O Fim das Grandes Narrativas

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1 #03 NOV > 2008

2 Editorial O Fim das Grandes Narrativas A literatura do século XXI não permite mais textos grandiloqüentes. Já que está se falando tanto de reforma e novas regras gramaticais, vamos acabar, por exemplo, com o mais-que-perfeito? Vamos acabar com as narrativas pseudo-neo-românticas, por favor? E que tal os diálogos pessimamente escritos, que não convencem nem a quem escreveu? Sim, claro, sabemos que você mostrou um conto a todos os seus amigos, sua namorada, seus pais, seu cachorro e o periquito, e todo mundo disse que era bom. Bem, lamentamos informar, mas Papai Noel e o coelhinho da páscoa não existem. Escreveu, não leu, o pau comeu. Este é uma das nobres verdades da literatura de ficção científica. É o preço que paga aquele que não leu (e não lê, e acha que não precisa ler) o que tem sido escrito nos últimos quarenta anos lá fora. É muito, alguém perguntará? Sim, é muito, claro, mas tem que se começar por algum lugar, certo?

3 Editorial Pois nem só de Asimov, Bradbury e Clarke vive o homem. Esta edição vem para demonstrar que é possível escrever de tudo um pouco e quase tudo bem. Vocês vão encontrar narrativas cinematográficas, filosóficas, estranhas. Vocês vão encontrar um autor estrangeiro (como quase sempre aqui) que provavelmente não só nunca leram antes como não devem ter sequer ouvido falar. Um conselho: leiam (e muito) antes de escrever. Não precisam nem nos agradecer pela dica (até porque vocês vão estar muito ocupados nos odiando): mas vocês vão agradecer a si mesmos um dia. Podem ter certeza disso. Como escreveu o falecido mestre Arthur C. Clarke em seu clássico Encontro com Rama, os ramaianos fazem tudo em três. Como dizia outro grande mestre, Jorge Luis Borges, três é um número importante demais para ser ignorado. Para nós, a edição 3 é apenas o começo. Fábio Fernandes e Jacques Barcia Editores

4 sumário do Humans dream of other realities? tibor moricz imagem > flickr de doozzle Sombras Mnemonicas Nao-Deletadas adriana amaral harmonia do mundo Ludimila Hashimoto metamorfose ambulante: a vida de jeremy stake, detetive transmorfo do futuro artigo > fábio fernandes Entrevista > jeffrey thomas a Cor de shrain jeffrey thomas

5 conto Polokov não era policial. Seu trabalho consistia em procurar humanos fugitivos. Era cacador." Do Humans Dream of Other Realities? 18 de maio de Polokov O pequeno hovercar visto a distância, sobrevoando os ares de Nova Nova Iorque, parecia uma mosca errática com problemas de sustentação. Polokov se divertia fazendo manobras arriscadas, tirando finas de antenas de transmissão, telhados e terraços. Agradava-o muito ver a cidade lá de cima. Sentia-se uma espécie de Deus. Como se pudesse apontar o dedo e dizer: desfaça-se. E os prédios, todos, se desfizessem. Ou então: faça-se. E novas construções, formatos diversos, bizarros até, aparecessem num passe de mágica.

6 do humans dream A cidade era formada por uma porção de pináculos que espetavam os ares. Na região central um aglomerado de prédios muito bem conservados. Fora dela, ruínas entremeadas por construções frágeis e condenadas. A Guerra Mundial Terminus jogara a civilização numa fossa profunda. Desassociou nações, desestruturou famílias, dizimou raças. Ao final da queda da última bomba, os velhos W-4 interferiram. Depois deles, os Nexus- 6. Não viram sentido na permanência dos humanos sobre o planeta. Questão de bom senso. Não havia discussão que não acabasse em luta. Luta que não acabasse em guerra. Guerra que não acabasse em destruição em massa. Armas atômicas apontadas para todos os lados. Altercações virulentas entre nações, escaramuças entre fronteiras. Uma ação rápida foi necessária. Ainda quando as emanações de calor das últimas explosões abrasavam o planeta. Lasers apontados e corpos tombando por todos os lados. Os humanos restantes capitularam. Foram todos enviados para Marte. A Terra ganhava inquilinos mais civilizados. Depois dos Nexus-6 vieram os Nexus-7; geração de humanóides robôs a que ele, Polokov, pertencia. Polokov guinou bruscamente. Contornou o domo do Jornal do Estado quase arrancando telhas e, numa risada furiosa, arremeteu, lançando o hovercar para cima, na direção do céu. Subiu quase num ângulo de noventa graus, ultrapassou a densa camada de nuvens radioativas e prosseguiu até falhar o motor do veículo. A atmosfera rarefeita fez tremer o engenho e o sufocou. A subida vertiginosa estancou. O hovercar começou a cair, descendo cada vez mais rápido até que, numa manobra ágil e temerária, Polokov o fez voltar a funcionar. Poucos segundos para estabilizar o veículo e pousar são e salvo no terraço do Palácio de Justiça. Um sorriso amplo no rosto e um bocado de adrenalina no sangue quando entrou em sua sala. 17 de maio de PKD Philip K. Dick empurrou a porta que estava emperrada. Ela rangeu com o esforço e se soltou do que a retinha: lixo. Trastes. Papéis, móveis imprestáveis, bagulhos diversos entulhavam o pequeno apartamento. Era um prédio na periferia. Abandonado há anos, condenado, com riscos de desabamento. Desabitado. Um pequeno corredor, um aposento ao fundo e mais dois contíguos à sala. Todos cobertos por tralha. Fechou a porta atrás de

7 do humans dream si, procurou por qualquer superfície plana e encontrou uma mesa com três pernas, mal equilibrada, encostada na parede. Apoiou sobre ela a valise, tirou o sobretudo, esfregou as mãos suadas e suspirou. A insurgência em Marte fora repentina. Sabia que as chances na Terra eram ínfimas. Convenceu alguns outros a acompanhá-lo. Seqüestraram uma nave de transporte de carga, mataram os pilotos e partiram numa viagem desesperada. Queriam o planeta de volta. Mas não era só isso. Havia mais. Só que ainda não atinara com o quê. 18 de maio de Polokov Polokov se sentou diante de sua mesa. Analisou papéis e memorandos até o comunicador interno soltar um chiado breve. Era Garland, o inspetor de polícia. Queria falar com ele. Já vou Respondeu Polokov, fazendo a voz se misturar a outro grupo de chiados. Polokov não era policial. Seu trabalho consistia em procurar humanos fugitivos. Era caçador. Desde que o restante dos humanos fora exilado em Marte, poucas vezes seus serviços foram solicitados. Recebia um salário fixo que não o deixava morrer de fome, mas as recompensas pelas capturas eram sempre festejadas. Se Garland queria falar, era porque havia trabalho. Isso era certo. A sala ficava no meio do corredor. Uma mesa simples de material sintético imitando madeira, um cabideiro, uma cadeira tosca, um tapete puído, uma poltrona genuína de couro de cabra, mas tão antiga que os pêlos já haviam desaparecido. Da janela dava para ver a cidade até quase seus limites. Sente-se Pediu Garland, enquanto acendia um cigarro. Novidades? Perguntou Polokov, certo de que ia ouvi-las. Roy Batty. Está morto. Polokov manteve a atenção em Garland por alguns instantes. Absorto na informação que acabara de receber. Mas ia processando aquilo com lerdeza, como se se recusasse a aceitar o fato. Como é que é? As palavras brotaram juntas, quase ininteligíveis.

8 do humans dream Pois é. Um tiro de laser na cabeça. Os miolos voaram por um punhado de metros. Por Buster, amigão... Você só pode estar brincando! Foi ontem à noite. Nos arredores da cidade, num condomínio decadente. Houve alguma luta. Roy não teve sorte. Um humano... Hum, hum. Polokov não sabia se ficava perplexo pela perda do amigo ou se exultava. Roy Batty também era um caçador de humanos. O melhor até a noite passada. Ele sabia ou foi casual? Sabia. Foi ao endereço em busca do fugitivo. Polokov sentiu-se traído. O Palácio de Justiça possuía conhecimento de humanos foragidos e nada lhe dissera, preferindo manter a informação sigilosa. Começava a achar que tivera muita sorte com aquela morte. Roy recebera o que merecia. Lamento muito Disse Polokov, procurando um tom de tristeza, sem encontrá-lo com muita eficiência. Acho que temos trabalho para você. Está pronto? Perguntou Garland, apagando o cigarro num cinzeiro de vidro repleto de bitucas. 17 de maio de PKD Lembrava-se de coisas boas. Elas existiram, embora as ruins as suplantassem na maior parte das vezes. Lembrava-se de sua casa num bairro arborizado. Lembrava-se dos pais, dos sorrisos, dos abraços. Lembrava-se também das conversas silenciosas feitas em cantos isolados da casa. A mãe e o pai com semblantes carregados. Lembrava-se dos noticiários. Políticos fazendo discursos. Generais fazendo ameaças. Lembrava-se dos arsenais nucleares, da existência de milhares de ogivas em todo mundo. Lembrava-se de guerras localizadas em vários cantos do planeta. De povos já extintos, de religiões esquecidas. Lembrava-se da carnificina que tomou conta das cidades quando a Guerra Terminus parecia, enfim, ter acabado: legiões de andróides, num levante surpreendente, trataram de terminar o serviço.

9 do humans dream Philip K. Dick se sentou diante da mesa de três pernas, sobre uma caixa que encontrara por ali. Abriu a valise e tirou alguns pertences. Uma arma laser, um calhamaço de papéis soltos que recolhera da nave em que fugiram, e um livro. Pôs-se a folheá-lo. Era um dos poucos que preservara. Livre da perseguição que toda a literatura sofrera. Uma espécie de troféu. Uma obra de ficção que lera e relera diversas vezes. O homem do castelo alto. Escrito por um autor morto há dezenas de anos. Um escritor obscuro, sem maiores produções além daquela obra. Fechou o livro e o encostou aos lábios. Soprou suavemente as folhas, fazendo algumas delas se destacarem. Escolheu uma a esmo e abriu a página correspondente. Apanhando uma caixinha, papel e fita, Robert Childan começou a preparar o presente para a Sra. Kasoura.... Voltou a fechar o livro. Conhecia todas as páginas de cor. Podia recitar o restante se quisesse. Depositou o livro dentro da valise. Pegou uma folha de papel em branco e a analisou com curiosidade. Não sabia por que trouxe todos aqueles papéis. Que instinto estranho o forçara a isso. Mas estava feliz de estar lá com eles. As superfícies imaculadas exigiam ser preenchidas. Philip pegou uma caneta, sentiu um estranho frisson e escreveu no início de uma delas: o que é real? 18 de maio de Polokov Polokov voltou para a sala carregando uma pasta com documentos que eram, até a noite anterior, de Roy. Havia nelas as informações que lhe foram negadas. A quantidade de humanos fugidos, o transporte, a data de chegada, os endereços possíveis. Os nomes de cada um: Harry Bryant, Dave Holden, John Isidore e Philip K. Dick. Roy Batty já caçara Harry Briant, John Isidore e Dave Holden. Roy nunca fazia prisioneiros. A lei exigia que fosse aplicada a Escala Alterada de Voight-Kampff para testar os indivíduos suspeitos. Mas esse teste era perfeitamente dispensável quando já se sabia que esse ou aquele eram humanos. Claro que podiam exigir os procedimentos. E, nesse caso, estes deviam ser administrados. Mas era sempre uma perda de tempo que não servia para nada mais do que protelar o inevitável. Abriu a pasta e espalhou os documentos sobre a mesa. Havia fotos. De todos. Assim era mais fácil. Retirou do grupo de fotos as referentes aos três já caçados. Deteve-se na de Philip K. Dick. Um homem de meia idade. Testa alta.

10 do humans dream Barba cerrada. Têmporas esbranquiçadas. Marcas de expressão no rosto de feições vigorosas. Observou melhor o homem que matara Roy Batty. Não havia nada naquele humano que pudesse apontá-lo como um assassino. Mas, claro, todos sabiam que os humanos eram assassinos por natureza, mesmo que as aparências vendessem amizade, fraternidade e paz. Philip K. Dick... K de killer, sem dúvida. Um maldito assassino que acabara criando uma situação excepcional para Polokov. A grande oportunidade. Assumir a posição de Roy Batty e provar o próprio valor ao inspetor Garland. Ia torrar o cara. Queimá-lo até as bolas. 17 de maio de PKD Pensou na fuga. Na tresloucada corrida para entrarem despercebidos na nave que partiria em breve. Na tentativa confusa de se misturarem à carga. Pensou nos minutos angustiantes de espera até que todas as portas fossem fechadas e os motores começassem a rugir. Agruparam-se. Percorreram a área de carga à procura de portas de passagem. Percorreram corredores vazios. A nave podia carregar milhares de toneladas, mas não exigia uma quantidade de tripulantes excessiva. Bastavam os pilotos. Em terra o trabalho de descarga era feito roboticamente. Chegaram à cabine de comando. Só dois lá dentro. Dominá-los foi fácil. Mas só porque bateram neles com alavancas. Não deram aos dois nenhuma oportunidade de luta. Arrastaram os corpos e os jogaram no compartimento de carga. Assumiram o controle da nave. John Isidore foi o piloto. Viram a Terra se aproximando aos poucos. Não responderam a nenhum chamado, deixando os controladores de ambos os planetas acreditar que estavam passando por problemas de comunicação. Nem respeitaram as ordens para se manterem na rota pré-estabelecida. Desviaram-se, apontando a nave para a América do Norte (quando a nave estava programada para ir ao Oriente Médio). Pensou no descampado em que chegaram. Em que pousaram a nave e dela se afastaram, certos de terem sido rastreados. Sabiam que estariam cercados de policiais e caçadores de cabeça em pouco tempo. Acharam por bem se separar. Isso tornaria as buscas mais difíceis. Sabiam que os Nexus-7 tinham seus métodos para seguir passos, mas não queriam facilitar as coisas. De forma geral podiam se misturar aos andróides que circulavam pela cidade sem que fossem identificados. Só a aplicação da escala de Voight-Kampff poderia denunciá-los.

11 do humans dream Dirigira-se para a periferia. E ali estava. Preferira se ocultar nas sombras. Onde pudesse permanecer por algum tempo, meditativo, tentando calcular atos e mensurar chances. Sabia que não possuía nenhuma. Eram menos que um punhado de inúteis. Um pífio Exército de Brancaleone contra milhões de andróides. A vinda, afinal, não tivera o intuito de promover uma guerra contra os Nexus-7. Morreriam de qualquer jeito, fossem como serviçais em Marte, fossem como foragidos na Terra. Que morressem, então, no planeta de origem. No lar. Era tudo com o que sonhavam. Lutaria até o fim. Tentaria dar à vida um sentido que não tivera até aquele momento. Escreveria a sua história com traços firmes. As primeiras linhas começaram a ser delineadas no momento em que ouviu passos no corredor, do lado de fora do apartamento. Limpou os olhos úmidos das lágrimas que vinha tentando conter, pegou a arma laser na valise e se ergueu. Estava consciente. Mais do que nunca. Afastou-se da mesa e foi para o lado da porta. Não precisou aguardar muito. 18 de maio de Polokov Havia todo um cálculo de probabilidades. As chances de Philip Killer Dick estar próximo do local onde se dera o enfrentamento com Roy Batty eram bastante consideráveis. Não havia muitos lugares para um humano se esconder na cidade sem levantar suspeitas, fora a região decrépita da periferia de Nova Nova Iorque. Centenas de lóculos em estado de miséria aguardando por um morador eventual. Um fugitivo. Por vezes se flagrava tentando entender o que passava pela cabeça de um humano. Porque fugiriam de um lugar onde podiam ter uma vida razoável. Porque voltariam para a Terra quando sabiam que seriam caçados, encontrados e mortos. O conceito da saudade era e sempre lhe fora uma incógnita. A procura pelas raízes, o choro convulsivo dos que conseguiam, finalmente, colocar os pés sobre a terra em que viveram. O sentimento forte e pungente que prendia os humanos ao passado, tornando-os escravos das próprias lembranças. Não conseguia entender isso e mais um monte de coisas. Sabia apenas que precisava levantar a bunda da cadeira e sair em busca de um homem. Um protótipo original cheio de defeitos de fabricação, vícios e decrepitudes: Philip Killer Dick. Enfiou a foto do homem no bolso da camisa, fungou e saiu da sala carregando uma valise. Ia ter um pouco de ação, finalmente.

12 do humans dream 17 de maio de 2038 PKD Estivera suando até há pouco. Mas agora sentia frio. Enfrentara todas as dificuldades possíveis para chegar aonde chegara. Atravessara o espaço por milhões de quilômetros para rever o planeta, sentir o cheiro da terra, se familiarizar novamente com a gravidade tão aprazível. Matara alguns andróides, aliciara outros humanos cujos sonhos suplantavam em muito uma existência medíocre em Marte. Estavam já provavelmente mortos. Grudou as costas na parede. Prendeu a respiração por instantes. Apenas o necessário para não ser detectado pelos ouvidos apuradíssimos de um Nexus-7. Segundos ínfimos que antecederam a explosão da porta numa bolha de fogo, fumaça e destruição. Foi arrebatado pela violenta expansão de energia. O deslocamento de ar o atirou sobre a mesa, destroçando-a. Estava ainda atônito e confuso nos segundos que sucederam a explosão. O laser firme na mão embora tremesse de medo e esgotamento. Um facho intenso de luz se chocou contra a parede às suas costas. Pedaços de madeira da mesa caída se incendiaram. Brasas lhe queimaram a perna, causando dores cruciantes. Ele revidou. Disparos foram efetuados de ambos os lados enquanto se erguia em meio à fumaça. Vasculhou o chão atrás dos papéis. Encontrou a caneta e folhas soltas, espalhadas. Algumas queimando. Tentou juntá-las quando foi agarrado pelo braço. Uma catapulta o arremessou a distância. Bateu contra um obstáculo indistinguível, rodopiou sem controle e tombou de barriga, deslizando alguns metros. A esperança, qualquer uma que ainda possuísse, escapava deixando-o prostrado. Girou e procurou o oponente em meio à densa fumaça. Viu sombras. Ou das labaredas, ou do caçador. Naquela circunstância, quem adivinharia a origem? Pernas se moveram... Passos decididos. Philip se abandonou. Fervilhando de desespero pela perda das folhas que carregava consigo. Talvez ainda pudesse resgatá-las. Viu o homem se aproximando. Tombou a cabeça, firmou a arma na mão sob o corpo dobrado. Fingiu estar desmaiado ou morto. Identificou os sapatos, viu as calças, com os olhos semicerrados. Alguns móveis velhos crepitavam quando puxou o gatilho. Apenas um décimo de segundo antes do caçador. A cabeça de Roy Batty desapareceu para no lugar surgir uma nuvem de fumaça e a mais absoluta vacuidade. De pensamentos e de existência. O corpo desabou, levantando uma nuvem de pó.

13 do humans dream Philip engatinhou. Voltou à sala. Procurou pelos papéis. Encontrou-os milagrosamente intactos. Alguns poucos carbonizados. Agarrou-os. Eramlhe muito importantes, mesmo sem ainda saber por quê. Uma imensidão de sonhos, devaneios e pesadelos o cercavam desde o exílio. Vozes que lhe sussurravam ao ouvido. Visões de um mundo diferente. Saiu para o corredor e respirou fundo para afastar a sufocação. Fantasmas voltaram a perturbar-lhe a sanidade. Agarrou-se ainda mais aos papéis e saiu trôpego, tentando caminhar para longe. Diante dele um torvelinho de imagens fantásticas, fazendo-o mergulhar numa realidade completamente diferente e assustadora. 18 de maio de 2038 Polokov O apartamento estava totalmente destruído. A equipe antichamas fizera um bom trabalho evitando que todo o prédio se incendiasse. Viu o desenho de giz marcando a posição em que o corpo de Roy havia sido encontrado. Chutou uma porta semidestruida. Não sabia o que ia encontrar, mas sua presença ali era imperativa. Vasculhou todos os espaços. Restos de trastes. Restos de restos de trastes. Teve a atenção atraída para um livro. Consumido pelo fogo quase na totalidade. O ho..... cast.. to. Virou algumas páginas fazendo cinzas voarem. Sujou as mãos. Cheirou o papel que restara intacto e sentiu nele um leve, quase ausente, cheiro amadeirado. Um toque de almíscar. Então era assim que o homem cheirava? Era assim que manifestava sua presença? Era assim que seria identificado, mesmo em meio a outras centenas de pessoas? Polokov sorriu e jogou o resto do livro no chão. Identificou as sobras de uma valise, panos queimados onde o cheiro amadeirado persistia apesar da destruição ser quase completa. Correria a cidade como um extinto cão perdigueiro. Farejaria até encontrar o maldito que matara Roy. O azarado Roy. Coitadinho do Roy pensou Polokov com um sorriso satisfeito.

14 do humans dream 17 de maio de 2038 PKD Philip se arrastou para fora do prédio. Agarrado às folhas. A arma laser presa na cintura. No bolso da calça, milagrosamente, a caneta. Ouviu sirenas que se aproximavam rápidas. A azáfama logo tomaria conta daquele trecho. Era imperativo se afastar dali. A dor na perna não o perturbava. O frio invernal não o perturbava. A precipitação leve de radioatividade não o perturbava. Mas as lembranças de uma vida que não vivera... Essas o perturbavam. Martelavam-lhe a cabeça como poderosos bate-estacas. A náusea veio. As pernas fraquejaram e ele se ajoelhou num declive, longe um quilômetro e meio do prédio de onde se evadira e bem diante de um arbusto. Vomitou o pouco que trazia dentro do estômago. Engasgou com a própria saliva. Chorou por uma vida que não viveu, uma existência que não existiu. Permaneceu ali, respirando fundo, tentando recuperar uma parte da sanidade. Tentando apagar da mente as imagens que passaram a atormentálo. Sonhos recorrentes sobre uma vida que jamais experimentara. Observou, maravilhado, um gafanhotinho que se movia por entre as folhas. Era uma visão fantástica. O coração aos pulos, explodindo numa alegria incontida. Pensou em cães e gatos. Em pássaros chilreando. Insetos diversos. Animais selvagens vivendo nas savanas, a fauna magnífica que existia antes da Guerra Terminus. E se lembrou de quem era. Despertou do longo sonho que vinha tendo. Ergueu-se com dificuldade, se agarrou aos papéis que trazia e caminhou absorto em pensamentos. As mãos trêmulas e ansiosas para começar o trabalho. 18 de maio de 2038 Polokov O Sol ia alto. Polokov permaneceu imóvel, pairando suavemente sobre um dos conjuntos habitacionais abandonados. Observava qualquer movimentação que pudesse revelar a presença de alguém. O hovercar deslizava de tempos em tempos, alterando seu posicionamento, levando-o a locais diferentes. Os olhos treinados tentavam identificar qualquer resquício de vida inteligente em ação.

15 do humans dream Claro que Philip Killer Dick podia estar muito quietinho dentro de uma das centenas de apartamentos vazios, mas a sorte era uma companheira constante que aprendera a não subestimar. Observava cantos escondidos, trechos em escombros, ruas, becos, galpões, sombras indistintas. Dava rasantes cuidadosos procurando por recantos. Era um andróide cuidadoso ao extremo. Não intentava seguir Roy Batty para onde quer que pudesse ter ido (não acreditava em vida após a morte, apesar de Buster Amigão vir repetindo bobagens como essa nas últimas apresentações). Sabia que o fugitivo fora para a periferia. Sabia que ele não sairia de lá. Havia bloqueios extras na cidade. Estavam parando todos que fossem suspeitos. O lugar mais seguro era ainda dentro do caos e da destruição de conjuntos abandonados como este sob o hovercar. Depois da morte de Roy, o fugitivo se tornaria ainda mais arisco e cuidadoso. Não levantaria suspeitas, tentaria não deixar rastros. Mas um humano era essencialmente imperfeito. Assim, as chances de errar eram consideráveis. Polokov trabalhava com estatísticas. E elas eram irrepreensíveis: encontraria o fugitivo. Levasse o tempo que fosse necessário. 18 de maio de 2038 PKD Debruçou-se sobre um caixote. Ao lado corria o esgoto exalando odores. Acima, protegendo-o, o cano largo que, com sua bocarra, despejava líquidos mal cheirosos no estéril rio Hudson. Nas horas em que lá passara quase aprendera a suportar o fedor. Estava próximo da saída, o suficiente para que a luz de fora iluminasse parcamente os papéis que iam se sucedendo, escritos com letra miúda, ocupados nos menores espaços. Estava cansado. No limite da exaustão. Mas não podia parar. Precisava pôr para fora tudo o que lhe consumia a alma. Anos e anos de sonhos e pesadelos intermináveis ganhavam vida na ponta da caneta e na alvura do papel. Os músculos do braço reclamavam alguns instantes de descanso, que se recusava a lhes oferecer. O coração palpitava. A mente absorta na verdade que ia cuspindo sobre o papel. Ele era Philip Kindred Dick, um homem fora do tempo, fora da realidade, fora do mundo. vida. Mas estava prestes a corrigir esse erro. Prestes a retomar as rédeas da

16 do humans dream Polokov Pousou o hovercar numa área aberta, distante quatrocentos metros do conjunto habitacional mais próximo. Terra ressecada, poucos arbustos mais resistentes. Nada ao Norte. Nada ao Sul, mesmo após o rio Hudson que corria silencioso na direção do mar. Ao longe se distinguiam os roncos de veículos terrestres. Sombras distantes deixavam identificar o vôo seguro de hovercars. Aquele era um trecho abandonado, desprezado pela civilização. Um museu ao ar livre cuja função era demonstrar a decadência da raça humana. Uma raça extirpada da face da Terra, para a felicidade dos novos inquilinos. Polokov cheirou o ar. Sorriu discretamente e tirou o laser do bolso. Girou para todos os lados observando a desolação. Procurou a serpente negra que descia pegajosa por seu leito, indo buscar no oceano um sepultamento definitivo. Sentiu a presença de odores diferenciados. Dejetos. Dispersões industriais químicas e orgânicas. Venenos de diversos gêneros. Apesar dos odores marcantes da poluição, sentia de forma bem leve, quase imperceptível, o almíscar. Philip Killer Dick. Estava tão próximo dele... PKD Sabia que o tempo se extinguia. E isso o alegrava. Na medida em que as linhas avançavam sobre o papel, o destino ia ficando mais claro. Quase um sentimento de regozijo. Não havia exaustão que o impedisse de continuar, não havia pânico e medo da morte, porque ela não existia. Não era ele ali. Estava no lugar errado. Virou a última folha. O coração explodindo dentro do peito. Ouvira o motor do hovercar sobrevoando a área. Estava sendo caçado e o caçador estava muito próximo. Não escaparia e nem queria que isso ocorresse. Estava afoito pelo fim, quase saindo e dando as caras para um tiro certeiro. Mas precisava terminar. Só aquele último ato poderia libertá-lo. Até a última palavra, última letra. Depois do ponto final. Quando reunisse as folhas e entendesse que sua missão estava cumprida. Passos do lado de fora o sobressaltaram.

17 do humans dream Polokov Polokov avançou sem pressa. Precisava ser cauteloso. Virou as costas para as construções derribadas e caminhou na direção do rio. A água corrente deixando fluir emanações de podridão. Parou no barranco e deitou a vista em toda a extensão, de cima a baixo. Mato e lixo em profusão ocupavam as margens. Bocarras brotavam da terra, deixando vazar finos regatos de água pútrida. E mesmo afligido por odores terríveis, conseguiu distinguir o almiscarado que resistia à decomposição reinante. Seus olhos percorreram os canos, todos, até que se detiveram em um. Distante menos de cem metros. Sorriu, ajustou o laser e começou a descer o barranco, tomando cuidado para não cair. PKD Apressou-se. Aumentou a velocidade da escrita, fazendo correr a caneta sobre o papel. Começou a abreviar palavras, ignorar acentuações. Era importante que terminasse logo. Sentiu um arrepio e a sensação de tempo perdido quando escutou o rolar de pedras perto dali. Por um instante temeu que não conseguisse. Polokov Afastou-se das margens barrentas. Tentou caminhar sobre os arbustos, mas não foi eficiente. Afundou os pés em poças densas de água podre. Enroscou-se em galhos. Chafurdou na lama. Respingos colaram nas calças e na camisa. O ódio ia aumentando à medida que avançava. A ânsia de explodir o fugitivo que se escondia era tão intensa que duvidava poder resistir ao apelo racional da aplicação da Escala Alterada de Voight-Kampff. Se o maldito o pedisse, receberia um tiro no peito como resposta. Driblou com dificuldade um tonel meio submerso e estancou. Estava a dois metros da entrada do cano. E ouviu risos.

18 do humans dream PKD Estava acabando. Apenas algumas linhas. As mãos crispadas segurando a caneta. Os dedos com juntas esbranquiçadas doíam. A tinta próxima do fim. Os papéis na última folha. Não saberia dizer se reconstruíra a história mentalmente para que coubesse naquela centena de folhas ou se ela se adaptara à limitação existente, aderindo ao papel na medida exata de sua necessidade. Mas o fato era que a tinha ali, praticamente pronta. Acabada. E então soltou um riso preso. Um riso desesperado e exultante de alguém que consegue, enfim, se livrar dos grilhões que o prendem. Um riso de alívio. Polokov e PKD Acostumou-se rapidamente à escuridão relativa. Pôde divisar o corpo de um homem recortado contra o fundo negro do cano. Estava em pé. Ambas as mãos abaixadas. Nenhuma arma aparente, a não ser o que parecia um calhamaço de papéis. Avançou dois passos, controlando a vontade insana de disparar, tantas vezes quantas necessárias até que aquele homem fosse inteiramente desintegrado. Até que virasse vapor e fumaça. O homem, entretanto, exibia uma expressão de paz e tranqüilidade. A alma leve. Os lábios torcidos para cima, sorrindo silenciosos. Os olhos dirigidos para ele, Polokov, e para a arma empunhada. Acabou Disse Philip. Acabou Confirmou Polokov. O dedo coçando o gatilho. Mas não para mim. Continuou Philip. Polokov se retesou e procurou por sinais externos de uma armadilha. Podia ter puxado o gatilho, mas não o fez.

19 do humans dream Eu tenho a arma. Disse Polokov, tenso. E eu tenho a verdade. Polokov riu. Vai me dizer que não é humano? Vai solicitar a aplicação da Escala Alterada de Voight-Kampff? Vai insistir nessa bobagem? Eu sou humano. Humano. Não um simulacro orgânico como você. Fui gerado em um útero e não em câmaras de clonagem. ar. Que conversa é essa? Philip K. Dick ergueu o monte de papéis que segurava e balançou-os no Aqui está a verdade. Você não existe. Essa realidade não existe. Estou mergulhado num sonho maldito. Finalmente pronto para me libertar dele. Voltar à normalidade. Hum-hum... Você vai se libertar. Essa realidade não existe mesmo. Pelo menos não mais para voc... Polokov soltou uma exclamação, sobressaltado. O dedo puxou o gatilho e o disparo se perdeu dentro do cano, mergulhando nas profundezas. Philip gritava a plenos pulmões, saltando de um lado para outro. Não sou REAL! EU NÃO SOU REAL! Nada que me cerca é verdadeiro. NADA! Livre, FINALMENTE. Abaixou os braços, pareceu se acalmar e olhou para Polokov. Tenho pena de você. Vai desaparecer quanto eu me for. Você e toda essa alegoria. Passarão a ser uma fantasia de breve duração. Um segundo disparo o atingiu em cheio. O corpo foi lançado para trás indo cair nas águas pútridas que corriam lentamente para o rio. Carne crepitando e fumaça densa. Papéis ainda volitando, caindo por todos os lados. Polokov se adiantou. Caminhou até diante do corpo e constatou a morte. Olhar crispado. Boca aberta soltando um suave vapor. Você me parece bastante real... Seu idiota. Resmungou Polokov, chutando o corpo inerte. Olhou ao redor para os papéis espalhados. Abaixouse e pegou alguns. Leu trechos soltos. Franziu o cenho. Molhou os lábios, e localizou o título daquela narrativa estranha. Teve a impressão de ver seu nome ali, escrito nalguma parte. Aproximou-se mais da luz. Do androids dream of electric sheep?

20 do humans dream Que droga é essa? Voltou a resmungar Para quê serviriam ovelhas, se elas existissem? Principalmente as elétricas? Jogou os papéis no chão e saiu do cano abafado e mal cheiroso. Olhou para o céu nublado. Começava a chover mais uma vez. A mesma precipitação radioativa. Olhou para si mesmo e para a cidade além do rio Hudson. Para os prédios, para a vida que pulsava. Pensou no que faria com os mil dólares a que fizera direito por essa caçada. Humanos imbecis... pensou, chapinhando de volta ao hovercar. Tibor Moricz foi um dos premiados do XI Concurso de Contos de Araraquara Prêmio Ignácio de Loyola Brandão, com um conto de ficção científica, e da primeira edição do Prêmio Bráulio Tavares. É autor do romance Síndrome de Cérbero (JR Editora, 2006) e da coletânea de contos FOME (Tarja Editorial, 2008).

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