Programação de Computadores I. Linguagem C Arquivos

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1 Linguagem C Arquivos Prof. Edwar Saliba Júnior Novembro de 2011 Unidade 12 Arquivos 1

2 Trabalhando com Arquivos Um arquivo em Linguagem C pode representar diversas coisas, como: arquivos em disco, uma impressora, um teclado, ou qualquer dispositivos de E/S. Unidade 12 Arquivos 2

3 Biblioteca, Tipo e Sintaxe A linguagem C da suporte à utilização de arquivos por meio da biblioteca: stdio.h Esta biblioteca fornece diversas funções para manipulação de arquivos e também define o tipo: FILE Uma variável do tipo FILE é capaz de identificar um arquivo no disco, direcionando para ele todas as operações. Essa variável é declarada como um ponteiro: FILE *arq, *pont; Unidade 12 Arquivos 3

4 Tipos de Arquivos Na linguagem C, dados podem ser gravados em arquivos do tipo: Binário ou Texto; Arquivos do tipo Texto podem ser lidos diretamente; Arquivos do tipo Binário devem ser lidos por programas específicos, que convertem os bits em informações compreensíveis. Unidade 12 Arquivos 4

5 Sistemas Operacionais Um arquivo sempre se encontra em um determinado path (caminho) no sistema operacional (SO); Se este SO for Windows, provavelmente o caminho será algo do tipo: C:\Teste\...\NomeDoArquivo.ext Porém se o SO for Unix, GNU/Linux, Mac ou assemelhados, então provavelmente o caminho será algo do tipo: /home/.../nomedoarquivo.ext Observação: A maioria dos exemplos aqui trabalhados foram feitos utilizando-se o SO GNU/Linux. Unidade 12 Arquivos 5

6 Abrindo Arquivos A função fopen() abre um arquivo, retornando o ponteiro associado a este arquivo. A sintaxe correta para utilização é: FILE *p; p = fopen(nome_arquivo,modo_abertura); Onde: nome_arquivo representa o nome do arquivo que se deseja abrir, podendo conter o caminho onde o arquivo se encontra; modo_abertura representa como o arquivo será aberto. A tabela a seguir apresenta todos os modos de abertura. Unidade 12 Arquivos 6

7 Modos de Abertura Comando O que o comando faz e (Operações Realizadas no Arquivo) r Abre um arquivo de texto (leitura). w Cria um arquivo de texto (escrita). a Anexa novos dados a um arquivo de texto. rb Abre um arquivo binário (leitura). wb Cria um arquivo binário (escrita). ab Anexa novos dados a um arquivo binário. r+ Abre um arquivo de texto (leitura e escrita). w+ Cria um arquivo de texto (leitura e escrita). a+ Anexa novos dados ou cria um arquivo texto (leitura e escrita). rb+ Abre um arquivo binário (leitura e escrita). wb+ Cria um arquivo binário (leitura e escrita). ab+ Anexa novos dados a um arquivo binário (leitura e escrita). Unidade 12 Arquivos 7

8 Observação 01 Quando a função fopen() é utilizada para abrir um arquivo no modo escrita (w e wb), duas situações podem ocorrer: Se o arquivo NÃO existir, ele será criado; Se o arquivo JÁ existir, ele será sobreposto por um novo arquivo vazio. Unidade 12 Arquivos 8

9 Observação 02 Ao tentar abrir um arquivo, se a função fopen() for executada sem problemas, a variável arq (ponteiro para FILE) receberá o endereço de memória ocupado pelo arquivo; Caso ocorra algum erro na abertura do arquivo a variável arq receberá o valor NULL; Sendo assim, é recomendada a utilização de um teste na abertura de um arquivo. Unidade 12 Arquivos 9

10 Exemplo Unidade 12 Arquivos 10

11 Atenção! A função fopen() não é capaz de criar diretórios (pastas); Para criar um diretório use a função mkdir(). Sua sintaxe é: mkdir( c:\\exemplo\\teste ); Quando formos referenciar um caminho de um arquivo (para qualquer tipo de operação) em Windows, é necessário que coloquemos sempre \\, pois, senão o compilador da linguagem poderá confundir a \ com o caractere de controle usado em \t ou \n. Unidade 12 Arquivos 11

12 Fechando um Arquivo A função fclose() fecha um arquivo; Quando ocorrer algum erro durante a execução do programa, poderá haver perda de dados ou até mesmo perda do arquivo; Por isto é sempre recomendado que ao acabar de utilizar um arquivo ele seja fechado; Sintaxe da função: fclose(arq); Onde: arq é a referência para um arquivo aberto. Unidade 12 Arquivos 12

13 Exemplo Unidade 12 Arquivos 13

14 Observação Quando a função fclose() é executada, gera como resultado um número inteiro; Se este número for igual a zero, significa que o arquivo foi fechado corretamente. Caso contrário ocorreu um erro na operação; Erros são passíveis de serem capturados. Unidade 12 Arquivos 14

15 Programação de Computadores I Capturando Erros Durante o Uso de Arquivos A função ferror() detecta se ocorreu algum erro durante uma operação com arquivos; Sua sintaxe é: ferror(file *arq); Esta função retorna um número inteiro e deve ser chamada logo depois que qualquer outra função for invocada. Se o número retornado for diferente de zero, significa que ocorreu um erro durante a última operação realizada com o arquivo. Unidade 12 Arquivos 15

16 Gravando Caracteres em um Arquivo A função fputc() escreve um caractere em um arquivo. Sintaxe: fputc(char ch, FILE *arq); Onde: ch é o caractere que será escrito no arquivo; arq é a referência para o arquivo onde o caractere será escrito. Unidade 12 Arquivos 16

17 Exemplo Unidade 12 Arquivos 17

18 Lendo Caracteres de um Arquivo A função fgetc() lê um caractere de um arquivo. Sintaxe: int fgetc(file *arq); Onde: arq é a referência para o arquivo de onde será lido o caractere. Se a execução for bem sucedida, gerará como retorno o valor do caractere lido (tabela ASCII). Caso contrário o valor devolvido será EOF. Unidade 12 Arquivos 18

19 Exemplo Unidade 12 Arquivos 19

20 Programação de Computadores I Gravando Sequência de Caracteres num Arquivo A função fputs() escreve uma sequência de caracteres em um arquivo. Sintaxe: fputs(char *sequencia, FILE *arq); Onde: sequencia armazena a sequência de caracteres que será escrita no arquivo; arq é a referência para o arquivo em que será gravada a sequência. Unidade 12 Arquivos 20

21 Exemplo Unidade 12 Arquivos 21

22 Lendo Sequências de Caracteres de um Arquivo A função fgets() lê uma cadeia de caracteres armazenadas em um arquivo; A cadeia de será formada por todos os caracteres existentes, da posição atual do ponteiro do arquivo até uma marca de nova linha (\n) ou até que tam 1 caracteres sejam lidos (tam é um dos parâmetros utilizados pela função); Sintaxe: fgets(char *cadeia, int tam, FILE *arq); Onde: cadeia armazena a cadeia de caracteres obtida do arquivo; tam indica que a quantidade máxima de caracteres lidos será tam 1; arq é a referência para o arquivo. Unidade 12 Arquivos 22

23 Exemplo Unidade 12 Arquivos 23

24 Gravando Qualquer Tipo de Dado Arquivos em linguagem C não podem ser associados a um tipo primitivo de dados ou a um registro (struct); Arquivos armazenam uma sequência de caracteres ou bytes; Entretando, às vezes temos que ler parte do conteúdo de um arquivo e gravar diretamente em uma variável int ou float, ou ainda em um registro (struct). Também é importante conseguir pegar o conteúdo de variáveis e gravá-lo diretamente em um arquivo; Quando isto for necessário, o programa deverá trabalhar com arquivos Binários. Unidade 12 Arquivos 24

25 Arquivos Binários Toda vez que uma operação de leitura ou escrita for realizada, deverá ser informado o número de bytes que serão lidos ou gravados; Para isto, a função sizeof() será utilizada intensamente, uma vez que por meio dela é possível descobrir quantos bytes uma variável (de qualquer tipo, incluindo struct) ocupa. Unidade 12 Arquivos 25

26 Gravação em Arquivos Binários A função fwrite() pode escrever qualquer tipo de dado e não apenas caracteres ou sequências de caracteres; Sintaxe: fwrite(void *mem, size_t qtd_bytes, size_t cont, FILE *arq); Onde: mem representa a variável que armazena o conteúdo a ser gravado no arquivo; qtd_bytes representa o total em bytes que será gravado; cont representa o número de blocos de tamanho qtd_bytes que será gravado; arq é a referência para o arquivo onde as informações serão gravadas; Quando a função fwrite() for bem sucedida, gerará como retorno um valor igual ao número de gravações realizadas (igual ao parâmetro cont informado); Se ocorrer algum erro, o valor retornado será menor que cont. Unidade 12 Arquivos 26

27 Exemplo em (.odt) ou (.pdf) Unidade 12 Arquivos 27

28 Leitura em Arquivos Binários A função fread() pode ler qualquer tipo de dado e não apenas caracteres ou sequências de caracteres; Sintaxe: fread(void *mem, size_t qtd_bytes, size_t cont, FILE *arq); Onde: mem representa a variável que armazena o conteúdo a ser gravado no arquivo; qtd_bytes representa o total em bytes que será gravado; cont representa o número de blocos de tamanho qtd_bytes que será gravado; arq é a referência para o arquivo onde as informações serão gravadas; Quando a função fread() for bem sucedida, gerará como retorno um valor igual ao número de gravações realizadas (igual ao parâmetro cont informado); Se ocorrer algum erro, o valor retornado será menor que cont. Unidade 12 Arquivos 28

29 Exemplo em (.odt) ou (.pdf) Unidade 12 Arquivos 29

30 Encontrando o Final do Arquivo A função feof() descobre se o final do arquivo foi encontrado. Ela retorna um número inteiro. Quando este número for zero, significa que o fim do arquivo ainda não foi atingido. Qualquer outro valor significa que o fim do arquivo foi encontrado; Sintaxe: feof(arq); Onde: arq é a referência para o arquivo a ser analisado. Unidade 12 Arquivos 30

31 Voltando o Cursor ao Início do Arquivo Cursor é um ponteiro que indica a partir de que posição, dentro de um arquivo, uma operação será realizada; Exemplo: Quando um arquivo acaba de ser aberto, seu cursor está apontando para a posição zero, ou seja, onde está o primeiro byte do arquivo; Caso seja feita um leitura como o comando fread(), o cursor se movimentará a quantidade de bytes lidos; A função rewind() posiciona o cursor de volta ao início do arquivo; Sintaxe: rewind(file *arq); Unidade 12 Arquivos 31

32 Reposicionando o Cursor de um Arquivo A função fseek() é utilizada especialmente para mudar a posição do cursor sem que haja necessidade de leituras ou escritas no arquivo; Sintaxe: fseek(file *arq, long qtd_bytes, int posicao); Onde: arq representa o arquivo que será percorrido pela função fseek(); qtd_bytes representa a quantidade de bytes que o cursor será movimentado a partir da posicao; Continua... Unidade 12 Arquivos 32

33 Reposicionando o Cursor de um Arquivo posicao ponto a partir do qual a movimentação será executada, podendo assumir três valores: SEEK_SET permite a movimentação de qtd_bytes a partir da posição inicial do arquivo; SEEK_CUR permite a movimentação de qtd_bytes a partir da posiçaõ corrente do arquivo; SEEK_END permite a movimentação de qtd_bytes a partir do fim do arquivo; Exemplos: fseek(cli, sizeof(cliente) * 2, SEEK_SET); Movimenta uma quantidade de bytes referente a duas vezes o tamanho de um registro do tipo Cliente (struct), a partir do início do arquivo em direção ao fim; Continua... Unidade 12 Arquivos 33

34 Reposicionando o Cursor de um Arquivo fseek(cli, sizeof(cliente) * cont, SEEK_CUR); Movimenta uma quantidade de bytes referente a cont vezes o tamanho de um registro do tipo Cliente (struct), a partir da posição corrente do cursor em direção ao fim do arquivo; fseek(cli, sizeof(cliente), SEEK_END); Movimenta uma quantidade de bytes referente ao tamanho de um registro do tipo Cliente (struct), a partir do fim do arquivo em direção ao início do arquivo. Unidade 12 Arquivos 34

35 Apagando um Arquivo A função remove() apaga um arquivo; Sintaxe: remove(char *nome_arq); Onde: nome_arq indica o nome físico do arquivo que será removido, podendo ser incluído o caminho; Quando executada com êxito, esta função retorna zero. Caso contrário devolverá um valor diferente de zero; Exemplo: remove( c:\\exemplo\\teste\\cliente.dat ); Unidade 12 Arquivos 35

36 Renomeando um Arquivo A função rename() apaga um arquivo; Sintaxe: rename(char *nome_atual, char *nome_novo); Onde: nome_atual indica o nome físico atual do arquivo que será renomeado, pode-se incluír o caminho; nome_novo indica o novo nome físico que se prentende dar ao arquivo que será renomeado, pode-se incluír o caminho; Exemplo: Continua... Unidade 12 Arquivos 36

37 Renomeando um Arquivo Exemplos: rename( c:\\teste\\clientes.dat, c:\\teste\\dados.dat ); No exemplo acima o arquivo clientes.dat tem seu nome físico trocado para dados.dat ; rename( c:\\teste\\clientes.dat, c:\\dados.dat ); No exemplo acima o arquivo clientes.dat que se encontra no diretório teste, será removido de lá e copiado para o diretório raiz com o nome de dados.dat. Unidade 12 Arquivos 37

38 Bibliografia ASCENCIO, Ana F. G.; CAMPOS, Edilene A. V. Fundamentos da Programação de computadores. 2 ed. São Paulo: Pearson, Unidade 12 Arquivos 38

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