Dep. Fabio Garcia PSB/MT. O Preço da Energia No Brasil

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1 Dep. Fabio Garcia PSB/MT O Preço da Energia No Brasil

2 Entenda a sua fatura de energia elétrica - Tarifa para Consumidor Residencial (tarifa B1) Parcela A Custos não gerenciáveis, ou seja, que não dependem da gestão da distribuidora: + Custo da energia (geração) + Custo do transporte da energia da usina até a distribuidora (transmissão) + Encargos: CDE Conta de Desenvolvimento Energético Taxa de fiscalização da Aneel Taxa do Operador Nacional do Sistema Pesquisa e desenvolvimento Etc.

3 Entenda a sua fatura de energia elétrica - Tarifa para Consumidor Residencial (tarifa B1) Parcela B Custos gerenciáveis, ou seja, que dependem da gestão da distribuidora: + Despesas operacionais da distribuidora (pessoal, materiais etc.) + Remuneração do capital investido + Depreciação

4 Entenda a sua fatura de energia elétrica - Tarifa para Consumidor Residencial (tarifa B1) Bandeiras tarifárias Custo extraordinário da energia, em função das condições de geração, variável mensalmente. Bandeira Verde R$ 0,00/kWh :: condições favoráveis Bandeira Amarela R$ 0,025/kWh :: condições menos favoráveis Bandeira Vermelha R$ 0,055/kWh :: condições desfavoráveis

5 Entenda a sua fatura de energia elétrica - Tarifa para Consumidor Residencial (tarifa B1) Tributos Sobre o valor total da fatura a ser paga, incidem: + ICMS variável por estado, média de 25% + PIS/Cofins 4,36% + Contribuição para Iluminação Pública (CIP) competência municipal

6 Por dentro da conta de luz (Energisa Resid. B1) Valor da tarifa: R$ 0,4652/kWh Para um consumo de 300 kwh: > Parcela A: R$ 101,74 (72,9%) Geração: R$ 67,55 (30,6%) CDE: R$ 24,00 (10,9%) Outros encargos: R$ 5,72 (2,6%) Transmissão: R$ 4,47 (2,0%) > Parcela B: R$ 37,82 (27,1%) > Bandeira tarifária: R$ 16,50 (7,5%) 25% 31% 4% 7% 11% 17% 3% 2% > PIS/Cofins: R$ 9,63 (4,4%) TOTAL: R$ 220,92 > ICMS: R$ 55,23 (25%) Parcela A - Geração Parcela A - CDE Parcela A - Outros encargos Parcela A - Transmissão Parcela B - Distribuição Bandeira tarifária PIS/Cofins ICMS

7 Por dentro da tarifa (Energisa Resid. B1) - Evolução da tarifa (considerando a bandeira vigente) em R$/kWh 0,6 Tarifa B1 Efetiva 0,5 0,4 0,3 0,2 0,

8 Diagnóstico - Fatores que explicam a evolução das tarifas de energia - Aumento da CDE: tanto pela criação de novas despesas como pela incorporação de outros encargos, como a CCC. - Falta de planejamento: diversos projetos de novas usinas e de linhas de transmissão não foram licitados a tempo; optou-se por usinas do tipo fio d água, sem reservatórios significativos; o governo atuou para baratear a energia quando seu custo estava aumentando, o que prejudicou o seu uso racional. - Crise hídrica: o reduzido volume de chuvas anos limitou a capacidade de geração das hidrelétrica (energia barata) e exigiu o uso intensivo de usinas termelétricas (energia cara). Os reservatórios do SE/CO armazenam hoje 36% da capacidade máxima de geração. No mesmo período de 2005, esse valor era de 85%.

9 CDE - O que é a CDE? É um fundo setorial que recebe recursos de agentes do mercado, gerido pela Eletrobrás, criado em Originalmente, visava o desenvolvimento energético dos estados, a competitividade de fontes alternativas de energia e a universalização do fornecimento de energia elétrica.

10 CDE - Em 2012, o governo federal promoveu profundas alterações na CDE, o que aumentou a despesa nesta conta de R$ 3 Bilhões em 2012 para R$ 25 Bilhões em Na realidade o governo federal criou novas despesas para a CDE como por exemplo: - Compensação pela não prorrogação das concessões - Amortização das operações financeiras vinculadas a reversão das concessões - Alocou para a CDE despesas já existentes entre elas: - Despesas da CCC - Subsídios tarifários: Redução da TUSD para energia Incentivada Redução da tarifa de energia para distribuidoras com mercado inferior a 500 GWh/ano Redução da tarifa de energia para serviço publico de agua e esgoto Redução da tarifa de energia para irrigação Redução da tarifa para eletrificação rural

11 Os objetivos das alterações da CDE - As alterações na CDE tinham 2 objetivos principais: i. Buscar uma fonte de recursos para custear a aposta equivocada do governo na renovação das concessões ii. Permitir que o governo federal anunciasse a redução tarifaria em 2012, feita através de aporte de recursos do tesouro nacional na CDE para pagar despesas já existentes no setor - O governo federal aportou R$ 20 bilhões de recursos do Tesouro Nacional entre 2013 e 2014 para anunciar a redução no preço da energia

12 30 O impacto das alterações da CDE (em R$ bilhões) Despesas criadas em ,8 13,9 21 Despesas existentes antes de ,3 3,5 4,1 4,

13 Problemas das alterações da CDE - Criou-se uma conta bilionária de R$ 25 bilhões sem a devida atenção com os consumidores de energia - Impôs-se custos aos consumidores que não deveriam atingi-los - Distribui-se essas despesas bilionárias de forma não isonômica, injusta e incorreta entre os consumidores de energia elétrica brasileiros - Os consumidores do Sudeste, Centro-Oeste, Sul e do estado do Acre são obrigados a pagar 4,5 a mais esta conta que os consumidores do Nordeste e alguns do Norte - Este impacto e esta distorção não chegou ao consumidor de energia devido ao aporte de R$ 20 bilhões de recursos do tesouro nacional nesta conta durante 2013 e 2014

14 Consequências dos erros da CDE - O reajuste de tarifa ocorrido no brasil em fevereiro demonstra muito claramente as consequências aos brasileiros do erros com a conta da CDE: - O aumento médio no Brasil foi de 23,4% - O aumento médio no Sul, Sudeste, Centro-oeste e Acre foi de 28,7% - O aumento médio no Nordeste e Norte (fora Acre) foi de 5,5% 35,0% 30,0% 25,0% 7,6% 20,0% 15,0% 10,0% 5,7% 17,7% 21,1% Energia CDE 5,0% 0,0% -5,0% 6,2% Brasil SE, CO, Sul e AC N, NE -0,7%

15 Consequências dos erros da CDE - A CDE aprofunda a diferença entre as tarifa de energia nos distintos estados fazendo com que estados com menor CDE tenham menor tarifa de energia 0,7 TARIFAS DAS CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA, POR QUOTA DA CDE 0,6 0,5 0,4 0,3 CDE Alta CDE Baixa Linear (CDE Alta) Linear (CDE Baixa) 0,2 0,1 0

16 Consequências dos erros da CDE - A CDE foi responsável por 76% do aumento ocorrido em fevereiro, o que comprova que a crise hídrica não foi nem de perto o maior responsável pelo aumento de energia no Brasil este ano - O Equivoco e a distorção na CDE fica evidente quando a energia de alguns sobe 5,5% e de outros 28%. - Estamos tratando os brasileiros de forma diferente no Brasil. Pessoas em mesmas condições sócias são tratados diferentemente simplesmente por estarem em UF distintas do Brasil. - O erro da CDE faz com que a classe baixa de alguns estados subsidie tarifa de energia para classe alta de outros. - A CDE, da forma que está, desrespeita a Constituição e os brasileiros.

17 Soluções - Revisão das regras da CDE (PL 832/2015) Mudança na forma de rateio, para toná-la proporcional ao consumo de energia de cada distribuidora. Exigência de aportes do Tesouro Nacional, para custear: - a CCC; - a amortização das indenizações pela reversão das concessões; - o desenvolvimento de fontes renováveis alternativas de energia; e - subsídios às tarifas de energia (exceto tarifa baixa renda)

18 Os Desafios do Setor Elétrico Brasileiro Soluções - Redução do ICMS sobre a energia por meio de um novo pacto federativo -Isenção de tributos sobre as bandeiras tarifárias (PL 1.249/2015 e PLP 62/2015) - Abertura do mercado livre de energia a todos os consumidores, com a portabilidade da conta de energia - Incentivo a autoprodução e geração distribuída de energia no Brasil - Aumento do financiamento via BNDES, hoje limitado a 50% do valor do projeto. - Exigência de leilões por fonte de energia, com preços diferenciados e adequados para cada fonte. - Melhoria no processo de licenciamento ambiental. - Estabilidade regulatória e segurança jurídica.

19 Telefones: (61) (65) Muito Obrigado!

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