Educação Sexual e Afetiva



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Escola Básica e Secundária de Valença Educação Sexual e Afetiva Se as mudanças são inevitáveis, porque precisas de ler sobre o assunto? Porque faz sentido saber o que se passa com o teu corpo, para que possas estar preparado. É tranquilizador conhecer os factos. Biblioteca Escolar

SUMÁRIO A adolescência... 3 As principais transformações na adolescência... 4 Amores e paixões... 6 Os adolescentes e o namoro... 7 A atração pelo outro... 8 O namoro acabou e agora?... 9 A sexualidade na adolescência... 10 Adolescentes e homossexualidade... 11 Métodos contracetivos... 12 Gravidez na adolescência... 14 Síndroma da Imunodeficiência Adquirida (SIDA)... 16 Glossário... 18 Webgrafia... 19 2

A ADOLESCÊNCIA Quando começa? O início da adolescência é, em termos de idade, muito variável. Começa com a puberdade, ou seja, com a entrada em funcionamento dos órgãos sexuais. Nas raparigas, isto acontece normalmente a partir dos 10 anos, com o aparecimento da primeira menstruação. Nos rapazes, esta transformação ocorre a partir dos 12 anos, com a possibilidade da primeira ejaculação e o aparecimento de pelos axilares. O que é? A adolescência pode ser definida de várias formas: É o período da vida em que já não se é criança, mas ainda não se é adulto. É um período de transformações profundas, no corpo, nas relações com os pais e com as outras pessoas, e em muitos outros aspetos da vida. É um período da vida em que a sexualidade já é possível e a independência raramente é possível. É um processo de independência com todas as dificuldades e conflitos que os processos de independência implicam. É um período rico em ideias, experiências, sonhos, projetos. A adolescência é, portanto, o espaço de transição entre a infância e a idade adulta e tem como limites a puberdade e a independência. É o conjunto de transformações na vivência do corpo e na consciência de si próprio, nas relações com os pais, os companheiros, os adultos e a sociedade em geral e na forma de encarar o futuro, desencadeadas pela maturação dos órgãos sexuais e pelo desenvolvimento físico e intelectual, que criam o ser adulto. O período da adolescência tem tendência a ser cada vez maior, já que, por vários motivos, a puberdade acontece cada vez mais cedo e a independência, tanto social como económica, acontece cada vez mais tarde. Fonte: www.educacao.te.pt 3

AS PRINCIPAIS TRANSFORMAÇÕES NA ADOLESCÊNCIA Transformações no corpo O corpo cresce a um ritmo acelerado e, por vezes, desigual e desproporcionado. Nas raparigas, desenvolvem-se as glândulas mamárias e aparecem os pelos púbicos e axilares. Nos rapazes, desenvolvem-se os órgãos sexuais, aparecem os pelos púbicos, axilares e a barba e, em certos casos, acontece um ligeiro desenvolvimento das glândulas mamárias. Os órgãos sexuais entram em funcionamento. Aparece a primeira menstruação nas raparigas e a possibilidade de ejaculação nos rapazes. Dão-se algumas transformações muito variadas provocadas pelas hormonas sexuais, que começam a ser produzidas na puberdade. Nos rapazes, dá-se a chamada mudança de voz. Em ambos os sexos, a atividade hormonal dá origem ao aparecimento de acne, que normalmente desaparece passado algum tempo. Transformações nas relações com os pais Passa a existir menos tempo para a convivência com os pais. O adolescente tem uma maior dificuldade em contar coisas da sua vida aos pais. Há uma maior tendência para pôr em causa e questionar ideias e posições da família, ou mesmo o desejo de ser diferente. Passa a haver uma maior independência nas decisões. Por vezes, existe uma aparente indiferença ou mesmo hostilidade em relação aos pais. Transformações nas relações com outros rapazes e raparigas Manifesta-se o desejo de ser aceite pelos outros, o que se nota pela importância que o adolescente passa a dar ao seu aspeto exterior, nomeadamente no cabelo, no vestuário, na beleza e na força. É por esta altura que se criam as grandes amizades e que nasce o gosto pelas conversas intermináveis entre amigos. É também frequente a inserção em grupos mais ou menos definidos, compostos por rapazes e raparigas. 4

É na adolescência que aparece a atração entre rapazes e raparigas, as paixões, os namoros, etc. Transformações nas relações com os adultos Começa a nascer o desejo de ser reconhecido pelos adultos como pessoa com direitos e deveres. Começam a criar-se relações de grande confiança com um adulto, tornado confidente. O adolescente passa a sentir-se cada vez mais capaz de relacionar-se diretamente com os outros e com as estruturas sociais sem necessidade de intervenção e proteção familiares. Transformações na forma de encarar o futuro O adolescente passa a ter uma maior preocupação com o futuro, aumentada também pela necessidade de tomar decisões e fazer escolhas ou de enfrentar dúvidas relativas à política e/ou à religião, etc. Acontece uma acentuação de desânimos, desistências e hesitações criadas pela frequente oposição entre as dificuldades e esforços de realização dos seus projetos e o desejo de gozar a vida, distrair-se, conviver. Há uma tendência para fazer grandes projetos irrealizáveis, mas também maior capacidade para realizar os seus projetos. Adaptado de Educação Sexual Só Para Jovens, Ana Maria Allen Gomes e Nuno Miguel, Texto Editora, 2000 Fonte: www.educacao.te.pt 5

AMORES E PAIXÕES A ntes de te apaixonares ou de sentires amor parece que não consegues controlar a tua impaciência, o teu desejo de que alguém apareça e te arrebata, te deixe nas nuvens. Mas o amor não se encomenda. Aparece, sem data marcada! Idealizamos namorados(as), construímos ideais. Há muitas formas de definir o amor. Tantas quantas pessoas diferentes o sentem. Geralmente, é consensual que o amor é um conjunto de sentimentos e não um só. Esses sentimentos levam-nos a apreciar outra pessoa como alguém muito especial, com quem nos preocupamos mais do que com a maioria das outras pessoas que conhecemos. Uma maneira de distinguirmos o amor apaixonado do amor por um amigo(a), pode ser o desejo e/ou a atração sexual. O amor sereno é o sorriso, o que nos faz feliz quando estamos tristes. O que nos faz acreditar de novo no mundo, nas pessoas, recuperar a nossa confiança. Damos e recebemos prazer, amamos e sentimo-nos amados. Há tranquilidade. Já quando nos começamos a apaixonar por alguém, existe uma sensação diferente. Pode começar com uma sensação de angústia, de insegurança, aquela dor no estômago ou aperto no peito quando o telefone toca ou se recebe uma mensagem. O coração acelera, dizemos coisas que não nos saem bem, coramos quando recebemos um elogio, um piropo ou uma frase mais romântica da pessoa por quem nos estamos a apaixonar. Adormecemos a pensar na pessoa. Quando acordamos, lá esta ela ou ele na nossa cabeça! Sorrimos ou ficamos ansiosos a pensar se a(o) vamos ver, quando, onde, como, o que vai acontecer? O apetite, habitualmente, diminui e fantasiamos e imaginamos muito as situações. Fazemos coisas que nunca tínhamos julgado ser capazes de fazer. Resumidamente, uma pessoa apaixonada parece estar no mundo da lua, abstraído em pensamentos a dois palmos da terra. Fonte: http://juventude.gov.pt/ 6

OS ADOLESCENTES E O NAMORO Qual é a época ideal para os jovens começarem a namorar? Existe uma época? O namoro é uma etapa importante e necessária no desenvolvimento do ser humano. E é na adolescência que se inicia a atração sexual, acompanhada por mudanças físicas, psicológicas e sociais. Namorar é uma coisa boa, afirma a psicóloga clínica Helena Dagnino, pois a paixão experimentada pelos namorados produz energia e entusiasmo pela vida, contribuindo, inclusive, para a formação da personalidade. A possibilidade de dar e receber amor alimenta a autoestima, conduzindo os jovens ao equilíbrio emocional. Além de ser benéfica para o amadurecimento do adolescente, a paixão também é saudável para o corpo: Namorar faz bem ao coração, ao sistema nervoso e ao equilíbrio.... Como vemos, há muitas coisas boas no namoro. Está na hora? Ilustração: Bloom Para a especialista na área, Terezinha Cruz, do Comité de Adolescência da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, o namoro é um momento de experimentação, de treino, durante o qual o adolescente passa da fase da infância, quando recebe passivamente o afeto, à fase adulta do envolvimento afetivo-sexual. Idade exata para se iniciar um relacionamento não existe. O ideal é que, no próprio contexto familiar, se aprenda a respeitar o outro, a tolerar as diferenças, a valorizar a vida e as pessoas. Fonte: www.pime.org.br/missaojovem/mjjovensnamoro.htm 7

A ATRAÇÃO PELO OUTRO A atração que uma pessoa sente por outra é uma experiência maravilhosa e embriagante. Descobrimos, ao mesmo tempo, a ternura, a emoção do coração e do corpo quando vemos o outro, no contacto com o outro. Este prazer experimentado pela proximidade de alguém, dá o desejo de o viver ainda mais intensamente, de ir mais longe na relação. Todos os gestos de ternura dar as mãos, beijar, tocar, nos comprometem com o outro. Nenhum é inofensivo, quaisquer que sejam os sentimentos que se vivam. Por isso é importante dar tempo para saber se os gestos que fazemos têm o mesmo significado para cada um de nós. É por amor, por simples prazer, por necessidade de ternura? Estas atitudes não nos comprometem mais do que aquilo que pensamos? Se vivemos todos os gestos do amor e nos damos um ao outro, será que ainda podemos discernir verdadeiramente com clareza quais são os nossos sentimentos? Para viver da melhor forma esta relação de ternura, devemos estar atentos às reações e à sensibilidade do outro. Fonte: www.1000questions.net VERIFICA OS RESULTADOS DO TESTE A QUE RESPONDESTE Maioria de respostas negativas: Ainda não chegou a hora do grande amor. Aproveita a tua idade para teres amigos e aproveitar a vida. O amor chegará oportunamente. Maioria de respostas positivas: Tens uma personalidade forte e sabes o que queres de um grande amor. Só que, para estar realmente preparado(a), precisas de ser um pouco mais maleável, compreender também que a outra pessoa, às vezes, pode ter razão. És uma pessoa segura e tens uma grande capacidade de te enamorares. Boa sorte! 8

O NAMORO ACABOU E AGORA? O namoro acabou. É triste... estás em baixo. Inconsolável. Todos dizem que, com o tempo, isso vai passar... Grande ajuda! Estes conselhos são úteis se quiseres esquecer o infeliz do teu exnamorado, ou ex-namorada. Não importa quem terminou a relação, se namoravam há um ano ou um dia. Estas dicas podem ser interpretadas de acordo com cada caso. Se te sentes no fundo do poço, não custa tentar! I will survive! Evita músicas românticas e tristes: I'm gonna miss you, I can't lie... I still believe, something you and me... Nada disso. Ouve apenas música que te faça sentir melhor. O telemóvel Certamente falavam ao telemóvel todos os dias. E agora, quando se aproxima a hora em que ele(a) ligava, ficas com o coração nas mãos. Tens vontade de lhe ligar... estavas tão acostumada(o). Para ajudar, pega no telemóvel e liga a um amigo. Faz isso todos os dias, até a vontade de falar com ele(a) ir passando. Aquele apoio Abusa da companhia dos teus amigos. Vai ao supermercado, leva o cão ao veterinário, faz voluntariado, anda de bicicleta... Tenta não ficar em casa. Cine Tristeza Nada de filmes tristes e românticos. Assiste a documentários, comédias e filmes de terror. Nada que te lembre o(a) ex. Nem 8, nem 80 Sabes que tens de esquecer. Pensar em voltar atrás é a pior coisa que se pode fazer. Quando esse pensamento se aproximar, conta até dez, bebe um copo de água e mantém-te firme. Mas também não precisas de sair com outras pessoas para esquecer. Não vai ajudar. Acredita, é possível que isso te deixe ainda mais triste. Aproveita o facto de estares solteiro. Ficar sozinho tem muitas vantagens. Dedica-te a ti mesmo e investe no que te faz sentir bem Exercício físico É um lugar-comum dizer que o exercício físico liberta endorfina, uma substância que relaxa e dá prazer, fazendo com que te sintas naturalmente mais feliz. É um lugar-comum, mas é um facto. Fonte: www.gp1.com.br 9

A SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA É durante a adolescência que a sexualidade se manifesta de uma forma mais clara e intensa e que se estabelece a ligação entre a sexualidade e a afetividade. Esta ligação existe de forma diferente nos rapazes e nas raparigas. Assim, é a partir da adolescência que a sexualidade se começa a manifestar, através de: Sonhos sexuais Os sonhos sexuais são todos os sonhos que representam uma situação sexual, mesmo que não seja uma atividade sexual perfeitamente clara. Estes sonhos são involuntários, como todos os sonhos, variam muito de pessoa para pessoa e são acompanhados de excitação sexual. Desejos e excitações sexuais Os desejos e excitações sexuais aparecem nas raparigas habitualmente de forma menos intensa do que nos rapazes e estão geralmente relacionados com a sua vida afetiva. Nos rapazes, estas sensações estão ligadas aos mais diversos estímulos e muitas vezes não têm qualquer relação com a vida afetiva. Fantasias sexuais As fantasias sexuais variam muito de pessoa para pessoa e têm um papel importante na sexualidade de cada um. Masturbação A masturbação é qualquer processo utilizado para a autoexcitação e o alcançar do orgasmo. Na maioria das vezes, é feita através do estímulo manual e ritmado das zonas mais sensíveis dos órgãos sexuais. Não causa qualquer prejuízo físico ou psicológico ao organismo. Nos adolescentes, a masturbação é uma forma possível de satisfazer o desejo sexual através do prazer da excitação e do orgasmo. Nos rapazes, ela é também uma forma de compensar a ansiedade, a insegurança e a frustração, pela confirmação da sua virilidade e potência. Relações sexuais As relações sexuais são uma forma de expressão sexual do amor entre duas pessoas. Na maioria dos casos, os adolescentes iniciam a sua vida sexual pelas carícias mútuas e pela exploração do corpo do parceiro, deixando as relações sexuais propriamente ditas para mais tarde. 10

A decisão de ter ou não relações sexuais é bastante mais complicada para as raparigas do que para os rapazes porque implica uma série de dúvidas e receios relacionados com a relação afetiva. Pelo contrário, os rapazes não hesitam na sua decisão de iniciarem a sua vida sexual, não só pela força dos seus desejos, mas também para provarem a si próprios que são capazes de terem relações sexuais e de satisfazerem uma rapariga e para terem a certeza de que as raparigas gostam mesmo deles. Fonte: www.educacao.te.pt ADOLESCENTES E HOMOSSEXUALIDADE A questão da homossexualidade não é nova, mas o emergir da discussão sobre os direitos individuais e o maior respeito pelas determinações e orientações de cada um, a introdução da questão HIV, bem como os dados científicos, permitem atualmente debater este assunto com maior objetividade e sem tantos preconceitos como os que, no passado, impediram durante muito tempo uma leitura rigorosa da questão. Como definir homossexualidade? Pode designar-se homossexualidade como a atração sexual, emocional e afetiva de pessoas de um género por pessoas do mesmo género. Muitos adolescentes têm relações homossexuais como parte da sua aprendizagem, experimentação e conhecimento do corpo. Por outro lado, muitos dos homens e mulheres homossexuais tiveram as suas primeiras experiências durante a adolescência, tendo sido no final desta que as suas determinações e opções se consolidaram. O mundo está (felizmente) a mudar Se, por um lado, ainda se observam frequentemente atitudes de exclusão (algumas vezes de autoexclusão), é crescente a tolerância e mesmo a normalidade com que o assunto é felizmente encarado. Para isso tem contribuído a afirmação pública de pessoas e individualidades de várias áreas relativamente ao facto de serem homossexuais. Trata-se de entender que a sociedade é composta por indivíduos diferentes, na cor, no tamanho, nas capacidades, na orientações sexuais e nas opções e estilos de vida. As mesmas necessidades e padrões de desenvolvimento Os adolescentes homossexuais partilham os mesmos padrões de desenvolvimento dos seus congéneres heterossexuais, designadamente o estabelecimento de uma identidade sexual, a decisão sobre os comportamentos, a gestão dos afetos, as opções relativas a ter ou não relações, de que tipo e protegidas ou não, etc. Os riscos que correm, relativamente às doenças de transmissão sexual exigem as mesmas estratégias de educação para a saúde. Fonte: Cordeiro, Mário - Adolescentes e homossexualidade. [em linha]. O Site da Educação 11

MÉTODOS CONTRACETIVOS A s relações sexuais, mesmo que seja a primeira vez ou só uma vez, podem ter como consequência a gravidez. O único método cem por cento eficaz para evitar a gravidez é a abstinência, isto é, não ter relações sexuais. Mas os métodos contracetivos ajudam a prevenir a gravidez não desejada, permitindo a vivência da sexualidade de forma saudável e segura. Qual o método contracetivo mais eficaz? O grau de eficácia varia de método para método. Em alguns casos, como com a pílula e o preservativo, o grau de eficácia depende, também, da forma mais ou menos correta e continuada de utilização do método. Alguns têm contraindicações e efeitos colaterais. Assim, antes de optares por um método contracetivo, deves marcar uma consulta de planeamento familiar ou consultar o teu médico. Há alguns fatores que devem ser ponderados e analisados pelo médico ou profissional de saúde, como, por exemplo, a idade e o estilo de vida, se se tem ou pretende ter mais filhos, o estado da saúde em geral, a necessidade de proteção contra infeções de transmissão sexual, etc. E, sobretudo, lembra-te que a responsabilidade pela prevenção da gravidez não desejada cabe sempre aos dois parceiros. Quais são os métodos contracetivos disponíveis? Contraceção hormonal oral (vulgarmente conhecida como pílula) Contraceção hormonal injetável Contraceção hormonal-implante Dispositivo intrauterino (DIU) Preservativo masculino Espermicida Abstinência periódica/autocontrolo Contraceção cirúrgica Contraceção de emergência O preservativo é o único método contracetivo que, simultaneamente, protege contra as infeções de transmissão sexual. O que são métodos contracetivos reversíveis? A maioria dos métodos contracetivos são reversíveis, isto é, permitem à mulher engravidar 12

quando ela ou o seu parceiro deixam de os usar. São exemplo: os preservativos, a pílula, o DIU, as hormonas injetáveis e o implante. Quais são os métodos contracetivos definitivos? São os que têm um efeito permanente. Estes métodos, como a laqueação de trompas, para a mulher, e a vasectomia, para o homem, implicam a realização de intervenções cirúrgicas. Como tenho acesso aos métodos contracetivos? Os métodos contracetivos são fornecidos gratuitamente nos centros de saúde e hospitais públicos. Todas as pessoas têm direito ao acesso a consultas e serviços de planeamento familiar, independente do seu sexo, idade ou estado civil. Como é que os jovens menores de idade têm acesso aos métodos contracetivos? Nas consultas, gratuitas, de planeamento familiar. Os jovens adolescentes são um dos alvos prioritários das consultas de planeamento familiar. Não é necessária autorização dos pais, do encarregado de educação ou do adulto responsável pelo menor para que este tenha acesso às consultas de planeamento familiar e aos métodos contracetivos. Aconselha-te junto do seu médico ou em consulta de planeamento familiar. Fonte: http://www.portaldasaude.pt/ 13

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA A adolescência implica um período de mudanças físicas e emocionais que é considerado, por vários autores, um momento de crise. Não podemos descrever a adolescência como uma simples adaptação às transformações corporais, mas sim como um importante período no ciclo de vida, que corresponde a diferentes mudanças, tanto a nível social e familiar como sexual. Gravidez desejada e gravidez indesejada Uma gravidez indesejada na adolescência ocorre por várias razões: porque o método contracetivo falhou ou pela má utilização do mesmo; porque não se utilizou qualquer proteção durante as relações sexuais; por falta de informação; pela existência do pensamento mágico de que só acontece aos outros, ou ainda, por crendices e mitos à volta das relações sexuais, como por exemplo: na primeira vez não há risco de ficar grávida ou que quando se faz de pé não há problema! Existem, também, gravidezes que são desejadas durante a adolescência e que são determinadas por padrões culturais ou por questões mais complexas, como, por exemplo, o sentir que estando grávida se consegue o amor do namorado; a fantasia de que a gravidez lhe trará mais afeto, atenção por parte dos outros; como forma de sair de casa dos pais mais rapidamente ou até mesmo pela idealização de que o bebé lhe trará o papel da sua vida. Antes de decidir engravidar, a rapariga e o rapaz devem pensar e falar entre si e talvez com os amigos ou com um adulto em quem confiem, na responsabilidade que é ter um filho, como um filho altera completamente a nossa vida e daquilo de que é preciso prescindir depois de se ter um filho: sair com os amigos, idas à discoteca Será que estou grávida? Será que ela está grávida? Se existiram relações sexuais desprotegidas pelos mais variados motivos e a menstruação não apareceu na altura em que deveria surgir, não vale a pena entrar em pânico, mas também não adianta fingir que não é nada. É preciso refletir um pouco sobre a situação e avançar para um teste de gravidez. Este pode ser comprado na farmácia e levado para fazer em casa (com a primeira urina da manhã) ou então pode ser feito na própria farmácia (levando a urina num recipiente esterilizado). Pode ainda fazer-se o teste no Centro de Saúde numa consulta de planeamento familiar ou num Centro de Atendimento a Jovens. 14

Se deu negativo São muitas as raparigas e rapazes que já passaram por este tipo de experiência, sentindo certamente o mesmo pânico, os mesmos medos, tendo as mesmas dúvidas, as mesmas preocupações e partilhando a mesma esperança de que o resultado vai dar negativo e tudo não passou de um susto ou que felizmente desta escapámos. Dessa vez tiveram sorte, mas é importante lembrar de que nem sempre a sorte anda connosco. Após esta experiência, é importante pensarem no método contracetivo que melhor se adapta a vocês, pois não vale a pena correr riscos desnecessários. Devem marcar uma consulta de Planeamento Familiar, quer no Centro de Saúde da área de residência ou outro, dirigirem-se a um Gabinete de Apoio a Jovens ou ligar para a Sexualidade em Linha, no caso de haver alguma dúvida quanto ao método que utilizam ou para obterem contactos de Espaços de Atendimento a Jovens na área da Sexualidade. Deu positivo. E agora? Uma gravidez precoce não planeada implica sempre uma tomada de decisão. Independentemente da decisão que se venha a tomar, é importante procurar o apoio de uma ou mais pessoas para que esta possa ser uma reflexão ponderada, de forma a conseguir lidar melhor com a situação. Neste momento surgem perguntas como: o que vão dizer os meus pais?, como vai ser o meu futuro? ou será que devemos prosseguir com a gravidez?. Qualquer que seja a vossa decisão, não deve ser fácil. Procurem ajuda falando com alguém da vossa confiança: o pai ou a mãe ou outro familiar, um professor, um amigo. Tens, também, a Sexualidade em Linha, a Linha Opções e a Linha Saúde 24 onde poderás encontrar o apoio de técnicos especializados em Saúde Sexual e Reprodutiva. Fonte: http://juventude.gov.pt/portaljuventude 15

SÍNDROMA DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (SIDA) A infeção VIH/sida tem uma história relativamente recente, mas já dramática à escala mundial. O número de doentes continua a aumentar, apesar de todos os esforços promovidos pelos governos e diferentes organismos ligados à saúde e à educação a nível mundial. Presentemente, a infeção VIH/sida não tem cura e a prevenção é a única medida eficaz. O que é a sida? A sida (Síndroma da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença não hereditária causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV, em inglês) que enfraquece o sistema imunitário do nosso organismo, destruindo a nossa capacidade de defesa em relação a muitas doenças. O doente infetado pelo VIH vai ficando progressivamente fragilizado e pode contrair várias doenças que o podem conduzir à morte. Estas doenças são designadas por oportunistas, uma vez que, por norma, não atacam as pessoas com um sistema imunitário saudável. O que é o VIH? O VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o agente causador da sida. Este agente pode ficar incubado no corpo humano por tempo indeterminado, sem que o infetado manifeste os sintomas da sida. Quando uma pessoa está infetada com o VIH diz-se que é seropositiva. Uma pessoa seropositiva pode não ter quaisquer sinais da doença, aparentando mesmo um estado saudável durante um longo período, mas tem o vírus presente no seu organismo e, por isso mesmo, pode transmiti-lo a outra pessoa. O que é o sistema imunitário? O sistema imunitário é uma rede complexa de várias células e moléculas. Um dos grupos de células do sistema imunitário é constituído por glóbulos brancos e, dentro desta classe, há um tipo de células designadas linfócitos. Os CD4+ comandam o sistema imunitário, para que a resposta aos agentes estranhos ao organismo seja efetuada rapidamente, de forma eficaz e sequencialmente correta. Se este tipo de linfócitos deixar de funcionar corretamente, ou se forem destruídos, o sistema imunitário deixa de ser eficaz e a pessoa adoece gravemente. 16

Como retardar o aparecimento da sida em seropositivos? A duração do período entre a entrada do vírus no organismo e o diagnóstico da sida depende, significativamente, dos cuidados que a pessoa tem, nomeadamente em ter uma vida com comportamentos considerados saudáveis: boa higiene pessoal, boa nutrição, não fumar e praticar desporto. O aparecimento da sida pode ainda ser retardado pela correta utilização dos medicamentos que retardam a multiplicação do vírus e dos que previnem as doenças oportunistas. Quais são as formas de transmissão do VIH? A transmissão sexual é a principal forma de transmissão em todo o mundo. As secreções sexuais de uma pessoa infetada podem, com grande probabilidade, transmitir o VIH sempre que exista uma relação sexual sem preservativo. Outra via de transmissão é o contacto com sangue infetado, pelo que a partilha de seringas, agulhas, escova de dentes, lâminas de barbear e/ou material cortante com a pessoa infetada pelo VIH constitui risco de transmissão. Os utensílios e objetos mencionados, depois de utilizados, devem ser colocados em contentores rígidos com abertura e tampa ou, então, em garrafas de água ou sumo vazias, de material rígido e grosso, que também são excelentes para este fim. Embora represente um risco menor, não devem ser partilhados objetos cortantes onde exista sangue de uma pessoa infetada. É o caso, por exemplo, dos piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura. Da mãe para o filho durante a gravidez, parto e/ou amamentação. Se a mãe estiver infetada pode transmitir a infeção ao bebé durante a gravidez, através do seu próprio sangue, ou durante o parto, através do sangue ou secreções vaginais. Há ainda o risco de contágio durante o período de aleitamento. Como não se transmite o VIH? Através do ar, alimentos, água, picadas de insetos e outros animais, louça, talheres, sanitas ou qualquer outro meio que não envolva sangue, esperma, fluidos vaginais ou leite materno; Através da urina, suor, lágrimas, fezes, saliva, secreções nasais ou vómitos, desde que estes não tenham sangue misturado; Através de contactos sociais, como o beijo na face, um abraço ou um aperto de mão. Quais são as pessoas potencialmente mais vulneráveis? As pessoas sexualmente ativas que têm relações sexuais não protegidas. Os jovens, por terem relações espontâneas e apreciarem as frequentes mudanças de parceiros, são o grupo mais vulnerável, exceto se procurarem manter relações sexuais protegidas, usando preservativo, desde o início da relação. No trocar de seringas e agulhas, pode haver também perigo de contaminação. Fonte: http://www.portaldasaude.pt/ 17

GLOSSÁRIO Adolescência > Fase do desenvolvimento humano que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Caracteriza-se por alterações a nível físico, mental e social. Arrebatar > Entusiasmar, empolgar. Congénere > Do mesmo género; da mesma espécie. Discriminação > Tratamento de pessoas ou grupos de forma injusta ou desigual, com base em argumentos de sexo, raça, religião, etc. Género > Conjunto de seres com características comuns; espécie. Hereditário > Que se transmite por reprodução; genético. HIV > Vírus da imunodeficiência humana. Homossexualidade > Atração sexual e/ ou relação amorosa entre indivíduos do mesmo sexo. Hostilidade > Agressividade. Infeção > Doença originada por agentes patogénicos (vírus ou bactérias) introduzidos num organismo. Linfócitos > Tipo de leucócito, ou glóbulo branco, presente no sangue, fabricados pela medula óssea vermelha. Maturação > Processo de desenvolvimento dos seres vivos no sentido de tornar o organismo apto para a reprodução. Objetividade > Imparcialidade de opinião ou atitude que não se deixa influenciar por sentimentos ou preferências. Preconceito > Opinião (favorável ou desfavorável) formada antecipadamente, sem fundamento sério ou análise cítica. Puberdade > Fase entre a infância e a adolescência, na qual se verifica o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e a aceleração do crescimento. Púbicos > Os pelos púbicos localizam-se na região frontal da pelve, acima e à volta dos órgãos sexuais masculino e feminino. Seropositivo > Designa o doente em cujo soro sanguíneo foi detetada a presença de determinado anticorpo; portador do vírus da sida. Síndroma > Conjunto bem determinado de sintomas que não caracterizam uma só doença, mas podem traduzir uma modalidade patogénica. Sistema imunitário > O sistema imunitário compreende todos os mecanismos pelos quais um organismo multicelular se defende de invasores externos, como bactérias, vírus, protozoários, ou fungos. Tabu > Interdição social, religiosa ou cultural de abordar determinado assunto ou adotar determinado comportamento; aquilo que não é discutido ou mencionado por pudor ou educação. Tolerância > Aceitação e respeito por opiniões contrárias. 18

WEBGRAFIA Os adolescentes e o namoro. [em linha]. Missão Jovem. [consult. 17-12-2009]. Disponível na Internet: <www.pime.org.br> CORDEIRO, Mário - Adolescentes e homossexualidade. [em linha]. O Site da Educação. [consult. 17-12-2009]. Disponível na Internet: <www.educacao.te.pt> Crepúsculo, a moderna história de amor entre uma mortal e um vampiro conquista fãs no mundo inteiro. [em linha]. Cineminha. [consult. 17-12-2009]. Disponível na Internet: <http://cineminha.uol.com.br> Durante o namoro, quais são os limites? [em linha]. [consult. 17-12-2009]. Disponível na Internet: <www.1000questions.net> Educação sexual na adolescência. [em linha]. O Site da Educação. [consult. 18-12- 2009]. Disponível na Internet: <www.educacao.te.pt> Gravidez na adolescência. [em linha]. Portal da Juventude. [consult. 17-12-2009]. Disponível na Internet: <http://juventude.gov.pt/portaljuventude> Métodos contraceptivos. [em linha]. Portal da Saúde. [consult. 17-12-2009]. Disponível na Internet: <www.portaldasaude.pt> O namoro acabou? Dicas para esquecer de vez seu ex! [em linha]. GP1. [consult. 17-12-2009]. Disponível na Internet: <http://www.gp1.com.br/noticias/o-namoro-acaboudicas-para-esquecer-de-vez-seu-ex-1216.asp> Síndroma da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). [em linha]. Portal da Saúde. [consult. 17-12-2009]. Disponível na Internet: <www.portaldasaude.pt> Um sítio fiável, na Internet, ao qual podes recorrer para esclareceres as tuas dúvidas e elaborares trabalhos relacionados com a saúde e a sexualidade juvenil: http://juventude.gov.pt/portal/saudesexualidadejuvenil/temasssexualidade/ 19

LIVROS SOBRE PUBERDADE E ADOLESCÊNCIA Adolescentes como nós, Jennifer Moore-Mallinos. Editorial Presença. Eu sou 100% assim, Elinor Greenwood. Civilização. Falemos de sexualidade, Lluís Cugota Mateu. Plátano Editora. Guia sexual para adolescentes, Alicia Gallotti. Dom Quixote. Guia da sexualidade para raparigas. Porto Editora. Guia da sexualidade para rapazes. Porto Editora. Guia da sexualidade: 101 perguntas e respostas. Porto Editora. A minha sexualidade dos 9 aos 13 anos, Jocelyne Robert. Porto Editora. O que me acontece na puberdade? Mariela Castro Espín. Editorial Presença. O que me está a acontecer, Alex Frith. Porto Editora. O que me está a acontecer, Susan Meredith. Porto Editora. Que se passa aí em baixo? Karen Gravelle. Gradiva. O teu corpo em mudança, Gerry Bailey. Porto Editora. Pensamentos e sentimentos, Helen Greathead. Porto Editora. Sexo e puberdade, Louise Spilbury & Mike Gordon. Texto Editores. Tudo o que deves saber sobre os rapazes, Marla Coole. Gradiva. Tudo sobre a adolescência, Susan Meredith. Edicare. 20