Grupo de Pesquisa Institucional de Acesso à Justiça e Tutela de direitos Proposta de implementação I Objeto: Realização de estudos e pesquisas pela comunidade acadêmica da Faculdade de Direito de Campos sobre o acesso à justiça e tutela de direitos com o intuito de gerar e divulgar o conhecimento produzido com base no método científico. II Universo temático: A problemática do acesso à tutela jurisdicional efetiva, bem como das garantias fundamentais do processo, na qual serão apontados os obstáculos concretos enfrentados pelo sistema processual brasileiro, fixando-se como projetos iniciais: - O Acesso ao Direito e à Justiça. No Estado Democrático Contemporâneo, a eficácia concreta dos direitos constitucional e legalmente assegurados depende da garantia da tutela jurisdicional efetiva, porque sem ela o titular do direito não dispõe da proteção necessária do Estado ao seu pleno gozo. Trata-se a tutela jurisdicional efetiva, portanto, de não apenas uma garantia, mas, também de um direito fundamental, cuja eficácia irrestrita é preciso assegurar, em respeito à própria dignidade humana. Merecem estudo no Direito Processual as perspectivas da efetividade e das garantias fundamentais de um processo justo, como tal entendido um processo formado e desenvolvido com a mais completa oportunidade para as partes de influírem eficazmente na decisão, fruto do mais intenso diálogo humano entre o juiz e as partes, apto a revelar a verdade dos fatos com a maior segurança possível e a gerar decisões aceitas como justas por toda a sociedade. Os obstáculos ao acesso à justiça, especialmente no que se refere às causas afetas à Fazenda Pública, merecem particular enfoque no curso da pesquisa. As tutelas diferenciadas e os meios alternativos de solução de conflito também deverão ser estudados numa perspectiva comparatística visando contribuir para o seu fortalecimento na região norte-fluminense. GRECO, Leonardo. Garantias Fundamentais Do Processo: O Processo Justo, 2002, artigo publicado na revista Novos Estudos Jurídicos, ano VII, nº 14, abril/2002, revista semestral do Curso de Pós-Graduação stricto sensu em Ciências Jurídicas da Universidade do Vale do Itajaí- UNIVALI; também publicado na revista Argumenta, nº22002, do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro, de
Jacarezinho, Paraná, págs. 32/95; também publicado na Revista Jurídica, ano 51, março de 2003, n 305, ed. Notadez, ISSN 0103-3379, São Paulo, págs. 61/99. GRECO, Leonardo. Estudos de Direito Processual. Campos dos Goytacazes/RJ: Faculdade de Direito de Campos, 2005. COMOGLIO, Luigi Paolo. Garanzie costituzionali e giusto processo (modelli a confronto). Revista de Processo. São Paulo: ed. Revista dos Tribunais, ano 23, abril/junho de 1998, n 90. - A Execução dos Termos de Ajustamento de Conduta pelo Ministério Público Estadual da Cidade de Campos dos Goytacazes Trata-se, o termo de ajustamento de conduta, de um importante instrumento de composição extrajudicial de conflitos envolvendo direitos difusos e coletivos, cuja finalidade é a cessação de comportamentos tidos como lesivos aos interesses transindividuais através de documento celebrado entre o autor do termo e o responsável pela reparação do dano em conformação das exigências legais, sem a necessidade da propositura de uma ação judicial. A presente linha de pesquisa objetiva analisar os termos de ajustamento de conduta firmados pelo Ministério Público Estadual de Campos, as proporções em que foram cumpridos e os que exigiram o cumprimento forçado pela via executiva. MAZZILLI, Hugo Nigro. A defesa dos interesses difusos em juízo. São Paulo: Saraiva, 2000. MILARÉ, Édis. Direto do Ambiente: doutrina, prática e jurisprudência, glossário. SãoPaulo: RT, 2002. - O Acesso dos pobres à Justiça Também será objeto de estudo o acesso à justiça das pessoas pobres, sob a perspectiva da paridade de armas de que devem desfrutar as partes no processo civil, do ponto de vista formal e, principalmente, substancial, da efetiva igualdade de oportunidade no exercício de seus direitos, deveres e ônus, de modo a desfrutar de idênticas possibilidades de influir eficazmente no resultado do processo judicial. GRECO, Leonardo. BRANDÃO, Raimundo dos Reis. Artigo publicado na revista Temas Emergentes de Direitos Humanos, sob a coordenação de Sidney Guerra. Campos dos Goytacazes: Ed. Faculdade de Direito de Campos, 2006, p.353.
- O Sistema Acusatório e suas implicações no Processo Penal Da Investigação à Sentença O objetivo do estudo desta linha de pesquisa consiste em analisar a vigência dos dispositivos do Código de Processo Penal correlatos ao sistema acusatório consagrado na Constituição de 1988 e demais fontes de direitos fundamentais. Parte-se do sistema acusatório como premissa, para verificar se só se admite uma única configuração como modelo universal, ou se é possível compatibilizá-lo com as idiossincrasias de cada sistema processual, em especial com o sistema brasileiro e suas raízes históricas. E, com tal análise, de acordo com o resultado a que se chegar, traçar o perfil do Promotor e do Juiz Criminal brasileiro do Século XXI, sem excluir o julgamento popular, além do papel da Polícia. O perfil de um novo Ministério Público e de uma nova Magistratura Criminal, além de uma nova Polícia, atentos todos aos novos paradigmas da sociedade democrática contemporânea. Com isto, pretende-se traçar as regras de um sistema acusatório harmonizado com os direitos fundamentais, que garanta ao réu todos os direitos assegurados num processo penal democrático, mas que também garanta a efetividade deste mesmo processo. O que se pretende é a busca de um processo penal justo e, ao mesmo tempo, efetivo. BASTOS, Marcelo Lessa. Projeto de pesquisa científica apresentado no programa de pósgraduação stricto sensu/mestrado da Faculdade de Direito de Campos. Campos dos Goytacazes/RJ: 2006, p.11. III Metodologia: Análise vertical dos temas escolhidos em uma perspectiva na esfera Internacional, Brasileira e Local. IV Composição: O grupo será constituído sob a liderança de professores doutores da FDC, com pesquisas integradas ao universo temático definido. Na condição de pesquisadores a participação estará aberta para integrantes do corpo docente e discente da graduação e pós-graduação stricto sensu e lato sensu da instituição, desde que tenham seus projetos aceitos e sejam diretamente orientados por professores com pesquisas já cadastradas no grupo. Os números máximos de projetos admitidos para cada uma das pesquisas coordenadas pelos professores, será em um número máximo de até 4 (quatro) projetos (pessoais ou em parceria) Preferencialmente os trabalhos resultantes da pesquisa deverão ser produzidos em forma de coautoria.
V Inscrição de pesquisadores: A aceitação de pesquisadores fica condicionada a participação nas reuniões, ao preenchimento de ficha de cadastro e a admissão da orientação do projeto de pesquisa apresentado pelo interessado aos professores doutores com pesquisa cadastrada dentro dos projetos de pesquisa docente. O pesquisador terá a participação formalizada após a apresentação do seu projeto em reunião do grupo em data previamente estipulada (12/12/2006, às 12:00 horas). VI Calendário de reuniões para o primeiro semestre de 2007: - 06/03-10/04-24/04-08/05-22/05-05/06-19/06 VII Ações sugeridas para as reuniões: - 12/12/2006 - Reunião inaugural. Constituição oficial do grupo; distribuição das fichas de cadastro e calendário; definição da liderança e escolha do secretário(a); explicação da dinâmica de funcionamento do grupo e apresentação dos projetos do professores doutores. Apresentação dos textos de leitura obrigatória pelos participantes. Delimitação dos temas de pesquisa dos interessados em integrar o grupo e definição do orientador. Distribuição de tarefas de pesquisa no âmbito internacional e nacional: levantamento bibliográfico (livros e revistas especializadas), jurisprudencial, legislativa. - 06/03 Início do ciclo de apresentações dos temas já definidos. Estudo dirigido sobre o primeiro tema definido na reunião inaugural. Debates e sugestões de leituras para aprofundamento. - 10/04 - Estudo dirigido sobre o segundo tema definido na reunião inaugural. Debates e - 24/04 - Estudo dirigido sobre o terceiro tema definido na reunião inaugural. Debates e - 08/05 - Estudo dirigido sobre o quarto tema definido na reunião inaugural. Debates e - 22/05 - Prazo final para apresentação dos projetos de pesquisa pessoais ou em parceria, com sumário de capítulos. - 05/06 - Estudo dirigido sobre tema a ser definido na reunião inaugural. Debates e - 19/06 - Recolher resenhas dos textos de leitura obrigatória da área escolhida para pesquisa. Recolher projetos definitivos de pesquisa pessoais ou em parceria. Avaliar a
atuação do grupo no 1º semestre. Definir calendário e pauta de reuniões do grupo para o segundo semestre. Agendar apresentação dos projetos (na apresentação deverão ser distribuídas cópias para os participantes da reunião com a síntese dos trabalhos de pesquisa executados).