Presidente do Governo Regional dos Açores e Ministra da Indústria e Comércio da Islândia no lançamento do GAIa Programme

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1 janeiro fevereiro março 2014 nº Presidente do Governo Regional dos Açores e Ministra da Indústria e Comércio da Islândia no lançamento do GAIa Programme

2 Sumário 12 A empresa EDA RENOVÁVEIS já tem a sua identidade visual. 3 Lançamento do Programa GAIa 6-7 Oferta e Procura de Energia Elétrica 8-9 Workshop GLOBALEDA Microsoft reforça parceria com GLOBALEDA 08 "Reinvente a sua forma de trabalhar" foi o tema do workshop organizado pela GLOBALEDA em parceria com a Microsoft. 12 EDA Renováveis 13 ASECE Impactes Ambientais I Campus Açoreana Fábrica da Vila 20 Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho 21 Reunião dos Representantes dos 13 Desconto do Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia subiu para 11%. Trabalhadores para a Segurança e Saúde no Trabalho da EDA Comissão de Trabalhadores Grupo Recreativo da EDA 27 Nascimentos Ficha Técnica Título EDA Informa Propriedade e Edição Electricidade dos Açores, S.A. NIPC Sede de Redação Rua Francisco Pereira Ataíde, nº Ponta Delgada Diretor Emanuel Fernandes Diretora Adjunta Cláudia Fontes Design Rui Goulart (Novabase) Impressão COINGRA Parque Industrial da Ribeira Grande Lote Ribeira Grande Periodicidade Trimestral Tiragem 1500 Distribuição Gratuita Registo na ERC

3 Editorial O Programa GAIa tem basicamente dois objetivos: 1. Aumentar a competência científica e tecnológica dos Açores na área da geotermia. No âmbito deste objetivo será selecionado um conjunto vasto de técnicos e de estudantes que terão formação na Islândia e nos Açores. Esta formação será ministrada pela Universidade das Nações Unidas que tem um Programa especialmente dedicado à Geotermia e que está localizada na Islândia. É sem dúvida uma das instituições mundiais mais reputadas nesta área! No passado dia 31 de março, foi lançado o Programa GAIa - Geothermal Azores-Iceland Programme financiado pelo Espaço Económico Europeu, constituído pela Islândia, Noruega e Listenstaine, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. A sessão foi presidida por Sua Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores, Dr. Vasco Alves Cordeiro e contou com a presença da Ministra da Industria e Comércio da Islândia, Ms. Ragnheiður Elín Árnadóttir e do Secretário de Estado da Energia, Dr. Artur Trindade, entre outras personalidades. Intervenção do Presidente do Conselho de Administração da EDA Como Operador do Programa GAIa, nome da Deusa da mitologia Grega que representa a mãe Terra, e que aqui designa o Programa Geotérmico Islândia-Açores, gostaria de agradecer a presença de tão ilustres convidados, nomeadamente do Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores, da Senhora Ministra da Indústria e do Comércio da Islândia, do Senhor Secretário de Estado da Energia de Portugal e do Senhor Secretário Regional do Turismo e dos Transportes dos Açores, do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, bem como de uma comitiva tão relevante de empresas e de instituições islandesas ligadas à área geotérmica, no lançamento simbólico deste Programa. 2. Aumentar a penetração das energias renováveis nos Açores, através de um apoio financeiro de cerca de 3.7 milhões de euros dirigidos à construção de uma central geotérmica piloto na ilha Terceira. Como é do vosso conhecimento, na fase inicial de um novo desenvolvimento geotérmico existe sempre um conjunto de investimentos de custo muito elevado, ligados à prospeção do recurso, que por vezes inviabiliza o desenvolvimento do próprio projeto. Apesar de todos os avanços tecnológicos, não é ainda fácil conhecer em detalhe o que se passa a mais de mil metros abaixo da superfície do solo. Basta observar a indústria petrolífera e as incertezas que existem sempre, quando se pretende proceder à prospeção de um novo campo. Para termos um reservatório geotérmico com potencialidade de exploração industrial é preciso encontrar, entre outros parâmetros, calor e permeabilidade suficiente para permitir uma exploração sustentável ao longo dos anos. Mesmo em São Miguel, onde já se fizeram dezenas de perfurações com êxito, tanto na zona do Pico Vermelho, como na zona do Cachaço/Lombadas, na Ribeira Grande, há sempre alguma incerteza quando se procede a uma nova perfuração e existem sempre poços que têm maior ou menor sucesso, apesar do conhecimento acumulado sobre aqueles reservatórios há cerca de 40 anos. Na ilha Terceira, iremos continuar a estudar o reservatório geotérmico do Pico Alto. Contamos com os nossos consultores, designadamente com a ÌSOR, que nos tem vindo a apoiar cientificamente neste campo geotérmico para encontrar novos locais de possível perfuração. Daí a necessidade de estreitarmos ainda mais os laços de cooperação com as diversas instituições islandesas, no âmbito deste projeto. Reconhecemos a vossa experiência e o vosso conhecimento que foi sendo sedimentado ao longo de muitos anos, tanto na Islândia, como em todo o mundo. Como é do vosso conhecimento, os Açores e a Islândia têm em comum serem ilhas do Atlântico Norte. Ocupam a zona de expansão do rifte meso-oceânico, onde existe vulcanismo ativo e onde há consequentemente uma enorme potencialidade na área geotérmica. 3

4 LANÇAMENTO DO GAIa" Os Açores e a Islândia são os locais do mundo onde o grau de penetração da energia geotérmica na produção de eletricidade é mais elevado. Em São Miguel atingimos em 2013 cerca de 42% de penetração, e contamos com as novas perfurações que iremos realizar nos próximos anos, com vista à saturação da Central Geotérmica da Ribeira Grande e para a ampliação em mais 5 MW da Central do Pico Vermelho, ultrapassar os 50% de penetração só em produção geotérmica. Ao contrário da energia eólica e fotovoltaica, que têm um carater intermitente e causam enormes perturbações na rede se não estiverem acopladas a grupos térmicos que possibilitem a compensação quase instantânea das suas variações, a energia geotérmica é relativamente constante ao longo do dia e ao longo do ano. É por isso considerada uma energia renovável de eleição. Enquanto a energia eólica tem um máximo técnico de penetração que ronda os 20%, a energia geotérmica necessita apenas da térmica para fazer a regulação da rede e atinge consequentemente níveis de penetração muito mais elevados sem necessidade de armazenagem. Para além disto, a geotermia utilizada para a produção de eletricidade pode originar um subproduto de baixa entalpia com múltiplas aplicações. Em São Miguel, as duas centrais geotérmicas existentes, após o aproveitamento elétrico, lançam nos diversos poços de injeção cerca de mil toneladas por hora de água quente a 87ºC. É muito calor que poderia e deveria ainda ser aproveitado! Também aí temos muito para aprender com a Islândia. É evidente que os Açores têm um clima moderado e que as casas não necessitam do mesmo tipo de aquecimento, como ocorre na Islândia. Também é verdade que a água 4

5 termal proveniente das centrais geotérmicas nos Açores vem carregada de alguns elementos químicos que impossibilitam o uso direto na balneoterapia, como acontece na Islândia. Estou, porém, convicto que é possível aproveitar este enorme manancial de calor no aquecimento de estufas e na aquacultura, produzindo produtos competitivos que possam ser exportados ou substituindo com vantagem importações. O grupo EDA está disponível para colaborar com todas as entidades interessadas no aproveitamento deste recurso. No final do ano passado apresentámos ao último Quadro Comunitário de Apoio um projeto de investimento que permitirá não só aquecer a atual piscina dos Bombeiros da Ribeira Grande e as estufas do Parque Industrial da Ribeira Grande do INOVA, como também permitir a criação de um complexo agroindustrial de estufas com cerca de 35 ha com acesso direto ao calor geotérmico. Temos fundadas esperanças que, com a entrada do novo Quadro Comunitário de Apoio, este projeto venha a ser aprovado para reiniciarmos os aproveitamentos de baixa entalpia resultantes da exploração geotérmica nos Açores. Na área da geotermia ninguém está em competição com ninguém. O recurso geotérmico não é deslocalizável, é de cada País e de cada Região! Cooperar, colaborar e aprender com quem mais sabe é o nosso lema! Contamos com os nossos parceiros islandeses para desenvolver este e outros projetos, quer seja no âmbito comunitário, como será o caso do Horizonte 2020, quer seja no âmbito extra comunitário, como é o caso o Programa GAIa. Muito obrigado a toda comitiva islandesa pela vossa colaboração e por se terem disponibilizado a vir aos Açores! DUARTE PONTE PRESIDENTE EDA 5

6 MONITORIZAÇÃO DA OFERTA E DA PROCURA DE ENERGIA ELÉTRICA ANÁLISE REFERENTE AO PERÍODO DE JANEIRO A DEZEMBRO DE 2013 Resumo da Procura de Energia Elétrica Consumo média tensão Consumo baixa tensão GWh Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Iluminação Pública Industriais Serviços Públicos Comércio e Serviços GWh Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Industriais Iluminação Pública Serviços Públicos Comércio e Serviços Domésticos Durante o ano de 2013, o consumo de energia elétrica na RAA apresentou uma redução, face a 2012, de 1,6%, ou seja, menos 11,7 GWh. As maiores diminuições absolutas deram-se nos segmentos comércio e serviços (-6 GWh), iluminação pública (-3 GWh) e indústria (-1,2 GWh). Ao nível dos serviços públicos, verificou-se uma redução do consumo que totalizou 617 MWh, menos 0,7% que em 2012, verificando-se reduções tanto em BT como em MT. Neste segmento sobressaiu a redução verificada em Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (-306 MWh), na educação(1) (-146 MWh) e em atividades de ação social(1) (-100 MWh). Em sentido inverso, verificou-se um aumento da procura na administração pública, defesa e segurança social obrigatória(1) (+220 MWh) e em atividades veterinárias(1) (+120MWh). Ao nível do comércio e serviços da Região as maiores reduções verificaram-se no comércio a retalho em geral, que apresentou uma redução de 3,4 GWh, em estabelecimentos de bebidas(1) (-741 MWh), na agricultura(1) com -587 MWh, na construção de edifícios(1) com -452 MWh e nas atividades dos serviços relacionados com agricultura e com produção animal(1) (-319 MWh). O setor da indústria revelou uma redução do consumo de 1,0% face a Esta evolução resultou de variações distintas em diferentes setores de mercado. As maiores reduções verificaram-se na indústria de lacticínios(1) (-1,5 GWh), na extração de areias e argilas (-389 MWh), nas indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto mobiliário(1) (-258 MWh) e no abate de animais, preparação e conservação de carne e de produtos à base de carne(1) (-222 MWh). Verificaram-se, também, reduções significativas na fabricação de cimento e na panificação e pastelaria. Com tendência inversa, o setor económico que apresentou maior crescimento diz respeito à indústria transformadora da pesca e da aquacultura(1) (+1,1 GWh) e à fabricação de alimentos compostos para animais(1) (+739 MWh). Destaca-se que no último trimestre de 2013 ocorreu uma inversão desta tendência, constatando-se um aumento da procura face ao mesmo período de 2012 em todos os segmentos, exceto no consumo doméstico e IP. (1) Classificação Portuguesa de Atividades Económicas, Revisão 3 (CAE-Rev.3), aprovada pelo Decreto-Lei nº 381/

7 Sabia que a inauguração da luz elétrica, pela primeira vez nos Açores, se deu a 18 de março de 1900 em Vila Franca do Campo? Resumo da Oferta de Energia Elétrica Produção Acumulada Geotérmic a 22,0% Eólica 8,7% Outras 0,3% SMA GRA SJG Ponta Máxima (kw) PIC 2013 Fuelóleo 55,9% FAI FLO Hídrica 3,7% Gasóleo 9,3% COR SMG TER A produção de energia elétrica até ao final de 2013 totalizou 792,5 GWh, tendo-se verificado um decréscimo da produção de 1,5% comparativamente a igual período do ano transato, sendo 34,8% de origem renovável e 65,2% de origem térmica. No mix de produção, predominou a queima de fuelóleo, com 55,9% e a energia geotérmica com 22,1%. A energia geotérmica apresentou um crescimento de 30,0% em comparação com o ano anterior, representando 22,0% da produção total da Região, e 42,3% da ilha de São Miguel, a única ilha da região onde esta existe. O aumento verificado na produção geotérmica deveu-se, ainda, à retoma do funcionamento da central da Ribeira Grande (retomou atividade em agosto de 2012). As variações verificadas ao nível da energia hídrica e eólica estão relacionadas com a maior disponibilidade do recurso primário. A ponta máxima, quando comparada com o período homólogo, evoluiu negativamente nas ilhas de S.Miguel (-0,2%), Terceira (-0,6%), Graciosa (-0,7%), S.Jorge (-1,7%) Pico (-2,6%) e Faial (-1,4%). Verificaram-se crescimentos das pontas máximas nas ilhas de Santa Maria (7,4%), Flores (3,2%) e Corvo (9,6%). A energia hídrica teve um aumento de 3,4%, enquanto a energia eólica cresceu 10,0%, face ao período homólogo. Estes dois tipos de energia representaram, em 2013, 12,4% da produção total. PLCOR DIREÇÃO DE PLANEAMENTO CONTROLO DE GESTÃO E REGULAÇÃO 7

8 Reinvente a sua forma de trabalhar Reinvente a sua forma de trabalhar foi o tema do workshop organizado pela GLOBALEDA em parceria com a MICROSOFT, que contou com cerca de 100 participantes de diversas entidades governamentais, municipais e privadas. Dos diversos temas abordados, destacam-se o Office 365 e o CRM - gestão da relação com o cliente. O Office 365, como aplicação de produtividade, traz uma nova forma de trabalhar em que se destaca a mobilidade com o acesso a conteúdos a partir de qualquer sítio e dispositivo e acreditamos que terá um papel importante no arquipélago dos Açores pela facto de muitas organizações terem estabelecimentos distribuídos em várias ilhas. 8

9 O Dynamics CRM da Microsoft é uma ferramenta de gestão da relação com o cliente que permite uma abordagem de conhecimento de negócio, ajudando as organizações na diferenciação da relação com os seus clientes. Este evento assinalou a parceria entre a GLOBALEDA e a MICROSOFT e demonstrou a capacidade conjunta de implementação destas soluções nas diversas instituições públicas e privadas. PAULO MENEZES GLOBALEDA 9

10 Microsoft reforça parceria com GLOBALEDA A GLOBALEDA organizou, no passado mês de março, um Workshop que assinalou a parceria desta empresa com a Microsoft. Trata-se de uma importante aliada no reforço da atividade da GLOBALEDA nos Sistemas de Informação? O evento que decorreu no passado dia 20 de março, subordinado ao tema Reinvente a sua forma de trabalhar, marcou mais uma etapa na vida da GLOBALEDA na medida em que se retomou a parceria com a Microsoft. Esta parceria é para nós estratégica uma vez que existe um mercado muito importante que já utiliza no seu dia-a-dia ferramentas Microsoft e que poderá evoluir para as novas soluções deste fabricante. Quem assistiu ao evento teve oportunidade de perceber algumas das vantagens da utilização das soluções integradas Microsoft na sua empresa ou na sua instituição. O diretor da Microsoft Portugal para as pequenas e médias empresas referiu durante o evento que a Microsoft está agora orientada para os clientes numa lógica de serviço, surgindo assim como um importante parceiro de negócio. Alguns dos grandes desafios que se colocam de um modo geral às empresas e às pessoas prendem-se com produtividade e mobilidade. A Microsoft tem soluções que respondem a estes desafios sendo, portanto, um parceiro importante para a estratégia que a GLOBALEDA pretende desenvolver no mercado açoriano. O EDA Informa tem dado conta de algumas das vossas iniciativas. No entanto, a empresa tem desenvolvido muitas outras ações. Pode dar a conhecer algum do vosso portfólio na área dos sistemas de informação? As iniciativas públicas que temos desenvolvido têm tido uma grande adesão por parte dos organismos públicos regionais e das empresas. Isto prova que temos 10

11 conseguido estar em sintonia com as necessidades e expetativas das pessoas e das entidades que elas representam. Temos desenvolvido muitas outras ações, embora em âmbitos e para públicos mais restritos. O nosso portfólio, no que respeita à área dos sistemas de informação, tem vindo a crescer, fruto dos diversos desenvolvimentos internos bem como das parcerias que temos estabelecido. Para além das diversas soluções Microsoft, entre as quais temos as soluções de escritório, Gestão de Clientes, Gestão de Projetos, etc., a GLOBALEDA endereça transversalmente todas as necessidades das entidades públicas e empresas do mercado açoriano, com um conjunto alargado de produtos dos quais se destacam, desenvolvimentos web e multimédia, gestão de redes, fornecimento, operação e manutenção de parques informáticos, integração de sistemas, ferramentas de apoio à gestão, soluções de gestão documental e de arquivo, soluções para gestão escolar, aplicações mobile, gestão de domínios e alojamento de websites e de aplicações em cloud. Numa entrevista ao EDA Informa, em setembro de 2013, referiu que a GLOBALEDA iria passar por uma fase de reorganização profunda. Decorridos mais de 6 meses, quais as principais diferenças que se podem verificar? Como é do conhecimento geral, no final de 2013 deuse a fusão entre a Novabase Atlântico e a GLOBALEDA, fruto de uma aposta que a EDA fez para criar as condições para que houvesse no seio do Grupo EDA uma empresa na área dos sistemas de informação e das telecomunicações forte e com grande potencial de crescimento. Neste sentido, a GLOBALEDA retomou a atividade dos sistemas de informação. Todos os trabalhadores da Novabase Atlântico integraram a GLOBALEDA fazendo, assim, crescer o capital humano da nossa empresa. Este foi e é, no entanto, um processo gradual pois houve necessidade de estabelecer parcerias com inúmeros fornecedores, retomar contatos com clientes antigos e proceder a uma reestruturação interna, para se poder dar continuidade aos diversos processos que já integravam a carteira de serviços da Novabase Atlântico e possibilitar a capacidade para abraçar novos projetos com garantia de sucesso. A EDA é, para nós, um cliente muito importante, ao qual dedicamos, praticamente em regime de exclusividade, uma equipa alargada de técnicos. Hoje, também, já estamos a desenvolver projetos e a prestar serviços, na área dos sistemas de informação, para inúmeros clientes, públicos e privados. Os mercados têm estado recetivos a esta transição da GLOBALEDA? A GLOBALEDA é uma empresa com referências, com currículo e com provas dadas nas diversas áreas em que trabalhou, desde que foi constituída em Até 2008, ano em que foi criada a Novabase Atlântico, a GLOBALEDA era reconhecida na Região como uma empresa relevante e de referência na prestação de serviços de sistemas de informação. Agora, consciente das mudanças que ocorreram, o mercado tem reagido muito favoravelmente a este novo figurino. Os nossos clientes passaram a ter, outra vez, um fornecedor/ parceiro que lhes aporta valor acrescentado através da inovação e das suas soluções integradas. Isto é perfeitamente compreensível. Espera que a curto/médio prazo a GLOBALEDA alcance todos os objectivos que traçou quando aceitou o desafio de liderar a empresa? Na última entrevista que dei ao EDA Informa referi que gostava que a GLOBALEDA se projetasse e afirmasse no mercado global. Não tenho quaisquer dúvidas que este é também um desejo que é partilhado pelos meus colegas de administração. Esta é uma caminhada que temos que fazer paulatinamente. Todos os dias alcançamos determinados objetivos e iniciamos a caminhada para atingir outros. A GLOBALEDA é uma empresa composta por quase 100 colaboradores. Todos juntos vamos conseguir. PAULO MENEZES GLOBALEDA 11

12 Nova Imagem da empresa EDA Renováveis Redenominada a SOGEO na EDA RENOVÁVEIS, notícia que demos conta na última edição do EDA INFORMA, criou-se a nova identidade visual da empresa. Com a simbologia de uma hélice, o logótipo remete para conceitos de movimento, renovação e energia. Mantendo a cor base do Grupo EDA o amarelo - foram adicionadas três cores que ilustram o ambiente em que decorre a exploração: o azul claro representando o ar/céu, o azul escuro representado as ribeiras/mar, e por fim o verde, numa representação da terra e também associando valores da ecologia e cuidados com o ambiente. 12

13 Desconto do Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia Desconto do Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia subiu para 11%, revelou Vítor Fraga O Secretário Regional do Turismo e Transportes revelou no passado dia 11 de fevereiro, na Horta, que o desconto de que as famílias açorianas podem usufruir, através do Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia (ASECE), aumentou de 10,3 para 11 por cento. Esta alteração consta de uma portaria publicada em Jornal Oficial e tem efeitos retroativos a 1 de janeiro de Vítor Fraga, em declarações no final de uma visita à loja da EDA na cidade da Horta, revelou que, no universo de cerca de 15 mil famílias que podem recorrer a este apoio, atualmente beneficiam dele 743 famílias. A forma de o fazer é muito fácil, é muito simples, GACS Gabinete de Apoio à Comunicação Social basta apenas fazerem a solicitação ao balcão da EDA e ficam, praticamente no imediato, com esta mais-valia associada à sua fatura da eletricidade, afirmou Vítor Fraga. O titular da pasta da Energia recordou que o ASECE traduz-se num desconto na fatura da eletricidade das famílias mais vulneráveis economicamente, nomeadamente famílias que têm o Rendimento Social de Inserção, o Abono de Família no primeiro escalão ou o Subsídio de Desemprego". Vítor Fraga frisou que este apoio "está disponível, apenas carecendo as pessoas de se deslocarem a um balcão da EDA e solicitarem este desconto suplementar na sua fatura. É mais um mecanismo que nós temos para ajudarmos as famílias açorianas num momento de dificuldade, salientou o Secretário Regional. 13

14 Impactes Ambientais A maioria das atividades humanas causa algum tipo de impacte negativo para o meio ambiente e as atividades do setor elétrico, nomeadamente as da empresa Electricidade dos Açores, nas suas atividades de produção e transporte de energia elétrica não fogem a esta regra. Os poluentes principais que podem dar origem aos maiores impactes ambientais são CO 2 (dióxido de carbono), SO 2 (dióxido de enxofre) e NO x (dióxido de azoto), e que são produzidos em centrais com queima de combustíveis fósseis, tais como o fuelóleo e o gasóleo. A EDA, para além de ter produção de energia elétrica por via de centrais termoelétricas, também aposta fortemente nas fontes de energia renováveis e que na sua maioria não originam gases poluentes, representando, por isso, uma aposta forte em termos de sustentabilidade ambiental. Considerando a sua origem, os poluentes atmosféricos podem ser caracterizados como: Poluentes Primários: aqueles que são emitidos diretamente pelas fontes para a atmosfera, como as centrais termoelétricas; Poluentes Secundários: aqueles que resultam de reações químicas que ocorrem na atmosfera e entre poluentes primários. Entre os principais poluentes atmosféricos temos: CO 2 gás responsável pela absorção da radiação terrestre que produz o efeito de estufa da atmosfera; SO 2 gás tóxico que pode contribuir para a ocorrência de chuvas ácidas; NO x principal gás responsável pelo problema de acidificação, que em contato com a água origina as chuvas ácidas. Numa sociedade consumista como a nossa, denotase cada vez mais a exigência de mais conforto e a produção, o transporte, a distribuição e o próprio uso da energia elétrica, podem causar impactes negativos ao meio ambiente. A produção de energia elétrica implica, necessariamente, a exploração de recursos naturais com consequente emissão de poluentes atmosféricos, mas também a produção de resíduos, quer sejam líquidos ou sólidos, no meio ambiente. 14

15 Mas e a redução dos impactes ambientais por parte da EDA? A redução dos impactes ambientais surge à EDA como uma meta e uma preocupação, no sentido de garantir a qualidade de vida desta e das futuras gerações. Para isso, a EDA implementou um Sistema de Gestão de Qualidade e Ambiente, na sua maior central termoelétrica, e tem como missão: "Fornecer energia elétrica com continuidade e com as melhores características técnicas e prestar um serviço que corresponda às expetativas dos clientes, ao menor custo e com respeito pelo património ambiental e cultural dos Açores." árvores que crescem sob as linhas elétricas, nos chamados corredores de segurança, para evitar cortes de fornecimento de energia elétrica aos consumidores; Resíduos: Quer sejam nas atividades de produção, transporte ou distribuição de energia elétrica, ou até mesmo nas atividades administrativas, da EDA, são produzidos resíduos. Estes são reencaminhados para operadores licenciados para valorização. E como nós todos podemos contribuir para diminuir os impactes ambientais produzidos pela produção, transporte e distribuição de energia elétrica? Para além disso, não é só nas atividades de produção de energia elétrica que a EDA assenta a sua preocupação ambiental. Essa preocupação também assume importância nas atividades de transporte e distribuição de energia elétrica, nos seguintes aspetos: Podas: A poda das árvores é uma prática constante na atividade da EDA, pois torna-se necessária para evitar que os galhos entrem em contato com a rede elétrica, causando dessa forma a interrupção no fornecimento de energia elétrica aos consumidores; Corte de Árvores: Periodicamente são cortadas A Sociedade pode ajudar a conservar o meio ambiente, se utilizar a energia elétrica de forma eficiente e sustentada, pois dessa forma com o contributo de todos, pode-se evitar, ou no mínimo diminuir, o impacte ambiental do setor elétrico. O Ambiente é de todos e para todos! Para mais informação, por favor aceder ao site da ERSE (www.erse.pt) GQAMB GESTÃO DA QUALIDADE E AMBIENTE 15

16 I Campus Açoreana Num cenário de inovação no serviço, a Açoreana, em parceria com o ISQ, promoveu, entre os dias 2 e 5 de Abril, o I Campus Açoreana. Esta iniciativa, que teve lugar nas ilhas de São Miguel e de Santa Maria, nos Açores, foi uma aposta da Companhia na formação de topo dos quadros técnicos dos seus clientes, nomeadamente na área da gestão de risco. A Gestão de Risco assume, cada vez mais, especial relevância em qualquer empresa, o que levou a Açoreana, em 2012, a lançar os Prémios Açoreana Risk Management com o objectivo de reconhecer e premiar as empresas, e respectivos gestores, que se destaquem pela Gestão de Risco mais adequada à sua actividade. Para Maurício Oliveira, administrador da Açoreana responsável pelo projecto do I Campus Açoreana, esta iniciativa é mais uma prova da contínua aposta da Açoreana na diferenciação e na criação de valor para os seus parceiros. Os resultados alcançados com os Prémios Risk Management Açoreana reflectiram claramente o despertar das empresas portuguesas para a importância da gestão de risco e este Campus pretendeu ser um espaço de partilha de know-how no qual promoveremos a integração dos nossos clientes numa cultura de gestão de risco. O programa do I Campus Açoreana, que contou com a participação de 15 quadros técnicos de empresas clientes da Companhia, incluiu um seminário sobre Gestão de Risco, visitas à Central Termoeléctrica do Caldeirão e à Central Geotérmica do Pico Vermelho, onde foram dados a conhecer dois tipos de produção de energia eléctrica, e uma visita ao Centro de Formação Aeronáutica dos Açores, da SATA, onde para além da partilha de conhecimentos sobre gestão de risco e emergência e segurança a bordo, foi ainda realizado um exercício de sobrevivência na água. THIAGO FRAZÃO Açoreana de Seguros 16

17 Formação na área da gestão de risco Foi uma honra para a Eletricidade dos Açores o convite formulado pela Açoreana de Seguros para fazer parte deste evento e assim contribuir e partilhar com os responsáveis técnicos da Segurança e Saúde no Trabalho das várias empresas de prestigio em Portugal, a nossa experiência e conhecimento adquirido ao longo de vários anos. Temos a certeza que a iniciativa, pela sua originalidade e inovação, vai mudar a imagem da Açoreana de Seguros e será um referencial no mercado português. Com este evento, todos os seus participantes saíram enriquecidos pelas várias experiências que puderam partilhar e fortalecer a parceria com a Açoreana de Seguros. GRHUM Prevenção e Segurança 17

18 Primeiro Grupo Gerador dos Açores Fábrica da Vila 1899 Eng.º José Cordeiro A 18 de Março de 1900 foi inaugurada a luz elétrica na ilha de São Miguel Este acontecimento foi um dos momentos mais importantes e emblemáticos da nossa história, protagonizado pelo pioneiro da eletrificação dos Açores, o Engenheiro José Cordeiro. A produção teve origem na Central Hídrica da Vila, a primeira a ser construída nos Açores, em Localizava-se na Ribeira da Praia, Água d Alto, concelho de Vila Franca do Campo. Em 1899 foi instalado o primeiro grupo gerador: uma turbina hidráulica Universelle, construída pelos Ateliers de Constructions Mécaniques de Vévey. Possuía a força motriz de cem cavalos e era destinada a mover um dínamo elétrico de 3150 volts. O alternador era trifásico, de 48 kva, 3000 Volts e 50Hz, construído pela Société d Electricité Alioth, Suíça. Uma escritura datada de 8 de Junho de 1901, redigida e assinada por Frederico Augusto Serpa, condutor principal das Obras Públicas, certificava a existência de um motor hidráulico, para a produção de eletricidade, para iluminação pública de Vila Franca do Campo. Refere, ainda, que o motor estava instalado a grande distância das povoações e das habitações circundantes, não causando nenhum prejuízo ou incómodo às pessoas. Plantas da Central da Vila

19 Turbina parcialmente soterrada na referida central, em ruínas, onde se pode ler a inscrição: S. A. TH. BELL & CIE. KRIENS NRº 995 SUISSE Em 1912, devido à procura que a luz elétrica começava a ter, o primeiro grupo gerador foi substituído por duas turbinas centrípetas, do tipo Francis, com a potência de 100 cavalos cada, 600 rpm., queda de 26 metros de altura e 300 l/s, construídas por Theodore Bell & Cie., Kriens, Lucerne, Suíça, tendo-lhe sido atribuídos os números 995 e 996. Estas turbinas estavam diretamente ligadas a alternadores trifásicos de 54 kva, 3000 volts, 50 Hz, com os números: 6272 DG IV E 3421 DG IV, construídos pela Société d Electricité Alioth, Suíça. Sabe-se que as referidas turbinas chegaram a São Miguel em Agosto de 1912, sendo a sua montagem efetuada no mês seguinte. Esta Fábrica da Luz esteve em funcionamento até Fontes primárias Os documentos consultados abrangem o período de 1899 a 1912 e fazem parte do Arquivo do Engenheiro José Cordeiro, Família Cordeiro e Empreza de Electricidade e Gás, acondicionados no Arquivo Histórico do Grupo EDA. CÁTIA CANTO 19

20 Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), estima-se que 2,34 milhões de pessoas morrem todos os anos em virtude de acidentes e doenças relacionadas com o trabalho. A OIT estima, também, que todos os anos ocorrem 160 milhões de casos de doenças não mortais ligadas à atividade profissional. Como se constata pelos números apresentados, se os trabalhadores durante a sua vida profissional não tomarem as devidas precauções, poderão sofrer as consequências na sua integridade física, limitando a sua qualidade de vida e bem-estar, assim como dos seus familiares. A Empresa de Eletricidade dos Açores tem vindo, ao longo dos anos, a promover uma melhoria contínua das condições nos locais de trabalho, permitindo que os trabalhadores executem as suas tarefas diárias em segurança, de modo a evitar os acidentes de trabalho e doenças profissionais. A EDA tem vindo a ministrar ações de formação de Higiene e Segurança no Trabalho aos seus trabalhadores, de forma a aumentar as suas competências e disponibiliza também equipamentos de segurança, com a finalidade de serem utilizados para a sua proteção em função dos riscos existentes na sua atividade laboral diária. Resta-me apelar aos trabalhadores o uso dos meios que a EDA coloca à disposição, de modo a evitar os acidentes de trabalho e doenças profissionais. CARLOS PIRES DOS SANTOS GRHUM/PRSEG 20

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