Prof. Roberto Stefan de A. Ribeiro

Documentos relacionados
Processos Patológicos Gerais

MORTE CELULAR. Alterações morfológicas no dano celular reversível e irreversível. Lesão celular irreversível: dinâmica

14/02/2012 HIPÓXIA ANÓXIA. Ambas são causas muito comuns de lesões e doenças. Didaticamente,as causas das lesões dividem-se em:

Universidade Federal do Amazonas ICB Dep. Morfologia Disciplina: Biologia Celular Aulas Teóricas

Lesão celular e tecidual. Morte Celular. Necrose Celular. Morte celular. Tanatologia. Necrose Apoptose. Necrose Celular

MORTE CELULAR NECROSE APOPTOSE AUTOFAGIA ACIDENTAL PROGRAMADA TRAUMATISMO DOENÇA PROCESSO FISIOLÓGICO NORMAL PROGRAMA GENETICAMENTE REGULADO

APOPTOSE, OU MORTE CELULAR PROGRAMADA

PROBLEMA 3 1. Objetivo 1: Identificar as principais causas de necrose; Necrose: morte celular ocorrida em organismo vivo e seguida de fenômenos de

Adaptação e Lesão Celular

Degenerações Celulares. Processos Patológicos Gerais Profa. Adriana Azevedo Prof. Archangelo P. Fernandes ENF/2o sem

Apoptose, ou morte celular programada

Mecanismos de Injúria e Morte Celular

INFLAMAÇÃO. Prof a Adriana Azevedo Prof. Archangelo P. Fernandes Processos Patológicos Gerais

DANO E MORTE CELULAR - NECROSE

Apoptose. Prof. Tiago Collares, Dr. (MSN) ( )

Cursos de Graduação em Farmácia e Enfermagem

Resposta imune inata (natural ou nativa)

Fatores moleculares da apoptose, necrose e envelhecimento celular. Professor Lucas Brandão

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA GERAL

BIOLOGIA. Moléculas, células e tecidos. Estudo dos tecidos Parte. Professor: Alex Santos

Patologia Geral. Apoptose. Carlos Cas0lho de Barros Augusto Schneider

Lesões Celulares. Profª Christiane Leal Corrêa

Alterações Circulatórias Trombose, Embolia, Isquemia, Infarto e Arterosclerose

Processos Inflamatórios Agudo e Crônico

HIPERSENSIBILIDADE DO TIPO IV. Professor: Drº Clayson Moura Gomes Curso: Fisioterapia

03/03/2015. Acúmulo de Leucócitos. Funções dos Leucócitos. Funções dos Leucócitos. Funções dos Leucócitos. Inflamação Aguda.

Processo Inflamatório e Lesão Celular. Professor: Vinicius Coca

CURSO: MEDICINA GABARITO 01 C 02 E 03 C 04 E 05 D 06 B 07 B 08 D 09 A 10 A 11 C 12 B 13 C 14 B 15 C 16 D 17 E

Resposta Imunológica celular. Alessandra Barone

Aterosclerose. Aterosclerose

Anexo 2. Chave de classificação. Célula-tronco hematopoética (CT-H)

INFLAMAÇÃO & REPARO TECIDUAL

Inflamação aguda e crônica. Profa Alessandra Barone

DISCIPLINA DE PATOLOGIA GERAL

EFEITOS GERAIS DA INFLAMAÇÃO

Professora Sandra Nunes

Resposta Inata. Leonardounisa.wordpress.com

Reparo Tecidual: Regeneração e Cicatrização. Processos Patológicos Gerais Profa. Adriana Azevedo Prof. Archangelo P. Fernandes

Peculiariedades na macroscopia de Biópsias e Peças cirúrgicas

CÉLULAS. 8 ano Profª Elisete

Aspectos gerais da estrutura celular

Como citar este material:

Lesões celulares reversíveis Degenerações Características gerais, Tipos, mecanismos e aspectos morfológicos. - Patologia Geral - Fisioterapia

DISFUNÇÕES HEMODINÂMICAS

LESÕES ELEMENTARES CELULARES E TECIDULARES. ADAPTAÇÃO CELULAR

Profº André Montillo

Adaptações Celulares. Processos Patológicos Gerais Profa. Adriana Azevedo Prof. Archangelo P. Fernandes Enf./2 o sem

Sangue: funções gerais

CÉLULAS. 8 ano Profª Elisete

BIOLOGIA. Professora Fernanda Santos

IMUNOLOGIA. Felipe Seixas

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

3/15/2013 HIPERSENSIBILIDADE É UMA RESPOSTA IMUNOLÓGICA EXAGERADA A DETERMINADO ANTÍGENO. O OBJETIVO IMUNOLÓGICO É DESTRUIR O ANTÍGENO.

Citoplasma. ocorrem as reações químicas. 1. Contém uma substância gelatinosa onde. 2. Local onde estão submersas as organelas.

Prof. Ms. José Góes

Reparação. Regeneração Tecidual 30/06/2010. Controlada por fatores bioquímicos Liberada em resposta a lesão celular, necrose ou trauma mecânico

Bioensaios celulares: Princípios e Aplicações

Enzimologia Clínica. Enzimas. Alteração da atividade sérica. Auxílio diagnóstico de processos patológicos Fosfatase Alcalina

TECIDO CONJUNTIVO. Depto de Morfologia, IB/UNESP-Botucatu

25/08/2014 CÉLULAS. Células Procariontes. Raduan. Célula Eucarionte Vegetal. Raduan

Tecido Conjuntivo. Prof Cristiano Ricardo Jesse

Variedades de Tecido Conjuntivo

Hematopoese. Prof. Archangelo P. Fernandes Profa. Alessandra Barone

O SANGUE HUMANO. Professora Catarina

(Reações de hipersensibilidade mediadas por células ou reações de hipersensibilidade tardia- DTH, Delayed-type hypersensitivity)

CORPO HUMANO: UM TODO FORMADO POR MUITAS PARTES

TECIDO HEMATOPOIÉTICO E SANGUÍNEO

CITOPLASMA E ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS. Instituto Federal de Santa Catarina Curso de Biotecnologia Prof. Paulo Calixto

Imunologia. Introdução ao Sistema Imune. Lairton Souza Borja. Módulo Imunopatológico I (MED B21)

Células do Sistema Imune

- Tecidos e órgãos linfoides - Inflamação aguda

AULA-7 PROCESSO DE HEMOSTASIA

Defesa não Especifica. Realizado por: Ricardo Neves

Distúrbios Circulatórios

HISTOLOGIA. Tecido Conjuntivo

CITOPLASMA E ORGANELAS CELULARES. BIOLOGIA AULA 5 Professor Esp. André Luís Souza Stella Professora Esp. Lúcia Iori

MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA II

8º Ano/Turma: Data / /2014

Ferida e Processo de Cicatrização

Prof. Tiago Collares, Dr.

Citoplasma. Citoesqueleto e organelas. Natália Paludetto

Patologia Geral. Necrose. Carlos Cas0lho de Barros Augusto Schneider

Resposta imune inata e adaptativa. Profa. Alessandra Barone

A inflamação ou flogose (derivado de "flogístico" que, em grego, significa "queimar") está sempre presente nos locais que sofreram alguma forma de

Bases celulares, histológicas e anatômicas da resposta imune. Pós-doutoranda Viviane Mariguela

Bases celulares, histológicas e anatômicas da resposta imune. Pós-doutoranda Viviane Mariguela

BIOLOGIA. Moléculas, células e tecidos. Uma visão geral da célula. Professor: Alex Santos

Aula teórica: Hematopoese

06/11/2009 TIMO. Seleção e educação de linfócitos ÓRGÃOS LINFÓIDES E CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE ÓRGÃOS LINFÓIDES. Primários: Medula óssea e timo

COLÉGIO EQUIPE DE JUIZ DE FORA. Listão de Férias ano

A Célula. A teoria celular, postulada por Schleiden e Schwann, assenta nos seguintes pressupostos:

Conceitos fundamentais de Biologia Celular

TECIDO HEMATOPOIETICO E SANGUÍNEO

Aula: 09 Temática: Metabolismo das principais biomoléculas parte I. Na aula de hoje, irei abordar o metabolismo das principais biomoléculas. Veja!

Transcrição:

Prof. Roberto Stefan de A. Ribeiro

Lesão celular irreversível Excedidos os limites da resposta adaptativa ao estímulo, ou quando a adaptação não é possível, segue-se uma seqüência de eventos, chamada de lesão celular. A lesão celular é irreversível quando ultrapassa a capacidade da célula lesada em manter-se viável.

Morte celular Alterações morfológicas após a lesão irreversível (morte celular) Dois tipos de morte celular necrose e apoptose Diferenças quanto a morfologia e a fisiopatologia

Necrose Quando o dano às membranas é severo, as enzimas lisossômicas entram no citoplasma e digerem a célula e os componentes celulares vazam. Invariavelmente patológica Apoptose Alguns estímulos nocivos, especialmente aqueles que danificam o DNA, induzem a apoptose, caracterizada pela dissolução nuclear sem perda total da integridade das membranas. Patológica ou fisiológica

Necrose Definição Conjunto de alterações morfológicas que ocorrem após a morte celular em um tecido vivo, resultando da ação progressiva de enzimas nas células mortas

Necrose Células fixadas imediatamente estão mortas mas não necróticas!!! Incapacidade de manter a integridade das membranas, com extravasamento de seu conteúdo (inflamação tecidual!) Invariavelmente patológica

Necrose A morfologia de uma célula necrótica resulta da desnaturação de proteínas e da digestão enzimática da célula (autólise e/ou heterólise)

Autólise O processo de desintegração das células mortas é realizado pelas próprias enzimas lisossômicas da célula afetada Heterólise O processo de desintegração das células mortas é realizado pelas enzimas lisossômicas dos leucócitos polimorfonucleares que chegam ao tecido morto

Necrose Processo de alterações morfológica leva várias horas para se desenvolver Morte súbita do miocárdio (sem alterações celulares detectáveis) Primeiras evidências histológicas aparecem entre 4h e 12h após a lesão Marcadores bioquímicos de proteínas de céls mortas aparecem no sangue até 2h após a morte celular

O método de investigação pode influenciar na rapidez do diagnóstico

Morfologia da célula morta Microscopia eletrônica Alterações citoplasmáticas Defeitos na membrana celular Lise do RE Rompimento dos lisossomas Tumefação mitocondrial Grandes densidades na matriz mitocondrial Aumento da eosinofilia Figuras mielínicas

Alterações nucleares de células mortas Cariólise Basofilia da cromatina diminuída, alteração que reflete a atividade da DNase. Picnose Encolhimento do núcleo e aumento da basofilia. O DNA aparentemente se condensa em uma massa basofílica, sólida, encolhida. Cariorréxis O núcleo picnótico ou parcialmente picnótico sofre fragmentação. Com o passar do tempo (1ou 2 dias) o núcleo da célula necrótica desaparece totalmente.

Morfologia de uma célula morta Microscopia óptica Alterações nucleares picnose cariorrexe cariólise Alterações citoplasmáticas acidofilia

PICNOSE NUCLEAR E EOSINOFILIA DO CITOPLASMA EM NEURÔNIO

PICNOSE NUCLEAR E EOSINOFILIA DO CITOPLASMA EM ÁREA DE NECROSE TUMORAL

CARIÓLISE E CARIORREXE NUCLEAR, EOSINOFILIA DO CITOPLASMA EM ÁREA DE NECROSE HEPÁTICA

Causas da necrose Anóxia isquemia Físicas traumatismos, frio, calor, eletricidade, radiações Químicas cáusticos, fenol, clorofôrmio, tetracloreto de carbono, alquilantes Biológicas Vírus, bactérias, protozoários, metazoários

Morfologia Uma vez que as células necróticas tenham sofrido as primeiras alterações nucleares descritas anteriormente, a massa de células necróticas pode apresentar diversos padrões morfológicos e clínicos

Classificação Necrose de coagulação ou necrose isquêmica Necrose de liquefação Necrose caseosa Esteatonecrose ou necrose do tecido adiposo

Necrose isquêmica Definição Tipo de necrose no qual há preservação do contorno básico da célula por pelo menos alguns dias ou semanas

Morfologia Causa anóxia e agentes coagulantes Macroscopia área necrosada bem delimitada, mais consistente e pálida Microscopia alterações nucleares características citoplasma gelificado, opaco, acidófilo arcabouço celular preservado (início)

Necrose isquêmica Os tecidos afetados apresentam uma textura firme O aumento subseqüente da acidose intracelular desnatura as proteínas estruturais e as enzimas, bloqueando, assim, a proteólise celular No infarto do miocárdio células acidófilas, coaguladas, sem núcleo podem persistir por semanas

NECROSE DE COAGULAÇÃO EM RIM AO FRESCO NECROSE DE COAGULAÇÃO EM BAÇO FIXADO

NECROSE DE COAGULAÇÃO EM RIM NECROSE DE COAGULAÇÃO EM ADRENAL

CÉLULAS FANTASMAS

Necrose isquêmica Remoção das células necrosadas por fragmentação e fagocitose pelos leucócitos que migram para a região. A necrose isquêmica é característica da morte por hipóxia das células de todos os tecido, exceto o cérebro (necrose por liquefação)

Necrose por liquefação Definição Característica de infecções bacterianas focais ou, ocasionalmente, fúngicas, pois os microorganismos estimulam o acúmulo de células inflamatórias

Morfologia Causa inflamações purulentas anóxia no tecido nervoso Macroscopia área necrosada tem consistência mole, semifluida ou liquefeita Microscopia dissolução total do tecido leucócitos PMN (neutrófilos) degenerados

Necrose isquêmica Devido a digestão das células mortas o tecido transforma-se em uma massa viscosa Se o processo foi iniciado por uma inflamação aguda, o material geralmente é amarelo cremoso devido a presença de leucócitos mortos, sendo chamado de pus

NECROSE DE LIQUEFAÇÃO EM CEREBRO AO FRESCO NECROSE DE LIQUEFAÇÃO EM PULMÃO FIXADO

NECROSE DE LIQUEFAÇÃO EM FÍGADO

Necrose gangrenosa Não é um tipo característico de necrose Usado em relação a um membro, especialmente a região inferior da perna, que perdeu seu suprimento sanguíneo e desenvolveu necrose de coagulação Quando há uma infecção bacteriana concomitante, a necrose de coagulação é modificada pela ação de liquefação das bactérias e dos leucócitos que são atraídos para a região (conhecida como gangrena úmida).

NECROSE DE COAGULAÇÃO E GANGRENA SECA EM DEDOS DO PÉ FIXADO NECROSE DE COAGULAÇÃO E GANGRENA SECA EM DEDO DA MÃO AO FRESCO

NECROSE DE COAGULAÇÃO E GANGRENA ÚMIDA EM MEMBRO INFERIOR AO FRESCO

Necrose caseosa Definição Forma distinta de necrose encontrada mais freqüentemente em focos de tuberculose e em algumas doenças fúngicas

Necrose caseosa Causa Tuberculose e outras inflamações por fungo Macroscopia Área necrosada tem consistência pastosa ou friável e seca, sem brilho, cor esbranquiçada ou amarelada Microscopia Alterações nucleares características Massa homogênea, acidófila, sem preservação do arcabouço celular

Necrose caseosa Ao exame microscópico, o foco necrótico se parece com fragmentos granulosos amorfos cercados por uma borda inflamatória distinta chamada de reação granulomatosa. A arquitetura tecidual está completamente destruída.

NECROSE CASEOSA EM LINFONODO PULMONAR COM TBC, AO FRESCO NECROSE CASEOSA EM PULMÃO COM TBC, FIXADO

NECROSE CASEAOSA EM ÁREA DE INFLAMAÇÃO TBC EM PULMÃO

Necrose gordurosa Definição Área de destruição de gordura que ocorre como resultado da liberação de lipases pancreáticas ativadas no parênquima pancreático e na cavidade peritoneal

Necrose gordurosa Causa ação de lipases (pancreatite aguda) traumatismo Macroscopia área necrosada esbranquiçada com manchas em pingo de vela Microscopia dissolução do tecido depósito de material basófilo

ESTEATONECROSE EM GORDURA PERIPANCREATICA ESTEATONECROSE EM GORDURA PERIPANCREATICA

. Encistamento calcificação (distrófica) gangrena seca úmida Evolução da necrose.eliminação absorção drenagem. Reparo regeneração cicatrização

ÁREA DE ENCISTAMENTO EM NECROSE DE LIQUEFAÇÃO EM CEREBRO

CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA EM LESÃO DE VÁLVULA CARDÍACA

Apoptose Definição Via de morte celular induzida por programa intracelular altamente regulado, no qual as células destinadas a morrer ativam enzimas que degradam DNA nuclear e proteínas citoplasmáticas

Apoptose Conservação da membrana citoplasmática (sem reação inflamatória) Fagocitose dos restos celulares Difícil visualização morfológica

Necrose Perda da integridade das membranas Apoptose Digestão enzimática das células Reação do hospedeiro Apoptose Membrana plasmática intacta Eliminação rápida Não desencadeia reação pelo hospedeiro

Causas fisiológicas Destruição programada de células durante a embriogênese Involução de órgãos dependente de hormônios nos adultos Eliminação celular em populações celulares em constante proliferação

Causas patológicas Morte celular produzida por vários estímulos nocivos (ex.: lesão ao DNA por radiação) Lesão celular em várias doenças viróticas (ex.: hepatite B) Morte celular nos tumores

Morfologia Encolhimento celular Condensação da cromatina Formação de bolhas citoplasmáticas e corpos apoptóticos, Fagocitose das células apoptóticas ou corpos celulares, geralmente pelos macrófagos

Mecanismos de apoptose Participação de caspases para degradação do citoesqueleto e ativação de nucleases Caspases iniciadoras (caspases 8 e 9) e efetoras (caspases 3 e 6) Via intrínseca e extrínseca

Mecanismos da apoptose Caspases iniciadoras Caspases efetoras Destruição do citoesqueleto e ativação nucleases

Mecanismos da apoptose Ativação das caspases ocorre via Receptor membranar da família TNFR (via extrínseca) Proteínas mitocondriais (via intrínseca)

Via extrínseca Ativação via receptor tipo TNFR Ativação da caspase 8

Via extrínseca Dependendo da proteína citoplasmática recrutada pode ocorrer morte ou sobrevivência celular

Via intrínseca Aumento da permeabilidade mitocondrial que libera moléculas pró-apoptóticas (Bak, Bax) que agem em contraponto as anti-apoptóticas (Bcl-2 e Bcl-x)

Via intrínseca Quando os níveis das moléculas pró-apoptóticas é maior que as anti-apoptóticas ocorre liberação das mitocôndrias de citocromo c, Apaf-1 e AIF Moléculas anti-apoptóticas Moléculas pró-apoptóticas Sobrevivência Apoptose Moléculas anti-apoptóticas Moléculas pró-apoptóticas

Via intrínseca Apf-1 liberada se combina com citocromo c Ativação da caspase 9 no citoplasma (iniciadora) Cascata de ativação de caspases e apoptose

Fase efetora Ativação das caspases 3 e 6 Destruição de proteínas do citoesqueleto, membrana nuclear e ativação de DNase (destruição em fragmentos de 200 pares de bases)

Remoção das células mortas Marcadores da superfície celular facilitam o reconhecimento por células fagocitárias Desaparecimento das células apoptóticas sem deixar vestígios e sem causar inflamação

Apoptose e p53 p53 guardiã do genoma! Quando o DNA é danificado há o acúmulo de p53 (para o ciclo em G1 para a célula ter tempo de se reestabelecer) Mas, se o reparo de DNA falhar, a p53 desencadeia a apoptose, pela ativação da fase efetora (ex.: Exposição à radiação/quimioterapia)

Apoptose Seguro Desempenhado por operários Remoção dos dejetos

Apoptose Seguro Formação dos corpos apoptóticos

Apoptose Dirigido por operários Caspases

Apoptose Remoção dos dejetos Fagocitose por macrófagos

Morte celular Certos estímulos podem induzir tanto apoptose como necrose Pode haver alguma sobreposição e mecanismos comuns a essas duas vias

robertostefanbio@gmail.com