Manual de Direito do Trabalho Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino 17.ª para 18.ª edição NOTA À 18.ª EDIÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Manual de Direito do Trabalho Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino 17.ª para 18.ª edição NOTA À 18.ª EDIÇÃO"

Transcrição

1 NOTA À 18.ª EDIÇÃO Nesta edição, registramos as recentes alterações da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, veiculadas, especialmente, nas Resoluções TST 193, de 11 de dezembro de 2013, e 194, de 19 de maio de 2014, mediante as quais foram acrescentadas novas súmulas (446 a 458), modificadas outras (262, 288 e 392), bem como canceladas e(ou) convertidas em súmulas várias orientações jurisprudenciais. Para mais desses relevantes pontos, atualizamos a obra com base nas novidades legislativas surgidas desde a última edição, dentre as quais cabe citar a publicação das seguintes leis: a) Lei , de 24 de outubro de 2013, que equiparou homem e mulher no direito ao benefício em caso de adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção (licença de 120 dias); b) Lei , de 8 de abril de 2014, que dispôs sobre multa por infração à legislação do trabalho doméstico; c) Lei , de 18 de junho de 2014, que passou a considerar perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta, com o fim de atender, especialmente, os trabalhadores chamados motoboys, muito comuns nos grandes centros urbanos do País. Foram, também, acrescentados novos conteúdos doutrinários, com o fim de albergar os programas exigidos em importantes concursos públicos. Como exemplos desse aperfeiçoamento doutrinário destacamos a inclusão de um novo capítulo inteiramente dedicado ao tema Fontes do Direito do Trabalho (Capítulo 2) e o tratamento pormenorizado de institutos tais como truck system e gueltas. Por fim, a obra passa a contar com um Caderno de Questões, contendo questões de recentes concursos, gabaritadas e separadas por capítulo e por banca examinadora. Os Autores PONTOS DO LIVRO MANUAL DE DIREITO DO TRABALHO QUE, EM VIRTUDE DE ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS OU JURISPRUDENCIAIS OCORRIDAS DESDE A 17ª EDIÇÃO, FORAM OBJETO DE ATUALIZAÇÃO NA 18ª EDIÇÃO DA OBRA. OS TEXTOS EM VERMELHO REPRESENTAM SUPRESSÕES E OS TEXTOS EM AZUL CORRESPONDEM A INCLUSÕES. OS TEXTOS EM FONTE PRETA NÃO SOFRERAM ALTERAÇÃO E SERVEM APENAS PARA FACILITAR A

2 LOCALIZAÇÃO DOS TRECHOS MODIFICADOS, ACRESCENTADOS OU SUPRIMIDOS. CAPITULO 4 1) No item 2.3, foi feita a substituição abaixo indicada: 2.3. Distinção entre empregado e trabalhador avulso... Assim, desde 1993, a mão de obra do trabalho portuário avulso deve ser requisitada ao OGMO. O operador portuário recolherá ao OGMO os valores devidos pelos serviços executados, acrescidos dos valores referentes ao 13.º salário, às férias, ao FGTS e aos demais encargos previdenciários e fiscais. O OGMO, então, efetuará o pagamento da remuneração pelos serviços executados diretamente ao trabalhador portuário. É importante registrar que, no final de 2012, foi editada a Medida Provisória 595, de 6 de dezembro de 2012, que revogou integralmente a Lei 8.630/1993. Entretanto, embora a MP 595/2012 tenha efetuado essa revogação, ela não trouxe nenhuma alteração ao regime jurídico a que se submetem os trabalhadores avulsos portuários as disposições pertinentes ao regime jurídico desses trabalhadores que constavam da Lei 8.630/1993 foram reproduzidas, sem modificações substanciais, no texto da MP 595/2012. Cabe abrir um parêntese para comentar que a repercussão prática da MP 595/2012 para os trabalhadores portuários avulsos pode ser muito significativa. Isso porque ela possibilita que terminais portuários de uso privado (localizados fora da área do porto organizado) contratem trabalhadores por prazo indeterminado (empregados), em vez de utilizarem trabalhadores avulsos. Vale dizer, a MP 595/2012 extinguiu a exclusividade que os trabalhadores avulsos tinham para exercer determinadas atividades pertinentes ao trabalho portuário (e que ainda têm, nos portos organizados). Por essa razão, a MP 595/2012 está suscitando enorme controvérsia entre centrais sindicais, apoiadas por muitos políticos de variada orientação, e o Poder Executivo federal. Tanta celeuma e há outros fortes embates que não interessam à presente exposição está a MP 595/2012 provocando, que a verdade é que é grande a possibilidade de não chegar a ser convertida em lei, ou de sofrer substanciais alterações na eventual conversão. De toda sorte, vale repetir, a MP 595/2012, mesmo na remota hipótese de ser aprovada sem alterações no Congresso Nacional, em nada alterou o regime jurídico a que se sujeitam os trabalhadores avulsos portuários. É importante registrar que, em junho de 2013, foi promulgada a Lei /2013, resultado da conversão da MP 595/2012, a qual revogou integralmente a Lei 8.630/1993. Entretanto, embora tenha efetuado essa revogação, não houve alteração do regime jurídico a que se submetem os trabalhadores avulsos portuários as disposições pertinentes ao regime jurídico desses trabalhadores que constavam da Lei 8.630/1993

3 foram reproduzidas, sem modificações substanciais, no texto da MP 595/2012, e, posteriormente, na Lei /2013. Cabe, porém, abrir um parêntese para comentar que a repercussão prática da Lei /2013 para os trabalhadores portuários avulsos pode ser muito significativa. Isso porque as novas regras legais têm, dentre outros, o objetivo de promover a abertura dos portos à iniciativa privada, franqueando a exploração destas infraestruturas mediante concessão, arrendamento ou autorização e poderão repercutir nas futuras contratações de trabalhadores portuários. Com efeito, segundo a nova lei, o trabalho portuário de capatazia, estiva, conferência de carga, conserto de carga, bloco e vigilância de embarcações, nos portos organizados, será realizado por trabalhadores portuários com vínculo empregatício por prazo indeterminado e por trabalhadores portuários avulsos (art. 40). No entanto, caso o porto deseje contratar trabalhadores portuários para atuar com vínculo empregatício por prazo indeterminado, ele deverá selecioná-los dentre aqueles que já estão registrados no OGMO como trabalhadores portuários avulsos (art. 40, 2.º). Já os terminais portuários de uso privado (localizados fora da área do porto organizado) foram autorizados pela nova lei a contratar trabalhadores por prazo indeterminado (empregados), em vez de utilizarem, obrigatoriamente, trabalhadores avulsos (art. 44). Em suma, a Lei /2013 extinguiu a obrigatoriedade de que determinadas atividades pertinentes ao trabalho portuário sejam exercidas exclusivamente sob o regime de trabalho avulso. O OGMO pode ceder trabalhador portuário avulso, em caráter permanente, ao operador portuário (art. 35). Para atender a requisição de trabalhadores portuários avulsos, o OGMO pode exigir dos operadores portuários garantia prévia dos respectivos pagamentos, não se tratando, portanto, de exigência de pagamento prévio, mas apenas de uma garantia de que o pagamento será feito (art. 33, 3.º). O OGMO responde solidariamente com os operadores portuários pela remuneração devida ao trabalhador portuário avulso e pelas indenizações decorrentes de acidente de trabalho, não respondendo, contudo, por prejuízos causados pelos trabalhadores portuários avulsos aos tomadores dos seus serviços ou a terceiros. Fechado o parêntese e voltando ao trabalho avulso em geral (não portuário), é necessário anotar que, em 2009, foi publicada a Lei , de 27 de agosto de Essa lei disciplina o trabalho avulso utilizado nas atividades de movimentação de mercadorias em geral, desenvolvidas em áreas urbanas ou rurais sem vínculo empregatício, mediante intermediação obrigatória do sindicato da categoria, por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho....

4 CAPITULO 6 1) No item 1, foi feito o acréscimo abaixo indicado: 1. O EMPREGADO DOMÉSTICO O empregado doméstico não é regido pela CLT, mas sim por lei especial (Lei 5.859, de 11 de dezembro de 1972, regulamentada pelo Decreto /1973). Entretanto, aplicam-se ao trabalhador doméstico, no que couber, as regras fixadas pela CLT sobre multas por infração à legislação do trabalho (Lei 5.859/1972, art. 6º-E, incluído pela Lei /2014). Vale dizer, os empregadores domésticos que descumprirem as disposições estabelecidas pela Lei 5.859/1972 estarão sujeitos às multas por infração à legislação do trabalho fixadas pela CLT. O trabalhador doméstico é definido pela referida lei como sendo aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial desta.... 2) No item 3, ao final do parágrafo abaixo transcrito, foi acrescentada uma nota de rodapé, desta forma: 3. O TRABALHADOR TEMPORÁRIO... O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente, com relação a um mesmo trabalhador, não poderá exceder de três meses, salvo autorização conferida pelo órgão local do Ministério do Trabalho A Portaria MTE 789, de 2 de abril de 2014, do Ministério do Trabalho e Emprego, autorizou as seguintes prorrogações, além dos três meses já previstos na Lei 6.019/1974: por mais 6 (seis) meses, na hipótese de substituição transitória de pessoal regular e permanente (portanto, nesta hipótese, a duração total do contrato não poderá ultrapassar nove meses); por mais 3 (três) meses, na hipótese de acréscimo extraordinário de serviços (isto é, neste caso, a duração total não poderá ultrapassar seis meses).

5 CAPITULO 8 1) No item 4, foi feita a substituição abaixo indicada: 4. TRATAMENTO SIMPLIFICADO PARA AS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE... Além da dispensa de obrigações, a lei, em seu art. 54, apresenta uma regra processual que objetiva facilitar a atuação da ME e EPP em juízo. Preceitua esse artigo que é facultado ao empregador de microempresa ou de empresa de pequeno porte fazerse substituir ou representar perante a Justiça do Trabalho por terceiros que conheçam dos fatos, ainda que não possuam vínculo trabalhista ou societário. Há, também, regras de proteção das ME e EPP concernentes às atividades de fiscalização a que estão sujeitas. Consoante o art. 55 da lei, a fiscalização, no que se refere aos aspectos trabalhista, metrológico, sanitário, ambiental e de segurança, das microempresas e empresas de pequeno porte deverá ter natureza prioritariamente orientadora, quando a atividade ou situação, por sua natureza, comportar grau de risco compatível com esse procedimento. O mesmo artigo, em seu 1.º, determina a adoção, nessas atividades de fiscalização, do critério de dupla visita para lavratura de autos de infração, salvo quando for constatada infração por falta de registro de empregado ou anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS, ou, ainda, na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à fiscalização. As atividades e situações cujo grau de risco seja considerado alto, conforme regulamentação a ser estabelecida pelos órgãos e entidades competentes, não estão abrangidas por essas regras protetivas (art. 55, 3.º). Tampouco o estão os processos administrativos fiscais relativos a tributos (art. 55, 4.º). Há, também, no art. 55 da LC 123/2006, normas de proteção das ME e EPP concernentes às atividades de fiscalização a que estão sujeitas. A inobservância dessas regras, salvo nos casos em que a própria lei as excepciona, implica atentado aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional da atividade empresarial (art. 55, 8º). Consoante o caput do citado art. 55, a fiscalização, no que se refere aos aspectos trabalhista, metrológico, sanitário, ambiental, de segurança e de uso e ocupação do solo das microempresas e empresas de pequeno porte deverá ter natureza prioritariamente orientadora, quando a atividade ou situação, por sua natureza, comportar grau de risco compatível com esse procedimento. Desde logo, o mesmo artigo, no seu 9º, esclarece que essa regra não se aplica a

6 infrações relativas à ocupação irregular da reserva de faixa não edificável, de área destinada a equipamentos urbanos, de áreas de preservação permanente e nas faixas de domínio público das rodovias, ferrovias e dutovias ou de vias e logradouros públicos. O 1.º do art. 55 determina que, na fiscalização das ME e EPP, seja observado o critério de dupla visita para lavratura de autos de infração, salvo quando for constatada infração por falta de registro de empregado ou anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS, ou, ainda, na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à fiscalização. Esse critério de dupla visita aplica-se também à lavratura de multa pelo descumprimento de obrigações acessórias relativas às matérias enumeradas no caput do art. 55 (reproduzido no parágrafo precedente), inclusive quando previsto o seu cumprimento de forma unificada com matéria de outra natureza, exceto a trabalhista (art. 55, 5º). A inobservância do critério de dupla visita, nessas hipóteses em que a lei impõe a sua adoção, implica nulidade do auto de infração respectivo, independentemente da natureza principal ou acessória da obrigação (art. 55, 6º). Os órgãos e entidades da administração pública federal, estadual, distrital e municipal deverão observar o princípio do tratamento diferenciado, simplificado e favorecido por ocasião da fixação de valores decorrentes de multas e demais sanções administrativas (art. 55, 8º). As atividades e situações cujo grau de risco seja considerado alto, conforme regulamentação a ser estabelecida pelos órgãos e entidades competentes, não estão abrangidas pelas regras protetivas aqui expostas (art. 55, 3.º). Tampouco o estão os processos administrativos fiscais relativos a tributos (art. 55, 4.º). Por fim, cabe mencionar que a LC 123/2006 alterou a CLT, acrescentando o 3.º ao seu art. 58, abaixo transcrito:... CAPITULO 9 1) No item 3.6, foi feita a substituição abaixo indicada: 3.6. Licença-maternidade...

7 Constitui caso de afastamento do contrato de trabalho em que é mantida a contagem do tempo de serviço para todos os fins e os depósitos do FGTS, além de fazer a gestante jus ao salário-maternidade. Essa hipótese de afastamento, por cento e vinte dias, abrange a licençamaternidade concedida à empregada gestante e a licença-maternidade a que tem direito, por extensão, a empregada que adotar ou obtiver guarda judicial de criança para fins de adoção, nos termos do art. 392-A da CLT. O salário-maternidade, que é pago à empregada pelo Regime Geral de Previdência Social durante o período de licença-maternidade, tem a natureza de benefício previdenciário. O empregador está desonerado desse encargo. Caso o ônus desse benefício fosse do empregador, estaria o legislador dificultando o acesso da mulher ao mercado de trabalho, contrariando disposição expressa da Constituição da República, que exige atuação do legislador visando a proteger o mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos (CF, art. 7.º, XX). Essa hipótese de afastamento, por cento e vinte dias, abrange a licençamaternidade concedida à empregada gestante (CLT, art. 392) e a licença por igual período a que tem direito, por extensão, a empregada que adotar ou obtiver guarda judicial de criança para fins de adoção, nos termos do art. 392-A da CLT. É importantíssimo ressaltar que, a partir da vigência da Lei /2013, que incluiu o art. 392-C na CLT, homem e mulher foram equiparados no direito ao benefício em caso de adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção. Vale dizer, o empregado que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção também passou a fazer jus à licença de cento e vinte dias. A adoção ou guarda judicial conjunta ensejará a concessão de licença-maternidade a apenas um dos adotantes ou guardiães empregado ou empregada (CLT, art. 392-A, 5º). Vale dizer, se os dois adotantes homens ou mulheres, em casais homo ou heteroafetivos forem empregados, a licença será concedida a um deles, somente. Outro aspecto importante: em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado o gozo de licença por todo o período da licençamaternidade ou pelo tempo restante a que teria direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono (CLT, art. 392-B). Esse direito à transferência do benefício é estendido, também, ao empregado que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção (CLT, art. 392-C). Enfim, com a morte do segurado que recebia o benefício a genitora, ou o homem ou a mulher, no caso de adoção, o gozo da licença (com o respectivo pagamento do salário-maternidade pela Previdência Social) poderá ser transferido ao cônjuge ou companheiro. O salário-maternidade, que é pago pelo Regime Geral de Previdência Social durante o período de licença-maternidade, tem a natureza de benefício previdenciário. O empregador está desonerado desse encargo. Caso o ônus desse benefício fosse do empregador, estaria o legislador dificultando o acesso da mulher ao mercado de trabalho, contrariando disposição expressa da Constituição da República, que exige atuação do legislador visando a proteger o mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos (CF, art. 7.º, XX). Por outro lado, o salário-maternidade integra a base de cálculo da contribuição

8 previdenciária devida à Secretaria da Receita Federal do Brasil (trata-se de hipótese excepcional em que há incidência de contribuição social sobre um benefício pago pela previdência social).... CAPITULO 10 1) No item 10.2, foi feita a substituição abaixo indicada: Intervalos intrajornada... IV Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e 4.º da CLT. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada normal (TST, Súmula 366). Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada normal (CLT, art. 58, 1º; TST, Súmula 366). Ainda sobre essa regra inserida na CLT por meio da Lei /2001, o TST editou a Súmula 449, com o intuito de afastar a validade de cláusula de convenção ou acordo coletivo que amplie ou flexibilize o mencionado limite de 5 minutos, nestes termos: 449 A partir da vigência da Lei nº , de , que acrescentou o 1º ao art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. Excepcionalmente, a legislação trabalhista estabelece algumas hipóteses nas quais o intervalo concedido durante a jornada de trabalho é computado na duração da jornada de trabalho, contando como tempo à disposição do empregador, sendo, portanto, remunerado. São exemplos de tais intervalos: a) serviço de mecanografia (CLT, art. 72): nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração e cálculo), a cada 90 minutos de trabalho consecutivo haverá um intervalo de 10 minutos, que será computado na duração normal

9 de trabalho. Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia, razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo (Súmula 346, TST); b) serviços frigoríficos (CLT, art. 253): nos serviços no interior de câmaras frias, ou com movimentação de mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e viceversa, após 1 hora e 40 minutos de trabalho consecutivo haverá um intervalo de 20 minutos, que não será deduzido da duração normal de trabalho; o TST adotou entendimento ampliativo acerca da aplicação desse intervalo previsto no art. 253 da CLT, estendendo o direito a todos os empregados submetidos a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio (Súmula 438); c) trabalho em minas de subsolo (CLT, art. 298): nos serviços no interior de minas, após 3 horas de trabalho consecutivo haverá um intervalo de 15 minutos, que não será deduzido da duração normal de trabalho; d) empregados em serviços de telefonia, telegrafia submarina e subfluvial, radiotelegrafia e radiotelefonia, sujeitos a jornada variável (CLT, art. 229): a cada 3 horas de trabalho contínuo, haverá um intervalo de 20 minutos para descanso, que será computado na jornada de trabalho Intervalos não previstos... CAPITULO 11 1) No item 8, foi feito o acréscimo abaixo indicado: 8. PERÍODO CONCESSIVO... Se todo o período de férias é concedido após o período concessivo, todos os dias correspondentes deverão ser remunerados em dobro. Se houver a concessão de parte das férias dentro do período concessivo e parte fora desse período, apenas a remuneração equivalente aos dias gozados fora do prazo é que deverá ser paga em dobro. Por exemplo, se 12 dias das férias foram concedidos dentro do período concessivo e 18 dias foram gozados fora desse período, apenas a remuneração equivalente aos 18 dias deverá ser paga em dobro. Ademais, ainda que as férias tenham sido gozadas dentro do período concessivo, se o empregador não efetuou o correspondente pagamento dentro do prazo previsto no art. 145 da CLT (até dois dias antes do início da fruição das férias), o pagamento

10 (extemporâneo) também deverá ser efetuado em dobro. Afinal, nessa situação fruição das férias sem recebimento do valor a elas correspondente no prazo legal, o empregado também é seriamente prejudicado no seu direito ao descanso. É o que reza a Súmula 450 do TST: 450 É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído o terço constitucional, com base no art. 137 da CLT, quando, ainda que gozadas na época própria, o empregador tenha descumprido o prazo previsto no art. 145 do mesmo diploma legal. Por outro lado, se o motivo que gerou a concessão das férias fora do prazo não é imputável à empresa, mas sim ao empregado, não há que se falar em pagamento em dobro. Se as férias não foram concedidas no período concessivo porque a empregada entrou em gozo de licença-maternidade, por exemplo, não haverá pagamento em dobro, pois foi uma circunstância totalmente alheia ao empregador, um fato somente relativo à obreira, que impediu a fruição das férias. Se as férias do empregado não foram gozadas por motivo de acidente do trabalho, não há que se falar em pagamento em dobro, pois a empresa não poderia prever esse infortúnio. Quando o acidentado retornar, deverá gozar as férias, mesmo fora do período concessivo, com pagamento normal, e não em dobro.... 2) No item 11, ao final, foi feita a substituição abaixo indicada: 11. REMUNERAÇÃO DAS FÉRIAS... As microempresas e empresas de pequeno porte estão dispensadas de anotar a concessão das férias no livro ou ficha de registro de empregados. O pagamento das férias e, se for o caso, o do respectivo abono de férias serão efetuados até 2 dias antes do início do respectivo período de gozo, devendo o empregado dar quitação do recebimento (CLT, art. 145). O pagamento das férias e, se for o caso, o do respectivo abono de férias serão efetuados até 2 dias antes do início do respectivo período de gozo, devendo o empregado dar quitação do recebimento (CLT, art. 145). Caso esse prazo seja desrespeitado pelo empregador, o pagamento em atraso deverá ser realizado em dobro, ainda que as férias tenham sido gozadas integralmente dentro do período concessivo. É o que estabelece a Súmula 450 do TST, nestes termos: 450 É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído o terço constitucional, com base no art. 137 da CLT, quando, ainda que gozadas na época própria, o empregador tenha descumprido o prazo previsto no art. 145 do mesmo diploma legal. CAPITULO 12

11 1) No item 2.6, ao final, foi feita a substituição abaixo indicada: 2.6. Participação nos lucros... A participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa está disciplinada na Lei , de 19 de dezembro de Ainda a respeito do direito do empregado à participação nos lucros e resultados da empresa, merece destaque a Súmula 451 do TST: 451 Fere o princípio da isonomia instituir vantagem mediante acordo coletivo ou norma regulamentar que condiciona a percepção da parcela participação nos lucros e resultados ao fato de estar o contrato de trabalho em vigor na data prevista para a distribuição dos lucros. Assim, inclusive na rescisão contratual antecipada, é devido o pagamento da parcela de forma proporcional aos meses trabalhados, pois o ex-empregado concorreu para os resultados positivos da empresa. 2) No item 8.2.3, foi feita a substituição abaixo indicada: Adicional de insalubridade... A partir dessas novas orientações do Supremo Tribunal Federal, podemos concluir, resumidamente, o seguinte a respeito da base de cálculo do adicional de insalubridade: (a) o salário mínimo não pode ser utilizado como base de cálculo do adicional de insalubridade; (b) é vedado ao Poder Judiciário determinar a substituição da base de cálculo do adicional de insalubridade prevista na CLT (o salário mínimo) por outra qualquer; (c) a alteração da base de cálculo do adicional de insalubridade e do correspondente critério de reajuste dependerá de lei de iniciativa do Poder Executivo; (d) a nova base de cálculo do adicional de insalubridade poderá ser fixada, também, por meio de instrumento coletivo (acordo ou convenção coletiva), desde que respeitada a base de cálculo mínima prevista em lei; (e) enquanto não for superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva, o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no valor equivalente ao salário mínimo. O reconhecimento da atividade como insalubre, para o fim de percepção do respectivo adicional, depende de perícia técnica comprovando a insalubridade do trabalho. O reconhecimento da atividade como insalubre, para o fim de percepção do respectivo adicional, depende, em primeiro lugar, de perícia técnica comprovando a insalubridade do trabalho. Em seguida, faz-se necessária a classificação da atividade pelo Ministério do Trabalho e sua inclusão em relação oficial (quadro) desse órgão. Tal entendimento e outro, relativo à higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação está consolidado na Súmula 448 do TST, nestes termos: I Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação da

12 atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. II A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano. Observe-se que, na prática, o item I da Súmula 448 limita as atividades que podem ser consideradas insalubres, ao determinar que uma atividade apenas será caracterizada como insalubre para efeitos de pagamento do adicional se estiver prevista na Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego. Não basta, assim, que laudo pericial ateste a insalubridade da atividade, devendo ela constar na classificação oficial do MTE para que o empregado faça jus ao recebimento do respectivo adicional. Já o item II coloca fim à controvérsia existente acerca da possibilidade de recebimento do adicional de insalubridade por aqueles que exercem atividade de higienização de instalações sanitárias e a respectiva coleta de lixo, dispondo que a insalubridade restará caracterizada apenas quando o serviço for prestado em instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação. O TST considera, assim, que não se pode equiparar a higienização e coleta de lixo de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação à limpeza de residências e escritórios apenas na primeira hipótese caracteriza-se a insalubridade em grau máximo.... 3) No item 8.2.4, foram feitos os três acréscimos abaixo indicados: Adicional de periculosidade... Com a nova redação dada ao art. 193 da CLT pela Lei , de 8 de dezembro de 2012, tal dispositivo legal passou a disciplinar a periculosidade para todas as atividades perigosas que impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a inflamáveis, explosivos ou energia elétrica, bem como a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial, nos termos a seguir expostos. 2 A partir da edição da Lei , de 18 de junho de 2014 que acrescentou o 4º ao art. 193 da CLT, são também consideradas perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta. Essa inovação legislativa veio atender, especialmente, aos trabalhadores chamados motoboys, muito comuns nos grandes centros urbanos do País. O trabalhador fará jus ao pagamento do adicional na forma da regulamentação 2 A Lei /2012 revogou expressamente a Lei 7.369/1985, que regrava a periculosidade para os empregados no setor de energia elétrica. Com isso, a periculosidade dos eletricitários passou, também, a ser disciplinada pelo art. 193 da CLT.

13 aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.... Reconhecida pelo Ministério do Trabalho a condição de periculosidade, o empregado fará jus ao pagamento do adicional de 30% sobre o seu salário contratual, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. Entretanto, a caracterização e a classificação da periculosidade por profissional do Ministério do Trabalho, na forma do art. 195 da CLT, são dispensadas na hipótese de a empresa pagar espontaneamente, por mera liberalidade, o adicional de periculosidade. É o que estabelece a Súmula 453 do TST, nos termos seguintes: 453 O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa, ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto, dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. 195 da CLT, pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. O adicional de periculosidade não é acumulável com o de insalubridade, devendo o empregado, uma vez configuradas as duas situações, optar por um deles (CLT, art. 193, 2.º).... Em relação à atividade de vigilância, como, mesmo antes da obrigação legal, era comum que fosse previsto em norma coletiva o pagamento de adicionais de periculosidade aos trabalhadores, dispõe a CLT que serão descontados ou compensados do adicional de periculosidade outros da mesma natureza eventualmente já concedidos ao vigilante por meio de acordo coletivo (art. 193, 3.º). No final de 2013, tivemos a edição da Súmula 447 do TST, na qual o Tribunal consolidou o seu entendimento sobre o não cabimento do adicional de periculosidade em caso de permanência da tripulação na aeronave durante o abastecimento, haja vista que o trabalhador, nessa hipótese, não se encontra em contato permanente com o combustível, nem se sujeita à condição de risco acentuado. É a seguinte a redação da Súmula 447: 447 Os tripulantes e demais empregados em serviços auxiliares de transporte aéreo que, no momento do abastecimento da aeronave, permanecem a bordo não têm direito ao adicional de periculosidade a que aludem o art. 193 da CLT e o Anexo 2, item 1, "c", da NR 16 do MTE Adicional de transferência... 4) No item 9.3, ao final, foi feito o acréscimo abaixo indicado: 9.3. Ação de equiparação...

14 Por fim, cabe destacar que a equiparação salarial aqui estudada aplica-se, também, aos empregados públicos das sociedades de economia mista, entidades integrantes da chamada Administração Pública Indireta. É o entendimento do TST, consolidado na Súmula 455, nestes termos: 455 À sociedade de economia mista não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. 37, XIII, da CF/1988, pois, ao admitir empregados sob o regime da CLT, equipara-se a empregador privado, conforme disposto no art. 173, 1º, II, da CF/1988. CAPITULO 14 1) No item 1.1.3, foram feitas as substituições abaixo indicadas: Valor do benefício... A título de exemplo, apresentamos a tabela vigente a partir de 1.º de janeiro de 2013 (toma por base o salário mínimo de R$ 678,00, vigente a partir de 1.º de janeiro de 2013): FAIXAS DE SALÁRIO MÉDIO VALOR DA PARCELA Até R$ 1.090,43. Multiplica-se o salário médio por 0.8 (80%). De R$ 1.090,44 até R$ 1.817,56. O que exceder a 1.090,43 multiplica-se por 0,5 (50%) e soma-se a 872,35. Acima de R$ 1.817,56. O valor da parcela será de R$ 1.235,91 invariavelmente.

15 É importante ressaltar que, da aplicação da tabela acima, não poderá resultar, em hipótese alguma, um valor para a parcela do seguro-desemprego inferior ao salário mínimo. Por exemplo, se o salário médio do trabalhador for de R$ 750,00, a aplicação da tabela acima resultaria em um valor de RS 600,00 (80% de R$ 750,00) para a parcela do seguro-desemprego. Entretanto, nesse caso, a parcela será de R$ 678,00 (salário mínimo a partir de 1.º de janeiro de 2013), porque o valor do benefício não pode, em nenhuma hipótese, ser inferior ao salário mínimo. A título de exemplo, apresentamos a tabela vigente a partir de 11 de janeiro de 2014 (toma por base o salário mínimo de R$ 724,00, vigente a partir de 1.º de janeiro de 2014): FAIXAS DE SALÁRIO MÉDIO VALOR DA PARCELA Até R$ 1.151,06. Multiplica-se o salário médio por 0.8 (80%).. De R$ 1.151,07 até R$ 1.918,62. O que exceder a R$ 1.151,06 multiplica-se por 0,5 (50%) e soma-se a R$ 920,85. Acima de R$ 1.918,62. O valor da parcela será de R$ 1.304,63 invariavelmente. É importante ressaltar que, da aplicação da tabela acima, não poderá resultar, em hipótese alguma, um valor para a parcela do seguro-desemprego inferior ao salário mínimo. Por exemplo, se o salário médio do trabalhador for de R$ 750,00, a aplicação da

16 tabela acima resultaria em um valor de RS 600,00 (80% de R$ 750,00) para a parcela do seguro-desemprego. Entretanto, nesse caso, a parcela será de R$ 724,00 (salário mínimo a partir de 1.º de janeiro de 2014), porque o valor do benefício não pode, em nenhuma hipótese, ser inferior ao salário mínimo Prazo para requerimento... 2) No item 2.1, foram feitas as substituições abaixo indicadas: 2.1. Beneficiários Considerando o valor do salário mínimo vigente a partir de 1.º de janeiro de 2013 (R$ 678,00), o salário-família é devido, mensalmente, ao segurado empregado, urbano e rural, e ao trabalhador avulso com remuneração até R$ 971,78 (novecentos e setenta e um reais e setenta e oito centavos). O valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até quatorze anos de idade incompletos, ou inválido de qualquer idade, é de R$ 33,16 (trinta e três reais e dezesseis centavos) para o segurado com remuneração mensal até R$ 646,55 (seiscentos e quarenta e seis reais e cinquenta e cinco centavos), e de R$ 23,36 (vinte e três reais e trinta e seis centavos) para o segurado com remuneração mensal superior a R$ 646,55 (seiscentos e quarenta e seis reais e cinquenta e cinco centavos) e igual ou inferior a R$ 971,78 (novecentos e setenta e um reais e setenta e oito centavos). Valor do Salário-Família Tabela válida a partir de 1.º de janeiro de FAIXA DE SALÁRIO VALOR DO SALÁRIO-FAMÍLIA até R$ 646,55 R$ 33,16 de R$ 646,56 a R$ 971,78 R$ 23,36

17 acima de R$ 971,78 não é devido Considerando o valor do salário mínimo vigente a partir de 1.º de janeiro de 2014 (R$ 724,00), o salário-família é devido, mensalmente, ao segurado empregado, urbano e rural, e ao trabalhador avulso com remuneração até R$ 1.025,81 (mil e vinte e cinco reais e oitenta e um centavos). O valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até quatorze anos de idade incompletos, ou inválido de qualquer idade, é de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) para o segurado com remuneração mensal até R$ 682,50 (seiscentos e oitenta e dois reais e cinquenta centavos), e de R$ 24,66 (vinte e quatro reais e sessenta e seis centavos) para o segurado com remuneração mensal superior a R$ 682,50 (seiscentos e oitenta e dois reais e cinquenta centavos) e igual ou inferior a R$ 1.025,81 (mil e vinte e cinco reais e oitenta e um centavos). Valor do Salário-Família Tabela válida a partir de 1.º de janeiro de FAIXA DE SALÁRIO VALOR DO SALÁRIO-FAMÍLIA até R$ 682,50 R$ 35,00 de R$ 682,51 a R$ 1.025,81 R$ 24,66 acima de R$ 1.025,81 não é devido

18 O benefício é devido ao segurado que tiver filho menor de 14 anos, ou inválido de qualquer idade, podendo ser equiparados ao filho o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação.... Em síntese, são os seguintes os beneficiários: a) o segurado empregado e trabalhador avulso com remuneração mensal não superior a R$ 646,55, que fará jus a uma cota de R$ 33,16; e o segurado empregado e trabalhador avulso com remuneração mensal superior a R$ 646,55 e igual ou inferior a R$ 971,78, que tem direito a uma cota de R$ 23,36; a) o segurado empregado e trabalhador avulso com remuneração mensal não superior a R$ 682,50, que fará jus a uma cota de R$ 35,00; e o segurado empregado e trabalhador avulso com remuneração mensal superior a R$ 682,50 e igual ou inferior a R$ 1.025,81, que tem direito a uma cota de R$ 24,66; b) o segurado empregado doméstico, na forma disciplinada em lei;... 3) No item 2.2, foi feita a substituição abaixo indicada: 2.2. Possibilidade de acumulação... Se houver divórcio, separação judicial ou de fato dos pais, ou em caso de abandono legalmente caracterizado ou perda do pátrio-poder, o salário-família passará a ser pago diretamente àquele a cujo cargo ficar o sustento do menor, ou a outra pessoa, se houver determinação judicial nesse sentido. Assim, mãe e pai casados, sendo os dois empregados, com salário de contribuição inferior ou igual a R$ 971,78 e que tenham em comum cinco filhos menores de 14 anos, receberão, cada qual, cinco salários-família. Caso se divorciem, e a guarda judicial dos filhos fique com a mãe, a partir da separação os cinco salários-família relativos ao emprego do pai passarão a ser pagos pela empresa diretamente à mãe. Esta, portanto, receberá dez salários-família ao todo: cinco relativos ao seu emprego e cinco referentes ao do pai. Assim, mãe e pai casados, sendo os dois empregados, com salário de contribuição inferior ou igual a R$ 1.025,81 e que tenham em comum cinco filhos menores de 14 anos, receberão, cada qual, cinco salários-família. Caso se divorciem, e a guarda judicial dos filhos fique com a mãe, a partir da separação os cinco salários-família relativos ao emprego do pai passarão a ser pagos pela empresa diretamente à mãe. Esta, portanto, receberá dez salários-família ao todo: cinco relativos ao seu emprego e cinco referentes ao do pai Carência e condições para concessão...

19 4) No item 2.4, foi feita a substituição abaixo indicada: 2.4. Pagamento... O salário-família do trabalhador avulso independe do número de dias trabalhados no mês, devendo o seu pagamento corresponder ao valor integral da cota. Portanto, se o trabalhador empregado foi admitido ou dispensado no dia 15 do mês, receberá, em relação a este mês, proporcionalmente. No caso, somente lhe serão pagos 50% da quota do salário-família (metade de R$ 33,16 ou de R$ 23,36, a depender da sua faixa salarial). Diversamente, se o trabalhador avulso trabalhou, por exemplo, apenas 13 dias em um mês, receberá, ainda assim, a quota integral (R$ 33,16 ou R$ 23,36, de acordo com a sua faixa salarial). Portanto, se o trabalhador empregado foi admitido ou dispensado no dia 15 do mês, receberá, em relação a este mês, proporcionalmente. No caso, somente lhe serão pagos 50% da quota do salário-família (metade de R$ 35,00 ou de R$ 24,66, a depender da sua faixa salarial). Diversamente, se o trabalhador avulso trabalhou, por exemplo, apenas 13 dias em um mês, receberá, ainda assim, a quota integral (R$ 35,00 ou R$ 24,66, de acordo com a sua faixa salarial). O salário-família correspondente ao mês de afastamento do trabalho será pago integralmente pela empresa, pelo sindicato ou órgão gestor de mão de obra, conforme o caso, e o do mês da cessação de benefício pelo INSS.... CAPITULO 15 1) No item 16, foi feito o acréscimo abaixo indicado: 16. ATIVIDADES INSALUBRES... Os efeitos pecuniários da insalubridade serão devidos a contar da data da inclusão da respectiva atividade nos quadros aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (CLT, art. 196). Observe-se que são duas as condições para que o empregado passe a ter direito à percepção do adicional de insalubridade: (a) perícia técnica a cargo de Médico do

20 Trabalho ou Engenheiro do Trabalho constatando a insalubridade do trabalho; e (b) classificação e inclusão da atividade insalubre na relação oficial (quadro) do Ministério do Trabalho e Emprego (TST, Súmula 448, item I). Estabelecida a insalubridade da atividade pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o não pagamento do adicional pela empresa possibilita ao empregado ingressar com reclamação na justiça, seja pessoalmente, seja por meio do sindicato. O juiz designará um perito que fará o laudo e, comprovando-se a situação, receberá o empregado inclusive as parcelas vencidas, desde que não prescritas.... 2) No item 17, foram feitos os acréscimos abaixo indicados: 17. ATIVIDADES PERIGOSAS... Com efeito, a Lei 7.369/1985, que disciplinava a periculosidade para os empregados no setor de energia elétrica, foi expressamente revogada pela Lei /2012. Em decorrência, a periculosidade dos eletricitários passou, também, a ser disciplinada pelo art. 193 da CLT. Pela mesma razão, restou superada a Súmula 191 do TST, na parte em que, amparada no art. 1.º da antiga Lei 7.363/1985, estabelecia base de cálculo diferenciada para a incidência do adicional de periculosidade aos eletricitários. 3 A partir da edição da Lei , de 18 de junho de 2014 que acrescentou o 4º ao art. 193 da CLT, são também consideradas perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta. Essa inovação legislativa veio atender, especialmente, aos trabalhadores chamados motoboys, muito comuns nos grandes centros urbanos do País. Têm direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente a condições de risco e também o empregado que, de forma intermitente, está sujeito a tais condições. O adicional é indevido, apenas, quando o contato dá-se de forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo habitual, ocorre por tempo extremamente reduzido (TST, Súmula 364).... O trabalho dos eletricitários, dos vigilantes (segurança pessoal ou patrimonial) e dos empregados que operam bomba de gasolina (TST, Súmula 39) é considerado perigoso, ensejando direito ao adicional de periculosidade. Por outro lado, os tripulantes e demais empregados em serviços auxiliares de transporte aéreo que, no momento do abastecimento da aeronave, permanecem a bordo não têm direito ao adicional de periculosidade (Súmula 447). O trabalho em condições de periculosidade dá ao empregado o direito ao adicional de 3 A parte final da Súmula 191 do TST estabelecia que, em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade fosse efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial.

Férias Coletivas: AULA 7: terço constitucional

Férias Coletivas: AULA 7: terço constitucional AULA 7: Férias Coletivas: ART. 7º, XVII, CRFB gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, ⅓ a + do que o salário normal. FÉRIAS = SALÁRIO + ⅓ terço constitucional férias coletivas art. 139 a 141

Leia mais

INFORMATIVO 14/2015 LEI COMPLEMENTAR REGULAMENTA DIREITO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS

INFORMATIVO 14/2015 LEI COMPLEMENTAR REGULAMENTA DIREITO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS Data do boletim informativo Volume 1, Edição 1 Digite o título aqui INFORMATIVO 14/2015 LEI COMPLEMENTAR REGULAMENTA DIREITO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015 -

Leia mais

O trabalhador pode começar a trabalhar sem dispor de CTPS? Não. O empregado não poderá ser admitido se não dispuser de CTPS.

O trabalhador pode começar a trabalhar sem dispor de CTPS? Não. O empregado não poderá ser admitido se não dispuser de CTPS. Direitos básicos dos Profissionais de Educação Física PERGUNTAS E RESPOSTAS CTPS Para que serve a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)? A CTPS serve como meio de prova: a ) da relação de emprego;

Leia mais

Está em vigor a Lei Complementar n. 150, de 1º de junho de 2015, que dispõe sobre o trabalho doméstico.

Está em vigor a Lei Complementar n. 150, de 1º de junho de 2015, que dispõe sobre o trabalho doméstico. RESUMO INFORMATIVO SOBRE TRABALHO DOMÉSTICO Está em vigor a Lei Complementar n. 150, de 1º de junho de 2015, que dispõe sobre o trabalho doméstico. Lei Complementar n. 150/2015 Jul 2015 Este resumo informativo

Leia mais

DIREITOS E DEVERES:TRABALHADOR E EMPREGADOR

DIREITOS E DEVERES:TRABALHADOR E EMPREGADOR DIREITOS E DEVERES:TRABALHADOR E EMPREGADOR Por intermédio destas informações, o SITRIVESCH tem por finalidade informar o trabalhador de seus direitos/deveres. Importante destacar que o não cumprimento

Leia mais

Seguro Desemprego : art. 7º, II da CRFB

Seguro Desemprego : art. 7º, II da CRFB AULA 10: Seguro Desemprego : art. 7º, II da CRFB Amparo legal: art. 7º, II da CRFB. * urbanos e rurais: Lei nº 7.998/90, Lei nº 8.900/94 e Resolução do CODEFAT 467/05. * domésticos: artigo 6º-A da Lei

Leia mais

CLÁUSULA TERCEIRA VALE TRANSPORTE

CLÁUSULA TERCEIRA VALE TRANSPORTE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2005/2006 PELO PRESENTE INSTRUMENTO DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO DE UM LADO O SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE RÁDIODIFUSÃO DO ESTADO DO PARANÁ, A SEGUIR DENOMINADO

Leia mais

DURAÇÃO DO TRABALHO Prof. Maria Cláudia Felten E-mail: maria.claudia.felten@terra.com.br JORNADA DE TRABALHO - Jornada de trabalho. - Benefícios da jornada de trabalho. - Diferença entre jornada de trabalho

Leia mais

Novidades Trabalhistas

Novidades Trabalhistas Novidades Trabalhistas Ampliação do contrato temporário passa a valer em 1º de Julho. Lei publicada altera artigo da CLT determinando pagamento de adicional de periculosidade para motociclistas. Empresa

Leia mais

Direitos do Empregado Doméstico

Direitos do Empregado Doméstico Direitos do Empregado Doméstico Com a aprovação da Emenda Constitucional n 72, que ocorreu em 02/04/2013, o empregado doméstico passou a ter novos direitos. Alguns deles independem de regulamentação e,

Leia mais

Lição 11. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS

Lição 11. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS Lição 11. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS (Lei nº 8.036, de 11/5/90, e Decreto nº 99.684, de 8/11/90). 11.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é uma conta

Leia mais

OAB 1ª FASE- EXTENSIVO VESPERTINO Disciplina: Direito do Trabalho Prof. Leone Pereira Data: 08.09.2009 Aula nº 02

OAB 1ª FASE- EXTENSIVO VESPERTINO Disciplina: Direito do Trabalho Prof. Leone Pereira Data: 08.09.2009 Aula nº 02 OAB 1ª FASE- EXTENSIVO VESPERTINO Disciplina: Direito do Trabalho Prof. Leone Pereira Data: 08.09.2009 Aula nº 02 TEMAS TRATADOS EM AULA 1. JORNADA DE TRABALHO (art. 4º, CLT) O instituto tem origem na

Leia mais

Carência para o recebimento do benefício pensão por morte?

Carência para o recebimento do benefício pensão por morte? 1 Carência para o recebimento do benefício pensão por morte? A MP 664 de dezembro de 2014 previu uma carência de 24 meses para a obtenção do benefício pensão por morte. Depois de muita discussão no Congresso

Leia mais

EMPREGADO DOMÉSTICO INOVAÇÕES LEGISLATIVAS DA LEI COMPLEMENTAR 150 CAPÍTULO I PRINCIPAIS EVOLUÇÕES LEGISLATIVAS A categoria dos empregados domésticos tem como principais regulamentações legislativas, por

Leia mais

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO/2006 SESCOOP SINDAF/DF

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO/2006 SESCOOP SINDAF/DF ACORDO COLETIVO DE TRABALHO/2006 SESCOOP SINDAF/DF ACORDO COLETIVO DE TRABALHO, que celebram de um lado, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo SESCOOP NACIONAL - CNPJ N.º 03.087.543/0001-86,

Leia mais

15 - BASES DE INCIDÊNCIA E NÃO INCIDÊNCIA

15 - BASES DE INCIDÊNCIA E NÃO INCIDÊNCIA 15 - BASES DE INCIDÊNCIA E NÃO INCIDÊNCIA 15.1 - Integram a remuneração para fins de cálculos dos valores devidos à Previdência Social e a serem recolhidos para o FGTS, dentre outras, as seguintes parcelas:

Leia mais

- CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL -

- CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL - - CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL - Copyright -Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada destes materiais, no todo ou em parte, constitui violação do direitos autorais. (Lei nº 9.610). 4.

Leia mais

A Constituição Federal88 determina em seu art. 201 a garantia do benefício de salário-família aos trabalhadores de baixa renda.

A Constituição Federal88 determina em seu art. 201 a garantia do benefício de salário-família aos trabalhadores de baixa renda. SALÁRIO-FAMÍLIA - Considerações Gerais Matéria atualizada com base na legislação vigente em: 07/05/2013. Sumário: 1 - Introdução 2 - Salário-Família 3 - Beneficiários 3.1 - Filho - Equiparação 3.2 - Verificação

Leia mais

A NOVA REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO DOMÉSTICO

A NOVA REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO DOMÉSTICO A NOVA REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO DOMÉSTICO Sara Costa Benevides 1 Advogada Sócia de Homero Costa Advogados Lorena Efigênia da Cruz Silva Estagiária de Homero Costa Advogados INTRODUÇÃO No Diário Oficial

Leia mais

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2010/2011

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2010/2011 ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2010/2011 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: RJ001554/2010 DATA DE REGISTRO NO MTE: 12/08/2010 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR032670/2010 NÚMERO DO PROCESSO: 46215.023032/2010-49 DATA DO

Leia mais

Regulamentação da Periculosidade dos Motociclistas

Regulamentação da Periculosidade dos Motociclistas CPA 42 Anos Evento Presencial - Atualidades da Área Trabalhista e Previdenciária - Regulamentação da Periculosidade dos Motociclistas e as Novidades sobre o esocial Regulamentação da Periculosidade dos

Leia mais

Férias Proporcionais Até 5 faltas 6 a 14 faltas 15 a 23 faltas 24 a 32 faltas

Férias Proporcionais Até 5 faltas 6 a 14 faltas 15 a 23 faltas 24 a 32 faltas FÉRIAS ASPECTOS GERAIS Férias é o período de descanso anual, que deve ser concedido ao empregado após o exercício de atividades por um ano, ou seja, por um período de 12 meses, período este denominado

Leia mais

O Adicional de Periculosidade

O Adicional de Periculosidade 1 O Adicional de Periculosidade 1 - O Adicional de Periculosidade 1.1 Introdução 1.2 Conceito 1.3 Legislação 1.3.1 - A questão das substancias radioativas e radiação ionizante 1.4 - Da caracterização 1.5

Leia mais

CÁLCULOS TRABALHISTAS

CÁLCULOS TRABALHISTAS CÁLCULOS TRABALHISTAS Remuneração - Salário acrescido da média das variáveis (exemplo: comissões) dos últimos 12 meses. - Média: soma das 6 maiores parcelas variáveis mês a mês, divididas por 6, dentro

Leia mais

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO Página 1 de 7 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2012/2013 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: SC002511/2012 DATA DE REGISTRO NO MTE: NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR053502/2012 NÚMERO DO PROCESSO: 46220.005004/2012-32 DATA

Leia mais

INQUÉRITO PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVE

INQUÉRITO PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVE ESTABILIDADE ESTABILIDADE DEFINITIVA X ESTABILIDADE PROVISÓRIA (GARANTIA DE EMPREGO) DIRIGENTE SINDICAL Art. 8, VIII CF + Art. 543, 3º CLT + Súmula 369 TST Tanto titulares como SUPLENTES (dirigentes sindicais)

Leia mais

DEPARTAMENTO PESSOAL

DEPARTAMENTO PESSOAL DEPARTAMENTO PESSOAL DÚVIDAS MAIS FREQUENTES 1 1. Documentos necessários para admissão Para o processo de admissão, o novo funcionário deverá apresentar a relação de documentos abaixo: *Carteira de Trabalho

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Emendas Constitucionais Emendas Constitucionais de Revisão Ato das Disposições

Leia mais

Recursos Humanos. Cálculos de Folha de Pagamento - Férias e Décimo-Terceiro. Férias - Finalidade. Férias - Direito. Patrícia Ramos Palmieri

Recursos Humanos. Cálculos de Folha de Pagamento - Férias e Décimo-Terceiro. Férias - Finalidade. Férias - Direito. Patrícia Ramos Palmieri Recursos Humanos Patrícia Ramos Palmieri Cálculos de Folha de Pagamento - Férias e Décimo-Terceiro 1 Férias - Finalidade A finalidade básica da concessão das férias é o restabelecimento das forças físicas

Leia mais

PL 4330 Reunião realizada no dia

PL 4330 Reunião realizada no dia PL 4330 Reunião realizada no dia PL 4330 Propostas de alteração Observações das Centrais Sindicais Dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes.

Leia mais

FÉRIAS INDIVIDUAIS. Neste fascículo de Uma entrevista com o Advogado, apresentamos algumas respostas aos questionamentos sobre férias individuais.

FÉRIAS INDIVIDUAIS. Neste fascículo de Uma entrevista com o Advogado, apresentamos algumas respostas aos questionamentos sobre férias individuais. FÉRIAS INDIVIDUAIS Neste fascículo de Uma entrevista com o Advogado, apresentamos algumas respostas aos questionamentos sobre férias individuais. 1) Quem tem direito a férias individuais? Todos os empregados

Leia mais

O CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO

O CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO O CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO Thiago Leão Nepomuceno (*)1 Normalmente, todo final de ano ao se aproximar traz consigo um aumento na demanda de algumas empresas, fazendo com que a necessidade

Leia mais

Atualizações Jurisprudenciais 2012 Professoras Ana Paula Alvares e Simone Belfort

Atualizações Jurisprudenciais 2012 Professoras Ana Paula Alvares e Simone Belfort Na 2ª Semana do TST realizada no início do mês de setembro de 2012, algumas súmulas e orientações jurisprudências sofreram alterações e cancelamentos. Abaixo as alterações separadas por assunto em direito

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Adicional de Periculosidade sobre horas extras e férias

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Adicional de Periculosidade sobre horas extras e férias Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Adicional de Periculosidade sobre horas extras e férias 21/02/2014 Título do documento Sumário 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise

Leia mais

Dispensa Sem Justa Causa. Dispensa com Justa Causa. (**) Culpa Recíproca ou Força Maior. Rescisão Indireta. Pedido de Demissão

Dispensa Sem Justa Causa. Dispensa com Justa Causa. (**) Culpa Recíproca ou Força Maior. Rescisão Indireta. Pedido de Demissão RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO VERBAS RESCISÓRIAS (Antes de qualquer procedimento rescisório, importante ler os cuidados especiais ao final Verbas adicionais) Dispensa Sem Justa Causa AvisoPrévio Dispensa

Leia mais

Parágrafo Único -- Não serão compensados os aumentos decorrentes de promoção, transferência, equiparação salarial e término de aprendizagem.

Parágrafo Único -- Não serão compensados os aumentos decorrentes de promoção, transferência, equiparação salarial e término de aprendizagem. CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO CELEBRADA ENTRE O SINDIMVET SINDICATO DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO e SINPAVET SINDICATO PATRONAL DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS DO ESTADO DE SÀO PAULO PERÍODO

Leia mais

Analista de Serviço Social do INSS

Analista de Serviço Social do INSS PRESTAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL BENEFÍCIOS E SERVIÇOS Passaremos, agora, a estudar detalhadamente os diversos benefícios e serviços do Regime Geral de Previdência Social, suas regras básicas e específicas.

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Procedimento adotado quando o parto da empregada gestante ocorrer no seu período de férias

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Procedimento adotado quando o parto da empregada gestante ocorrer no seu período de férias gestante ocorrer no seu período de férias 25/03/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 4 4. Conclusão... 8 5. Informações

Leia mais

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2004/2005

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2004/2005 GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E POLIÍTICA RURAL - DAR CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DO ESTADO DE SANTA CATARINA S.A - CEASA/SC ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2004/2005

Leia mais

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2009/2010

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2009/2010 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2009/2010 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: SC000812/2009 DATA DE REGISTRO NO MTE: 19/06/2009 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR017988/2009 NÚMERO DO PROCESSO: 46220.002440/2009-54 DATA

Leia mais

Tabela Prática de Verbas que compõem a Base de Cálculo para incidência de INSS, FGTS e IRRF

Tabela Prática de Verbas que compõem a Base de Cálculo para incidência de INSS, FGTS e IRRF Tabela Prática de Verbas que compõem a Base de Cálculo para incidência de INSS, FGTS e IRRF Discriminação INSS Fundamento legal FGTS Fundamento legal IRRF Fundamento legal Abono de férias - pecuniário

Leia mais

http://www.lgncontabil.com.br/

http://www.lgncontabil.com.br/ 1. INTRODUÇÃO ADMISSÃO DE EMPREGADOS PROCEDIMENTOS Para cada admissão a empresa deve observar, além dos itens descritos nesta matéria, as normas relativas à Segurança do Trabalho, conforme Portaria MTb

Leia mais

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2011/2012

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2011/2012 ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2011/2012 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: PR001621/2011 DATA DE REGISTRO NO MTE: 17/05/2011 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR020706/2011 NÚMERO DO PROCESSO: 46212.008089/2011-29 DATA DO

Leia mais

No âmbito do RPPS Regime Próprio de Previdência Social de Camaçari, não há exigência de cumprimento de carência para percepção deste beneficio.

No âmbito do RPPS Regime Próprio de Previdência Social de Camaçari, não há exigência de cumprimento de carência para percepção deste beneficio. ESPÉCIES DE BENEFÍCIOS PARA OS SEGURADOS 1. APOSENTADORIA Aposentadoria por Invalidez No âmbito do RPPS Regime Próprio de Previdência Social de Camaçari, não há exigência de cumprimento de carência para

Leia mais

Manual Prático Trabalhista e Previdenciário

Manual Prático Trabalhista e Previdenciário Manual Prático Trabalhista e Previdenciário Qual é o prazo para pagamento dos salários dos empregados? R: O pagamento deve ser realizado até o 5º dia útil do mês seguinte. Esta deve ser a data em que deve

Leia mais

DIREITO DO TRABALHO Prof. Rodolpho Bacchi www.facebook.com/direitodotrabalhobatista www.rodolphobacchi.com.br

DIREITO DO TRABALHO Prof. Rodolpho Bacchi www.facebook.com/direitodotrabalhobatista www.rodolphobacchi.com.br DIREITO DO TRABALHO Prof. Rodolpho Bacchi www.facebook.com/direitodotrabalhobatista www.rodolphobacchi.com.br Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho A interrupção e a suspensão do contrato de

Leia mais

DO TRABALHO DA MULHER E DO MENOR

DO TRABALHO DA MULHER E DO MENOR Direito do da Mulher e do Menor Maria Inês Gerardo TRABALHO DA MULHER E DO MENOR DO TRABALHO DA MULHER ART 7º, XX: proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos

Leia mais

DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 3 OUTROS TIPOS DE CONTRATOS DE TRABALHO

DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 3 OUTROS TIPOS DE CONTRATOS DE TRABALHO DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 3 OUTROS TIPOS DE CONTRATOS DE TRABALHO Índice 1. Outros Tipos de Contratos de Trabalho...3 1.1. Trabalho Rural... 3 1.2. Estagiário... 4 1.3. Trabalho Temporário... 5 1.4.

Leia mais

Férias Individuais e Coletivas; Período Aquisitivo e Concessivo; Remuneração; Abono; Efeitos na Rescisão Contratual

Férias Individuais e Coletivas; Período Aquisitivo e Concessivo; Remuneração; Abono; Efeitos na Rescisão Contratual Lição 6. Férias Férias Individuais e Coletivas; Período Aquisitivo e Concessivo; Remuneração; Abono; Efeitos na Rescisão Contratual 6.1. FÉRIAS INDIVIDUAIS: arts. 129 a 138 da CLT. As férias correspondem

Leia mais

O IMPACTO NA CONTABILIZAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS COM A ALTERAÇÃO DOS SEUS DIREITOS PELA PEC DAS DOMÉSTICAS

O IMPACTO NA CONTABILIZAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS COM A ALTERAÇÃO DOS SEUS DIREITOS PELA PEC DAS DOMÉSTICAS O IMPACTO NA CONTABILIZAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS COM A ALTERAÇÃO DOS SEUS DIREITOS PELA PEC DAS DOMÉSTICAS Linha de pesquisa: Gestão Empresarial João Paulo dos Santos Ribeiro

Leia mais

DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO 1ª Parcela

DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO 1ª Parcela DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO 1ª Parcela Sumário 1. Introdução 2. Quem Tem Direito 3. Valor a Ser Pago 3.1 - Empregados Admitidos Até 17 de Janeiro 3.2 - Empregados Admitidos Após 17 de Janeiro 3.3 - Empregados

Leia mais

1. VIGÊNCIA A presente convenção terá vigência de 12 (doze) meses a contar de 1º de julho de 2.012.

1. VIGÊNCIA A presente convenção terá vigência de 12 (doze) meses a contar de 1º de julho de 2.012. EMPREGADOS EM SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL FACTORING Entre as partes, de um lado, representando a Categoria Profissional, o SINDICATO DOS EMPREGADOS DE AGENTES AUTONOMOS DO COMÉRCIO E EM EMPRESAS DE

Leia mais

HORAS EXTRAS E SEUS REFLEXOS TRABALHISTAS

HORAS EXTRAS E SEUS REFLEXOS TRABALHISTAS CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL MINÁRIO DE ASSUNTOS CONTÁBEIS DE PORTO ALEGRE SEMINÁRIO ASSUNTOS CONTÁBEIS DE PORTO ALEGRE SEMINÁRIO DE ASSUNTOÁBEIS DE PORTO ALEERIO PALESTRA HORAS

Leia mais

INSS/FGTS/IRRF TABELA DE INCIDÊNCIAS

INSS/FGTS/IRRF TABELA DE INCIDÊNCIAS INSS/FGTS/IRRF TABELA DE INCIDÊNCIAS Abonos de qualquer natureza Evento Descrição INSS FGTS IRRF Acidente de Trabalho - Típico - Trajeto - Doença Laboral Acidente de Trabalho - Típico - Trajeto - Doença

Leia mais

LEI Nº 9.601, DE 21 DE JANEIRO DE 1998. Dispõe sobre o contrato de trabalho por prazo determinado e dá outras providências

LEI Nº 9.601, DE 21 DE JANEIRO DE 1998. Dispõe sobre o contrato de trabalho por prazo determinado e dá outras providências LEI Nº 9.601, DE 21 DE JANEIRO DE 1998 Dispõe sobre o contrato de trabalho por prazo determinado e dá outras providências (Alterada pela MP Nº 2.076-35/27.03.2001, MP Nº 2.164-41/24.08.2001 já inserida

Leia mais

PONTO CERTO OAB por ISADORA ATHAYDE E THIAGO ATHAYDE

PONTO CERTO OAB por ISADORA ATHAYDE E THIAGO ATHAYDE PONTO CERTO OAB por ISADORA ATHAYDE E THIAGO ATHAYDE O nosso item do edital de hoje será: EMPREGADO DOMÉSTICO Algo que devemos atentar de início é ao fato de não aplicarmos a CLT ao empregado doméstico,

Leia mais

Celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho previstas nas cláusulas seguintes:

Celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho previstas nas cláusulas seguintes: SINDICATO TRABALHADORES MOV MERC EM GERAL DE PASSOS, CNPJ n. 64.480.692/0001-03, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). Manoel Messias dos Reis Silva; E FEDERACAO DO COMERCIO DE BENS, SERVICOS

Leia mais

INSS/FGTS/IRRF - TABELA DE INCIDÊNCIAS Tabela de incidências

INSS/FGTS/IRRF - TABELA DE INCIDÊNCIAS Tabela de incidências INSS/FGTS/IRRF - TABELA DE INCIDÊNCIAS Tabela de incidências Evento Descrição INSS FGTS IRRF Abonos de qualquer natureza Acidente de Trabalho - Típico - Trajeto - Doença Laboral Acidente de Trabalho -

Leia mais

APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO 1- DEFINIÇÃO APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO 1.1 Passagem do servidor da atividade para a inatividade, com proventos calculados de acordo com a média aritmética das maiores remunerações,

Leia mais

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2015

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2015 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2015 SINDICATO DOS TECNICOS EM SEGURANCA TRABALHO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, CNPJ n. 25.578.642/0001-01, neste ato representado por seu Presidente, Sr. CLÁUDIO FERREIRA SANTOS;

Leia mais

DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS

DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS 1. INTRODUÇÃO O direito previdenciário é o ramo do Direito que disciplina a estrutura das organizações, o custeio, os benefícios e os beneficiários do sistema previdenciário. A

Leia mais

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2008/2009

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2008/2009 ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2008/2009 Data-base - Maio/2008 BR 101 Km 205 Barreiros São José SC 1 Pelo presente instrumento, de um lado a Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina S.A - CEASA/SC,

Leia mais

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2014/2014

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2014/2014 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2014/2014 SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE AUTOMÓVEIS E ACESSÓRIOS DE BELO HORIZONTE, CNPJ n. 17.265.893/0001-08, neste ato representado por seu Presidente, Sr. HELTON

Leia mais

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2004/2005 S A N T U R

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2004/2005 S A N T U R ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2004/2005 S A N T U R Termo de Acordo Coletivo de Trabalho, que entre si celebram o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE ASSESSORAMENTO, PERÍCIA, PESQUISA E INFORMAÇÕES

Leia mais

Súmario. Súmario 5 APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO REVISAÇO... 11 CAPÍTULO II SUJEITOS DA RELAÇÃO DE TRABALHO... 77 QUESTÕES... 77

Súmario. Súmario 5 APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO REVISAÇO... 11 CAPÍTULO II SUJEITOS DA RELAÇÃO DE TRABALHO... 77 QUESTÕES... 77 Súmario 5 Súmario APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO REVISAÇO... 11 APRESENTAÇÃO À 2ª EDIÇÃO... 13 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO... 15 QUESTÕES... 15 1. Parte histórica... 15 2. Interpretação e integração...

Leia mais

Pessoa ou família que admite a seu serviço empregado doméstico (Decreto nº 71.885/1973, art. 3º, II).

Pessoa ou família que admite a seu serviço empregado doméstico (Decreto nº 71.885/1973, art. 3º, II). FONTE: www.iobonlineregulatorio.com.br EMPREGADO DOMÉSTICO: Considera-se doméstico o empregado que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família, no âmbito residencial

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO REVISAÇO... 17 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO... 19 QUESTÕES...

APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO REVISAÇO... 17 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO... 19 QUESTÕES... Sumário 7 Sumário APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO REVISAÇO... 17 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO... 19 QUESTÕES... 19 1. Parte Histórica... 19 2. Interpretação e Integração... 29 3. Fontes... 36 4.

Leia mais

Atuação do Gestor. no Departamento de Pessoal. Gestão de Pessoas. Fernando Silva da Paixão

Atuação do Gestor. no Departamento de Pessoal. Gestão de Pessoas. Fernando Silva da Paixão Atuação do Gestor no Departamento de Pessoal Atuação do Gestor Férias E 13º Salário Sistema Integrado de Gestão de Pessoas no Dep. Pessoal PLR Férias Todo empregado adquire o direito às férias após 12

Leia mais

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR. a.1) normal: 06 horas por dia e 30 horas por semana 224, caput e 226 CLT

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR. a.1) normal: 06 horas por dia e 30 horas por semana 224, caput e 226 CLT TURMA EXTENSIVA SEMANAL Prof. Otavio Calvet Data: 09.11.2009 Aula nº 31 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR Contratos de Trabalho Especiais: I. Bancário a) Duração do trabalho - art. 224 CLT a.1) normal: 06 horas

Leia mais

Introdução ao Direito do Trabalho. Capítulo 4. Princípios do Direito do Trabalho. Capítulo 2. Fontes do Direito do Trabalho

Introdução ao Direito do Trabalho. Capítulo 4. Princípios do Direito do Trabalho. Capítulo 2. Fontes do Direito do Trabalho Sumário Capítulo 1 Introdução ao Direito do Trabalho 1.1. Conceito e denominação 1.2. Característica 1.3. Divisão 1.4. Natureza 1.5. Autonomia 1.6. Evolução no Brasil Capítulo 2 Princípios do Direito do

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007. (Do Sr. Carlos Bezerra) O Congresso Nacional decreta:

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007. (Do Sr. Carlos Bezerra) O Congresso Nacional decreta: PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Carlos Bezerra) Regulamenta as condições de trabalho do trabalhador avulso. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta lei regulamenta as condições de trabalho do trabalhador

Leia mais

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2015/2016 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: MG000363/2015 DATA DE REGISTRO NO MTE: 03/02/2015 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR002753/2015 NÚMERO DO PROCESSO: 46211.000337/2015-27 DATA DO

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos É devido auxilio pelo INSS quando o empregador estiver de férias

Parecer Consultoria Tributária Segmentos É devido auxilio pelo INSS quando o empregador estiver de férias É devido auxilio pelo INSS quando o empregador 02/04/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 4 3.1 Licença Maternidade... 7

Leia mais

ADITAMENTO DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO

ADITAMENTO DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO Pelo presente instrumento, de um lado: SINDICATO DOS SECURITÁRIOS DO RIO GRANDE DO NORTE, inscrito no CNPJ/MF sob o n 35.296.193/0001-54, com o registro sindical n DTN 24390.000613/91, com sede na Rua

Leia mais

1 - Qual o prazo que o empregador tem para efetuar o pagamento de salário ao empregado?

1 - Qual o prazo que o empregador tem para efetuar o pagamento de salário ao empregado? 1 - Qual o prazo que o empregador tem para efetuar o pagamento de salário ao empregado? O pagamento em moeda corrente, mediante recibo, deverá ser feito até o 5º dia útil do período (mês, quinzena, semana)

Leia mais

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/. CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2014/2015 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: MG005003/2014 DATA DE REGISTRO NO MTE: 05/12/2014 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR079528/2014 NÚMERO DO PROCESSO: 46211.007490/2014-02 DATA

Leia mais

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APLICÁVEL NAS RESCISÕES DOS CONTRATOS DE TRABALHO ANOTAÇÃO CTPS NA EMPREGADO DISPENSADO, SEM JUSTA CAUSA, NO PERÍODO DE 30 DIAS QUE ANTECEDE A DATA DE SUA CORREÇÃO SALARIAL MULTA DO

Leia mais

13º SALARIO Posteriormente, a Constituição Federal de 1988, em seu art. 7º,

13º SALARIO Posteriormente, a Constituição Federal de 1988, em seu art. 7º, 13º SALARIO Trabalhadores beneficiados Farão jus ao recebimento do 13º salário os seguintes trabalhadores: a) empregado - a pessoa física que presta serviços de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter

Leia mais

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO PISO SALARIAL

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO PISO SALARIAL Página 1 de 5 Imprimir Salvar TERMO ADITIVO A CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2014/2015 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: MG001556/2015 DATA DE REGISTRO NO MTE: 20/04/2015 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR076938/2014

Leia mais

Parágrafo Primeiro: Fica assegurado ao TRABALHADOR admitido para a função de outro, o percebimento de salário igual ao TRABALHADOR desligado.

Parágrafo Primeiro: Fica assegurado ao TRABALHADOR admitido para a função de outro, o percebimento de salário igual ao TRABALHADOR desligado. REFERÊNCIA: CLARO S/A PAUTA NACIONAL DE REIVINDICAÇÕES DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS CONCESSIONÁRIAS DE TELEFONIA FIXA E MÓVEL (OPERADORAS) PARA NEGOCIAÇÃO UNIFICADA DOS SINDICATOS FILIADOS À FENATTEL

Leia mais

APRENDIZ E ESTAGIÁRIO

APRENDIZ E ESTAGIÁRIO APRENDIZ E ESTAGIÁRIO Aprendiz é aquele que mediante contrato de aprendizagem ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos,

Leia mais

SENAC/DF - SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL

SENAC/DF - SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL CAMPANHA SALARIAL - 2014/2015 ELENCO DE REIVINDICAÇÃO DOS TRABALHADORES DO SENAC-SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COM COMERCIAL-ADMINISTRACAO REGIONAL DO DF O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ENTIDADES DE ASSISTÊNCIA

Leia mais

RELAÇÕES DE TRABALHO LATO SENSU

RELAÇÕES DE TRABALHO LATO SENSU RELAÇÕES DE TRABALHO LATO SENSU O trabalhador temporário é pessoa física contratada por empresa de trabalho temporário, para prestar serviços pessoalmente e mediante salário e subordinação, a empresa tomadora

Leia mais

ORIENTAÇÃO NORMATIVA SRH Nº 2, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2011. CAPÍTULO I DO DIREITO E DA CONCESSÃO

ORIENTAÇÃO NORMATIVA SRH Nº 2, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2011. CAPÍTULO I DO DIREITO E DA CONCESSÃO ORIENTAÇÃO NORMATIVA SRH Nº 2, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2011. Dispõe sobre as regras e procedimentos a serem adotados pelos órgãos setoriais e seccionais do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal

Leia mais

T E R M O A D I T I V O VIGÊNCIA: 1º/02/2012 A 31/01/2013

T E R M O A D I T I V O VIGÊNCIA: 1º/02/2012 A 31/01/2013 TERMO ADITIVO A CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO que entre si celebram, de um lado, representando a categoria profissional, o SINDICATO DOS AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS SAAE/MG,

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Funcionário afastado, e no decorrer ultrapassa o período de concessão de férias, terá diretito as férias

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Funcionário afastado, e no decorrer ultrapassa o período de concessão de férias, terá diretito as férias Funcionário afastado, e no decorrer ultrapassa o período de concessão de férias, terá diretito as férias 31/03/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3

Leia mais

Desde 2013, nove direitos já estavam valendo, como hora extra e jornada de trabalho de 8 horas diárias (veja mais detalhes abaixo).

Desde 2013, nove direitos já estavam valendo, como hora extra e jornada de trabalho de 8 horas diárias (veja mais detalhes abaixo). 02/06/2015 07h40 - Atualizado em 02/06/2015 13h01 Regulamentação dos direitos das domésticas é publicada Trabalhadoras terão adicional noturno, seguro-desemprego e mais 5 direitos. Emenda constitucional

Leia mais

Vigilância e saúde do trabalhador

Vigilância e saúde do trabalhador Vigilância e saúde do trabalhador Vigilância em Saúde do Servidor é o conjunto de ações contínuas e sistemáticas, que possibilita detectar, conhecer, pesquisar, analisar e monitorar os fatores determinantes

Leia mais

CONVENÇÃO COLETIVA 2014

CONVENÇÃO COLETIVA 2014 CONVENÇÃO COLETIVA 2014 SINDICATO DOS MENSAGEIROS MOTOCICLISTAS E CICLISTAS, MOTO- FRETE, MOTOBOYS E MOTO-TAXISTAS DE CURVELO E REGIÃO, CNPJ n 17.437.757/0001-40, NESTE ATO REPRESENTADO POR SEU PRESIDENTE,

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 4.302-C, DE 1998

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 4.302-C, DE 1998 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 4.302-C, DE 1998 SUBSTITUTIVO DO SENADO FEDERAL AO PROJETO DE LEI Nº 4.302-B, DE 1998, que altera dispositivos da Lei nº 6.019, de 3

Leia mais

Recursos Humanos Patrícia Ramos Palmieri. A elaboração da folha de pagamento. Folha de Pagamento. Folha de Pagamento

Recursos Humanos Patrícia Ramos Palmieri. A elaboração da folha de pagamento. Folha de Pagamento. Folha de Pagamento Recursos Humanos Patrícia Ramos Palmieri A elaboração da folha de pagamento A é o documento que contabiliza os valores que o empregado tem direito de receber e os descontos que ele pode sofrer. Obs. Sua

Leia mais

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO Página 1 de 6 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2011/2012 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: MG004008/2011 DATA DE REGISTRO NO MTE: NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR057851/2011 NÚMERO DO PROCESSO: 46211.008943/2011-67 DATA

Leia mais

Direitos do(a) Empregado(a) Doméstico(a)

Direitos do(a) Empregado(a) Doméstico(a) Direitos do(a) Empregado(a) Doméstico(a) Carteira de Trabalho e Previdência Social, devidamente anotada Devidamente anotada, especificando- se as condições do contrato de trabalho (data de admissão, salário

Leia mais

VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito do Trabalho

VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito do Trabalho VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito do Trabalho Peça 1) Estrutura inicial O examinando deve elaborar uma contestação, indicando o fundamento legal (artigo 847 da CLT ou artigo 300 do CPC),

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 194, DE 22 DE FEVEREIRO DE 2000.

RESOLUÇÃO Nº 194, DE 22 DE FEVEREIRO DE 2000. RESOLUÇÃO Nº 194, DE 22 DE FEVEREIRO DE 2000. Dispõe sobre as férias dos servidores do Supremo Tribunal Federal. O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o art.

Leia mais

CARTILHA SOBRE A EMENDA CONSTITUCIONAL DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS

CARTILHA SOBRE A EMENDA CONSTITUCIONAL DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS 2 de abril de 2013 CARTILHA SOBRE A EMENDA CONSTITUCIONAL DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS Hoje foi promulgada uma Emenda Constitucional que amplia os direitos trabalhistas dos empregados domésticos. Alguns direitos

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A doença do empregado e o contrato de trabalho Rodrigo Ribeiro Bueno*. A COMPROVAÇÃO DA DOENÇA DO EMPREGADO A justificação da ausência do empregado motivada por doença, para a percepção

Leia mais

ÍNDICE CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL. DEPARTAMENTO PESSOAL ONLINE www.departamentopessoalonline.com - 3 -

ÍNDICE CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL. DEPARTAMENTO PESSOAL ONLINE www.departamentopessoalonline.com - 3 - ÍNDICE CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL INTRODUÇÃO... 008 DISPOSIÇÕES GERAIS... 009 Conceito de empregador... 009 Conceito de empregado... 009 Direitos do empregado... 010 ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NO TRABALHO...

Leia mais