Controle Eletrônico de Assiduidade e Pontualidade. Legalidade, Implicações para as chefias e Posicionamento dos Órgãos de Controle.

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1 Controle Eletrônico de Assiduidade e Pontualidade Legalidade, Implicações para as chefias e Posicionamento dos Órgãos de Controle.

2 BASE LEGAL DECRETO Nº 1.590, DE 10 DE AGOSTO DE Dispõe sobre a jornada de trabalho dos servidores da Administração Pública Federal direta, das autarquias e das fundações públicas federais, e dá outras providências.

3 Art. 1º A jornada de trabalho dos servidores da Administração Pública Federal direta, das autarquias e das fundações públicas federais, será de oito horas diárias e: I - carga horária de quarenta horas semanais, exceto nos casos previstos em lei específica, para os ocupantes de cargos de provimento efetivo; II - regime de dedicação integral, quando se tratar de servidores ocupantes de cargos em comissão ou função de direção, chefia e assessoramento superiores, cargos de direção, função gratificada e gratificação de representação. Parágrafo único. Sem prejuízo da jornada a que se encontram sujeitos, os servidores referidos no inciso II poderão, ainda, ser convocados sempre que presente interesse ou necessidade de serviço.

4 Art. 2º Para os serviços que exigirem atividades contínuas de 24 horas, é facultada a adoção do regime de turno ininterrupto de revezamento. Art. 3º Quando os serviços exigirem atividades contínuas de regime de turnos ou escalas, em período igual ou superior a doze horas ininterruptas, em função de atendimento ao público ou trabalho no período noturno, é facultado ao dirigente máximo do órgão ou da entidade autorizar os servidores a cumprir jornada de trabalho de seis horas diárias e carga horária de trinta horas semanais, devendo-se, neste caso, dispensar o intervalo para refeições. (Redação dada pelo Decreto nº 4.836, de )

5 1º Entende-se por período noturno aquele que ultrapassar às vinte e uma horas. (Redação dada pelo Decreto nº 4.836, de ) 2º Os dirigentes máximos dos órgãos ou entidades que autorizarem a flexibilização da jornada de trabalho a que se refere o caput deste artigo deverão determinar a afixação, nas suas dependências, em local visível e de grande circulação de usuários dos serviços, de quadro, permanentemente atualizado, com a escala nominal dos servidores que trabalharem neste regime, constando dias e horários dos seus expedientes. (Redação dada pelo Decreto nº 4.836, de )

6 DECRETO Nº 1.590, DE 10 DE AGOSTO DE Art. 6º O controle de assiduidade e pontualidade poderá ser exercido mediante: I - controle mecânicos; II - controle eletrônico; III - folha de ponto. 1º Nos casos em que o controle seja feito por intermédio de assinatura em folha de ponto, esta deverá ser distribuída e recolhida diariamente pelo chefe imediato, após confirmados os registros de presença, horários de entrada e saída, bem como as ocorrências de que trata o art. 7º. 2º Na folha de ponto de cada servidor, deverá constar a jornada de trabalho a que o mesmo estiver sujeito.

7 Art. 7º Eventuais atrasos ou saídas antecipadas decorrentes de interesse do serviço poderão ser abonados pela chefia imediata. Art. 8º A freqüência do mês deverá ser encaminhada às unidades de recursos humanos do respectivo órgão ou entidade até o quinto dia útil do mês subseqüente, contendo as informações das ocorrências verificadas. Art. 9º No prazo de trinta dias, contados da publicação deste Decreto, o dirigente máximo do órgão ou entidade fixará os critérios complementares necessários à sua implementação, com vistas a adequálo às peculiaridades de cada unidade administrativa e atividades correspondentes.

8 DECRETO Nº 1.867, DE 17 DE ABRIL DE Dispõe sobre o instrumento de assiduidade e pontualidade dos servidores públicos federais da Administração Pública Federal Direta, Autárquica e Fundacional e dá outras providências.

9 DECRETO Nº 1.867, DE 17 DE ABRIL DE Art. 1 O registro de assiduidade e pontualidade dos servidores públicos federais da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional será realizado mediante controle eletrônico de ponto. 1º O controle eletrônico de ponto deverá ser implantado, de forma gradativa, tendo início nos órgãos e entidades localizados no Distrito Federal e nas capitais, cuja implantação deverá estar concluída no prazo máximo de seis meses, a contar da publicação deste Decreto. Art. 2º O controle de assiduidade do servidor estudante far-se-á mediante folha de ponto e os horários de entrada e saída não estão, obrigatoriamente, sujeitos ao horário de funcionamento do órgão ou entidade, a que se refere o art. 5 do Decreto n 1.590, de 10 de agosto de Art. 3 Ficam dispensados do controle de ponto os servidores referidos no 4º do art. 6º do Decreto nº 1.590, de 1995, que terão o seu desempenho avaliado pelas chefias imediatas.

10 DECRETO Nº 1.867, DE 17 DE ABRIL DE Art. 4º O 7º do art. 6º do Decreto n 1.590, de 1995, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 6º º São dispensados do controle de freqüência os ocupantes de cargos: a) de Natureza Especial; b) do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, iguais ou superiores ao nível 4; c) de Direção - CD, hierarquicamente iguais ou superiores a DAS 4 ou CD - 3; d) de Pesquisador e Tecnologista do Plano de Carreira para a área de Ciência e Tecnologia; e) de Professor da Carreira de Magistério Superior do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos." Art. 5 Durante a fase de implantação, a que se refere o 1 do art. 1 deste Decreto, o controle de assiduidade e pontualidade será exercido, também, mediante assinatura de folha de ponto, nos mesmos moldes contidos nos 1 e 2 do art. 6 do Decreto nº 1.590, de 1995.

11 Responsabilidade da chefia imediata Art São deveres do servidor: I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo; II - ser leal às instituições a que servir; III - observar as normas legais e regulamentares; IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais; IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa; X - ser assíduo e pontual ao serviço;

12 Responsabilidade da chefia imediata Art Ao servidor é proibido: I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato; V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição; VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil; IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública; X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; XV - proceder de forma desidiosa;

13 Responsabilidade da chefia imediata Art A demissão será aplicada nos seguintes casos: I - crime contra a administração pública; II - abandono de cargo; III - inassiduidade habitual; IV - improbidade administrativa; V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; VI - insubordinação grave em serviço; VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem; VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos; IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional; XI - corrupção; XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

14 Responsabilidade da chefia imediata Art Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. Art Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses.

15 Responsabilidade da chefia imediata Código Penal Brasileiro Condescendência Criminosa Art. 320 Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar o subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. Pena: detenção, de 15 dias a um mês, ou multa.

16 Acórdão 3332/ ª Câmara...anuência da chefia imediata do servidor XXXX com declaração falsa prestada pelo responsável em seu controle de freqüência, relativo ao período de XX a XX, tendo em vista a própria chefia ter ratificado os respectivos lançamentos nas folhas ponto mediante aposição de sua assinatura, apesar de estar ciente de que os horários e datas indicados não coincidiam com a efetiva presença do servidor em seu local de trabalho.

17 Relatório CGU Prestação de Contas Anual UFPR - exercício 2005 A quantidade de denúncias formais e informais que recebemos acerca de descumprimento de carga horária por servidores é suficiente para concluirmos como essencial a implantação do controle de ponto eletrônico naquele Nosocômio com vistas a assegurar o melhor atendimento possível à população usuária. Argumentar que haveria discriminação a um determinado grupo de servidores se implantado tal controle, significa reconhecer que haveria privilégios no cumprimento da carga horária desse mesmo grupo, porquanto o que se está a solicitar é o simples controle do cumprimento de uma das obrigações funcionais desses servidores, e não mais do que isso, nada diferente do que se exige de qualquer outro servidor público.

18 Relatório CGU Prestação de Contas Anual UFPR - exercício 2012 Destaca-se que, no final de 2011, o Conselho Universitário aprovou a proposta da Jornada de 30 horas para os servidores técnico-administrativos, sendo que o controle de freqüência seria por meio de ponto eletrônico. Houve a implementação dessa jornada em 2012 por várias unidades da Universidade sem a adoção de mecanismos efetivos e eficazes de controle de ponto e freqüência de seu pessoal. Nem mesmo para atender a determinação do Tribunal de Contas da União TCU expedida no processo TC /2007-0: Acórdão nº 336/2009 TCU Plenário.

19 Relatório CGU Prestação de Contas Anual UFPR - exercício 2013 A.9) Item Ausência de implementação de políticas capazes de diminuir a deficiência de força de trabalho da Unidade e de mecanismos efetivos e eficazes de controle de ponto e freqüência do seu pessoal para suportar os pagamentos. Em relação à recomendação pertinente à implantação do ponto eletrônico, a UFPR informou: Através do Ofício 549/2013-PROGEPE, processo / , foi solicitado à Pró-Reitoria de Administração o desenvolvimento de software gerencial para controle de freqüência mensal dos servidores da UFPR, junto ao Centro de Computação Eletrônica - CCE.

20 Processo TC / Acórdão n.º 336/2009 TCU - Plenário recomendar à Universidade Federal do Paraná que adote mecanismos efetivos e eficazes de controle de ponto e freqüência do seu pessoal, bem como esclareça e oriente as chefias das conseqüências e responsabilidades afetas à matéria, especialmente daquelas consignadas nos artigos 116, incisos I, II, III, IV, IX e X, 117, incisos I, V e XV, 132, incisos III e VI, e 139, da Lei nº 8.112/90.

21 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Recomendação n.º 25/2009 de 17/09/2009 Procedimento n.º / Requerido: Universidade Federal do Paraná Resumo: Ausência de ponto eletrônico de controle para servidores. 1.1 IMPLANTE, no prazo máximo de 90 dias úteis, a contar do recebimento desta, o controle eletrônico de ponto de seus servidores, atendendo assim ao disposto no artigo 1.º do Decreto de 17/04/ APRESENTE, no prazo de 120 dias úteis, a contas do recebimento desta, ao Ministério Público Federal, relatório acerca da efetiva implantação do controle eletrônico de ponto.

22 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Ofício n.º 3243/2015 PRPR de 27/04/2015 Procedimento n.º / Requerido: Universidade Federal do Paraná Resumo: Implantação de ponto eletrônico de controle para servidores. Diante da data de instauração do expediente (2008) e as últimas informações prestadas, solicito a apresentação de um cronograma detalhado de implantação do processo em toda a Universidade... Tal programação embasará a confecção de um termo compromisso de ajustamento de conduta pelo Ministério Público Federal... Em caso de ausência de resposta, concluir-se-á não haver interesse dos responsáveis na celebração do compromisso, o que ensejará submissão da questão ao Poder Judiciário.

23 AUDITORIA INTERNA DA UFPR Contatos Telefone: ou

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