Ordem dos. Farmacêuticos. Actualidade. Entrevista. REVISTA da. Proclamada a Ordem dos Farmacêuticos de Angola

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1 Ordem dos REVISTA da Farmacêuticos de ANGOLA Trimestral Ano I Número 1 JAN-MAR 2014 Director: Boaventura Moura Actualidade Proclamada a Ordem dos Farmacêuticos de Angola A Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA) já é uma realidade, o que representa uma grande honra para todos os profissionais e uma mais-valia para o nosso país. Entrevista Boaventura Moura Formação e deontologia são prioridades Conselho Farmacêutico Medicamentos genéricos O que é um medicamento genérico, como identificá-lo, quais as garantias de eficácia, segurança, qualidade e vantagens. Folha Farmacoterapêutica Orgão Informativo do CINFARMA O Centro de Informação sobre Medicamentos como suporte farmacoterapêutico. Documentos Boas práticas de farmácia Uma resolução da Associação dos Farmacêuticos dos Países de Língua Portuguesa (AFPLP).

2 Este é o seu Website! Consulte-o regularmente. Informação actualizada sobre a profissão e o sector farmacêutico

3 2 Janeiro/Março Revista 2014 da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Revista da Ordem dos Farmacêuticos Janeiro/Março de Angola Editorial Índice Boaventura Moura Bastonário e Presidente do Conselho Nacional Partilhar conhecimentos e informação N Nas suas mãos tem o primeiro número da revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA). Através desta publicação trimestral procuraremos partilhar conhecimentos, informação e experiências no seio da comunidade farmacêutica, promover o exercício da nossa profissão e as boas práticas de farmácia, reafirmando o compromisso ético-deontológico, humano, e a nossa contribuição decisiva para a melhoria da saúde e do bem-estar da população do nosso país. Também poderá encontrará nas suas páginas, estudos, documentos e a legislação com relevância para a nossa profissão, bem como notícias de actualidade, eventos e formação. Tal como o nosso website, a revista da OFA pretende ser um meio de comunicação interactivo dos farmacêuticos, pelo que o(a) incentivamos a colaborar enviando-nos sugestões, comentários e artigos. O farmacêutico deve ter conhecimentos, capacidades e atitudes adequados às funções que desempenha. Deve manter-se informado aos níveis profissional, científico, Tal como o nosso website, a revista da OFA pretende ser um meio de comunicação interactivo, pelo que o(a) incentivamos a colaborar enviando-nos sugestões, comentários e artigos técnico, tecnológico, ético e legal, de modo a poder assumir um nível de competência ajustado à prestação de uma prática farmacêutica eficiente. Tudo faremos para que a revista da OFA contribua para este objectivo. Actualidade Angola na vice-presidência do Farmed O Fórum das Agências Reguladoras do Medicamento do Espaço Lusófono (FARMED) realizou a sua primeira reunião plenária, a 28 de Novembro, em Lisboa. Pag. 4 Proclamação da Ordem dos Farmacêuticos de Angola A Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA) foi proclamada, em Luanda, no dia 25 de Outubro. Na cerimónia, homologada pelo Secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Masseca, em representação do Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, foram empossados os membros dos órgãos sociais, nomeadamente a Mesa da Assembleia Geral, o Conselho Nacional e o Conselho Fiscal Pág. 6 Entrevista Bastonário Boaventura Moura Na primeira grande entrevista após a eleição como bastonário e presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Farmacêuticos de Angola, Boaventura Moura revela quais são as prioridades e objectivos do seu mandato Pág. 8 Conselho Farmacêutico Medicamentos genéricos O que é um medicamento genérico, como identificá-lo, quais as garantias de eficácia, segurança, qualidade e vantagens Pág.10 Folha Farmacoterapêutica Órgão informativo do CINFARMA O órgão informativo do CINFARMA Centro de Informação Farmacêutica - Departamento de Farmacovigilância DNME/MINSA Pág. 11 Congressos X Congresso Mundial As conclusões do X Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa Pág. 15 Espaço AFPLP Boas práticas Resolução sobre as boas práticas de farmácia Pág. 18 Opinião A profissão A profissão do farmacêutico Pág. 22 Ficha Técnica Propriedade: Ordem dos Farmacêuticos de Angola Director:Boaventura Moura Endereço: Rua Kwame Nkrumah, nº 52 / 53, Maianga, Luanda, Angola. Tel.: (+244) / s: Web site: Editor: Marketing For You, Lda / Jornal da Saúde Publicidade: Márcia da Costa Tel.: (+244) / Periodicidade: trimestral Design e maquetização: Fernando Almeida Impressão e acabamento: Damer Gráficas, SA Tiragem: exemplares

4 24 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Janeiro/Março 2014 Editorial Actualidade Angola na vice-presidência do FARMED Membros aprovam os objetivos e a estratégia a médio e longo prazo O Director Nacional de Medicamentos e Equipamentos, Boaventura Moura, participou na primeira reunião plenária do Fórum das Agências Reguladoras do Medicamento do Espaço Lusófono (FARMED) que reuniu, a 28 de Novembro, na sede do Infarmed, em Lisboa, representantes das agências reguladoras do medicamento e produtos de saúde dos países do espaço lusófono. O encontro constituiu a concretização da declaração de compromisso assinada em Luanda, no passado mês de Maio, que formalizou a criação do FARMED e definiu o conjunto dos princípios fundadores que devem orientar a atividade desta rede. O FARMED visa, através da mútua colaboração, criar um quadro convergente de atuação para estimular o fortalecimento das capacidades nacionais, promover e garantir o acesso e o uso racional de medicamentos de qualidade, eficazes e seguros, contribuir para o desenvolvimento sustentado do setor e dos respectivos sistemas de saúde, e para a eliminação das barreiras a esse desenvolvimento. Assim, reunidos pela primeira vez em sessão plenária, os membros do FARMED aprovaram os objetivos e a estratégia a médio e longo prazo, as suas regras de funcionamento, a sua identidade visual e elegeram também os seus corpos dirigentes, para um mandato de dois anos. O Director Nacional de Medicamentos e Equipamentos de Angola, Boaventura Moura, foi eleito como primeiro vice-presidente do Conselho Directivo do FARMED, para cuja presidência foi eleito o Presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, tendo sido também eleitos os membros da Assembleia Geral, do Comité Consultivo de Alto Nível e do Secretariado. O acesso ao medicamento, reforço da regulamentação, combate aos medicamentos falsificados, comprovação de qualidade e formação de recursos humanos, foram algumas das áreas contempladas no plano de acção acordado durante a reunião. Boaventura Moura foi acompanhado por Pombal Mayembe e João Novo. Declaração de Lisboa No final do dia foi assinada a Declaração de Lisboa que resume os objetivos estratégicos, as áreas de atuação e o compromisso dos seus membros em tornar o FARMED numa rede de referência indissociável do sector do medicamento do espaço lusófono. Na ocasião, Eurico Castro Alves, salientou que os responsáveis pelas agências reguladoras do medicamento do espaço lusófono, tomaram um conjunto de decisões para que esta rede seja efectivamente um catalisador do desenvolvimento e da consolidação da regulação do setor farmacêutico no espaço lusófono, através da partilha e discussão de boas práticas, de fomento do intercâmbio de experiências, tecnologia e informação na área do medicamento. Aludindo ao atual contexto socioecómico que o país atravessa, o Ministro da Saúde de Portugal, Paulo Macedo, que presidiu à cerimónia de assinatura da Declaração de Lisboa, salientou que a partir das dificuldades surgem oportunidades de, numa visão integrada, alicerçar no sector da saúde fontes de desenvolvimento económico e social que se traduzem elas próprias numa resposta estrutural às fragilidades económicas que atravessamos. O Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos de Angola, Boaventura Moura, apresentou cumprimentos ao Bastonário da sua congénere portuguesa,maurício Barbosa, por ocasião da 1ª reunião plenária do FARMED. Estiveram ainda presentes: pela parte de Angola, o presidente do Conselho Fiscal da OFA, Pombal N gonga Mayembe, e João Novo; pela parte portuguesa, o vice-presidente, José Vieira Gavino.

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6 26 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Janeiro/Março 2014 Editorial Proclamação da OFA Parabéns farmacêuticos A ordem dos Farmacêuticos de Angola (ofa) já é uma realidade, o que representa uma grande honra para todos os profissionais e uma mais-valia para o nosso país. A proclamação aconteceu no final do mês de outubro. entre as suas atribuições destaca-se a colaboração na definição e execução da política de saúde em cooperação com o estado, a defesa da dignidade da profissão farmacêutica, a atribuição do título profissional e a regulamentação do exercício da respectiva profissão. A cerimónia, homologada pelo secretário de estado da saúde, carlos Alberto Masseca, em representação do Ministro da saúde, José Van-Dúnem, serviu igualmente para a tomada de posse de Boaventura Moura como primeiro Bastonário e presidente do conselho nacional da ofa, de João Lelessa como presidente da mesa da Assembleia Geral, e de Pombal Mayembe, como presidente do conselho Fiscal, para um mandato de quatro anos. estiveram ainda presentes para testemunhar o acto, o bastonário da ordem dos Farmacêuticos de Portugal, Maurício Barbosa, José Luís Pascoal em nome do Governo da Província de Luanda, bastonários das ordens profissionais existentes em Angola, representantes de associações da saúde, directores centrais e provinciais do Ministério, entre outras altas individualidades. o secretário de estado da saúde, carlos Alberto Masseca, considera que a ordem tem a responsabilidade de velar pela formação contínua e permanente dos profissionais deste sector, como também fazer cumprir o código de ética e deontologia constante dos estatutos aprovados na assembleia constituinte da ofa. MoMento histórico: Boaventura Moura toma posse como primeiro Bastonário da OFA, na presença do Secretário de Estado da Saúde, Carlos Masseca, e do presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Lelessa Pombal N gonga Mayembe toma posse como presidente do Conselho Fiscal A mesa da presidência constituída pelo primeiro secretário do comité de especialidade dos médicos do MPLA, José Luís Pascoal, o Secretário de Estado da Saúde, Carlos Masseca, o Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, Maurício Barbosa, e o recém empossado presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Lelessa

7 Janeiro/Março 2014 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola 7 angolanos! Foto de família: os corpos sociais da OFA, acompanhados pelo Secretário de Estado da Saúde, Carlos Masseca, e demais convidados A sala, totalmente lotada, acolheu farmacêuticos e ilustres convidados que dignificaram o acto com a sua presença

8 28 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Janeiro/Março 2014 Editorial Entrevista Formação, deontologia e pesquisa científica aplicada são prioridades da Ordem dos Farmacêuticos Boaventura Moura foi eleito Bastonário e Presidente do Conselho Nacional, com 96,23 % dos votos O farmacêutico Boaventura Moura tomou posse a 25 de Outubro como Bastonário e presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA), após a sua eleição com 96,23 % dos votos. Em entrevista à Revista da OFA, Boaventura Moura afirma que a Ordem vai dar coesão à classe, defender a dignidade da profissão, promover os princípios deontológicos, emitir pareceres e cooperar na execução da política de saúde, impulsionar a formação e a investigação científica aplicada. A OFA será o símbolo de identificação do farmacêutico, garante. Para o Bastonário, a existência de uma entidade ético deontológica que regulasse o exercício da profissão farmacêutica era indispensável em Angola. A criação da Ordem dos Farmacêuticos constituía uma necessidade que se impunha há algum tempo, desde que ultrapassámos o número de 100 profissionais. A nova entidade tem três comissões especializadas, designadamente: Legislação, Ética e Deontologia; Assistência Farmacêutica; Ensino e Capacitação. Atribuir o título profissional de farmacêutico, de farmacêutico estagiário e regulamentar o exercício da respectiva profissão é uma das principais atribuições

9 Janeiro/Março 2014 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola 9 Sentados, da esquerda para a direita: Vice-Presidente, António Pedro Kutala Zangulo, Vice-Presidente, Helena Vilhena, Representante do Ministério da Saúde, Daniel António (Director do GEPE), Bastonário e Presidente do Conselho Nacional, Boaventura Moura e Tesoureiro, António Quinta. Em pé, da direita para a esquerda: Lucinda Figueiredo, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia-geral, João Lelessa, Presidente da Mesa da Assembleia-geral, Assunção Correia Pascoal, Secretária da Mesa da Assembleia-geral, Pombal Mayembe, Presidente do Conselho Fiscal, José Joveta, Vice-Presidente do Conselho Fiscal, Wilson Anilba, Secretário do Conselho Fiscal e Sheila Marisa, membro do Conselho Nacional. da Ordem. Na área da formação, será dada prioridade às áreas de farmácia hospitalar, farmácia clínica, farmacoepidemiologia, vertente regulamentar e registo. A farmacoepidemiologia visa promover a aquisição / aprofundamento de conhecimentos e capacidades que permitam avaliar o impacto positivo e negativo da utilização de medicamentos pela comunidade. Segundo Boaventura Moura, a Ordem dos Farmacêuticos irá colaborar na definição e execução da política de saúde em cooperação com o Estado, elaborar estudos, emitir pareceres e propor soluções em matéria de política da saúde que possibilitem a solução de problemas relacionados directa ou indirectamente com a categoria e o profissional farmacêutico. Coadjuvar o Estado no exercício da actividade farmacêutica, bem como na disciplina, controlo e uso de medicamentos, meios de diagnóstico, produtos químicos, biológicos e alimentares, cooperar com outras entidades congéneres a nível internacional e colaborar com os países de língua portuguesa no domínio das ciências farmacêuticas, constituem outras das competências. Campo científico e cultural No campo científico e cultural incumbe à Ordem dos Farmacêuticos manter, organizar e actualizar a biblioteca, editar publicações periódicas, organizar estágios, pesquisas, cursos de pósgraduação, aperfeiçoamento e reciclagem, bem como promover a realização ou participação em congressos, seminários, conferências e outras actividades, contribuindo assim para a actualização dos conhecimentos dos profissionais sobre temas inerentes à actividade farmacêutica e às demais áreas da saúde. De acordo com o Bastonário, promover a pesquisa científica aplicada à actividade farmacêutica, credenciar farmacêuticos especialmente qualificados para intervirem em acções específicas, acreditar e creditar acções de formação contínua, são outras das atribuições. Qualidade nos serviços farmacêuticos No campo profissional e económico, a OFA irá colaborar com o Estado na certificação de serviços públicos e privados, incluindo o reconhecimento da respectiva idoneidade e coadjuvá-lo na garantia de qualidade nos serviços farmacêuticos prestados, bem como colaborar com o Ministério da Saúde em todos os aspectos relacionados com as farmácias comunitárias, hospitalares, análises clínicas, análises bromatológicas e hidrológicas, indústrias farmacêuticas e ensino farmacêutico, bem como nos estabelecimentos de comércio por grosso de medicamentos de uso humano e veterinário, e ainda em todos os organismos onde sejam praticados actos farmacêuticos. A Assembleia Geral Constituinte da OFA reuniu, no auditório do CNO, a 17 de Agosto, 106 farmacêuticos préinscritos, com capacidade eleitoral, que votaram na lista apresentada para os Orgãos Sociais Finalmente, segundo Boaventura Moura, compete também à Ordem propor aos órgãos de poder político as medidas legislativas adequadas ao eficaz exercício da profissão e colaborar na sua execução tendo em vista a defesa dos superiores interesses da saúde pública. Cooperar com o Estado na regulamentação do ingresso e acesso dos farmacêuticos nas carreiras da função pública, emitir e revalidar cédulas profissionais e atribuir títulos de especialidade são outras das competências da OFA. Orgãos Sociais da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Eleitos na Assembleia Geral Constituinte, no dia 17 de Agosto de 2013, em Luanda Mesa da Assembleia Geral Dr. João Lelessa Presidente Dra. Lucinda Gualdino de Matos Agostinho Figueiredo Vice-Presidente Dra. Assunção Pedro Catihe Pascoal Secretária Conselho Nacional Dr. Boaventura Moura Bastonário e Presidente do Conselho Nacional Dr. António Pedro Kutala Zangulo Vice-Presidente Dra. Helena da Silva Carvalho de Vilhena Vice-Presidente Dra. Genoveva Luciana Ngueve Coelho Secretária Dr. António Quinta Tesoureiro Conselho Fiscal Dr. Pombal N`gonga Mayembe Presidente Dr. José Alfredo Joveta Vice-Presidente Dr. Wilson Valdemar Gomes Anilba Secretário

10 210 Revista da da Ordem dos Farmacêuticos de de Angola Janeiro/Março 2014 Editorial Conselho Farmacêutico Medicamentos Genéricos Nesta edição procedemos a uma breve abordagem sobre o que é um medicamento genérico, como identificá-lo, quais as garantias de eficácia, segurança, qualidade e vantagens dos mesmos. Dr.ª Helena Vilhena Dr.ª Lucinda Figueiredo Os Medicamentos Genéricos são medicamentos com a mesma substância activa, forma farmacêutica, dosagem e com a mesma indicação que o medicamento original da marca que serviu de referência. A indústria de medicamentos genéricos teve origem na década de 60, por iniciativa do governo dos Estados Unidos de America (EUA). Mas foi em 1984 que os norte-americanos estabeleceram os critérios que viriam a ser adoptados internacionalmente para o registo dos medicamentos genéricos. O modelo para a produção dos medicamentos genéricos nos EUA foi estabelecido em 1984 com base no Hatch-Waxman ( e Drug Price Competition and Patent Term Restoration Act) que é uma lei que incentiva a produção de medicamentos genéricos pela indústria farmacêutica e criou um sistema moderno de regulamentação dos medicamentos genéricos. O nome informal vem de dois patrocinadores do acto, Henry Waxman da Califórnia e Orrin Hatch. Os medicamentos genéricos estão sujeitos às mesmas disposições legais dos outros medicamentos, apesar de se dispensar a apresentação de ensaios pré-clínicos e clínicos, desde que seja demonstrada a bioequivalência com base em estudos de biodisponibilidade ou, quando estes não forem adequados, equivalência terapêutica por meio de estudos de farmacologia clínica apropriados, solicitados pela entidade reguladora de cada país. Os testes de bioequivalência, na grande maioria dos casos, asseguram que o medicamento genérico é equivalente terapêutico do medicamento de referência, ou seja, que apresenta a mesma eficácia clínica e a mesma segurança em relação ao mesmo. Graças a estes testes, os medicamentos genéricos são intercambiáveis ou seja, por lei, podem substituir os medicamentos de referência indicados nas prescrições médicas. A troca, quando o médico não prescrever directamente o genérico, pode ser recomendada pelo farmacêutico responsável, com absoluta segurança para o utente. A apresentação de um fármaco por nome genérico por Denominação Comum Internacional (DCI) indica uma prescrição de base mais científica e mais racional. Os medicamentos genéricos são identificados pela sigla - MG - inserida na embalagem exterior do medicamento e têm um preço inferior ao medicamento original o que constitui uma vantagem. Apesar das controvérsias em torno da economia, com os medicamentos genéricos a indústria farmacêutica ganhou competitividade, disponibilizando genéricos com qualidade comprovada e beneficiando a população através de oferta de medicamentos seguros eficazes em larga escala e a preços competitivos. Referências 1. php/medicamento-generico content /s/78/c/13785/

11 Janeiro/Março 2014 Folha Farmacoterapêutica Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola 11 REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA SAÚDE DIRECÇÃO NACIONAL DE MEDICAMENTOS E EQUIPAMENTOS Órgão informativo CINFARMA Centro de Informação Farmacêutica no Departamento de Farmacovigilância DNME/MINSA MENSAGEM DE ABERTURA Todo o nosso esforço tem um único objectivo: melhores dias para você, a sua família e a nossa profissão... Com o seu apoio e amizade temos conseguido muito, e ainda chegaremos lá. Sentimo-nos realizados com a valorização da nossa profissão, a sua alegria, prosperidade e felicidade. Nós acreditamos que é preciso acreditar. Nós acreditamos que só acreditando é possível construir. Nós acreditamos que só construindo conseguiremos vencer. Nós acreditamos em nossa profissão. Em você. Por isso, apresentamos-lhe mais uma realização farmacêutica, a qual gostaríamos que fizesse parte do seu quotidiano laboral, para sua actualização profissional. Pedimos-lhe que contribua para sua melhoria, pois esta Folha Farmacoterapêutica estará sempre presente nesta sua Revista. Abraça esta causa! CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS COMO SUPORTE FARMACOTERAPÊUTICO O Centro de Informação Farmacêutica é o local que reúne, analisa, avalia e fornece informação sobre medicamentos, visando o seu uso racional. O Cinfarma apoia a prática clínica de profissionais da saúde na terapêutica medicamentosa de um paciente específico. Deve prover informações claras, precisas, imparciais, em tempo útil e aplicáveis sobre medicamentos de modo a promover o seu uso racional. Para alcaçar este objectivo, utiliza informação técnico-científica objectiva, actualizada e pertinente, devidamente processada e avaliada. Também deve responder a perguntas relacionadas com o uso de medicamentos (informação reactiva). Actividades de um Centro d e Informação Farmacêutica Participação efectiva em comissões, tais como de Farmácia e Terapêutica e Infecção Hospitalar. Publicação de material educativo/informativo, como boletins, alertas, colunas em jornais, etc. Educação: estágio, cursos sobre temas específicos da farmacoterapia. O que é o CINFARMA? Revisão do uso de medicamentos. Actividades de pesquisa sobre o uso de medicamentos. Coordenação de programas de Farmacovigilância. Em suma, é importante notar que a primeira actividade, responder a perguntas, é a principal e à qual será dedicada a maior parte do tempo. Nos EUA, existem 68 CIM. Dedicados a esta actividade são cerca de 35 %. Em segundo lugar, com 14% do tempo dispendido, está a participação na Comissão de Farmácia e Terapêutica. A estruturação de um CIM deve contemplar dois aspectos essenciais: a) Contar com um farmacêutico especialista em informação sobre medicamentos, com treino e experiência clínica. b) Ter bibliografia sobre medicamentos, reconhecida internacionalmente. Deve-se notar, entretanto, que a maturidade de um Centro só poderá ser alcançada com trabalho multiprofissional efectivo e a execução de actividades com qualidade em benefício da população. O Director Nacional Boaventura Moura

12 12 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Janeiro/Março 2014 Folha Farmacoterapêutica INTRODUÇÃO O Ministério da Saúde é o Departamento Ministerial que tem por missão propor a formulação, condução, execução e controle da política relativa à saúde e ao exercício das correspondentes funções normativas, visando a cobertura do país e a contribuição para o desenvolvimento social e humano. No cumprimento das suas atribuições, no que concerne a aplicação da Política Nacional Farmacêutica, em que as bases constam no Decreto Presidencial nº180/10 de 18 de Agosto (artigo 27 capítulo VII), tem já organizado um centro de informação, abreviadamente designado por CIN- FARMA no Departamento de Farmacovigilância da DNME, Autoridade Reguladora do Sector Farmacêutico, sito na Rua Dr. Américo Boavida, nº 81,1º andar. É um serviço que estará disponível aos profissionais das ciências farmacêuticas e das ciências de saúde, no geral, directores técnicos e assistentes farmacêuticos das entidades autorizadas para o exercício farmacêutico, prescritores, docentes e discentes do ensino farmacêutico e das ciências de saúde, no geral. O desequilíbrio no binómio benefício-risco está presente no quotidiano da farmacoterapia, incluindo reacções adversas e medicamentosas que causam significativa morbimortalidade, diminuem a qualidade de vida, apresentam aumento relevante nos custos da saúde e, por estas razões, constitui um problema de grande dimensão nos hospitais. Alguns estudos internacionais em hospitais, têm descrito, por exemplo, que as reacções adversas a medicamentos (RAM) foram responsáveis por, ou contribuíram para, 6.6% dos internamentos hospitalares e ocorreram quatro vezes mais durante o internamento. As RAM foram responsáveis por 4% da ocupação hospitalar e 0,15% das mortes, sendo que 70% seriam evitáveis. As interacções medicamento-medicamento ocorreram em 37% dos pacientes internados e, em 12% dos casos, foram consideradas graves. Estas interacções estão fortemente associadas à duplicação do tempo de permanência no hospital e ao aumento do custo dos internamentos. Os erros de medicação foram identificados em 44% das prescrições de medicamentos de alto risco (principalmente Heparina, Fentanil e Midazolam) e, em média, ocorreram 3,3 erros por prescrição. A Organização Mundial de Saúde reconhece que os Centros de Informação sobre Medicamentos estão entre as actividades mais efectivas para promover o uso racional de medicamentos. Um medicamento deve ser acompanhado de informação apropriada conforme a alínea 3 do artigo 27 do Dec.180/10. A qualidade desta é tão importante quanto a qualidade do produto, pois a promoção dos medicamentos pode inf luenciar em grande medida a forma em que os mesmos são utilizados. A monitoria e o controlo destas actividades são partes essenciais de uma Política Nacional Farmacêutica. A necessidade de serviços de informação sobre medicamentos é mais evidente quando se considera que a documentação que, frequentemente, está ao alcance dos profissionais da saúde é aquela proporcionada pela indústria farmacêutica e, portanto, com alto componente publicitário e comercial. Além disso, a entrega de amostras grátis para os profissionais de saúde as quais, geralmente, acompanham a publicidade dos medicamentos influi de forma quase compulsiva na prescrição médica, evitando a análise objectiva e científica que se requer na consideração das alternativas de tratamento. Por isso, medidas devem ser adoptadas para melhorar a farmacoterapia. A disponibilidade, acessibilidade e uso de informação independente sobre a medicamentos, em formato apropriado e relevante para a prática clínica actual, estão entre as medidas preconizadas pelo Cinfarma, o que é fundamental para o uso racional e efectivo de medicamentos. A Política Nacional Farmacêutica prevê a edição e revisão da Lista Nacional de Medicamentos Essenciais, a publicação e actualização do Formulário Nacional de medicamentos como estratégias para a promoção do uso racional de medicamento.

13 Janeiro/Março 2014 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola 13 CENTRO DE INFORMAÇÃO FARMACÊUTICA, DESEMPENHO ECONÓMICO E TERAPÊUTICO Tradicionalmente, os farmacêuticos são disseminadores de informação sobre medicamentos, estejam em farmácias comunitárias ou hospitalares, de modo informal. Nos EUA, os farmacêuticos são os profissionais que mais actuam nos Centros de Informação sobre Medicamentos, o que também se observa no Brasil, Chile e Espanha, entre outros países. O CINFARMA é uma alternativa para facilitar o acesso e a disponibilidade da informação, diminuindo os custos hospitalares, pela racionalização do uso de medicamentos, como por exemplo ao evitar o prolongamento de internamentos devido a RAM e erros de medicação. Estudo norte-americano concluiu que a redução de custos pelo uso de informação apropriada, preconizada pelos CIM e utilizada pelos profissionais de saúde, supera os custos de manutenção destes centros de três a treze vezes. A equipa de saúde e os pacientes de um hospital devem contar com informação objectiva e independente sobre medicamentos, o que pretende fazer o CINFARMA. Em estudos realizados na Noruega, 100% dos médicos opinaram que estes centros forneceram informação de alta qualidade sobre medicamentos utilizados durante a gravidez e, em 92% dos casos, essa informação teve impacto clínico positivo. Factores causadores de problemas na farmacoterapia em hospitais incluem: sistemas deficientes de distribuição de medicamentos, aplicação inadequada da informação do produto no que se refere à sua preparação e administração, informação inadequada do prescritor, falta de conhecimentos sobre as características farmacocinéticas dos medicamentos, pressão mercadológica da indústria farmacêutica que leva à seleção inadequada de medicamentos, actuação não efectiva da Comissão de Farmácia e terapêutica. Por isso, o CINFARMA tem um papel fundamental para a melhoria terapêutica e, consequentemente, o cuidado de saúde do paciente. FONTES DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS Um dos maiores desafios dos profissionais da saúde, no que concerne o apoio às suas práticas, é o acesso e o uso de informação apropriada e independente sobre medicamentos, sobretudo, considerando a facilidade de acesso a informação promocional da indústria farmacêutica. Com o avanço da Internet, este quadro tem mudado. Porém, grande parcela da informação gratuita e de boa qualidade disponível está escrita na língua inglesa Os aspectos mais importantes na escolha de uma fonte de informação sobre medicamentos são: imparcialidade, padrão científico, actualização, língua e custo. Como muitas fontes utilizadas são internacionais, os farmacêuticos que actuam nestes centros devem ter capacidade de leitura e de textos escritos em inglês, pois estas fontes de informação podem ser classificadas em primárias, secundárias e terciárias, devendo sempre priorizar-se as primárias por terem vantagem de serem mas actualizadas, porque são onde, de modo geral, surge o conhecimento.

14 14 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Janeiro/Março 2014 Folha Farmacoterapêutica SAlvE vidas: NOTIFIqUE! você pode reduzir o sofrimento e salvar a vida de milhares de pacientes com uma atitude: notificar suspeitas de reacções adversas a medicamentos. Notifique, o quanto antes, todas as reacções adversas que considerar de importância clínica (OMS). A Reacção Adversa a um medicamento é qualquer efeito prejudicial ou indesejável que se apresenta após a administração em doses normalmente utilizadas no homem para a profilaxia, diagnóstico, tratamento e prevenção de uma enfermidade. A avaliação do risco implica identificar, caracterizar, confirmar e quantificar os factores de risco que o medicamento poderá produzir na população. Existe um modelo da ficha de Notificações das Reacções Adversas a Medicamentos disponível no Departamento Nacional d e Farmacovigilância/DNME, que permite a recolha de informações sobre os efeitos indesejáveis de medicamentos. Este documento é de extrema importância, atendendo a que ainda existem no País dificuldades de se saber ao certo as inúmeras reacções que os mesmos têm provocado aos pacientes. Desde 2009 foram notificadas um total de 204 reacções adversas a medicamentos. Com esta notificações concluiu-se que a maior ocorrência de reacções adversas a medicamentos produziu-se na idade de 31 a 45 anos, com 76 RAM para 37,3%, com uma média de 33,6 anos afectando a população na sua idade mas produtiva. Destaca-se a ocorrência de reacções adversas a medicamentos nos Hospitais com169 para 82,8% com uma média de 17 reacções adversas a medicamentos por Hospital. Os antimicrobianos, antihipertensivos, antipalúdicos, anti-inflamatórios, tuberculostáticos e anti retrovirais são os fármacos mais frequentes na ocorrência de reacções adversas a medicamentos. As manifestações gastrointestinais e dermatológicas são as reacções adversas a medicamentos mais frequentemente notificadas Sendo todas as Reacções Adversas a Medicamentos do tipo moderado, a categoria de provável foi a mais predominante com 135 fichas de notificações para 66,2 %. Contribuíram nesta notificação as seguintes unidades sanitárias: Hospital Geral de Luanda, Hospital Américo Boavida, Hospital Cajueiros, Hospital Josina Machel, Clínica do Prenda, Hospital Divina Providência, Maternidade Lucrécia Paím, Hospital Militar, Hospital Neves Bendinha e o Hospital Pediátrico de Luanda David Bernardino. Na base destas notificações o Departamento de Farmacovigilância da DNME perspectiva: 1.Desenvolver um Sistema Nacional de Farmacovigilância no País, já existente e Angola co mo 117º membro do Programa internacional de monitoria de medicamentos da OMS, desde Implementar as Comissões Farmacoterapêuticas a nível dos hospitais e municípios para o controlo e avaliação da qualidade da prescrição. Fontes Bibliográficas 1-Revista Farmácia Brasileira, Maio/Junho de Relatório sobre o Comportamento das Reacções Adversas em Luanda 2009 Direcção Técnica Dr. Boaventura Moura - Director Nacional de Medicamentos e Equipamentos Conselho Redactorial Dra. Isabel Margareth Malungue - Chefe de Departamento Nacional de Farmacovigilância e Remédios Tradicionais; Dr. José Chocolate Lelo Zinga - Chefe do Centro de Informação Farmacêutica. Cantinho do leitor Ser-lhe-emos gratos por suas críticas construtivas e sugestões para futuras publicações da Folha Farmacoterapêutica, no nosso endereço: Rua Dr. Américo Boavida nº 81, 1º andar, Luanda, Angola. Ou para o

15 Janeiro/Março 2014 Congresso Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola 15 Angola organizou o maior Congresso de sempre dos farmacêuticos de língua portuguesa Angola organizou o X Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa, entre 29 e 31 de Maio. Tratou-se do maior evento de sempre na história da entidade promotora a Associação de Farmacêuticos dos Países de Língua Portuguesa (AFPLP), com um programa de excelência e mais de 800 participantes. Um marco histórico para um sector sensível e fundamental no nosso país, onde foi também anunciada a criação da Ordem dos Farmacêuticos de Angola. A sessão solene de abertura foi presidida pelo Secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Masseca, em representação do Ministro da Saúde Assinalando o vigésimo aniversário, a AFPLP, em conjunto com as delegações de São Tomé e Príncipe e de Angola, promoveu a organização de quatro eventos memoráveis, sob o lema Juntos em Defesa da Saúde : O Simpósio Satélite, em São Tomé e Príncipe, no dia 27 de Maio de A 13.ª Assembleia Geral da AFPLP, em Angola, no dia 29 de Maio. A primeira Expo Farma Angola, em Luanda, nos dias 29, 30 e 31 de Maio. O X Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa, também em Luanda, nos dias 30 e 31 de Maio. Conclusões Simpósio satélite O Simpósio Satélite decorreu em São Tomé e Príncipe, no dia 29 de Maio. Concretizou-se, assim, uma ambição de longa data da AFPLP e dos colegas de São Tomé e Príncipe, de realizar um evento neste país. O debate de ideias gerado pelas intervenções permitiu potenciar a atividade farmacêutica e promover o conhecimento em torno da farmácia, do medicamento e da saúde. Nesta sessão, que contou com mais de 120 participantes, estiveram presentes diversas entidades oficiais dos países lusófonos que integram a AFPLP. A sessão solene de encerramento do Simpósio foi presidida pelo Ministro da Juventude e Desportos de São Tomé e Príncipe, Albertino Boa Morte Francisco. Os farmacêuticos de São Tomé O presidente cessante da AFPLP, anfitrião do evento, Daniel António, deu as boas-vindas aos participantes e Príncipe anunciaram, em primeira mão, que está em análise a possibilidade de o País adoptar a Resolução da AFPLP sobre Boas Práticas de Farmácia, à semelhança do sucedido em Angola e em Cabo Verde. Realizou-se, ainda, uma sentida homenagem ao farmacêutico santomense Emílio Sardinha dos Santos, exemplo para as gerações futuras de farmacêuticos, ao qual se deve a estrutura farmacêutica do país. 13.ª Assembleia Geral da AFPLP A 13.ª Assembleia Geral da AFPLP realizou-se em Luanda, no dia 29 de Maio.

16 16 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Janeiro/Março 2014 Congressos Foi aprovada por unanimidade uma Resolução sobre Prestação de Serviços pelas Farmácias. Desta resolução será dado conhecimento à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), aos Governos e à população. Foram eleitos os novos órgãos sociais para o biénio , cuja presidência do Conselho de Administração foi assumida por Moçambique, na pessoa de Lucilo Williams. Finalmente, foi deliberado que o próximo Congresso será realizado em Moçambique, em EXPO FARMA ANGOLA A primeira Expo Farma Angola, realizou-se em Luanda, nos dias 29, 30 e 31 de Maio. A feira contou com 70 módulos de exposição de 50 empresas nacionais e estrangeiras que apresentaram a sua oferta de produtos e serviços destinada aos profissionais de saúde. Conclusões do X Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa O X Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa, decorreu em Luanda, nos dias 30 e 31 de Maio. A sessão solene de abertura contou com a presença do Secretário de Estado da Saúde de Angola, Carlos Alberto Masseca, que, em nome do Ministro da Saúde de Angola, José Vieira Dias Van-Dúnem, proferiu o discurso de abertura. Nesta sessão, os participantes foram também agraciados com dois belos momentos de dança e espectáculo, apresentados pelo grupo de ballet tradicional Kilandukilo. Qualificação e formação farmacêutica O farmacêutico é um profissional de saúde de formação avançada no uso do medicamento e na avaliação dos seus efeitos. O objetivo principal do farmacêutico é defender a saúde pública. O Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, Maurício Barbosa Enquanto profissional que integra o sistema de saúde, o farmacêutico tem a responsabilidade de promover o direito a um tratamento com qualidade, eficácia e segurança, e ao mais baixo preço. O farmacêutico deve assegurar a máxima qualidade dos serviços que presta e garantir que a população usufrui de um benefício terapêutico máximo resultante do tratamento com medicamentos. São funções fundamentais do farmacêutico a dispensa de medicamentos, de outros produtos de saúde e de cuidados farmacêuticos, a dispensa de informação e aconselhamento ao doente, e a monitorização dos efeitos do uso do medicamento. O farmacêutico deve ter conhecimentos, capacidades e atitudes adequados às funções que desempenha. Deve manter-se informado aos níveis profissional e científico, de modo a poder assumir um nível de competência ajustado à prestação de uma prática farmacêutica eficiente. A formação dos farmacêuticos deve encontrar respostas adequadas às exigências colocadas pelas sociedades, nomeadamente o comportamento dos cidadãos, as novas tecnologias de informação e a evolução técnicocientífica na área da saúde. A formação do farmacêutico exige conhecimentos, capacidades e competências que lhe permitam intervir em todas as fases do circuito do medicamento: investigação e desenvolvimento, produção, controlo de qualidade, regulamentação, distribuição, dispensa e farmacovigilância. Deve ser dada especial atenção à proliferação de cursos de ciências farmacêuticas que nunca deverão descuidar a qualidade dos conteúdos programáticos, tendo de investir mais na qualidade da formação do que na quantidade da mesma. Igualmente, deve ser prestado o devido cuidado na unificação dos planos curriculares. ÓRGÃOS SOCIAIS DA AFPLP Conselho de Administração Presidente: Lucílio Williams (Moçambique) Vice-presidente:Valmir Santi (Brasil) Vice-presidente: João Silveira (Portugal) Secretário-geral e Vogal: Paulo Duarte (Portugal) Vogal: Mateus Fernandes (Angola) Vogal: Ângela Silvestre (Cabo Verde) Vogal: Carlos Baldé (Guiné-Bissau) Vogal: Neurice Ramos (S. Tomé e Príncipe) Os farmacêuticos de língua portuguesa assumem o desenvolvimento profissional contínuo na procura incessante da excelência do seu desempenho. O coordenador da comissão executiva do Congresso, Boaventura Moura Regulamentação como meio para o desenvolvimento sustentado da farmácia e do medicamento É necessário instituir regras que demarquem o normal funcionamento da farmácia e do medicamento, de modo a assegurar a saúde individual e coletiva. Através de uma estratégia de intervenção adequada, cada país deve adotar políticas nacionais com vista ao desenvolvimento sustentado da farmácia e do medicamento. As condições de funcionamento a que devem obedecer as farmácias devem ter como prioridade a qualidade do serviço prestado, indo ao encontro das necessidades reais das populações. Cada país deve desenvolver e implementar sistemas de registo e aprovação de medicamentos, bem como um sistema de farmacovigilância. A garantia da qualidade dos medicamentos adquiridos pelas populações é um ponto crucial, desde a fase de produção até à toma do medicamento pelo doente. O sector farmacêutico de cada país deve procurar munir-se das condições necessárias para corresponder às exigências organizativas e de recursos imprescindíveis à prossecução das políticas nacionais de saúde. Neste sentido, é desejável uma maior articulação e cooperação entre as autoridades reguladoras dos nossos países, que deverão trabalhar em rede. A Organização Mundial de Saúde considera que a contrafação de medicamentos é um problema significativo e em crescimento. A problemática da contrafação de medicamentos é de caráter global, atingindo todos os países, independentemente do seu estadio de desenvolvimento. Neste sentido, os farmacêuticos de língua portuguesa estão disponíveis e empenhados para implementar, em todas as fases em que intervêm no circuito do medicamento, sistemas de boas práticas, de acordo com os mais

17 Janeiro/Março 2014 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola 17 A Expo Farma, certame realizado em simultâneo, com grande sucesso, permitiu aos farmacêuticos lusófonos conhecer as últimas novidades de produtos farmacêuticos, equipamentos e dispositivos O Secretário de Estado da Saúde, Carlos Masseca, na homenagem ao farmacêutico pioneiro de Angola, N Singui António, que, entre outras actividades de relevo, se dedicou à valorização da fitoterapia, cadastrando mais de 600 plantas medicinais no país objectivo é cooperar e harmonizar aspetos de carácter regulamentar, registo de medicamentos, licenciamento e inspeção. Igualmente, foi assinado um Protocolo de cooperação entre a Direção Nacional de Medicamentos e Equipamentos / Ministério da Saúde de Angola e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Realizou-se, ainda, uma homenagem ao farmacêutico pioneiro de Angola, N Singui António, que, entre outras actividades de relevo, se dedicou à valorização da fitoterapia, cadastrando mais de 600 plantas medicinais em Angola. Foi anunciada a criação da Comissão Instaladora da Ordem dos Farmacêuticos de Angola. Um momento marcante para todos nós e de que muito nos orgulhamos de ter sido anunciado no Congresso da AFPLP. Esta Comissão foi liderada por Boaventura Moura e integra ainda António Zangulo, Helena Vilhena e Pombal Mayembe. Esta comissão tem 90 dias para criar condições para a proclamação da Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA). Mais de 800 profissionais de farmácia participaram activamente nos trabalhos do X Congresso elevados padrões internacionais de qualidade. Assim, é importante regular, educar e comunicar. Perspectivas do circuito do medicamento e resultados em saúde A indústria farmacêutica contribui com a inovação terapêutica que permite contínuos ganhos em saúde e a diminuição da morbilidade e mortalidade. O aumento da esperança de vida deve-se a outros factores, mas, particularmente, ao medicamento. A articulação de empresas nacionais em iniciativas colectivas, como a PharmaPortugal, permite fomentar sinergias potenciando os resultados em saúde. O sistema de distribuição grossista em Angola tem registado uma evolução notável nos últimos tempos, nomeadamente através da criação da Central de Compras e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos (CECOMA), do Ministério da Saúde de Angola. As farmácias no Brasil estão a migrar para um modelo mais focado na actividade farmacêutica e no desenvolvimento de serviços de cuidados farmacêuticos. Na farmácia hospitalar de Moçambique pretende-se garantir que todas as prescrições seguem os protocolos terapêuticos já aprovados. O crescente número de farmacêuticos neste país permite aumentar a colocação destes profissionais nos serviços hospitalares. No final do primeiro dia de trabalhos foi assinado um protocolo de cooperação entre o Ministério da Saúde de Cabo Verde e a Ordem dos Farmacêuticos de Portugal. Produção de medicamentos como potenciador de desenvolvimento local A produção local de medicamentos é um vector estratégico para o desenvolvimento da saúde e da economia. Dado o estadio de desenvolvimento dos diferentes países, considerou-se importante a partilha da experiência e dos conhecimentos adquiridos. Foi constituído o FARMED, um importante Fórum das Autoridades Reguladoras de Medicamentos do espaço lusófono, cujo Agradecimentos De acordo com a Comissão organizadora, o evento foi marcante para AFPLP. Tratou-se do maior Congresso de sempre, contando com cerca de 800 participantes. Por ocasião da leitura das conclusões, o director nacional de Medicamentos e Equipamentos de Angola, Boaventura Moura, agradeceu o apoio dado pelo Governo de Angola, a participação e colaboração dos colegas de Angola, na pessoa do Presidente cessante da AFPLP, Daniel António, a todas as delegações e participantes dos diferentes países de língua portuguesa, aos expositores e patrocinadores, à Marketing for You / Jornal da Saúde, CapacitarhEventos, Glintt, a Luísa Miranda, da TopAtlântico, e a Filipe Infante, da Associação Nacional das Farmácias.

18 218 Revista da da Ordem dos Farmacêuticos de de Angola Janeiro/Março 2014 Editorial Espaço AFPLP RESOLUÇÃO AFPLP Boas Práticas de Farmá Considerando que: a) A farmácia comunitária (farmácia) é um estabelecimento de saúde e de interesse público que deve assegurar a continuidade dos cuidados prestados aos doentes; b) Dada a sua acessibilidade à população, a farmácia é uma das principais portas de entrada no sistema de saúde; c) A distribuição adequada da rede de farmácias possibilita a cobertura homogénea de farmacêuticos por todo o território, permitindo que as farmácias funcionem como estruturas avançadas de saúde junto da população; d) A farmácia caracteriza-se pela prestação de cuidados de saúde de elevada diferenciação técnico-científica; e) O objetivo principal da farmácia é a dispensa de medicamentos em condições que minimizem os riscos do uso do medicamento e que permitam a avaliação dos resultados clínicos dos medicamentos, de modo a reduzir a elevada morbi-mortalidade associada ao medicamento; f) A farmácia disponibiliza cuidados de saúde otimizados e baseados na evidência, correspondendo às necessidades dos utentes que recorrem aos serviços farmacêuticos; g) O farmacêutico melhora o acesso aos cuidados de saúde, a promoção da saúde e o uso do medicamento, em benefício do doente; h) O princípio basilar da atividade farmacêutica consiste em auxiliar o doente na melhor utilização do medicamento; i) A prática farmacêutica varia, não só de país para país, mas também entre os locais de exercício da profissão; j) As organizações profissionais de farmácia em cada país têm um papel importante na definição das diretrizes requeridas para as Boas Práticas de Farmácia; k) No desenvolvimento das diretrizes nacionais para as Boas Práticas de Farmácia, importa levar em consideração as necessidades dos utilizadores de cuidados de saúde e a capacidade dos sistemas de saúde para apoiarem os serviços; l) É desejável que o Ministério da Saúde de cada país acompanhe activamente a aplicação e a adopção efetiva das Boas Práticas de Farmácia, através da sua publicação no quadro legislativo do exercício profissional do farmacêutico; m) O presente documento baseia-se nas orientações sobre Boas Práticas de Farmácia emitidas pela FIP e pela OMS. A Associação de Farmacêuticos dos Países de Língua Portuguesa (AFPLP), que reúne os profissionais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, e São Tomé e Príncipe, reunida em Assembleia Geral em Lisboa, Portugal, em 2 de Novembro de 2012, aprova a seguinte resolução:

19 Janeiro/Março 2014 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola 19 cia O Farmaceûtico O farmacêutico é um profissional de saúde de formação avançada no processo de uso do medicamento e na avaliação dos seus efeitos. O objectivo principal do farmacêutico é defender a saúde pública. O doente está no centro da actividade do farmacêutico, sendo que a primeira preocupação do farmacêutico é o bem-estar do doente. O farmacêutico deve ter conhecimentos, capacidades e atitudes adequados às funções que desempenha. Deve manterse informado aos níveis profissional, científico, técnico, tecnológico, ético e legal, de modo a poder assumir um nível de competência ajustado à prestação de uma prática farmacêutica eficiente. Enquanto profissional que integra o sistema de saúde, o farmacêutico tem a responsabilidade de promover o direito a um tratamento com qualidade, eficácia e segurança, e ao mais baixo preço, devendo assegurar a máxima qualidade dos serviços que presta. É também sua responsabilidade assegurar que a população usufrui de um benefício terapêutico máximo resultante do tratamento com medicamentos. As funções fundamentais do farmacêutico incluem a dispensa de medicamentos, de outros produtos de saúde com qualidade garantida e de cuidados farmacêuticos, a dispensa de informação e aconselhamento adequados ao doente, a administração de medicamentos (quando solicitada) e a monitorização dos efeitos do uso do medicamento. O farmacêutico está ao serviço da população, devendo contribuir para a promoção de uma prescrição racional e económica, para a promoção da saúde, para a prevenção da doença, e para a utilização racional e segura do medicamento. O farmacêutico tem o dever de respeitar a ética da profissão e aderir aos princípios enunciados no seu código deontológico, enquanto conjunto de princípios que fundamentam a intervenção e a responsabilidade profissional do farmacêutico, procurando orientar o seu relacionamento com a população. Deve exercer a atividade farmacêutica com a maior competência, zelo e diligência, observar o sigilo profissional, e prestigiar o bom nome e a dignidade da profissão farmacêutica. Dispensa de medicamentos Na dispensa de medicamentos, o farmacêutico deve avaliar a medicação dispensada, com vista a identificar e resolver problemas relacionados com o medicamento, protegendo o doente de possíveis resultados negativos associados à medicação. Aquando da recepção da prescrição, o farmacêutico deve: identificar o doente, o médico e a entidade responsável pelo pagamento; verificar a autenticidade da prescrição; verificar a data de validade da prescrição; identificar o medicamento e confirmar a forma farmacêutica, a posologia, a apresentação, o modo de administração e a duração do tratamento. O farmacêutico deve ainda fornecer a informação necessária para o uso correto, seguro e eficaz do medicamento, de acordo com as necessidades de cada doente. Sempre que possível, a informação oral deve ser complementada por escrito ou com material de apoio. A informação prestada ao doente no âmbito de tratamentos crónicos deve ser objetiva, consistente e adaptada a cada doente. As contra-indicações, as interações e os possíveis efeitos secundários do medicamento podem ser explicados no momento da cedência. Deve-se procurar garantir que o doente não tem dúvidas sobre as precauções com a utilização do medicamento, ou seja, sobre a forma de tomar (como, quando e em que quantidade), a duração do tratamento e as eventuais precauções especiais a ter, para retirar o máximo benefício do tratamento. No acto de dispensa, se for adequado, podem ser disponibilizados outros serviços farmacêuticos, tais como a farmacovigilância, a administração de medicamentos e a educação para a saúde. O farmacêutico deve registar todos os medicamentos dispensados ao doente e todos os problemas detectados relacionados com os medicamentos. Na dispensa de medicamentos em automedicação, o farmacêutico deve orientar a utilização ou não do medicamento solicitado pelo doente, contribuindo para que a automedicação seja realizada sob uma indicação adequada e de acordo com o uso racional do medicamento. Educac aõ para a sau de Deve-se criar no utente os conhecimentos e as atitudes necessários para alterar os comportamentos de risco e, por essa via, promover a saúde e prevenir a doença. Deve-se motivar o utente para que se informe mais e melhor sobre as questões relacionadas com a sua saúde. Deve-se também recorrer a material educativo, seja escrito ou gráfico, mas sempre adequado às necessidades do utente. Deve-se ainda procurar que o utente participe activamente no seu processo de educação para a saúde. A educação para a saúde deve ser realizada em um espaço físico que favoreça a realização de técnicas educativas individuais ou de grupo. Se possível, o farmacêutico deve dinamizar programas específicos tanto de promoção da saúde como de prevenção da doença, colaborando em campanhas de educação para a saúde com entidades de saúde públicas ou privadas.

20 20 Revista da Ordem dos Farmacêuticos de Angola Janeiro/Março 2014 Espaço AFPLP Uso racional do medicamento O farmacêutico deve promover o uso racional do medicamento, garantindo que o medicamento dispensado é tomado na altura e dose certas, com intervalos e duração adequados, através de informação prestada ao utente. Deve ter acesso a fontes de informação sobre medicamentos, tanto em termos terapêuticos como de qualidade farmacológica. Deve informar e aconselhar o utente sobre o uso correto dos medicamentos, de modo a maximizar o resultado terapêutico. Na dispensa de informação, o farmacêutico deve referir-se tanto aos benefícios como aos riscos do medicamento em causa. A informação ao utente deve respeitar a sua capacidade de decisão, prevenir a doença e maximizar os resultados do tratamento médico. A informação deve ser simples, clara e compreensível, recorrendo, se necessário, a frases orientadas para a acção. A linguagem específica deve ser adaptada ao nível sociocultural de cada utente. O utente deve ter acesso à informação que solicite. Pessoal de apoio O farmacêutico deve supervisionar, verificar e avaliar as tarefas que são delegadas nos seus colaboradores, que o apoiam, devendo intervir sempre que se justifique. O farmacêutico também deve assegurar que os seus colaboradores detêm a formação necessária e actualizada para desempenhar as tarefas que lhes cabe cumprir. Farmacovigilância O farmacêutico deve identificar reacções adversas a medicamentos e, se aplicável, fazer notificação ao respectivo Sistema Nacional de Farmacovigilância. Deve comunicar com celeridade as suspeitas de reacções adversas de que tenha conhecimento e que possam ter sido causadas por medicamentos. Se for detetada uma reacção adversa a medicamentos, esta deve ser registada, preenchendo um formulário a enviar às autoridades de saúde, em conformidade com os procedimentos nacionais de farmacovigilância em vigor. Equipamentos É responsabilidade do Director Técnico garantir que a farmácia tem todos os equipamentos necessários para a sua atividade, que estes se encontram em bom estado de funcionamento e que cumprem o desempenho exigido. Deve haver equipamentos de monitorização da temperatura e da humidade. A farmácia deve estar preparada para armazenar produtos que requeiram condições específicas, como frigoríficos para armazenar medicamentos a temperatura adequada e controlada. Os equipamentos devem ser alvo de manutenção e validação periódicas. "Deve-se criar no utente os conhecimentos e as atitudes necessaŕios para alterar os comportamentos de risco e, por essa via, promover a sau de e prevenir a doenc a"

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