INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE GESTÃO GUIA DO ALUNO DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE EMPRESAS DO CURSO DE TURISMO DISCIPLINA: Organização e Gestão de Empresas ANO CURRICULAR: 1º SEMESTRE: 2º CARGA HORÁRIA: TEÓRICAS: 2 TEÓRICO-PRÁTICAS: 2 (cada turno teórico-prático) Programa para o ano lectivo de 2005/2006 DOCENTE: Dr. Ilídio Silva
1. OBJECTIVOS A disciplina de Organização e Gestão de Empresas do curso de Turismo visa dotar os alunos dos conhecimentos essenciais, na área da Gestão, para a compreensão da actividade empresarial actual. A empresa (incluindo a empresa turística) é vista como um sistema de funções (Função Direcção, Função de Recursos Humanos, Função Comercial, Função Produção e Função Financeira) que interagem entre si. Com a aprovação a esta disciplina, os alunos deverão ser capazes de: compreender o contexto actual da Gestão e a sua evolução, compreender o processo de implementação da estratégia de uma empresa, definir as componentes da estrutura organizacional de uma empresa e os tipos de estruturas, caracterizar as principais teorias da motivação, definir o conceito de liderança, caracterizar os principais aspectos da Função de Recursos Humanos de uma empresa, definir a política comercial de uma empresa bem como os seus objectivos e componentes, conhecer as técnicas essenciais do aprovisionamento e do planeamento da produção e dominar os conceitos básicos do cálculo financeiro. 2. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. INTRODUÇÃO 1.1. A Gestão e a sua evolução 1.1.1. A gestão: conceito, funções e níveis 1.1.2. O gestor: tarefas e aptidões necessárias 1.1.3. Evolução do pensamento em gestão 1.1.3.1. Antecedentes da Gestão 1.1.3.2. A Abordagem Clássica: a Administração Científica de Taylor, a Perspectiva Administrativa das Empresas de Fayol e a Abordagem Burocrática das organizações de Weber 1.1.3.3. A Escola das Relações Humanas e a Experiência de Hawthorne 1.1.3.4. A Abordagem Neoclássica e suas consequências 1.1.3.5. A Abordagem Contingencial 1.1.3.6. Novas tendências no pensamento em gestão 1.2. A empresa como um sistema de funções 2. A FUNÇÃO DIRECÇÃO 2.1. A estratégia empresarial 2.1.1. Análise do meio envolvente: o Modelo das Cinco Forças de Porter 2.1.2. Análise da empresa: a Análise SWOT 2.1.3. Tipos de estratégias 2.1.3.1. As estratégias genéricas de Michael Porter 2.1.3.2. A Matriz BCG (Boston Consulting Group) 2.2. A estrutura organizacional 2.2.1. As componentes de uma organização: a divisão do trabalho, a departamentalização e os mecanismos de coordenação 2.2.2. Tipos de estruturas organizacionais: a estrutura simples, a estrutura funcional, a estrutura divisional, a estrutura matricial e a estrutura em rede. A estrutura informal das organizações 2.3. A motivação 2.3.1. A teoria da hierarquia das necessidades (Maslow) 2.3.2. A teoria dos dois factores (Herzberg) 2.3.3. A teoria da equidade (Adams) 2.3.4. A teoria das expectativas (Vroom) 2
2.3.5. A teoria do reforço (Skinner) 2.4. A liderança 2.4.1. Noção de liderança e tipos de líderes 2.4.2. Factores que afectam a eficácia da liderança 3. A FUNÇÃO DE RECURSOS HUMANOS 3.1. O planeamento de Recursos Humanos 3.2. O recrutamento e a selecção de Recursos Humanos 3.3. A integração e o desenvolvimento dos Recursos Humanos 3.4. A avaliação de desempenho, as promoções, a rotação de tarefas, os despedimentos e o outplacement 4. A FUNÇÃO COMERCIAL 4.1. A gestão comercial e os seus objectivos 4.2. O meio envolvente da gestão comercial 4.3. A estratégia comercial 4.4. O marketing-mix 5. A FUNÇÃO PRODUÇÃO 5.1. O Aprovisionamento 5.1.1. A gestão dos stocks: noção de stock, função e importância dos stocks 5.1.2. A gestão económica dos stocks: o modelo do lote económico 5.2. O planeamento da produção 5.2.1. Necessidades e objectivos do planeamento 5.2.2. Técnicas de planeamento da produção: o método PERT (Program Evaluation Review Technic) 6. A FUNÇÃO FINANCEIRA 6.1. Introdução 6.1.1. Operações Financeiras. Capital, tempo e juro. O valor temporal do dinheiro 6.1.2. Regimes de Capitalização. Breve caracterização 6.1.3. Taxas de juro - diferentes conceitos. Breve referência 6.1.3.1. Taxas nominais e taxas efectivas 6.1.3.2. Taxas proporcionais e taxas equivalentes 6.2. Regimes de Capitalização 6.2.1. Regime de juro simples 6.2.2. Regime de juro composto 6.2.3. Taxas em regime de juro composto 6.3. Equivalência de capitais 6.3.1. Capitalização e Actualização. Caracterização 6.3.2. Equivalência de capitais em regime de juro simples 6.3.3. Equivalência de capitais em regime de juro composto 6.4. Rendas em regime de juro composto 6.4.1. Conceito e caracterização 6.4.2. Rendas de termos constantes 6.4.2.1. Valor Acumulado 6.4.2.2. Valor Actual 6.4.2.3. Rendas de termos constantes - principais aspectos. A "Renda-Base". Valor de uma renda reportado a momentos diferentes 3
3. BIBLIOGRAFIA De base: SILVA, Ilídio (2005), Apontamentos sobre a Função Financeira, Viseu, ESTV; TEIXEIRA, Sebastião (2005), "Gestão das Organizações", 2ª Edição, Amadora, McGraw-Hill. Complementar: CHIAVENATO, Idalberto (1993), "Introdução à Teoria Geral da Administração", 4ª Edição, São Paulo, Makron Books; DONNELLY, James; GIBSON, James; IVANCEVICH, John (2000), "Administração - Princípios de Gestão Empresarial", 10ª Edição, Amadora, McGraw-Hill; FERREIRA, J. M. Carvalho; NEVES, J.; CAETANO, António (2001), "Manual de Psicossociologia das Organizações", Lisboa, McGraw-Hill; FIRMINO, Manuel Brazinha (2002), Gestão das Organizações - Conceitos e Tendências Actuais, Lisboa, Escolar Editora; FREIRE, Adriano (2000), "Estratégia - sucesso em Portugal", Lisboa, Editorial Verbo; MATIAS, Rogério (2000), "Textos de Apoio ao Módulo de Cálculo Financeiro", Viseu, ESTV; PEREIRA, João Manuel Esteves (1994), "Tecnologias: curso tecnológico de administração", 1ª Edição, Lisboa, Plátano Editora; SOUSA, António (1997), "Introdução à Gestão", Lisboa, Editorial Verbo; STONER, James A. F.; Freeman, R. Edward (1995), "Administração", 5ª Edição, Rio de Janeiro, Prentice Hall. 4. AVALIAÇÃO Avaliação por Frequência A avaliação por Frequência é efectuada com base em três elementos de avaliação: 1ª Frequência, 2ª Frequência e atitude dos alunos perante a disciplina. A 1ª Frequência terá lugar sensivelmente a meio do semestre (31 de Março de 2006) e incidirá sobre a matéria leccionada nos primeiros dois capítulos do Programa (1 - Introdução e 2 - A Função Direcção). Esta prova escrita apresenta uma ponderação de 40% para cálculo da Média Final por Frequência. A 2ª Frequência, terá lugar na época de frequências e incidirá sobre os restantes capítulos do Programa (3 - A Função de Recursos Humanos, 4 - A Função Comercial, 5 - A Função Produção e 6 - A Função Financeira). Esta segunda prova escrita apresenta uma ponderação de 60% para cálculo da Média Final por Frequência. Tendo em conta a atitude do aluno perante a disciplina, a Média Final por Frequência poderá apresentar uma majoração que poderá atingir (no máximo) 1 valor. Note-se que esta informação 1 apenas contará positivamente, isto é, nunca para prejudicar a Classificação Final por Frequência. Ainda sobre a Avaliação por Frequência, devem verificar-se as seguintes regras: 1. Apenas têm acesso à 2ª Frequência os alunos que tenham obtido classificação igual ou superior a 7,5 valores na 1ª Frequência; 2. Apenas poderão obter aprovação por Frequência os alunos que tenham obtido classificação igual ou superior a 7,5 valores também na 2ª Frequência. 1 A informação acerca da atitude do aluno perante a disciplina inclui não apenas a participação dos alunos nas aulas (principalmente nas aulas teórico-práticas) e respectiva assiduidade, mas também o acompanhamento regular das matérias, a regularidade e qualidade da participação nos horários de atendimento, o acompanhamento regular dos conteúdos e informações que constam da página Web da disciplina, Enfim, de um modo geral, o empenhamento demonstrado pelo aluno. 4
Os alunos que tenham faltado, desistido ou obtido classificação inferior a 7,5 valores na 1ª Frequência, consideram-se desde logo admitidos a Exame Final (não tendo acesso à 2ª Frequência). Avaliação por Exame em Época Normal Os alunos que não obtiveram aprovação na avaliação por Frequência são admitidos à prova escrita de Exame Final a marcar pela Direcção do Curso. Os alunos que neste exame obtenham classificação igual ou superior a 9,5 valores consideram-se Aprovados; os alunos que obtenham uma classificação inferior a 7,5 valores consideram-se Reprovados; os que obtenham uma classificação entre 7,5 e 9,4 valores (inclusive) são admitidos a uma Prova Oral. Avaliação por Exame em Época de Recurso Têm acesso a este exame (a marcar pela Direcção do Curso) os alunos que ainda não tenham obtido aprovação por Frequência ou Exame Final em Época Normal. Além disso, podem também ter acesso a este exame os alunos que desejem fazer melhoria de nota. Neste caso, irá prevalecer a melhor nota. 5. FUNCIONAMENTO DAS AULAS, ATENDIMENTO AOS ALUNOS E CONTACTOS As aulas teóricas serão essencialmente aulas de exposição da matéria, enquanto que as aulas teórico-práticas (que se desdobram em 2 turnos teórico-práticos) serão predominantemente ocupadas com a resolução de casos práticos e exercícios acerca da matéria abordada nas aulas teóricas anteriormente leccionadas. Eventualmente, de forma a garantir uma maior eficiência no aproveitamento das aulas, poder-se-ão efectuar alguns ajustamentos leccionando-se matéria de cariz predominantemente teórico nas aulas teórico-práticas (ou vice-versa). Na situação de ocorrer alguma dúvida por parte dos alunos, estes podem (e devem...) expô-la imediatamente, independentemente de se tratar de uma aula teórica ou de uma aula teórico-prática. A planificação das aulas é conhecida desde o início do semestre e consta do endereço: www.estv.ipv.pt/paginaspessoais/isilva/oge_turismo.htm. Naturalmente que, tratando-se de uma planificação, poderão ser efectuados alguns ajustamentos no decorrer do semestre (por exemplo, devido à ocorrência de situações extraordinárias), mas que serão actualizados (com a maior brevidade possível) no endereço atrás mencionado. Relativamente ao atendimento aos alunos, o docente encontra-se disponível para esse fim nos seguintes dias e horários (também disponível no endereço atrás mencionado): - 3ª feira: 10:00/11:30; - 5ª feira: 16:00/17:30. Naturalmente que o horário de atendimento não limita o tempo que o docente tem disponível para o atendimento aos alunos, pois estes poderão procurar o docente em qualquer altura e, desde que isso seja possível, serão prontamente atendidos. Caso isso não seja imediatamente possível, poderão ser definidos outros dias e horários de atendimento atendendo à disponibilidade de ambas as partes. Os contactos do docente são os seguintes: - Gabinete: Gabinete 58; - Extensão telefónica: 1011; - Contacto telefónico do exterior (fora da Escola): 232480511; - E-mail: isilva@dgest.estv.ipv.pt; - Web: www.estv.ipv.pt/paginaspessoais/isilva 5