RESOLUÇÃO Nº 048/2007-CEPE

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1 RESOLUÇÃO Nº 048/2007-CEPE Aprova o Regulamento da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial da Unioeste. Considerando o contido no Processo CR nº 19335/2006, de 03 de outubro de 2006, O CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO DELIBEROU E O REITOR, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES ESTATUTÁRIAS E REGIMENTAIS, SANCIONA A SEGUINTE RESOLUÇÃO: Art. 1º Fica aprovado o Regulamento da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial da Unioeste, conforme o Anexo I desta Resolução. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor nesta data. Dê-se ciência. Cumpra-se. Cascavel, 26 de abril de ALCIBIADES LUIZ ORLANDO Reitor

2 1. REGULAMENTO DA RESIDÊNCIA EM CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA BUCO MAXILO FACIAL DA UNIOESTE. CAPÍTULO I DAS FINALIDADES Art. 1º A Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo facial constitui modalidade de ensino de pós-graduação lato sensu destinada a cirurgiões-dentistas, sob a forma de curso de especialização, caracterizada por treinamento em serviço e amparada pela Resolução nº 195/2003-CEPE. Parágrafo único. A Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial é desenvolvida nas Clínicas Odontológicas da Unioeste e no Hospital Universitário do Oeste do Paraná HUOP, sob a responsabilidade dos cirurgiões-dentistas docentes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná Unioeste e do corpo clínico do HUOP. CAPÍTULO II DO PROGRAMA Art. 2º O Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial da Unioeste é planejado, coordenado e supervisionado pela Comissão de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial COROD, nos termos da legislação em vigor e dos regulamentos internos. Art. 3º As propostas de credenciamento do Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial e de aumento de número de vagas são encaminhadas pela COROD, ao Hospital Universitário, ao Conselho do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde CCBS, ao Conselho de Campus e à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação PRPPG, para apreciação. 1º Após apreciação das instâncias mencionadas no caput, as propostas são enviadas pela PRPPG aos Conselhos Superiores para aprovação. 2º Após aprovação dos Conselhos Superiores, as propostas são enviadas pela COROD ao Conselho Federal de Odontologia CFO, obedecendo à sistemática de credenciamento.

3 2 Art. 4º Durante a vigência do credenciamento, o Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial somente é alterado com aprovação da COROD e do CBS e encaminhado à PRPPG. Art. 5º O Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial é coordenado por cirurgião-dentista docente efetivo da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial da Unioeste. Art. 6º O Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial tem duração, carga horária e distribuição de atividades em conformidade com as normas do CFO. Parágrafo único. O Programa é realizado em regime de 40 horas semanais, totalizando uma carga horária mínima anual de horas de atividades. Art. 7º O Curso de Residência tem duração de três anos e cada ano utiliza a simbologia R1, R2, R3 para designar os respectivos cirurgiões-dentistas residentes. CAPÍTULO III DA COORDENAÇÃO Art. 8º A Coordenação da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial da Unioeste é exercida por um Coordenador, sendo ele docente da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial. Parágrafo único. Nas ausências e impedimentos do Coordenador, assume o docente da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial mais antigo no magistério na instituição. Art. 9º Ao Coordenador da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial compete: I - II - presidir a COROD; convocar e coordenar as reuniões da COROD; III - representar a COROD junto às Comissões Estadual e Nacional de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; IV - representar a COROD junto às instâncias da Unioeste;

4 3 V - coordenar as atividades da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; VI - VII - VIII - zelar pelo cumprimento deste Regulamento; integrar a COROD; coordenar a execução do programa; IX - assessorar os cirurgiões-dentistas residentes interessando-se pelo aproveitamento de cada um; X - participar da programação e supervisão de reuniões, seminários e demais atividades do Programa; XI - estabelecer, juntamente com o cirurgião-dentista residente, o período de férias; XII - encaminhar, por escrito, às instâncias competentes as opiniões e avaliações emitidas pelos cirurgiões-dentistas residentes sobre o Programa; XIII - responsabilizar-se pelo processo de avaliação dos cirurgiões-dentistas residentes, em conformidade com o estabelecido no respectivo Programa; XIV - encaminhar as avaliações dos cirurgiões-dentistas residentes até a data prevista pela COROD; XV - do HUOP; encaminhar a proposta dos programas para a Direção XVI - encaminhar à COROD, obrigatoriamente, o programa da Residência Médica com antecedência mínima de trinta dias do início das atividades. CAPÍTULO IV DA COMISSÃO DE RESIDÊNCIA EM CIRURGIA BUCO MAXILO FACIAL DA UNIOESTE Art. 10. A COROD está vinculada pedagogicamente ao Colegiado de Odontologia e ao CCBS, administrativamente ao HUOP e financeiramente ao HUOP e ao campus de Cascavel. Art. 11. A COROD é composta pelos seguintes membros: I - Coordenador, como presidente;

5 4 II - Diretor Clínico do HUOP; III - Coordenador do Curso de Odontologia; IV - V - VI - representante da direção do HUOP; representante da Direção Geral do campus de Cascavel; representante dos cirurgiões-dentistas residentes. 1º Os titulares mencionados nos incisos I a III são membros natos. 2º O mencionado no inciso VI é indicado pelos cirurgiõesdentistas residentes, para mandato de um ano, permitida uma recondução. Art. 12. À COROD compete: I - manter os entendimentos com as Comissões Estadual e Nacional de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; II - supervisionar os Programas de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; III - estabelecer, anualmente, o cronograma para seleção dos cirurgiões-dentistas residentes ao Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; IV - V - seguinte; selecionar os candidatos conforme resoluções da CFO; decidir o número de vagas pretendidas para o ano VI - aplicar as sanções disciplinares aos cirurgiõesdentistas residentes; VII - manter arquivo de dados de interesse acadêmico e disciplinar, para cada cirurgião-dentista residente; VIII - elaborar proposta orçamentária da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; IX - encaminhar aos seus membros o programa da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, bem como, suas alterações e demais atividades;

6 5 X - zelar pelo cumprimento deste Regulamento e demais normas legais vigentes. Art. 13. A COROD reúne-se, em sessão ordinária, mensalmente, mediante convocação do Coordenador e, extraordinariamente, quando convocada pelo mesmo ou por requerimento da maioria simples de seus membros. CAPÍTULO V DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO OESTE DO PARANÁ Art. 14. Ao HUOP compete: I - apreciar e emitir parecer sobre a proposta orçamentária da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; II - acompanhar os Programas de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial e as atividades dos cirurgiõesdentistas residentes; III - encaminhar à COROD as sugestões e reclamações referentes ao Programa Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; IV - fornecer materiais, serviços e equipamentos para os Programas de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, nos limites orçamentários do HUOP; V - zelar pelo cumprimento deste Regulamento e demais normas legais vigentes; VI - apreciar e emitir parecer sobre a proposta de credenciamento da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial. CAPÍTULO VI DO CAMPUS DE CASCAVEL Art. 15. Ao campus de Cascavel compete: I - apreciar e emitir parecer sobre a proposta orçamentária da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; II - disponibilizar sala de aula;

7 6 III - disponibilizar clínicas e centros cirúrgicos no Curso de Odontologia da Unioeste; IV - disponibilizar acesso à Biblioteca Central da Unioeste campus de Cascavel; V - disponibilizar acesso dos residentes aos computadores e impressoras da sala de informática destinada aos acadêmicos da Unioeste; VI - disponibilizar fotocópias de textos a serem utilizados pelos docentes para preparo e para ministrar aulas, os quais servirão de subsídio para o aprofundamento do conhecimento e reflexão dos residentes. CAPÍTULO VII DOS CIRURGIÕES-DENTISTAS RESIDENTES Art. 16. Os cirurgiões-dentistas residentes são selecionados para o Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial por meio de Edital, que obedece aos regulamentos internos e a legislação em vigor. Art. 17. Os cirurgiões-dentistas residentes dedicam-se ao Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial na forma e condições estabelecidas neste Regulamento. Art. 18. Os cirurgiões-dentistas residentes que ingressarem no Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial devem possuir, até noventa dias após o início do programa, inscrição definitiva no Conselho Regional de Odontologia do estado do Paraná, gozando dos direitos e prerrogativas relativos ao exercício da profissão de cirurgião-dentista. Parágrafo único. A falta da inscrição mencionada no caput deste artigo implica o desligamento automático das atividades do cirurgião-dentista residente. CAPÍTULO VIII DOS DIREITOS E DEVERES Art. 19. São direitos dos cirurgiões-dentistas residentes: I - II - III - o cirurgião-dentista pode receber bolsa de estudo; condições de descanso e conforto no HUOP; um dia de repouso semanal;

8 7 IV - férias anuais de trinta dias; V - liberação para participação em congressos científicos da área, desde que autorizado pelo Coordenador do programa da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; VI - disciplinares. recurso à COROD quando da aplicação de sanções Art. 20. A partir do oitavo mês de gestação, ou no caso de parto antecipado, é assegurada à cirurgiã-dentista residente solicitação de licença, pelo prazo máximo de quatro meses, sem prejuízo de percepção de bolsa de estudo. 1º O período da bolsa da cirurgiã-dentista residente deve ser prorrogado por igual período para completar a carga horária total de atividades previstas para o Programa, a fim de obter o certificado de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, de acordo com os regulamentos internos e a legislação em vigor. 2º O Coordenador do Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, com aprovação da COROD, deve adequar as atividades a fim de permitir à cirurgiã-dentista residentes, quando do término da licença gestante, imediata readmissão do Programa. Art. 21. São deveres dos cirurgiões-dentistas residentes: I - seguir os preceitos éticos no trabalho com os pacientes, familiares e equipe multiprofissional; II - cumprir rigorosamente a carga horária prevista e as demais atividades do Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial; III - cumprir este Regulamento, as normas do HUOP, as demais regulamentações internas e a legislação em vigor. CAPÍTULO IX DO REGIME DISICPLINAR Art. 22. O regime disciplinar a que estão sujeitos os cirurgiões-dentistas residentes prevê as seguintes sanções:

9 8 I - advertência verbal, nos casos de indisciplina, insubordinação ou desídia, desde que reconhecida sua mínima gravidade; II - advertência escrita, nos casos de reincidência ou nas hipóteses mencionadas no inciso anterior, desde que reconhecida sua média gravidade; III - suspensão, nos casos de reincidência de falta já punida com advertência escrita e todas as vezes que a transgressão disciplinar se revestir de maior gravidade; IV - desligamento, nos casos em que for demonstrado ter o cirurgião-dentista residente praticado falta considerada grave. Art. 23. A competência para aplicação das sanções disciplinares cabe: I - ao Coordenador da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, nos casos previstos nos incisos I e II do artigo anterior; II - à COROD, nos casos previstos nos incisos III e IV do artigo anterior. Parágrafo único. A aplicação das sanções de advertência, devidamente justificada, deve ser comunicada à COROD no prazo de dez dias, a fim de ser registrada no arquivo do cirurgião-dentista residente. Art. 24. As transgressões disciplinares que impliquem sanções de suspensão ou desligamento são comunicadas pelo Coordenador, à COROD, que providencia a instauração de processo para apurar as possíveis irregularidades. 1º Iniciado o processo, na forma do caput, o Coordenador abre prazo de cinco dias para defesa do cirurgião-dentista residente, designando, em seguida, um dos Coordenadores de Programa para relatar o processo. 2º Durante o transcorrer do processo, até sua conclusão, o cirurgião-dentista residente fica suspenso, por um período máximo de vinte dias, de suas atividades no programa. 3º É assegurado ao cirurgião-dentista residente o direito à ampla defesa.

10 9 4º Ao cirurgião-dentista residente é concedida licença para vistas ao processo, em qualquer uma de suas fases. 5º Quando o parecer do Relator for: I - pela suspensão de até trinta dias, o processo deve ser analisado pela COROD; II - pela suspensão superior a trinta dias ou pelo desligamento, a COROD solicita ao Reitor instauração de comissão de sindicância para analisar o processo; III - pela não suspensão ou não desligamento, o Relator deve indicar a medida a ser tomada. 6º O relatório final da comissão de sindicância deve ser encaminhado ao Reitor. Art. 25. As denúncias de transgressões aos regulamentos internos e à legislação em vigor são analisadas pela COROD e encaminhadas às instâncias competentes para as providências cabíveis. Art. 26. Na ocorrência da aplicação de qualquer sanção disciplinar, pode o interessado interpor, no prazo de cinco dias, pedido de reconsideração. CAPÍTULO X DA AVALIAÇÃO E EXPEDIÇÃO DE CERTIFICADOS Art. 27. No decorrer do Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, os cirurgiões-dentistas residentes são avaliados em conformidade com as normas e regulamentos da CFO, devendo o Coordenador encaminhar as avaliações à COROD, para os devidos registros. Art. 28. Até o final da primeira quinzena de janeiro de cada ano, o Coordenador de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial encaminha à COROD o resultado das avaliações dos cirurgiões-dentistas residentes, para fins de promoção para o ano seguinte ou da expedição do certificado. 1º A nota anual para aprovação e progressão no Programa é igual ou superior a setenta. 2º A promoção e a obtenção do certificado dependem do cumprimento de oitenta e cinco por cento da carga horária do Programa.

11 10 3º O não cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores deste artigo é motivo de desligamento do cirurgião-dentista residente do Programa. Art. 29. Aos cirurgiões-dentistas residentes que completam o Programa, com aproveitamento suficiente é conferido o certificado de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, de acordo com os regulamentos internos e a legislação em vigor. 1º O Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial credenciado confere título de especialista aos cirurgiões-dentistas nele habilitados, título o qual constitui comprovante hábil para todos os fins legais. 2º O certificado é expedido pela PRPPG e aprovado pelo Conselho Federal de Odontologia CFO. CAPÍTULO XI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 30. Os casos omissos no presente Regulamento são resolvidos pela COROD, com recursos aos Conselhos Superiores.

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