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1 O desenvolvimento de recursos energéticos renováveis e alternativos: o papel do comissário Jeff Davis Comissário Comissão de Serviços Públicos do Missouri 1

2 Recursos energéticos renováveis e alternativos: Qual a diferença? 2

3 Definição de energia alternativa: Energia alternativa refere-se a qualquer fonte de energia destinada d a substituir fontes de combustível sem as consequências indesejáveis da fonte substituída. Em geral, o combustível que se deseja substituir é um combustível fóssil que produz dióxido de carbono quando é queimado. A definição de energia alternativa mudou ao longo do tempo. 3

4 Definição de energia renovável: Não há uma única definição universalmente aceita de energia renovável, mas existem alguns temas comuns: -eólica; -solar; -biomassa; -geotérmica; -hidráulica de baixo impacto ambiental; e -células combustíveis movidas a hidrogênio. i 4

5 Definição de energia renovável: O estado de Missouri define energia renovável como a energia produzida a partir de vento, fontes térmicas solares, células e paineis fotovoltaicos, culturas destinadas à produção de energia, resíduos celulósicos agrícolas, resíduos vegetais, metano de aterros sanitários ou estações de tratamento de efluentes, madeira limpa e sem tratamento, como pallets,, hidráulica <10MW (sem energia hidráulica reversível), células combustíveis a hidrogênio produzido por fontes renováveis e outras (exceto nuclear) certificadas pelo estado como renováveis. 5

6 Definição de energia renovável: A Austrália adota uma abordagem ainda mais abrangente. A Seção 17 da Lei Federal de Energias Renováveis de 2000 define fontes de energia renováveis como: (a) hidráulica; (b) onda; (c) maré; (d) oceano; e) vento; f) sol; g) geotérmica dos aquíferos; h) pedra seca quente; (i) cultura energética; j) resíduos de madeira; k) resíduos agrícolas; l) resíduos do processamento de produtos agrícolas; m) resíduos alimentares; n) resíduos do processamento de alimentos; o) bagaço; (p) licor negro; q) componentes de biomassa de resíduos sólidos municipais; r) gás de aterro sanitário; s) gás de esgoto e componentes do esgoto; t) qualquer outra fonte de energia recomendada pela regulamentação. 6

7 Definição de energia renovável: A UE tem uma definição mais simples. O Artigo 2 da Diretiva UE 2001/77/CE define fontes de energia renováveis como: (2)(a) fontes de energia renováveis são fontes de energia não fósseis renováveis (energia eólica, solar, geotérmica, das ondas, das marés, hidráulica, de biomassa, de gases dos aterros, de gases das instalações de tratamento de lixos e do biogás); 7

8 Definição de energia renovável: A diretiva também define biomassa: (2)(b) biomassa significa a fração biodegradável de produtos, lixo e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), da silvicultura e das indústrias conexas, bem como a fração biodegradável de resíduos industriais i i e urbanos; A definição da UE está em conformidade com a da Agência Internacional de Energia (AIE). 8

9 Definição de energia renovável : conclusões As definições governamentais são frequentemente afetadas por preocupações ambientais e pela política local. l Fontes renováveis contestadas incluem grandes usinas hidrelétricas e usinas nucleares. O que para uns é energia alternativa, para outros é energia renovável. 9

10 O que as entidades reguladoras podem fazer para encorajar o desenvolvimento de novas tecnologias? As entidades reguladoras dispõem de várias opções para apoiar o desenvolvimento de novas tecnologias: (1) cotas, obrigações ou normas de portfólio renováveis (RPS); (2) tarifas feed-in (de compra) ou Contratos Contratos-Padrão de Oferta para distribuidores de energia; e (3) criar um mercado para comercializar créditos de energia renovável (RECs). 10

11 Normas de portfólio renováveis: Uma norma de portfólio renovável (RPS) é um regulamento que exige que os distribuidores de energia comprem ou gerem uma certa quantidade ou porcentagem da eletricidade vendida aos consumidores proveniente de fontes renováveis ou alternativas. 11

12 Normas de portfólio renováveis: Não há uma política federal de RPS nos EUA. O Distrito de Colúmbia e 34 estados têm exigências de RPS. Essas obrigações são semelhantes, mas não idênticas. Vários países, incluindo indo Grã-Bretanha, Itália e Chile, adotaram normas nacionais similares, muitas vezes chamadas de Normas de Energias Renováveis (RES). Uma RPS ou RES em geral não basta para incentivar o desenvolvimento de energias renováveis. Nos EUA, usamos várias ferramentas adicionais para apoiar seu desenvolvimento. 12

13 Outros requisitos renováveis: contratos renováveis Um número cada vez maior de governos está exigindo que as empresas que desejam contratos com o governo adquiram de fontes renováveis uma certa quantidade ou porcentagem da energia usada no processo de fabricação. A fim de conseguir o contrato, os concorrentes devem demonstrar como vão obter eletricidade renovável. 13

14 Tarifas feed-in (de compra) As tarifas feed-in são um tipo de incentivo adotado, sobretudo na Alemanha e agora nos EUA, que aumentam o uso de energias renováveis. Elas têm três características: (1) interconexão à rede elétrica garantida; (2) geradores recebem uma tarifa premium por toda a eletricidade id d que produzem durante determinado período (normalmente 10 ou 20 anos); (3) tarifas diferenciadas com base em custos evitados (custo da eletricidade dos distribuidores ib id de energia) ou tecnologia (solar, 14 eólica, da biomassa, etc.)

15 Tarifas feed-in in A Alemanha foi um dos primeiro países a adotar preços baseados no custo de geração e não nos custos evitados da distribuição. Desde a aprovação da Lei das Normas de Energias Renováveis de 2000, a Alemanha mais que dobrou sua capacidade de energia renovável. De acordo com a Wikipedia, mais de 63 jurisdições em todo o mundo adotaram desde então as tarifas feed-in. 15

16 Tarifas feed-in in A interconexão com a rede elétrica e o acesso ao sistema de transmissão são essenciais ao sucesso de qualquer novo gerador. Nos Estados Unidos, os altos preços da interconexão impediram que novos geradores entrassem no mercado em alguns casos. A igualdade de acesso à transmissão e uma administração justa também são necessárias para garantir as condições de distribuição. 16

17 Tarifas feed-in in As tarifas feed in exigem que o distribuidor pague uma compensação a um preço designado para ajudar o gerador a recuperar os custos de seu investimento e ter um lucro razoável sobre esse investimento ao longo do tempo. As tarifas assumem várias formas. Algumas são fixadas com base em um período. Outras diminuem ao longo do tempo ou são ajustadas com base na taxa de inflação ou algum outro índice. 17

18 Medição líquida Muitas jurisdições têm tarifas semelhantes para medição líquida. As tarifas de medição líquida promovem o uso da geração renovável intermitente (em geral eólica ou solar) por consumidores que descontam ou deduzem qualquer geração de sua conta medida e são pagas por qualquer geração em excesso. A medição líquida pode ser realizada com um medidor que permita um balanço eficaz e completo de eletricidade produzida versus eletricidade consumida durante o período de faturamento. 18

19 Contratos-padrão de oferta: Empregados para desenvolver o uso residencial ou de pequena escala da eletricidade renovável. Em geral, o contrato-padrão de oferta funciona exatamente como a tarifa de medição líquida, com uma exceção: o gerador recebe um pagamento antecipado por cinco ou dez anos de geração. 19

20 Créditos de energia renovável (RECs): Os RECs são certificados que representam 1 megawatt-hora (MWh) de eletricidade gerado por uma fonte renovável. Esses certificados podem ser vendidos ou trocados, permitindo ao dono afirmar que comprou energia renovável. A energia não muda de mãos. 20

21 Créditos de energia renovável (RECs): Todo certificado de RECs tem um número de identificação único para que possa ser rastreado e oportunamente resgatado. Ao contrário dos modelos de cap-and- trade para redução das emissões de dióxido de carbono, os RECs fornecem um subsídio ao gerador sem elevar o custo de geração. 21

22 Subsídios governamentais: Nos Estados Unidos, os subsídios financeiros i oferecidos pelo governo federal são tão ou mais importantes para o desenvolvimento de tecnologias alternativas. Esses subsídios federais impulsionam a competição entre os estados e as subdivisões políticas por esses investimentos, o que leva a mais subsídios. 22

23 Incentivos do governo americano: Créditos tributários -Produção -Investimento Depreciação Programas de crédito -Títulos -Garantias de empréstimos 23

24 Crédito tributário de produção (PTC): A mais importante te ferramenta e dos Estados Unidos para o desenvolvimento de projetos de energia eólica, solar e de biomassa. O PTC é um crédito tributário federal para geradores de energia renovável equivalente a $21/MWh para cada MWh gerado durante os primeiros 10 anos de operação da usina. Os créditos podem ser usados para compensar 100% da obrigação tributária federal de um gerador. 24

25 Créditos tributários de investimento (ITCs): Em 2008 e 2009, os geradores podiam obter ITCs equivalentes a 30% de todo o investimento do gerador no projeto em lugar do PTC. O crédito podia ser convertido em pagamento monetário do Tesouro dos Estados Unidos. 25

26 Depreciação: Por mais de 20 anos, o governo dos Estados Unidos permitiu que os geradores depreciassem o custo da maioria das tecnologias renováveis durante cinco anos. A Lei de Estímulo Econômico de 2008 incluiu uma provisão para depreciação de 50% para o primeiro ano, para tecnologias renováveis entradas em serviço em 2008, prorrogada por Para se qualificar à depreciação extra, o uso original da propriedade tinha de começar com o contribuinte que reivindicava a dedução e a propriedade devia ter entrado em serviço em 2008 ou

27 Programas de empréstimo: Os Títulos de Energia Renovável Limpa são usados por entidades d governamentais e cooperativas para financiar projetos de energia renovável. O tomador do empréstimo paga uma taxa de juro de 0% e devolve apenas o principal. O governo federal paga os juros na forma de créditos tributários. O governo limitou o montante das verbas disponíveis. 27

28 Programas de empréstimo: Originalmente autorizada pela Lei de Política Energética de 2005, o Programa de Garantia de Empréstimos do Departamento de Energia dos EUA liberou uma verba de $10 bilhões em garantias de empréstimo para financiar projetos de eficiência energética e energia renovável, bem como a transmissão necessária. Em 2009, o Congresso autorizou mais $8,5 bilhões em garantias de empréstimo. 28

29 Incentivos estaduais e locais Isenções de impostos -Propriedade -Impostos sobre venda, uso e consumo Autorizações e licenças -Isenção das taxas de autorizações e licenças -Agilização do processo de requisição -Preferências pontuadas para autorizações. 29

30 Conclusões: As obrigações e os incentivos governamentais ajudaram a indústria i de energias renováveis a aumentar eficiências e desenvolver tecnologias novas e mais econômicas que reduzem o custo dos recursos energéticos emergentes. Supondo-se que o preço da energia elétrica continue a subir, as energias renováveis ficarão ainda mais competitivas. 30

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