Boletim Epidemiológico

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Transcrição:

Editorial...1 Saudação Coord. CMVS... 2 Conferência livre EVDT... 3 Conf. livre Monitoramento...4 Conf. livre Comunicação...5 Tabela Notificações... 7 Homenagem a Márcia Calixto.. 8 Secretário Municipal de Saúde Erno Harzheim Coordenador da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde Anderson Araújo Lima Chefe da Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis Benjamin Roitman Membros da Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis Adelaide Kreutz Pustai, Ana Salete de Graaw Munhoz, Andréia Rodrigues Escobar, Benjamin Roitman, Elisângela da Silva Nunes, Fabiane Saldanha Barcellos, Isete Maria Stella, Laís Haase Lanziotti, Letícia Possebon Muller, Lisiane Morélia Weide Acosta, Maria de Fátima Pinho de Bem, Marilene Ribeiro Mello, Maristela Fiorini, Melissa Soares Pires, Olino Ferreira, Patrícia Zancan Lopes, Raquel Cristine Barcella, Raquel Borba Rosa, Roselane Cavalheiro da Silva, Sandra Regina Rosa da Silva, Simone Sá Britto Garcia, Sonia Eloisa Oliveira Freitas, Sônia Regina Coradini, Sônia Valladão Thiesen Jornalista Responsável Patrícia Costa Coelho de Souza MTb 5691 - DRT/RS Sugestões e colaborações podem ser enviadas para: Av. Padre Cacique, 372 - EVDT Menino Deus - Porto Alegre - RS Acesso a esta e a edições anteriores: bit.ly/boletinsepidemiologicos Boletim Epidemiológico Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre Editorial Este Boletim visa informar e registrar que após 16 anos Porto Alegre realiza a 2ª Conferência da Vigilância em Saúde (CMVS). A primeira ocorreu em outubro de 2001. Já no Brasil será a primeira, bem como no Estado do Rio Grande do Sul. Em junho de 2017, o Ministério da Saúde envia as diretrizes da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, com o objetivo de construção da Política Nacional de Vigilância em Saúde, sendo o tema central da Conferência Vigilância em Saúde: Direito, Conquistas e Defesa de um SUS Público de Qualidade. Na construção da 2ª CMVS, sobcoordenação do Conselho Municipal desaúde/cms da cidade e da Secretaria Municipal de Saúde/SMS, por meio da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde/CGVS (leia na página 2 textosaudação do titular da SMS e da coordenação do CMS e da CGVS), optou-se pelo modelo de Conferência Livres que foram realizadas no período de 10 dejulho a 14 de agosto. As Conferências Livres poderiam escolher entre os oito subeixos que decorrem do eixo principalda Conferência "Política Nacional de Vigilância em Saúde e o fortalecimentodo SUS como direito à Proteção e Promoção da Saúde do povo Brasileiro. A seguir, seguem listados os subeixos da 2ª CMVS e o número de Conferências Livres que os discutiram: I - o papel da vigilância em saúde na integralidade do cuidado individual e coletivo em toda a Rede de Atenção à Saúde, 18; II - acesso e integração das práticas e processos de trabalho das vigilâncias epidemiológica, sanitária, em saúde Set/17 66 ambiental e do trabalhador e dos laboratórios de saúde pública, 6; III - acesso e integração dos saberes e epidemiológica, sanitária, em saúde ambiental, do trabalhador e dos laboratórios de saúde pública, 5; IV - responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde, 9;V - gestão de risco de estratégias para a identificação, planejamento, intervenção, r e g u l a ç ã o, a ç õ e s i n t e r s e t o r i a i s, comunicação e monitoramento de riscos, doenças e agravos à população, 7; VI - monitoramento de vetores e de agentes causadores de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas, 5; VII - implementação de políticas intersetoriais para promoção da saúde e redução de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas,15; V I I I - a p a r t i c i p a ç ã o s o c i a l n o fortalecimento da vigilância em saúde, 11. Um total de 1.073 pessoas participou das Conferências Livres e 250 estavam presentes nos dias 25 e 26 de agosto na 2ª CMVS para discutir, aprovar as propostas municipais e escolher os delegados para a etapa estadual que ocorrerá em 06 a 08 de outubro. Um grande momento da etapa municipal foi a decisão da plenária de nomear a 2ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde como "Márcia Calixto", em uma justa homenagem à enfermeira que foi uma grande guerreira da saúde, especialmente na vigilância da Tuberculose, e que, infelizmente, foi vítima de violência. Todo o registro de fotos, além de palestras, apresentações, regulamento, regimento e propostas realizadas e s t ã o d i s p o n í v e i s n o : https://confvigilancia.wixsite.com/2cmvs Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017 1

Saudação da SMS, CMS e CGVS A Secretaria Municipal de Saúde está extremamente honrada em promover a II Conferência Municipal de Vigilância em Saúde. A Vigilância em Saúde é estratégia fundamental para assegurar a saúde da população e é transversal a todos os níveis assistenciais, atuando desde a promoção de saúde até a reabilitação. Nossa Conferência permitirá aprofundar o debate sobre o papel, estratégias e ações da Vigilância em toda sua amplitude. Os oito eixos acertadamente definidos nas etapas de organização permitirão que a discussão e as proposições geradas durante a Conferência fortaleçam e coloquem em evidência a Vigilância em Saúde como eixo fundamental para se garantir um sistema de saúde universal! Certamente, esta Conferência será fundamental para que a inegável qualidade da Coordenação de Vigilância em Saúde de Porto Alegre siga ainda melhor seu caminho em defesa da saúde dos cidadãos de Porto Alegre! Boa conferência a tod@s! Erno Harzheim Secretário Municipal de Saúde de Porto Alegre Em outubro de 2001 aconteceu em Porto Alegre a primeira Conferência de Vigilância em Saúde. Na época, o modelo e conceito de vigilância em saúde com a integralidade das Vigilâncias Epidemiológica Sanitária e Ambiental era um sonho e uma grande aposta; era um modelo pouco conhecido ainda e às vezes criticado. Hoje, quase dezesseis anos se passaram e o modelo de Vigilância em Saúde está consagrado, no qual as ações de Promoção à Saúde e de Prevenção de Doenças e Agravos fazem parte de um SUS que todos, sem exceção, são usuários. Para celebrar, aperfeiçoar e evitar retrocessos nesta Vigilância em Saúde, com integração de todo o Sistema de Saúde, convido a todos para a 2ª CMVS. Boa conferência para todos! José Carlos Sangiovanni Coordenação CGVS Ao longo dos anos, as conferências proporcionaram avanços históricos para a saúde no Brasil. Em 1986, ocorreu a 8ª Conferência Nacional de Saúde, marco da força dos movimentos sociais e da democracia, que garantiu a saúde como dever do estado na Carta Magna, em 1988. As deliberações das Conferências Nacionais, previstas pela Lei nº 8.142/1990, são resultantes dos debates ocorridos nos estados e municípios. É importante destacar o papel fundamental das Conferências Livres, que são discussões preparatórias da etapa municipal, pelo seu caráter de fortalecimento do controle social por meio da mobilização das comunidades e da sociedade civil organizada. Os debates em torno do tema "Vigilância em Saúde: Direito, Conquistas e Defesa de um SUS Público de Qualidade" possibilitarão a construção de diretrizes que garantam equidade, redução das desigualdades sociais e territoriais que deverão ser incluídas nas ações dos gestores da pasta. Com certeza, esta conferência irá reforçar o papel fundamental que a vigilância ocupa no dia a dia das pessoas, no cuidado, na prevenção e na promoção de saúde. O Conselho Municipal de Saúde deseja um grande encontro para todos! Mirtha Zenker Coordenadora do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre 2 Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017

A Conferência Livre da Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis (EVDT) Equipe de Vigilância da EVDT Residentes de Vigilância em Saúde - Andrei da Rocha e João Vinicius Ribeiro Azambuja A Conferência Livre da EVDT foi realizada no dia 18 de julho, no auditório da CGVS Márcia Calixto, com a abertura de José Carlos Sangiovani (Coordenador Adjunto da CGVS) e Representante da Comissão Organizadora da Conferência Livre da EVDT. Um relato sobre a a importância e metodologia da Conferência Livre de da 2ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde foi realizado pela servidora Sônia Regina Coradini e pelo Residente Andrei da Rocha e após foram feitas as seguintes apresentações : a) Histórico e a Perspectiva da vigilância em Saúde Servidora Lisiane Acosta; b)as redes de atenção à saúde - Servidora Fátima Ali; c) O Nascimento da Medicina Social - Servidora Letícia Muller. A discussão dos sub-eixos I - o papel da vigilância em saúde na integralidade do cuidado individual e IV - responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde foi realizada com uma metodologia ativa sendo os participantes divididos em 2 grupos separados de acordo com o subeixo contando com o apoio de facilitadores, o Residente João Vinicius Azambuja e a Servidora Simone Garcia, de onde foram produzidas as propostas eleitas para a 2ª CMVS. As propostas finais da Conferência Livre da EVDT foram: Eixo I Proposta 1 - Integrar o processo de vigilância em toda rede de atenção em saúde, de forma sistemática, de acordo com a competência de cada serviço. Proposta 2 - Compor uma rede de assistência que se mantenha conforme os princípios da territorialidade e do monitoramento. Proposta 3 - Fortalecer a integralidade das ações de vigilância epidemiológica com as redes de atenção à saúde mantendo o plantão epidemiológico 24 horas. Eixo V - Proposta 1 - Garantir e fortalecer a vigilância em saúde, compondo o SUS como política de Estado, sob a responsabilidade de servidores de carreira pública. Proposta 2 - Assegurar o financiamento do SUS de forma a garantir as ações (Vigilância em saúde, Atenção Básica, média e alta complexidade, assistência farmacêutica, gestão e investimento), de forma equânime e com responsabilidade tripartite. Proposta 3 - Aprimorar e criar canais de comunicação públicos que possibilitem acesso às informações produzidas pela vigilância em saúde para uso da gestão pública e dos cidadãos. Um importante registro na Conferência Livre da EVDT foi o Banner dos 20 anos de publicação dos Boletins Epidemiológicos manufaturado pela própria equipe com a história da vigilância das doenças transmissíveis de Porto Alegre que moldura a foto dos participantes abaixo. Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017 3

A Conferência Livre - Desafios da Vigilância em Saúde no ConsolidaSUS de Porto Alegre Grupo do Monitoramento da CGVS A Conferência Livre coordenada pelo grupo do Monitoramento da Coordenadoria de Vigilância em Saúde foi realizada no dia 11 de agosto, no auditório da CGVS Márcia Calixto, com a participação de 45 pessoas representantes de grupos de monitoramento das Gerências de Saúde, da Assessoria de Planejamento (ASSEPLA), alunos, residentes e servidores do Estado. Na abertura cada participante do GT do Monitoramento da CGVS se apresentou referindo a gerência distrital que participa, e após houve a apresentação do Observatório da Vigilância em Saúde pela responsável do mesmo, a bióloga servidora da CGVS Maria AngélicaWeber. Segui-se a exposição dos representantes do GT de monitoramento da GD Partenon-Lomba do Pinheiro que mostraram a evolução do seu GT de monitoramento e sua planilha de indicadores que foi disponibilizada aos presentes. A discussão dos sub-eixos I - o papel da vigilância em saúde na integralidade do cuidado individual e VII - implementação de políticas intersetoriais para promoção da saúde e redução de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas foi realizada de forma coletiva, no grande grupo, após a apresentação de cada participante da conferência. As propostas finais da Conferência Livre - Desafios da Vigilância em Saúde no ConsolidaSUS de Porto Alegre foram: Eixo I - Proposta 1 - Garantir que os grupos de monitoramento sejam fóruns técnicos regionais permanentes, compostos por representantes das gerências distritais, dos seus serviços de saúde, do controle social, instituições de ensino, equipe de p l a n e j a m e n t o e d a V i g i l â n c i a e m S a ú d e. Proposta 2 - Garantir que os sistemas de informação disponíveis atendam as necessidades de monitoramento locais, permitindo que todos os níveis de assistência e Vigilância possam acessar e registrar, visando acompanhamento integral do indivíduo. Proposta 3 - Assegurar que o planejamento em saúde seja baseado em informações sócio econômicas, epidemiológicas, sanitárias e ambientais produzidas a partir de base territorial, garantindo o conceito de territorialização como unidade de ação das Políticas Públicas. Eixo VII - Proposta 1 - Fortalecer a integração ensino e serviço com foco nos fóruns de monitoramento na busca do conhecimento teórico prático para qualificação dos fóruns. Proposta 2 - Criar fóruns de monitoramento intersetorial, visando assegurar a integralidade do cuidado e o enfrentamento dos agravos prioritários em cada região, de acordo com análise de saúde, usando indicadores de vigilância ambiental, epidemiológica e sanitária. Proposta 3 - Garantir o acesso a informação intersetorial de forma permanente e qualificada que atinja todos os segmentos sociais, por vários meios de comunicação, como também de Observatórios Institucionais e Públicos. A importância desta Conferência Livre, além do estímulo para a realização de 10 outras conferências livres dos Grupos de Monitoramento das Gerências de Saúde, foi a definição que este trabalho está sendo a grande aproximação entre da Vigilância em Saúde e a Atenção Básica em saúde na analise da situação de saúde dos territórios. Grupo de Monitoramento da CGVS NOME SERVIDOR EQUIPE RAMAL GD Daura Pereira Zardin NVPA 2459 SCS Francilene Rainone EVEV 2464 CENTRO Guaracy Bomfim Vianna NVPA 2450 NHNI Juarez Cunha EVEV 2464 NHNI Letícia Possebom Müller EVDT 2474 RES Letícia Vasconcellos Tonding EVESIS 2432 PLP Lisiane Morelia Weide Acosta EVDT 2475 GCC Maria Angélica Weber COORD 2450 LENO Maria Inês M. R. Bello EVSAT 2466 SCS Patrícia Conzatti Vieira EVEV 2461 CENTRO Roxana Pinto Nishimura EVA 2447 GCC e RES Sirlei Fajardo EVSAT 2466 LENO 4 Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017

Conferência Livre debate importância da comunicação com a cidade Patrícia Coelho de Souza Jornalista/Técnica em Comunicação Social CGVS/SMS Três convidados foram palestrantes na conferência Livre O Olhar e o Papel da Comunicação sobre avigilância em Saúde, realizada em 10 de agosto, no âmbito da 2ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde. A professora da UFRGS Cristianne Famer Rocha (foto, E) e os jornalistas Gabriel Galli e Vitor Necchi (foto, D) foram recebidos por 52 pessoas, a maioria trabalhadores da área da saúde, mas também profissionais da área da comunicação, gestores e representantes do Conselho Municipal de Saúde. Em quase quatro horas de duração, os debates giraram em torno de temas como a relevância da comunicação direta entre a vigilância em saúde e a população, uso de ferramentas digitais como as redes sociais e dos tradicionais meios de divulgação de informação (panfletos, folderes e cartazes, entre outras peças). De acordo com o jornalista Gabriel Galli, 54% dos brasileiros têm acesso à internet, o que justifica maior investimento na criação de canais para comunicação com esse público. No entanto, outros 46%, muitos dos quais pessoas que mais precisam dos serviços de saúde públicos, não têm acesso à internet. Como incrementar e tornar mais efetivo o diálogo com esse público?, perguntouvitor Necchi. debatidos. Para Cristianne Famer Rocha, entre os desafios que se apresentam para a área da comunicação estão a ampliação do acesso às informações governamentais, do direito da população de falar e de ser ouvido, ou seja, uma comunicação pautada nos princípios do SUS, garantir maior visibilidade pública para os temas da vigilância em saúde e mais e melhor acesso às e ao uso das tecnologias. Os três convidados foram unânimes em destacar a importância da democratização da comunicação para superação desses desafios. Temas como uma carreira de Estado, com profissionais concursados, na estrutura pública nos três níveis da federação, importância da especialização dos profissionais de comunicação que atuam em veículos da mídia regional e nacional e o financiamento da comunicação pública também foram A professora Cristianne ressaltou que o Ministério da Saúde detém a grande maioria dos recursos para produção de materiais de divulgação no país, muitas vezes produzindo peças que não têm adequação regional ou que não retratam situações epidemiológica, sanitária ou ambiental específicas. Para ela, é preciso repassar recursos e apoiar tecnicamente estados e municípios para desenvolver sua capacidade comunicativa e criar condições para que a polifonia social seja ouvida e de fato considerada, frisou em sua apresentação. Participaram do encontro os gestores da CGVS, Anderson Lima e José Carlos Sangiovanni. Participantes, convidados e gestores debruçaramse sobre a construção das propostas de acordo com três sub- eixos escolhidos pela comissão organizadora da conferência livre: IV - Responsabilidade do Estado e dos Governos com a Vigilância em Saúde, V - Gestão de risco de Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017 5

estratégias para a identificação, planejamento, intervenção, regulação, ações intersetoriais, comunicação e monitoramento de riscos, doenças e agravos à população, e VII - implementação de políticas intersetoriais para promoção da saúde e redução de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas. Foram elencadas seis propostas, levadas à etapa municipal da 2ª CMVS, três para o sub-eixo IV, uma para ov e duas para ovii: Propostas sub-eixo IV (Responsabilidade do Estado e dos Governos com avigilância em Saúde): - Criar estrutura de comunicação na Vigilância em Saúde, com servidor de carreira, para garantir o acesso contínuo e permanente à informação para população. - Garantir debate e transparência na destinação e uso de recursos de publicidade de acordo com critérios epidemiológicos e sanitários, em ações da vigilância em saúde. - Garantir inserções gratuitas na programação dos meios de comunicação de concessão pública para difusão de informações essenciais para a saúde pública, considerando critérios epidemiológicos, ambientais e sanitários. Proposta sub-eixo V (Gestão de risco de estratégias para a identificação, planejamento, intervenção, regulação, ações intersetoriais, comunicação e monitoramento de riscos, doenças e agravos à população): - Criar o Observatório de Vigilância em Saúde, com vistas à atualização, interação e divulgação de planos de intervenção em todos os níveis de atenção à saúde, nos cenários epidemiológicos, ambientais e sanitários. Propostas sub-eixo VII (implementação de políticas intersetoriais para promoção da saúde e redução de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas): - Identificar a situação das doenças negligenciadas no município para definir pesquisas, estratégias, prioridades e ações de comunicação para redução de agravos e promoção da saúde. - Construir e manter um programa permanente de educação e informação em saúde para capacitação de profissionais e divulgação junto à população, em parceria com universidades, sindicatos, organizações da sociedade civil e associações comunitárias. Registros da 2ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde podem ser acessados no site: https://confvigilancia.wixsite.com/2cmvs 6 Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017

Tabela comparativa dos casos notificados e investigados que constam no SINAN - Sistema de Informação dos Agravos de Notificação de Porto Alegre, diagnosticados nos anos de 2016 e 2017 até a SE 35.* Agravos Total de Casos Casos Residentes em POA Investigados Confirmados Investigados Confirmados 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 Acidentes com animais peçonhentos 43 15 43 15 15 6 15 6 Aids 789 398 789 398 639 310 639 310 >13 anos 773 392 630 307 < 13 anos 16 6 9 3 Portadores de HIV 578 511 578 511 477 446 477 446 >13 anos 568 503 468 441 < 13 anos 10 8 9 5 Atendimento anti-rábico 3094 1099 3094 1099 3066 1094 3066 1094 Botulismo 0 0 0 0 0 0 0 0 Carbunculo ou Antraz 0 0 0 0 0 0 0 0 Caxumba 1624 532 NA NA 1563 499 NA NA Cólera 0 0 0 0 0 0 0 0 Coqueluche 50 72 33 54 27 50 18 38 Dengue 2132 384 490 4 1703 309 354 2 Autóctone Porto Alegre 301 0 Difteria 0 1 0 0 0 0 0 0 Doença de Chagas ( casos agudos) 0 0 0 0 0 0 0 0 Doença de Creutzfeld-Jacob 1 1 0 0 1 0 1 0 Doença Exantemática 2 2 0 0 2 2 0 0 Rubéola 2 2 0 0 2 2 0 0 Sarampo 0 0 0 0 0 0 0 0 Esquistossomose 0 0 0 0 0 0 0 0 Eventos Adversos Pós-vacinação 250 283 250 283 250 283 250 283 Febre Amarela 1 0 0 0 1 0 0 0 Febre Chikungunya 105 69 34 5 92 53 30 5 Autóctone Porto Alegre 0 0 Febre do Nilo Ocidental 0 0 0 0 0 0 0 0 Febre Maculosa 0 0 0 0 0 0 0 0 Febre Tifóide 0 0 0 0 0 0 0 0 Febre pelo Virus Zika 200 17 28 2 157 15 28 2 Autóctone Porto Alegre 14 0 Gestantes HIV + e Criança Exposta 393 323 393 323 283 219 283 219 Hanseníase 36 35 36 35 8 7 8 7 Hantavirose 2 1 0 0 1 1 0 0 Hepatites Virais 1585 1126 1471 1104 1158 790 1081 777 Hepatite A 15 6 13 5 Hepatite B 238 173 176 110 Hepatite C 1206 912 885 651 Hepatite B+C 12 11 7 9 Hepatite B+D 0 2 0 2 Hepatite A/B ou A/C 0 0 0 0 Influenza com SRAG 1734 1352 509 196 1110 861 335 134 Leishmaniose Tegumentar Americana 0 5 0 5 0 3 0 3 Leishmaniose Visceral 1 27 1 3 1 24 1 3 Leptospirose 172 156 38 57 109 99 25 33 Malaria** 8 7 2 4 3 4 1 3 Meningites 344 406 243 277 200 231 142 147 Doença meningocócica 20 22 15 11 M. bacteriana 39 55 24 31 M. outras etiologias 16 26 12 15 M. haemophilus 1 2 1 1 M. não especificada 24 32 12 2 M. pneumococo 15 19 10 11 M. tuberculosa 21 27 12 19 M. viral 107 94 56 57 Peste 0 0 0 0 0 0 0 0 Poliomielite/Paralisia Flácida Aguda 10 5 0 0 3 3 0 0 Raiva Humana 0 0 0 0 0 0 0 0 Sífilis Adquirida 1607 722 1607 722 1330 582 1330 582 Sífilis Congênita 561 455 561 455 409 335 409 335 Sífilis em Gestante 347 262 347 262 292 239 292 239 Síndrome da Rubéola Congênita 0 0 0 0 0 0 0 0 Tétano Acidental 3 4 2 3 1 3 0 2 Tétano Neonatal 0 0 0 0 0 0 0 0 Tuberculose( todas as formas clinicas) 1771 1634 1771 1634 1286 1271 1286 1271 Casos Novos 1177 1134 898 893 Tularemia 0 0 0 0 0 0 0 0 Varicela 311 519 NA NA 280 452 NA NA Varíola 0 0 0 0 0 0 0 0 Total 17756 10425 14469 8193 NA: Não se aplica/ considerado caso pela notificação * dados sujeitos a revisão **casos confirmados importados Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017 7

Homenagem a Márcia Calixto A 2ª CMVS de Porto Alegre teve, no início e ao final, a lembrança e homenagem à enfermeira Márcia Calixto. Na abertura, decisão unânime dos participantes, conferiu ao evento o nome da técnica da Vigilância em Saúde. O último ato foi uma homenagem: a leitura deste texto pela enfermeira Lisiane Morelia Acosta, integrante do Grupo Márcia Calixto: Amigas (os), no dia 24 de julho de 2012 ficamos sem a presença de nossa colega e amiga Márcia Calixto e seu filho Matheus. Suas mortes violentas nos expuseram diretamente com a violência à mulher, à criança e todas as formas de violência que nos confrontam diariamente. Por esta razão, criamos o Grupo Márcia Calixto e, a cada ano, fazemos uma homenagem ou ação para lembrá-la e, com sua história, mostrar quanto o feminicídio está presente no Brasil e no mundo, e que a violência doméstica atinge toda a sociedade. Por seu trabalho na saúde, relacionamento afetivo e respeitoso com todos os colegas e, especialmente por sua dedicação no combate à tuberculose, doença negligenciada, indicadora de iniquidade em saúde, junto a presidiários e pessoas vulneráveis, a plenária da 2ª Conferência Municipal de Saúde decidiu homenageá-la dando seu nome ao encontro, uma justa homenagem a inesquecível guerreira da saúde. 2ª CMVS Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017