CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR CENTRO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO

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1 0 CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR CENTRO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS MILITARES CENTRO DE REMANEJAMENTO DE SEGURANÇA PRISIONAL DE BELO HORIZONTE: UM ESTUDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS MEIOS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO EM LOCAIS DE CUMPRIMENTO DE PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE FELIPE MANCINI PEREIRA Belo Horizonte 2011

2 1 FELIPE MANCINI PEREIRA CENTRO DE REMANEJAMENTO DE SEGURANÇA PRISIONAL DE BELO HORIZONTE: UM ESTUDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS MEIOS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO EM LOCAIS DE CUMPRIMENTO DE PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE Monografia apresentada ao Curso de Formação de Oficiais Bombeiro Militar do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, como requisito parcial de obtenção do título de Bacharel em Ciências Militares. Orientador: Cap Cristian Souza Santos Belo Horizonte 2011

3 2 CENTRO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS BOMBEIRO MILITAR ATA DE APRESENTAÇÃO PÚBLICA DE MONOGRAFIA Aos dias do mês de do ano de, foi realizada a apresentação pública da monografia intitulada como requisito parcial para obtenção do título de Oficial Bombeiro Militar do Curso de Formação de Oficiais CFO, do Centro de Ensino de Graduação da Academia de Polícia Militar. Após a apresentação do trabalho, o discente foi argüido pelos membros da Banca Examinadora, composta pelo Orientador: e pelos Avaliadores. A Banca Examinadora reuniu-se para deliberar e, considerando que a monografia atende aos requisitos técnicos e acadêmicos previstos na legislação do Curso, decidiu, por unanimidade, pela sua aprovação com a nota. Este documento expressa o que ocorreu na sessão da apresentação, que iniciou-se às horas e encerrou-se às horas, e será assinado pelos membros da Banca Examinadora. ORIENTADOR: AVALIADOR: AVALIADOR: MEDIADOR:

4 3 Dedico este trabalho à minha mãe, Risonete do Carmo Mancini. Quem mesmo de longe se manteve ao meu lado todo o tempo.

5 4 AGRADECIMENTOS Agradeço à minha família, em especial à minha mãe e minhas irmãs, Márcia Mancini Pereira e Paula Mancini Pereira. Elas são responsáveis por tudo que me tornei. À meus amigos, em ordem alfabética: Bernardo, Bruna, Carolina, Isabelle, Karolina, Letícia e Poliana. Meu obrigado por terem entendido os momentos de stress e a distância, além de me apoiarem durante essa jornada. Ao meu orientador, Sr. Capitão Cristian Souza Santos, pelos ensinamentos e dedicação dispensada a fim de tornar este trabalho melhor a cada encontro. Aos meus amigos e colegas de turma do CFO, os Aspirantes do Centenário, em especial aos eternos companheiros capixabas, com os quais convivi três longos anos e intensos momentos. Agradeço ao Sr. Marinho Rômulo de Avelar Filho e à Sra. Renata Poton Vieira pela imediata atenção e colaboração com informações de suma importância para realização deste estudo.

6 A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original Albert Einstein 5

7 6 RESUMO O tema dessa pesquisa foi um estudo sobre a importância da instalação e utilização dos meios de prevenção contra incêndio e pânico em locais de cumprimento de penas privativas de liberdade de Minas Gerais. Sendo assim, o trabalho buscou verificar se os meios de prevenção contra incêndio e pânico do Centro de Remanejamento de Segurança Prisional de Belo Horizonte estão em conformidade com a legislação mineira de prevenção e se seus servidores tem conhecimento para atuar no caso de incêndio. A metodologia utilizada no estudo foi de natureza aplicada e método de abordagem qualitativo. O objetivo de pesquisa é descritivo e exploratório com procedimentos classificados como estudo de caso, documental, bibliográfica e de observação direta intensiva. Contrariando a hipótese inicial de que os meios de prevenção contra incêndio e pânico estariam instalados e em bom estado de funcionamento e conservação, bem como os funcionários conhecerem sua localização e procedimentos de atuação quando necessário, foi observado através de entrevista e visita técnica com seu Diretor Geral, que o Centro de Remanejamento de Segurança Prisional de Belo Horizonte se mantém irregular no que tange a legislação específica, e, conforme mostrado pelos dados dos questionários aplicados na pesquisa, a maioria de seus funcionários não possuem conhecimento e treinamento para utilizá-los e não conhecem sua localização nem os procedimentos a serem adotados em caso de incêndio. Verificou-se a importância da instalação das medidas de segurança contra incêndio visto os ferimentos, queimaduras, mortes ou os danos materiais que podem decorrer de um incêndio, assim como o fato do presídio ter o dever de manter a integridade física do detento e o Estado poder ser responsabilizado civilmente caso seja omisso no cumprimento das normas legais. Portanto é proposto através desse estudo um convênio por parte do desse presídio com o Corpo de Bombeiros, a fim desta instituição oferecer treinamento de brigadista para os funcionários dessa cadeia e assimilação da temática prevenção, já que com essa capacitação o resultado do uso dos equipamentos é potencializado, tornando o conjunto das medidas de prevenção contra incêndio, em bom estado de conservação e funcionamento, com o treinamento dos agentes o somatório ideal a fim de alcançar a proteção das vidas e do patrimônio público. Outra sugestão é a contratação de profissionais ou empresas prestadoras de serviços na área da prevenção contra incêndio e pânico a fim de adequá-lo à norma específica vigente. Em adição, propõe-se um estudo de adequação da norma de prevenção contra incêndio e pânico de Minas Gerais para acrescentar às suas exigências os detectores de fumaça nas celas das cadeias, acompanhando a tendência mundial nesse ramo, devido a eficiência desse meio na identificação precoce do fogo em sua fase incipiente assim como sua localização, facilitando o combate nos quesitos tempo e materias. Palavras-chave: Cadeia Pública, Incêndio, Prevenção contra incêndio e pânico.

8 7 ABSTRACT The theme of this research was a study on the importance of installation and use of the means of prevention against fire and panic in local fulfillment of custodial sentences of Minas Gerais. Thus, the study sought to ascertain whether the means of prevention against fire and panic Relocation Center of Security Prison of Belo Horizonte are in accordance with the Minas Gerais legislation to prevent and if their servers have been known to act in case of fire. The methodology of the study was applied nature and method of qualitative approach. The goal of research is descriptive and exploratory procedures classified as a case study, documentary, bibliographic and intensive direct observation. Contrary to the initial hypothesis that the means of prevention against fire and panic would be installed and in good condition and conservation, and the workers know their location and procedures of operation when necessary, was observed through interviews and technical visit with his General Director, the Relocation Center of Security Prison of Belo Horizonte remains irregular with respect to specific legislation, and, as shown by data from questionnaires in the survey, most employees lack knowledge and training to use them and do not know their location or the procedures to be adopted in case of fire. The importance of installing the fire safety is the injury, burns, death or property damage that may result from a fire as well as the fact that the prison has a duty to maintain the physical integrity of the detainee and the State can be held civilly liable if it fails to comply with legal requirements. Therefore it is proposed through this study an agreement by the prison with the Fire Department, this institution to provide training for the brigade staff and their assimilation of the prevention theme, since with this capability, the use of the equipment is enhanced, making the set of preventive measures against fire, in good repair and operation, with training of the agents, the sum capable in order to achieve optimum protection of lives and public property. Another suggestion is to hire professionals or service providers in the area of prevention against fire and panic in order to tailor it to specific regulation in force. In addition, it proposes a study of the adequacy of the standard fire prevention and panic of Minas Gerais to add to their requirements smoke detectors in the cells of the chains, following the trend in the business world, because the efficiency of this medium in the early identification of fire in its incipient stages as well as its location, facilitating the fight in the categories of time and materials. Keywords: Chain Public, Fire, Prevention against fire and panic.

9 8 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABM - Academia de Bombeiros Militar ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas APAC - Associações de Proteção e Assistência aos Condenados AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros BH - Belo Horizonte CBMDF - Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal CBMMG - Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais CBPMESP - Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo CERESP - Centro de Remanejamento de Segurança Prisional CIODES Centro Integrado Operacional de Defesa Social CRFB - Constituição da República Federativa do Brasil FIG. - Figura GRAF. - Gráfico ISO - International Standard Organization IT - Instrução Técnica MABOM - Manual de Atividades de Bombeiros MTE - Ministério do Trabalho e Emprego n. - Número NBR - Norma Brasileira NFPA - National Fire Protection Association NR - Norma Regulamentadora PEF - Penitenciária Estadual Feminina RTI - Reserva Técnica de Incêndio SAMU - Serviço de Atendimento Médico de Urgência SCI - Segurança contra incêndio SEDESE - Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social SEDS - Secretaria de Estado de Defesa Social SEJUS - Secretaria de Estado da Justiça SUAPI - Subsecretaria de Administração Prisional

10 9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Triângulo do fogo Figura 2 - Tetraedro do fogo Figura 3 - Representação de condução térmica Figura 4 - Representação de convecção térmica Figura 5 - Representação de radiação térmica Figura 6 - Efeito da compartimentação na taxa de combustão de um incêndio Figura 7 - Etapas do backdraft Figura 8 - Etapas do flashover Figura 9 - Símbolo de combustível Classe A Figura 10 - Símbolo de combustível Classe B Figura 11 - Símbolo de combustível Classe C Figura 12 - Símbolo de combustível Classe D Figura 13 - Símbolo de combustível Classe K Figura 14 - Cela da Cadeia de Ponte Nova após o incêndio do dia 23 de agosto de Figura 15 - Cela da Cadeia de Rio Piracicaba durante o incêndio no dia 1 de janeiro de Figura 16 - Cela da Cadeia de Rio Piracicaba após o incêndio do dia 1 de janeiro de Figura 17 Incêndio na Penitenciária Estadual Feminina de Tucum, Estado do Espírito Santo em 15 de agosto de GRÁFICO 1 Gênero dos servidores do CERESP-BH em setembro de GRÁFICO 2 Idade dos servidores do CERESP-BH em setembro de GRÁFICO 3 Tempo de serviço no CERESP-BH até setembro de GRÁFICO 4 Conhecimento dos servidores do CERESP-BH sobre medidas de prevenção contra incêndio e pânico em setembro de GRÁFICO 5 Conhecimento da localização das medidas de prevenção contra incêndio e pânico instaladas no CERESP-BH em setembro de

11 10 GRÁFICO 6 Participação em treinamentos ou simulados de incêndio no CERESP-BH até setembro de GRÁFICO 7 Participação em treinamentos de remoção de detentos em caso de incêndio no CERESP-BH até setembro de GRÁFICO 8 Conhecimento das ações a serem executadas no caso de um incêndio no CERESP-BH por seus funcionários até setembro de GRÁFICO 9 Consideram que as medidas de segurança contra incêndio e pânico instaladas no CERESP-BH oferecem segurança para atuar em caso de um incêndio em setembro de QUADRO 1 - Classificação das edificações e áreas de risco quanto a carga incêndio QUADRO 2 - Instruções Técnicas do CBMMG QUADRO 3 - Requisitos funcionais que visam garantir a segurança contra incêndio... 49

12 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Tema e delimitação do tema Justificativa Problema de pesquisa Hipótese Objetivo Geral Objetivos Específicos Estrutura do trabalho METODOLOGIA Natureza da pesquisa Método de abordagem Quanto aos objetivos da pesquisa Quanto aos procedimentos de pesquisa Delimitação do universo pesquisado Tipo de amostragem Tratamento estatístico REVISÃO DA LITERATURA Primórdios do fogo e suas definições Triângulo e Tetraedro do Fogo Propagação do fogo Incêndio Fases do incêndio Incêndio compartimentado Classes de incêndio Carga incêndio Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais Amparo legal em âmbito federal Amparo legal em âmbito estadual Legislação de prevenção contra incêndio e pânico em Belo Horizonte e em Minas Gerais Conceitos pertinentes à prevenção Classificação das Cadeias Públicas de acordo com o Decreto Previsão das medidas de segurança contra incêndio e pânico nas Cadeias Públicas Detector de fumaça Segurança contra incêndio Brigada de incêndio Atribuições da brigada de incêndio Estabelecimentos penais Subsecretaria de Administração Prisional Responsabilidade civil do Estado em casos omissivos Princípios básicos Eficiência e Eficácia... 56

13 12 4 INCÊNDIOS EM CADEIAS Incêndios em cadeias de Minas Gerais Incêndio na Penitenciária Estadual Feminina de Tucum, Espírito Santo Entrevista com a Diretora da Penitenciária Estadual Feminina de Tucum, Espírito Santo CENTRO DE REMANEJAMENTO DE SEGURANÇA PRISIONAL DE BELO HORIZONTE Medidas de prevenção instaladas Entrevista e visita técnica com o Diretor Geral do Centro de Remanejamento de Segurança Prisional de Belo Horizonte RESULTADOS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE A - Roteiro da entrevista com o Diretor Geral do CERESP- BH APÊNDICE B Roteiro da entrevista com a Diretora da PEF de Tucum, Estado do Espírito Santo APÊNDICE C - Questionário aplicado aos funcionários do CERESP-BH... 99

14 13 1 INTRODUÇÃO 1.1 Tema e delimitação do tema Consiste como tema dessa pesquisa um estudo sobre a importância da instalação e utilização dos meios de prevenção contra incêndio e pânico em locais de cumprimento de penas privativas de liberdade de Minas Gerais. Contudo surgiu a necessidade de delimitá-lo, sendo escolhido o Centro de Remanejamento de Segurança Prisional de Belo Horizonte (CERESP-BH) para centro desse trabalho, visto que os presos provisórios da Região Metropolitana mineira passam por esse presídio a fim de serem distribuídos para as demais unidades do Sistema Prisional de Minas Gerais. Essa necessidade de delimitação também se justifica pelo fato de poder ser feito um estudo mais apurado em um presídio que, por si só, apresenta um conjunto de situações possíveis dentro do enfoque do tema, fato o qual fornecerá uma amostragem aplicável a diversas outras unidades congêneres. 1.2 Justificativa Este estudo se mostra relevante ao ser analisado o dever do Estado na figura dos locais de cumprimento de penas privativas de liberdade de manter a incolumidade e integridade física dos detentos, assim como de seus funcionários, visitantes, dentre outros.

15 Problema de pesquisa Os meios de prevenção contra incêndio e pânico do CERESP-BH estão em conformidade com a legislação mineira de prevenção e seus funcionários possuem conhecimento e treinamento para utilizá-los em caso de incêndio? 1.4 Hipótese Há a perspectiva dos meios de prevenção contra incêndio e pânico estarem instalados e em bom estado de funcionamento e conservação, bem como os servidores do CERESP-BH conhecerem sua localização e procedimentos de atuação quando necessário. 1.5 Objetivo Geral O trabalho busca verificar a importância da instalação e utilização dos meios de prevenção contra incêndio e pânico em locais de cumprimento de penas privativas de liberdade de Minas Gerais. 1.6 Objetivos Específicos Propõe-se identificar se o CERESP-BH apresenta as medidas de prevenção contra incêndio e pânico exigidas pela legislação mineira, assim como verificar se seus funcionários compõem brigada de incêndio e possuem treinamento para atuar com eficiência e eficácia no combate a incêndio nesse Centro.

16 Estrutura do trabalho A metodologia a ser utilizada no estudo, explicitada em mais detalhes na próxima seção, será de natureza aplicada e método de abordagem qualitativo. O objetivo de pesquisa é descritivo e exploratório com procedimentos de pesquisa classificados como estudo de caso, documental, bibliográfica e de observação direta intensiva. Na terceira seção será realizada a revisão da literatura, onde serão abordados temas ligados à prevenção, amparo legal do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e suas competências ligadas à prevenção contra incêndio e pânico, a legislação mineira de prevenção, estabelecimentos penais, responsabilidade civil do Estado e os princípios da eficiência e eficácia. Na quarta seção serão elencados alguns incêndios em cadeias públicas ocorridos em Minas Gerais de repercussão na mídia. São aqueles acontecidos nos municípios de Ponte Nova, Rio Piracicaba, Arcos e no próprio CERESP-BH. Assim como constará o incêndio na Penitenciária Estadual Feminina (PEF) de Tucum no Estado do Espírito Santo, e entrevista com a Diretora dessa unidade prisional. O CERESP-BH é o centro da quinta seção, onde serão relacionadas informações sobre o presídio, assim como as medidas de prevenção instaladas, assim como estará o fruto da entrevista e visita técnica com o Diretor Geral do CERESP-BH, Senhor Marinho Rômulo de Avelar Filho a respeito de assuntos relativos à prevenção contra incêndio e pânico no presídio. A sexta seção trará a análise dos dados provenientes dos questionários aplicados nos funcionários do CERESP-BH e a sétima abordará as considerações finais do trabalho e sugestões do autor.

17 16 2 METODOLOGIA Nesta seção os critérios utilizados na confecção da pesquisa em relação a natureza da pesquisa, método de abordagem, objetivos da pesquisa e procedimentos técnicos da pesquisa serão apresentados, sendo a maioria com referência nas aulas de Metodologia Científica do terceiro ano do Curso de Formação de Oficiais Bombeiros Militar de A Normalização adotada neste trabalho segue o estudo de França e Vasconcellos (2009), Manual da Universidade Federal de Minas Gerais. 2.1 Natureza da pesquisa Para a pesquisa foi utilizada a metodologia de natureza aplicada, visto que buscou aplicar a literatura existente sobre prevenção contra incêndio e pânico em uma cadeia pública, o CERESP-BH, a fim de verificar uma situação específica. 2.2 Método de abordagem O método de aboradagem aplicado neste estudo foi o qualiquantitativo, pois apresenta método qualitativo na compreenção de dados relativos, como opiniões pessoais, e quantitativo no estudo de dados concretos e tratamentos estatísticos.

18 Quanto aos objetivos da pesquisa O estudo possui objetivo de pesquisa descritivo e exploratório. Ao apresentar base teórica específica e relacionada ao tema de pesquisa, a mesma considera-se descritiva. Enquanto da análise da coleta de dados obtidos das entrevistas do tipo estruturada aplicada, visita técnica e questionários, têm-se a pesquisa exploratória. 2.4 Quanto aos procedimentos de pesquisa Segundo Marconi e Lakatos (2010), considerando os procedimentos de pesquisa, este estudo classifica-se como estudo de caso, documental, bibliográfica, de levantamento e de observação direta intensiva. Foi um estudo de caso por ter sido especificado a uma cadeia pública, o CERESP- BH, onde foi pesquisado as medidas de prevenção contra incêndio e pânico instaladas. A parte documental da pesquisa ocorreu quando da coleta de dados através de documentos de fontes primárias, dos quais pode-se citar as normas relativas à prevenção contra incêndio e pânico expedidas pelo CBMMG e pelo Estado de Minas Gerais. A pesquisa bibliográfica foi utilizada na confecção da revisão da literatura sobre fogo e suas definições, incêndio e seus aspectos, incêndio confinado, segurança contra incêndio, Subsecretaria de Administração Prisional (SUAPI), responsabilidade civil do Estado e princípios da administração através de livros, artigos e monografias específicos ou afins ao tema em questão.

19 18 Ocorreu estudo de observação direta intensiva por meio da técnica de entrevista do tipo estruturada a fim de, predeterminando as perguntas realizadas aos entrevistados, obter informações a respeito do sistema de prevenção contra incêndio e pânico do CERESP-BH (APÊNDICE A) e da PEF de Tucum, no Estado do Espírito Santo (APÊNDICE B), além de visita técnica ao CERESP-BH e aplicação de questionário (APÊNDICE C) aos seus funcionários visando mensurar o conhecimento deles referente ao tema deste estudo. O roteiro da primeira entrevista foi composto por 17 perguntas de respostas livres direcionadas ao Diretor Geral do CERESP-BH, Senhor Marinho Rômulo de Avelar Filho, o qual a respondeu via para o autor deste trabalho. A segunda entrevista foi integrada de 22 perguntas de respostas livres direcionadas à Diretora da PEF de Tucum, no Estado do Espírito Santo, senhora Renata Poton Vieira. A visita técnica foi realizada no CERESP-BH com seu Diretor Geral. Ocorreu no dia 16 de setembro de 2011 e visou conhecer as instalações gerais e identificar a condição do sistema de prevenção contra incêndio e pânico presente no presídio. O questionário consistiu em nove perguntas de múltipla escolha, sendo dividido em duas partes. As questões um, dois e três fizeram referência ao gênero, idade e tempo de serviço no CERESP-BH dos funcionários, buscando traçar seu perfil demográfico. Enquanto as demais questões trataram de verificar os conhecimentos sobre as medidas de segurança contra incêndio e pânico, tais como sua localização, participação dos servidores do CERESP-BH em exercícios simulados de combate a incêndio e treinamento para remoção de detentos, assim como se os mesmos saberiam atuar frente a um incêndio e se os meios presentes no presídio oferecem segurança para atuação em um combate a incêndio.

20 19 Os questionários foram aplicados diretamente aos servidores do CERESP-BH pelo autor no dia 26 de setembro de Delimitação do universo pesquisado O questionário foi aplicado no CERESP-BH, onde foram coletados os dados de seus servidores. Foram incluídos neste estudo ambos os sexos Tipo de amostragem Essa amostragem aplica-se somente para o universo de pesquisa representado pelos funcionários do CERESP-BH. A fórmula de Stevenson (2001) a seguir foi utilizada para quantificar o número mínimo de questionários que deveriam ser aplicados, a fim de representar um dado significativo. O CERESP-BH possui 456 funcionários, dado em setembro de 2011, quando foram aplicados 100 questionários. A fórmula de Stevenson (2001) utilizada é: n = N x P x Q x Z² (N - 1) x e² + P x Q x Z² Onde: n = tamanho da amostra; N = universo a ser pesquisado; P = 0,5 (porcentagem estimada para ocorrência do fenômeno); Q = (1- P), porcentagem complementar. (Q = 1 0,5 = 0,5); e = erro padrão arbitrado em 9% (0,09);

21 20 Z = 1,96 considerando-se a confiança de 95%; Dessa maneira, temos que: n =? N = 456 (total de funcionários do CERESP-BH) P = 0,5 Q = 0,5 e = 0,09 Utilizando a fórmula, constatou-se o seguinte resultado: n = (456) x (0,5) x (0,5) x (1,96)² (456-1) x (0,09)² + (0,5) x (0,5) x (1,96)² n = 94,26 Arredondando o resultado, obtem-se o total de 95 questionários a serem aplicados. Com o uso dessa fórmula, tem-se o número mínimo de questionários aplicados de forma aleatória com 95% de significância em relação ao total, sendo que o autor aplicou um total de 100 questionários no CERESP-BH. O questionário foi aplicado pelo próprio pesquisador no dia 26 de setembro de Tratamento estatístico A análise quantitativa dos dados obtidos pelos questionários foi realizada no software Microsoft Office Execel, através da filtragem e percentagem dos dados levantados.

22 21 3 REVISÃO DA LITERATURA Para atender a especificidade do tema proposto, faz-se necessária uma abordagem teórica a respeito de fogo, suas formas de propagação, diferentes classes, assim como de incêndio, suas classes, fases e o incêndio compartimentado, o tipo mais provável de ocorrência nas prisões, devido sua compartimentação em cômodos. Além disso, das competências e amparo legal da atividade de prevenção do CBMMG, legislação de prevenção contra incêndio e pânico, assim como a classificação e medidas previstas nelas para as cadeias públicas. Será apresentada a temática da Segurança contra incêndio (SCI), brigadas de incêndio, cadeias públicas, explanações sobre a SUAPI, responsabilidade civil do Estado e os princípios da eficiência e eficácia, finalizando a seção. 3.1 Primórdios do fogo e suas definições Não se sabe ao certo quando o ser humano aprendeu a usar o fogo, mas de acordo com Klinoff (2007) isso se deu por volta de a anos atrás. Com o passar do tempo o homem desenvolveu a habilidade de manipulá-lo, ampliando suas fronteiras territoriais, habitando localidades antes inalcançáveis em função de suas baixas temperaturas, agora superadas com a descoberta e utilização do fogo. A vitória contra o frio não foi o único avanço proporcionado pelo fogo. Movido pela curiosidade e usando a inteligência, o homem passa a produzir objetos como ferramentas e artefatos a base de cerâmica os quais facilitariam seu dia-a-dia. No caminho da evolução pós a descoberta do fogo, ainda segundo Klinoff (2007), a partir do fogo controlado se desenvolveu o motor a combustão interna, por conseqüência o transporte, manufatura e geração de eletricidade. Também foi usado como arma de guerra, para fazer vidro e fundir o aço, dentre outros empregos e utilidades.

23 22 Com os estudos e conseqüentes avanços em todo mundo, surgiram alguns conceitos sobre o fogo. Pode-se citar um conceito presente na Norma Brasileira (NBR) expedida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a qual diz fogo é o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor e luz (ABNT, 1997, p. 6). Nos Estados Unidos da América, de acordo com a norma da National Fire Protection Association 1 (NFPA) fogo é a oxidação rápida auto-sustentada acompanhada de evolução variada da intensidade de calor e de luz (NFPA, 2003 citado por SEITO, 2008, p. 35). Já uma norma de caráter internacional, a International Standard Organization 2 (ISO) , o define como fogo é o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor acompanhado de fumaça, chama ou ambos (ISO, 1987 citado por SEITO, 2008, p. 57). 3.2 Triângulo e Tetraedro do Fogo Seito (2008) confirma que anteriormente era citada a Teoria do Triângulo do fogo, composto por combustível, comburente e calor, pois através da retirada de um desses elementos era extinto o fogo, visto que eram necessários para sua autosuficiência. Fato confirmado por Caldas (2008), o qual diz que, para manter a combustão, os três elementos devem estar presentes continuamente, caso contrário o fogo não se sustenta e se extingue. 1 Associação Nacional de Proteção Contra Incêndio. 2 Organização Internacional de Normalização.

24 23 Figura 1 - Triângulo do fogo Fonte: A FIG. 1 é uma representação gráfica dos componentes do triângulo do fogo: combustível, oxigênio e calor. O fogo no centro demonstra o resultado da combinação dos três elementos nas proporções adequadas. Klinoff (2007) diz que cientistas incrementaram o elemento reação em cadeia ao antigo Triângulo do Fogo, o qual se transformou em Tetraedro do Fogo, exigindo a co-existência desse conjunto para a manutenção da combustão. Afirmou ainda que a reação em cadeia ocorre quando o combustível, ao queimar, libera os radicais livres, os quais são um ou grupo de átomos instáveis que necessitam combinar com outros átomos para se estabilizarem. Esses, então se combinam com o comburente. O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP), em seu Manual de Fundamentos, apresenta um esquema representando os elementos do tetraedro do fogo: combustível, comburente, calor e a reação em cadeia, conforme a FIG. 2 a seguir (CBPMESP, 2006, p. 1).

25 24 Figura 2 - Tetraedro do fogo Fonte: CBPMESP, 2006, p. 1 Consoante à essa definição, temos o disposto no Manual básico de combate a incêndio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) Tetraedro do fogo é a combinação do combustível com o oxigênio, na presença de uma fonte de calor, em uma reação química em cadeia, liberando energia em forma de luz e mais calor, além de outros produtos químicos (CBMDF, 2006, p. 14). Seito (2008) lembrou ainda que o início e a manutenção do fogo no local sofrem influências de outros fatores, como umidade, massa específica, disposição do combustível, local de início do incêndio, dentre outros.

26 Propagação do fogo Cuoghi (2006, p. 29) diz em sua pesquisa Em geral, a diferença entre pequenos e grandes incêndios pode ser atribuída à propagação do fogo. Essa afirmação é válida visto que o incêndio tem um foco inicial e, a medida que o fogo se propaga, atinge outros ambientes e aumenta sua área de atuação, consequentemente sua proporção. Klinoff (2007) prega três métodos de transferência do calor: condução, convecção e radiação, abaixo descritas: a) Condução: Seito (2008, p. 36) diz que é o mecanismo onde a energia (calor) é transmitida por meio do material sólido. Figura 3 - Representação de condução térmica Fonte: b) Convecção: É a transferência do calor através da circulação de fluídos no estado líquido ou gasoso. A convecção é importante na movimentação da fumaça, alastramento das chamas e do calor para outros cômodos ou até mesmo fora do ambiente (LIMA, 2005).

27 26 Figura 4 - Representação de convecção térmica Fonte:http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/index.asp?id_projeto=27&ID_ OBJETO=58321&tipo=ob&cp=780031&cb=&n1=&n2=M%F3dulos%20Did%E1ti cos&n3=ensino%20m%e9dio&n4=f%edsica&b=s c) Radiação: É a trasmissão do calor através de ondas eletromagnéticas. Nos processos de convecção e condução é necessário um meio material para o calor se propagar, porém a radiação ocorre por meios transparentes ou mesmo no vácuo (SOUSA, 2009). Figura 5 - Representação de radiação térmica Fonte:

28 Incêndio A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (2008, p. 696) traz incêndio como Grande fogo que se propaga com intensidade. O Decreto de 29 de fevereiro de 2008, o qual regulamenta Lei de19 de dezembro de 2001, aponta o incêndio como sendo o fogo sem controle (MINAS GERAIS, 2008). Similarmente está a ISO , Incêndio é a combustão rápida disseminando-se de forma descontrolada no tempo e no espaço (ISO, 1987 citado por SEITO, 2008, p. 35). Em seu estudo, Caldas (2008, p. 7-8) cita as origens do incêndio: pode ter origem física (raios, eletricidade, centelhas devido à eletricidade estática, curtos-circuitos e calor devido ao atrito de peças em movimento), biológica (ação de bactérias termogênicas), físico-química (hidrocarbonetos insaturados e gorduras animais e vegetais em certas condições de confinamento), acidental (involuntariamente criado pelo homem), intencional (propositadamente criado pelo homem). O incêndio gera como produtos: o calor, a fumaça e a chama, os quais inclusive são utilizados pelos equipamentos de detecção de incêndio (SEITO, 2008). Geralmente, a morte em incêndio é provocada pelo calor ou pela fumaça. Essa última causa diversos graus de incapacitação, dentre os efeitos são asfixia, a qual leva à convulsão e perda de consciência devido inalação de gases tóxicos, como Monóxido de Carbono (CO 3 ), permite exposição da pele e órgãos do sistema respiratório a esses gases, causando queimaduras, e pode ocasionar desmaio a partir de uma hipertermia (PURSER, 2002 citado por CALDAS, 2008). 3 CO é a símbolo químico da molécula de Monóxido de Carbono (DE BONI; GOLDANI, 2007).

29 Fases do incêndio Segundo Oliveira (2006), o incêndio é dividido em etapas para facilitar o entendimento e são elas: período de ignição, crescimento, desenvolvimento e decaimento. Klinoff (2007) diz que anteriormente incêndio continha três fases: Incipiente, Queima livre e Latente. A partir daí, formou-se o conceito de quatro estágios: Ignição, Desenvolvimento, Totalmente desenvolvido e declínio, descritos a seguir. Na ignição, a concentração de oxigênio está por volta de 21% e o fogo atinge um ponto o qual não necessita de fonte externa de calor para continuar queimando. A reação acelera e o calor começa a ser produzido. No Desenvolvimento o fogo libera mais calor, o qual é transferido para superfícies próximas por radiação, e, por convecção, aquece os combustíveis da parte superior até levá-los para sua temperatura de ignição. Dessa forma o mesmo se alastra cada vez mais rapidamente. No estágio de totalmente desenvolvido, todo o combustível disponível do perímetro do fogo está se incendiando. No estágio de declínio o fogo acaba ou com o combustível ou com o oxigênio disponível (KLINOFF, 2007) Incêndio compartimentado O incêndio compartimentado é o tipo mais provável de ocorrência em cadeias públicas, devido seus aspectos de construção e conforme a maioria deles iniciarem em suas celas, fatos observados nos incêndios apresentados na quarta seção desse estudo, assim como corroborado por Su et al.(2006) após verificação nos incêndios em cadeias dos Estados Unidos da América e Canadá.

30 29 O incêndio compartimentado apresenta diferenças em relação ao em campo aberto. Em campo aberto uma parcela do calor resultante da reação da combustão é dissipado para a atmosfera, sendo que no incêndio compartimentado o calor é absorvido pelos materiais combustíveis presentes no ambiente, fato o qual catalisa a reação de combustão neste ambiente (FRIEDMAN 4 citado por CUOGHI, 2006). Figura 6 - Efeito da compartimentação na taxa de combustão de um incêndio Fonte: FRIEDMAN citado por CUOGHI, 2006 É visível na FIG. 6 que a taxa de combustão alcançada pelo incêndio compartimentado é maior e atingida rápido considerando o incêndio em campo aberto, devido as perdas de calor neste e catalisação da reação da combustão. O crescimento do incêndio compartimentado é influenciado por diversos fatores, tais como: 4 FRIEDMAN foi citado no trabalho de Cuoghi (2006) por Shields e Silcock (1987).

31 30 se a fonte de ignição é suficientemente inflamável para permitir a propagação das chamas por sua superfície; se o fluxo de calor no princípio de incêndio é forte o suficiente para irradiar energia e ignizar o material combustível ao seu redor; se existe quantidade suficiente de material combustível no compartimento, do contrário, o foco de incêndio termina em si mesmo; se o fogo, no início, pode queimar vagarosamente por causa da restrição de oxigênio; em estando à disposição suficientes quantidades de material combustível e oxigênio, o incêndio provavelmente tomará todo o compartimento (CUOGHI, 2006, p ). Com o desenvolvimento do incêndio, caso o oxigênio se torne insuficiente para manter as chamas, ou seja, entre 13% e 4%, haja visto que o primeiro é o mínimo necessário para haver chamas e o último limiar inferior para existência da combustão, há duas possibilidades: O fogo se extingue ou retorna o desenvolvimento no caso da entrada de oxigênio no ambiente. Nesse último caso, se houver presença de calor e gases combustíveis no compartimento, esses podem incendiar-se abruptamente promovendo uma explosão ambiental conhecida como backdraft (CALDAS, 2008).

32 31 Figura 7 - Etapas do backdraft Fonte: Observa-se na FIG. 7, em sua parte 1, um compartimento fechado em combustão. Nas partes 2 e 3 verifica-se o comportamento após a entrada de oxigênio, culminando, como demonstrada na parte 4, a explosão ambiental conceituada anteriormente, backdraft. O flashover é o incêndio generalizado ocasionado quando toda a carga combustível entra em ignição espontaneamente. Há um aumento brusco de temperatura até que seja consumido de 60% a 80% do material combustível do ambiente, então acontece o declínio gradativo da temperatura (ASSIS, 2001).

33 32 Figura 8 - Etapas do flashover Fonte: A FIG. 8 acima mostra em sua parte superior um cômodo incendiando. Com o desencadear do sinistro e o calor sendo retido pelos demais materiais do ambiente, toda a carga combustível entra em ignição espontaneamente, sendo este o momento do flashover, representado pela parte inferior da figura.

34 Classes de incêndio Combater, lidar, atuar em combate a incêndios exige destreza, técnica, uma tática pré definida, e principalmente conhecimento das ferramentas ideais para a tarefa. Conhecer os incêndios possibilita ações exclusivas e acertadas com a máxima eficiência. Analisando por estas vertentes, trazemos os conceitos de Klinoff (2007) que divide incêndio em quatro tipos básicos de acordo com o combustível envolvido, e traz uma nova classe, a Classe K. Essa última classificação não é adotada oficialmente no Brasil, mas é uma forma de fazer campanhas específicas nos Estados Unidos, onde esse tipo de incêndio é comum, conforme o disposto no Manual de Combate a Incêndio do CBMDF (CBMDF, 2006). a) Classe A: Fogo em combustíveis sólidos, os quais incluem materiais compostos por tecidos, fibras naturais, como madeira, papel, algodão e similares (GOMES, 1998 citado por ASSIS, 2001). Os materias desta classe são os mais encontrados dentro das celas do CERESP-BH, como por exemplo colchões e lençóis, de acordo com o observado na visita técnica ao presídio. Seu principal agente extintor é a água.

35 34 Figura 9 - Símbolo de combustível Classe A Fonte: b) Classe B: Incêndio em líquidos inflamáveis e combustíveis líquidos, tais como gasolina, querosene e álcool (KLINOFF, 2007). Figura 10 - Símbolo de combustível Classe B Fonte: c) Classe C: Fogo em material elétrico energizado (GOMES, 1998 citado por ASSIS, 2001). Vale ressaltar que se o equipamento não estiver energizado, ele deverá ser reclassificado, de acordo com o material que está queimando (KLINOFF, 2007).

36 35 Figura 11 - Símbolo de combustível Classe C Fonte: d) Classe D: Metais combustíveis. São eles o magnésio, titânio, zircônio, sódio e potássio. Deve-se tomar cuidado com a brilhante luz branca emitida pela maioria desses metais ao se inflamar, porquê podem causar danos aos olhos (KLINOFF, 2007). Figura 12 - Símbolo de combustível Classe D Fonte:

37 36 e) Classe K: Materiais de cozinha, tais como óleo e gordura de cozinha. Os agentes extintores dessa classe são especificamente desenvolvidos para os sistemas em cozinhas (KLINOFF, 2007). Figura 13 - Símbolo de combustível Classe K Fonte: Carga incêndio A carga incêndio compõe o Tetraedro do Fogo no pilar do combustível e sua quantificação classifica as edificações, conforme pode-se verificar a seguir. A Instrução Técnica (IT) 09 do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais traz em seu bojo a definição de carga incêndio como a soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis em um espaço, inclusive os revestimentos das paredes, divisórias, pisos e tetos (CBMMG, 2006b, p. 2). Além disso há a carga incêndio específica, a qual é obtida através da razão da carga incêndio pela área de piso da edificação a ser considerada. A edificações e áreas de

38 37 risco podem ser classificadas de acordo com a carga incêndio específica da seguinte forma. O Anexo A da IT-09 descreve a classe de Presídios e similares como tendo 100 MJ/m², sendo portanto de risco baixo, conforme o QUADRO 1 abaixo (CBMMG, 2006b). QUADRO 1 Classificação das edificações e áreas de risco quanto a carga incêndio CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À CARGA INCÊNDIO. Risco Carga Incêndio MJ/m 2 Baixo Até 300 MJ/m 2 Médio Acima de 300 até MJ/m 2 Alto Acima de MJ/m 2 Fonte: CBMMG, 2006b, p Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais No dia 31 de agosto de 2011, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais completou seu primeiro centenário de existência. Sua Estrutura Organizacional é departamental divida em Unidade de Direção Geral, Unidade de Direção Intemediária e Unidade de Execução e Apoio (CBMMG, 2011d). Sua missão, negócio, visão, objetivo e competências estão elencadas abaixo, conforme encontrado em seu endereço eletrônico 5. Observa-se a presença da prevenção como uma das competências do CBMMG. Nossa missão Prestação dos serviços de prevenção contra sinistro, proteção, socorro e salvamentos, sempre atendendo de forma eficiente e ágil, os cidadãos em todo o território mineiro, atuando de forma integrada com os órgãos do Sistema de Defesa Social e sociedade, visando à melhoria da qualidade de vida e o exercício pleno da cidadania. 5

39 38 Negócio Qualidade de vida por meio de ações de proteção pública. Visão Servir à sociedade mineira com atividades preventivas e de resposta a sinistros, garantindo a proteção à vida, ao patrimônio e ao meio ambiente e contribuindo com a transformação do Estado. Objetivo Coordenar e executar ações de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, perícias de incêndio, busca e salvamento e estabelecimento de normas relativas à segurança das pessoas e de seus bens contra incêndio ou qualquer tipo de catástrofe. Competências Coordenar e executar as ações de defesa civil, proteção e socorrimento públicos, prevenção e combate a incêndio, perícias de incêndio e explosão em locais de sinistro, busca e salvamento; Atender a convocação, à mobilização do Governo Federal, inclusive em caso de guerra externa ou para prevenir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de Corpo de Bombeiros Militar e como participante da defesa interna e territorial; Coordenar a elaboração de normas relativas à segurança das pessoas e dos seus bens contra incêndios e pânico e outras previstas em lei, no Estado; Exercer a polícia judiciária militar, relativamente aos crimes militares praticados por seus integrantes ou contra a instituição Corpo de Bombeiros Militar, nos termos da legislação federal específica; Incentivar a criação de Bombeiros não militares e estipular as normas básicas de funcionamento e de padrão operacional; Exercer a supervisão das atividades dos órgãos e das entidades civis que atuam em sua área de competência; Aprimorar os recursos humanos, melhorar os recursos materiais e buscar novas técnicas e táticas que propiciem segurança à população (CBMMG, 2011a) Amparo legal em âmbito federal Como é observado na Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB) de 1988, os Corpos de Bombeiros Militares integram o sistema de segurança pública. Art A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares (BRASIL, 1988).

40 39 O conceito de Segurança Pública pode ser encontrado no Portal eletrônico 6 Ministério da Justiça, conforme abaixo: do a Segurança Pública é uma atividade pertinente aos órgãos estatais e à comunidade como um todo, realizada com o fito de proteger a cidadania, prevenindo e controlando manifestações da criminalidade e da violência, efetivas ou potenciais, garantindo o exercício pleno da cidadania nos limites da lei (BRASIL, 2011b) Amparo legal em âmbito estadual Na Constituição Estadual de Minas Gerais, encontram-se as atribuições conferidas ao Corpo de Bombeiros Militar, dentre elas a de prevenção, segundo destacado. Art. 142 A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, forças públicas estaduais, são órgãos permanentes, organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados, preferencialmente, por oficial da ativa do último posto, competindo: [...] II ao Corpo de Bombeiros Militar, a coordenação e a execução de ações de defesa civil, a prevenção e combate a incêndio, perícias de incêndio, busca e salvamento e estabelecimento de normas relativas à segurança das pessoas e de seus bens contra incêndio ou qualquer tipo de catástrofe (MINAS GERAIS, 1989) Ainda verifica-se na Lei Complementar n. 54, de 13 de dezembro de 1999, a qual dispõe sobre a organização básica do CBMMG, algumas competências legais da Corporação. Art. 3º - Compete ao Corpo de Bombeiro Militar: I - coordenador e executar as ações de defesa civil, proteção e socorrimento públicos, prevenção e combate a incêndio, perícias de incêndio e explosão em locais de sinistro, busca e salvamento; [...] III - coordenar a elaboração de normas relativas à segurança 6 D68CPTBRIE.htm

41 40 das pessoas e dos seus bens contra incêndios e pânico e outras previstas em lei, no Estado (MINAS GERAIS, 1999) Legislação de prevenção contra incêndio e pânico em Belo Horizonte e em Minas Gerais Em 27 de abril de 1972, foi promulgada a Lei n. 2060, a qual estabelecia normas de prevenção e combate a incêndios, nas construção de uso coletivo e autorizava a celebração de convênio com o Governo do Estado de Minas Gerais (BELO HORIZONTE, 1972). O Decreto n. 2912, de três de agosto de 1976 veio regulamentar a Lei n. 2060, estabelecendo normas de prevenção e combate a incêndios em edificações destinadas ao uso coletivo no Município de Belo Horizonte (BELO HORIZONTE, 1976). Décadas após, em 22 de agosto de 1991, o Decreto n alterou o anterior (BELO HORIZONTE, 1991). No dia seis de janeiro do ano de 1995, foi promulgada a Lei n. 6824, a qual definia normas adicionais de prevenção e combate a incêndio dos estabelecimentos de uso coletivo (BELO HORIZONTE, 1995). Aproximadamente oito anos depois, nasceu a Lei n. 8618, em 17 de julho de 2003, dispondo a respeito de normas de prevenção e segurança em áreas destinadas ao uso coletivo (BELO HORIZONTE, 2003). Então surgiu a Lei n. 9064, do dia 17 de janeiro de 2005, alterando dispositivos de algumas leis relativas à prevenção e combate a incêndios (BELO HORIZONTE, 2005b). O Decreto n de 21 de março de 2005 foi promulgado para regulamentar as normas de prevenção e combate a incêndio (BELO HORIZONTE, 2005a).

42 41 No ano de 2001, dia 19 de dezembro, Itamar Franco, Governador de Minas Gerais sancionou a Lei n , que dispõe sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado de Minas Gerais e dá outras providências (MINAS GERAIS, 2001). A fim de regulamentar essa lei, foi promulgado o Decreto n , de 17 de maio de 2004 (MINAS GERAIS, 2004). Essa norma foi substituída em 2006, pelo Decreto n do dia 31 de março (MINAS GERAIS, 2006). Até que o então Governador Aécio Neves expediu o Decreto n , em 29 de fevereiro de 2008 (MINAS GERAIS, 2008), o qual é atualmente seguido pelo CBMMG. Existem também as ITs do CBMMG, com objetivo de normalizar procedimentos e medidas de proteção, prevenção e segurança contra incêndio e pânico nas áreas de risco e edificações (CBMMG, IT-02). De acordo com o site do CBMMG 7, atualmente existem 37 e seus assuntos podem ser observados no QUADRO 2 (CBMMG, 2011b). Instrução Técnica (IT) IT - 01 IT - 02 IT - 03 IT - 04 IT - 05 IT - 06 IT - 07 IT - 08 IT - 09 QUADRO 2 Instruções Técnicas do CBMMG Procedimentos administrativos Assunto Terminologia de proteção contra incêndio Símbolos gráficos para projeto de segurança contra incêndio Acesso de viatura na edificação e área de risco Separação entre edificações Segurança estrutural das edificações Compartimentação horizontal e compartimentação vertical Saidas de emergência em edificações Carga de incêndio nas edificações e área de risco 7

43 42 Instrução Técnica (IT) Assunto IT - 10 Pressurização de escada de segurança IT - 11 Plano de intervenção de incêndio IT - 12 Brigada de Incêndio IT - 13 Iluminação de emergência IT - 14 Sistema de detecção e alarme de incêndio IT - 15 Sinalização de emergência IT - 16 Sistema de proteção por extintores de incêndio IT - 17 Sistema de hidrantes e mangotinhos para combate a incêndio IT - 18 Sistema de chuveiros automáticos IT - 19 Sistema de resfriamento para líquidos e gases inflamáveis e combustíveis IT - 20 Sistema de proteção por espuma IT - 21 Sistema fixo de gases para combate a incêndio IT - 22 Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis IT - 23 Manipulação, armazenagem, comercialização e utilização de gás liquefeito de petróleo IT - 24 Comercialização, distribuição e utilização de gás natural IT - 25 Fogos de artifícios e pirotecnia IT - 26 Heliponto e Heliporto IT - 27 Medidas de segurança para produtos perigosos IT - 28 Cobertura de sapé, piaçava e similares IT - 29 Hidrante Público IT - 30 Subestações elétricas IT - 31 Pátio de contêineres IT - 32 Proteção contra incêndio em cozinhas profissionais IT - 33 Eventos Temporários IT - 34 Credenciamento de empresas e RT IT - 35 Segurança contra incêndio em sítios históricos IT - 36 Sistema de proteção contra descargas atmosféricas IT - 37 Centros esportivos e de Exibição Fonte: Elaborado pelo autor

44 43 Cade salientar ainda a Norma Regulamentadora (NR) 23, a qual dispõe sobre proteção contra incêndio, expedida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O seu texto expõe o seguinte: O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança; c) dispositivos de alarme existentes. (MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, 2011) Vê-se que a norma acima ressalta a obrigação de serem fornecidas condições aos empregados de conhecer o manuseio dos equipamentos de combate a incêndio, métodos de evacuação e localização de alarmes, caso haja Conceitos pertinentes à prevenção É importante esclarecer alguns conceitos presentes na legislação de prevenção, como Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que é Documento emitido pelo CBMMG, certificando que a edificação possui as condições de segurança contra incêndio e pânico, previstas na legislação, estabelecendo um período de revalidação (CBMMG, 2006a, p. 4). Análise é o ato formal de verificação das exigências das medidas de segurança contra incêndio e pânico das edificações e áreas de risco no processo de segurança contra incêndio e pânico (MINAS GERAIS, 2008, p.3). Vistoria é conceituada como é o ato de certificar o cumprimento das exigências das medidas de proteção contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco por meio de exame no local (CBMMG, 2006a, p.20).

45 Classificação das Cadeias Públicas de acordo com o Decreto O Decreto n aponta em sua Tabela 1 a classificação das edificações e áreas de risco quanto à ocupação. As cadeias públicas são classificadas como Grupo H (Serviço de saúde e institucional) de Ocupação/Uso H-5 (Local onde a liberdade das pessoas sofre restrições, como por exemplo as prisões em geral, as quais são casa de detenção, penitenciárias, presídios, cadeias públicas, delegacias e quartéis com carceragem) (MINAS GERAIS, 2008) Previsão das medidas de segurança contra incêndio e pânico nas Cadeias Públicas As medidas estão previstas na Tabela A da IT-01, a qual é dividida em duas: exigências para as edificações existentes com área menor ou igual a 1200 m² e altura inferior ou igual a 12m e para aquelas existentes com área maior que 1200m² ou altura superior a 12m (CBMMG, 2011c). Edificação existente, para a aplicação da tabela supracitada, considera-se aquela construída anteriormente à 02 de julho de Para Cadeias com área maior de 1200 m² e altura superior a 12m, como é o caso do CERESP-BH, pois o mesmo possui 7000 m² 8, são exigidos de acordo com CBMMG (2011c): brigada de incêndio: somente para as edificações com altura superior a 12 m ou área superior a 2000m² (CBMMG, 2011c, p. 22); saídas de Emergência: 8 Dado extraído da entrevista com o diretor do CERESP-BH.

46 45 nos casos em que for comprovada tecnicamente a inviabilidade da adaptação, o interessado deverá propor medidas alternativas a serem avaliadas pelo Corpo de Bombeiros, garantindo ao usuário durante a fuga, a proteção em caso de incêndio e pânico. Quando houver mudança de ocupação a edificação deverá ser adaptada, conforme as exigências da instrução técnica específica (CBMMG, 2011c, p.21); extintores: Para Divisão F3 (estádios), H2 (hospitais psiquiátricos e reformatórios) e H5, os equipamentos (extintores e hidrantes) deverão ser instalados em locais com acesso privativo (CBMMG, 2011c, p.21); hidrantes e Mangotinhos: Para Divisão F3 (estádios), H2 (hospitais psiquiátricos e reformatórios) e H5, os equipamentos (extintores e hidrantes) deverão ser instalados em locais com acesso privativo (CBMMG, 2011c, p.21); iluminação de Emergência; sinalização de Emergência (CBMMG, 2011c) Detector de fumaça Detector de incêndio é um meio de aviso e alerta, configurando medida de proteção ativa contra incêndio. É dividido em tipos conforme o que detecta, por exemplo: fumaça, temperatura, gases e chamas. O detector de fumaça é sensível aos produtos da combustão suspensos no ar, permitindo a identificação de princípio de incêndio e sua localização. Sendo assim, proporciona significativo aumento das chances de seu controle e extinção, ou mesmo de evacuação da população da edificação (CBPMESP, 2006). No Canadá, através do National Building Code of Canada 9, é obrigatório detector de fumaça dentro de cada cela das cadeias. Nos Estados Unidos, conforme a NFPA 101,2 Life Safety Code 10, esses detectores são requeridos celas com mais de quatro 9 Código de Construção Nacional do Canadá. 10 Código de Segurança de Vida.

47 46 detentos (SU et al., 2006). As afirmações anteriores servem como indicativo de possibilidade de implementação desse dispositivo nas cadeias do Brasil 3.6 Segurança contra incêndio Prevenção, de acordo com a Academia Brasileira de Letras, é Medida tomada para evitar males que podem sobrevir (ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, 2008, p. 1026). Em sentido mais voltado à realidade bombeiro militar, o Manual de Atividades de Bombeiros (MABOM) define prevenção como: conjunto de providências, desde as mais simples, como conservação, lubrificação e limpeza, até as mais complexas, como instalações automáticas de combate a incêndio, sistemas automáticos de detecção, ou ainda sistemas inibidores de explosões (POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS, 1995). De acordo com a IT-02, que trata da Terminologia de Proteção Contra Incêndio e Pânico, prevenção contra incêndio e pânico é o conjunto de ações e medidas que visam a orientação das pessoas, objetivando diminuir a possibilidade da ocorrência de um princípio de incêndio e pânico, e estabelecer o comportamento a ser adotado frente à emergência (CBMMG, 2006a, p.15). O Decreto n conceitua medidas de segurança contra incêndio e pânico mais amplamente em seu artigo terceiro, da seguinte forma: É o conjunto de ações e dispositivos a serem instalados nas edificações e áreas de risco necessários a evitar o surgimento de incêndio e pânico, limitar sua propagação, possibilitar sua extinção e ainda propiciar a proteção

48 47 à incolumidade das pessoas, ao meio ambiente e ao patrimônio (MINAS GERAIS, 2008). De acordo com o mesmo artigo do decreto, pânico pode ser conceituado como susto ou pavor que, repentino, provoca nas pessoas reação desordenada, individual ou coletiva, de propagação rápida (MINAS GERAIS, 2008). Consoante com esse conceito, a Academia Brasileira de Letras define pânico como Medo súbito e avassalador, com ou sem motivo, que leva a um comportamento irracional e que pode se propagar numa coletividade (ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, 2008, p ). Segundo Berto (1991 citado por ONO, 2004), as medidas de segurança contra incêndio podem ser divididas em caráter de prevenção ou proteção, da seguinte maneira: as medidas de prevenção de incêndio são destinadas a tentar impedir o início de um incêndio, ou seja, precaver e impedir seu começo, já as medidas de proteção contra incêndio vêm em seguida, se as medidas de prevenção falharem ou não forem suficientes para conter o início do incêndio, portanto visam proteger a vida humana e os bens materiais dos incêndios já iniciados. Também diferenciaram prevenção de proteção Gill, Negrisolo e Oliveira (2008), conforme eles prevenção são as medidas de controle dos materiais combustíveis, das fontes de calor e ainda treinamento do pessoal em ações e hábitos preventivos. Medidas de proteção trabalham de modo a dificultar a propagação do incêndio assim como manter a estabilidade do edifício. Existe ainda uma subdivisão das medidas de proteção pregada por Berto (1991 citado por ONO, 2004): a medida de proteção passiva, as quais são aquelas incorporadas à estrutura da edificação ou, até mesmo o afastamento entre elas, e que não necessitem de qualquer tipo de acionamento para exercerem seu papel de

49 48 proteção ao incêndio, como por exemplo portas e paredes corta-fogo; e as medidas de proteção ativa necessitam de algum tipo de acionamento, seja manual ou automático, e são responsáveis pela detecção, alarme aos usuários ou combate ao incêndio, exemplificada pelos chuveiros automáticos (sistema de sprinklers 11 ) (ONO, 2004). Malhotra (1982 citado por CUOGHI, 2006) corrobora a conceituação das medidas de proteção passiva como sendo as que funcionam independente de acionamento, e aquelas de proteção ativa como dependentes de acionamento de emergência para funcionamento. Outro conceito muito importante dentro da SCI é o Sistema global de segurança contra incêndio, o qual é composto das ações adotadas a fim de tornar a edificação segura. Essas ações podem ser denominadas como os requisitos funcionais da construção (MITIDIERI, 2008). Berto (1991 citado por ONO, 2004) enumera os requisitos funcionais que visam garantir a segurança contra incêndio, como demonstrados no QUADRO 3 a seguir. 11 Chuveiros automáticos.

50 49 QUADRO 3 Requisitos funcionais que visam garantir a segurança contra incêndio Fonte: BERTO,1991 citado por ONO, 2004, p. 6 Del Carlo (2008) comenta que a literatura a respeito de SCI ainda é escassa no Brasil e pouco explorada em cursos de Engenharia e Arquitetura. Diz ainda que não existia o curso de Engenharia específica nessa área e constatou que nos países onde o curso existe, os formandos são totalmente absorvidos pelo mercado, este que ainda está deficiente desses profissionais. Os engenheiros de SCI estudam o desenvolvimento do fogo, da fumaça, comportamento das estruturas para propor mudanças nas regulamentações. Ainda é afirmado por Del Carlo (2008) que a Gestão de SCI é facilmente aplicada a edificações e órgãos públicos, através do detalhamento dos riscos existentes, estabelecimento de um plano para melhorias e alcance dos objetivos da Segurança Contra Incêndios e então outro plano para manutenção e acompanhamento.

51 Brigada de incêndio Brigada de incênio é um grupo organizado de pessoas, voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção, abandono da edificação, combate a um princípio de incêndio e prestar os primeiros socorros, dentro de uma área preestabelecida (CBMMG, 2006a, p. 5). A IT-12 do CBMMG trata das brigadas de incêndio no âmbito do estado de Minas Gerais. Essa norma expõe o cálculo a ser feito a fim de obter a quantidade de componentes da brigada, porém, de acordo com ser anexo A, para a classificação de presídios e similares a legislação prevê que todos os funcionários da edificação devem integrá-la (CBMMG, 2004). Caldas (2008) expõe que a presença da brigada de incêndio influencia na severidade do incêndio, visto que com a equipe treinada para o combate e prevenção o risco do incêndio dimunui. Também influencia na segurança da vida, pois a brigada gerencia uma possível evacuação. Além disso, afeta na segurança do patrimônio, porque com a redução do risco de incêndio, diminui a possibilidade de perdas materiais no caso de fogo Atribuições da brigada de incêndio Exige-se dos brigadistas através da IT-12 a execução de (CBMMG, 2004): a) ações de prevenção: Avaliação constante de riscos; inspeção dos equipamentos de combate a incêndio e rotas de fuga; orientações à população fixa e flutuante e realização de simulados e treinamentos de reciclagem.

52 51 b) ações de emergência: Adotar os procedimentos de acionamento dos brigadistas e do CBMMG; corte da energia; primeiros socorros; controle do pânico; combate ao princípio de incêndio; abandono, se necessário; recepção ao CBMMG. Há uma organização funcional para as brigadas preconizada na IT-12 do CBMMG (CBMMG, 2004). a) Brigadistas: Membros que executam as atribuições. b) Líder: É um dos brigadistas que será responsável pelas ações de emergência em seu local de ação determinado, pavimento ou compartimento. c) Chefe da brigada: É um brigadista responsável por um conjunto de compartimentos ou pavimentos. d) Coordenador Geral: É também um brigadista aprovado no processo seletivo, responsável por toda a área da planta. Portanto, o organograma da brigada varia de acordo com a planta da área. Tendo somente um pavimento ou compartimento, haverá um líder. Caso exista uma edificação com mais de um pavimento ou compartimento, haverá um líder para cada um desses e um chefe da brigada, com função de coordenação dos líderes. Se existir mais de uma edificação com mais de um compartimento ou pavimento, além dos líderes e chefes da brigada, terá a figura do coordenador geral. Salienta-se ainda que, em um período de 12 meses, o estabelecimento deve realizar no mínimo um exercício simulado com participação de toda a população, a fim de verificar tempo gasto com evacuação, atendimento de primeiros socorros, atuação da brigada, tempo de chegada do Corpo de Bombeiros, falhas operacionais e falta de equipamentos (CBMMG, 2004).

53 52 O CBMMG pode avaliar os brigadistas de uma edificação durante as vistorias. Para isso deve escolher um brigadista e lhe fazer seis dentre as vinte e três perguntas relacionadas do anexo C da IT-12. O avaliado deve acertar no mínimo três perguntas. Caso isso não ocorra, o avaliador escolherá outro brigadista. Se mais uma vez não for alcançado o número de acertos estipulados acima, será exigido um novo treinamento (CBMMG, 2004). 3.7 Estabelecimentos penais No site 12 do Ministério da Justiça, encontra-se o conceito de estabelecimentos penais como todos aqueles utilizados pela Justiça com a finalidade de alojar pessoas presas, quer provisórios quer condenados, ou ainda aqueles que estejam submetidos à medida de segurança (BRASIL, 2011a). De acordo com a Lei 7210, de 11 de julho de 1984, a qual institui a Lei de Execução Penal, Cadeia pública destina-se ao recolhimento de presos provisórios (BRASIL, 1984) Subsecretaria de Administração Prisional A Subsecretaria de Administração Prisional, integrante da Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), é responsável por gerir vagas em 120 unidades prisionais de Minas Gerais, dentre complexos penitenciários, hospitais, centros de apoio e casas de albergados. A Subsecretaria ainda mantém 2134 vagas em Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), segundo seu link no portal eletrônico 13 da SEDS (SEDS, 2011a). 12 CPTBRNN.htm 13 https://www.seds.mg.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=341&itemid=165

54 53 Em decorrência de uma das metas do Governo de Minas Gerais ser absorver todos os presos custodiados pela Polícia Civil, a SUAPI assumirá as Cadeias Públicas. Aproximadamente 80% dos presos de Minas Gerais estão sob custódia da SUAPI (cerca de 40 mil), ainda conforme (SEDS, 2011a). A Lei Delegada 112 de 25 de janeiro de 2007, a qual trata da estrutura e organização da Administração Pública do Poder Executivo do Estado, expõe. Art. 19. As Secretarias de Estado e respectivas Subsecretarias são as seguintes: [...] IV - Secretaria de Estado de Defesa Social: a) Subsecretaria de Administração Prisional; b) Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas; c) Subsecretaria de Inovação e Logística do Sistema de Defesa Social (MINAS GERAIS, 2007a). O artigo acima demonstra a inclusão da SUAPI como parte da estrutura funcional do Poder Executivo de Minas Gerais. De acordo com a Lei Delegada 117, também do dia 25 de janeiro de 2007, sobre a estrutura orgânica básica da SEDS, tem-se. Art. 3º A Secretaria de Estado de Defesa Social tem a seguinte estrutura orgânica básica: [...] XIV - Subsecretaria de Administração Prisional: a) Assessoria de Inteligência; b) Superintendência de Segurança Prisional; c) Superintendência de Atendimento ao Preso; d) Superintendência de Articulação Institucional e Gestão de Vagas e) Unidades Prisionais; [...][ Art. 5º Integram a estrutura orgânica básica da Secretaria de Estado de Defesa Social, subordinadas à Subsecretaria de Administração Prisional, as seguintes unidades prisionais:

55 54 [...] XI - Centro de Remanejamento da Segurança Pùblica/Gameleira, que passa a ser denominado Centro de Remanejamento do Sistema Prisional de Belo Horizonte - I, no Município de Belo Horizonte; [...] Parágrafo único. As unidades prisionais de que trata este artigo correspondem ao perfil denominado Unidades Prisionais de Médio Porte, assim consideradas as unidades existentes ou que vierem a ser criadas, com capacidade para receber entre cem e setecentos e noventa e nove presos (MINAS GERAIS, 2007b). O artigo 3 da Lei Delegada 117 inclui a SUAPI na estrutura orgânica básica da SEDS. Já o artigo 5 altera a denominação do Centro de Remanejamento da Segurança Pública/Gameleira para o atual termo CERESP-BH. Além disso classifica o presídio como de médio porte, que são aqueles com capacidade para receber entre 100 e 799 presos e também o integra à SEDS, porém mantendo-no subordinado à SUAPI. 3.8 Responsabilidade civil do Estado em casos omissivos Entende-se por responsabilidade civil, de acordo com (DINIZ, 2000, p. 562 citado por SANT ANA; CAMPOS, 2011, p.2). A Responsabilidade civil é a aplicação de medidas que obriguem uma pessoa a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em razão de ato por ela mesmo praticado, por pessoa por quem ela responde, por alguma coisa a ela pertencente ou simples imposição legal. Arêas 14 (2011) defende em seu estudo três pressupostos para configurar a responsabilidade civil da administração, são eles o fato administrativo, o dano (patrimonial ou moral) e a existência do nexo de causalidade entre o dano existente e o fato administrativo. 14 É advogado e Mestre em Direito pela Faculdade de Direito de Campos. Apresenta artigo disponível no site dessa faculdade no link:

56 55 E ainda Celso Antonio Bandeira de Mello cita que o Estado, assim como os outros sujeitos de direito, pode lesar alguém em determinado ato ou omissão, o obrigando a reparar o dano causado (MELLO, 1991, p. 320 citado por SANT ANA; CAMPOS, 2011). Essa responsabilidade em casos omissivos sempre ocorre como decorrência de um comportamento ilícito, ou seja, há a possibilidade de verificar a omissão de uma norma legal vigente exigindo um comportamento positivo (ARÊAS, 2011). Portanto somente se fala em comportamento inerte do Estado quando da imposição da norma, visto que, conforme Mello (2009), de acordo com o princípio da Legalidade, o Estado só cumpre o determinado em lei. Nessa seara, vale ressaltar as palavras de Sérgio Cavalieri Filho, o qual diz que se verificada omissão específica, a responsabilidade da administração seria objetiva visto que seria advinda de um dever individualizado de agir. Em nosso entender, quando o dano resulta da omissão específica do Estado, ou, em outras palavras, quando a inércia administrativa é causa direta e imediata do não impedimento do evento, o Estado responde objetivamente, como nos casos de morte de detento em penitenciária e acidente com aluno de colégio público durante o período de aula (CAVALIERI FILHO, 1998, p. 169 citado por ARÊAS, 2011, p.8). Verifica-se no exemplo citado acima da morte de detento em penitenciária um resultado proveniente de uma situação sob responsabilidade do Estado, visto que o mesmo assume o dever de manter a integridade física do detento quando do cumprimento de sua pena, visto que a Lei de Execução Penal traz em seu Capítulo IV (Dos Deveres, dos Direitos e da Disciplina) e Seção II (Dos Direitos) Art Impõe-se a todas as autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados e dos presos provisórios (BRASIL, 1984).

57 56 Consoante temos o artigo 38 do Código Penal O preso conserva todos os direitos não atingidos pela perda da liberdade, impondo-se a todas as autoridades o respeito à sua integridade física e moral (BRASIL, 1940). Faria (1998, p.177) define integridade como a qualidade de ser íntegro. A palavra íntegro pode apresentar vários significados, como: inteiro; completo; perfeito, imparcial, inatacável. Para esse autor, o entendimento de integridade para a comunidade de Direitos Humanos é do indivíduo poder manter-se inteiro e completo, com segurança e que o Estado não tente mudar seu modo de pensar. Diz ainda que a integridade física permite o ser humano exercer a sua liberdade de ir e vir com segurança (FARIA,1998, p.177). 3.9 Princípios básicos A atuação da brigada de incêndio através dos meios de SCI deve transcorrer de maneira eficiente e eficaz com a finalidade de extinguir o fogo. Para tanto, é necessária a percepção de um treinamento voltado a esses princípos da Administração Eficiência e eficácia A aplicação dos conceitos de eficiência e eficácia deve ser considerada a fim de atingir padrões de excelência, segundo estudos de Chiavenato (2007). Trazendo esse conhecimento para a ação dos brigadistas frente a um incêndio, faz-se necessário o uso desses princípios no combate e treinamento dos mesmo a fim de se esperar a atuação adequada.

58 57 A eficiência é verificada quando observa-se os recursos utilizados para realização da tarefa, fazendo as coisas corretamente (CHIAVENATO, 2007). Portanto, se um foco de incêndio pode ser extinto com utilização de 20 litros de água, e na atuação foram utilizados 100 litros, verifica-se a inobservância desse princípio, por exemplo. Emerson (1912, p. 130 citado por CHIAVENATO, 2007) esclarece que eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. Já eficácia está relacionada com o alcance dos resultados (CHIAVENATO, 2007). Ou seja, se de acordo com o exemplo do incêncio acima, mesmo com a utilização dos 100 litros de água, o princípio da eficácia foi alcançado, pois o objetivo de apagar o incêndio foi atingido. Porém o melhor resultado é obtido quando esses dois princípios são obtidos. Diante do exposto, no contexto daqueles responsáveis por operar os meios de prevenção contra incêndio e pânico de uma edificação, espera-se uma atuação de forma eficiente de modo a aplicar as técnicas e recursos corretamente e de maneira eficaz a fim de desempenhar a atividade de maneira bem sucedida.

59 58 4 INCÊNDIOS EM CADEIAS Nesta seção serão abordados alguns incêndios que ganharam repercursão na mídia ocorridos em Minas Gerais e outro ocorrido na Penitenciária Estadual Feminina (PEF) de Tucum, no Estado do Espírito Santo. Para tanto, serão utilizadas reportagens em endereços eletrônicos como fonte de informações e no último caso entrevista com a Diretora da unidade prisional de Tucum, Sra. Renata Poton Vieira. 4.1 Incêndios em cadeias de Minas Gerais Nesta seção serão abordados alguns incêndios que ganharam repercursão na mídia ocorridos em Minas Gerais. Para tanto, na maioria, serão utilizadas reportagens em endereços eletrônicos como fonte de informações. Em conformidade com o endereço eletrônido 15 da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE), resultou em 25 mortes o incêndio ocorrido na Cadeia Pública de Ponte Nova no dia 23 de agosto de 2007 (SEDESE, 2011) serao-indenizadas-pelo-governo-de-minas.html

60 59 Figura 14 - Cela da Cadeia de Ponte Nova após o incêndio do dia 23 de agosto de 2007 Fonte: Na FIG. 14 pode ser observada a cela da Cadeia de Ponte Nova após o incêndio. É possível verificar que a fumaça se propagou para fora do ambiente inicial, visto a mancha preta na parte superior das paredes. No incêndio ocorrido na Cadeia Pública de Rio Piracicaba, no dia 1 de janeiro de 2008, oito pessoas morreram (SEDESE, 2011).

61 60 Figura 15 - Cela da Cadeia de Rio Piracicaba durante o incêndio no dia 1 de janeiro de 2008 Fonte: A FIG. 15 mostra a cela da Cadeia de Rio Piracicaba ainda sendo incendiada. Observa-se o fato do fogo ocupar praticamente toda a área do quarto.

62 61 Figura 16 - Cela da Cadeia de Rio Piracicaba após o incêndio do dia 1 de janeiro de 2008 Fonte: a&open=075 A FIG. 16 mosta a situação da cela após ser dominada pelo fogo. Nas vistorias realizadas no primeiro semestre de 2009 presentes no estudo de Santos (2009), verifica-se que a Cadeia de Ponte Nova ainda não possuía PSCIP nem AVCB, apenas hidrantes e extintores. Decorrente dessas mortes ocorridas, foi publicado no Diário Oficial de Minas Gerais de 24 de julho de 2009 a autorização para o Estado pagar a pensão indenizatória e compensação às famílias das vítimas fatais dos incêndios ocorridos nas cadeias públicas dos Municípios de Rio Piracicaba e Ponte Nova por danos morais, na

63 62 quantia de 20 mil reais e materiais, pensão indenizatória no valor de um salário mínimo (MINAS GERAIS, 2009) De acordo com o site Divinews 16, em 27 de junho de 2008, três adolescentes morreram em incêndio na cadeia pública de Arcos, em Minas Gerais. Segundo os delegados responsáveis por investigar as mortes dos referidos jovens a tragédia foi causada por um preso que colocou fogo em colchão (DIVINEWS, 2008). Ainda conforme esse portal eletrônico, o então deputado Sargento Rodrigues, presidente da Comissão de Segurança Pública a cadeia de Arcos contava com nenhum sistema de combate à incêndio, assim como em outras delegacias e unidades prisionais. Pouco tempo após o incêndio na Cadeia de Arcos, em 18 de agosto do mesmo ano a cela 111 do CERESP-BH com cinco detentos foi incendiada, fatos expostos no portal eletrônico Vote Brasil 17 (VOTEBRASIL, 2008). Pelo endereço eletrônico do Uai 18, obteve-se a informação que quatro dos cinco presos morreram devido ao incêndio (FERREIRA, 2008). 4.2 Incêndio na Penitenciária Estadual Feminina de Tucum, Espírito Santo A PEF é localizada na Rodovia José Sete, no bairro Tucum, município de Cariacica pertencente ao Estado do Espírito Santo. É subordinada à Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS) e destinada ao recolhimento de detentas de acordo com sua Diretora na entrevista a seguir na-cadeia-de-arcos.html =77531/em_noticia_interna.shtml

64 63 Na tarde de 15 de agosto de 2011 várias presas fizeram uma rebelião e colocaram fogo em colchões, resultando em 39 detentas com intoxicação devido à fumaça do incêndio, as quais foram levadas para hospitais da capital capixaba. O fogo foi controlado após uma hora de combate (HERZOG, 2011). Figura 17 Incêndio na Penitenciária Estadual Feminina de Tucum, Estado do Espírito Santo em 15 de agosto de 2011 Fonte: Na FIG. 17 é possível observar o fogo se propagando além da estrutura física da PEF.

65 64 Após o incêndio a penitenciária foi desativada e as custodiadas transferidas para o novo Centro de Detenção Provisória Feminino de Vila Velha, localizado no bairro Xuri, Estado do Espírito Santo (GLOBO, 2011) Entrevista com a Diretora da Penitenciária Estadual Feminina de Tucum, Espírito Santo A fim de obter maiores informações sobre a situação dos meios de prevenção contra incêndio e pânico da PEF e atuação na evacuação e combate ao incêndio do dia 15 de agosto de 2011, foi realizada uma entrevista com a senhora Renata Poton Vieira, Diretora da PEF via no dia 29 de setembro de Renata trabalha na PEF desde janeiro de Respondeu que todos os agentes penitenciários efetivos, inclusive ela mesma, participaram de treinamentos de prevenção contra incêndios durante o curso de formação. A Diretora disse que havia cerca de 60 agentes penitenciários na PEF, os quais trabalhavam em regime de escala de 24 horas de serviço com folga de 72 horas. Sendo então 15 agentes trabalhando durante o dia e a noite. Perguntada sobre a quantidade de detentas, a entrevistada disse que o presídio de Tucum abrigava cerca de 350 internas, número comum de detentas, mesmo a capacidade da penitenciária sendo de 150 presas. Renata informou ainda o volume de visitantes que podem passar pelo presídio, cerca de

66 65 Renata disse que houve um incêndio na PEF em 15 de agosto de 2011 e muitas internas ficaram lesionadas, visto que a fumaça as deixou intoxicadas. Não houve feridos com queimaduras e todas as presas foram atendidas pela equipe de saúde no mesmo dia, e algumas foram internadas. A Diretora informou que no dia do incêndio foi necessário retirar grades e portões das celas, por isso a unidade ficou impossibilitada de manter as internas, as quais, com a desativação da PEF, foram transferidas para a nova unidade prisional feminina de Vila Velha, o Centro de Detenção Provisória Feminino de Vila Velha, localizado no bairro Xuri, Estado do Espírito Santo, com capacidade de 544 detentas. Como medidas de prevenção contra incêndio e pânico instaladas na PEF haviam extintores de incêndio e hidrantes, ambos funcionando perfeitamente, e agentes penitenciários com treinamento para caso de incêndio. A Diretora disse que o sistema de prevenção contra incêndio foi utilizado pelos agentes no último incêndio, porém não foram o suficiente para conter todo o fogo. Mas, na opinião dela os equipamentos ajudaram na extinção do incêndio, na proteção às pessoas e ao patrimônio público. Complementou dizendo que os funcionários auxiliaram o Corpo de Bombeiros após a chegada deste. Perguntada em quanto tempo demoraram para chamar o Corpo de Bombeiros, a Diretora respondeu que ela mesma acionou o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (CIODES) assim que o incêndio iniciou, o qual acionou o Corpo de Bombeiros que chegaram em aproximadamente 40 minutos.

67 66 Renata falou que não houve outro incêndio na PEF e que as medidas de prevenção contra incêndio lá instaladas ofereceram condições de atuar com segurança no incêndio.

68 67 5 CENTRO DE REMANEJAMENTO DE SEGURANÇA PRISIONAL DE BELO HORIZONTE O Centro de Remanejamento de Segurança Prisional de Belo Horizonte é localizado na Rua Cândido Souza, número 520 do bairro Nova Gameleira no município de Belo Horizonte, Região Oeste da capital mineira (SEDS, 2011b). O Centro é classificado como presídio de médio porte, já que possui capacidade de receber 404 presos. Integra a estrutura orgânica básica da SEDS e é subordinado diretamente à SUAPI. Foi assumido pela SUAPI em 2006 e funciona como porta de entrada do sistema prisional em Belo Horizonte. Sua finalidade é acolher provisioriamente, classificar e distribuir os detentos para outras unidades do sistema prisional mineiro de acordo com a Secretaria de Estado de Governo (JUSBRASIL, 2011). 5.1 Medidas de prevenção instaladas Santos (2009) em sua pesquisa agrupou vistorias em diversas cadeias públicas de Minas Gerais, as quais foram realizadas no primeiro semestre do ano de Com base nesses dados, verifica-se que o CERESP-BH não possui o Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico, ou seja, os elementos formais construtivos relativos à prevenção contra incêndio não passaram por análise do CBMMG, consequentemente não tem o AVCB, emitido pelo Corpo de Bombeiros quando a edificação possui aptas as condições de segurança contra incêndio e pânico previstas na legislação.

69 68 Identifica-se também no estudo de Santos (2009), a existência apenas de hidrantes e extintores. O Diretor Geral do CERESP-BH, senhor Marinho, em entrevista dada presente nesse capítulo, confirma essa informação e acrescenta a existência de algumas luzes de emergência assim como placas sinalizando certas saídas. Portanto há ausência das saídas de emergências, brigada de incêndio, iluminação e sinalização de emergência incompleta. O Diretor ainda informa a presença de uma RTI de 60 mil litros, apesar da bomba somente funcionar com acionamento manual. 5.2 Entrevista e visita técnica com o Diretor Geral do Centro de Remanejamento de Segurança Prisional de Belo Horizonte As informações da visita técnica realizada com o senhor Marinho Rômulo de Avelar Filho, Diretor Geral do CERESP-BH no dia 16 de setembro de 2011 foram condensadas abaixo com a entrevista com o Diretor ocorrida em 19 de setembro de Quando perguntado há quanto tempo trabalhava no CERESP-BH, respondeu que havia quatro anos e há 18 estava no sistema prisional. Questionado se existe brigada de incêndio no presídio, disse que não. Outra pergunta foi se já foram executados treinamentos ou simulados de incêndio no presídio e, se sim, com qual frequência ocorre. O entrevistado comentou que o CERESP-BH possui apenas cinco agentes que foram treinados a manusear as mangueiras para combate a incêndio na oportunidade da entrega de uma remessa delas em 2009, contudo não podia afirmar se esses funcionários ainda se encontravam trabalhando no presídio ou se haviam sido transferidos. Quanto aos simulados de incêndio, afirmou nunca ter sido realizado nenhum na cadeia.

70 69 Questionado sobre a área e a quantidade de funcionários do CERESP-BH, o Diretor Geral afirmou aquela ser aproximadamente 7000 metros quadrados e a cadeia possuir 456 servidores. A respeito do público interno, ao ser perguntado do número aproximado de funcionários trabalhando durante o dia e durante a noite, o senhor Marinho disse ser pelo dia 125 e 30 a noite. Sobre o número de presos custodiados até a data da entrevista, o Diretor afirmou ser de 1250 presos, porém a quantidade comum é de aproximadamente 1500 detentos. Apesar de comentar da capacidade de apenas 404 vagas. Foi perguntado qual o volume de visitantes que podem passar pelo CERESP-BH por dia. O entrevistado confirmou ser durante os dias de semana aproximadamente 100 pessoas, já nos finais de semana 250 visitantes. Dentro da seara da prevenção, foi perguntado ao entrevistado quais medidas de prevenção contra incêndio e pânico estão instaladas no CERESP-BH. Como resposta obteve-se que o Centro passou por reformas durante os anos de 2009 e 2010, sendo uma das áreas contidas nela a prevenção contra incêndio e pânico. Diante disso afirmou ter hidrantes instalados e extintores posicionados em locais aleatórios, como no chão e no corredor, obstruindo a saída. O Diretor comentou não saber o melhor local para posicionar os extintores, por isso os colocaram de maneira despadronizada.

71 70 Contra pânico disse possuírem algumas luzes de emergência, das quais algumas, mesmo após a reforma, encontram-se queimadas e placas sinalizando certas escadas e saídas. A respeito do volume da Reserva Técnica de Incêndio (RTI), água destinada ao combate a incêndio, do presídio e se a bomba de incêndio está funcionando adequadamente, o Diretor falou que o volume da RTI é de 60 mil litros de água, já a bomba somente funciona através de acionamento manual. Sobre se já houve incêndio no presídio e caso tivesse tido, quais foram os procedimentos adotados, Marinho respondeu que já ouve fogo e na época não tinham os hidrantes funcionando. Na oportunidade os funcionários utilizaram baldes com água para apagar o fogo. Disse que o incêndio ocorreu na cela 111, uma daquelas reservadas para cumprimento de penalidades relativas a ações que desrespeitem as normas do presídio. Os presos alocados na cela incendiada foram retirados e encaminhados à enfermaria da unidade, onde foram realizados os primeiros socorros até a chegada das viaturas do Sistema de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). Questionado se há alguém treinado para remoção dos detentos em caso de incêndio o entrevistado disse não. Arguído se, em sua opinião as medidas de prevenção contra incêndio e pânico instaladas no CERESP-BH oferecem condições de atuar com segurança em caso de incêndio, o mesmo respondeu não mais uma vez, porque precisam treinar os servidores no que tange a como atuar em casos de incêndio. Finalizando a entrevista, perguntado se o Diretor tinha alguma sugestão para melhorar a situação da prevenção contra incêndio e pânico no CERESP-BH, ele

72 71 sugeriu que o CBMMG, a maior referência no assunto, ministrasse palestras ou treinamentos para seus servidores.

73 72 6 RESULTADOS No dia 26 de setembro de 2011, foram aplicados 100 questionários aos servidores do CERESP-BH a respeito de conhecimentos relativos à prevenção contra incêndio e pânico no presídio. Esses 100 servidores da amostra correspondem a aproximadamente 23% do total de funcionários do respectivo Centro. Daqueles que responderam o questionário, 74 são do gênero masculino, os quais representam 74% da amostra, e 26 do gênero feminino, representando 26%, conforme pode ser observado do GRAF. 1. GRÁFICO 1 Gênero dos servidores do CERESP-BH, setembro de 2011 Fonte: Elaborado pelo autor Dos funcionários da amostra, 46% encontravam-se na faixa etária de 21 a 30 anos, 44% entre 31 a 40 anos e 10% possuíam entre 41 a 50 anos, de acordo com o GRAF. 2.

74 73 GRÁFICO 2 Idade dos servidores do CERESP-BH, setembro de 2011 Fonte: Elaborado pelo autor Quanto ao tempo de serviço no CERESP-BH, verifica-se que 73% dos funcionários trabalham no presídio há até cinco anos, enquanto os demais, 27%, entre seis e dez anos. Percentagens extraídas do GRAF. 3 a seguir. GRÁFICO 3 Tempo de serviço no CERESP-BH, setembro de 2011 Fonte: Elaborado pelo autor

75 74 Perguntados se sabem o que são medidas de prevenção contra incêndio e pânico, apenas 35% dos funcionários responderam que conhecem, como pode ser visto no GRAF. 4. GRÁFICO 4 Conhecimento dos servidores do CERESP-BH sobre medidas de prevenção contra incêndio e pânico, setembro de 2011 Fonte: Elaborado pelo autor Constata-se a partir do GRAF. 5 o fato de apenas 37% dos funcionários conhecerem a localização das medidas de prevenção contra incêndio e pânico instaladas no CERESP-BH. Ou seja, somente aproximandamente 56% dentro dos 65% que sabem o que essas medidas são, sabem onde elas estão instaladas.

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