PORTARIA NORMATIVA N 119, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010

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1 INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE PORTARIA NORMATIVA N 119, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010 Dispõe sobre o horário de funcionamento do Instituto Chico Mendes, jornada de trabalho e controle da freqüência dos servidores, e da outras providências. O PRESIDENTE DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE no uso das atribuições que lhe confere o inciso I, do art. 19 do Decreto nº 6.100, de 26 de abril de 2007, publicado em 27 de abril de 2007, e Portaria nº 532 de 25 de julho de 2008, publicada no Diário Oficial de 30 de julho de 2008, RESOLVE: Art. 1º. A jornada de trabalho e o controle da freqüência dos servidores do ICMBio obedecem ao disposto nesta Portaria. Art. 2º. Para fins desta Portaria consideram-se os seguintes conceitos: I - assiduidade: o servidor deve comparecer habitualmente ao local de trabalho e desempenhar as funções e atribuições próprias do cargo que é titular, em sua esfera de competência; II - atraso ou saída antecipada: a chegada ou saída do servidor de seu local de trabalho em horário posterior ou anterior, respectivamente, ao estabelecido para o desenvolvimento de suas atividades; III - ausência: faltas ao trabalho; IV - boletim de Alteração de Freqüência: documento que contém faltas, atrasos, saídas antecipadas, sem justificativa; V - banco de horas: é o mecanismo que possibilita a compensação do excesso positivou ou negativo de horas trabalhadas em um dia com a correspondente diminuição ou acréscimo em outro, sem o pagamento de horas extras; VI - caso de força maior é aquele resultante de um evento humano que, por ser imprevisível e intransponível, impede o servidor de comparecer ao serviço; VII - caso fortuito é aquele resultante de um evento da natureza, imprevisível e inevitável, que impede o servidor de comparecer ao serviço;

2 VIII - falta injustificada: o não-comparecimento do servidor ao serviço, sem justificativa; IX - horário de expediente: horário de atendimento ao público; X - horário especial de estudante: concessão de alteração do horário de forma a permitir o desenvolvimento do aprendizado para servidor regularmente matriculado em curso regular de ensino, cujo horário coincida parcialmente com o do trabalho; XI horário normal de funcionamento: horário em que os servidores poderão trabalhar no ICMBio, salvo prévia autorização; XII - horas excedentes: são aquelas autorizadas ao servidor para realizar atividade de interesse da administração em caráter excepcional justificando a necessidade, as quais poderão ser utilizadas para usufruto de futuras compensações; XIII - jornada de trabalho: duração do trabalho diário do servidor; XIV - pontualidade: o servidor deve observar rigorosamente o horário de início e término do expediente e do interstício para refeição e descanso, conforme estabelecido junto às chefias imediatas. CAPÍTULO I DA JORNADA DE TRABALHO Art.3º. A jornada de trabalho no Instituto Chico Mendes é de 8 (oito) horas diárias carga horária semanal de 40 (quarenta) horas cumprida preferencialmente no período das 8h às 18h, com intervalo para refeição não inferior a 1 (uma) nem superior a 3 (três) horas, ressalvados os casos disciplinados em legislação específica, ficando fixado o horário de funcionamento do órgão das 7h às 20h. 1º. As unidades de conservação e os centros especializados poderão excepcionalmente, comprovada a necessidade e a conveniência do serviço, e considerando as peculiaridades de suas atividades, à critério da administração, adotar horário de funcionamento e jornada de trabalho diversos do estabelecido nesta Portaria, desde que submetido a análise do Coordenador Regional e da Coordenação Geral de Gestão de Pessoas, sendo esta última responsável pela elaboração de ato a ser submetido à assinatura e aprovação do Presidente deste Instituto, e posterior publicação no Boletim de Serviço. 2º. As escalas individuais de horário devem ser definidas assegurando a distribuição adequada da força de trabalho, de forma a garantir o funcionamento de todas as unidades do ICMBio no período fixado no caput deste artigo. 3º. O servidor designado para a realização de atividades de fiscalização fora da sede do órgão ou qualquer outro trabalho externo deve cumprir a jornada prevista no caput deste artigo. Art.4º. Quando os serviços exigirem atividades contínuas de regime de turnos ou escalas, em período igual ou superior a 12 (doze) horas ininterruptas, em função de atendimento ao público

3 ou trabalho no período noturno, é facultado ao dirigente máximo do ICMBio autorizar os servidores a cumprirem jornada de trabalho de 6 (seis) horas diárias e carga horária de 30 (trinta) horas semanais, mediante publicação em Boletim de Serviços do ICMBio. 1º. A publicação de que trata o caput deste artigo deve determinar as unidades organizacionais e detalhar os servidores em exercício nestes locais que terão a jornada de trabalho diferenciada conforme necessidade de serviço. 2º. Os servidores que cumprirem jornada de trabalho de 6 (seis horas) diárias e 30 (trinta) horas semanais devem dispensar o intervalo para refeições. Art.5º. Será facultada às unidades de conservação e aos centros especializados a adoção de jornadas especiais de trabalho, observada a carga horária à qual o servidor está sujeito, para a execução de serviços que exijam atividades contínuas, desde que autorizada pelo Presidente do Instituto. 1º. Em situações especiais, mantidas as condições estabelecidas no caput, acima, poderão as unidades adotar regime de trabalho em escala de revezamento, na modalidade 12 (doze) horas x 36 (trinta e seis) horas (doze horas de trabalho e trinta e seis horas de descanso). 2º. O ato de concessão a que se refere o caput e o 1º deste artigo deverá conter a relação nominal dos servidores, dias e horários dos seus expedientes, e será publicado no Boletim de serviços do ICMBio. 3º. Por se tratar de jornada compensatória, inclusive nos casos de expedientes abertos a visitação, as horas trabalhadas aos sábados, domingos e feriados não serão computadas em dobro, para nenhum efeito, devendo ocorrer o registro no banco de horas. Art.6º. Tratando-se de interesse público inadiável poderá o chefe da unidade convocar o servidor em horário diverso do estabelecido em sua jornada de trabalho, respeitadas as disposições legais vigentes, devendo ocorrer o registro das horas trabalhadas a mais no banco de horas. Art.7º. Ao servidor ocupante de cargo de provimento efetivo, poderá ser concedido, a critério da administração, redução da jornada de trabalho de 8 (oito) para 6 (seis) ou 4 (quatro) horas diárias, e 30 (trinta) ou 20 (vinte) horas semanais, com remuneração proporcional, nos termos da Medida Provisória nº , de 24 de agosto de Art.8º. O servidor ocupante de cargo em comissão ou função de confiança também fica submetido à jornada de 40 (quarenta) horas semanais, com dedicação integral ao serviço, podendo ainda, ser convocado para atender interesse público ou necessidade de serviço, conforme estipulado na Lei nº 8.112/90. Art.9º. Quando o trabalho for executado no horário compreendido entre as 22 (vinte e duas) horas e as 5 (cinco) horas da manhã, o servidor fará jus a percepção do adicional noturno, com acréscimo de 25% a hora trabalhada. Art.10. Fica vedada, no âmbito do ICMBio, a adoção de regime de trabalho que preveja jornada ininterrupta superior a 12 (doze) horas, salvo os casos de necessidade do serviço, que serão compensadas, segundo a conveniência do serviço, por descanso em período equivalente no dia seguinte, ou no fim da viagem, desde que devidamente justificados e autorizados pelo Coordenador Regional com aprovação da DIPLAN/CGGP.

4 1º. Nos casos em que as atividades são desenvolvidas em áreas fora do continente, em ilhas ou arquipélagos, respeitada a jornada de trabalho prevista no art. 3º desta Portaria, os servidores terão direito a cada 45 (quarenta e cinco) dias corridos de trabalho a uma folga de 7 (sete) dias, destinada para retorno ao continente. CAPÍTULO II DO BANCO DE HORAS Art.11. É permitida a flexibilização do horário do cumprimento da jornada individual, observados a anuência da chefia imediata, a conveniência do serviço, o período regular de jornada de trabalho do ICMBio e o disposto nesta Portaria. Art.12. A flexibilização de que trata o artigo anterior será efetuada mediante a utilização de Banco de Horas, no qual serão registrados, de forma individualizada, as horas trabalhadas pelo servidor do ICMBio durante o mês, para fins de compensação de carga horária inferior ou excedente à jornada mensal a ser cumprida. 1º. Integrarão o Banco as horas de trabalho excedentes não remuneradas como serviço extraordinário. 2º. Não poderão ser armazenadas mais que 20 (vinte) horas, mensais positivas ou negativas, no Banco de Horas. 3º. O débito de carga horária que exceder o limite estabelecido no parágrafo anterior será objeto de desconto em pecúnia no mês subsequente ao da apuração. 4º. As horas acumuladas deverão ser usufruídas obrigatoriamente no mês subseqüente ao da apuração 5º. O não usufruto das horas acumuladas conforme o previsto no parágrafo anterior gera a perda do direito a compensação das horas trabalhadas a mais. Art.13. Devem ser validados, para efeito do Banco de Horas, os períodos trabalhados, em caráter excepcional, fora do período regular de funcionamento do ICMBio, mediante prévia autorização do titular da unidade. Parágrafo único. A autorização de que trata o caput deste artigo deve constar no campo observações da folha de frequência do servidor. Art.14. A utilização do crédito e/ou a compensação do débito deverá ser previamente acordado com a chefia imediata, registrado em folha de ponto e informando à Coordenação Geral de Gestão de Pessoas por meio do Boletim de Freqüência Mensal. Art.15. Os atrasos, ausências e saídas antecipadas, não compensadas, acarretarão perda proporcional da parcela de remuneração diária. CAPÍTULO III DO CONTROLE DE FREQUÊNCIA Art.16. Até que sejam instituídos controles mecânicos ou eletrônicos, o controle de assiduidade e pontualidade do servidor será feito por intermédio de assinatura diária em folha de ponto.

5 1º. Deverão ser registradas na folha de ponto do servidor, além da jornada de trabalho a qual se encontra submetido às horas decorrentes do alongamento da jornada, os atrasos e faltas não justificadas, as saídas antecipadas e outras. 2º. A distribuição e o recolhimento diário da folha de ponto, apos firmados os registros de presença, entrada e saída do servidor, mediante assinatura, e outras eventuais ocorrências, é de responsabilidade do chefe imediato. 3º. Na ausência do chefe imediato ou do seu substituto, legalmente designado, a freqüência será atestada pelo coordenador regional de vinculação e apoio da unidade. 4º. A freqüência dos chefes de unidades de conservação será atestada pelo Coordenador Regional a qual está vinculada a unidade. 5º. A freqüência dos chefes dos centros especializados será atestada pelo Diretor da Diretoria de Conservação da Biodiversidade. 6º. Havendo necessidade de execução de atividades fora da unidade de lotação e/ou exercício do servidor, ou caso estas ocorram em condições adversas ao registro diário de ponto, a assiduidade e efetiva prestação de serviço deste serão comprovadas mediante preenchimento de boletim semanal, controlado e atestado pela chefia imediata. 7º. O Boletim de Freqüência Mensal deverá ser encaminhado obrigatoriamente à Coordenação Geral de Gestão de Pessoas - CGGP, devidamente atestado pela chefia imediata até o 5º dia útil do mês subseqüente, mantidas as folhas de ponto em arquivo na unidade de origem ou coordenação regional. Art.17. É facultativa a assinatura da folha de ponto pelo servidor ocupante de cargo comissionado de nível 4, 5 e 6, restando a obrigatoriedade de comprovar a efetividade funcional através do Boletim de Freqüência Mensal. CAPÍTULO IV DAS FALTAS Art. 18. No cômputo de faltas sucessivas e injustificadas não se excluem os sábados, domingos e feriados intercalados. Art. 19. Nos casos de faltas, atrasos, ausências e saídas antecipadas, injustificados, o servidor perderá a remuneração do período correspondente. Art. 20. Exceto para a execução de serviços externos ou por motivo devidamente justificado, com prévia autorização formal da chefia imediata, conforme o caso, nenhum servidor poderá afastar-se do ICMBio durante o horário de trabalho. 1 o O servidor deverá comunicar as ausências previstas em lei à chefia imediata com a devida documentação comprobatória: I - por um dia para doação de sangue; II - por dois dias para seu alistamento eleitoral; III - por oito dias consecutivos, em virtude de casamento;

6 IV - por oito dias consecutivos, no caso de falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos; V - por cinco dias no caso de licença paternidade ou adoção; VI - por cento e vinte dias para licença gestante; VII - por noventa dias para servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança de até um ano de idade; VIII - por trinta dias para servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança com mais de um ano de idade; IX - durante a jornada de trabalho para amamentar o próprio filho, até a idade de seis meses, a servidora lactante tem direito a uma hora de descanso que poderá ser parcelada em dois períodos de trinta minutos. 2 o A documentação comprobatória de que trata o 1 o deverá ser encaminhada, pela chefia imediata, conforme o caso, à Coordenação Geral de Gestão de Pessoas. 3 o A ausência intencional do serviço por mais de trinta dias consecutivos configura abandono de cargo, passível da aplicação da penalidade de demissão, mediante Processo Administrativo Disciplinar - PAD. 4 o As faltas injustificadas por mais de sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses, constituem inassiduidade habitual, passível da aplicação da penalidade de demissão, mediante Processo Administrativo Disciplinar - PAD. Art. 21. As faltas e ausência decorrentes de caso fortuito ou de força maior, desde que devidamente justificadas, poderão ser compensadas a critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exercício CAPÍTULO V DOS HORÁRIOS ESPECIAIS Art. 22. Poderá ser concedido horário especial ao servidor que: I - for estudante matriculado em curso regular de ensino fundamental ou médio, superior ou de pós-graduação cujos horários de aula coincidam, parcialmente, com o de funcionamento do ICMBio, devendo acertar com a chefia imediata horário especial que garanta o cumprimento da jornada de trabalho; II - for portador de deficiência, quando comprovada a necessidade por junta médica oficial; III - tiver cônjuge, filho ou dependente portador de deficiência física, comprovada a necessidade por junta médica oficial; IV perceba Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso, nos termos do previsto nos artigos 76-A e seguintes da Lei n o 8.112, de 1990, nos casos em que a atividade seja exercida sem prejuízo do cargo. Art. 23. O servidor que perceba Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso deverá compensar suas ausências no prazo máximo de um ano, obedecidas as demais disposições a que se refere esta Portaria e legislações corretas.

7 Art. 24. Não será concedido horários especiais aos servidores ocupantes de cargo em comissão, pois eles se submetem ao regime de dedicação integral ao serviço, podendo ser convocado sempre que houver interesse da administração. DISPOSIÇÕES FINAIS Art.25. Respondem solidariamente por quaisquer divergências presentes nas anotações das folhas de presença o servidor e a sua chefia imediata. Art.26. Os casos omissos serão decididos pela Diretoria de Planejamento, Administração e Logística. Art.27. Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário. RÔMULO JOSÉ FERNANDES BARRETO MELLO

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Art. 2º O horário de funcionamento da AGU, de segunda a sexta feira, é de 07:00 horas às 20:00 horas, ininterruptamente. PORTARIA Nº 1.519, DE 21 DE OUTUBRO DE 2009 Dispõe sobre o horário de funcionamento da Advocacia Geral da União, a jornada de trabalho e o controle de freqüência dos servidores técnico administrativos

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