1º TEXTO O Ecossistema Manguezal O manguezal é um ecossistema complexo e um dos mais produtivos do planeta. É considerado um ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e marinho. Característico de regiões tropicais e subtropicais, está sujeito ao regime das marés, dominado por espécies vegetais típicas, às quais se associam a outros componentes vegetais e animais. Desempenha importante papel como exportador de matéria orgânica para o estuário, contribuindo para produtividade primária na zona costeira O ecossistema manguezal está associado às margens de baías, barras, enseadas, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa. A cobertura vegetal, ao contrário do que acontece nas praias arenosas e nas dunas, instala-se em substratos de vasa de formação recente, de pequena declividade, sob a ação diária das marés de água salgada ou, pelo menos, salobra. A riqueza biológica dos ecossistemas costeiros faz com que essas áreas sejam os grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies características desses ambientes, como para peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras durante, pelo menos, uma fase do ciclo de sua vida. É no mangue que peixes, moluscos e crustáceos encontram as condições ideais para reprodução, berçário, criadouro e abrigo para várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico. Os mangues são responsáveis pela produção de mais de 95% do alimento que o homem captura do mar, representando significativa fonte de alimentos para as populações humanas. Por este motivo sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno. A fauna dos manguezais. Os estoques de peixes, moluscos e crustáceos apresentam expressiva biomassa, constituindo excelentes fontes de proteína
animal de alto valor nutricional. Os recursos pesqueiros são considerados como indispensáveis à subsistência das populações tradicionais da zona costeira. A vegetação de mangue serve para fixar as terras, impedindo assim a erosão e ao mesmo tempo estabilizando a costa. As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Os Manguezais constituem importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas. No mundo existem cerca de 162.000 km 2 manguezais e no Brasil existem cerca de 25.000 km 2 de florestas de mangue, que representam mais de 12% dos manguezais do mundo inteiro. Estão distribuídos desde o Amapá até Laguna, em Santa Catarina, no litoral brasileiro, sendo constituídos pelas principais espécies de mangue: Rhizophora mangle (mangue vermelho), Laguncularia racemosa (mangue branco), Avicennia sp (mangue preto, canoé), Conocarpus erectus (mangue de botão). Destaque à espécie Laguncularia racemosa, por ser a única espécie típica de mangue encontrada no Arquipélago de Fernando Noronha, no único manguezal na Baía do Sueste. IMPACTOS AMBIENTAIS EM ÁREAS DE MANGUEZAL - Os principais fatores que podem causar alterações nas propriedades físicas, químicas e biológicas do manguezal são: Aterro e Desmatamento Queimadas Deposição de lixo Lançamento de esgoto Lançamentos de efluentes industriais Dragagens Construções de marinas Pesca predatória
Muitas atividades podem ser desenvolvidas no manguezal sem causar prejuízos ou danos ao meio ambiente, entre elas: Pesca esportiva e de subsistência, evitando a sobre pesca, a pesca de pós - larva, juvenis e de fêmeas ovadas. Cultivo de ostras. Cultivo de plantas ornamentais (orquídeas e bromélias). Criação de abelhas para a produção de mel. Desenvolvimento de atividades turísticas, recreativas, educacionais e pesquisa cientifica. PROTEÇÃO LEGAL DOS MANGUEZAIS - No Brasil, o manguezal, é considerado como área de preservação permanente, incluído em diversos dispositivos constitucionais (Constituição Federal e Constituições Estaduais) e infraconstitucionais (leis, decretos, resoluções, convenções). A observação desses instrumentos legais impõe uma série de ordenações do uso e/ou de ações em áreas de manguezal (Schaeffer-Novelli,1994). Constituição Federal de 1988, artigo 225. Lei Federal nº 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Código Florestal Lei nº 4.771/1965. Lei Federal Nº 7.661/98, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. Lei Estadual nº 9.931/1986 - Proteção das Áreas Estuarinas. Resolução CONAMA nº 04/1985. Decreto Federal nº 750/93, que dispõe sobre o corte, a exploração, a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica.
2º TEXTO Nova dragagem do Porto de Santos deve começar no começo de 2015 Afirmação partiu do secretário de Infraestrutura Portuária da SEP. Profundidade deve ficar entre 15,4 e 15,7 metros após o serviço. Mariane Rossi Do G1 Santos Dragagem do canal do Porto de Santos deve começar em 2015 (Foto: Ivair Vieira Jr/G1) O novo contrato para a realização da dragagem do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, deve ser assinado até o fim deste ano. Foi isso que garantiu nesta quarta-feira (13) Tiago de Barros Correia, secretário de Infraestrutura Portuária da Secretaria Especial de Portos (SEP), durante o Santos Export, em Guaurjá, também no litoral paulista. O primeiro painel do dia, Desafios e Soluções Operacionais do Porto de Santos, começou às 9h40, com a presença de Paulino Moreira Vicente, diretor de Infraestrutura da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp); Cláudio Loureiro de Souza, diretor-executivo do Centronave; Matheus Miller, secretárioexecutivo da Abtrapaulo; Sérgio Barbosa, presidente da Praticagem do Estado de São Paulo; além de Tiago de Barros Correia. Correia disse que foram recebidas propostas de empresas interessadas em realizar a dragagem do Porto de Santos, mas o orçamento de todas ficou acima do esperado. "Ao caminhar para um contrato de longo prazo, surgem alguns riscos, como o câmbio e a inflação, o que gera um impasse muito grande", afirma. No entanto, segundo o secretário, a SEP preferiu seguir com o contrato a longo prazo. Mesmo com uma nova licitação, os preços vieram acima do valor orçado. Foi feita uma negociação com a empresa, mas não chegou-se a um consenso. O segundo colocado na licitação foi chamado e tem até 19 de agosto para apresentar a proposta. "Se não houver êxito, convocaremos o terceiro colocado", afirma. De acordo com Campos, se essa licitação não der certo, há duas opções. A primeira seria fazer uma nova licitação, com um prazo mais curto, para reduzir o risco de câmbio. A segunda alternativa seria uma negociação com as empresas que não participaram da primeira licitação. Correia afirmou que o compromisso da SEP, da Codesp e do Governo Federal é manter o calado de Santos e não retroceder na profundidade. "Para manter a meta de 15 metros, nós estamos solicitando que a profundidade fique em uma faixa entre 15,4 e 15,7 metros", explica. Ele garantiu que não faltam recursos para a SEP realizar a dragagem do Porto de Santos. "Eu acredito que neste
semestre a gente assine o contrato e inicie os estudos para a elaboração do projeto executivo, e comece a dragar no começo de 2015 ou esse ano ainda", afirma. Dezenas de autoridades estiveram na abertura do Santos Export (Foto: Guilherme Lucio / G1) Paulino Moreira Vicente, diretor da Codesp, disse que a dragagem de manutenção já está sendo realizada em alguns pontos, para manter o calado e obter ganhos. "Temos contratos em vigência para o desassoreamento. Nos próximos 90 dias, vamos ter 13,2 metros ao longo dos 22 quilômetros do canal", ressalta. Para Sérgio Barbosa, presidente da Praticagem do Estado, o importante não é somente a profundidade, mas o gerenciamento do canal. "Dentro da limitação de profundidade que nós temos, conseguimos extrair o máximo de benefícios. O ideal seria de 18,5 metros", diz. Mas, segundo ele, isso é complicado nos dias atuais. No entanto, Paulino acredita que não é necessário atingir essa profundidade, já que a escavação seria muito maior e se tornaria necessário seguir um novo regime hidrodinâmico. "A gente não identifica essa necessidade, e mesmo que ela houvesse, os cais existentes não estão preparados para receber um aprofundamento com essa ordem de grandeza", explica. Cláudio Loureiro de Souza, diretor-executivo do Centro nave; e Matheus Miller, secretário-executivo da Abtrapaulo, deram algumas sugestões para que as licitações e, consequentemente, a dragagem do Porto de Santos comecem assim que possível. Segundo eles, o interesse dos empresários é receber navios de maior calado.
Porto de Santos foi tema de debates no Santos Export (Foto: Ivair Vieira Jr/G1) A 12ª edição do Santos Export Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos começou nesta terça-feira (12) e contou com a presença do vicepresidente da República, Michel Temer, do Ministro dos Portos, Cesar Borges, do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, além de prefeitos e autoridades da região. O evento reúne até quarta-feira (13) os maiores especialistas do setor portuário para debater as principais questões da área no Hotel Sofitel Jequitimar, em Guarujá. O primeiro painel de debate, "Tribuna do Porto", teve a participação do ministro dos Portos, Cesar Borges, que ocupa o cargo há 47 dias. Ele disse que é preciso firmar, cada vez mais, parcerias entre os setores público e privado, para o desenvolvimento dos portos. Segundo Borges, é preciso também uma interação entre os modais ferroviário, aeroviário e portuário, para uma maior eficiência no transporte de cargas no Brasil. O ministro também citou todas as questões nas quais está trabalhando para o melhor desenvolvimento dos portos, como o arrendamento de áreas concedidas antes da lei de 1993, os terminais de uso privativo, a renovação dos contratos de adesão, os investimentos nos portos públicos, além da prorrogação antecipada de contratos que se encontram no Ministério dos Portos. Ele disse que o primeiro contrato deve ser assinado em 15 dias. O ministro também afirmou que é preciso manter o calado do porto santista. "Não retroceder jamais, aprofundar sempre que puder os calados. Queremos atuar tranquilamente com os navios. O que temos em vista é manter o calado de Santos operando com 15 metros", diz. Já o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo, que também participou do painel, anunciou a assinatura de um contrato que garantirá a dragagem dos trechos 2, 3 e 4, complementando o trecho 1, por pelo menos quatro meses, para que o calado no Porto de Santos não seja perdido.