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1 Universidade Estadual de Londrina MÁRCIO CATHARIN MARCHETTI ESPACIALIZAÇÃO DO DESCONFORTO SONORO NA CIDADE DE LONDRINA-PR. LONDRINA 2009

2 ii MÁRCIO CATHARIN MARCHETTI ESPACIALIZAÇÃO DO DESCONFORTO SONORO NA CIDADE DE LONDRINA-PR. Monografia apresentada ao Curso de Geografia do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina, com requisito a obtenção de título de Bacharel em Geografia Orientador: Profª. Dra. Márcia Siqueira de Carvalho LONDRINA 2009

3 iii MÁRCIO CATHARIN MARCHETTI ESPACIALIZAÇÃO DO DESCONFORTO SONORO NA CIDADE DE LONDRINA-PR. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina. COMISSÃO EXAMINADORA Profª. Dra. Márcia Siqueira de Carvalho Universidade Estadual de Londrina Profª. Dra. Tania Maria Fresca Universidade Estadual de Londrina Prof. Dr. Cláudio Roberto Braguetto Universidade Estadual de Londrina Londrina, de de.

4 iv Dedico este trabalho aos meus pais, Sheila e Sérgio, aos meus irmãos Serginho e Karine e aos mais novos membros da família Arthur e João Victor.

5 v AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, agradeço aos meus pais, por acreditarem e confiarem em mim, sempre e até mais do que eu próprio. E por não medirem esforços e sacrifícios para me ajudar e me levar adiante, em todas as horas, mesmo nas mais difíceis. A todos que me aturaram durante a elaboração deste trabalho, obrigado. Obrigado pelo estímulo, pela confiança e pela paciência. E também perdão. Perdão pelo mau humor, pelos atrasos, pelos adiamentos e pela desorganização. Agradeço pelos amigos que fiz na Geografia, Fábio (Shermam), Tatiana Colasante, Patrícia Boszcsowski de Souza, Marianna Duarte, Íris Mateuzzo, Mariana (Amy), Ferdinando (Mineiro), Kelly Arakaki, Mauricio Polidoro, muito obrigado. Agradeço também aos amigos que não são da Geografia, Bárbara, Paloma, Adriana, George Marcel, Paulo Vitor, Lucas (Frog), Rogério. Agradeço a Edna e Regina secretárias do Departamento de Geociências. Agradeço a Professora Rosely Sampaio Archela, por acreditar e guiar meus primeiros passos nas pesquisas. Agradeço a Professora e amiga Eloiza Cristiane Torres. Meus sinceros e profundos agradecimentos à minha orientadora e amiga, Márcia Siqueira de Carvalho, pela competência e apoio durante a realização deste trabalho, por ouvir minhas inquietações e conduzir meu pensamento.

6 vi Aos professores do Departamento de Geociências, e a banca examinadora deste trabalho: Profº. Dr Cláudio Roberto Braguetto e a Profª. Dra Tania Maria Fresca. E finalmente, agradeço a todos que me ajudaram direto ou indiretamente para o desenvolvimento deste projeto. Um MUITO OBRIGADO a todos vocês!

7 vii "Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne." Albert Einstein

8 MARCHETTI, Márcio, C. Espacialização do desconforto sonoro na cidade de Londrina-PR p. Trabalho de Conclusão de Curso (Bachararelado em Geografia) Universidade Estadual de Londrina, Londrina, viii RESUMO Desde o advento da Revolução Industrial em meados do século XVIII, a Europa e o resto do mundo viveram muitas transformações no que diz respeito às bases econômicas e sociais, passando do modo de produção artesanal para um modo de produção industrial, e a base econômica passou a centra-se na acumulação de capital. A acumulação do capital, motivada pela intensificação dos processos de urbanização. O momento em que vivemos está servindo de alerta para prestarmos mais atenção aos problemas ambientais. Muitas ações humanas que modificam o meio ambiente vêm causando grandes danos à população mundial. A poluição sonora, nas últimas décadas, passou a compor mais um dos grandes problemas nas cidades, principalmente nas grandes e médias, trazendo como conseqüência, problemas para a saúde pública e atingindo diretamente a qualidade de vida da população. As principais fontes de ruídos se originam de diferentes fontes como comércio, bares, lanchonetes, carros, domicílios, festas entre outros. O presente trabalho mostra as denúncias registradas no IAP Instituto Ambiental do Paraná, órgão publico responsável pela fiscalização e controle da poluição sonora. O trabalho utiliza as denúncias referentes ao ano de Esses dados foram tabulados e posteriormente localizados nos espaço geográfico de Londrina com a utilização do software francês Philcarto e a base cartográfica de Londrina, pelo projeto IMAP&P Imagens Personagens e Pessoas. Palavras-chave: Poluição Sonora. Ruído. Denúncias. Londrina.

9 MARCHETTI, Márcio, C. Spatialization of sonorous discomfort in the city of Londrina/PR p. Conclusion Course (Bachararelado in geography) - Universidade Estadual de Londrina, Londrina, ix ABSTRACT. Since the Industrial Revolution in the mid- eighteenth century, Europe and the rest of the world have experienced many changes with regard to economic and social bases, moving from small-scale production mode to a mode of industrial production, and economic base began to focus on the accumulation of capital. The accumulation of capital, due to the intensification of the processes of urbanization. In the moment we live, is serving as a warning to pay more attention in the environmental problems. Many human actions that modify the environment are causing great harm to the world population. Noise pollution in recent decades, began to compose more than one of the major problems in cities, especially in medium and large, causing problems for public health and directly affecting the quality of living. The main sources of noise originate from different sources such as trade, bars, restaurants, cars, homes, parties and more. This work shows the complaints recorded in the IAP - Environmental Institute of Paraná, public agency responsible for supervision and control of noise pollution. The work uses the complaints for the year These data were tabulated and subsequently located in the geographical area of Londrina using the French software Philcarto and geographical map of Londrina, built by project IMAP & P Imagens, Personagens e Pessoas (Images Celebrities and People). Keywords: Noise Pollution. Noise. Reports, Londrina s city.

10 x LISTA DE FIGURAS Figura 1 Esquema da estrutura anatômica do ouvido humano Figura 2 Número de população rural e urbana de Figura 3 População por regiões da área urbana de Londirna Figura 4 Mapa dos bairros de Londrina - PR Figura 5 Mapa das denúncias por residências Figura 6 Mapa das denúncias de restaurantes, lanchonetes e bares Figura 7 Concentração comercial Figura 8 Mapa das denúncias de comércio Figura 9 Mapa das denúncias de som automotivo em locais públicos...56 Figura 10 Mapa das denúncias de som automotivo em postos de gasolina...57 Figura 11 Mapa das denúncias de Igrejas...59 Figura 12 Mapa das denúncias de boates, clubes, festas e shows...61 Figura 13 Mapa das denúncias de academias...62 Figura 14 Mapa das denúncias de escolas Figura 15 Mapa das denúncias de clubinhos e chácaras Figura 16 Mapa das denúncias de barulho em locais públicos Figura 17 Mapa das denúncias de repúblicas estudantis Figura 18 Mapa do total denúncias no ano de

11 xi LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Número de denúncias registradas no IAP no ano de Gráfíco 2 Total de denúncias por bairros... 73

12 xii LISTA DE QUADROS Quadro 1 Valores em progressão da emissão sonora Quadro 2 Limites de tolerância para ruídos em decibéis Quadro 3 Locais denunciados ao Iap em

13 xiii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas CMTU - Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização COHAM-LD Companhia de Habitação de Londrina CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente Db - Decibel ou decibéis IAP Instituto Ambiental do Paraná IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia MINTER- Ministério do Interior NBR - Norma Brasileira OMS- Organização Mundial da Saúde

14 xiv SUMÁRIO INTRODUÇÃO POLUIÇÃO SONORA O QUE É POLUIÇÃO SONORA A POLUIÇÃO SONORA NO CONTEXTO AMBIENTAL POLUIÇÃO SONORA: UM ESTUDO MULTIDISCIPLINAR A EXPANSÃO URBANA DE LONDRINA CONSIDERAÇÕES SOBRE A ÁREA DE ESTUDO POLUIÇÃO SONORA E LEGISLAÇÃO POLUIÇÃO SONORA: UMA REALIDADE DE LONDRINA RECLAMAÇÕES SOBRE A POLUIÇÃO SONORA: DADOS EMPÍRICOS ESPACIALIZAÇÃO DAS DENÚNCIAS DE POLUIÇÃO SONORA Residências Bares, Restaurantes e Lanchonetes Comércio Som Automotívo em Locais Públicos e Postos de Gasolina Templos Religiosos Boates, Clubes, Casas de Shows, Festas e Academias Escolas Clubinhos e Chacáras Barulho em Locais Públicos República Estudantis CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 77

15 15 INTRODUÇÃO A poluição sonora passou nos últimos anos a constituir um dos problemas ambientais nas cidades do mundo contemporâneo afetando a saúde das pessoas que vivem nelas. E ele deve aumentar devido ao grande número de pessoas vivendo nas áreas urbanas e o aumento de atividades geradoras desse tipo de poluição. A poluição sonora considera, no geral, todos os ruídos capazes de ocasionar uma perturbação passageira. Mas, se as pessoas ficarem expostas durante um longo período de tempo podem ter uma grave repercussão na saúde como perda da audição, insônia, depressão, agressividade, perda de memória, dores de cabeça, cansaço, gastrite, úlcera entre outros afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas além de interferir no ecossistema destas áreas (PIMENTEL, 1992). O rápido processo de urbanização, o grande aumento populacional e o desenvolvimento econômico de Londrina estão também relacionados com os problemas urbanos da cidade. O presente trabalho teve por objetivo analisar e espacializar o problema do desconforto sonora na cidade de Londrina PR, através das denúncias registradas no IAP Instituto Ambiental do Paraná, órgão público responsável pela fiscalização e controle da poluição sonora, os dados são referentes às denúncias feitas no ano de 2006.

16 16 Para a realização da pesquisa, fez-se levantamento bibliográfico na primeira etapa, sucedido pelo levantamento e a tabulação das denúncias registradas no IAP Instituto Ambiental do Paraná, no ano de 2006 elaborada manualmente, transcrevendo as informações da ficha de registro do Instituto. Posteriormente foram digitalizados todos os dados coletados utilizando o programa Excel, resultando em 14 tabelas divididas por fontes de reclamação e contendo 57 linhas que representam os bairros da cidade de Londrina (Ver figura 2). Após a digitalização das tabelas foram produzidos gráficos e elas também serviram de base de dados para a elaboração dos mapas. A última etapa foi executada utilizando um programa de confecção de mapas, disponível gratuitamente na internet chamado Philcarto. Para a elaboração dos mapas no programa Philcarto, foi necessária uma base cartográfica, mais especificamente, a base cartográfica de Londrina elaborada pelo Grupo Imap&p- Imagens, Paisagens e Pessoas da Universidade Estadual de Londrina. Para a edição dos mapas foi utilizado o editor de imagens Adobe Illustrator 10, para a configuração dos mapas. No processo de pesquisa foram encontrados poucos trabalhos sobre o tema, e praticamente inexistem na Geografia. Vários trabalhos sobre essa temática foram encontrados em outras áreas como arquitetura, engenharia, fonoaudiólogia e física. Utilizamos os estudos dessas diversas áreas para realizar um levantamento bibliográfico sobre o assunto. Se por um lado esse fato serviu de incentivo, por outro gerou dificuldades quanto à abordagem. Para contorná-la partiu-se do princípio de um método geográfico

17 17 (GEORGE, 1978) que busca identificar o fenômeno espacialmente, no caso, as reclamações. No primeiro capítulo do trabalho procuramos apresentar o nosso tema da pesquisa o desconforto sonoro através de uma aproximação aos problemas resultantes da Poluição Sonora, as suas conseqüências na qualidade de vida da população urbana, os fatores fisiológicos e uma revisão bibliográfica sobre os trabalhos publicados em diversas áreas do conhecimento. Num segundo momento o trabalho aborda a expansão urbana do recorte geográfico em estudo que é a cidade de Londrina PR, o rápido crescimento da malha urbana, o aumento populacional e o processo de verticalização que ocorreu e continua ocorrendo na cidade. E os meios legais que podem ser tomados para coibir a poluição sonora, em âmbito nacional, estadual e municipal. Posteriormente passamos a discutir a espacialização das denúncias registradas no IAP- Instituto Ambiental do Paraná, na malha urbana de Londrina-PR identificando quais são as maiores fontes de reclamações e onde há maior concentração dessas reclamações.

18 18 1 POLUIÇÃO SONORA 1.1 O que é poluição sonora? A poluição sonora é considerada um ruído excessivo, um som indesejado que é considerado uma das formas mais graves de agressão ao homem e ao meio ambiente (PIMENTEL, 1992). A intensidade dos sons são medidos em Decibéis (Db), zero Db seria o silêncio absoluto e 120 Db é o limiar da dor, ápice para os seres humanos. É utilizado o decibelímetro para medir o nível de intensidade sonora que pode interferir no conforto e saúde das pessoas (Ver Quadro 1). Quadro 1 - Valores em progressão da emissão sonora. Decibéis Fonte Sonora 0 Limiar de audição. 10 Estúdio de Gravação. 20 Deserto. 30 Interior de apartamento num bairro tranqüilo. 45 Interior de apartamento normal. 50 a 60 Conversa normal, rua bastante tranqüila. 75 Escritório, rua com bastante tráfego. 80 Ruídos no trajeto domicílio-trabalho, de carro ou metrô. 85 Piscina coberta ou refeitório de escola. 90 Liquidificador ou moedor de café. 105 Mp3 no máximo de volume. 120 Motor de avião a alguns metros. 180 Turbina de decolagem. Fonte: Adaptado por Márcio Catharin Marchetti

19 19 O som é causado pela variação da pressão ou da velocidade de moléculas em um meio fluído e é uma forma de energia que é transmitida pela colisão destas moléculas (GERGES, 1992). Todo som que se torna desagradável ou indesejável ao receptor é denominado ruído. Logo, a diferença entre som e ruído depende de cada indivíduo, sua formação sociocultural e seu estado emocional. O som é algo natural, sendo qualquer variação de pressão que o ouvido capta, enquanto o ruído é um som indesejável e desagradável, ou seja, é um conjunto de sons em desarmonia e o que distingue ambos é o agente perturbador que pode ser variável, envolvendo até mesmo o psicológico do ser humano. Há uma distinção entre som e ruído: Som e ruído não são sinônimos. Um ruído é apenas um tipo de som, mas um som não é necessariamente um ruído. O conceito de ruído é associado a som desagradável e indesejável. Som é definido como variação da pressão atmosférica dentro dos limites de amplitude e banda de freqüência aos quais o ouvido humano responde. (GERGES, 1992, p.41) Os ruídos causam stress, interferem no comportamento humano, ferem o direito de repouso, da tranqüilidade nos lares. O ruído aumenta a probabilidade do aparecimento de anomalias psíquicas em uma pessoa que a elas seja predisposta. Pode provocar aumento da atividade muscular, da taxa respiratória e circulatória, contração de vasos sanguíneos das mãos, causando palidez e problemas sensoriais (TOMMASI, 1979) A poluição sonora no homem causa muitos efeitos nocivos à sua saúde, além da perda auditiva, existem muitas doenças extra-auditivas principalmente a população que vive nos centros urbanos, conforme Calixto e Rodrigues, (2004, p.47-48) Foi comprovado que os barulhos podem provocar distúrbios nervosos, neurose, insônia, perda da audição, ansiedade e desvio da

20 20 atenção. O sono pode ser afetado pelo barulho mesmo quando a pessoa não acorda ficando o individuo com a sensação de uma noite mal dormida. O barulho também diminui a eficiência de um individuo no trabalho. Inúmeros testes realizados mostraram que as taxas de acidentes e produtividade geralmente podem melhorar quando se diminuem os níveis de barulho. Outros testes demonstraram que os habitantes rurais têm a audição mais apurada que os habitantes urbanos, o que leva a crer que o excessivo barulho urbano realmente prejudica a audição. Sabe-se ainda que os efeitos dos barulhos podem ser acumulativos. A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que um som deve ficar até 50db (decibéis unidade de medida do som) para não causar prejuízos ao ser humano. A partir de 50 db, os efeitos negativos começam. Alguns problemas podem ocorrer a curto prazo, outros levam anos para serem notados (OMS, 2007). A classificação pode ser vista no Quadro 2 dos limites de tolerância para ruídos (db). O incômodo causado pelo ruído urbano, dependendo da sua fonte de origem, afeta de maneira diferente os homens e as mulheres. Segundo o estudo de Lacerda et al, os homens se incomodam mais com barulhos do trânsito, templos religiosos, animais e barulhos de fogos de artifícios. Já as mulheres mostram maior irritabilidade com os barulhos advindos sirenes, eletrodomésticos, brinquedos infantis, casas noturnas e barulhos da construção civil. Em relação aos barulhos dos vizinhos homens e mulheres tiverem a mesma porcentagem de reclamação dessa fonte de ruído (LACERDA et al, 2005). Os centros urbanos são fontes contínuas de barulho. Durante o dia são bem mais intensas do que no horário noturno, porém áreas próximas de avenidas, comércios, bares, restaurantes, boates, casas de shows, dentre outras, o tráfego de pessoas e carros cria um foco com grande intensidade de barulho à noite e de madrugada. No ambiente urbano construído vive-se numa

21 21 bolha de ruídos 24 horas diárias sem se dar conta disso, ou se dando conta somente quando as seqüelas se apresentam: Entretanto, o habitante das grandes cidades vive imerso numa atmosfera de barulhos, mesmo durante o sono, com os quais parece estar acostumado: tráfego, buzinas, alarmes contra roubos, escapamentos, motores envenenados, algazarras, etc. Por mais estranho que possa parecer, este verdadeiro bombardeio sonoro não o abandona, nem quando procuram distraírem-se em festas, discotecas, cinemas, teatros, espetáculos musicais, uma vez que a sociedade moderna se esqueceu do controle de volume dos sistemas de amplificação, tanto individuais como fones de ouvido, brinquedos sonoros infantis, quanto coletivos (CALIXTO e RODRIGUES, 2004, p. 50). Quadro 2 - Limites de tolerância para ruídos em decibéis (db). Nivel de ruído em db Máxima exposição diária permissível horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 min horas 91 3 horas e 30 min horas 93 2 horas e 40 min horas e 15 min horas hora e 45 min hora e 15 min hora minutos minutos minutos minutos minutos minutos minutos minutos minutos. Fonte: Adaptado por Márcio Catharin Marchetti

22 22 O som é o principal agente da poluição sonora, e é perceptível pelo aparelho auditivo composto pelas seguintes estruturas: a) ouvido externo; b) ouvido médio; c) ouvido interno. O ouvido externo e composto pelo Pavilhão auditivo, Canal auditivo, Osso temporal. Ele tem a função de receptor dos sons, transmitindo-os por meio do canal auditivo até o tímpano, a membrana timpânica tem o papel de receber através de vibrações o som. A amplificação do som ocorre no ouvido médio aumentando as vibrações do tímpano, através deste com três pequenos ossos alinhados, em seqüência do tímpano ao ouvido interno, esses ossículos são chamados de martelo, bigorna e estribo. A cóclea é a parte do ouvido interno responsável pela audição, no interior da cóclea há uma estrutura complexa, denominada órgão de Corti, responsável pela captação dos estímulos produzidos pelas ondas sonoras e a transmissão destes estímulos são feitas através das células ciliadas. Pessoas que trabalham ou vivem em ambientes ruidosos sofrem prejuízos auditivos irreversíveis. Figura-1: Esquema da estrutura anatômica do ouvido.fonte:

23 A poluição sonora no contexto da poluição ambiental Os seres humanos compõem uma parte do ecossistema global e chegaram a um ponto em que suas manifestações tecnológicas por vezes inadequadas foram capazes de desestabilizar as condições básicas e necessárias que a Terra tinha para manter a sua qualidade ambiental. Parte do ecossistema terrestre há milhares de anos, a ação humana vem causando grandes danos ao meio ambiente e, conseqüentemente, à população mundial no momento em que vivemos e isso serve de alerta para prestarmos mais atenção às questões ambientais. A poluição sonora, nas últimas décadas, se tornou mais um dos problemas nas cidades, principalmente nas grandes e médias, trazendo como conseqüência problemas para a saúde pública e atingindo diretamente na qualidade de vida da população. Segundo Calixto e Rodrigues (2004, p. 47) O barulho age sobre o organismo humano de várias maneiras, prejudicando não só o funcionamento do aparelho auditivo como comprometendo a atividade física, fisiológica e mental do indivíduo a ele exposto. Graves prejuízos podem advir para a audição e a saúde em geral de milhares de pessoas, em conseqüência da poluição acústica pêlos ruídos excessivos dos grandes centros urbanos. Desde o advento da Revolução Industrial em meados do século XVIII, a Europa e o resto do mundo viveram muitas transformações no que diz respeito às bases econômicas e sociais na transição do modo de produção artesanal para o modo de produção industrial e a base econômica passou a centrar-se na acumulação e reprodução do capital. Desde a transição e paralelo às transformações no espaço rural, observou-se a migração da população para as cidades e na fase em que ocorrem em conjunto a acumulação e a reprodução do capital somou-se a intensificação dos processos de urbanização. A transferência dos

24 24 locais de moradia e trabalho para a cidade concentrou, ou melhor, adensou o uso do espaço e dos recursos e isso teve conseqüências, como a degradação ambiental. O crescente aumento da degradação ambiental é um assunto muito discutido por vários autores. Segundo Faria (2002, p. 4), O crescimento da utilização da ciência e da tecnologia na exploração dos recursos naturais não pode, por si só, ser responsabilizado pela degradação do meio ambiente, mas sem dúvida constitui um dado importante na história recente da relação sociedades com seus espaços. O modelo atual de desenvolvimento do capitalismo, a globalização, está sustentado por uma grande produção de conhecimentos científicos, técnicos e tecnológicos, que impulsionam no processo de produção e circulação de mercadorias, mas no centro permanecem a remuneração do grande capital e o lucro das grandes empresas. O autor ainda fala que as grandes empresas interessadas nos lucros ignoram as riquezas naturais para transformá-las em capital não adotando nenhuma medida de prevenção e sim explorando sempre mais, causando grandes catástrofes ambientais. Como por exemplo, há autores que afirmam a influência no clima global devido ao desmatamento da Amazônia e há consenso sobre as conseqüências no clima urbano devido ao rápido processo de urbanização e a qualidade do ar nas cidades (FARIA, 2002, p.13). 1.3 Poluição Sonora: Um estudo mutidisciplinar. Os estudos relacionados ao meio ambiente não devem se restringir apenas ao ambiente natural sabendo que ele abarca também os ambientes construídos, as questões sociais, principalmente nas cidades. A cidade contemporânea é o resultado do rápido processo de urbanização e industrialização modificando as formas de produção e consumo nas cidades. (SPÓSITO, 2003). Mota (2003) completa dizendo, que o homem, sendo parte também do ecossistema urbano, é o maior responsável pela poluição nas cidades sendo

25 25 também o mais afetado pelas conseqüências desse uso irracional prejudicando suas atividades, seus bens e principalmente sua saúde. As principais formas de poluição urbana segundo Mota, (2003) são: Poluição do solo; Poluição do ar; Poluição da água; Poluição acústica ou sonora; Poluição visual. Os estudos sobre a poluição ambiental devem ser entendidos como um sistema, tornando difícil estudar isoladamente um tipo de poluição, pois ela tem muitos fatores de interdependência (MOTA, 2003, p.58). Segundo Spósito (2003, p.259), o estudo do meio ambiente urbano não deve ficar restrito a uma única idéia ou perspectiva, pois o estudo ambiental das cidades tem muitas singularidades e complexidades que não devem ficar restritas a uma ciência sendo necessária uma integração com outras áreas do conhecimento. Por isso, destacamos a importância de estudos sobre a poluição sonora embora no presente trabalho as relações com outras formas de poluição não foram realizadas, mas ela foi considerada como parte e resultado do processo de urbanização e as suas formas resultantes na cidade de Londrina. O crescimento populacional, a urbanização e a ampliação dos produtos tecnológicos, assim como a ampliação de rodovias e aeroportos implicam no crescimento de ambientes de poluição sonora. O ruído 1 som indesejado, inesperado ou alto pode ser classificado por sua origem, sendo residencial/doméstico que abrange todos que não são gerados dentro do ambiente do trabalho industrial. As principais fontes do ruído ambiental incluem o tráfego 1 Ruído e barulho foram neste trabalho, utilizado como sinônimos, pois o primeiro e uma desordem harmônica e o segundo e a intensidade do primeiro, porém ambos afetam diretamente o ouvindo humano e cada pessoa sente a intensidade devido ao seu modo de vida.

26 26 aéreo, o das rodovias e ferrovias, o ruído gerado no interior das fábricas, nas construções civis e públicas e a vizinhança. E as fontes principais de ruídos que têm origem interna são os sistemas de ventilação, as máquinas, aparelhos eletrodomésticos e novamente, os vizinhos (OMS, 1969). O crescimento populacional e o modo de vida da população urbana são os fatores que mais contribuem para o aumento da poluição sonora, com reflexos na saúde humana. Martines e Bernardi, (2001, p.71) afirma que O barulho excessivo é um dos inúmeros problemas urbanos na atualidade. Além de representar um agente prejudicial ao meio ambiente, é notoriamente nocivo à saúde humana afetando, indiscriminadamente homens e mulheres, adultos e crianças, independente das condições sócioeconômicas, culturais, étnicas e religiosas. As grandes cidades são as mais afetadas devido ao grande número de fontes de barulhos. O grande número de carros nessas cidades acarreta num trânsito com várias fontes de poluição sonora como sirenes, buzinas, escapamentos mal regulados e que podem ser praticamente contínuos durante o dia e a noite. Os automóveis são uma das maiores fontes geradoras de poluição sonora que influencia diretamente a qualidade de vida da população (LACERDA et al,2005; CALIXTO e RODRIGUES, 2004). gera ruídos nas cidades: Nunes, (1999, s/p) explica claramente como o trânsito influencia e Ao contrário do trânsito em estradas e rodovias, nas áreas urbanas os veículos dificilmente se movem com fluidez. A maior intensidade de tráfego dá-se nos cruzamentos sinalizados ou semaforizados, cuja variedade de destinos e as características das vias por onde circulam, fazem com que um veículo em determinado itinerário mova-se com uma série de acelerações e desacelerações, com pequenos períodos de movimento fluído e outros períodos completamente parados. Este tipo de tráfego é chamado de pulsante. As velocidades são baixas e médias com veículos em marcha lenta e motores com altas rotações dominando claramente o ruído produzido pelo motor e pelo escapamento. Geralmente, tanto automóveis como veículos pesados transitam em regime próximo a máxima potência e conseqüentemente com nível sonoro elevado.

27 27 O barulho urbano ao fazer faz parte do cotidiano da população das cidades já não é mais percebida tornando-se um fato aceito como normal na vida das pessoas. Em seu estudo realizado por Yorg e Zannin (apud LACERDA et al, 2005, p. 2) os autores aplicaram um questionário e uma das questões era se a pessoa se incomodava como barulho. O resultado mostrou que a população repetia várias vezes a mesma resposta na pesquisa : "...Nós já estamos acostumados a estes ruídos, com o tempo a gente se acostuma...". Consoante Martines e Berbardi (2001), o problema da poluição sonora está presente em todos os momentos em todos os lugares mais comuns e freqüentados. Atividades corriqueiras da vida diária podem refletir em prejuízos à audição, tais como o trânsito, a realização de práticas desportivas em ginásios e/ou academias, a permanência prolongada em casas noturnas, geralmente barulhentas devido às músicas tocadas em intensidades elevadas, a manipulação de eletrodomésticos, de brinquedos aparentemente inofensivos, mas que podem gerar ruídos fortíssimos [...] (MARTINES e BERNARDI, 2001, p.72) Os efeitos da poluição sonora na população urbana raramente prejudicam o sistema auditivo, porém afetam o sistema neurológico e cardiovascular. Conforme Nunes (1999, s/p) Os fatores de efeito do ruído no homem podem ser classificados em comportamentais, que avaliam a reação das pessoas ao ruído ambiente e a interferência deste nas suas diversas atividades de vida, bem como, em fatores psicológicos/médicos de mudanças crônicas ocasionadas potencialmente pelo ambiente. Completando os problemas ocasionados pela exposição ao barulho urbano, Almeida (1999) contradiz Nunes (1999) afirmando que pode ocorrer a surdez, caracterizada como uma patologia progressiva resultante da exposição constante ao ruído. As conseqüências dessa patologia podem ser a perda auditiva temporária, perda auditiva permanente e problemas na comunicação oral.

28 28 Além de afetar o aparelho auditivo e o cérebro, o ruído pode afetar outros órgãos conforme Gerges, (1992 p. 51) Um longo tempo de exposição a ruído alto pode causar sobrecarga do coração causando secreções anormais de hormônios e tensões musculares. O efeito destas alterações aparece em forma de mudanças de comportamento, tais como: nervosismo, fadiga mental, frustração, prejuízo no desempenho no trabalho[...] O estudo realizado por Lacerda et al, (2005) mostrou o problema da poluição sonora em Curitiba, cidade conhecida internacionalmente pela sua preocupação com o meio ambiente. O estudo teve como objetivo identificar quais eram os barulhos urbanos que mais incomodavam a população. O levantamento de dados foi feitos através de uma enquête social em diversos pontos da cidade. Os resultados mostraram que o trânsito, os vizinhos, sirenes, os animais e a construção civil são as fontes de barulho que mais incomodam a população. Resultado semelhante foi encontrado nos estudos de Calixto e Rodrigues (2004) indicando o barulho do trânsito como o que mais incomoda a população da cidade de Goiânia, seguido dos barulhos de volume intenso de som, telefone, conversas com voz intensa, eletrodomésticos, máquinas, animais domésticos e aviões. O estudo realizado em Brasília, por Nunes e Ribeiro (2008) teve por objetivo ver a influência do barulho do trânsito na qualidade de vida da população. O trabalho foi elaborado em 3 etapas, a primeira foi feito um levantamento bibliográfico, a segunda aplicação de questionários para a população que reside na área delimitada para o estudo de uso habitacional e a terceira parte da pesquisa se deu pela análise dos dados estatísticos. Os resultados mostraram que a população residente entrevistada na área de estudo integralmente se sentiram incomodadas com o barulho do trânsito, sendo que as mulheres e os jovens foram os mais sensíveis a esse tipo de poluição. O estudo também realizou uma medição com o auxilio do decibelímetro e foi

29 29 constatado que tanto com a janela aberta ou fechada dos imóveis na área estudada os níveis de ruídos ultrapassavam os permitidos. O ruído do tráfego nessa área não é um problema pontual, que acontece em determinados dias ou períodos do dia, mas é constante e permanente para essa população. As pessoas sofrem esse incômodo, principalmente nos dias úteis, sendo mais intenso nos períodos do início da manhã e à noite, que se caracterizam como períodos de pico do tráfego da cidade e também como períodos em que as pessoas que trabalham fora encontramse em casa.(nunes e RIBEIRO, 2008, p.332) Em consonância a outros estudos, tal como em Zannin et al. (2002), Calixto e Rodrigues. (2004), Lacerda et al. (2005) a principal fonte de ruído, apontada nas pesquisas foi o trânsito de veículos automotores. O estudo feito na cidade paulista de Rio Claro por Bressane et al. (2009) mostrou que o trânsito foi o mais citado (88%), seguido por bares e boates, clubes recreativos, unidades de ensino e cultura, escolas, estabelecimentos comerciais, carros de propaganda sonora, igrejas e ruídos provocados por animais domésticos, que reunidos somaram 12%. Os centros urbanos são áreas sujeitas às fontes contínuas de barulho que diferem durante o dia. Durante o dia são bem mais intensas do que no horário noturno, porém há áreas próximas nas avenidas, onde funcionam bares, restaurantes, boates, casas de shows e o tráfego de pessoas e carros torna-se um foco com grande intensidade de barulho à noite e de madrugada. Entretanto, o habitante das grandes cidades vive imerso numa atmosfera de barulhos, mesmo durante o sono, com os quais parece estar acostumado: tráfego, buzinas, alarmes contra roubos, escapamentos, motores envenenados, algazarras, etc. Por mais estranho que possa parecer, este verdadeiro bombardeio sonoro não o abandona, nem quando procuram distraírem-se em festas, discotecas, cinemas, teatros, espetáculos musicais, uma vez que a sociedade moderna se esqueceu do controle de volume dos sistemas de amplificação, tanto individuais como fones de ouvido, brinquedos sonoros infantis, quanto coletivos. (CALIXTO e RODRIGUES, 2004, p. 50)

30 30 O incômodo causado pelo ruído urbano dependendo da sua fonte de origem afeta de maneira diferente os homens e as mulheres. Segundo o estudo de Lacerda et al (2005), os homens se incomodam mais com barulhos do trânsito, templos religiosos, animais e de fogos de artifícios. Já as mulheres mostram maior irritabilidade com os barulhos de sirenes, eletrodomésticos, brinquedos infantis, casas noturnas e barulhos da construção civil. Em relação aos barulhos dos vizinhos, homens e mulheres tiverem a mesma porcentagem de reclamação dessa fonte de ruído. (LACERDA et al, 2005). Como se pode constatar, todas as fontes são fruto de uma forma de morar e viver nas cidades, daí o interesse em descrever em linhas gerais o processo de urbanização da cidade estudada.

31 31 2 A EXPANSÃO URBANA DE LONDRINA 2.1 Considerações sobre a área de estudo Londrina foi fundada em 1931, e levada a categoria de município em 1934 (PRANDINI,1951), já que então pertencia à comarca de Jataizinho. Londrina foi sede do maior empreendimento imobiliário já realizado até então no país pela CNTP - Companhia de Terras Norte do Paraná, que teve grande importância no desenvolvimento da cidade. O uso de terras fora do perímetro urbano de Londrina já era visto em 1936, logo após ter sido transformada em sede administrativa. Essa ocupação dava-se com a finalidade de moradia para a população de baixa renda. Sendo assim, observa-se que a expansão da cidade se deu desde sua gênese (FRESCA, 2002) Para Nakagawara (1984), houve uma série de fatores que influenciaram na urbanização de Londrina, dentre eles destacou-se a forma do parcelamento de terras e a venda dessas terras e o planejamento precedido pela CNTP Companhia de Terras Norte do Paraná onde esses assentamentos tanto os rurais quanto os urbanos foram concebidos juntamente com um modelo de esquema de circulação de pessoas e mercadorias, segundo Fresca, (2002, p. 242), [...] era fundamental para o sucesso do loteamento rural, a presença de um núcleo urbano que garantisse condições mínimas aos pequenos proprietários rurais em termos de coleta, beneficiamento e transporte da produção, oferta de bens e serviços de atendimento as demandas básicas da população rural. Como forma de garantir tais condições à realização da especulação fundiária, foi criada a cidade de Londrina com planta urbana previamente elaborada, anterior ao ato de fundação. Esta planta urbana seguia o padrão tabuleiro de xadrez, constituída por cerca de 250 quadras de aproximadamente m2 cada. Tendo em vista as perspectivas da Companhia em termos de realização dos negócios, a cidade foi implantada para abrigar até habitantes.

32 32 Com a chegada da ferrovia à cidade em 1935 houve um rápido crescimento tanto no número de pessoas quanto no tamanho da nova cidade. Conforme Prandini, (2007, p. 102) Com a elevação a município em 1934 e a chegada da estrada de ferro em 1935, a população vai crescer rapidamente. Não havendo dados sobre a população nesta época, podemos deduzir, pelo crescimento do número de edificações. Em 1934, Londrina tinha 3000 habitantes e 60 prédios; em prédios, Daí para frente a população tem crescido sempre e o aumento anual tem sido feito a partir de 1940, numa média de 3000 habitantes. Pelo recenseamento daquele ano, Londrina contava com habitantes, as estimativas de 1944 e 1946 davam para a cidade uma população de e habitantes respectivamente: o censo de 1950 registrou hab. A atual posição que Londrina foi beneficiada por vários aspectos que corroboraram para seu desenvolvimento, segundo Nakagawara (1986, p. 7) O afluxo da população rural norte foi expressiva, nas décadas de 30 e 50, cuja procedência via Ourinhos-SP, em sua maioria, passava sempre por Londrina, já que estava localizada no principal eixo de penetração à região, e foi um importante ponto de apoio. Os equipamentos urbanos de Londrina foram se estruturando sempre mais para atender a região que a própria cidade, até a década de 50 e mesmo hoje, seu papel regional é grande, tanto na distribuição de bens de produção como na prestação de serviços a comunidade norte-paranense. Foi na década de 1950 que Londrina apresentou uma representativa expansão, e esta não foi resultado direto apenas da economia ligada ao café, por ter sido a sua capital mundial, mas também por produzir gêneros alimentícios e matérias-primas diversas, e pela pequena produção mercantil que permitiu à cidade sua grande projeção (FRESCA, 2002). A produção de café foi de maior importância para a cidade que concentrou a comercialização do produto no estado e que desde o início da colonização dessa região já estava mais ligada à economia cafeeira do estado de São Paulo do que com a sua própria capital Curitiba. Sem coincidência, pois a maioria dos investidores dessa região era de origem paulista. Segundo Leão (1989,

33 33 33) [...] o estado desenvolvia o papel de economia periférica e dependente principalmente de estímulos provenientes de São Paulo [...]. O grau de industrialização do Paraná ainda era baixo, mas a dinâmica centrada a partir de Londrina se destacava nos anos de A década de 1960 marcou o início de um processo de mudanças que englobariam não só o município de Londrina, mas todo o norte do Paraná, devido a uma política de erradicação da cafeicultura liderada pelo Grupo Executivo de Erradicação do Café GERCA, e por conseqüência dos problemas climatológicos e econômicos. Além disso, na década de 1970 o uso do solo foi modificado pela produção da soja e do trigo, diminuindo as áreas de cultivos de gêneros alimentícios. Paralelamente a estes fatores, houve um grande aumento da população urbana, a inversão em termos de distribuição urbana e rural (FRESCA, 2002), ver figura 2. Foi na década de 1960, que se teve um acelerado crescimento urbano e o aumento populacional na cidade de Londrina, segundo TAKEDA, (2004, p.102 ) A década de 1960 foi marcada principalmente pelo grande crescimento populacional da cidade, já que neste período a população londrinense dobraria de tamanho. Este fato seria uma conseqüência da desaceleração da cafeicultura como o carro chefe da produção agrícola no norte paranaense, bem como do inicio do processo de modernização da agricultura, que acabaria por liberar um grande contingente populacional empregado na zona rural. A maioria da população no estado do Paraná na década de 1960 continuava morando na zona rural, porém essa realidade já não era observada em Londrina, onde o contingente da população urbana já havia superado a rural. O

34 34 censo de 1960 mostrava que 57.86% da população residiam na área urbana (FRESCA, 2002). Município Urbana % Rural % Urbana % Rural % Londrina , , , , Urbana % Rural % Urbana % Rural % Londrina , , , ,06 Fonte: IBGE, Figura 2- Número de população rural e urbana de 1970 a Outra mudança ocorrida na cidade nos anos de 1960 foi a passagem da economia de agrícola pra a industrial, conforme Takeda (2004, p. 103) [...] a intensificação da atividade industrial e o aprimoramento da atividade comercial, prestadora de serviços e financeira tornaram-se os grandes responsáveis pelo comando da economia local, uma vez que a produção agrícola não mais apresentava o dinamismo do inicio dos anos de O grau de industrialização do Paraná ainda era baixo, mas a dinâmica centrada a partir de Londrina se destacava nos anos de Segundo Bragueto (1999, p.153) [...] no início dos anos 60 o estado apresentava uma indústria rudimentar, com o predomínio de produtos alimentares e indústria madeireira, com a tecnologia pouco elaborada e pequena escala de produção destinando-se ao mercado local. O desenvolvimento de outros gêneros industriais e um grande aumento da indústria de construção civil, ligada principalmente ao crescimento da cidade de Londrina, e também houve o crescimento das indústrias de transporte principalmente para escoar o café.

35 35 A partir dos anos de 1970, a cidade de Londrina mostrou os reflexos das mudanças ocorridas na década anterior, as transformações sócio-econômicas que afetaram diretamente o quadro agrário, econômico, social e populacional se refletindo nas alterações na estrutura urbana. Com todas essas transformações, o aumento da população continuou próspero em Londrina, porém o problema de moradia mostrou-se presente na cidade. Para resolvê-lo habitacional o poder público criou a COHAB-LD Companhia de Habitação de Londrina em Efetivamente em 1970, a COHAB-LD, começou a construir conjuntos habitacionais na cidade. Em 10 anos, foram entregues 32 conjuntos totalizando unidades, das quais localizam-se na porção norte da cidade de Londrina (FRESCA, 2002). Para suprir a falta de moradia na cidade, se fez necessária a construção de moradia para a população que chegava. Isso se refletiu na construção de um grande número de moradias na porção Norte da cidade, os Cinco Conjuntos, e se eles não foram os primeiros, foram os maiores: Ruy Virmont Carnasciali, Mílton Gavetti, Parigot de Souza I e II, João Paz e Semíramis B. Braga (FRESCA, 2002). Atualmente, a região Norte da cidade concentra a maior parte da população Londrinense. Segundo o Perfil do Município de Londrina, 2008, a Zona Norte somava habitantes na porção norte da cidade ver figura 3.

36 36 Figura 3 População por região da área urbana de Londrina Já na década posterior em 1980, houve uma diminuição no crescimento da malha urbana de Londrina, porém Archela et. al,(2009, p.68), explicam que O índice de urbanização em 1980 chega há 88%, várias vezes superior ao rural, evidenciando por um lado, um grande êxodo rural devido às modificações ocorridas na agricultura e, por outro, a atração exercida pela cidade. Neste ano a taxa de urbanização brasileira é de 68.8%, muito abaixo de Londrina. A construção de prédios em Londrina iniciou-se nos anos de 1950 e se deu de forma gradativa com o passar dos anos, porem, foi em 1980 que o processo de verticalização tomou grande proporção no espaço urbano de Londrina representando investimentos para a reprodução do capital e dando características de modernidade para a cidade. (FRESCA, 2002) Nesta mesma década começou ocorrer o aumento no processo de verticalização com a construção principalmente de edifícios residenciais. No período de 1981 a 1990 Casaril (2008) afirma que Este período representou-se o mais importante ao longo do processo em questão. Podemos caracterizá-lo como sendo o período da intensificação da verticalização urbana da cidade de Londrina, em decorrência de vários aspectos, a saber: período de maior construção de edifícios dos períodos analisados, grande construção de edifícios no sistema de condomínio, forte atuação dos órgãos públicos na construção conjuntos habitacionais verticais [...]

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