1. ENQUADRAMENTO 1.1. CARACTERIZAÇÃO 1.2. FINS E OBJECTIVOS. Relatório e Contas

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2 1. ENQUADRAMENTO 1.1. CARACTERIZAÇÃO A Fundação Mário Soares, é uma pessoa colectiva de direito privado, sem fins lucrativos instituída por escritura pública em 12 de Setembro de 1991 e reconhecida em 23 de Dezembro de 1991 pela Portaria n.º 23/92, de 23 de Dezembro de 1991, publicada no Diário da República n.º 16, II Série, de 20 de Janeiro de Foi declarada de utilidade pública ao abrigo do decreto-lei n.º 460/77, de 7 de Novembro, por Despacho do Primeiro - Ministro de 25 de Setembro de 1992, publicado no Diário da República n.º 234, II Série, de 10 de Outubro de 1992, estatuto este confirmado pelo Despacho do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, n.º 1921, de 14 de Janeiro de 2013, publicado no Diário da República n.º 23, IIª Série, de 1 de Fevereiro de 2013, que passa a reger-se pelo disposto na Lei-Quadro das Fundações, aprovada pela Lei n.º 24/2012, de 9 de Julho. Os seus Estatutos originais foram publicados no Diário da República n.º 294, III Série, de 22 de Dezembro de 1995 e os resultantes da primeira e única modificação, em 2004, no Diário da República n.º 164, III Série, de 14 de Julho de FINS E OBJECTIVOS A Fundação tem por fim realizar, promover e patrocinar acções de carácter cultural, científico e educativo nos domínios da ciência política, da história contemporânea, das relações internacionais e dos direitos humanos. Sem prejuízo da realização dos seus fins específicos, e tendo como norma permanente de actuação a cooperação com os departamentos culturais e educacionais das Administrações central, regional e local e de outras pessoas colectivas de utilidade pública, designadamente universidades, a Fundação poderá desenvolver outras actividades, e nomeadamente: constituir e organizar o arquivo pessoal do Dr. Mário Soares e todos os outros que aí sejam incorporados; constituir e montar uma biblioteca especializada nas áreas da ciência política, da história contemporânea, das relações internacionais e dos direitos humanos; manter a Casa Museu. Centro Cultural João Soares; promover e realizar acções de formação e de debate, de fomento cultural e de divulgação; realizar, promover ou patrocinar actividades editoriais; promover o desenvolvimento de estudos europeus e estimular a cooperação cultural e científica entre Portugal e os países africanos lusófonos, o Brasil, a Índia (Goa), a Região Administrativa Especial de Macau e a República de Timor Leste. Relatório e Contas

3 1.3. INTRODUÇÃO As actividades realizadas pela Fundação em 2012 constituíram a sequência natural do trabalho desenvolvido em anos anteriores nos três principais eixos que regem a sua acção preservação da memória histórica do Portugal contemporâneo, cidadania e cultura e cooperação internacional tendo-se centrado sobretudo na vertente de preservação da memória histórica, cuja importância tem merecido o reconhecimento generalizado da sociedade portuguesa e nomeadamente de investigadores e instituições académicas actuantes nesta área. Para além das acções internas de consolidação dos acervos documentais que integram o Arquivo da Fundação e revestem a natureza de execução permanente, correspondendo ao funcionamento regular do Arquivo & Biblioteca, destacam-se o desenvolvimento do Portal Casa Comum, sublinhando a importância da conservação e disponibilização da documentação histórica para as gerações futuras, e as iniciativas desenvolvidas em colaboração com diversas instituições dos países da CPLP, que deram expressão ao cumprimento do objecto do Protocolo de Cooperação celebrado com o Estado Português em Neste último âmbito, merece particular realce a intervenção levada a cabo pelo Arquivo da Fundação Mário Soares em Timor-Leste, não apenas pelo seu envolvimento e participação activa no projecto de remodelação e ampliação do edifício sede do Arquivo & Museu da Resistência Timorense cujos mais de 150 fundos documentais que o constituem de há muito vêm a ser objecto de operações de tratamento pela Fundação com vista à sua gradual disponibilização pública mas também na concepção e instalação da Exposição Permanente inaugurada em 20 de Maio de De entre as iniciativas levadas a efeito na área da cidadania e cultura e que adiante se enumeram, cabe destacar a conferência The Spirit of Resistance proferida pelo filósofo holandês Rob Riemen em Lisboa e a realização da 14ª edição do Prémio Fundação Mário Soares, que continua a ser o mais importante prémio português de história contemporânea no segmento etário que o distingue. Também a Casa-Museu. Centro Cultural João Soares deu continuidade à acção de fomento e divulgação cultural que vem desenvolvendo na região de Leiria, utilizando a Biblioteca João Soares e os seus Serviços Educativos como veículo de integração e de apoio à educação das comunidades locais, em especial das em idade escolar, e alargando a sua área de intervenção à colaboração com outras instituições, como o Hospital de Leiria, sem prejuízo da manutenção das iniciativas que a caracterizam, com relevo para as exposições que promove, quer as temporárias, sobre temas de interesse para a região de Leiria, quer em especial a permanente, histórico-biográfica, intitulada Século XX Português: Os caminhos da Democracia - João Soares/Mário Soares, patente ao público desde Importa salientar que, apesar da diversidade da actividade realizada, a acção da Fundação em 2012 foi marcada por fortes constrangimentos, decorrentes, uns, dos condicionalismos a que o Estado Português está sujeito por uma conjuntura Relatório e Contas

4 económico-financeira adversa e pelas alterações estruturais a que vem procedendo, com impacto e consequências não só na esfera publica mas também na privada, e, outros, do cumprimento das orientações do Conselho de Administração da Fundação que vêm sendo postas em prática desde 2010, visando a progressiva redução dos custos de funcionamento da instituição e designadamente a diminuição dos seus recursos humanos. O ano de 2012 ficou ainda assinalado pela implementação do Censo às Fundações, no âmbito de um processo que conduziu a uma profunda alteração do regime jurídico das fundações, pela limitação dos montantes dos apoios financeiros públicos atribuídos a estas instituições reduzidos, no caso da Fundação Mário Soares, num primeiro momento, de 30% relativamente aos valores de 2011, percentagem essa que poderá vir a ser agravada com a aplicação da Lei que aprovou o respectivo Orçamento de Estado para 2013 e pelo conhecimento da revogação unilateral, com efeitos reportados a 31 de Dezembro de 2012, do Protocolo de Cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Leiria e a Fundação, mas inteiramente consignado à actividade da Casa- Museu. Centro Cultural João Soares, cuja vigência deveria terminar apenas em Dezembro de Foi neste enquadramento adverso que, sem prejuízo dos reflexos que as restrições orçamentais tiveram nas decisões que determinaram as actividades a desenvolver, a Fundação deu, em 2012, cumprimento ao seu programa, apesar da redução de custos efectuada e de ter havido uma diminuição dos proveitos, cuja obtenção se revela cada vez mais difícil, em particular os decorrentes da vertente mecenática, área em que, no ano findo, a quebra foi especialmente significativa. Apresentam-se em seguida uma selecção das principais realizações em 2012 e as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício respectivo. Relatório e Contas

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6 ARQUIVO & BIBLIOTECA 2.1. INTRODUÇÃO O ano de 2012 caracterizou-se, no âmbito do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares, por uma intensa atividade de reorganização interna e pela afirmação internacional. Este ano foi também marcado pelo incumprimento até 31 de Dezembro, por parte da Cooperação Portuguesa/Ministério dos Negócios Estrangeiros das obrigações assumidas de apoio financeiro às ações de cooperação programadas e desenvolvidas o que, naturalmente, provocou uma situação de grave instabilidade. É, por outro lado, amplamente conhecida a situação de afunilamento dos eventuais apoios diretos estatais ou com participação comunitária à generalidade dos projetos e atividades culturais, a que acresce uma clara diminuição de apoios privados a essas mesmas atividades. Estas situações repercutem-se, com especial incidência, nos arquivos e bibliotecas de instituições privadas, que são deste modo impedidas de prosseguir as suas atividades normais de relevante interesse público. E repercutem-se também na diminuição drástica da procura, em especial pelas produtoras e editoras de conteúdos, dos produtos reunidos e tratados por estas instituições, provocando consequentemente uma quebra de receitas. Do mesmo modo, os projetos de investigação, frequentemente confrontados com cortes inesperados no seu financiamento, têm dificuldade em desenvolver todas as ações previstas, com reflexo nas suas relações com os arquivos, de que eram muitas vezes os principais utilizadores. Apesar destes e de outros constrangimentos, o Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares prosseguiu a sua ação durante o ano de 2012, apresentando-se seguidamente um breve quadro cronológico de algumas das suas principais atividades públicas e uma referência mais detalhada a capítulos especialmente relevantes da sua intervenção PRINCIPAIS ACTIVIDADES DO ARQUIVO & BIBLIOTECA COOPERAÇÃO COM OS PAÍSES DA CPLP A Fundação Mário Soares assumiu, durante o ano de 2012, a continuidade das ações de cooperação com os países de língua oficial portuguesa em torno do reforço da política de salvaguarda da memória histórica. Neste âmbito, a Fundação investiu o seu esforço principal nas seguintes áreas: Identificação, tratamento, organização e digitalização de acervos documentais de entidades públicas e privadas de países da CPLP; Introdução de novas tecnologias de informação; Desenvolvimento de ações de formação de quadros locais; Relatório e Contas

7 Realização de exposições e debates sobre temas da memória comum; Organização dos fundos documentais tratados no âmbito da cooperação com vista à sua disponibilização pública na internet. Para o efeito, continuou a reforçar a criação de redes de cooperação entre as diferentes instituições envolvidas, com vista a melhorar a sua sustentabilidade e o desenvolvimento de novos projetos, designadamente em articulação com entidades terceiras. Este quadro geral foi, no entanto, afetado pela persistência da fragilidade institucional e organizativa de alguns dos parceiros envolvidos e, sobretudo, pelo arrastamento da situação de indefinição da Cooperação Portuguesa/Ministério dos Negócios Estrangeiros no que respeita ao cumprimento atempado das suas obrigações em matéria de apoio financeiro às ações de cooperação programadas e desenvolvidas. Foi, ainda assim, possível executar as ações programadas e suscitadas ao longo do ano com o empenhamento do pessoal da FMS, sediado em Lisboa, embora com prejuízo de outras atividades previstas. Entendemos que a cooperação desenvolvida em matéria de preservação da memória histórica exige uma continuidade que importa assegurar, com meios humanos, técnicos e financeiros - sob pena de se perder muito do esforço já concretizado, em especial na organização de redes de cooperação, essenciais para o seu desenvolvimento. Apresenta-se em seguida, sucintamente, o trabalho realizado, dando conta, país a país, das iniciativas concretizadas: Guiné-Bissau A Fundação Mário Soares (FMS), juntamente com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), organizou em Bissau a Conferência Internacional "O Património Cultural Comum dos PALOP: História, Perspetivas e Desafios da sua Preservação e Divulgação", que decorreu de 23 a 26 de Fevereiro de Organizada em torno de 4 painéis (Património Comum, Situação dos Arquivos Históricos, Investigação e História e a Memória na Internet), foi possível contar com a participação de reputados especialistas internacionais, bem como responsáveis por diversos arquivos e projectos de preservação documental dos diferentes países de língua oficial portuguesa. As apresentações e debates foram de assinalável interesse, permitindo reforçar os laços de cooperação entre diferentes entidades. Nessa ocasião, foi inaugurada a exposição, organizada pela FMS, O Património não é só pedra, que havia sido preparada para São Tomé e Príncipe, onde continua patente. Relatório e Contas

8 No âmbito da Conferência, foi ainda possível participar num debate transmitido pela televisão da Guiné-Bissau e visitar e conhecer os problemas de alguns arquivos do país, designadamente da Televisão, da Rádio Nacional e do Estado-Maior. Na sequência desta iniciativa, realizou-se ainda uma ação de formação do pessoal dos Arquivos Históricos Nacionais do INEP, com a duração de uma semana, que contou com a participação do Professor Armando Malheiro da Silva (U. Porto) e de dois técnicos da FMS. Com esta acção visou-se essencialmente consolidar os conhecimentos nesta área, bem como acompanhar os trabalhos do projecto "History of Bolama, the First Capital of Portuguese Guinea ( ), as reflected in the Guinean National Historical Archives", que teve o apoio da British Library. A posterior ocorrência do golpe de Estado de 12 de Abril veio criar uma situação delicada aos projectos de cooperação em curso com o INEP, cuja direcção foi entretanto substituída, pondo designadamente em causa a continuidade do projecto apoiado pela British Library e permanecendo suspenso, pelo lado da FMS, o apoio àquela instituição, ainda que fossem mantidos contactos com vista a tomar conhecimento da situação dos trabalhadores que haviam recebido formação e do próprio equipamento que fora disponibilizado. Face à indefinição verificada, prosseguiu a Fundação Mário Soares, em Lisboa, o trabalho de classificação e disponibilização pública da documentação que entretanto fora digitalizada em Bissau - tarefa que prosseguiu durante todos os restantes meses de Entretanto, dando seguimento à cooperação anterior com a ONGD guineense AD- Acção para o Desenvolvimento, a Fundação Mário Soares acompanhou o projecto de criação do Memorial da Escravatura, em Cacheu. Este projecto, que contou com o apoio da UNESCO e da União Europeia, é uma iniciativa que pretende valorizar a memória de uma realidade que marcou profundamente os países africanos e ainda hoje permanece com grande acuidade nas sociedades que foram atravessadas pelo tráfico negreiro. A iniciativa inscreve-se também na procura da descentralização de oportunidades de desenvolvimento, potenciando que as zonas rurais se constituam em polos de Relatório e Contas

9 interesse, dinâmicos e atrativos, mobilizando as populações locais pela criação de oportunidades aliciantes e convidando igualmente as populações dos centros urbanos e internacionais a redescobrir in loco a história e as riquezas da região de Cacheu e dos seus habitantes. Inscreve-se ainda no entendimento de que importa abordar a cultura como um sector de elevado potencial económico que se integra no processo de luta contra a pobreza e a discriminação e de criação de emprego, contribuindo para a redução do êxodo rural e a melhoria das condições de vida. O projecto pretende reabilitar o edifício colonial que servirá de Memorial e Museu da Escravatura, prevendo-se ainda intervenções no âmbito do cemitério dos ingleses, de locais históricos como o porto e o entreposto de escravos e promover de forma associada as zonas de habitat de vegetais e animais, como o Parque Nacional de Cacheu, a maior mancha contínua de tarrafes do continente africano, com cerca de ha. Neste âmbito, foi necessário deslocar a Cacheu, em Novembro, uma equipa para proceder aos levantamentos e recolha de informação, de modo a preparar toda a documentação necessária para o prosseguimento do projecto. Previamente a esta deslocação foi feito trabalho de investigação, designadamente no Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa, no sentido de obter informação histórica referente quer à cidade de Cacheu, quer ao edifício onde se pretende implantar o referido Memorial. Contudo, e não obstante o trabalho de investigação estar ainda a ser desenvolvido, revelou-se fundamental conhecer, in situ, não apenas as características actuais da Relatório e Contas

10 cidade e do edifício em causa, mas igualmente contactar directamente com os diferentes actores locais, bem como proceder a alguns trabalhos de investigação histórica junto de habitantes da cidade, nomeadamente mais idosos, cuja memória oral constitui uma preciosa fonte de informação e um património a preservar. Este projecto visa ainda recolher participação internacional, designadamente de museus e sítios de memória relacionados com o tráfico negreiro, considerando-se de grande importância a manutenção da participação portuguesa no seu desenvolvimento, quer em matéria de preservação e reabilitação arquitectónica, quer em matéria de estabelecimento das zonas museológicas, quer também no acompanhamento dos sub-projectos já definidos e especialmente virados para a formação e preservação do artesanato. Cabo Verde A Fundação Mário Soares continuou a colaboração com o Arquivo Histórico de Cabo Verde e, bem assim, com a Fundação Amílcar Cabral. Para o efeito, deslocou-se, em Agosto de 2012, à Cidade da Praia uma técnica da FMS que prestou formação no Arquivo Histórico Nacional, especialmente em matéria de digitalização e organização de fundos documentais em suporte digital. Foi igualmente definida a realização de uma exposição em Portugal e em Cabo Verde dedicada ao tema das Fomes em Cabo Verde ( ) - que se encontra em fase de finalização de textos e de selecção de imagens, prevendo-se a sua organização no primeiro trimestre de Ainda no âmbito da colaboração com o Ministério da Educação de Cabo Verde, tem vindo a FMS a preparar a criação, em suporte digital, de um Centro de Documentação Histórica sobre o Campo de Concentração do Tarrafal - que deverá estar também concluído no primeiro trimestre de 2013 e que será igualmente disponibilizado através da internet. Relatório e Contas

11 O desenvolvimento da cooperação com a Fundação Amílcar Cabral foi, entretanto, objecto de aperfeiçoamento, estando em preparação diversas acções conjuntas, quer no âmbito da preservação da memória histórica, quer de preparação de realização de iniciativas de natureza cultural. Foram assim definidas, em especial, as iniciativas que ambas as Fundações lançarão em Janeiro de 2013, assinalando o 40.º aniversário do assassinato de Amílcar Cabral. São Tomé e Príncipe O Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe (AHSTP) e a Fundação Mário Soares (FMS) iniciaram, em Dezembro de 2011, um projecto de cooperação no domínio da preservação da Memória Histórica, com vista ao desenvolvimento de acções conjuntas de tratamento e divulgação de acervos documentais à guarda do AHSTP e, bem assim, a organização de outras iniciativas de natureza cultural, científica e técnica. Com o objectivo de salvaguarda da documentação histórica de interesse comum e da sua disponibilização gradual ao público, designadamente através do recurso às novas tecnologias da informação, o Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe e a Fundação Mário Soares entenderam, numa fase inicial, dar seguimento ao tratamento, conservação e acondicionamento do espólio fotográfico do Arquivo. Terminada esta tarefa, procedeuse à digitalização das peças. Foram assim digitalizadas ao longo de 2012 mais de fotografias e gravuras. Relatório e Contas

12 Posteriormente ao tratamento, conservação e digitalização, entendeu-se prosseguir com a transferência para suporte digital de alguma documentação de conservação mais frágil (em avançado estado de degradação), assim como alguma documentação de maior manipulação no Arquivo Histórico, isto é, com mais pedidos de acesso. Desta forma, foram também digitalizadas mais de 500 Fichas de Trabalhadores Contratados, cerca de 250 Fichas de Crianças refugiadas da República do Biafra, umas dezenas de números do Diário da República, o Foral da Ilha de São Tomé e correspondência trocada entre o governador e a capital no período anterior à instauração da República em Portugal. Em nova acção, realizada entre 13 e 21 de Dezembro de 2012, a Fundação Mário Soares entregou ao Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe diverso material necessário para a continuidade das acções programadas nomeadamente um disco externo portátil, material de conservação (luvas, máscaras, capilhas e envelopes), uma base de dados e manuais de apoio em matéria de digitalização, gestão de base de dados e administração de página web. Foi nessa altura instalada uma base de dados informatizada (software Access) com utilização prevista a partir de 2013, para a qual foi dada formação específica. No sentido da progressão do AHSTP para o formato digital, e após criação da página foi igualmente dada formação no sentido da gestão e actualização de notícias a partir de São Tomé e pelos próprios técnicos do Arquivo. Em articulação com os trabalhos enunciados acima, foi ainda possível conceber a matriz de acções futuras, designadamente a inclusão do Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe no repositório de arquivos CPLP parcialmente online a partir de 11 de Janeiro de 2013, a formulação de uma exposição temporária a apresentar no novo ano no AHSTP e a delimitação dos fundos de maior relevância para digitalização imediata. No âmbito dos trabalhos efectuados no Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe, houve ainda oportunidade para a realização de reuniões com o Sr. Ministro da Educação e Cultura, Dr. Jorge Bom Jesus e com o Sr. Director do Museu Nacional de São Tomé e Príncipe, Dr. Ernesto Lima de Carvalho, proporcionando-se a apresentação do projecto. Por fim, foi ainda possível a realização de uma reunião com o Sr. Relatório e Contas

13 Conselheiro Adido para a Cooperação, Dr. Nuno Vaz, onde a técnica da FMS deu conta do estado de cooperação entre as duas instituições. No início de 2013, prevê-se que venha a ser concretizada a planificação de uma terceira fase de cooperação entre as duas instituições, aprofundando aspectos de formação dos quadros locais, dando assim continuidade aos instrumentos já utilizados nas acções anteriores. Angola A Fundação Mário Soares prosseguiu os esforços no sentido de alcançar uma relação de cooperação com diversas entidades angolanas, em especial que estejam empenhadas na preservação da Memória Histórica. Neste sentido, foi possível reforçar o relacionamento com a Associação Tchiweka de Documentação (ATD), que desenvolve um relevante projecto de recolha de testemunhos, intitulado Angola nos Trilhos da Independência e que participou na Conferência Internacional "O Património Cultural Comum dos PALOP: História, Perspetivas e Desafios da sua Preservação e Divulgação", que se realizou em Bissau, onde apresentou a sua actividade. Em Lisboa, foi ainda possível conhecer, mais tarde, os seus últimos trabalhos. Por outro lado, foi ainda possível enriquecer o acervo documental de Mário Pinto de Andrade, anteriormente tratado pela FMS, designadamente através da entrega pela sua família de nova documentação e publicações - que estão a ser devidamente tratadas e que se prevê disponibilizar ao público em 2013, ao mesmo tempo que se espera conseguir colocar à consulta pública em Angola, em suporte digital, o respectivo arquivo, em instituição adequada. Moçambique A Fundação Mário Soares continuou, em 2012, a tratar e classificar diversa documentação histórica de Moçambique, designadamente relacionada com um governador colonial e com o Artista Malangatana Valente Ngwenya. No que respeita ao acervo documental, fotográfico e artístico de Malangatana, a situação da Fundação que criou em vida permanece dependente do relacionamento com a sua família, pelo que, apesar de terem sido realizados diversos contactos, não é ainda possível prever uma solução adequada - o que, aliás, pode colocar em risco a adequada preservação do respetivo espólio. De qualquer modo, a Fundação Mário Soares deu andamento, em 2012, ao projeto de realização em Maputo de uma exposição sobre a vida e a obra de Malangatana, estando já definida a instituição universitária moçambicana que a acolherá, provavelmente no início de Janeiro de Relatório e Contas

14 Para essa exposição tem a FMS vindo a recolher testemunhos sobre a vida do Artista e tem tratado o respetivo espólio, no que concerne aos registos fotográficos e digitais oportunamente feitos a seu pedido. Prevê-se uma deslocação no início de 2013 a Moçambique para definir diversos aspetos das colaborações estabelecidas, tendo em vista não apenas a realização daquela exposição, como também o estabelecimento de outros acordos de cooperação, no seguimento de diversas solicitações recebidas. Entende-se, com efeito, estarem ali reunidas as condições para o aprofundamento de diversas iniciativas, com o envolvimento de entidades locais, públicas e privadas, podendo a Fundação Mário Soares levar a cabo apoios especializados necessários ao desenvolvimento de diversos projetos. Timor-Leste O ano de 2012 foi marcado pela inauguração, no dia 20 de Maio, do edifício sede do Arquivo & Museu da Resistência Timorense (AMRT), em Dili, pelo Presidente da República Democrática de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, assinalando o 10.º aniversário da restauração da Independência. Estiveram presentes igualmente o Presidente da República de Portugal, a Governadora da Austrália, o Governador de Tuvalu, além de centenas de convidados nacionais e estrangeiros, designadamente Veteranos. A cerimónia teve grande impacto, tendo competido à Fundação Mário Soares conceber, organizar e montar a exposição permanente do AMRT (em 3 línguas: português, tétum e inglês) e, bem assim, todos os materiais audiovisuais utilizados, ao mesmo tempo que a Secretaria de Estado da Cultura de Timor-Leste Relatório e Contas

15 montou no edifício uma importante exposição sobre alguns dos tesouros da Colecção do Museu Nacional. O Presidente da República Democrática de Timor-Leste sublinhou na sua intervenção O Presidente da República Democrática de Timor-Leste sublinhou na sua intervenção o papel desempenhado pela Fundação Mário Soares e os seus técnicos neste projecto, no seguimento das numerosas acções de cooperação levadas a cabo naquele país desde 2001/2002. A Fundação Mário Soares tem desenvolvido, com efeito, nos últimos 10 anos, um extenso trabalho de recolha, tratamento e organização dos arquivos da Resistência Timorense, correspondendo aos apelos recebidos das autoridades timorenses, implicando múltiplas permanências em Timor-Leste de equipas pluridisciplinares da FMS, em períodos e com duração diferenciados - desenvolvendo acções de formação e produzindo diversos documentários. Após a cerimónia de inauguração, o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão procedeu à apresentação da versão em tétum do livro de José Mattoso A Dignidade - Konis Santana e a Resistência Timorense realizado pela FMS, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Ao longo de 2012, a Fundação Mário Soares deslocou para Timor (de Abril a Novembro) uma técnica sua, com a tarefa de prestar apoio na formação dos quadros locais, designadamente no âmbito da organização de visitas Relatório e Contas

16 guiadas à exposição permanente e Sala Multimédia e também relacionando esse trabalho com a documentação existente no Arquivo da Resistência Timorense em suporte digital, de modo a reforçar a consistência do conhecimento de episódios e intervenientes marcantes da história recente de Timor-Leste. Essa permanência em Dili e a execução das tarefas programadas sofreram alguns problemas e atrasos devido ao arrastamento de obras de finalização de sectores do edifício e, bem assim, por ausência de uma direcção suficientemente qualificada da instituição, levando a FMS a expor essas questões às autoridades competentes. Considera-se, ainda assim, muito positivo o trabalho realizado junto dos trabalhadores do AMRT, criando condições para o progressivo fortalecimento das suas capacidades e autonomia. O número de visitantes, muitos deles integrados em visitas guiadas (em tétum, em português, em bahasa indonésio e em inglês) atesta bem a importância deste equipamento no novo País. Em 20 de Agosto de 2012, a Fundação Mário Soares elaborou e apresentou em Timor- Leste um extenso programa de trabalho para o Arquivo & Museu da Resistência Timorense, de que aqui se deixam igualmente registadas algumas passagens essenciais, tendo em vista a clarificação das principais áreas de actuação e as metodologias do que deve ser o modelo de gestão do AMRT, profissionalizado e transparente: Proposta de Programa de Trabalho para o ARQUIVO & MUSEU DA RESISTÊNCIA TIMORENSE A inauguração do Arquivo & Museu da Resistência Timorense (AMRT) no dia 20 de Maio de 2012 é resultado de um longo processo de salvaguarda da Memória da Heróica Resistência do Povo Timorense, iniciado a solicitação das autoridades timorenses, em finais de 2001, pela Fundação Mário Sores, que contou com a inestimável colaboração do Prof. Doutor José Mattoso. Esse trabalho consistiu na recolha e tratamento da documentação disponibilizada pelas populações e quadros da Resistência, criando-se assim o Arquivo da Resistência Timorense, em suporte digital, cujo desenvolvimento ainda decorre por via da incorporação de sucessivos fundos documentais e sendo certo que permanece por fazer um longo trabalho de recolha e tratamento de outros fundos. O projecto de constituição do AMRT resultou do empenho do então Presidente da República, Kay Rala Xanana Gusmão, que sublinhou a importância da instalação, na sequência do trabalho realizado, de um espaço especialmente vocacionado para a preservação e divulgação da Memória da Resistência o que se tornou possível em 2005 com a utilização parcial do edifício do antigo tribunal colonial de Dili, na sequência da opção de realização nesse local da exposição A nossa vitória é apenas questão de tempo, organizada pela Fundação Mário Soares em Maio de 2002, no âmbito das comemorações da Restauração da Independência de Timor-Leste. Relatório e Contas

17 Após a oportuna definição do programa de instalação do AMRT e das suas condicionantes e fases, foram elaborados pela Arqta. Tania Correia projectos de arquitectura que recolheram aprovação consensual. Entretanto, S. Exa. o Primeiro-Ministro designou a Comissão Instaladora, do AMRT, composta pelo então Secretário de Estado da Cultura, Virgílio Smith, pelo Director do AMRT, Antoninho Baptista Alves (Hamar), pelo Administrador do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares, Alfredo Caldeira, e por Tânia Correia, autora do projecto de arquitectura. Posteriormente, foi possível definir a intervenção no edifício, em termos que possibilitassem a sua integral reabilitação e alargamento. (...) Objectivos Gerais Nos termos da Carta de Princípios aprovada em Dili, no dia 30 de Agosto de 2011, pela Comissão Instaladora do Arquivo & Museu da Resistência Timorense, o AMRT, criado em 2005, é uma entidade especialmente vocacionada para a preservação da memória e do património histórico nacional e para a divulgação dos valores da Luta de Resistência do Povo de Timor-Leste, especialmente junto das camadas mais jovens. Para o efeito, o AMRT assume-se como um protagonista cultural que se propõe realizar, promover e patrocinar acções de natureza cultural, científica e educativa nos domínios da preservação e divulgação da Memória da Luta de Resistência do Povo de Timor-Leste, do reconhecimento e valorização social dos Veteranos, da consolidação da identidade nacional, da história contemporânea de Timor-Leste e da promoção da Paz e do respeito pelos Direitos Humanos. Objectivos Específicos Definidos assim os seus objectivos gerais, a referida Carta de Princípios estipula seguidamente os principais domínios de afirmação do AMRT: Utilizar adequadamente as suas instalações; Preservar e divulgar a Memória da Resistência; Criar e desenvolver um serviço educativo; Apoiar a preservação e valorização dos sítios e dos abrigos; Recolher e tratar a documentação da Resistência; Recolher e tratar testemunhos orais da Resistência; Participar em projectos de formação e de investigação; Promover actividades editoriais; Instituir prémios ou conceder bolsas de estudo; Incrementar projectos na Internet; Cooperar no âmbito da CPLP e dos países vizinhos; Estabelecer parcerias; Reforçar a articulação com os sectores dos Veteranos, Educação, Cultura e Turismo. Relatório e Contas

18 Colaborar com Universidades nacionais e estrangeiras. (...) A Fundação Mário Soares, em colaboração com o Comité 12 de Novembro e a Missão Paz em Timor, organizou no Arquivo & Museu uma exposição a propósito do 21.º aniversário do Massacre de Santa Cruz e do 20.º aniversário da missão do Lusitânia Expresso, inaugurada pelo Vice Primeiro-Ministro, Fernando La Sama de Araújo. Essa exposição, que conheceu uma enorme assistência, mostrou ainda, além dos painéis em que se narravam os principais momentos, diversos outros materiais, com destaque para roupas exumadas das valas comuns em que as forças militares indonésias enterraram muitos mortos desse massacre, além dos audiovisuais ali expostos, designadamente filmados na ocasião pelo jornalista britânico Max Stahl e agora por este expressamente montados. Na ocasião, editou-se também um jornal (em português, com um encarte em tétum) que, servindo de guia à própria exposição, permitiu ainda deixar um testemunho escrito sobre aqueles acontecimentos. Durante este ano, a Fundação Mário Soares participou ainda na estruturação e preparação de materiais para a exposição com que a Secretaria de Estado da Cultura de Timor-Leste assinalou, em Same, distrito de Manufahi, as comemorações nacionais do Centenário da Revolta dirigida por Dom Boaventura da Costa Souto Maior, no dia 28 de Novembro, data da Proclamação unilateral da Independência de Timor-Leste, em Brasil A Fundação Mário Soares continuou a desenvolver ações de cooperação com diversas entidades brasileiras, designadamente em matéria de conservação documental, reprodução digital e disponibilização online. Por outro lado, definiram-se projetos que estão em curso com o Observatório em Comunicação Liberdade de Expressão e Censura da ECA da Universidade de São Paulo, que está a envidar esforços no sentido de disponibilizar, em colaboração com a FMS, numerosa documentação de grande interesse histórico. Prossegue ainda a colaboração com a Fundação Getúlio Vargas, devendo ser assinado brevemente um protocolo de colaboração, quer no âmbito da formação, quer no âmbito de projetos de História Oral em diversos países de língua portuguesa, tendo sido oportunamente indicada a prioridade de recolha de testemunhos orais em Timor-Leste. Outros arquivos brasileiros mostraram interesse em colaborar com a Fundação Mário Soares, sendo de realçar a área de desenvolvimento de software livre, em que a FMS está a finalizar um projeto especialmente dirigido a países de língua portuguesa REFORÇO DO FUNCIONAMENTO DO ARQUIVO & BIBLIOTECA A atividade interna do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares durante o ano de 2012 foi programada com o objetivo de reforçar a respetiva consistência arquivística e tecnológica. Relatório e Contas

19 Esta orientação teve, aliás, em conta as alterações registadas em matéria de pessoal, com sérias implicações em diversas áreas de funcionamento, designadamente ao nível da Receção e Sala de Leitura e, sobretudo, ao nível do funcionamento do sector fotográfico do arquivo. Com assinalável esforço dos elementos envolvidos, foram executadas as seguintes tarefas principais: Por um lado, concluindo processos de tratamento de documentação diversa, conferindo-lhes maior rigor descritivo e classificativo e organizando a descrição e nota biográfica e institucional desses fundos. Deste modo, foi possível aumentar substancialmente a documentação disponibilizada aos leitores. Por outro lado, correspondendo a um projeto de desenvolvimento interno baseado em software livre, de código fonte aberto, e nos mais recentes standards da internet, o Arquivo & Biblioteca levou a cabo um conjunto muito vasto de alterações na sua organização informática quer para efeitos internos (de trabalho e de consulta presencial), quer para a internet, substituindo o sistema proprietário de gestão documental que utilizava desde Estas duas vertentes do nosso trabalho exigiram um enorme esforço de coordenação, de modo a garantir a sua compatibilidade e resultados eficazes e seguros, envolvendo a maioria do pessoal do Arquivo & Biblioteca que, durante este ano, teve de adquirir novas competências e atualizar metodologias e procedimentos. O desenvolvimento de um sistema tendo como base um sistema operacional livre GNU/Linux (Ubuntu) e a sua progressiva utilização em todo o Arquivo & Biblioteca realizaram-se em tempo bastante curto e com resultados de grande qualidade. Ao mesmo tempo, foram acionadas medidas de reforço da consistência dos fundos documentais, designadamente através da atribuição de códigos de identificação permanente a cada imagem, prevenindo eventuais quebras de acesso a imagens que pudessem ter sido movidas ou cuja numeração tivesse sido alterada. Do mesmo modo, a implantação de sistemas automáticos de citação veio permitir aos investigadores que acedem às nossas páginas uma ferramenta rápida de referência aos documentos solicitados. Todas estas medidas foram desenvolvidas e executadas sem qualquer alteração da relação dos leitores (presenciais ou pela internet) com a documentação disponibilizada em suporte digital. Registe-se, ainda assim, a aparente relação entre o aumento significativo de acessos registados nas páginas da FMS na web e a diminuição dos leitores (presenciais) na Sala de Leitura (cerca de 330 ao longo ano 11 meses), embora com acréscimo evidente das consultas por investigadores. Importa ainda referir, dentro deste capítulo, o empenhamento do suporte técnico na busca de soluções viáveis para a situação do parque informático, parcialmente envelhecido, e, sobretudo, para a configuração de soluções suscetíveis de acolher a (crescente) massa de informação acumulada e respectivos sistemas de cópias de segurança. Relatório e Contas

20 2.3. DESENVOLVIMENTO DE PROJECTOS E PARCERIAS CASA COMUM Todo o trabalho realizado ao longo de mais de 15 anos de transferência sistemática para suporte digital da documentação tratada, quer em Portugal, quer no âmbito de ações de cooperação com diferentes instituições de outros países, exigiu o desenho de soluções e sistemas de grande dimensão e com exigências técnicas crescentes o que foi realizado com meios limitados e com aproveitamento de equipamentos já existentes. Acresce que a documentação guardada no Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares reúne tipologias distintas e o seu tratamento recorreu, ao longo dos anos, a diferentes equipamentos e esteve, também, sujeito às próprias alterações do quadro tecnológico internacional e de mercado reforçando assim a necessidade de um investimento permanente na atualização e refreshing dos recursos utilizados. Neste sentido, os passos agora dados inseriram-se na procura programada de soluções estáveis e menos dependentes de alterações imponderáveis de eventuais fornecedores. Para tanto, o Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares finalizou, durante 2012, o Projecto Casa Comum, destinado a ser disponibilizado ao público no início de Este projeto pretende disponibilizar na Internet, de modo simples e rápido, documentação histórica de diferentes países da CPLP, criando um espaço de diálogo e Relatório e Contas

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