...7 Requerimentos para materiais que

Leia mais

Estruturas Poliméricas (Capítulo 15) Características, Aplicações e o Processamento dos Polímeros (Capítulo 16)

Estruturas Poliméricas (Capítulo 15) Características, Aplicações e o Processamento dos Polímeros (Capítulo 16) Estruturas Poliméricas (apítulo 15) aracterísticas, Aplicações e o Processamento dos Polímeros (apítulo 16) Introdução - lassificação dos Polímeros Polímeros Naturais: derivados de plantas e animais Madeira,

Leia mais

Materiais têm personalidade?

Materiais têm personalidade? Materiais têm personalidade? Introdução O pior é que têm! Como? Pense um pouco. Por que o plástico é plástico? Por que o alumínio é mais leve que o ferro? Por que a borracha depois de esticada volta a

Leia mais

CONDIÇÕES DE ENTREGA/RECEPÇÃO DO SERVIÇO EXTRA URBANO

CONDIÇÕES DE ENTREGA/RECEPÇÃO DO SERVIÇO EXTRA URBANO SERVIÇO EXTRA URBANO O Serviço extra Urbano corresponde ao serviço a ser prestado aos produtores de resíduos não urbanos de embalagens, de forma a garantir a esses produtores um destino final adequado

Leia mais

Materiais Compósitos

Materiais Compósitos Materiais Compósitos Introdução Material que combina propriedades complementares btenção de propriedades que não se conseguem com os componentes isolados. São combinações de pelo menos dois materiais distintos,

Leia mais

2 Reforço Estrutural com Compósitos de Fibras de Carbono

2 Reforço Estrutural com Compósitos de Fibras de Carbono 2 Reforço Estrutural com Compósitos de Fibras de Carbono 2.1. Introdução A partir de 1980 a produção comercial de fibras de carbono desenvolveuse em grande escala no Japão. Isto ocorreu como resultado

Leia mais

BOLETIM TÉCNICO Nº 01 PVC

BOLETIM TÉCNICO Nº 01 PVC Introdução Os produtos de PVC são divididos em duas grandes classes: rígidos e flexíveis. Os plastificantes vêm sendo utilizados há muitos anos na produção de PVC flexível para uma grande variedade de

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DO RESÍDUO

IDENTIFICAÇÃO DO RESÍDUO IDENTIFICAÇÃO DO RESÍDUO 3.1 - Coleta e Separação dos Resíduos A etapa inicial e mais importante para a reciclagem é a triagem, que consiste na separação dos plásticos do resíduo recebido e na eliminação

Leia mais

Tempo de secagem: 30 minutos a 1 hora Tempo de cura: 18 a 24 horas

Tempo de secagem: 30 minutos a 1 hora Tempo de cura: 18 a 24 horas COLAS Conhecer os diversos tipos de materiais é muito importante para o desenvolvimento de um cosplay. Nesse tutorial vamos conhecer um pouco do universo das colas. Encontramos no mercado uma infinidade

Leia mais

ISOLANTES TÉRMICOS. Isolantes Térmicos e Refratários LTDA. catalogofinal25.05.indd 1 25/5/2010 12:56:00

ISOLANTES TÉRMICOS. Isolantes Térmicos e Refratários LTDA. catalogofinal25.05.indd 1 25/5/2010 12:56:00 ISOLANTES TÉRMICOS Isolantes Térmicos e Refratários LTDA. catalogofinal25.05.indd 1 25/5/2010 12:56:00 catalogofinal25.05.indd 2 25/5/2010 12:56:01 ÍNDICE Apresentação 5 Tecido de fibra de vidro 6 Fio

Leia mais

Resíduos Sólidos Redução de Embalagens

Resíduos Sólidos Redução de Embalagens Resíduos Sólidos Redução de Embalagens GUILHERME SCHULZ Ecólogo e Biólogo Mestre em Engenharia Bioma Pampa Ecologia guilherme@biomapampa.com.br www.biomapampa.com.br Gestão Ambiental Considerações: Prevenção

Leia mais

Quando tratamos das propriedades de um material transformado, segundo muitos pesquisadores, estas dependem de uma reciclagem bem sucedida. Para que isto ocorra, os flocos de PET deverão satisfazer determinados

Leia mais

Polímeros e Materiais Poliméricos MANUAL PARA O PROFESSOR

Polímeros e Materiais Poliméricos MANUAL PARA O PROFESSOR Polímeros e Materiais Poliméricos MANUAL PARA O PROFESSOR Índice 1. Enquadramento histórico... 2 2. Importância dos plásticos para a sociedade actual... 3 3. Classificação dos polímeros... 4 4. Noções

Leia mais

Composites: marcados por desafios

Composites: marcados por desafios Composites: marcados por desafios O que é um composite Em teoria, um composite é um material composto por matriz e reforço de origens diferentes. Os composites mais conhecidos e mais usados são os que

Leia mais

BOLETIM TÉCNICO Nº 08 PVC

BOLETIM TÉCNICO Nº 08 PVC Adaptado e resumido de Agnelli, J. A. M. (2000). Verbetes em polímeros. ABS: sigla padronizada pela IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry) para representar o plástico principalmente

Leia mais

Orientações e sugestões para o desenvolvimento de conteúdos e habilidades para aluno DV. Ciências da Natureza/Ensino Médio

Orientações e sugestões para o desenvolvimento de conteúdos e habilidades para aluno DV. Ciências da Natureza/Ensino Médio Orientações e sugestões para o desenvolvimento de conteúdos e habilidades para aluno DV Ciências da Natureza/Ensino Médio Bloco da INDÚSTRIA PETROQUÍMICA E PLÁSTICO O petróleo é um dos principais insumos

Leia mais

LONA DE FREIO PEÇAS ESPECIAIS

LONA DE FREIO PEÇAS ESPECIAIS GAXETAS SECAS MANTA E TECIDO DE FIBRA CERÂMICA GAXETAS IMPREGNADAS FITAS CORTIÇA J U N T A E S P I R A L A D A FELTRO J U N T A D E V E D A Ç Ã O PAPELÃO HIDRAÚLICO F I T A P A T E N T E T E F L O N JUNTA

Leia mais

5 Resultados e Discussões

5 Resultados e Discussões 5 Resultados e Discussões O mercado para reciclagem existe e encontra-se em crescimento, principalmente pelo apelo exercido pela sociedade por produtos e atitudes que não causem agressão ao meio ambiente,

Leia mais

Como escolher a tinta adequada a determinado serviço? A resposta a essa questão requer, primeiro, conhecimentos das características

Como escolher a tinta adequada a determinado serviço? A resposta a essa questão requer, primeiro, conhecimentos das características Tintas Um problema Como escolher a tinta adequada a determinado serviço? A resposta a essa questão requer, primeiro, conhecimentos das características e tipos de tintas. Introdução Na aula anterior, vimos

Leia mais

BT 0014 BOLETIM TÉCNICO RESINA PC 6NF_ENDURECEDOR G 130 BLUE

BT 0014 BOLETIM TÉCNICO RESINA PC 6NF_ENDURECEDOR G 130 BLUE BT 0014 BOLETIM TÉCNICO RESINA PC 6NF_ENDURECEDOR G 130 BLUE Elaborador: Verificadores: Aprovador: Resina PC 6NF_Endurecedor G 130 Blue Resina para aplicação

Leia mais

Metodologia Científica e Tecnológica

Metodologia Científica e Tecnológica Metodologia Científica e Tecnológica Módulo 3 Variáveis e Constantes Prof. Carlos Fernando Jung carlosfernandojung@gmail.com http://lattes.cnpq.br/9620345505433832 Edição 2009 Material para Fins Didáticos

Leia mais

Alexander Parkes. Camila Welikson. Este documento tem nível de compartilhamento de acordo com a licença 3.0 do Creative Commons.

Alexander Parkes. Camila Welikson. Este documento tem nível de compartilhamento de acordo com a licença 3.0 do Creative Commons. Camila Welikson Este documento tem nível de compartilhamento de acordo com a licença 3.0 do Creative Commons. http://creativecommons.org.br http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/legalcode O

Leia mais

RECICLAGEM MECÂNICA: CONCEITOS E TÉCNICAS

RECICLAGEM MECÂNICA: CONCEITOS E TÉCNICAS RECICLAGEM MECÂNICA: CONCEITOS E TÉCNICAS 2.1 - Algumas Definições A idéia de se aproveitar resíduos não é nova; ela tem, contudo, se estabelecido de forma expressiva, não só por razões econômicas, mas

Leia mais

PEDIDO DE COTAÇÃO - ANEXO I

PEDIDO DE COTAÇÃO - ANEXO I Folha: 0001 Objeto: (Alimentício e Limpeza) 001 000047-3 AGUA, sanitaria, uso domestico, a base de hipoclorito de sodio, com teor de cloro ativo entre 2,0 a 2,5 % p/p. Embalagem plastica de 01 litro, com

Leia mais

PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS. Curso Superior em Engenharia de Materiais Faculdade de Engenharia FAENG Fundação Santo André FSA. Profa. Sandra A.

PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS. Curso Superior em Engenharia de Materiais Faculdade de Engenharia FAENG Fundação Santo André FSA. Profa. Sandra A. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS Curso Superior em Engenharia de Materiais Faculdade de Engenharia FAENG Fundação Santo André FSA Profa. Sandra A. Cruz METODOLOGIA DE ENSINO Aulas (terças e quartas) - ementa

Leia mais

4 Materiais e Métodos

4 Materiais e Métodos 44 4 Materiais e Métodos Nesse capítulo estão apresentados os materiais e a metodologia de caracterização usada. Definido que o melhor material para fabricação da escova era o poliuretano derivado do óleo

Leia mais

RECYCLING EQUIPMENT & MACHINERY COSTRUZIONI MECCANICHE IMPIANTI INDUSTRIALI

RECYCLING EQUIPMENT & MACHINERY COSTRUZIONI MECCANICHE IMPIANTI INDUSTRIALI APRESENTAÇÃO EMPRESARIAL 1 Desde 1976, ano de fundação, TECNOFER projeta e constrói equipamentos para a reciclagem de materiais plásticos como filmes de PEBD, PEBD Linear, PEAD, PP; garrafas e outros recipientes

Leia mais

Identificação de Plásticos através de Testes Físico-Químicos MANUAL PARA O PROFESSOR

Identificação de Plásticos através de Testes Físico-Químicos MANUAL PARA O PROFESSOR Identificação de Plásticos através de Testes Físico-Químicos MANUAL PARA O PROFESSOR 0 Índice 1. Introdução... 3 2. Objectivos... 4 3. Material/Equipamento... 5 3.1. Preparação das amostras... 5 3.2. Teste

Leia mais

ESTUDO TERMOGRAVIMÉTRICO DA POLIACRILONITRILA COM O PLASTIFICANTE GLICEROL

ESTUDO TERMOGRAVIMÉTRICO DA POLIACRILONITRILA COM O PLASTIFICANTE GLICEROL ESTUDO TERMOGRAVIMÉTRICO DA POLIACRILONITRILA COM O PLASTIFICANTE GLICEROL Carlos A. R. Brito Júnior 1*, Luiz C. Pardini 2, Nilton P. Alves 3, Robson R. Fleming 1 1 Instituto Tecnológico de Aeronáutica

Leia mais

SORTICANTER FLOTTWEG Tecnologia Inovadora de Centrífugas para Reciclagem de Plásticos

SORTICANTER FLOTTWEG Tecnologia Inovadora de Centrífugas para Reciclagem de Plásticos SORTICANTER Tecnologia Inovadora de Centrífugas para Reciclagem de Plásticos RESÍDUOS SE TORNAM RECURSOS Quando reciclamos embalagens leves, fibras e resíduos plásticos provenientes de produção industrial

Leia mais

Polímeros. No polímero supramolecular,

Polímeros. No polímero supramolecular, Polímeros 1) (FUVEST) Nos polímeros supramoleculares, as cadeias poliméricas são formadas por monômeros que se ligam, uns aos outros, apenas por ligações de hidrogênio e não por ligações covalentes como

Leia mais

Não se pode negar a importância dos plásticos em nosso cotidiano...

Não se pode negar a importância dos plásticos em nosso cotidiano... Não se pode negar a importância dos plásticos em nosso cotidiano... O plástico é responsável por grandes avanços, e traz uma serie de benefícios indiscutíveis na sociedade moderna. Uma indústria que gera

Leia mais

Reciclagem polímeros

Reciclagem polímeros Reciclagem polímeros Reciclagem Química A reciclagem química reprocessa plásticos transformando-os em petroquímicos básicos: monômeros ou misturas de hidrocarbonetos que servem como matéria-prima, em refinarias

Leia mais

Petroquímica Básica Instrutor André Costa

Petroquímica Básica Instrutor André Costa Petroquímica Básica Instrutor André Costa Como é explotado da jazida não possui valor agregado para o homem. É uma mistura complexa de compostos orgânicos e inorgânicos, em que predominam carbono e hidrogênio.

Leia mais

As diversas aplicações dos materiais termorrígidos: do barco e avião a componentes eletroeletrônicos

As diversas aplicações dos materiais termorrígidos: do barco e avião a componentes eletroeletrônicos Instituto de Macromoléculas: Excelência em Polímeros : do barco e avião a componentes eletroeletrônicos Laboratório de Misturas Poliméricas e Polímeros Condutores J112 Profª Bluma G Soares Shalimar Caplan,

Leia mais

2 Reforço Estrutural com Compósitos de Fibra de Carbono

2 Reforço Estrutural com Compósitos de Fibra de Carbono 2 Reforço Estrutural com Compósitos de Fibra de Carbono 2.1. Introdução Os materiais estruturais podem ser divididos em quatro grupos: metálicos, cerâmicos, poliméricos e compósitos (Gibson, 1993). Em

Leia mais

Dados Técnicos AgoAg Junho / 1998

Dados Técnicos AgoAg Junho / 1998 Fitas VHB Dupla-Face de Espuma Acrílica para Construção Civil Fita Dupla-Face de Espuma Acrílica Cinza - 4972 Dados Técnicos Julho/2011 AgoAg Junho / 1998 Substitui: Novembro/2005 Descrição do Adesivo

Leia mais

Uso racional de Água, Papel e Copo na Administração Pública

Uso racional de Água, Papel e Copo na Administração Pública Uso racional de Água, Papel e Copo na Administração Pública Ministério do Meio Ambiente Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental SAIC Departamento de Cidadania e Responsabilidade Ambiental

Leia mais

Guia de tendas sustentáveis

Guia de tendas sustentáveis Guia de tendas sustentáveis JUNHO 2014 1 2 3 4 5 6 Introdução... 4 Contextualização das tendas... 6 Composição da tenda... 8 3.1 Material estrutural... 8 3.1.1 Material estrutural convencional... 8 3.1.2

Leia mais

CONDUTORES ELÉTRICOS

CONDUTORES ELÉTRICOS CONDUTORES ELÉTRICOS R = ρ l S ( Ω) Produto metálico, geralmente de forma cilíndrica, utilizada para transportar energia elétrica ou transmitir sinais elétricos. ρ cobre = 1,72 10-8 Ωm ρ alum = 2,80 10-8

Leia mais

Compósitos. Os materiais compostos são formados apenas por duas fases: MATRIZ, que é contínua e envolve a outra fase, denominada FASE DISPERSA,

Compósitos. Os materiais compostos são formados apenas por duas fases: MATRIZ, que é contínua e envolve a outra fase, denominada FASE DISPERSA, Os materiais compostos são formados apenas por duas fases: MATRIZ, que é contínua e envolve a outra fase, denominada FASE DISPERSA, As propriedades são obtidas através da quantidade, da geometria da fase

Leia mais

IX Congresso Brasileiro de Análise Térmica e Calorimetria 09 a 12 de novembro de 2014 Serra Negra SP - Brasil

IX Congresso Brasileiro de Análise Térmica e Calorimetria 09 a 12 de novembro de 2014 Serra Negra SP - Brasil ESTUDO TERMOANALÍTICO DE COMPÓSITOS DE POLI(ETILENO-CO-ACETATO DE VINILA) COM BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR Carla R. de Araujo, Igor B. de O. Lima, Cheila G. Mothé Departamento de Processos Orgânicos - Escola

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E ENGENHARIA DE MATERIAIS - PGCEM INTRODUÇÃO CMA CIÊNCIA

Leia mais

10/8/2013. Para se alimentar, o ser humano abate animais, colhe frutos, sementes, etc, recursos naturais que podem ser repostos;

10/8/2013. Para se alimentar, o ser humano abate animais, colhe frutos, sementes, etc, recursos naturais que podem ser repostos; 6º Anos Prof. Leonardo F. Stahnke Consiste em assegurar uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das futuras gerações e ao mesmo tempo atender às necessidades das

Leia mais

Motivação. Soldagem de lanterna veicular pelo processo de vibração linear. Plásticos. Objetivo. Plásticos. Plásticos

Motivação. Soldagem de lanterna veicular pelo processo de vibração linear. Plásticos. Objetivo. Plásticos. Plásticos Motivação Soldagem de lanterna veicular pelo processo de vibração linear Por que autopeças? Por que plástico? Por que um processo de transformação de plástico? Por que solda por vibração linear? Alejandro

Leia mais

UNICAP Universidade Católica de Pernambuco

UNICAP Universidade Católica de Pernambuco Conceitos importantes UNICAP Universidade Católica de Pernambuco Prof. Angelo Just da Costa e Silva Materiais betuminosos Impermeabilização Betume: aglomerante orgânico obtido por processo industrial (resíduo

Leia mais

Guia Didático do Professor

Guia Didático do Professor Guia Didático do Professor Animação Plásticos Substâncias Químicas Química 1ª Série Ensino Médio CONTEÚDOS DIGITAIS MULTIMÍDIA Conteúdos Digitais Multimídia Guia Didático do Professor Coordenação Didático-Pedagógica

Leia mais

Especificação dos materiais e produtos de limpeza

Especificação dos materiais e produtos de limpeza Item Especificação dos materiais e produtos de limpeza Apres. Qtd/ mensal 03 06 07 ÁGUA SANITÁRIA, uso doméstico, a base de hipoclorito de sódio. Embalagem plástica de litro, com dados de identificação

Leia mais

CAMEX - Câmara de Comércio Exterior

CAMEX - Câmara de Comércio Exterior CAMEX - Legislação- Resolução /13 Page 1 of 9 26/02/13 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior CAMEX - Câmara de Comércio Exterior RETIFICAÇÃO (Publicada no D.O.U. de 22/02/13) Na

Leia mais

POLÍMEROS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

POLÍMEROS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Macromoléculas Professora Eloísa Mano Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Polímeros POLÍMEROS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Sibele Cestari Daniela

Leia mais

CONCEITOS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho

CONCEITOS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho CONCEITOS Materiais e Processos de Produção ESTRUTURA DA MATÉRIA ÁTOMOS PRÓTONS NÊUTRONS ELÉTRONS MOLÉCULAS ESTADOS DA MATÉRIA TIPO DE LIGAÇÃO ESTRUTURA (ARRANJO) IÔNICA COVALENTE METÁLICA CRISTALINO AMORFO

Leia mais

Relação de Materiais de Consumo Estimativo Mensal

Relação de Materiais de Consumo Estimativo Mensal AEROPORTO DE JACAREPAGUÁ ROBERTO MARINHO SBJR Relação de Materiais de Consumo Estimativo Mensal Anexo I Junho/12 Relação de Materiais de Consumo Estimativo Mensal Item Unid. Material Iniciar Reposição

Leia mais

Aula 24: IMPERMEABILIZAÇÃO SISTEMAS E EXECUÇÃO

Aula 24: IMPERMEABILIZAÇÃO SISTEMAS E EXECUÇÃO PCC-2436 ecnologia da Construção de Edifícios II Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia de Construção Civil PCC-2436 ecnologia da Construção de Edifícios II SISEMAS

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 1D

CADERNO DE EXERCÍCIOS 1D CADERNO DE EXERCÍCIOS 1D Ensino Fundamental Ciências da Natureza II Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 01 Propriedades e aplicação dos materiais H55/H56 02 Propriedades específicas, físicas

Leia mais

TRANSIÇÃO VÍTREA: UMA IMPORTANTE PROPRIEDADE PARA CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS

TRANSIÇÃO VÍTREA: UMA IMPORTANTE PROPRIEDADE PARA CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS TRANSIÇÃO VÍTREA: UMA IMPORTANTE PROPRIEDADE PARA CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS 1- Introdução A transição vítrea (Tg) é um importante efeito térmico que pode ser utilizado para a caracterização de plásticos

Leia mais

MATERIAIS POLIMÉRICOS

MATERIAIS POLIMÉRICOS MÓDULO 1 - CONCEITOS E DEFINIÇÕES Adriano R. Kantoviscki Gerente de Engenharia de Produto Renault do Brasil S.A. 0.0 Conhecimentos Básicos de Química Geral + Química Orgânica Átomos Ligações Químicas Ligações

Leia mais

Asfalto. Informações Técnicas

Asfalto. Informações Técnicas Informações Técnicas A Assistência Técnica Petrobras tem por objetivo prestar suporte técnico aos clientes, com foco na adequação ao uso e corretos manuseio, condicionamento e armazenagem dos produtos

Leia mais

BT 0011 BOLETIM TÉCNICO RESINA PC 26_ENDURECEDOR G 226_ CARGA EF 35/P

BT 0011 BOLETIM TÉCNICO RESINA PC 26_ENDURECEDOR G 226_ CARGA EF 35/P BT 0011 BOLETIM TÉCNICO RESINA PC 26_ENDURECEDOR G 226_ CARGA EF 35/P Elaborador: Verificadores: Aprovador: Resina PC 26_Endurecedor G 226_Carga EF 35/P Resina

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Conservação e Restauração

Leia mais

MATERIAIS COMPÓSITOS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho

MATERIAIS COMPÓSITOS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho MATERIAIS COMPÓSITOS Histórico Adobes reforçados com palha Egito 5000 anos. Concreto reforçado com barras de metal século XIX. Fibras de vidro 1970 Conceito São materiais formados por dois ou mais constituintes

Leia mais

Sólidos, líquidos e gases

Sólidos, líquidos e gases Mudanças de fase Sólidos, líquidos e gases Estado sólido Neste estado, os átomos da substâncias se encontram muito próximos uns dos outros e ligados por forças eletromagnéticas relativamente grandes. Eles

Leia mais

EXTRUSÃO ENERGIZED BY

EXTRUSÃO ENERGIZED BY EXTRUSÃO ENERGIZED BY Dados de referência: Grades de Filme e Extrusão TIPOS DE DURETHAN E POCAN PARA O PROCESSO DE EXTRUSÃO Plásticos com um potencial crescente Indústrias e áreas de aplicação Os polímeros

Leia mais

POLÍMEROS TERMOPLÁSTICOS E TERMORRÍGIDOS

POLÍMEROS TERMOPLÁSTICOS E TERMORRÍGIDOS 1. O que são POLÍMEROS? Como estes materiais se distinguem de outros (metais e cerâmicas) em termos de propriedades, ligações químicas, estrutura, processamento e comportamento? Os materiais poliméricos

Leia mais

Sistemas da edificação Aplicação na prática

Sistemas da edificação Aplicação na prática 1 Vantagens Alta produtividade com equipes otimizadas; Redução de desperdícios e obra limpa; Facilidade de gerenciamento e padronização da obra; Elevada durabilidade; Facilidade de limpeza e conservação;

Leia mais