LEI FEDERAL DO VALE TRANSPORTE

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2 LEI FEDERAL DO VALE TRANSPORTE A LEI FEDERAL NÃO SE APLICA AOS SERVIDORES MUNICIPAIS LEI 7418/ 1985 Art. 1º Fica instituído o vale-transporte, (Vetado) que o empregador, pessoa física ou jurídica, antecipará ao empregado para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-versa, através do sistema de transporte coletivo público, urbano ou intermunicipal e/ou interestadual com características semelhantes aos urbanos, geridos diretamente ou mediante concessão ou permissão de linhas regulares e com tarifas fixadas pela autoridade competente, excluídos os serviços seletivos e os especiais

3 LEI MUNICIPAL 8704/1995 Art. 1º - O auxílio transporte, previsto no art. 97 da Lei Orgânica do Município será concedido aos servidores da Administração Direta, Autárquica e Fundacional na forma estabelecida nesta lei. Art. 2º - O Poder Executivo concederá o auxilio transporte na forma de ficha de vales transportes, de adiantamento em folha de pagamento de valor equivalente ou outra forma definida em regulamento, levando-se em consideração, preço da tarifa vigente à época da concessão. (Redação dada pela Lei nº 8995/1996) Art. 3º - O auxílio transporte tem a finalidade de contribuir para o deslocamento do servidor da sua residência para o trabalho e vice-versa, não sendo devido quando houver afastamento do serviço. 1º Não se considerará afastamento, para efeitos de concessão de auxílio transporte, a freqüência do servidor em afastamento legal, que esteja em processo de reabilitação, exclusivamente para garantir seu deslocamento aos locais de realização de procedimentos pertinentes à reabilitação ocupacional. 2º A exceção prevista no parágrafo anterior não se aplica aos afastamentos decorrentes de licença sem vencimento e disposição funcional. (Redação acrescentada pela Lei n 11768/2006)

4 LEI 8704/1995 Art. 4º - O auxilio transporte será custeado pelo servidor e pela Administração Direta, Autárquica e Fundacional, sendo averbado em folha de pagamento o desconto percentual de, no máximo, 6% (seis por cento) sobre o vencimento básico do servidor, podendo o Executivo, no regulamento desta lei, estabelecer faixas escalonadas de desconto observando o limite máximo previsto neste artigo. Art. 5º - A concessão do auxilio transporte, instituído nesta lei, os critérios, os descontos, bem como as formalidades necessárias para viabilizar o cadastro de comprovação de utilização e demais requisitos, serão regulamentados por ato do Chefe do Poder Executivo. Art. 6º - Os servidores, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho terão o benefício do Vale Transporte na forma da Legislação Federal aplicável. Art. 7º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. PALÁCIO 29 DE MARÇO, em 21 de setembro de 1995.

5 DECRETO 507/1995 Art. 1º - É concedido o benefício do auxílio transporte aos funcionários da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Município de Curitiba, na forma deste decreto, com a finalidade de contribuir para o deslocamento da residência para o trabalho e vice-versa. 1º O benefício somente será concedido aos servidores que perceberem como vencimento básico o valor de até R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais). (Redação dada pelo Decreto nº 862/2006) 2º É vedada a percepção deste benefício aos servidores ocupantes de cargos comissionados e funções gratificadas de remuneração equivalente. (Redação acrescida pelo Decreto nº 862/2006)

6 DECRETO 507/1995 Art. 2º - O auxílio transporte será concedido na forma de adiantamento em folha de pagamento, de valor equivalente às passagens do transporte coletivo, até o limite de 04 (quatro) por dia útil nas seguintes situações: I - valor de 02 (duas), 03 (três) ou 04 (quatro) passagens do transporte coletivo municipal; II - valor de 02 (duas) passagens do transporte coletivo intermunicipal; III - valor de 02 (duas) passagens do transporte coletivo municipal mais 02 (duas) passagens do transporte coletivo intermunicipal. 1º - O adiantamento levará em consideração o preço da tarifa vigente à época da concessão. 2º - Para efeitos da concessão do auxílio transporte será considerado o número de 21 (vinte e um) dias úteis independentemente do mês de referência. 3º - Os funcionários que trabalham em regime de escala de revezamento perceberão o auxílio transporte como se trabalhassem em regime normal de trabalho.

7 DECRETO FAIXAS Art. 3º - O auxílio transporte é custeado pelo funcionário e pela Administração Direta, Autárquica e Fundacional, sendo averbado em folha de pagamento o desconto de até 6% do vencimento básico do funcionário obedecendo o seguimento escalonado: I - 1% do funcionário que percebe como vencimento básico o valor de até R$ 235,00 (duzentos e trinta e cinco reais); Atualizado: 622,53 II - 3% do funcionário que percebe como vencimento básico o valor de R$ 235,01 (duzentos e trinta e cinco reais e um centavo) até R$ 300,00 (trezentos reais); Atualizado: 662,54 até III - 6% do funcionário que percebe como vencimento básico o valor acima de R$ 300,00 (trezentos reais).atualizado: acima de 794,71 1º - Os valores estabelecidos neste artigo e no artigo 1º deste Decreto serão corrigidos na mesma proporção, forma e momento em que forem concedidos reajustes lineares na tabela de vencimentos dos funcionários. 2º - Na hipótese do desconto máximo de 6% do vencimento básico do funcionário ultrapassar o valor real das respectivas passagens do transporte coletivo o desconto será deduzido a este valor.

8 DECRETO 507 QUANDO DEIXAM DE RECEBER Art. 4º - os funcionários perceberão o benefício em folha de pagamento para utilização no mês subseqüente e não será devido em qualquer afastamento do serviço. 1º - Consideram-se afastamento do serviço para efeitos deste artigo: a) férias; b) licença-prêmio; c) licença para tratamento da própria saúde ou de pessoa da família; d) licença-gestão e paternidade; e) licença por falecimento; f) licença para casamento; g) falta; h) disposição para órgãos diversos de sua origem, com exceção daqueles da Administração Direta, Autárquica ou Fundacional do Município; i) afastamento para freqüentar curso ou missão de qualquer natureza; j) licença por acidente em serviço; k) licença para serviço militar; l) licença para tratar de interesses particulares; m) licença para concorrer e exercer mandato eletivo; n) qualquer outro afastamento que implique ao funcionário deixar de prestar seus serviços no seu órgão de origem. 2º - Os afastamentos registrados no boletim de freqüência do mês anterior, serão descontados no benefício do auxílio transporte do mês subseqüente, devendo o funcionário fazer o devido controle visando evitar a falta de numerário para o seu transporte.

9 PROCEDIMENTO PARA CONCESSÃO Art. 5º - Para a concessão do benefício é necessária a apresentação de requerimento de opção à Secretaria Municipal de Recursos Humanos, no caso de funcionário da Administração Direta, ou a Setor de pessoal pertinente, no caso de servidor da Administração Autárquica ou Funcional. 1º - No requerimento será declarado pelo funcionário, especificações de seu endereço residencial, o trajeto e linhas do transporte coletivo que considerar mais adequado para o seu deslocamento da residência ao trabalho e vice-versa, e o compromisso de utilizar o auxílio exclusivamente para este fim. 2º Caberá ao servidor comunicar imediatamente ao setor de Recursos Humanos de seu local de trabalho, qualquer alteração cadastral que possa acarretar mudança nas modalidades do auxílio transporte em que estiver cadastrado, não cabendo indenização por períodos pretéritos na ausência ou atraso desta comunicação. (Redação dada pelo Decreto nº 862/2006) 3º - A declaração inexata que induza a Administração Municipal em erro, ou uso indevido do auxílio transporte constituirá falta grave, ensejando a punição do infrator na forma da legislação. 4º A administração municipal poderá alterar o valor do auxílio transporte para mais ou para menos, utilizando os dados cadastrais do servidor contidos no sistema de RH referentes ao endereço residencial e de local de trabalho, devendo comunicar ao servidor cada alteração procedida. (Redação dada pelo Decreto nº 862/2006)

10 SERVIDORES EM REABILITAÇÃO Art. 5º A - De conformidade com o artigo 28 da Lei nº /06, não será considerado afastamento para efeitos de concessão de auxílio transporte, a freqüência do servidor em afastamento legal, que esteja em processo de reabilitação, exclusivamente para garantir o seu deslocamento aos locais de realização de procedimentos pertinentes à reabilitação ocupacional. (Redação acrescida pelo Decreto nº 862/2006) 1º Para os servidores em processo de reabilitação o limite do crédito de auxílio transporte previsto no "caput" deste artigo poderá ser acrescido de tantos créditos que se fizerem necessários aos deslocamentos, à garantia de seu comparecimento nos procedimentos pertinentes à efetivação do processo de reabilitação. (Redação acrescida pelo Decreto nº 862/2006) 2º Caberá a equipe de saúde ocupacional dos setores de Recursos Humanos a solicitação dos créditos adicionais aos servidores amparados pelo "caput" do artigo. (Redação acrescida pelo Decreto nº 862/2006) 3º Na hipótese do 1º, caso em processo de reabilitação não compareça a qualquer dos procedimentos para os quais tenha recebido o benefício de auxílio transporte, o crédito correspondente ao deslocamento relativo ao procedimento não realizado será deduzido no mês subseqüente à comunicação da ocorrência pelo setor de Recursos Humanos. (Redação acrescida pelo Decreto nº 862/2006)

11 AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO LEI 13142/2009 1º São beneficiários do Sistema de Auxílio Refeição em Pecúnia os servidores públicos da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Município de Curitiba em efetivo exercício e que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações: I - servidores com carga horária de 8 horas/dia; II - servidores com carga horária de 6 horas/dia; III - médicos com dois padrões; IV - médicos participantes da Estratégia Saúde da Família; V - odontólogos com dois padrões; VI - odontólogos participantes da Estratégia Saúde da Família; VII - profissionais do Magistério com dois padrões; VIII - profissionais do Magistério com Regime Integral de Trabalho; IX - servidores que estejam atuando em jornada de trabalho noturno com escala normal de trabalho, cumprindo 40 (quarenta) horas semanais; X - servidores que estejam atuando em jornada de trabalho que abranja sábados, domingos e feriados, com escala normal de trabalho, de 40 (quarenta) horas semanais; XI - servidores que estejam atuando em jornadas de trabalho noturno e aos sábados, domingos e feriados, com escalas extraordinárias e efetivo exercício laboral superior a 6 (seis) horas, ininterruptamente. 2º Não serão beneficiários do Sistema de Refeição em Pecúnia os servidores detentores de cargos em comissão e funções gratificadas vinculadas aos cargos comissionados.

12 DEFINIÇÃO DAS FAIXAS Art. 3º Os servidores beneficiários do Sistema, na forma do art. 1º desta lei, farão jus ao recebimento do benefício de forma gradativa, por faixa remuneratória, atendidos os seguintes parâmetros: I - no ano de 2009, servidores com ganhos mensais de até R$ 800,00 (oitocentos reais); II - no ano de 2010, os servidores com ganhos mensais entre R$ 801,00 (oitocentos e um reais) e R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais); Atualizado: até 1476,00 III - As demais faixas salariais poderão ser atendidas, também de forma escalonada, ficando expressamente autorizado o Poder Executivo a implantar referido escalonamento por decreto, observada a programação orçamentária e financeira do município. 1º Para definição das faixas remuneratórias previstas no caput deste artigo, será considerado o valor da remuneração do servidor após a aplicação dos descontos relativos a contribuição previdenciária, imposto de renda retido na fonte e contribuição ao Instituto Curitiba de Saúde - ICS. 2º Para definição das faixas remuneratórias previstas no caput deste artigo não serão computados os componentes remuneratórios referentes a auxílio-transporte, salário-família, 13º salário, adicional de férias e gratificações concernentes a programas de qualidade e/ou produtividade.

13 EXCEÇÃO Art. 4º Os servidores que se enquadram nas hipóteses previstas nos incisos IX, X e XI do 1º do art. 1º desta lei, farão jus ao sistema de refeição em pecúnia, independentemente de faixa salarial prevista no art. 3º.

14 NATUREZA DA VERBA Art. 5º O benefício decorrente do Sistema de Auxílio Refeição em Pecúnia, instituído por esta lei: I - não detém natureza remuneratória; II - não se incorpora à remuneração do servidor, para quaisquer efeitos legais; III - não se incorpora à remuneração decorrente do Programa de Produtividade e Qualidade; IV - não é considerado para efeitos de 13º salário; V - não constitui base de cálculo de contribuição previdenciária ou do Instituto Curitiba de Saúde - ICS; VI - não configura rendimento tributável do servidor; VII - não gerará efeitos de incorporação em proventos de aposentadoria e pensões. Art. 6º Não serão consideradas como efetivo exercício, para os fins previstos no art. 1º desta lei, todas as hipóteses de afastamento legal do servidor, bem como as faltas ao serviço. Art. 7º Excepcionalmente, em situações emergenciais e/ou de calamidade pública, será pago o auxílio refeição em pecúnia aos servidores que estiverem atuando nas referidas situações, enquanto estas perdurarem. Parágrafo Único - Na hipótese do caput deste artigo será pago o auxílio refeição em pecúnia independentemente do disposto no art. 3º desta lei.

15 DECRETO 168/ REGULAMENTO Art. 5º O crédito do auxílio refeição em pecúnia ocorrerá através do repasse do valor correspondente ao servidor, mediante código específico em contracheque. 1º O valor inicial do subsídio concedido pelo Município de Curitiba aos servidores será de R$ 6,39 (seis reais e trinta e nove centavos) por dia trabalhado. Atualizado: R$ º O valor indicado no 1º, deste artigo será reajustado pelo mesmo índice e na mesma época em que for concedida a reposição salarial dos servidores municipais.

16 ORGANIZAÇÃO E APRESENTAÇÃO Ludimar Rafanhim Advogado Assessor do Sindicato do Magistério Municipal de Araucária, Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba, Sindsaude Paraná, Sindijus do Paraná, - Assessor Legislativo, - Consultor nas áreas legislativa, previdência dos servidores públicos. Professor Mestre pela UFPR

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