República de Moçambique Ministério dos Transportes e Comunicações

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "República de Moçambique Ministério dos Transportes e Comunicações"

Transcrição

1 República de Moçambique Ministério dos Transportes e Comunicações PLANO ESTRATÉGICO DO DESENVOLVIMENTO DA METEOROLOGIA

2 Prefácio O Plano Estratégico do Desenvolvimento da Meteorologia com uma visão projectada para 2020 é um instrumento de planificação a médio e longo prazo, que pretende dar respostas a nível local aos desafios impostos pela variabilidade e mudança climática, contribuir para o desenvolvimento sustentável e alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A visão do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) é de ser um instituto de prestação de serviços e de investigação capaz de fornecer serviços de ponta sobre o clima e o tempo para o público e diferentes sectores económicos para ajudar na tomada de decisão para a sua segurança, bem-estar socioeconómico e contribuir para o alcance de um desenvolvimento económico sustentável do país. Moçambique está listado entre os 10 países no mundo mais vulneráveis aos efeitos da variabilidade e mudança climática daí que o investimento no sector de meteorologia é também um investimento para a redução dos índices de vulnerabilidade e para o desenvolvimento económico e social do país. O Plano Estratégico está organizado em 4 pilares que indicam uma aposta no desenvolvimento de serviços de tempo e clima, para o reforço dos sistemas de aviso prévio, para o sector dos transportes e para o público no geral, apostam também na pesquisa para o desenvolvimento e melhoria dos serviços e na necessidade de melhorar o conhecimento das necessidades dos utilizadores em termos de informação meteorológica e climática. O INAM está confiante que a visão do sector de meteorologia será conseguida com a implementação das acções propostas para cada um dos quatro pilares que compõem a estratégia, tornando assim o país mais resiliente aos eventos extremos de tempo e clima. O Director Nacional Moisés Vicente Benessene 1

3 Índice Prefácio O Papel dos Serviços Nacionais de Meteorologia e Hidrologia Desenvolvimento Técnico de SNHM Avançados Contribuições dos serviços meteorológicos à sociedade Moçambicana Salvamento de vidas e propriedade Segurança Alimentar Gestão de Água Sector de Saúde Transporte Floresta Construção e mineração Comunicação Sector de Energia Turismo Protecção Ambiental Público Mídia Mudanças Climáticas Relação do Custo e Benefício Estado actual do INAM Missão e visão Pilares da Estratégia para melhorar os serviços do INAM Plano de Acção de Desenvolvimento Previsão de tempo Visão Marco Plano de implementação da estratégia até Monitoria do tempo e clima Visão Marco Plano de implementação da estratégia até Gestão de dados Visão Marco Plano de implementação da estratégia até Tecnologias de informação e processamento de dados Visão Marco Plano para a implementação da estratégia até Pesquisa aplicada e comercial Visão Plano de implementação da estratégia até Sistema de Gestão de Qualidade Visão

4 8.6.2 Marco Plano de implementação da estratégia até Capacitação dos Recursos Humanos Visão Plano de implementação da estratégia até Organização Visão Plano de implementação da estratégia até Resumo Sustentabilidade Financeira Referências

5 Abreviaturas BM DNA DWD ECMWF EM-DAT EMA EUMETNET FMI SGO GPRS GRC GTS ICAO INAM ISO MPNT MTN NTN NAPA NOAA ODM OMM ONG PARPA P&D PNT PIB RTN SADC SAWS SAP SGQ SIG SMS SNM SNMH SOMA TIC UKMet Office UN UNISDR WiMax WIGOS Banco Mundial Direcção Nacional de Águas Serviços meteorológicos nacionais da Alemanha Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo Dados de Emergência Estação Meteorológica Automática Rede de Serviços Meteorológicos Europeus Nacionais Instituto Meteorológico da Finlândia Sistema Global de Observação Serviços de Rádio de Pacote Geral Gestão de Riscos de Calamidades Sistema Mundial de Telecomunicações Organização Internacional da Aviação Civil Instituto Nacional de Meteorologia Organização Internacional de Padronização Modelo de Previsão Numérica do Tempo Rede Principal de Telecomunicações Rede Nacional de Telecomunicações Programa Nacional de Acção para de Adaptação Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Objetivos de Desenvolvimento do Milénio Organização Meteorológica Mundial Organização Não-Governamental Estratégia de Redução da Pobreza em Moçambique Pesquisa e Desenvolvimento Previsão Numérica do Tempo Produto Interno Bruto Rede de Regional Telecomunicações Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral Serviços Meteorológicos da África do Sul Sistema de Aviso Prévio Sistema de Gestão da Qualidade Sistema de Informação Geofísico Serviços de Mensagens Curtas Serviços Nacionais Meteorológicos Serviços Nacionais Meteorológicos e Hidrológicos Sistema de Observação Meteorológica Automatico Tecnologias de Informação e Comunicação Serviço Nacional de Meteorologia do Reino Unido Nações Unidas Estratégia Internacional para Redução de Desastres das Nações Unidas Interoperabilidade Mundial para Acesso a Microondas Sistema Integrado de Observação Global 4

6 Sumário Executivo A informação sobre o tempo, clima e água contribui para a segurança e o bem-estar público, e tem o potencial de proporcionar muitos benefícios sociais e económicos para a sociedade. O desenvolvimento económico de Moçambique, e o alcance das metas nacionais para o Desenvolvimento do Milénio, é sensível ao clima, variabilidade climática, eventos climáticos extremos e mudanças climáticas. Moçambique é muito vulnerável a desastres naturais, tais como, seca, inundações, e ciclones tropicais, e a frequência de desastres hidrometeorológicos têm estado a aumentar nas últimas décadas. Para alcançar os objectivos colocados para o desenvolvimento económico do país, é necessário continuar a reduzir a vulnerabilidade económica e social aos desastres naturais, e efeitos adversos da variabilidade e mudança climática. O futuro de qualquer SNMH reside na sua capacidade de desenvolver e fornecer produtos e serviços hidro-meteorológicos para apoiar e promover o desenvolvimento sustentável nacional e regional, protecção do ambiente e adaptação às alterações climáticas. Actualmente, o INAM não tem a capacidade de monitorar adequadamente o tempo e o clima, e de produzir uma previsão do tempo e outra informação meteorológica relevante com alta qualidade, resolução a fim de ajudar na planificação e tomada de decisão baseada em ciência em diferentes sectores de modo a promover o desenvolvimento sustentável de Moçambique ao nível esperado de um Serviço Nacional de Meteorologia (SNM) moderno. Para o INAM atingir um nível no qual poderia promover o desenvolvimento económico do país e também contribuir para a segurança e bem estar do público, é preciso fortalecer o sistema integrado de ponta a ponta, a partir das observações aos produtos, a fim de promover os quatro pilares básicos do desenvolvimento do INAM: 1) Serviços meteorológicos melhorados, em particular, o Sistema de Aviso Prévio, aviação, marinha e público; 2) Serviços do clima e pesquisa aplicada melhorados; 3) Infra-estrutura (dados e serviços de informação) para o tempo e clima melhorada; 4) Melhor conhecimento das necessidades dos utilizadores e marketing. Um dos maiores desafios do INAM é produzir e divulgar atempadamente as previsões meteorológicas com qualidade e numa linguagem compreensível e simples para toda a sociedade moçambicana até ao nível da base. Uma parte dos utilizadores será alcançada através dos canais de mídia como rádio, TV, Internet, telefonia móvel (SMS), etc. É fundamental a produção de produtos personalizados com um formato interessante e claro para diferentes tipos de canais de comunicação. Nas zonas agrícolas em particular, Rádio e TV Comunitários e de ONGs, projecto RANET e as autoridades locais serão os canais utilizados para a divulgação da informação meteorológica. 5

7 Este Plano Estratégico apresenta o estágio onde o INAM gostaria de estar em 2020 e prioridades de acção necessárias para melhorar significativamente a sua capacidade até o final de A estimativa do investimento necessário até 2016 é de cerca de USD $ 11.4 milhões, a fim de garantir os serviços técnicos adequados para que o INAM possa fornecer produtos e serviços que são significativamente melhores em comparação com a situação actual. Além disso o orçamento anual precisa de ser aumentado em cerca de USD $ 2 milhões, a fim de cobrir os custos operacionais causados pelo pessoal adicional, principalmente especialistas (cerca de USD $ 450,000) e outros custos operacionais necessários para assegurar uma exploração adequada dos investimentos e desenvolvimento sustentável. O processo de elaboração deste plano estratégico de desenvolvimento incluiu missões de averiguação para avaliar o estado actual do INAM e as necessidades dos actuais e potenciais clientes pelo consultor em estreita cooperação com o pessoal do INAM, consultas com utilizadores, parceiros de governo e internacionais, contribuições dos serviços de Meteorologia da Africa do Sul e da Organização Mundial da Meteorologia. O plano de desenvolvimento do INAM baseia-se nas necessidades identificadas dos utilizadores e as necessidades para o desenvolvimento dos serviços bem como sobre as lições aprendidas das tarefas, actividades, serviços e capacidades de SNMH em outros países. Para a implementação deste plano de desenvolvimento, é necessário que o governo esteja fortemente empenhado para o efeito, e que veja o desenvolvimento sustentável e fortalecimento do INAM não como uma despesa mas sim como um investimento. Através dos serviços e capacidade melhorada de produzir novos serviços comerciais será possível aumentar a receita comercial que mais uma vez promove a sustentabilidade e desenvolvimento do INAM. 6

8 Plano Estratégico do Instituto Nacional de Meteorologia INAM Visão 2020 O INAM é um instituto de prestação de serviços e de investigação capaz de fornecer serviços de ponta sobre o clima e o tempo para o público e diferentes sectores económicos para ajudar na tomada de decisão para a sua segurança, bem-estar socioeconómico e contribuir para o alcance de um desenvolvimento económico sustentável do país. Missão Fornecer informações meteorológicas necessárias para garantir o desenvolvimento sustentável da economia nacional e para mitigar os impactos negativos relacionados com o clima sobre o bem-estar humano e ambiente natural, e cumprir com as responsabilidades nacionais e internacionais na partilha de dados. Valores - Uma abordagem orientada para o cliente, altamente profissional e científica - Qualidade das observações e produtos - Atitude certa Pillars Objectivos Pillar 1. Serviços meteorológicos melhorados, em particular, o Sistema de Aviso Prévio, aviação, marinha e público Desenvolvimento de capacidades orientadas no sentido de uso operacional dos modelos actualmente instalados no INAM ou, alternativamente exploração dos produtos de modelos numéricos de previsão de tempo de outros centros, em formato digital Desenvolvimento de capacidades dos centros regionais e nacional para a previsão do tempo a nível da mesoscala e detecção de tempestades severas Melhoria das previsões produzidas por modelos númericos, e produção da previsão específica local de muito curto prazo(nowcasting- previsões de até 6 horas), que beneficiará os Sistemas de Aviso Prévio e muitos sectores económicos, especialmente de transporte aéreo, maritímo, e o público em geral Produção automatizada de informação de tempo em formato adequado para diferentes utilizadores Pillar 2. Serviços do clima e pesquisa aplicada melhorados Estabelecimento de Base de Dados Integradas, política de recuperação dos dados históricos, técnicas de preenchimento de falhas, controlo e qualidade dos dados Estabelecimento do Centro de Conhecimento e Pesquisa Aplicada sobre o Clima para o desenvolvimento de novos produtos a serem utilizados operacionalmente no INAM Pillar 3. Infra-estrutura (dados e serviços de informação) para o tempo e clima melhorada Recuperação e modernização da rede nacional de observações meteorológicas Recuperação e modernização do sector de manuntenção e calibração de instrumentos meteorológicos Fortalecimento dos sistemas de comunicação e do sistema de gestão de dados Pillar 4. Melhor conhecimento das necessidades dos utilizadores e marketing Desenvolvimento das capacidades do sector de Marketing Melhoria da interação com os utilizadores da informação meteorológica e climática Melhoria dos formatos de apresentação da informação aos utilizadores 7

9 1 O Papel dos Serviços Nacionais de Meteorologia e Hidrologia A maioria das actividades de desenvolvimento social e económico é influenciada pela eficiência dos sistemas de processamento de dados e previsão do tempo e clima. Diferentes sectores requerem uma ampla gama de produtos e serviços, informações meteorológicas, hidrológicas e climáticas em diferentes escalas temporais e espaciais, e com diferentes conteúdos de informação. Os países estabeleceram os Serviços Nacionais de Meteorologia (SNM) e Serviços Nacionais de Hidrololigia (SNH) ou combinação de Serviços Nacionais de Hidrologia e de Meteorologia (SNMH). As funções básicas dos SNM são a monitoria do tempo e do clima e provisão de previsões meteorológicas, avisos e outras informações para o bem-estar público e para a protecção de vidas e bens. Ao fornecer informações altamente científicas sobre o tempo e clima e serviços para as autoridades, negócios e o público no geral, os SNM ajudam a garantir o desenvolvimento sustentável das sociedades. Eles são fundamentais para as agências de Gestão de Riscos de Calamidades (GRC) e outros intervenientes de Sistemas de Aviso Prévio (SAP) no que diz respeito à prevenção de desastres e prontidão, mitigação dos seus impactos, resposta de emergência, recuperação e reconstrução. Os SNMH avançados têm obrigações oficiais (sem ser entidades públicas) financiados pelo governo (através de um ou mais ministérios) e serviços comerciais que sem princípio devem ser financiados pelos clientes. A receita com os serviços comerciais é parte do orçamento anual dos SNMH sob gestão dos mesmos. Muitos dos produtos de tecnologia de ponta são desenvolvidos em cooperação ou em parceria com o sector privado. Em muitos países os SNMH são o principal fornecedor dos serviços (Comerciais) meteorológicos ao sector de aviação. Em alguns países, entidades estatais ou privadas prestam estes serviços. A situação pode mudar de forma significativa uma vez que a prestação dos serviços ao sector da aviação será aberta a competição. A qualidade da previsão do tempo global e regional e as análises de risco depende fortemente da qualidade e densidade espacial e representatividade da rede de observação. As redes Meteorológicas e hidrológicas de observação são estabelecidas não apenas para as necessidades nacionais, mas também para ser uma parte do Sistema Global de Observação (SGO) da OMM composto de medições padrão realizadas em horas constantes utilizando estações de observação em terra, observações de altitude, medições oceanográficas e observações por satélite. O intercâmbio internacional de dados é fundamental para a monitoria e previsão meteorológica global, regional e nacional. Os dados históricos que compreendem séries de períodos longos de medições precisas e representativas são essenciais para os estudos climatológicos utilizados na planificação e tomada de decisão em diferentes sectores. Os SNMH geralmente têm a responsabilidade de operacionalização de redes nacionais de observação e intercâmbio internacional de dados. A planificação das actividades e prestação de serviços dos SNMH tem sido cada vez mais orientados para o cliente, o número de clientes que pagam pelos serviços aumentou para muitos novos sectores económicos, consequentemente os serviços comerciais e P&D passarm a ser parte significativa do orçamento anual dos SNMH. Os investimentos nas redes 8

10 de observação e sistemas de produção podem ser feitos em cooperação com o sector privado. Em princípio, os SNMH não fornecem serviços de meteorologia a outros países, embora isso possa ser facilmente feito com a tecnologia moderna. Contudo, a liberalização do mercado, crescente demanda para produzir melhores mais detalhados produtos com utilização de tecnologia de ponta e muito cara assim como pessoal mais caro ligado às necessidades de eficiência e melhores rendimentos, pode mudar a situação no futuro. Empresas privadas também fornecem previsões meteorológicas a nível nacional ou mesmo global via Internet ou através de contratos de serviços directamente aos clientes. Normalmente as previsões produzidas pelo sector privado são adaptadas às necessidades dos clientes e são apresentados de forma muito amigável com um formato agradável usando tecnologia de ponta, colocando assim grandes desafios para os SNMH. 2 Desenvolvimento Técnico de SNHM Avançados Os sectores de meteorologia e hidrologia conheceram um rápido desenvolvimento técnico e a qualidade dos serviços disponíveis subiu bastante durante as últimas décadas. O normal actualmente é ter sistemas de processos integrados com alta tecnologia de ponta a ponta começando com observações e terminando com os produtos gerados automaticamente. Com estes desenvolvimentos, os custos de funcionamento dos SNMH usando tecnologias de ponta tornou-se cada vez mais elevado. Os modelos de previsão numérica de tempo (PNT) de larga escala (globais) e de alta resolução espacial, que exigem enormes recursos de computação, são corridos nos grandes centros internacionais como Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (ECMWF) e por alguns SNMH muito grandes. Por exemplo, o ECMWF produz actualmente previsões globais para vários dias a uma resolução de 7,5km, que há alguns anos atrás era uma resolução muito alta para alguns SNMH médios e mesmo avançados, para o nível nacional. Actualmente a maioria dos SNMH pequenos, médios e mesmo alguns avançados, baixam os produtos do modelo PNT global ou regional via internet para ser usado directamente nas previsões locais ou para seus modelos PNTde escala local. A fim de responder a crescente demanda para previsões mais precisas, os SNMH avançados vão para a meso-escala (resolução espacial de 1-3 km) de modelos PNT. Os SNMH mais avançados com dados de observação on-line de diferentes fontes usam assimilação de dados nos seus modelos PNT. Além disso, os diferentes tipos de modelos como dispersão de poluentes de ar ou água e modelos de ondas oceanográficas estão ligados aos modelos de previsão do tempo. Tudo isto, aumenta a demanda sobre as soluções científicas nos modelos, capacidade de computação e gestão de dados. Hoje em dia, o desenvolvimento do modelo de PNT é feito principalmente por consórcios de SNMH como HIRLAM ou AROME na Europa. Alguns SNMH grandes como NOAA nos EUA, DWD na Alemanha e Serviços Meteorológicos de Reino Unido, têm seus próprios modelos em diferentes escalas e resoluções espaciais e verticais. As previsões meteorológicas e avisos dependem de dados meteorológicos observados. Para atender aos requisitos de dados, os SNMH estabelecem, mantêm e operam as redes 9

11 meteorológicas nacionais de observação que fazem parte do Sistema de Observação Global. As redes de observação nacionais consistem em observações e medições feitas na superfície da terra e no mar, observações aerológicas e medições oceanográficas. Os SNMH avançados partilham muitos dados em tempo útil através do Sistema Global de Telecomunicações da OMM. As observações de superfície são feitas cada vez mais por sistemas automáticos. A arquitectura de estações meteorológicas automáticas varia de sistemas muito simples, com poucas medições (temperatura, humidade, pressão e vento) a sistemas de grande porte compreendendo também medições de precipitação, altura das nuvens, visibilidade, radiação solar, sensores de tempo presente, medições de vento em várias altitudes e sensores subterrâneos. Os sistemas de observação automatizados proporcionam a possibilidade de fazer as observações muito mais frequentes, de enviar dados em tempo real on-line e de aumentar a densidade das redes de observação. As imagens de satélites, radares e de detectores de relâmpagos sobre sistemas de tempo severo, tornaram-se uma parte essencial de avisos sobre trovoadas, tempestades e ciclones. Na Europa Ocidental, dados de redes de radar e de sistemas de detecção de relâmpagos são partilhados entre países o que permite produzir produtos compostos que abarcam grandes áreas e, assim, aumentando o valor das redes e observação. Sistemas automatizados de análise e produção são utilizados para produzir previsões de tempo mais específicas para determinado local directamente a partir dos resultados do modelo PNT em formatos gráficos adaptados às necessidades de cada cliente. Sistema de Informação Geofísica (SIG) tornou -se uma ferramenta muito importante e generalizada com uma variedade de funções em diversas áreas de actuação científica e hoje em dia muitos clientes querem os produtos em formato SIG. O SIG é amplamente e de forma eficaz utilizado por SNMH nas suas actividades meteorológicas e climáticas. A disseminação da informação é essencial para a visibilidade e a marca dos SNMH. A Internet tornou-se um canal de comunicação muito importante e, os SNMH avançados têm um número extremamente elevado de visitantes diários. Através da Internet existem previsões meteorológicas bem desenhadas, com um bom visual e de forma detalhada para praticamente qualquer lugar ou sítio no país. As páginas que compreendem as imagens compostas de tempo real a partir de radares meteorológicos, sistemas de detecção de relâmpagos, imagens de satélite, dados de 24 horas das estações meteorológicas e avisos são muito visitados pelas autoridades governamentais, agricultores, indústria e o público. Através de páginas da Internet também outras informações bem editadas sobre o tempo e o clima são divulgadas. O papel das comunicações para os SNMH é de facilitar o fluxo de dados e de produtos processados para atender ao Programa Global de Observação Meteorológica da OMM de forma rápida, fiável e de baixo custo. Para atender a esses requisitos, a OMM tem um Sistema Global de Telecomunicações (GTS), que inclui a Rede Principal de Telecomunicações (MTN), a Rede Regional de Telecomunicações (RTN) e cada Estado membro criou uma Rede Nacional de Telecomunicações (NTN). Os SNMH avançados têm uma boa comunicação de dados e sistemas de partilha. Para recolher dados das estações 10

12 automáticas, o Pacote Geral de Serviços de Rádio ( GPRS) é cada vez mais usado, o que reduz significativamente os custos de recolha de dados. Aumentar a quantidade de dados, e a necessidade de garantir as operações 24/7, coloca uma enorme pressão sobre os sistemas de comunicação e pessoal de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC). Os SNMH avançados têm investido de forma significativa para assegurar um número adequado de pessoal qualificado de TIC. Hoje em dia, nos SNMH avançados, muitas das suas actividades têm reconhecimento, têm a certificação ISO, e são marcas conhecidas nos seus países. 3 Contribuições dos serviços meteorológicos à sociedade Moçambicana Dados climáticos longos e análises climatológicas são críticos para todos os sectores dependentes das condições meteorológicas, a fim de avaliar potenciais vulnerabilidades e riscos. As actividades económicas bem como o público, beneficiam significativamente quando incorporam correctamente boas informações do tempo e clima na sua planificação e tomada de decisão. 3.1 Salvamento de vidas e propriedade Devido à sua localização geográfica, Moçambique é altamente propenso a diferentes tipos de riscos naturais de origem meteorológica e climática, tais como secas, cheias, inundações repentinas, inundações costeiras, elevação temporária das águas costeiras devido a tempestades (storm surges), relâmpagos, tempestades, chuvas fortes, deslizamentos de terra, nevoeiro denso e queimadas descontroladas. Os ciclones tropicais, cheias e secas apresentam as maiores ameaças à vida e à propriedade resultando em desastres naturais que causam perdas de vidas humanas, estruturais e financeiros. Estima-se que mais de 25 por cento da população Moçambicana enfrenta um alto risco de mortalidade devido aos perigos naturais, e é classificado como o segundo país geograficamente mais exposto a desastres naturais em África. Os desastres resultam em prejuízos sociais, económicos e ambientais. O impacto social dos desastres inclui a perda de meios de subsistência, bens (por exemplo, casas e animais), infraestruturas e sistemas de comunicação, e resulta em interrupção de programas de desenvolvimento. O número de pessoas afectadas depende, em larga medida, do nível de vulnerabilidade da população em causa. No geral, os desastres tendem a atingir mais os mais pobres na sociedade. Este grupo tem pouca ou nenhuma resiliência física e financeira e, portanto, tem de batalhar para reconstruir as suas vidas, meios de vida e bens depois de uma catástrofe. 11

13 Durante os últimos 30 anos, o país sofreu pelo menos 50 1 incidentes de desastres naturais causados por fenómenos meteorológicos. No início dos anos 80 a seca causou a morte de milhares de pessoas. Em , 1,2 milhão de pessoas tiveram que contar com a ajuda alimentar para sobreviver. Em 1994, o ciclone tropical Nádia afectou cerca de 900 pessoas e destruiu bens e campos agrícolas. Grandes cheias assolaram Moçambique no início de 2000, particularmente ao longo dos vales do Limpopo, Save e Zambeze. Cerca de pessoas foram deslocadas e 5 milhões foram afectados. 689 pessoas perderam vidas. 10 por cento da terra cultivada foi destruída, enquanto que 90 por cento da estrutura de irrigação nas áreas afectadas foi danificada. O Banco Mundial estimou em perdas directas US$273 milhões, enquanto a produção perdida foi de US$ 247 milhões, e um declínio no crescimento económico de 10 por cento do ano anterior para 1,5 por cento. As inundações estão ligadas não só às chuvas fortes em Moçambique, mas também ao escoamento das águas a montante nos países vizinhos. No início de 2007, as inundações no centro de Moçambique deixaram pessoas desabrigadas, enquanto o ciclone Favio deslocou mais de pessoas. No entanto, durante estes desastres, a perdas de vidas foi evitada, graças aos radares meteorológicos que estavam operacionais, ao sistema de recepção de imagens de satélite e ao sistema de aviso prévio do INAM em colaboração com o SAWS. O Índice de Perdas Económicas por Disastres Naturais de Maplecroft, coloca o Haiti e Moçambique como os países mais expostos do mundo a perdas económicas devido a disastres naturais no período O Índice mede o impacto económico global em termos de risco para as propriedades e infraestruturas a disastres como tremores de terra, cheias, secas, deslisamentos de terra, epidemias, tsunamis e calor e frio extremos. Mais de 60 por cento da população Moçambicana vive em áreas costeiras, que são altamente vulneráveis à inundação de água do mar ao longo de sua costa de quilómetros. Storm surges representam uma enorme ameaça para as infra-estruturas costeiras, uma vez que pode temporariamente elevar o nível do mar em até 5m. De acordo com as estatísticas de EM-DAT, o número de desastres naturais provocados por secas, inundações, tempestades e ciclones tropicais aumentou significativamente na última década quando se comparam os últimos 30 anos. E de acordo com os cenários das mudanças climáticas, espera-se que a frequência e a intensidade desses fenómenos continuará a aumentar. O Governo de Moçambique reconhece os riscos de desastres naturais como um importante factor que pode retardar o desenvolvimento do país por isso estes riscos foram incluídos como um dos temas transversais na estratégia de redução da pobreza do país (PARPA II). O sistema de Gestão de Desastres foi significativamente melhorado em 2000 com resultados muito positivos. O INAM tem um papel importante nos sistemas de aviso prévio. Os benefícios significativos de informações de satélites e radares meteorológicos, previsões meteorológicas e cooperação regional entre os SNMH no sistema de aviso prévio e Gestão de Risco de Desastres ficaram demonstrados na década passada. 1 De acordo com o critério da EM-DAT para um desastre a ser incluído na base de dados, deve verficar-se pelo menos uma das condições seguintes: 10 ou mais pessoas são reportadas mortas; 100 são reportados como afectadas; solicitação de ajuda internacional; declaração de estado de emergência 12

14 A missão fundamental do INAM é de contribuir para a protecção de vidas e meios de vida das pessoas, fornecendo aviso prévio contra riscos hidro-meteorológicos e outros relacionados para reduzir os riscos. Espera-se que o INAM preste um apoio crucial às agências de Gestão de Riscos de Desastres e outros intervenientes do Sistema de Aviso Prévio no que diz respeito à prevenção de desastres e prontidão, mitigação dos impactos de desastres, resposta a emergências, recuperação e reconstrução. O papel do INAM inclui; a observação sistemática e monitoria de parâmetros meteorológicos, provisão de dados históricos e em tempo real com qualidade garantida, análises de risco e seu mapeamento, bem como previsão de riscos meteorológicos e climáticos e as mudanças dos seus padrões. Através do fornecimento de dados e análises fiáveis, previsões do tempo precisas e atempadas e previsões sazonais, os riscos de desastres naturais podem ser impedidos de se tornarem desastres. No entanto, actualmente a rede de observação do INAM, sistemas de gestão de comunicação de dados, sistemas de partilha de dados e previsão não estão num nível operacional que possa assegurar um apoio satisfatório à Gestão de Riscos de Desastres, Prontidão e Aviso Prévio. 3.2 Segurança Alimentar Em Moçambique, a agricultura é a base da economia e o país tem um grande potencial de crescimento no sector. A agricultura emprega mais de 80 por cento da força laboral e proporciona meios de vida para a maioria dos mais de 23 milhões de habitantes. Agricultura contribuiu em 31,5 por cento ao PIB em A agricultura é um sector altamente dependente das condições meteorológicas. A insegurança alimentar é principalmente causada pela irregularidade da chuva, isto porque apenas 1% da terra arrável é irrigada. Previsões de tempo de longo termo, previsões sazonais, informações sobre precipitação e previsões de tempo precisas e específicas ao local são necessárias para a preparação para resposta contra secas, planificação, escolha das culturas, escolha do tempo de sementeira e colheita, optimização da irrigação, adubação, protecção de plantas contra doenças, estimativa da produção, monitoria do desenvolvimento da cultura e programação do trabalho de campo, gestão de animais, etc. A falta de informações adequadas sobre o tempo e clima ou seu uso incorrecto, a nível governamental, institucional e a nível da base por parte dos agricultores leva a perdas na produção. Mesmo sem informação disponível das perdas devido ao tempo e clima é claro que o sector agrícola beneficiaria significativamente de melhores serviços de tempo e clima. Os pequenos agricultores ocupam cerca de 97% da terra cultivada, o que torna um grande desafio a divulgação de informações meteorológicas para este grupo. Por outro lado, melhor informação do tempo e clima aumenta a produção. Até agora, não há nenhum estudo disponível sobre os prejuízos directos e indirectos causados por condições meteorológicas ou benefícios de uma melhor informação meteorológica e climática para o sector agrícola em Moçambique. 13

15 3.3 Gestão de Água Moçambique possui 104 bacias hidrográficas identificadas que escoam do planalto central Africano para o Oceano Índico. A maioria dos rios têm um fluxo torrencial altamente sazonal, com fluxos altos durante 3-4 meses e baixos fluxos para o restante do ano, correspondendo a duas estações distintas, chuvosa e seca. Moçambique partilha nove bacias hidrográficas com outros países. A precipitação anual para todo o país é de cerca de 1,322 mm, variando significativamente entre as diferentes partes do país. A estação chuvosa vai de Outubro a Abril. O principal utilizador da água é o sector da agricultura, no entanto a água é também extremamente importante para o sector energético em Moçambique, porque a produção de energia depende quase inteiramente dos recursos hídricos. Moçambique é afectado por inundações por vezes devastadoras. De acordo com os estudos feitos pelo Conselho Nacional de Aviso Hidrológico (EUA) em 2006, a redução percentual máxima prática nos danos causados pela inundação depende fortemente do espaço de tempo do aviso, o ponto de saturação (cerca de 35%), sendo de 48 horas de aviso antes do acontecimento 3.4 Sector de Saúde Existe uma ligação estreita entre a saúde humana com o tempo e clima. De todos os riscos relacionados com o clima nos países em desenvolvimento tropicais e subtropicais, a malária é de longe a doença mais prejudicial. Moçambique é um país com alta incidência de malária com 4 milhões de casos suspeitos notificados em cada ano. A malária é responsável por mais de 40% das mortes em crianças menores de cinco anos e cerca de 20% de todas as mortes maternas. Os surtos de cólera e diarreia estão relacionados com as inundações. A incidência da doença é afectada por períodos de seca ou chuvas fortes. Os modelos de previsão climática permitem os cientistas prever quando e onde os surtos de malária são prováveis de ocorrer. Melhores antevisões e previsões de tempo podem ajudar a produzir avisos prévios para malária e outras doenças relacionadas com o tempo, e assim apoiar as autoridades governamentais a prepararem-se para enfrentar estes riscos. 3.5 Transporte As redes de transporte são de grande importância para a economia. Os provedores de transporte na indústria da aviação, marítima, ferroviária e rodoviária precisam de dados climáticos e informações sobre o tempo específico a nível local, a fim de minimizar os riscos e planificar melhor as operações. 14

16 Aviação O sector de aviação e a sua segurança é extremamente sensível às condições meteorológicas. Os serviços requeridos pelo sector da aviação civil estão especificados no manual "Serviços Meteorológicos para Navegação Aérea Internacional" da ICAO. As especificações são obrigatórias para todo o provedor de serviços meteorológico. Outros serviços dependem principalmente da vontade do cliente em pagar. Os serviços básicos incluem; as previsões de rotas, previsões de aeroporto, e observações meteorológicas online nos aeroportos. Os sectores da aviação civil e militar são clientes importantes que pagam os provedores de serviços meteorológicos. O sector de meteorologia aeronáutica vai se tornar mais aberto à concorrência, colocando exigências adicionais sobre a qualidade e eficiencia dos provedores de serviços meteorológicos. Previsões de curto tempo e de muito curto tempo (até 6 horas) são críticos para a segurança da aviação e operações terrestres. Observações em tempo real de superfície monitoria on-line de chuva, vento nas direcções horizontal e vertical, de relâmpagos, e acesso a produtos de mesoescala de PNT são essenciais para os meteorologistas, controladores de tráfego aéreo, gestores de operações terresteres e outros decisores. Marítimo Moçambique possui uma costa extensa e o país tem uma localização estratégica na região da SADC e seu sector de transportes. Espera-se um forte crescimento no volume de transporte marítimo num futuro próximo. O INAM tem responsabilidades de fornecer previsões meteorológicas e avisos para as áreas marítimas nacionais em termos de navegação marítima e no âmbito da segurança da Vida Humana no Mar (SOLAS). Devido a falta de equipamento técnico, incluindo para observações no mar e recursos humanos, o INAM não tem a capacidade de fornecer serviços meteorológicos marinhos comerciais ao nível que possuia no passado. Os Transportes ferroviário e rodoviário são também sensíveis às condições de tempo de risco e a cheias. Em muitos países, as autoridades ferroviárias e rodoviárias e empresas de transporte são clientes com peso económico significativo para os SNMH e empresas privadas de previsão, uma vez que com informação e previsões meteorológicas detalhadas e específicos podem aumentar a segurança e economizar os custos de transporte. Tomando exemplos de outros países, os sectores ferroviário e de transporte rodoviário beneficiam-se de serviços de informação de tempo e clima mais específicos, incluindo o acesso em tempo real de dados de radar (animaçõe s e previsão de chuva baseada em modelos númericos de previsão de tempo - PNT). 15

17 3.6 Floresta As estimativas de área total coberta por florestas naturais variam dependendo da definição usada de floresta. Segundo alguns dados, as florestas e outros tipos de vegetação lenhosa cobrem 55 milhões de hectares da área total de terra em Moçambique. Da floresta total, cerca de 70% é adequada para a produção da madeira. Existem empresas florestais em várias formas e magnitudes. A floresta é um sector em crescimento em Moçambique, e o governo tem grandes expectativas no seu valor económico crescente. Informação crítica para os sectores das florestas compreendem a previsão de temperatura, humidade, chuva e vento durante a época de incêndios e melhor ainda do índice de fogo florestal (probabilidade de ocorrência de incêndios florestais). 3.7 Construção e mineração As indústrias minerais e de carvão de Moçambique começam a ter um papel significativo na economia do país. O sector da construção está também em franco crescimento e espera-se que aumente significativamente a sua contribuição para o PIB. Os dados meteorológicos e hidrológicos longos e séries temporais representativas das condições climáticas do país, são cruciais para a produção de códigos e regulamentos de construção adequados. Previsões de vento, calor, chuva e trovoadas permitem planificar diariamente as obras de construção de forma mais eficiente. No entanto, as previsões precisam de ser precisas no tempo e no espaço e disponíveis para o local pretendido das obras, as previsões gerais não têm tido muito valor. Em muitos países, grandes empresas de construção têm acordos comerciais duradouros com os provedores de previsões meteorológicas. Por exemplo; na África do Sul o sector de mineração é um cliente comercial importante para os dados de detecção de relâmpagos e previsões de tempo. 3.8 Comunicação O sector de comunicações é sensível especialmente a trovoadas e relâmpagos. Em muitos países, o sector de comunicação é um cliente muito importante para os SNMH que requerem dados específicos ao local sobre relâmpagos e previsões de tempo. Com esta informação, podem obter poupança significativa em tempo de manutenção e despesas. 3.9 Sector de Energia O sector de energia depende muito das condições climáticas e recursos hídricos. Informações climáticas são essenciais na avaliação dos recursos, planificação e desenho de infraestuturas. As previsões meteorológicas são muito importantes na gestão da energia a curto e médio prazo. O uso crescente de energias renováveis, como eólica e solar, vai tornar a produção e distribuição de energia ainda mais dependente do clima e condições meteorológicas. A principal fonte de energia para a maioria dos Moçambicanos é a biomassa. Apenas cerca de 11 por cento dos agregados familiares têm acesso a electricidade. No entanto, 16

18 Moçambique é dotado de considerável potencial hidroeléctrico e rico em outras fontes de energia renováveis adequadas para produção de electricidade. Para produção hidroeléctricas, as estatísticas baseadas em observações fiáveis e as previsões sazonais são fundamentais na planificação. Para os serviços diários, dados sazonais e as previsões de curto prazo de precipitação, níveis de água subterrânea, evaporação, níveis de água e descargas são obrigatórios. Como muitos dos rios são transfronteiriços seria vital ter as previsões de precipitação e descarga também dos países vizinhos. Para avaliar o potencial de energia eólica, para consideração o potencial na planificação de uso de terra e para seleccionar os pontos certos para as instalações eólicas, as análises usando base de dados do vento de longo prazo e modelaçãode fluxos de vento continentais são importantes. No futuro, o INAM poderia fornecer previsões específicas do local de produção para empresas de energia eólica Turismo O sector do turismo foi no passado uma parte significativa da economia moçambicana, mas actualmente, a sua parte do PIB é relativamente pequena (2,5% em 2003). O turismo é um sector em crescimento, e as previsões climáticas e informação do tempo disponíveis na Internet são importantes para os viajantes. Actualmente, os turistas conseguem previsão meteorológica local detalhada e específica de páginas da web estrangeiras do que a partir de informações que o INAM é capaz de fornecer. Os riscos associados com as condições climáticas e meteorológicas podem afectar gravemente a indústria do turismo e a segurança dos turistas. Especialmente porque Moçambique possui cerca de 2700 km de extensão de costa, o que é importante para a atração turística, mas tambémtorna o país muito vulnerável aos perigos relacionados com o tempo. Os serviços tipicamente solicitados pela indústria do turismo são dados climatológicos, previsões de longo prazo (até 6 meses), avisos (especialmente na área marítima) e previsões locais de tempo para de 1-7 dias. Uma questão crítica é a disseminação da informação meteorológica e o acesso à informação em tempo real Protecção Ambiental O sector hidrometeorológico está fortemente associado ao ambiente e com a protecção ambiental através do monitoramento do ozono, a gestão de água, fiscalização da qualidade do ar e da água, a previsão da dispersão de poluentes transportados pelo ar e pela água, e promoção do uso de fontes de energia renováveis. Uma rede básica nacional de monitoria de qualidade de ar poderia produzir dados básicos para o apoio na tomada de decisão no sector do ambiente. É vital medir a qualidade do ar junto com as medições de chuva e de vento. 17

19 A qualidade do ar e áreas relacionadas com a qualidade do ar está a tornar-se um problema de maior preocupação também em Moçambique. Actualmente as emissões de veículos, industriais e residenciais são os principais contribuintes das emissões. No entanto, a dispersão transfronteiriça também deve ser tomada em conta. O desenvolvimento de modelos de dispersão para a indústria instalações de energia, tráfico e derrames de petróleo são essenciais para garantir a segurança da população. As trajectórias e previsões de dispersão dos poluentes transportados pelo ar e pela água podem hoje em dia ser calculadas com modelos ligados directamente aos modelos de previsão de tempo. Uma vez que a taxa de poluição do ar depende não apenas da emissão, mas também das condições locais do tempo, torna-se cada vez mais importante prever as condições de qualidade do ar Público O público está mais interessado em previsões meteorológicas de curto e médio prazo. O actual nível de serviços meteorológicos fornecidos pelo INAM pode satisfazer o público a um certo nível, mas a experiência de outros países tem mostrado que também o público rapidamente vai aprender a usar informação melhor e mais detalhada, e também passar a exigir esta informação uma vez que se aperceber da disponibilidade desta. Perguntar o público se está disposto em pagar pelos melhores serviços não é necessário, uma vez que é difícil definir o que o público iria pagar na verdade. No entanto, exemplos de vários países mostram que o público realmente está disposto a pagar por serviços específicos, usando SMS e outros meios, mas isso requer tempo para o público aprender a usar e tirar proveito desta informação. A principal fonte de informação é a mídia. Para os canais de TV, as informações do tempo nos horários nobres são bem-vindos uma vez que aumenta as suas receitas e, portanto, os canais de TV também são bons clientes para os SNMH. Na medida em que o número de telefones celulares e Internet está a aumentar, estes se tornarão fontes muito importantes para a divulgação de informações não só para o público mas também para o sector empresarial Mídia A mídia é um utilizador significativo e importante e um canal de disseminação das previsões meteorológicas e avisos. A mídia também pode apresentar diferentes problemas hidrológicos e meteorológicos e das alterações climáticas para o público e sector empresarial assim promovendo a consciência desta área e o reconhecimento do INAM. Hoje em dia, a mídia quer produtos de informações sobre a previsão do tempo prontos para divulgar e adaptados às suas necessidades, pois, este é o sistema com os SNMH avançados e produtores privados de produtos de previsão de tempo. 18

20 3.14 Mudanças Climáticas Observa-se que o clima em Moçambique mudou significativamente desde a década 60; a precipitação média aumentou em cerca de 3%, o número de dias com chuvas intensas aumentou em perto de 3%, a temperatura média em todo o país subiu de entre 1 C a 1,6 C, o número de dias quentes têm aumentado e a frequência das tempestades, ciclones e inundações aumentou. De acordo com as projecções das mudanças climáticas, prevê-se que até 2060, a temperatura vai aumentar em 1,4-3,7 C, aumento da precipitação durante a estação seca e aumento da precipitação na época chuvosa, o número de dias com chuvas intensas irá aumentar, o número de dias quentes vai aumentar em todo o país por 17-35% e noites quentes de 25-45%, e frequência de eventos extremos (secas, cheias e tempestades tropicais) vai aumentar e tornarem-se mais intensos. Sendo um país pobre, espera-se que Moçambique sofra o impacto das mudanças climáticas mais do que muitos outros países. O Programa Nacional de Acção para Adaptação (NAPA) de 2007, discute muitas áreas que se interligam com as actividades do INAM, nomeadamente: melhorar o sistema de aviso prévio, sustentabilidade agrícola, gestão de recursos hídricos, promoção da consciencialização pública sobre as mudanças climáticas e integração das mudanças climáticas na planificação e tomada de decisão. A fim de proporcionar uma melhor informação sobre como se adaptar às mudanças climáticas, são necessárias melhores projecções climáticas locais sobre as mudanças climáticas bem como as análises do impacto em diferentes sectores económicos. Um bom exemplo da tal abordagem e o papel importante dos SNMH é o Projecto Nórdico sobre "Mudanças Climáticas e Energia". 4 Relação do Custo e Benefício Hoje em dia, é muito normal estudar a relação de custo-benefício na planificação de novos investimentos no sector público, incluindo os SNMH. Os benefícios para a sociedade de um SNMH com um bom funcionamento são significativos. Num país com alta tecnologia e altamente industrializado como a Finlândia, que não é propenso a grandes riscos naturais, a relação do custo-benefício de ter um SNMH modernizado está em torno de 1 a 5 ou 10. Isto significa que para cada 1$ gasto nos SNMH, os SNMH paga de volta a comunidade 5 a 10 vezes mais. Nos países onde os desastres naturais são mais frequentes e a estrutura económica é mais dependente do tempo, a relação pode ser muito maior. Em Moçambique, os benefícios actuais são obviamente mais baixos devido ao baixo nível de serviços que o INAM está apto a fornecer. A fim de aumentar o impacto dos serviços meteorológicos, é necessário modernizar o INAM. Segundo a OMM, e vários estudos socioeconómicos feitos para OMM e UNISDR pelo autor deste documento, a relação do custo-benefício da modernização de um SNMH nos países em desenvolvimento é, no geral a volta de 1 a 10, mas pode ser de até 1 a 30, 19

climáticas? Como a África pode adaptar-se às mudanças GREEN WORLD RECYCLING - SÉRIE DE INFO GAIA - No. 1

climáticas? Como a África pode adaptar-se às mudanças GREEN WORLD RECYCLING - SÉRIE DE INFO GAIA - No. 1 Como a África pode adaptar-se às mudanças climáticas? Os Clubes de Agricultores de HPP alcançam dezenas de milhares ensinando sobre práticas agrícolas sustentáveis e rentáveis e de como se adaptar a uma

Leia mais

6º Fórum Mundial da Água

6º Fórum Mundial da Água 6º Fórum Mundial da Água A gestão integrada de recursos hídricos e de águas residuais em São Tomé e Príncipe como suporte da segurança alimentar, energética e ambiental Eng.ª Lígia Barros Directora Geral

Leia mais

A WaterAid e as mudanças climáticas

A WaterAid e as mudanças climáticas A WaterAid e as mudanças climáticas Kajal Gautam, 16 anos, e a prima, Khushboo Gautam, 16 anos, regressando a casa depois de irem buscar água em Nihura Basti, Kanpur, na Índia. WaterAid/ Poulomi Basu Louise

Leia mais

Plataforma Integrada de Gestão e Accionamento de Cenários

Plataforma Integrada de Gestão e Accionamento de Cenários , Plataforma Integrada de Gestão e Accionamento de Cenários Cláudia Paixão A Ilha da Madeira apresenta um conjunto de riscos específicos entre os quais se destacam: Movimentação de Massas Cheias Rápidas

Leia mais

O que é a adaptação às mudanças climáticas?

O que é a adaptação às mudanças climáticas? Síntese da CARE Internacional sobre Mudanças Climáticas O que é a adaptação às mudanças climáticas? As mudanças climáticas colocam uma ameaça sem precedentes a pessoas vivendo nos países em desenvolvimento

Leia mais

Restabelecer a Confiança Global

Restabelecer a Confiança Global Restabelecer a Confiança Global Os dois principais desafios à justiça global, as alterações climáticas e a pobreza, estão interligados. Temos que combatê-los simultaneamente; não podemos cuidar de um sem

Leia mais

Capítulo 15. Impactos Cumulativos

Capítulo 15. Impactos Cumulativos Capítulo 15 Impactos Cumulativos ÍNDICE 15 IMPACTOS CUMULATIVOS 15-1 15.1 INTRODUÇÃO 15-1 15.1.1 Limitações e Mitigação 15-1 15.1.2 Recursos e Receptores Potenciais 15-3 15.2 IMPACTO CUMULATIVO DA ZONA

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA 9.º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA 9.º ANO DE GEOGRAFIA 9.º ANO Ano Letivo 2015 2016 PERFIL DO ALUNO Dentro do domínio das redes e modos de transporte e telecomunicação, o aluno deve compreender a importância dos transportes nas dinâmicas dos territórios,

Leia mais

Roteiro Passo a Passo

Roteiro Passo a Passo Roteiro Passo a Passo As secções abaixo providenciam um roteiro passo a passo para o ciclo de projecto ABC. O roteiro está organizado em torno dos estágios simplificados do ciclo do projecto análise, desenho

Leia mais

Risco Hidrológico e grandes hidroélectricas na Africa Austral

Risco Hidrológico e grandes hidroélectricas na Africa Austral Risco Hidrológico e grandes hidroélectricas na Africa Austral Avaliando os riscos hidrológicos, incertezas e as suas consequências para os sistemas dependentes de energia hidroélectrica na Bacia do Rio

Leia mais

Metas Curriculares Ensino Básico Geografia

Metas Curriculares Ensino Básico Geografia Metas Curriculares Ensino Básico Geografia 9.º ano Versão para discussão pública Novembro de 2013 Autores Adelaide Nunes António Campar de Almeida Cristina Nolasco Geografia 9.º ano CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

GESTÃO DE RISCO BASEADA NA COMUNIDADE

GESTÃO DE RISCO BASEADA NA COMUNIDADE GESTÃO DE RISCO BASEADA NA COMUNIDADE Introdução Moçambique é um dos países mais afectados por fenómenos extremos causados por forças naturais e por acções do homem sobre a natureza e que nos põe em perigo.

Leia mais

RECURSOS NATURAIS SISTEMA ANEXO B APÊNDICE 1 ADENDA H RECURSOS NATURAIS - ATMOSFERA. Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 A-A-1

RECURSOS NATURAIS SISTEMA ANEXO B APÊNDICE 1 ADENDA H RECURSOS NATURAIS - ATMOSFERA. Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 A-A-1 RECURSOS NATURAIS SISTEMA ANEXO B APÊNDICE 1 ADENDA H RECURSOS NATURAIS - ATMOSFERA Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 A-A-1 Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 B-1-H-2 RECURSOS NATURAIS (ATMOSFERA)

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL Relatório dos seminários de definição das prioridades do GEF 5 para Moçambique 1. INTRODUÇÃO Moçambique beneficiou- se dos fundos

Leia mais

Elaborado por Antonio Queface (queface@uem.mz)

Elaborado por Antonio Queface (queface@uem.mz) INSTITUTO NACIONAL DE GESTÃO DAS CALAMIDADES NATURAIS (INGC) Em colaboração com UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE (UEM) ABORDAGEM GERAL SOBRE DESASTRES NATURAIS E MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM MOÇAMBIQUE INTRODUÇÃO

Leia mais

Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural

Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural Guião de Programa de Rádio e Televisão Tema: Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante

Leia mais

Instituto Tecnológico SIMEPAR

Instituto Tecnológico SIMEPAR Evolução e Aspectos Institucionais Missão e Foco de Atuação Modelo Institucional Sistemas de Monitoramento e Previsão Produtos, Serviços e Sistemas Áreas de Pesquisa & Desenvolvimento Ações Estratégicas

Leia mais

MOÇAMBIQUE Projecção de Segurança Alimentar Outubro 2013 a Março de 2014

MOÇAMBIQUE Projecção de Segurança Alimentar Outubro 2013 a Março de 2014 MOÇAMBIQUE Projecção de Segurança Alimentar Outubro 2013 a Março de 2014 Espera-se período de escassez menos severo devido a boa produção da segunda época e preços de alimentos estáveis DESTAQUES Figura

Leia mais

O que fazemos em Moçambique

O que fazemos em Moçambique 2008/09 O que fazemos em Moçambique Estamos a ajudar 79.850 crianças afectadas pelas inundações Estamos a proporcionar kits para a escola a 1.000 órfãos e crianças vulneráveis Registámos 1.745 crianças

Leia mais

Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil

Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil J. Marengo, C. Nobre, M Seluchi, A. Cuartas, L. Alves, E. Mendiondo CEMADEN, Brasil jose.marengo@cemaden.gov.br

Leia mais

IMPACTO DA LIBERALIZAÇÃO DO TRANSPORTE AÉREO NO TURISMO E NA ECONOMIA EM GERAL EM MOÇAMBIQUE

IMPACTO DA LIBERALIZAÇÃO DO TRANSPORTE AÉREO NO TURISMO E NA ECONOMIA EM GERAL EM MOÇAMBIQUE IMPACTO DA LIBERALIZAÇÃO DO TRANSPORTE AÉREO NO TURISMO E NA ECONOMIA EM GERAL EM MOÇAMBIQUE ESBOÇO MARÇO DE 2014 Esta publicação foi produzida para revisão pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento

Leia mais

O Voluntariado e a Protecção Civil. 1. O que é a Protecção Civil

O Voluntariado e a Protecção Civil. 1. O que é a Protecção Civil O Voluntariado e a Protecção Civil 1. O que é a Protecção Civil A 03 de Julho de 2006, a Assembleia da Republica publica a Lei de Bases da Protecção Civil, que no seu artigo 1º dá uma definição de Protecção

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU. Documento de sessão 30.11.2007 B6-0000/2007 PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

PARLAMENTO EUROPEU. Documento de sessão 30.11.2007 B6-0000/2007 PROPOSTA DE RESOLUÇÃO PARLAMENTO EUROPEU 2004 Documento de sessão 2009 30.11.2007 B6-0000/2007 PROPOSTA DE RESOLUÇÃO apresentada na sequência da pergunta com pedido de resposta oral B6-0000/2007 nos termos do nº 5 do artigo

Leia mais

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL (FAEF) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL (DEF)

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL (FAEF) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL (DEF) UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL (FAEF) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL (DEF) MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL (MICOA) CENTRO TERRA VIVA

Leia mais

Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil. Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres

Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil. Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres Iniciativas Globais Aliança do Setor Privado para a Redução do

Leia mais

QUESTIONÁRIO Percepção de Risco

QUESTIONÁRIO Percepção de Risco O documento em PDF está pronto a ser utilizado. Por favor, lembre-se de guardar as alterações após responder à totalidade do questionário, enviando em seguida para o seguinte endereço eletrónico maria.carmona@hzg.de

Leia mais

M0.1 Registrar a intenção do cumprimento ao Pacto dos Prefeitos, por favor anexe a carta de compromisso [Anexo]

M0.1 Registrar a intenção do cumprimento ao Pacto dos Prefeitos, por favor anexe a carta de compromisso [Anexo] O (Compact of Mayors) é o maior esforço internacional de cooperação entre prefeitos e funcionários municipais para demonstrar seu compromisso com a redução das emissões de gases de efeito estufa assim

Leia mais

28 de Agosto de 2002. Destaques

28 de Agosto de 2002. Destaques Famine Early Warning Systems Network 28 de Agosto de 2002 Destaques Uma avaliação rápida de necessidades alimentares foi levada a cabo de 22 de Julho a 11 de Agosto de 2002 por equipas do PMA, FEWS NET,

Leia mais

A rede de Estações Meteorológicas Automáticas (EMAs) da DRAPALG

A rede de Estações Meteorológicas Automáticas (EMAs) da DRAPALG A rede de Estações Meteorológicas Automáticas (EMAs) da DRAPALG Paulo Oliveira (Engº Mecânico / Termodinâmica) 1. Introdução (situação actual e historial da rede) A nível mundial o funcionamento das redes

Leia mais

MARINHA MERCANTE COMO UM DOS FACTORES IMPULSIONADORES DE DESENVOLVIMENTO

MARINHA MERCANTE COMO UM DOS FACTORES IMPULSIONADORES DE DESENVOLVIMENTO MARINHA MERCANTE COMO UM DOS FACTORES IMPULSIONADORES DE DESENVOLVIMENTO Arlindo Zandamela Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) Lisboa, Portugal Zandamela.arlindo@gmail.com Sumário

Leia mais

O POTENCIAL HIDROGRÁFICO DA BACIA DO RIO ZAMBEZE Situação geográfica da Bacia do Zambeze (Moçambique) Cont. Características Físicas e Climática Bacia do Zambeze da A Bacia do rio Zambeze é a quarta maior

Leia mais

Diagnóstico, Monitoramento de Desastres Naturais com foco na Seca no Semiárido Nordestino

Diagnóstico, Monitoramento de Desastres Naturais com foco na Seca no Semiárido Nordestino Diagnóstico, Monitoramento de Desastres Naturais com foco na Seca no Semiárido Nordestino CEX Seca no Semiárido Nordestino CEMADEN-MCTI Brasília, 28 de Maio de 2015 2 Operação do CEMADEN EM FUNCIONAMENTO

Leia mais

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59.

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59. Relatório da Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59 Resumo Novembro de 2009 Avaliação intercalar da execução do Plano de

Leia mais

EXPERIÊNCIA DE MOÇAMBIQUE NA IMPLEMENTAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL BÁSICA

EXPERIÊNCIA DE MOÇAMBIQUE NA IMPLEMENTAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL BÁSICA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA MULHER E DA ACÇÃO SOCIAL EXPERIÊNCIA DE MOÇAMBIQUE NA IMPLEMENTAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL BÁSICA 16 DE OUTUBRO DE 2013 1 CONTEXTO DE MOÇAMBIQUE Cerca de 23 milhões de

Leia mais

Por: Eng. Wilson Mujovo e Eng. Sorota Wamusse

Por: Eng. Wilson Mujovo e Eng. Sorota Wamusse RELATÓRIO DO CURSO DE DESASTRES E DESENVOLVIMENTO REDUZINDO RISCOS E PROTEGENDO OS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA E AVALIAÇÃO DE RISCO COMUNITÁRIO FOCO NOS ASSENTAMENTOS INFORMAIS. Por: Eng. Wilson Mujovo e Eng.

Leia mais

1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis

1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis CNCCD -PROPOSTA DE PROGRAMA DE ACÇÃO NACIONAL DE COMBATE À DESERTIFICAÇÃO 2011 / 2020 1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis 1- Promover a melhoria das condições

Leia mais

Terminologia de Segurança Alimentar e Nutriçional e da Vulnerabilidade à Insegurança Alimentar mais usada

Terminologia de Segurança Alimentar e Nutriçional e da Vulnerabilidade à Insegurança Alimentar mais usada Terminologia de Segurança Alimentar e Nutriçional e da Vulnerabilidade à Insegurança Alimentar mais usada BREVE INTRODUÇÃO: O presente guião com definições é um ponto de partida para uniformizar a terminologia

Leia mais

Custo do Conflito Para o Sector do Turismo Moçambicano

Custo do Conflito Para o Sector do Turismo Moçambicano Custo do Conflito Para o Sector do Turismo Moçambicano Ema Batey 27 de Maio de 2014 Custo do Conflito para o Turismo em Moçambique Introdução & Contexto Abordagem & Metodologia Panorama do Perfil do Turismo

Leia mais

AVALIAÇÃO DA VULNERABILIDADE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO SECTOR DE RECURSOS HÍDRICOS

AVALIAÇÃO DA VULNERABILIDADE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO SECTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 032135.0407xx.MOZ.CON-01.Output9-5.v1 AVALIAÇÃO DA VULNERABILIDADE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO SECTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 1. Introdução O relatório do "Intergovernmental Panel on Climate Change" (IPCC,

Leia mais

Grandes Problemas Ambientais

Grandes Problemas Ambientais Grandes Problemas Ambientais O aumento do efeito de estufa; O aquecimento global; A Antárctica; A desflorestação; A Amazónia; A destruição da camada de ozono; As chuvas ácidas; O clima urbano; Os resíduos

Leia mais

ANO LECTIVO PLANIFICAÇÃO ANUAL. Tema 1: A Terra: estudos e representações UNIDADE DIDÁCTICA: 1- Da paisagem aos mapas. A descrição da paisagem;

ANO LECTIVO PLANIFICAÇÃO ANUAL. Tema 1: A Terra: estudos e representações UNIDADE DIDÁCTICA: 1- Da paisagem aos mapas. A descrição da paisagem; ANO LECTIVO PLANIFICAÇÃO ANUAL DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA 2007/2008 ANO GEOGRAFIA 7.º GERAIS Tema 1: A Terra: estudos e representações Mobilizar saberes culturais, científicos e tecnológicos

Leia mais

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 1. INTRODUÇÃO A estação do verão inicia-se no dia 21 de dezembro de 2014 às 20h03 e vai até as 19h45 do dia 20 de março de 2015. No Paraná, historicamente, ela é bastante

Leia mais

CARTA EUROPEIA DO ENOTURISMO PRINCIPIOS GERAIS

CARTA EUROPEIA DO ENOTURISMO PRINCIPIOS GERAIS PRINCIPIOS GERAIS I. OS FUNDAMENTOS DO ENOTOURISMO 1. Por enotourismo queremos dizer que são todas as actividades e recursos turísticos, de lazer e de tempos livres, relacionados com as culturas, materiais

Leia mais

Uso de Energia de combustíveis fósseis como principal culpado do Aquecimento Global

Uso de Energia de combustíveis fósseis como principal culpado do Aquecimento Global Alterações Climáticas e Energia Três pontos de vista: Uso de Energia de combustíveis fósseis como principal culpado do Aquecimento Global Impactos ambientais dos sistemas de produção de Energia de origem

Leia mais

DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE

DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE CRIAÇÃO DE EMPREGO NUM NOVO CONTEXTO ECONÓMICO 27-28 demarço de 2014, Maputo, Moçambique A conferência de dois dias dedicada ao tema Diálogo Nacional Sobre

Leia mais

DECLARAÇÃO DE LUANDA

DECLARAÇÃO DE LUANDA AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA P. O. Box 3243, Addis Ababa, ETHIOPIA Tel.: (251-11) 5525849 Fax: (251-11) 5525855 Website: www.africa-union.org SEGUNDA SESSÃO DA CONFERÊNCIA DOS MINISTROS

Leia mais

Reforma institucional do Secretariado da SADC

Reforma institucional do Secretariado da SADC Reforma institucional do Secretariado da SADC Ganhamos este prémio e queremos mostrar que podemos ainda mais construirmos sobre este sucesso para alcançarmos maiores benefícios para a região da SADC e

Leia mais

World Disaster Reduction Campaign 2010-2011 Making Cities Resilient: Amadora is Getting Ready!

World Disaster Reduction Campaign 2010-2011 Making Cities Resilient: Amadora is Getting Ready! Parceiros: Câmara Municipal da Amadora Serviço Municipal de Protecção Civil Tel. +351 21 434 90 15 Tel. +351 21 494 86 38 Telm. +351 96 834 04 68 Fax. +351 21 494 64 51 www.cm-amadora.pt www.facebook.com/amadora.resiliente

Leia mais

Plano de negócio de Fogões Melhorados Mbaula. Agência de Desenvolvimento Económico Local de Sofala. Plano de negócio

Plano de negócio de Fogões Melhorados Mbaula. Agência de Desenvolvimento Económico Local de Sofala. Plano de negócio ADEL-SOFALA M O Ç A M B I Q U E Á F R I C A Agência de Desenvolvimento Económico Local de Sofala Julho 2008 Plano de negócio para Produtores dos Fogões Melhorados Mbaula 1 Indice 1. Sumário Executivo...

Leia mais

Política de Segurança da Informação da Entidade

Política de Segurança da Informação da Entidade Estrutura Nacional de Segurança da Informação (ENSI) Política de Segurança da Informação da Entidade Fevereiro 2005 Versão 1.0 Público Confidencial O PRESENTE DOCUMENTO NÃO PRESTA QUALQUER GARANTIA, SEJA

Leia mais

A rede meteorológica é o conjunto dos pontos onde se medem as variáveis de estado da fase

A rede meteorológica é o conjunto dos pontos onde se medem as variáveis de estado da fase O QUE É? A rede meteorológica é o conjunto dos pontos onde se medem as variáveis de estado da fase atmosférica do ciclo hidrológico. Compreende estações udométricas, onde se mede apenas o hidrometeoro

Leia mais

O que é a DESERTIFICAÇÃO?

O que é a DESERTIFICAÇÃO? Maria José Roxo Pedro Cortesão Casimiro Tiago Miguel Sousa O que é a DESERTIFICAÇÃO? Projecto DesertLinks Framework 5 União Europeia Geografia e Planeamento Regional Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Leia mais

Reflexões sobre o Quinto relatório de avaliação do IPCC constatações e complexidades Natal outubro 2015. CAROLINA DUBEUX carolina@ppe.ufrj.

Reflexões sobre o Quinto relatório de avaliação do IPCC constatações e complexidades Natal outubro 2015. CAROLINA DUBEUX carolina@ppe.ufrj. Reflexões sobre o Quinto relatório de avaliação do IPCC constatações e complexidades Natal outubro 2015 CAROLINA DUBEUX carolina@ppe.ufrj.br A mudança do clima e a economia Fonte: Adaptado de Margulis

Leia mais

WWDR4 Resumo histórico

WWDR4 Resumo histórico WWDR4 Resumo histórico Os recursos hídricos do planeta estão sob pressão do crescimento rápido das demandas por água e das mudanças climáticas, diz novo Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento

Leia mais

CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS

CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS Quando vimos na TV o acontecimento do Tsunami, em 2004, pensamos: O mundo está acabando! Mas por que esses desastres naturais estão, cada vez mais, assolando nosso planeta?

Leia mais

VERSÃO RESUMIDA (PILARES E OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS)

VERSÃO RESUMIDA (PILARES E OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS) VERSÃO RESUMIDA (PILARES E OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS) 1 Plano Estratégico do CCM 2013 a 2017 Versão Resumida 1. ANÁLISE DO CONTEXTO 1. 1. Justiça Económica e Social A abundância dos recursos naturais constitui

Leia mais

As trabalham directamente com as questões de saúde ambiental e podem disponibilizar formação, materiais e outros tipos de apoio.

As trabalham directamente com as questões de saúde ambiental e podem disponibilizar formação, materiais e outros tipos de apoio. Apresentamos aqui uma selecção de organizações, materiais impressos e recursos da internet que podem fornecer alguma informação útil sobre saúde ambiental. Listámos as organizações e os materiais que são

Leia mais

COMPREENSÕES E AÇÕES FRENTE AOS PADRÕES ESPACIAS E TEMPORAIS DE RISCOS E DESASTRES

COMPREENSÕES E AÇÕES FRENTE AOS PADRÕES ESPACIAS E TEMPORAIS DE RISCOS E DESASTRES COMPREENSÕES E AÇÕES FRENTE AOS PADRÕES ESPACIAS E TEMPORAIS DE RISCOS E DESASTRES Lucí Hidalgo Nunes luci@ige.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Instituto de Geociências Departamento

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA CONCEITOS INICIAIS. Professor: Emerson Galvani

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA CONCEITOS INICIAIS. Professor: Emerson Galvani UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA Disciplina: FLG 0253 - CLIMATOLOGIA I CONCEITOS INICIAIS Professor: Emerson Galvani Atuação do Geógrafo Climatologista: Ensino, pesquisa e profissional

Leia mais

CERSA. Centro de Referência em Segurança da Água. José Manuel Pereira Vieira Professor Catedrático da Universidade do Minho

CERSA. Centro de Referência em Segurança da Água. José Manuel Pereira Vieira Professor Catedrático da Universidade do Minho Brasília 16 a 18 de março de 2015 CERSA Centro de Referência em Segurança da Água José Manuel Pereira Vieira Professor Catedrático da Universidade do Minho CERSA Projecto de futuro ao serviço da saúde

Leia mais

MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS. São Carlos, 25 de fevereiro de 2010

MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS. São Carlos, 25 de fevereiro de 2010 MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS São Carlos, 25 de fevereiro de 2010 A BACIA HIDROGRÁFICA COMO UNIDADE DE PLANEJAMENTO OCUPAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA O DESMATAMENTO DAS BACIAS OCUPAÇÃO DA BACIA

Leia mais

Comissão Europeia Livro Branco dos Transportes. Transportes 2050: Principais desafios e medidas-chave

Comissão Europeia Livro Branco dos Transportes. Transportes 2050: Principais desafios e medidas-chave Razões da importância deste sector Os transportes são fundamentais para a economia e a sociedade. A mobilidade é crucial em termos de crescimento e criação de emprego. O sector dos transportes representa

Leia mais

3 QUADRO LEGAL E INSTITUCIONAL

3 QUADRO LEGAL E INSTITUCIONAL 3 QUADRO LEGAL E INSTITUCIONAL 3.1 QUADRO INSTITUCIONAL O Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) criado pelo Decreto Presidencial 6/95 de 16 de Novembro, é responsável por todas as actividades

Leia mais

Este sistema é sustentado por 14 pilares: Elemento 1 Liderança, Responsabilidade e Gestão

Este sistema é sustentado por 14 pilares: Elemento 1 Liderança, Responsabilidade e Gestão Este sistema é sustentado por 14 pilares: Elemento 1 Liderança, Responsabilidade e Gestão Como as pessoas tendem a imitar os seus líderes, estes devem-se empenhar e comprometer-se com o QSSA, para servirem

Leia mais

Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS

Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS Um bom plano de divulgação deverá assegurar que todos os envolvidos estão a par do que está a ser proposto e do que irá acontecer

Leia mais

Maputo, 7 de Novembro 2013

Maputo, 7 de Novembro 2013 Maputo, 7 de Novembro 2013 Agenda Este seminário tem por objectivo apresentar o estudo sobre a situação do acesso a finanças rurais e agrícolas em Moçambique 1. Introdução 2. Perfil da População Rural

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

Competências Exigidas ao essoal de eteorologia eronáutica

Competências Exigidas ao essoal de eteorologia eronáutica WMO-CGMS Virtual Laboratory For Education and Training in Satellite Meteorology Competências Exigidas ao essoal de eteorologia eronáutica a partir de 2013 Temas Abordados Primeira Parte Segunda Parte Terceira

Leia mais

Contribuição de Hidroeléctricas e Barragens para o Desenvolvimento Sustentável em África

Contribuição de Hidroeléctricas e Barragens para o Desenvolvimento Sustentável em África Contribuição de Hidroeléctricas e Barragens para o Desenvolvimento Sustentável em África Madalena Dray Consultora Socio-Ambiental Luanda, 24 a 27 de Setembro de 2013 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE ENERGIA

Leia mais

ODS 1 - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

ODS 1 - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. ODS 1 - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. 1.1 Até 2030, erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares, atualmente medida como pessoas vivendo com

Leia mais

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1 PRINCÍPIOS DO RIO António Gonçalves Henriques Princípio 1 Os seres humanos são o centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia

Leia mais

Roteiro Passo a Passo sobre Desenho

Roteiro Passo a Passo sobre Desenho Roteiro Passo a Passo sobre Desenho Esta secção providencia orientação detalhada sobre os passos seguir na fase de desenho do seu projecto ABC. Leva-o através dos passos chave na fase de desenho, dando

Leia mais

BFuture Soluções de Sustentabilidade

BFuture Soluções de Sustentabilidade BFuture Soluções de Sustentabilidade Porque existe um plano B! Hoje em dia é quase consensual que o estilo de vida que se segue nas sociedades ditas desenvolvidas, não é sustentável. Todos começam a ter

Leia mais

Comunicado de imprensa sobre a Auscultação Pública à volta da versão inicial do Plano Director do ProSAVANA

Comunicado de imprensa sobre a Auscultação Pública à volta da versão inicial do Plano Director do ProSAVANA Programa de Cooperação Trilateral para o Desenvolvimento Agrário do Corredor de Nacala (ProSAVANA) Comunicado de imprensa sobre a Auscultação Pública à volta da versão inicial do Plano Director do ProSAVANA

Leia mais

Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais

Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais (ENSP/FIOCRUZ) Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres (CEPEDES) Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) AS MUDANÇAS SOCIOAMBIENTAIS

Leia mais

Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos

Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos 80483 Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos Estratégia Ambiental do Grupo do Banco Mundial 2012 2022 THE WORLD BANK ii Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos Resumo Executivo

Leia mais

Países Emergentes e Crise Ecológica Global. Escola de Formação da APSR, 29 Março, Pragal Rita Calvário

Países Emergentes e Crise Ecológica Global. Escola de Formação da APSR, 29 Março, Pragal Rita Calvário Países Emergentes e Crise Ecológica Global Escola de Formação da APSR, 29 Março, Pragal Rita Calvário Brasil, Rússia, Índia, China: Grandes países Estratégias de transição para o capitalismo Globalização

Leia mais

ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE O GOVERNO DA AUSTRÁLIA. Novembro de 2011

ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE O GOVERNO DA AUSTRÁLIA. Novembro de 2011 ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE E O GOVERNO DA AUSTRÁLIA Novembro de 2011 Acordo de planeamento estratégico para o desenvolvimento Timor-Leste Austrália

Leia mais

VII. Assuntos Transversais

VII. Assuntos Transversais VII. Assuntos Transversais 187. Estes assuntos são considerados transversais na medida em que não podem ser considerados isoladamente, uma vez que o plano de acção depende duma atitude concertada e integrada

Leia mais

ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO. Junho de 2012.

ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO. Junho de 2012. ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO Posição: Director Executivo Programa Inter Religioso Contra a Malária (PIRCOM) Projecto Academy for Educational Development/Communication for Change (C Change) Supervisor:

Leia mais

No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022

No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022 Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022 Sumário Executivo A Estratégia do Banco Africano de Desenvolvimento para 2013-2022 reflecte as

Leia mais

Nome da operação. Região País Setor. Número da operação Instrumento de crédito Mutuário(s) Entidade executora

Nome da operação. Região País Setor. Número da operação Instrumento de crédito Mutuário(s) Entidade executora Nome da operação Região País Setor DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO DO PROGRAMA (PID) ETAPA CONCEITUAL Relatório nº: AB7437 (O número do relatório é gerado automaticamente pelo IDU e não

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DA GESTÃO DE RISCO PARA O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA DEFESA CIVIL DE RIO CLARO - SÃO PAULO - BRASIL

CONTRIBUIÇÕES DA GESTÃO DE RISCO PARA O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA DEFESA CIVIL DE RIO CLARO - SÃO PAULO - BRASIL CONTRIBUIÇÕES DA GESTÃO DE RISCO PARA O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA DEFESA CIVIL DE RIO CLARO - SÃO PAULO - BRASIL Vanessa da Silva Brum Bastos vsbrumb@gmail.com Graduanda do 4º ano do bacharelado em Geografia-

Leia mais

MOÇAMBIQUE ACTUALIZAÇÃO DE SEGURANÇA ALIMENTAR Janeiro 2005

MOÇAMBIQUE ACTUALIZAÇÃO DE SEGURANÇA ALIMENTAR Janeiro 2005 MOÇAMBIQUE ACTUALIZAÇÃO DE SEGURANÇA ALIMENTAR Janeiro 2005 TIPO DE ALERTA: NORMAL VIGILÂNCIA AVISO EMERGÊNCIA CONTEÚDO Perspectiva sobre Riscos... 2 Precipitação e implicações... 2 Análise de Mercados...

Leia mais

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Manaus Av. Joaquim Nabuco, 2367, Centro CEP: 69020-031 Tel.: +55 92 4009-8000 Fax: +55 92 4009-8004 São

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO Maputo, Abril de 2014 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO... 3 II. TEMAS APRESENTADOS...

Leia mais

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina NOTA DE IMPRENSA Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina Relatório de desenvolvimento humano 2007/2008 estabelece o caminho

Leia mais

III ENCONTRO Economia Ecológica e a Gestão Ambiental: elementos para o Desenvolvimento Sustentável GESTÃO AMBIENTAL: ESTADO, EMPRESAS E ONG.

III ENCONTRO Economia Ecológica e a Gestão Ambiental: elementos para o Desenvolvimento Sustentável GESTÃO AMBIENTAL: ESTADO, EMPRESAS E ONG. III ENCONTRO Economia Ecológica e a Gestão Ambiental: elementos para o Desenvolvimento Sustentável Pedro Bara Neto 1 GESTÃO AMBIENTAL: ESTADO, EMPRESAS E ONG. CASO SIPAM Enseja a proposta temática a discussão

Leia mais

SEGUNDO PILAR DA PAC: A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO RURAL

SEGUNDO PILAR DA PAC: A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO RURAL SEGUNDO PILAR DA PAC: A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO RURAL A última reforma da política agrícola comum (PAC) manteve a estrutura em dois pilares desta política, continuando o desenvolvimento rural a representar

Leia mais

A expansão dos recursos naturais de Moçambique Quais são os Potenciais Impactos na Competitividade da Agricultura?

A expansão dos recursos naturais de Moçambique Quais são os Potenciais Impactos na Competitividade da Agricultura? A expansão dos recursos naturais de Moçambique Quais são os Potenciais Impactos na Competitividade da Agricultura? Outubro 2014 A agricultura é um importante contribuinte para a economia de Moçambique

Leia mais

Escola E.B. 2,3 de António Feijó. Ano letivo 2014 2015. Planificação anual. 9º ano de escolaridade

Escola E.B. 2,3 de António Feijó. Ano letivo 2014 2015. Planificação anual. 9º ano de escolaridade Escola E.B.,3 de António Feijó Ano letivo 014 015 Planificação anual 9º ano de escolaridade Atividades económicas As Redes e Modos de Transporte e Telecomunicação Atividades económicas Os Serviços A indústria

Leia mais

Programa de Desenvolvimento Social

Programa de Desenvolvimento Social Programa de Desenvolvimento Social Introdução A Portucel Moçambique assumiu um compromisso com o governo moçambicano de investir 40 milhões de dólares norte-americanos para a melhoria das condições de

Leia mais

ajudam a lançar negócios

ajudam a lançar negócios Capa Estudantes portugueses ajudam a lançar negócios em Moçambique Rafael Simão, Rosália Rodrigues e Tiago Freire não hesitaram em fazer as malas e rumar a África. Usaram a sua experiência para construírem

Leia mais

GIRH como Ferramenta de Adaptação às Mudanças Climáticas. Adaptação em Gestão das Águas

GIRH como Ferramenta de Adaptação às Mudanças Climáticas. Adaptação em Gestão das Águas GIRH como Ferramenta de Adaptação às Mudanças Climáticas Adaptação em Gestão das Águas Meta e objetivos da sessão Meta considerar como a adaptação às mudanças climáticas pode ser incorporada na gestão

Leia mais

TEMA 4 VAPOR DE ÁGUA, NÚVENS, PRECIPITAÇÃO E O CICLO HIDROLÓGICO

TEMA 4 VAPOR DE ÁGUA, NÚVENS, PRECIPITAÇÃO E O CICLO HIDROLÓGICO TEMA 4 VAPOR DE ÁGUA, NÚVENS, PRECIPITAÇÃO E O CICLO HIDROLÓGICO 4.1 O Processo da Evaporação Para se entender como se processa a evaporação é interessante fazer um exercício mental, imaginando o processo

Leia mais

PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES

PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Exma. Sras. Deputadas e Srs. Deputados Exma. Sra. e Srs. Membros do Governo Desde os anos oitenta que

Leia mais

GIRH como Instrumento de Adaptação às Mudanças Climáticas. Instrumentos e Medidas de Adaptação

GIRH como Instrumento de Adaptação às Mudanças Climáticas. Instrumentos e Medidas de Adaptação GIRH como Instrumento de Adaptação às Mudanças Climáticas Instrumentos e Medidas de Adaptação Objetivos desta sessão Ao fim desta sessão, os participantes poderão: Compreender o conceito de adaptação às

Leia mais

SOLUÇÕES DATA CENTER GROUP

SOLUÇÕES DATA CENTER GROUP SOLUÇÕES DATA CENTER SOLUÇÕES EFICIENTES - PROJECTOS COMPETITIVOS Na SENSYS todos os esforços estão concentrados num elevado grau de qualidade e especialização. Aliada a vários parceiros tecnológicos,

Leia mais

PREVISÃO DO TEMPO PARA O MUNICÍPIO DE RIO DO SUL-SC

PREVISÃO DO TEMPO PARA O MUNICÍPIO DE RIO DO SUL-SC PREVISÃO DO TEMPO PARA O MUNICÍPIO DE RIO DO SUL-SC Gean Carlos CANAL 1 ; Leonardo de Oliveira NEVES 2 ; Isaac Weber PITZ 3 ; Gustavo SANGUANINI 4 1 Bolsista interno IFC; 2 Orientador; 3 Graduando Agronomia;

Leia mais