PARCELAMENTO DE TRIBUTOS FEDERAIS REFIS DA COPA

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Transcrição:

PARCELAMENTO DE TRIBUTOS FEDERAIS REFIS DA COPA INTRODUÇÃO Após a mobilização de vários setores da economia juntamente com as proposições formuladas pelo Congresso Nacional, foi publicada a Lei 12.996/2014, publicada no dia 20 de julho de 2014, prevendo o pagamento ou parcelamento de dívidas administradas pela Receita Federal do Brasil RFB, vencidos até 31 de dezembro de 2013, com redução de juros e multas. Devido a publicação da referida Lei no período em que ocorria a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, tal concessão para quitar débitos de forma facilitada foi apelidada de REFIS da COPA, que, nada mais é, do que a extensão do REFIS da CRISE, concedido pela Lei 11.941/09. Com a publicação da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 13, de 30 de julho de 2014, elaboramos este roteiro para auxiliar as empresas obterem a referido parcelamento. 1 DOS DÉBITOS OBJETO DE PARCELAMENTO OU PAGAMENTO Poderão ser pagos ou parcelados, de forma excepcional, até o dia 25 de agosto de 2014, os débitos de qualquer natureza junto à PGFN ou à RFB, vencidos até 31 de dezembro de 2013. O pagamento ou parcelamento abrange os débitos de pessoas físicas ou jurídicas, consolidados por sujeito passivo, constituídos ou não, com exigibilidade suspensa ou não, inscritos ou não em Dívida Ativa da União (DAU), mesmo que em fase de execução fiscal já ajuizada.

Não poderão ser pagos ou parcelados nas condições estabelecidas para o REFIS da COPA os débitos apurados na forma do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), de que trata a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. 2 DAS REDUÇÕES E DA QUANTIDADE DE PRESTAÇÕES Os débitos de que trata o REFIS da COPA poderão ser pagos ou parcelados da seguinte forma: Forma de pagamento Multa de Mora e de Ofício Reduções Multa Isolada Juros de Mora Encargo Legal À vista 100% 40% 45% 100% Em até 30 prestações 90% 35% 40% 100% Em até 60 prestações 80% 30% 35% 100% Em até 120 prestações 70% 25% 30% 100% Em até 180 prestações 60% 20% 25% 100% As reduções não serão cumulativas com outras reduções previstas em lei. Na hipótese de anterior concessão de redução de multas, de juros de mora ou de encargos legais previstos em outras legislações, prevalecerão os percentuais de redução constantes no quadro acima, aplicados sobre os respectivos valores originais. Entretanto, para a concessão do parcelamento, este REFIS inovou ao exigir antecipação. O valor antecipado equivale a uma entrada e se dará mediante a:

Antecipação de 5% (cinco por cento) do montante da dívida objeto do parcelamento, após aplicadas as reduções, na hipótese de o valor total da dívida ser menor ou igual a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais); Antecipação de 10% (dez por cento) do montante da dívida objeto do parcelamento, após aplicadas as reduções, na hipótese de o valor total da dívida ser maior que R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e menor ou igual a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais); Antecipação de 15% (quinze por cento) do montante da dívida objeto do parcelamento, após aplicadas as reduções, na hipótese de o valor total da dívida ser maior que R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e menor ou igual a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); ou Antecipação de 20% (vinte por cento) do montante da dívida objeto do parcelamento, após aplicadas as reduções, na hipótese de o valor total da dívida ser maior que R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais)

As antecipações poderão ser pagas em até 5(cinco) parcelas iguais e sucessivas, ficando o devedor obrigado a calcular e recolher mensalmente cada parcela da antecipação. As parcelas vencerão no último dia útil de cada mês, devendo a 1ª (primeira) parcela ser paga até o dia 25 de agosto de 2014. A partir da 2ª (segunda) parcela da antecipação, o valor de cada parcela será acrescido de juros correspondentes à variação mensal da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais a partir do mês subsequente de adesão ao parcelamento até o mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) para o mês do pagamento.

Após o pagamento da última parcela da antecipação e até o mês anterior ao da consolidação, o devedor fica obrigado a calcular e recolher mensalmente prestação equivalente ao maior valor entre: I - o montante dos débitos objeto do parcelamento, descontada a antecipação, dividido pelo número de prestações pretendidas menos uma; e II - R$ 50,00 (cinquenta reais), no caso de pessoa física, ou R$ 100,00 (cem reais), no caso de pessoa jurídica, ainda que o parcelamento seja de responsabilidade de pessoa física. Exemplo: Considerando que o valor total do débito de uma pessoa jurídica, já com os descontos, seja R$ 500.000,00, e o núm ero de parcelas escolhidas são de 30 prestações, o valor a ser recolhido mensamente será o equivalente a abaixo: R$ 500.000,00 x 5% = R$ 25.000,00 Valor da Antecipação R$ 16.379,3 1, conforme cálculo R$ 500.000,00 R$ 25.000,00 = R$ 475.000,00 - M ontante dos débitos objeto do parcelamento, descontada a antecipação R$ 475.000,00/29 = R$ 16.379,3 1 Este será o valor da prestação, t endo em vista que este valor é maior do que R$ 100.00. 3 - DA DESISTÊNCIA DE PARCELAMENTOS ANTERIORMENTE CONCEDIDOS O sujeito passivo que desejar pagar à vista ou parcelar os saldos remanescentes de parcelamentos em curso deverá formalizar a desistência dessas modalidades, observando as seguintes regras:

I - na hipótese de pagamento à vista, a desistência deverá ser efetuada: a) em relação aos débitos de contribuições previdenciárias no âmbito da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional PGFN e da Receita Federal do Brasil RFB, na unidade da RFB do domicílio tributário do sujeito passivo, até o dia 20 de agosto de 2014; b) em relação aos demais débitos no âmbito da PGFN e da RFB, exclusivamente nos sítios da PGFN ou da RFB na Internet, conforme o caso, nos endereços <http://www.pgfn.fazenda.gov.br> ou <http://www.receita.fazenda.gov.br>, até o dia 25 de agosto de 2014; II - na hipótese de parcelamento, a desistência deverá ser efetuada até o dia 31 de outubro de 2014, exclusivamente nos sítios da PGFN ou da RFB na Internet, conforme o caso, nos endereços <http://www.pgfn.fazenda.gov.br> ou <http://www.receita.fazenda.gov.br> O sujeito passivo que estiver ativo no parcelamento instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, cuja opção ocorreu no ano de 2009, e dele desistir para aderir ao REFIS da COPA, perderá todas as reduções aplicadas sobre os valores já pagos, aplicando-se sobre esses valores o disposto nos 2º e 3º do art. 21 da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009.

4 DA ADESÃO Os requerimentos de adesão aos parcelamentos ou ao pagamento à vista deverão ser protocolados exclusivamente nos sítios da PGFN ou da RFB, na Internet, do dia 1º até às 23h59min (vinte e três horas e cinquenta e nove minutos), horário de Brasília, do dia 25 de agosto de 2014. No caso de pessoa jurídica, o requerimento de adesão deverá ser formulado em nome do estabelecimento matriz, pelo responsável perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O requerimento de adesão ao parcelamento ou ao pagamento implicará, além da adesão ao endereço eletrônico para envio de comunicações ao seu domicílio tributário de que trata o 5º do art. 23 do Decreto nº 70.235/72, na confissão irrevogável e irretratável dos débitos abrangidos pelo parcelamento ou pagamento em nome do sujeito passivo, na condição de contribuinte ou responsável, configurará confissão extrajudicial nos termos dos arts. 348, 353 e 354 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil (CPC) e sujeitará o requerente à aceitação plena e irretratável de todas as condições estabelecidas pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 13/2014. 5 - DOS DÉBITOS EM DISCUSSÃO ADMINISTRATIVA OU JUDICIAL Para pagamento à vista ou inclusão no parcelamento de débitos objeto de discussão administrativa ou judicial, o sujeito passivo deverá desistir de forma irrevogável de impugnação ou recurso administrativos, de ações judiciais propostas ou de qualquer defesa em sede de execução fiscal e, cumulativamente, renunciar a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundam os processos administrativos e ações judiciais.

6 - DA RESCISÃO DO PARCELAMENTO Implicará rescisão do parcelamento e remessa do débito para inscrição em DAU ou prosseguimento da execução, conforme o caso, a falta de pagamento: I - de 3 (três) prestações, consecutivas ou não; ou II - de pelo menos 1 (uma) prestação, estando extintas todas as demais. 7 - DA LIQUIDAÇÃO DE MULTAS E JUROS COM CRÉDITOS DECORRENTES DE PREJUÍZO FISCAL E DE BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DE CSLL A pessoa jurídica que optar pelo pagamento à vista ou pelo parcelamento poderá liquidar valores correspondentes a multas, de mora ou de ofício, e a juros moratórios, inclusive relativos a débitos inscritos em DAU, com utilização de créditos decorrentes de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL próprios. O valor do crédito a ser utilizado será determinado mediante a aplicação das alíquotas de 25% (vinte e cinco por cento) e de 9% (nove por cento) sobre o montante do prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa da CSLL, respectivamente. Somente poderão ser utilizados montantes de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL próprios da pessoa jurídica, passíveis de compensação, na forma da legislação vigente, relativos aos períodos de apuração encerrados até a publicação da Lei nº 12.996, de 2014, devidamente declarados à RFB.

8 - DA POSSIBILIDADE DE PARCELAMENTO DE DÉBITOS DA PESSOA JURÍDICA PELA PESSOA FÍSICA A pessoa física responsabilizada pelo não pagamento ou não recolhimento de tributos devidos pela pessoa jurídica poderá efetuar, nos mesmos termos e condições previstos pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 13/2014, em relação à totalidade ou à parte determinada dos débitos, o pagamento à vista ou o parcelamento, desde que com anuência da pessoa jurídica. 9 CONCLUSÃO Enfim, esta é uma grande oportunidade para os contribuintes regularizarem seus débitos perante a PGFN e RFB. Entretanto, é sempre recomendável que se façam cálculos e analisem os prós e os contra, caso o contribuinte já tenha outro parcelamento ativo, antes de aderirem ao REFIS da COPA.