A transferência da sede do bispado de Conímbriga

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A transferência da sede do bispado de Conímbriga"

Transcrição

1 MASARYKOVA UNIVERZITA V BRNĚ Filozofická fakulta Ústav románských jazyků a literatur Portugalský jazyk a literatura Pavlína Dvořáková A transferência da sede do bispado de Conímbriga Bakalářská diplomová práce Vedoucí práce: Mgr. et Mgr. Michaela Malaníková Brno 2011

2 Prohlašuji, že jsem bakalářskou diplomovou práci vypracovala samostatně s využitím uvedených pramenů a literatury..

3 Na tomto místě bych ráda poděkovala především vedoucí své bakalářské práce Mgr. et Mgr. Michaele Malaníkové za veškerý čas, úsilí a trpělivost, které mi věnovala, za užitečné rady a připomínky, kterými mi pomáhala při tvorbě mojí práce.

4 Índice INTRODUÇÃO A HISTÓRIA DO DOMÍNIO ROMANO NO TERRITÓRIO PORTUGUÊS ÉPOCA PRÉ-ROMANA AS LUTAS ENTRE ROMANOS E CARTAGINESES E A CONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA A ORDENAÇÃO DO TERRITÓRIO DA PENÍNSULA IBÉRICA CONÍMBRIGA E AEMINIUM, DUAS CIDADES DA ÉPOCA ROMANA A CIDADE DE CONÍMBRIGA O FÓRUM DE AUGOSTO AS TERMAS DE AUGUSTO O AQUEDUTO O FÓRUM FLAVIANO AS TERMAS DE TRAJANO A MURALHA DA CIDADE A CIDADE DE AEMINIUM O CRIPTOPÓRTICO DE AEMINIUM E O FÓRUM DA CIDADE A TRANSFERÊNCIA DO BISPADO DE CONÍMBRIGA PARA AEMINIUM NO CONTEXTO HISTÓRICO ATAQUES PELAS TRIBOS GERMANAS A INFLUÊNCIA CRISTÃ EM CONÍMBRIGA A SEDE DO BISPADO EM CONÍMBRIGA E A SUA TRANSFERÊNCIA A AEMINIUM OS PROBLEMAS DE DATAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA DO BISPADO E A UTILIZAÇÃO DE NOME CONÍMBRIGA OS MOTIVOS DO ABANDONO DE CONÍMBRIGA CONCLUSÃO ANEXOS IMAGENS ESCAVAÇÕES BIBLIOGRAFIA AS FONTES DA INTERNET

5 Introdução Cada civilização desaparecida deixa-nos alguns vestígios da sua existência. É graças ao esforço de arqueólogos e historiadores, que nos ajudam a descobrir estes vestígios perdidos, que foi possível escrever este trabalho sobre duas antigas cidades. Trata-se de Conímbriga e Aeminium, as cidades que alcançaram o seu desenvolvimento máximo na época romana. Às vezes é difícil acreditar que nos edifícios em ruínas e agora descobertos graças ao trabalho empenhado dos arqueólogos, habitavam os nossos antepassados. Todavia este trabalho não tem como sua principal tarefa reconstruir pormenorizadamente os monumentos da época romana. Tenta sim, apresentar aqueles que eram essenciais para a vida dos habitantes do Império Romano ou importantes para a defesa da cidade. Não se trata da reconstituição vasta, mas da apresentação sumária que nos relata a beleza e a importância destas cidades. Mas não nos enganemos, nada persiste para sempre e apesar da sua glória, a cidade de Conímbriga foi abandonada e quase esquecida. O objectivo deste trabalho é tentar revelar os últimos momentos da existênica desta cidade poderosa e encontrar os motivos do seu desaparecimento. Pretendemos descobrir os motivos da transferências da sede do bispado de Conímbriga para Aeminium, descrever os acontecimentos antecedidos ao abandono da cidade. Vamos procurar alguma possível data do abandono e, se possível, determinar o exacto momento do abandono. Também mencionamos as razões porque foi escolhida Aeminium como o sítio para a sede do bispado. Conímbriga era uma cidade grandiosa, apesar disso não conseguiu sobreviver. Só o seu nome foi mantido até ao presente na forma modificada Coimbra. 3

6 1. A História do domínio Romano no território português 1.1 Época pré-romana Os primeiros habitantes no território português que conseguimos identificar foram os Iberos. Estes viviam provavelmente na parte mediterrânea já no neolítico e penetraram lentamente também nas áreas do oeste. 1 Os Iberos negociavam preponderantemente com metais como ouro, prata, estanho e cobre. E também por causa das jazidas abundantes de cobre, os Fenícios começam a chegar à Península Ibérica cerca do século XI a. C e estabeleceram aqui muitas feitorias comerciais. 2 E não só os Fenícios foram atraídos pelas jazidas de cobre e estanho, desde o século VII a. C., mas também os Gregos começaram a desembarcar na margem portuguesa. A sua influência é testemunhada pela letra usada no sudoeste de Portugal que era muito parecida à letra da Grécia Antiga. 3 Cerca do século VI a. C. chegaram da Europa central as tribos dos indoeuropeus Celtos. Dominavam prepoderantemente a parte ocidental e central da Península, porém, penetraram também na parte sudoeste, ocupada pelos Iberos, e mestiçaram-se com eles. A povoação assim criada chamou-se celtibérica. 4 Cerca do século IV, os Cartagineses começaram a influenciar a Península. 5 Estes conseguiram apoderar-se das feitorias fenícias e consolidar a sua posição económica. 6 1 KLÍMA, Jan. Dějiny Porgualska. Praha: Nakladatelství Lidové noviny, Doba bronzová a vliv středomořských civilizací (2000 př.n.l 200 př.n.l.), pág HÁLA, Arnold. Úvod do dějin a kultury Portugalska. Praha: Státní pedagogické nakladatelství, Období pravěké a starověké, pág KLÍMA, Jan. Dějiny Porgualska, pág Ibidem, pág Segundo: LÖWE, G., STOLL, H. ABC Antiky. trad. Dalibor Plichta. Praha: Ivo Železný, p. 177: Os Cartagineses provinham de Cartago, a cidade fundada pelos Fenícios no século IX a. C. na norte da África. 6 HÁLA, Arnold. Úvod do dějin a kultury Portugalska, pág

7 1.2 As Lutas entre Romanos e Cartagineses e a Conquista da Península Ibérica A conquista da Península Ibérica pelos Romanos está ligada às guerras púnicas, 7 decorridas no século III a. C. Trata-se das guerras pela hegemonia sobre todo o território do Mediterrâneo entre os Romanos e os Cartagineses. Após a primeira guerra púnica ( a. C.) quando o Cartagineses derrotados perderam a Sardenha (238 a. C.), tentaram, pois, alargar o seu domínio na Península Ibérica, que era para eles a fonte dos recursos naturais. Começaram por conquistar a área de Sagunto a Olisipo e estenderamse até ao Tejo, e posteriormente até ao Douro. Em 226 a. C. foram acordados tratados que delimitavam a fronteira da influência entre Roma e Cartago. Mas, no ano de 218, o exército cartaginês atacou Sagunto e atravessou o rio Ebro, o que foi considerado pelos Romanos como desrespeito aos tratados e declararam, portanto, a segunda guerra púnica contra Cartago. E com esta guerra começou também a conquista da Península Ibérica pelos Romanos. 8 No início o exército romano não conseguiu encarar as habilidades militares do exército cartaginês mas, no ano 202 a. C., foi travada a batalha de Zama, uma área na norte da Árica em direção a sudoeste de Cartago, 9 e os Romanos conseguiram derrotar os Cartagineses. Cartago teve que assinar um tratado de paz e assim terminou a segunda guerra púnica, após quase 20 anos de duração. Sobre o avanço romano no território português não temos dados literários nem arqueológicos, não sendo possível dizer por onde os Romanos entraram no Sul de Portugal. A ocupação do Algarve e do Alentejo deve ter acontecido na primeira metade do século II a. C. 10 Por conseguinte, o território da Península Ibérica já estava sob a influência dos romanos e começou a colonização activa pela povoação romana Segundo: LÖWE, G., STOLL, H. ABC Antiky, pág. 308: Trata-se de três guerras entre Roma e Cartago. Depois da última, terceira guerra, Cartago foi derrotado, saqueado e os habitantes foram matados ou vendido como escravos. 8 JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização. Lisboa: Presença, pág LÖWE, G., STOLL, H. ABC Antiky, pág JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização, pág Ibidem, pág

8 As intervenções romanas no território português não foram todavia apenas contra os Cartagineses, pois a segunda guerra púnica já tinha acabado em 201 a. C., mas contra a população indígena. 12 O território português era habitado, na época da colonização romana, pelas tribos dos Galaicos (ou Calaicos) que residiam no Norte, no baixo Douro. Entre o Douro e o Tejo estendia-se a área dos Lusitanos e ao Sul, no baixo Tejo viviam as tribos dos Cónios. Depois da segunda guerra púnica, os Romanos começaram a ter a pretensão sobre a área da Península e, em 197 a. C., dividiram o território em novas províncias Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior 13 mas os Celtibéricos, particularmente os Lusitanos na Hispânia Ulterior, revoltaram-se contra esta ocupação. Em 194 e 193 a. C., os Romanos defrontaram-se com as tribos indígenas e conseguiram acalmar a rebelião. Depois de 189 a. C., foi proclamada paz mas, nos anos a. C. decorreram outras lutas com os Lusitanos. 14 Em 150 a. C., os Romanos invadiram a terra dos Lusitanos e saquearam-na. 15 Durante a conquista do território 9000 Lusitanos foram mortos e aprisionados ou vendidos como escravos. 16 Em 147 a. C., os Lusitanos comandados por Viriato 17 iniciaram novamente as lutas contra a ocupação. Preferiam o estilo de guerrilha porque só assim tinham possibilidade de atacar o adversário mais efectivamente. As equipas romanas foram assaltadas inesperadamente. Viriato não só desempenhava o papel do comandante de todo o exército lusitano mas também de representante supremo político dos mesmos, por conseguinte, somente ele podia negociar com os Romanos o tratado de paz (140 a. C.). O senado romano admitiu a autonomia da Lusitânia e denominou Viriato como amicus populi romani. Mas a aliança durou pouco tempo. Em 139 a. C., três homens da confiança de Viriato assassinaram o líder perto de Viseu JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização, pág KLÍMA, Jan. Dějiny Porgualska, pág Ibidem, pág Ibidem, pág JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização, pág. 347, também em: KLÍMA, Jan. Dějiny Porgualska, pág Viriato: (? 139 a.c.) segundo a lenda era o pastor, que se tornou o líder de rebelião celtibérica e começou a ser considerado como o héroi nacional o símbolo da luta pela liberdade. 18 JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização, pág

9 Apesar da morte de Viriato a resistência dos Lusitanos continuava também depois da morte dele. Os Romanos não conseguiram pacificar a rebelião das tribos por muito tempo. Em a. C. ocorreram as lutas contra a hegemonia romana. Mas por fim, o exército lusitano, desta vez comandado pelo lugar-tenente de Sertório, 19 foi derrotado pelos Romanos. 20 Embora também no futuro tenham ocorrido lutas 21 de maior ou menor importância, os Romanos conseguiram estender progressivamente a sua influência na Península Ibérica. Esta expansão paulatina da influência romana no território e nas colónias ocupadas pelos Romanos chamamos o processo da romanização. Este processo podemos ver em vários sectores. Por exemplo, no sector militar onde se processava o encaixamento da povoação indígena no exército romano e a construção dos campos militares. No que diz respeito à administração foram criadas as unidades típicas para o Império Romano. Os Romanos também desenvolveram as relações comerciais entre a Península e o Mediterranêo, relações que já decorriam anteriomente. Iniciaram o desenvolvimento da agricultura, instalaram os novos processos agrários, intensificaram a produção de trigo, vinho e azeite com a finalidade da exportação. Em relação ao dever de pagar as taxas, estendia-se por toda Península a utilização do dinheiro. A possibilidade de cunhar moedas era o símbolo da importância económica. No sul de país cunhavam-se moedas, por exemplo, em Évora, Beja, Alcácer do Sal, Faro. 22 A maioria das moedas era cunhada em Roma e chegavam à Península graças ao comércio de troca. Mais tarde foi construída a rede viária que conjugava a parte Sul com a do Norte, a zona litoral com o interior e a costa atlântica com a mediterrânea. As estradas tinham importância não só estratégica e económica mas também cultural. Possibilitavam o contacto mais fácil entre várias regiões e facilitavam a expansão da cultura romana. Para além das estradas, construiram-se também pontes, aquedutos, termas e outros edifícios JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização, pág HÁLA, Arnold. Úvod do dějin a kultury Portugalska, pág Segundo JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização, pág. 351: As lutas demoram até 25 a. C. pois a conquista do território demorou cerca de 175 anos. 22 HÁLA, Arnold. Úvod do dějin a kultury Portugalska, pág Ibidem, pág

10 No sector cultural podemos inserir também a expansão do cristianismo. Porém, a principal contribuição observou-se na expansão da língua latina. O latim vulgar sermo vulgaris tem sido o fundamento da criação da língua portuguesa A ordenação do território da Península Ibérica Não temos dados literários nem arqueológicos, por isso, não podemos dizer com certeza como parecia o ordenamento territorial préromano. «A diversidade dos níveis de integração político-administrativa que se verificava em Portugal nos fins do século I a. C., não foi ignorada por Augusto quando definiu o seu programa de reordenamento territorial». 25 Carta das divisões administrativas romanas da Hispânia (J. Alarcão, Roman Portugal, 1988) A Península Ibérica foi dividida em três províncias: a Bética, a Tarraconense e a Lusitânia, a data é incerta mas a divisão ocorreu provavelmente entre 16 e 13 a. C. 26 «O território actual português ficou repartido por duas províncias: a região a norte do Douro foi integrada na Citerior, cuja capital era Tarraco (Tarragona); a área entre o Douro e o Guadiana foi incluída na Lusitânia, com Emerita Augusta (Mérida) por capital.» 27 (na imagem) As províncias eram repartidas em conventus Segundo: HÁLA, Arnold. Úvod do dějin a kultury Portugalska, pág Citação segundo: JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização, pág Ibidem, pág Ibidem, pág KLÍMA, Jan. Dějiny Porgualska, pág

11 Uma unidade político-administrativa típica para o Império Romano era a civitas. Cada civitas tinha uma cidade capital e outros aglomerados urbanos secundários que eram sujeitos à cidade, para além da população rural dispersa. 29 No que diz respeito às unidades indígenas pré-romanas, os romanos atenderam à distribuição étnico-cultural original. Muitas vezes as fronteiras de uma unidade étnica ou política original coincidiam com as fronteiras de uma civitas. 30 «No sul e na faixa litoral entre o Tejo e o Douro, isto é, na área que designámos por céltico-túrdula, o estádio da evolução político-social permitia, sem grandes dificuldades, a instalação de civitates». 31 Algumas das unidades anteriores, prepoderantamente os oppida, podiam ser eleitas como capitais ou centros da região. 32 «A selecção poderá ter sido condicionada pela situação geográfica, pela implantação topográfica (mais ou menos prestável para um reordenamento urbano segundo os padrões mediterrâneos), pelo nível de vida material e cultural, pela composição social dos oppida e pela sua eventual atitude filo-romana durante as guerras civis». 33 Na época inicial da romanização nem todos os habitantes das colónias romanas possuiam a cidadania romana. Nas civitates com o direito latino só os funcionários tinham a cidadania romana. O municipium autónomo com um senado próprio era Olisipo. Todas as outras cidades maiores tinham o estatuto das cidades estipendiárias. Os habitantes destas cidades eram obrigados a pagar impostos sobre a utilização do solo. A cidadania romana era atribuída primeiro aos cidadãos selectos. Depois da implantação de ius Latii, 34 imposto durante o reinado de Vespasiano, 35 os direitos romanos estenderam-se à maioria dos habitantes do Império, porém, todos os habitantes do Império Romano receberam a cidadania em 212 d. C JORGE, Vítor Oliveira, et al. Nova História de Portugal, vol. I: Portugal: das origens à romanização, pág Citação segundo: Ibidem, pág Citação segundo: Ibidem, pág Ibidem, pág Citação segundo: Ibidem, pág Segundo: LÖWE, G., STOLL, H. ABC Antiky, pág : O direito latino dado pelos Romanos, o nível intermédio entre a cidadão de pleno direito e a cidadão sem direitos. 35 Tito Flávio Sabino Vespasiano: (69 d. C. 79 d. C.) 36 KLÍMA, Jan. Dějiny Porgualska, pág

12 2. Conímbriga e Aeminium, duas cidades da época romana Cada época e cada civilização trazem consigo não só mudanças políticas e administrativas mas, também, faz com que os monumentos culturais passem por algum progresso. Começam a transformar-se os edifícios de acordo com estilos daquela época, erguem-se construções necessárias à vida urbana. O mesmo acontece com a conquista da Península Ibérica pelos Romanos. À medida que o tempo passava a sua influência expandia-se em muitas partes da Península. As suas actividades são perceptíveis em todos os cantos da Península. Nós vamo-nos focar só nas duas cidades Conímbriga e Aeminium. O povoamento pré-romano nos lugares das cidades futuras é muito provável mas, a grande prosperidade pode ser observada só na época romana. A disposição das cidades que descrevemos nos subcapítulos seguintes, ajudam-nos a imaginar a grande beleza e a monumentalidade destas cidades. Trata-se principalmente dos edifícios públicos que os Romanos consideravam importantes à vida urbana ou as construções essencias à defesa. 2.1 A cidade de Conímbriga As Ruínas de Conímbriga (classificada como Monumento Nacional) ficam perto de Condeixa a Velha, no concelho de Condeixa a Nova, distrito de Coimbra e província da Beira Litoral, a cerca de 17 quilómetros a Sul da cidade de Coimbra. Implantada num pequeno promontório que é constituído por tugo calcário e encaixado entre dois vales, onde a sul corre o Rio dos Mouros. 37 Na época romana, Conímbriga era situada na parte mais ocidental do Império Romano, na província da Lusitânia, exactamente, em Conventus Scallabitanus. Localizava-se junto às importantes vias de comunicação como era a estrada romana que ligava Olisipo a Bracara e o rio Modego. 38 «A passagem por Conímbriga de uma das estradas mais importantes da faixa ocidental da Península, e que na época romana teria 37 BURACA, Ida Isabel. Civitas Conimbriga : ânforas romanas. Coimbra, Dissertação de Mestrado em Arqueologia apresentada à Fac. de Letras da Universidade de Coimbra, pág Ibidem, pág

13 um papel equivalente ao que hoje tem a estrada Lisboa-Porto, deve ter sido um dos mais decisivos factores para a sua valorização.» 39 É possível que esta área já tivesse sido ocupada antes da chegada dos Romanos, mas não temos nenhumas provas para esta hipótese porque os vestígios de eventuais casas da Idade de Ferro não são possíveis de reconhecer, sobretudo, numa zona tão densamente povoada como era Conímbriga. 40 Mas a existência de algum povoamento pré-romano é atestada pelo próprio nome. «Briga é um sufixo céltico e o radical relaciona-se com a tribo dos Conii.» 41 Também os vestígios encontrados não sao suficientes para designarmos exactamente a povoação indígena. Os Romanos talvez tivessem o primeiro contacto com esta povoação. Tratava-se mais do contacto hostil do que amigável, mas é certo que Conímbriga tinha sido integrada no Império Romano. Em Conímbriga podemos encontrar muitos monumentos romanos que foram descobertos por arqueólogos no século XX. O fórum de Augosto É o único fórum inteiramente escavado no território português. O fórum da cidade de Conímbriga desempenhava três funções: era um centro religioso, administrativo e comercial. A praça pública era lajeada e num dos lados menores estava ocupada por nove tabernae. 42 «À frente delas corria um pórtico, que igualmente acompanhava, pelo interior, a fachada sul do monumento. Nesta se abria a entrada principal e única directa do fórum, sensivelmente alinhada pelo eixo do templo. No lado nascente do fórum instalaram-se a basílica e a cúria.» 43 No lado setentrional do fórum encontrava-se o templo, esse era erguido sobre um criptopórtico, cuja altura se estima pelos 4,5 metros. Assim o templo erguia-se acima do plano da praça pública Citação segundo: Conimbriga roteiro do museu e das ruínas. Conímbriga: Museu Monográfico de Conímbriga, 1979, pág ALARCÃO, Jorge de. Trabalhos de Arqueologia, 38: In territorio Colimbrie: lugares velhos (e alguns deles, deslembrados) do Mondego. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia, pág Citação segundo: Conimbriga roteiro do museu e das ruínas, pág ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal: Cidades, Vici e Castella, pág. 67; Taberna (plural tabernae) era uma sala de abóbada que servia muitas vezes da locação de uma loja ou de outros objectivos comerciantes. 43 Citação segundo: Ibidem, pág Ibidem, pág

14 As termas de Augusto A grande renovação pública, na época augustana (27 a. C. 14 d. C), 45 incluia não só a criação do fórum, mas também a construção das termas. É difícil reconstruir a sua parte setentrional por causa da profunda destruição que ocorreu no século I d. C. para se instalarem novos banhos. 46 Parece que as novas termas foram enriquecidas de uma grande palaestra, 47 sem pórtico interno, fora do canto sudoeste, por onde se entrava no frigidarium 48 ou no pediluvium. 49 Junto à entrada encontravam-se três salas com a função de alojamento do porteiro ou com a função do apodyterium. 50 «O frigidarium era um recinto porticado em três lados. Ao que chamamos de pediluvium, é uma pequena sala coberta com um tanque quadrado pouco fundo.» 51 Este tanque era lajeado de tesselas brancas, ornamentado com pequenos esquadros de tesselas azuis. O tanque provavelmente servia para a lavagem dos pés dos frequentadores quando passavam da palaestra ao banho quente. 52 É interessante que não se encontre nenhum pararelo na arquitectura termal romana dos inícios do Império. 53 Do pediluvium ou do frigidarium podia entrar-se numa sala lajeada com um nicho semicircular que possivelmente servia de lavatório. Nas termas também podiamos encontrar o caldarium, cómodo, onde estava muito quente e cheio de vapor. 54 O aqueduto As termas com dimensão tão vasta não podiam funcionar sem um aqueduto. O aqueduto em Conímbriga tinha a extensão de 3550 metros e trazia água de Alcabideque. Deste modo, os construtores conseguiram abastecer todas as casas e as termas em Conímbriga LÖWE, G., STOLL, H. ABC Antiky, pág ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal: Cidades, Vici e Castella, pág A palaestra era uma liça que servia preponderandemente para combates. 48 O frigidarium era o espaço das termas com água fria. 49 O pediluvium, o espaço que era utilizado para o banho de pés. 50 O apodyterium era uma sala com a entrada privada onde os visitantes das termas podiam deixar a sua roupa; ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal: Cidades, Vici e Castella, pág Ibidem, pág Ibidem, pág Ibidem, pág Ibidem, pág Ibidem, pág

15 O fórum flaviano Na época dos Flávios, a dinastia imperante do ano 69 até o ano 96 no Império Romano, 56 ocorreram outras renovações urbanas. O fórum da época de Augusto foi completamente reconstruído e também as termas 57 foram demolidas para assentarem aqui as novas com uma extensão ainda mais vasta. «O fórum flaviano de Conímbriga foi construído em dois planos. No mais baixo instalou-se a praça, lajeada». 58 Toda a praça foi portificada pelos pórticos de ordem coríntia que contornavam os lados nascente, meridional e poente. Em frente dos pórticos havia um passeio descoberto, este tinha a largura igual à do pórtico e em frente deles corria um passeio descoberto, de largura igual à do pórtico também. «O templo erguia-se no plano mais elevado, no centro de uma esplanada fechada por outro pórtico.» 59 O templo foi instalado sobre um criptopórtico. Dificilmente reconstruiríamos a parte sul do fórum que foi bastante arruinada. Sem dúvida tinha uma entrada monumental ao centro, a única do recinto e no exacto eixo do templo. 60 O fórum de Conímbriga era um espaço sagrado. Tratava-se do sítio consagrado ao culto imperial, um recinto meramente religioso. Desta maneira, era impossível que funcionasse aqui alguma vida administrativa ou actividade comercial. 61 As termas de Trajano A segunda remodelação das termas decorreu na época de Trajano (98 117). Foram construídas novas termas que substituíram as da época de Augusto. «A entrada das termas dá imediato acesso a um espaço vasto e aberto, em cujo centro se instalou uma natatio. 62 A sul, na fachada do frigidarium, erguia-se uma colunata.» 63 O frigidarium era pavimentado de placas de calcário. Sob estas placas encontrava-se a rede de 56 LÖWE, G., STOLL, H. ABC Antiky, pág Segundo: ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal, pág. 72: a construção das termas novas são atribuídas a Trajano, talvez o projecto se possa considerar dos Flávios. 58 Citação segundo: Ibidem, pág Citação segundo: Ibidem, pág Ibidem, pág Ibidem, pág Uma piscina designada à natação. 63 Citação segundo: ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal, pág

16 canalizações de chumbo. 64 «Tinham um átrio central, definido de um lado e do outro por duas colunas ou pilares, e dois espaços, nos topos, reservados às banheiras de água fria, rigorosamente iguais e simétricas.» 65 Do frigidarium podia-se entrar pelas duas portas no tepidarium. 66 O arquitecto colocou as de forma a evitar as correntes de ar. No lado nascente do tepidarium havia um laconicum. 67 No centro da sala podiamos encontrar uma bacia com degraus. Era um pequeno anfiteatro especial onde os frequentadores das termas se sentavam para os banhos de vapor. A bacia com água no fundo não era suficiente para banhos, mas para pôr a atmosféra mais húmida. 68 A palaestra tinha uma dimensão muito vasta. Do lado poente do edifício podiamos encontrar o acesso portificado. Desta forma, o pórtico ligava a palaestra com o terreiro da natatio. Do lado norte havia uma colunata que dominava toda a palaestra, à qual se chegava por uma escadaria monumental. 69 A muralha da cidade Depois das grandes renovações urbanas ocorridas em Conímbriga, durante a época de Augosto, dos Flávios e de Trajano, o número de construções diminuiu. Até ao fim do século III e o início do IV d. C. não existem muitos dados sobre Conímbriga. Esta época é significativa para a criação das muralhas em todas as cidades romanas do Ocidente. Enquanto, por exemplo, nas províncias da Bretanha ou da Germânia eram construídas as muralhas preponderantemente de carácter defensivo, 70 nas províncias do Ocidente a construção das muralhas não era tanto a questão da defesa, era mais a questão de honras da própria cidade. Nos anos 60 do século III, as tribos dos Francos e dos Alamanos saquearam a Gália e grande parte da Hispânia. 71 Apesar de as tribos não terem assolado o território português, a crise económica e a agitaçaão social foram as consequências 64 ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal, pág Citação segundo: Ibidem, pág O tepidarium era um espaço aquecido por um sistema do aquecimento central. 67 ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal, pág ; Tipo de uma sauna. Uma sala destinada a sudação. 68 Ibidem, pág Ibidem, pág Ibidem, pág 74: No século IV, cada vez mais, cresce a agressão das tribos bárbaras. Por causa disso contstruíram-se as muralhas defensivas que deviam protegir a cidades contra esta agressão. Noutro caso a cidade fortificada era a marca da certa autonomia. 71 Ibidem, pág

17 desta invasão em toda parte do Império. A pacificação conseguiu-se no fim do século III., que trouxe consigo também a grande reconstrução das muralhas, à qual a Lusitânia não ficou indiferente. 72 Mas a própria datação da muralha em Conímbriga leva algumas dúvidas. Já na época augustana temos dados sobre uma muralha que identificava a porta principal e que abria a sudoeste em direção a Sellium (hoje Tomar). 73 É necessário descrever a evolução da muralha para definirmos melhor a data da sua criação. Numa primeira fase a muralha tinha uma porta ladeada por duas torres de planta quadrangular. No interior da porta havia dois espaços rectangulares que funcionavam como casa de guarda. Posteriormente, foram adossados dois maciços de construção distinta. 74 «(Estes) devem ter sido originalmente escadas de acesso às torres, à própria muralha tendo provavelmente desempenhado também a função de contrafortes estabilizadores das torres.» 75 A fase posterior destas mudanças é comprovada graças a um dupôndio de Antónia encontrado aqui. 76 A última evolução da muralha, em que as torres foram demolidas e substituídas por uma fachada monumental com vão triplo e em que foi também tranformado o espaço interno num cavaedium 77 com abside, podemos colocar na época trajânica por causa de algumas semelhanças com a arquitectura da palaestra desta época. 78 O problema do financiamento desta obra está relacionado também com a datação, porque antes da época dos Flávios não seria possível datar uma obra de tão grande dimensão. A Conímbriga era um oppidum stipendiarium e a dotação e edificação da muralha significaria uma certa autonomia. 79 Apesar da possibilidade da existência duma muralha anterior, o século III ou IV para a criação da muralha defensiva parece como ser data mais provável. 72 ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal, pág CORREIA, Virgílio Hipólito. Os Problemas a Resolver: A Muralha da Cidade. In Perspectivas sobre Conimbriga. Coimbra: Âncora Editora, pág Ibidem, pág Ibidem, pág Ibidem, pág Era um tipo de pátio romano. 78 CORREIA, Virgílio Hipólito. Os Problemas a Resolver: A Muralha da Cidade. In Perspectivas sobre Conimbriga, pág Ibidem, pág

18 2.2 A cidade de Aeminium Aeminium encontrava-se segundo o Itinerário de Antonino, 80 a dez léguas de Conímbriga, na estrada de Olisipo a Bracara Augusta. 81 A menção mais antiga da cidade está na História Natural de Plínio 82 que descreve a cidade como o oppidum principal dos Aeminienses incluído na lista dos estipendários da Lusitânia. 83 Mas noutros documentos aparece, também, o termo civitas. Segundo Mantas: «esse termo designa, numa fase anterior à municipalização do território, a cidade capital regional, dotada de um estatuto intermédio entre o simples oppidum e o municipium». 84 Durante o governo de Augusto, a cidade foi escolhida como a capital da região, graças à sua posição vantajosa. Podia corrigir a passagem do rio e ficava entre a costa e o interior montanhoso. A proximidade da via romana Olisipo-Bracara contribuiu para o desenvolvimento de Aeminium na época romana. 85 «A via Olisipo-Bracara ligava o grande porto da foz do Tejo à capital de um dos conventos jurídicos da tarraconense, representando, sem dúvida, um dos mais importantes itinerários da rede viária peninsular.» 86 Este sítio, onde se ergue agora a cidade de Coimbra, foi colonizado, provavelmente, já na época pré romana, mas para essa hipótese faltam provas. 87 A respeito dos monumentos que sobreviveram da época romana podemos mencionar o aqueduto reconstruído por D. Sebastião em 1570, um arco triunfal cujas últimas ruínas foram demolidas em 1778 e o fórum da cidade com o criptopórtico onde está agora instalado o Museu Machado de Castro. 88 O fórum com o criptopórtico é uma das construções mais importantes, conservadas até ao presente. 80 Segundo: Vias romanas [online]. Maio 2011 [cit ]. O Itinerário de Antonino. Disponível em WWW: <http://viasromanas.planetaclix.pt/vrinfo.html#antonino>: Trata-se de um roteiro das estradas romanas no Império. O Itinerário é do autor desconhecido e a data da criação é também incerta. A obra foi criada provavelmente no século III e contém as distâncias em milhas entre as sucessivas estações das principais estradas. 81 ALARCÃO, Jorge de. As Origens de Coimbra. Separata das Actas das I Jornadas do Grupo de Arqueologia e Arte do Centro. Coimbra: GAAC, pág Ibidem, pág MANTAS, Gil Vantas. Notas sobre a estrutura urbana de Aeminium. Biblos. Revista da Faculdade de Letras, 1952, vol. LXVIII, pág Ibidem, pág Ibidem, pág Citação segundo: Ibidem, pág ALARCÃO, Jorge de. Roman Portugal, II: Gazetteer, fasc. 2 Coimbra e Lisboa, pág Ibidem, pág

19 Trata-se de um edifício único que merece ser analisado mais profundamente. Ajuda-nos a imaginar, pelo menos parcialmente, como a cidade de Aeminium parecia na época romana. O criptopórtico de Aeminium e o fórum da cidade É o exemplo mais monumental deste tipo dos edifícios em Portugal. Acima do criptopórtico da antiga Aeminium erguia-se o fórum da cidade. A sua planta é desconhecida, mas certamente ultrapassava a superfície do criptopórtico. Infelizmente, faltam os vestígios que têm desaparecido nas reconstruções em curso desde a Idade Média até o século XVII. 89 «O cripotopórtico de Aeminium foi construído em dois andares. No piso superior, uma galeria em forma de envolve outra do mesmo traçado. Em cada braço, três passagens dão acesso de uma a outra galeria; nos topos, as galerias são também comunicantes. De través, entre os braços do, sete pequenas sala comunicam entre si por passagens abobadadas dispostas no mesmo enfiamento.» No andar inferior podemos encontrar outras sete salas mais altas e vastas. Estas salas são dispostas ao longo de uma galeria e comunicam entre si por corredores estreitos. Por causa da construção das casas na época medieval ou moderna este andar foi parcialmente destruído. 90 Construções das casas dificultavam a reconstrução da fachada poente do criptopórtcico. Esta fachada era provavelmente uma das mais altas ou talvez a mais alta fachada romana em Portugal. 91 Aeminium não pertencia às cidades romanas mais importantes de Portugal, mas o criptopórtico de Aeminium parece ter posto um dos maiores problemas técnicos e estéticos em toda a história da arquitectura romana de Portugal. Não temos nenhum dado arqueológico ou epigráfico, mas há hipótese que o arquitecto dessa construção tenha sido Caio Sévio Lupo, o mesmo architectus aeminiensis que construiu o farol romano da Corunha em Espanha. 92 No que diz respeito à datação do edifício temos de considerar que além do fórum, também foi encontrada aqui uma estrutura habitacional. 93 Essa era, provavelmente, 89 ALARCÃO, Jorge de. O Domínio romano em Portugal: A Arte, pág Ibidem, pág Ibidem, pág Ibidem, pág CARVALHO, Pedro. O Forum de Aeminium. Lisboa: Instituto Português de Museus, pág

20 algum tipo de casas que foram ocupadas durante os primeiros decénios do século I da nossa era, mas para especificarmos a cronologia, precisaríamos de ter mais dados. Essa estrutura habitacional poderá ter sido construída nos finais do século I a. C., durante o governo de Augusto, numa época em que a maioria dos oppida a norte do Tejo passou pelo desenvolvimento urbanístico. 94 «De facto, o reordenamento político-administrativo iniciado no tempo de Augusto terá desencadeado profundas alterações urbanísticas nos oppida, que, como Aeminium, terão sido promovido à condição de capitais regionais dos teritoria das civitates recémcriadas.» 95 Assim nas cidades do Império começou a construção dos edifícios públicos que os Romanos consideravam cruciais para vida urbana. Uma das construções deste tipo era naturalmente o fórum. Era, por conseguinte, muito provável que o primeiro fórum em Aeminium tivesse sido erguido já na época de Augusto. 96 Também é possível que a construção do edifício remonte à primeira metade do século I 97 ou à época Júlio- Claudiana. 98 Porém para confirmar estas hipoteses faltam-nos dados epigráficos ou arqueológicos. 94 CARVALHO, Pedro. O Forum de Aeminium, pág Citação segundo: Ibidem, pág ALARCÃO, Jorge de, et. al. O Forum de Aeminium: A busca do desenho orginal. Coimbra: Instituto dos Museus e da Conservação: Museu Nacional de Machado de Castro, 2009., pág Segundo: MANTAS, Gil Vantas. Notas sobre a estrutura urbana de Aeminium, pág. 506: «Nos entulhos foram encontrados os retratos de Lívia e de Agripina e também o fórum é semelhante com o fórum de Bilbilis. «No caso de Aeminium, a esplanada e os edifícios profanos terraço artificial obtido através da construção do criptopórtico enquanto o templo ocuparia uma posição mais elevada sobre um terraço natural, situado a este. Teríamos, assim, um fórum com uma implantação e com uma estrutura semelhante à forum de Bilbilis (Cerro de la Bambola, Calatayd), construído no principado de Tibério.» 98 Segundo: CARVALHO, Pedro. O Forum de Aeminium, pág. 180: A época em que se passou balizagem da via Olisipo-Bracara no território eminiense, efectuada por Calígula. «De facto, os miliários de Calígula encontrados no território eminiense parecem sugerir uma datação Júlio- Cláudia para o ordenamento teritoria da civitas de Aeminium.» 18

MONARQUIA REPÚBLICA IMPÉRIO Governo de reis Governo de senadores Governo de imperadores 753 a.c. 509 a.c. 27 a.c. 476 d.c.

MONARQUIA REPÚBLICA IMPÉRIO Governo de reis Governo de senadores Governo de imperadores 753 a.c. 509 a.c. 27 a.c. 476 d.c. GUIA DE ESTUDO IMPÉRIO ROMANO e.g. ROMA E O SEU IMPÉRIO NOS SÉCULOS I E II 1. Escreve no mapa: Roma, Atenas, Conímbriga, Cartago, HISPÂNIA, ITÁLIA, GÁLIA, EGITO, ÁFRICA, OCEANO ATLÂNTICO, Mar Mediterrâneo,

Leia mais

Império Romano (27 a.c. até 476)

Império Romano (27 a.c. até 476) O Mundo Romano - II Império Romano (27 a.c. até 476) *Com a vitória sobre Marco Antônio, Otávio instaura a fase imperial de Roma, a conquista e unificação do mundo Mediterrâneo. PAX AUGUSTUS ou PAX ROMANA

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA código 171608 Escola Básica D. Domingos Jardo MANUAL ADOPTADO: HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL - HGP AUTORES: ANA OLIVEIRA/ FRANCISCO CANTANHEDE/ MARÍLIA GAGO

Leia mais

CIVILIZAÇÃO ROMANA. Prof. Alexandre Cardoso

CIVILIZAÇÃO ROMANA. Prof. Alexandre Cardoso CIVILIZAÇÃO ROMANA Prof. Alexandre Cardoso Roma A aldeia que virou Império Geografia e Povoamento A civilização romana se localizou na parte continental pela península Itálica e na parte insular pelas

Leia mais

QUEM DESEJAR A PAZ, PREPARE-SE PARA A GUERRA. O Período republicano, foi marcado pelas conquistas territoriais que tornaram Roma a cidade-mundo

QUEM DESEJAR A PAZ, PREPARE-SE PARA A GUERRA. O Período republicano, foi marcado pelas conquistas territoriais que tornaram Roma a cidade-mundo QUEM DESEJAR A PAZ, PREPARE-SE PARA A GUERRA O Período republicano, foi marcado pelas conquistas territoriais que tornaram Roma a cidade-mundo EXPANSÃO ROMANA = teve duas fases INTERNA EXTERNA Conquista

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL 2º CICLO HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 5.º ANO Documento(s) Orientador(es): Programa de História e Geografia de Portugal

Leia mais

HISTÓRIA REVISÃO 1. Unidade II Civilização Greco Romana e seu legado. Aula 9 Revisão e avaliação da unidade II

HISTÓRIA REVISÃO 1. Unidade II Civilização Greco Romana e seu legado. Aula 9 Revisão e avaliação da unidade II HISTÓRIA REVISÃO 1 REVISÃO 2 REVISÃO 3 Unidade II Civilização Greco Romana e seu legado. Aula 9 Revisão e avaliação da unidade II HISTÓRIA REVISÃO 1 REVISÃO 2 REVISÃO 3 Expansionismo Romano - Etapas 1ª.

Leia mais

Conteúdos/conceitos Metas curriculares Atividades Calendarização

Conteúdos/conceitos Metas curriculares Atividades Calendarização (200) Programa de História e Geografia de Portugal - 2º ciclo Conteúdos/conceitos - Metas curriculares - Atividades a dinamizar na escola com os alunos Conteúdos/conceitos Metas curriculares Atividades

Leia mais

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano.

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano. Trabalho realizado por: Luís Bernardo nº 100 8ºC Gonçalo Baptista nº 275 8ºC Luís Guilherme nº 358 8ºC Miguel Joaquim nº 436 8ºC Índice; Introdução; As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL Distribuição dos tempos letivos disponíveis para o 5 º ano de escolaridade 1º Período 2º Período 3º Período *Início:15-21 de setembro 2015 *Fim:17 dezembro 2015 *Início:4

Leia mais

Roma. Profª. Maria Auxiliadora

Roma. Profª. Maria Auxiliadora Roma Profª. Maria Auxiliadora Economia: Agricultura e Pastoreiro Organização Política: MONARQUIA 753 a.c. 509 a.c. Rex = Rei (chefe supremo, sacerdote e juiz) Conselho de Anciãos = Senado (legislativo)

Leia mais

Urbanismo em Braga Dos Romanos ao Renascimento

Urbanismo em Braga Dos Romanos ao Renascimento Índice Objectivos... 2 Introdução... 3 As origens urbanas de Braga... 4 Evolução da paisagem urbana de Braga... 6 Planificação - Renascimento... 8 O Paço Arquiepiscopal... 10 Conclusão:... 11 Netgrafia...

Leia mais

Planificação Anual. Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015

Planificação Anual. Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015 Planificação Anual Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015 UNIDADE DIDÁTICA: TEMA A: DOS PRIMEIROS POVOS À FORMAÇÃO DO REINO DE PORTUGAL.

Leia mais

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Conteúdos Ano Lectivo Período Lectivo Tema A-A península Ibérica: dos primeiros povos à formação

Leia mais

A Itália é um país com mais de trinta séculos de história. Foi, de facto, sede de grandes civilizações que influenciaram profundamente a evolução de

A Itália é um país com mais de trinta séculos de história. Foi, de facto, sede de grandes civilizações que influenciaram profundamente a evolução de HISTÓRIA DA ITÁLIA A Itália é um país com mais de trinta séculos de história. Foi, de facto, sede de grandes civilizações que influenciaram profundamente a evolução de toda a cultura ocidental. Berço da

Leia mais

De Creta a Micenas. As Origens do Mundo Grego

De Creta a Micenas. As Origens do Mundo Grego De Creta a Micenas As Origens do Mundo Grego 1 O início da História Entre os séculos XX a.c. e XVI a.c., floresceu em Creta, a maior ilha do Mediterrâneo, uma brilhante civilização, que influenciou a desenvolvida

Leia mais

A civilização romana se localizou na parte continental pela península nsula Itálica e na parte insular pelas ilhas de Córsega, C Sicília banhada

A civilização romana se localizou na parte continental pela península nsula Itálica e na parte insular pelas ilhas de Córsega, C Sicília banhada Geografia e Povoamento A civilização romana se localizou na parte continental pela península nsula Itálica e na parte insular pelas ilhas de Córsega, C Sardenha e Sicília banhada pelos mares Mediterrâneo,

Leia mais

Principais características

Principais características Roma Antiga Principais características Península itálica (Lácio); Rio Tibre; Solo fértil desenvolvimento da agricultura; Litoral pouco recortado ausência de portos naturais em abundância; Fundação: Arqueologia

Leia mais

Crise no Império Romano. Capítulo 6

Crise no Império Romano. Capítulo 6 Crise no Império Romano Capítulo 6 A falta de escravos leva ao aparecimento do sistema do colonato. Corte nas verbas do exército, gera revolta e briga entre os generais. Os generais passam a não obedecer

Leia mais

Spartacus,um homem que nasceu escravo, trabalhou para o Império Romano enquanto sonhava com o fim da escravidão seu trabalho - gladiador

Spartacus,um homem que nasceu escravo, trabalhou para o Império Romano enquanto sonhava com o fim da escravidão seu trabalho - gladiador A REPÚBLICA ROMANA EM CRISE Por volta de 70 à 80 a.c., Roma mergulhou em uma grande crise política, causada principalmente pela disputa pelo poder entre os generais romanos e pelas revoltas de escravos

Leia mais

Planificação Anual ANO LECTIVO - 2010/ 2011 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS TEMA(S) / CONTEÚDOS AVALIAÇÃO CALENDARIZAÇÃO

Planificação Anual ANO LECTIVO - 2010/ 2011 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS TEMA(S) / CONTEÚDOS AVALIAÇÃO CALENDARIZAÇÃO ANO LECTIVO - 010/ 011 ÁREA DISCIPLINAR DE HISTÓRIA HISTÓRIA 7º ANO COMPETÊNCIAS GERAIS 1. Tratamento de informação; utilização de fontes;. Compreensão histórica:.1. Temporalidade.. Espacialidade.3. Contextualização

Leia mais

A Vila. Na vila de Barrancos

A Vila. Na vila de Barrancos Locais a visitar A Vila Na vila de Barrancos podem ainda encontrar-se belos exemplares do típico casario alentejano, de arquitectura popular: casas caiadas de branco, de piso térreo, construídas em taipa,

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

Geografia e Povoamento A civilização romana se localizou na parte continental pela península Itálica e na parte insular pelas ilhas de Córsega, Sardenha e Sicília banhada pelos mares Mediterrâneo, Tirreno,

Leia mais

Roma Antiga. O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império;

Roma Antiga. O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império; ROMA Roma Antiga O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império; Sua queda, em 476, marca o início da Idade Média. O mito

Leia mais

A CIDADE-ESTADO ESTADO GREGA ORIGEM DAS PÓLIS GREGAS Causas geomorfológicas A Grécia apresenta as seguintes características: - Território muito montanhoso; na Antiguidade, as montanhas estavam cobertas

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL Documento(s) Orientador(es): Programa da disciplina e metas curriculares 3º CICLO HISTÓRIA 7º ANO TEMAS/DOMÍNIOS CONTEÚDOS

Leia mais

A cidade de Beja implanta se num morro com 277m de altitude, dominando a vasta planície

A cidade de Beja implanta se num morro com 277m de altitude, dominando a vasta planície História da cidade A cidade de Beja implanta se num morro com 277m de altitude, dominando a vasta planície envolvente. O campo surge, assim, como uma fronteira natural entre a vida urbana e a vida rural.

Leia mais

Roma. Antiguidade Clássica

Roma. Antiguidade Clássica Roma Antiguidade Clássica Características gerais Península itálica (Lácio); Rio Tibre; Solo fértil desenvolvimento da agricultura; Litoral pouco recortado ausência de portos naturais em abundância; Habitantes

Leia mais

Intervenções arqueológicas no concelho de Bragança: subsídios para a construção da história e identidade bragançanas

Intervenções arqueológicas no concelho de Bragança: subsídios para a construção da história e identidade bragançanas Intervenções arqueológicas no concelho de Bragança: subsídios para a construção da história e identidade bragançanas Até há cerca de 15 anos, rareavam os trabalhos arqueológicos cientificamente conduzidos

Leia mais

Profº Hamilton Milczvski Jr

Profº Hamilton Milczvski Jr Profº Hamilton Milczvski Jr A Formação Segundo a mitologia romana, a cidade de Roma foi fundada por dois irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, os quais haviam sido abandonados no Rio Tibre. Atraída pelo choro

Leia mais

A história de Roma é recheada de lutas internas, conflitos sociais, golpes políticos, guerras e conquistas. A lenda da sua fundação já prenunciava a

A história de Roma é recheada de lutas internas, conflitos sociais, golpes políticos, guerras e conquistas. A lenda da sua fundação já prenunciava a A história de Roma é recheada de lutas internas, conflitos sociais, golpes políticos, guerras e conquistas. A lenda da sua fundação já prenunciava a trajetória tumultuada dos romanos. Roma situa-se na

Leia mais

A presença árabo-muçulmana

A presença árabo-muçulmana A presença árabo-muçulmana Corão - Surāt al-fathia (Abertura) Os textos árabes não falam de Torres Vedras, assim como silenciaram o espaço litoral entre Lisboa e Sintra e Coimbra. Sem estas fontes, restam-nos

Leia mais

AQUEDUTOS DE PORTUGAL ÁGUA E PATRIMÓNIO Évora 2011/2012 CONVENTO DOS REMÉDIOS - Ciclo de conferências no Convento sobre o tema Água e Património

AQUEDUTOS DE PORTUGAL ÁGUA E PATRIMÓNIO Évora 2011/2012 CONVENTO DOS REMÉDIOS - Ciclo de conferências no Convento sobre o tema Água e Património AQUEDUTOS DE PORTUGAL ÁGUA E PATRIMÓNIO Évora 2011/2012 CONVENTO DOS REMÉDIOS - Ciclo de conferências no Convento sobre o tema Água e Património Arquitecta: Professora Doutora Maria do Céu Simões Tereno

Leia mais

Roma Antiga. resumo ilustrado

Roma Antiga. resumo ilustrado Roma Antiga resumo ilustrado Roma A aldeia que virou Império Geografia e Povoamento A civilização romana se localizou na parte continental pela península Itálica e na parte insular pelas ilhas de Córsega,

Leia mais

Locais a Visitar na Vila de Almodôvar

Locais a Visitar na Vila de Almodôvar Locais a Visitar na Vila de Almodôvar Igreja Matriz de Almodôvar A matriz é o monumento mais visitado do Concelho de Almodôvar e é dedicada a Santo Ildefonso, sendo que D. Dinis doou-a à Ordem de Santiago,

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 524/VIII ELEVAÇÃO DA POVOAÇÃO DE ANCEDE, NO CONCELHO DE BAIÃO, À CATEGORIA DE VILA. I Contributo histórico

PROJECTO DE LEI N.º 524/VIII ELEVAÇÃO DA POVOAÇÃO DE ANCEDE, NO CONCELHO DE BAIÃO, À CATEGORIA DE VILA. I Contributo histórico PROJECTO DE LEI N.º 524/VIII ELEVAÇÃO DA POVOAÇÃO DE ANCEDE, NO CONCELHO DE BAIÃO, À CATEGORIA DE VILA I Contributo histórico Ancede, população que sé estende ao longo do rio Douro, tem raízes históricas

Leia mais

Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Artes Visuais

Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Artes Visuais Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Campus São Cristóvão II Coordenador pedagógico de Disciplina: Shannon Botelho 7º ano. TURMA: NOME: nº ARTE PÁLEO-CRISTÃ OU DAS CATACUMBAS Surgiu com os primeiros

Leia mais

Plano Curricular de História e Geografia de Portugal - 2º Ciclo - 5º ano - Ano lectivo 2014/2015

Plano Curricular de História e Geografia de Portugal - 2º Ciclo - 5º ano - Ano lectivo 2014/2015 Plano Curricular de História e Geografia de Portugal - 2º Ciclo - 5º ano - Ano lectivo 2014/2015 Domínios Subdomínios-Objectivos Gerais Descritores Nº Aulas I. A Península Ibérica: Localização e quadro

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 6 o ano 3 o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o : 1. A fundação de Roma é contada de duas formas: a lendária e a histórica. Na explicação lendária, Rômulo matou Remo e tornou- -se

Leia mais

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A. (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A. (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A 10º Ano Ano Lectivo - 2012/2013 (sujeita a reajustamentos) Prof. ª Irene Lopes 1º PERÍODO MÓDULO 0 ESTUDAR E APRENDER HISTÓRIA MÓDULO 1 RAÍZES MEDITERRÂNICADA CIVILIZAÇÃO

Leia mais

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de História e Geografia de Portugal 6º Ano de Escolaridade Prova 05 / 2.ª Fase 12 Páginas Duração da Prova: 90 minutos.

Leia mais

CHIPRE. Chipre é uma ilha com 9.251km². A distância entre os seus extremos Leste e Oeste é de 240 Km e de 100 km entre Norte e Sul.

CHIPRE. Chipre é uma ilha com 9.251km². A distância entre os seus extremos Leste e Oeste é de 240 Km e de 100 km entre Norte e Sul. CHIPRE Chipre é uma ilha com 9.251km². A distância entre os seus extremos Leste e Oeste é de 240 Km e de 100 km entre Norte e Sul. Ocupa uma posição estratégica no Mediterrâneo Oriental próxima das grandes

Leia mais

Visita ao Castelo de Silves

Visita ao Castelo de Silves Sábado, 5 outubro 2013 museu municipal de n.º 101 faro uma ponte para a comunidade m l a as fe s tó com rias Visita ao Castelo de Silves Olá amiguinhos! O Famílias com Estórias está de volta depois de

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO Teste sumativo de História A 10º Ano Turma D Professor: Renato Albuquerque Duração da prova: 90 minutos. Tolerância: 10 minutos 6 páginas 9.dezembro.2011 Este teste

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

O FIM DO FEUDALISMO E A CENTRALIZAÇAO POLÍTICA

O FIM DO FEUDALISMO E A CENTRALIZAÇAO POLÍTICA O FIM DO FEUDALISMO E A CENTRALIZAÇAO POLÍTICA O sistema feudal entra em crise com o advento das cidades e a expansão do comércio, somados a outros fatores. 1) Necessidade de moedas, crescimento das cidades

Leia mais

Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano

Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano A Bíblia, na parte denominada Antigo Testamento (Torá), é o principal documento da história dos hebreus. Foi escrita ao longo

Leia mais

CAPÍTULO 06 - MESOPOTÂMIA. A palavra Mesopotâmia vem do grego e significa entre rios.

CAPÍTULO 06 - MESOPOTÂMIA. A palavra Mesopotâmia vem do grego e significa entre rios. CAPÍTULO 06 - MESOPOTÂMIA A palavra Mesopotâmia vem do grego e significa entre rios. INTRODUÇÃO É uma faixa de terra cortada por dois grandes rios: o Tigre e o Eufrates; Fica situada entre a Europa, a

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 6 o ano 4 o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o : Observe a imagem e responda às questões 1 e 2. REPRODUÇÃO 1. Cite dois elementos presentes na imagem que representam a Igreja católica.

Leia mais

Património Arqueológico do Médio Tejo: Aplicação em Sistemas de Informação Geográfica

Património Arqueológico do Médio Tejo: Aplicação em Sistemas de Informação Geográfica X JORNADAS DE ARQUEOLOGIA IBEROAMERICANA II JORNADAS DE ARQUEOLOGIA TRANSATLÂNTICA Património Arqueológico do Médio Tejo: Aplicação em Sistemas de Informação Geográfica ANASTÁCIO & ZUNNI & CRUZ & GRAÇA

Leia mais

ARTE PALEOCRISTÃ PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS. Arte Paleocristã Arte Bizantina Arte Islâmica - ESPIRITUALIDADE

ARTE PALEOCRISTÃ PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS. Arte Paleocristã Arte Bizantina Arte Islâmica - ESPIRITUALIDADE Arte Paleocristã Arte Bizantina Arte Islâmica ARTE PALEOCRISTÃ ARTE PALEOCRISTÃ Também chamada de Arte das Catacumbas, desenvolveu-se dentro do Império Romano, quando surgiram os primeiros núcleos cristãos.

Leia mais

A CIDADELA DE CASCAIS: O MONUMENTO, A ENVOLVENTE URBANA E O VALOR SOCIAL

A CIDADELA DE CASCAIS: O MONUMENTO, A ENVOLVENTE URBANA E O VALOR SOCIAL 349 A CIDADELA DE CASCAIS: O MONUMENTO, A ENVOLVENTE URBANA E O VALOR SOCIAL Jacinta Bugalhão O conjunto monumental militar designado globalmente como Cidadela de Cascais (e que engloba, nesta acepção,

Leia mais

Localização. Planície central da península itálica. Conhecida como Lácio.

Localização. Planície central da península itálica. Conhecida como Lácio. HISTÓRIA DE ROMA Localização Planície central da península itálica. Conhecida como Lácio. Primeiros habitantes: Autóctones: nativos do local Sul Sículos Norte Lígures Povoamento Povoamento semelhante ao

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

Rota dos 3 Castelos. 2.ºAbrantes. 3.º Belver. 1.ºAlmourol. Monte da Várzea Almourol. 38 km. Almourol Abrantes. 20 Km. Abrantes Belver.

Rota dos 3 Castelos. 2.ºAbrantes. 3.º Belver. 1.ºAlmourol. Monte da Várzea Almourol. 38 km. Almourol Abrantes. 20 Km. Abrantes Belver. 2.ºAbrantes 1.ºAlmourol 3.º Belver Monte da Várzea Almourol 38 km Rota dos 3 Castelos Almourol Abrantes 20 Km Abrantes Belver 30 Km Belver Monte da Várzea 11 Km Partida: Casa Branca, Monte da Várzea 2

Leia mais

ALEXA X NDR D E, E O G RANDE D

ALEXA X NDR D E, E O G RANDE D ALEXANDRE, O GRANDE A Macedônia é um país nos Balcãs, leste da Europa, que faz fronteira com a Grécia, Sérvia,Albânia e Bulgária. Foi anexada à Iugoslávia e no século XX, tornou-se independente LOCALIZAÇÃO

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMARATE Planificação Anual - História

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMARATE Planificação Anual - História ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMARATE Planificação Anual - História Grupo - 400 Ano Letivo 2014/2015 Ano de Escolaridade 7º Ano Temas e Conteúdos Metas Metodologia / Estratégias - Recursos Avaliação Tempos Tema

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

1 substituição do teto de madeira por abóbadas. 2 grande espessura das paredes,

1 substituição do teto de madeira por abóbadas. 2 grande espessura das paredes, Arte românica é o nome dado ao estilo artístico vigente na Europa entre os séculos XI e XIII. O estilo é visto principalmente nas igrejas católicas construídas após a expansão do cristianismo pela Europa

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE - Sistemas sociais e culturais de notação de tempo ao longo da história, - As linguagens das fontes históricas; - Os documentos escritos,

Leia mais

SETE MILÊNIOS EM SETE MINUTOS Sob a luneta arquitetônica

SETE MILÊNIOS EM SETE MINUTOS Sob a luneta arquitetônica SETE MILÊNIOS EM SETE MINUTOS Sob a luneta arquitetônica Prof. Marco Pádua O período conhecido como pré-história, ou seja, sem registro dos acontecimentos, situa-se a partir de 8.000 a.c. Chamado de Neolítico

Leia mais

TEXTO BASE: Roma Antiga Império (27 a.c. 476)

TEXTO BASE: Roma Antiga Império (27 a.c. 476) TEXTO BASE: Roma Antiga Império (27 a.c. 476) Divide-se em duas fases: Alto Império (séc. I a.c. ao séc. III) Baixo Império (séc. III ao séc. V) ALTO IMPÉRIO O período do Alto Império Romano é caracterizado

Leia mais

AULA: 17 Assíncrona. TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA

AULA: 17 Assíncrona. TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA AULA: 17 Assíncrona TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Conteúdos: China: dominação

Leia mais

RIBEIRINHA DAS ORIGENS À ACTUALIDADE

RIBEIRINHA DAS ORIGENS À ACTUALIDADE RIBEIRINHA DAS ORIGENS À ACTUALIDADE Por Carlos Faria Dia da Freguesia e de apresentação do símbolos heráldicos 21 de Setembro de 2009 1. DAS ORIGENS DA RIBEIRINHA NATURAIS A Freguesia da Ribeirinha situa-se

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS JOAQUIM ARAÚJO MATRIZ DOS EXAMES DE HISTÓRIA CURSOS VOCACIONAIS DE DESIGN DE MODA e HORTOFLORICULTURA E JARDINAGEM

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS JOAQUIM ARAÚJO MATRIZ DOS EXAMES DE HISTÓRIA CURSOS VOCACIONAIS DE DESIGN DE MODA e HORTOFLORICULTURA E JARDINAGEM AGRUPAMENTO DE ESCOLAS JOAQUIM ARAÚJO MATRIZ DOS EXAMES DE HISTÓRIA CURSOS VOCACIONAIS DE DESIGN DE MODA e HORTOFLORICULTURA E JARDINAGEM Duração da Prova: 45 minutos (cada módulo) Módulos Categorias/Conteúdos

Leia mais

PROJECTO DE VISITA DE ESTUDO OTIVM LITTERARIVM

PROJECTO DE VISITA DE ESTUDO OTIVM LITTERARIVM Escola Básica e Secundária da Povoação PROJECTO DE VISITA DE ESTUDO OTIVM LITTERARIVM Disciplinas: Latim A e Literatura Portuguesa Turmas: 10.º D e 11.º D Calendarização: 08/04/2015-15/04/2015 Professora

Leia mais

Aulas 6 e 7. A Antiguidade Oriental

Aulas 6 e 7. A Antiguidade Oriental Aulas 6 e 7 A Antiguidade Oriental Hebreus (Monoteísmo e judaísmo) III- I- Local: Economia: região da agricultura, Palestina pastoreio ( Canaã (rio ou Jordão) terra prometida ). e comércio Atualmente:

Leia mais

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista A era dos impérios A expansão colonial capitalista O século XIX se destacou pela criação de uma economia global única, caracterizado pelo predomínio do mundo industrializado sobre uma vasta região do planeta.

Leia mais

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Formação do Estado e do território Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Sociedade humana kei É um conjunto de pessoas Que vivem em determinado espaço e tempo e de acordo com certas regras

Leia mais

ARQUITETURA E URBANISMO ROMANO

ARQUITETURA E URBANISMO ROMANO ARQUITETURA E URBANISMO ROMANO A tipologia residência O DOMUS A Domus é a residência urbana das famílias abastadas na Roma Antiga, e, portanto, na sua maioria, das patrícias, nome pela qual é denominada

Leia mais

Os gregos tinham um clima instável. O meio de comunicação privilegiado dos gregos era o mar, como tal, faziam muito comercio.

Os gregos tinham um clima instável. O meio de comunicação privilegiado dos gregos era o mar, como tal, faziam muito comercio. ATENAS *Cidade-estado: É um território independente, com população própria, com uma forma de governo, deve ser auto-suficiente (ideal de autarcia), com leis próprias, e com um sistema religioso organizado.

Leia mais

Etiquetas de chumbo para anilhar asas de ânfora

Etiquetas de chumbo para anilhar asas de ânfora Etiquetas de chumbo para anilhar asas de ânfora José de Sousa Projecto IPSIIS O rio Arade, a principal linha de água no Algarve a ocidente do Guadiana, desde a antiguidade desempenhou um importante papel

Leia mais

Cronologia do Mosteiro de S. Bento da Saúde

Cronologia do Mosteiro de S. Bento da Saúde Cronologia do Mosteiro de S. Bento da Saúde 1 1545 1563 Concílio de Trento. 2 1567 Fundação da Congregação de S. Bento no reino de Portugal. 3 1569 O Mosteiro beneditino de São Martinho de Tibães torna-se

Leia mais

DAS ARTES. 1º semestre / 2012 Aula 5 26/03/2012. Prof. a M. a Marcela Provinciatto Siscão. masiscao@hotmail.com

DAS ARTES. 1º semestre / 2012 Aula 5 26/03/2012. Prof. a M. a Marcela Provinciatto Siscão. masiscao@hotmail.com ESTÉTICA TICA E HISTÓRIA DAS S 1º semestre / 2012 Aula 5 26/03/2012 Prof. a M. a Marcela Provinciatto Siscão masiscao@hotmail.com IDADE MÉDIA Idade Antiga (Antiguidade) Idade Média (Era Medieval) c ESCRITA

Leia mais

Mosteiro de São Bento da Vitória Dossier de Apresentação

Mosteiro de São Bento da Vitória Dossier de Apresentação Mosteiro de São Bento da Vitória Dossier de Apresentação Índice I II III Nota histórica Informação sobre o espaço Descrição Planta Capacidade Equipamento disponível Outras informações úteis Localização

Leia mais

Aldeia de Açores. Os pontos de Interesse de Açores: Igreja Matriz Monumento de Nossa Senhora de Açor Pelourinho Largo Casas Brasonadas

Aldeia de Açores. Os pontos de Interesse de Açores: Igreja Matriz Monumento de Nossa Senhora de Açor Pelourinho Largo Casas Brasonadas Aldeia de Açores A aldeia dos açores fica a cerca de 10 km de Celorico da Beira. Em tempos foi sede de um Episcopado Visigótico, manteve outrora o estatuto de vila. Durante séculos tem sido local de peregrinação

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

FACTORES DA EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA

FACTORES DA EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA FACTORES DA EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA Admite se o caráter mais ou menos estacionário da população portuguesa até meados do século XVII, ultrapassando um tanto, embora com altos e baixos, o milhão de habitantes.

Leia mais

IDADE MÉDIA ORIENTAL BIZANTINOS E ÁRABES

IDADE MÉDIA ORIENTAL BIZANTINOS E ÁRABES IDADE MÉDIA ORIENTAL BIZANTINOS E ÁRABES 1 O IMPÉRIO BIZANTINO: Império Romano do Oriente ou Império Grego. Constantinopla capital. Antiga Bizâncio, hoje Istambul (TUR). Local privilegiado estrategicamente

Leia mais

Povos seminômades que migraram das regiões da Europa e Ásia

Povos seminômades que migraram das regiões da Europa e Ásia TEXTO BASE: Roma Antiga Monarquia (753 509 a.c.) A história da Roma antiga divide-se politicamente em três fases: Monarquia, República e Império. Tais fases foram permeadas por constantes processos de

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRA EB DE MIRA PLANIFICAÇÂO ANUAL DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL - 5º ANO. Ano letivo 2013/2014

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRA EB DE MIRA PLANIFICAÇÂO ANUAL DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL - 5º ANO. Ano letivo 2013/2014 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRA EB DE MIRA PLANIFICAÇÂO ANUAL DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL - 5º ANO Ano letivo 2013/2014 Manual de História e Geografia de Portugal do 5º Ano : «Saber

Leia mais

Geografia da Terra Prometida De Davi até Joaquim. Grupo de Estudos Bíblicos Nova Serrana Reginaldo Silva

Geografia da Terra Prometida De Davi até Joaquim. Grupo de Estudos Bíblicos Nova Serrana Reginaldo Silva Geografia da Terra Prometida De Davi até Joaquim Grupo de Estudos Bíblicos Nova Serrana Reginaldo Silva Império de Davi A Bíblia refere-se ao poderoso Reino de David no século 10 AC, segundo rei de Israel,

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL 5 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP ROTEIRO DA UNIDADE 05 FINALIDADE: Com esta UE você terminará de estudar

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

PORTUGAL PROGRAMA I Co-financiamento Co-financiamento www.rdtours.com

PORTUGAL PROGRAMA I Co-financiamento Co-financiamento www.rdtours.com Co-financiamento DIA 1 - LISBOA Chegada ao Aeroporto de Lisboa e translado para o hotel. Tempo livre para os primeiros contatos com esta maravilhosa Capital Europeia, conhecida pela sua luminosidade única

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

HISTORIA DE PORTUGAL

HISTORIA DE PORTUGAL A. H. DE OLIVEIRA MARQUES HISTORIA DE PORTUGAL Manual para uso de estudantes e outros curiosos de assuntos do passado pátrio EDITORIAL PRESENÇA ÍNDICE GERAL PREFACIO 11 INTRODUÇÃO AS RAÍZES DE UMA NAÇÃO

Leia mais

A História da Grécia Antiga se estende do século XX a.c. até o século II a.c. quando a região foi conquistada pelos romanos.

A História da Grécia Antiga se estende do século XX a.c. até o século II a.c. quando a região foi conquistada pelos romanos. HISTÓRIA ANTIGA Grécia I - formação Situada no sul da Europa (Península balcânica), numa região de relevo acidentado e um arquipélago no Mar Egeu, a Grécia foi palco de uma civilização que se desenvolveu

Leia mais

Introdução. Localização

Introdução. Localização Introdução A civilização grega surgiu entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, por volta de 2000 AC. Formou-se após a migração de tribos nómadas de origem indo-europeia, como, por exemplo, aqueus, jônios,

Leia mais

CAPÍTULO 03 ARQUITETURA GÓTICA

CAPÍTULO 03 ARQUITETURA GÓTICA CAPÍTULO 03 72 ARQUITETURA GÓTICA 73 3.1. CONTEXTO HISTÓRICO-CULTURAL Trata-se de uma fase da história da arte ocidental, identificável por características muito próprias no contexto social, político e

Leia mais

Centro de Arqueologia de Almada Actividades de Educação Patrimonial. Campo de Simulação Arqueológica

Centro de Arqueologia de Almada Actividades de Educação Patrimonial. Campo de Simulação Arqueológica Centro de Arqueologia de Almada Actividades de Educação Patrimonial Facilitar a apropriação de memórias colectivas pelas novas gerações. O departamento pedagógico do Centro de Arqueologia de Almada, vocacionado

Leia mais

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2012-2013 5º ano. Conteúdos conceitos Estratégias / recursos Avaliação

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2012-2013 5º ano. Conteúdos conceitos Estratégias / recursos Avaliação HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL PLANIFICAÇÃO ANUAL 2012-2013 5º ano Conteúdos conceitos Estratégias / recursos Avaliação Testes de diagnóstico e actividades preparatórias (3 tempos) 1º PERÍODO : 13 semanas

Leia mais

FLORENÇA. Data do Sec. I a. C.

FLORENÇA. Data do Sec. I a. C. FLORENÇA Data do Sec. I a. C. Cópia do Sec. XIX Pianta della Catena A cidade nasce da política, da observação do que existe, dos levantamentos feitos e da meditação na realidade a cidade não nasce, vai-se

Leia mais

A Antiguidade Oriental Hebreus

A Antiguidade Oriental Hebreus A Antiguidade Oriental Hebreus (Monoteísmo e judaísmo) Mar Mediterrâneo Delta do Nilo Egito NASA Photo EBibleTeacher.com Península nsula do Sinai Mt. Sinai Mar Vermelho Canaã Tradicional Rota do Êxodo

Leia mais

O Concelho de Beja. Localização

O Concelho de Beja. Localização O Concelho de Beja Localização Beja, capital de distrito, situa-se na região do Baixo Alentejo, no coração da vasta planície alentejana. É sede de um dos maiores concelhos de Portugal, com cerca de 1150

Leia mais

O MUNDO ROMANO. Profª Viviane Jordão

O MUNDO ROMANO. Profª Viviane Jordão O MUNDO ROMANO Profª Viviane Jordão LOCALIZAÇÃO NO ESPAÇO Europa Península Itálica Ásia África Versão Histórica Gregos 2000 a.c. Gauleses Etruscos Península Itálica Italiotas Fundam Roma A civilização

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL 6 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP UNIDADE DE ESTUDO 06 OBJETIVOS - Localizar, na História, a Idade Média;

Leia mais