Ansiedade Generalizada Sintomas e Tratamentos
Sumário 1 Ansiedade e Medo ------------------------------------ 03 2 Transtorno de ansiedade generalizada----------06 3 Sintomas e Diagnóstico-------------------------------08 4 Tratamentos --------------------------------------------13 Dicas -------------------------------------------------------- 17 2
Capítulo 1 Ansiedade e Medo
A ansiedade e o medo são condições inerentes ao ser humano. Envolvem uma resposta natural do organismo a uma ameaça, desta forma, são uma resposta adaptativa a um perigo à nossa segurança e integridade física. Precisamos do medo e ansiedade para nossa sobrevivência. Imagine se nossa espécie estaria aqui sem medo ou ansiedade? O medo nos avisa e prepara para algum perigo iminente, manda um recado para nosso cérebro: Fique alerta para fugir ou lutar! A ansiedade também ajuda a nos preparar para situações novas (uma prova, uma viagem, etc). Mas, nem sempre medo e ansiedade são adaptativos... 4
Quando percebemos que a ansiedade já está em excesso ou seja, quando ela passa a atrapalhar nosso dia a dia, ela começa a trazer consequências que podem comprometer o funcionamento cognitivo e comportamental. Muitas vezes a ansiedade se manifesta em sintomas somáticos (dores, insônia, gastrite, etc) e psíquicos, passando a caracterizar-se como um transtorno. Muitas pessoas enfrentam verdadeiras lutas diárias na tentativa de controlar seus medos e ansiedades. Pois muitas vezes esses sentimentos se estendem a qualquer tipo de situação do dia a dia, trazendo preocupação excessiva, tensão muscular e nervosismo. Exemplos de transtornos de ansiedade incluem transtorno de ansiedade generalizada, ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de estresse pós-traumático. Fonte: Vencendo a ansiedade e a preocupação com a terapia cognitivo-comportamental (CLARK e BECK, 2012) 5
Capítulo 2 O transtorno de Ansiedade Generalizada
O fator genético corresponde a um terço do risco de se apresentar o TAG (transtorno de ansiedade generalizada) e se sobrepõe aos fatores temperamentais, que incluem inibição comportamental e evitação de danos. Todos os transtornos de ansiedade compartilham características de medo e ansiedade excessivos e geralmente levam a comportamentos de cuidados excessivos e esquiva. O transtorno de ansiedade generalizada, compreende um quadro manifesto por ansiedade e preocupação excessivas e a pessoa considera difícil conter a preocupação. A probabilidade de um indivíduo do sexo feminino desenvolver transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes maior que em indivíduos do sexo masculino, cerca de 55% a 60%; o pico de prevalência do diagnóstico geralmente ocorre na meia-idade. Fonte: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM 5 (2014) 7
Capítulo 3 Sintomas e Diagnóstico
Sintomas que merecem atenção: Ansiedade e preocupação excessivas ocorrendo na maioria dos dias, com diversos eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou profissional) O indivíduo considera difícil controlar a preocupação Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele Cansaço Dificuldade em concentrar-se ou sensação de branco na mente Irritabilidade Tensão muscular Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto). O diagnóstico e busca de tratamento precoce é fundamental! Fonte: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM 5 (2014) 9
Passa a ser considerado um transtorno quando: A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo por meses. 10
Diagnóstico O diagnóstico é totalmente clínico, ou seja, não existem exames físicos que contribuam para diagnosticar o transtorno de ansiedade generalizada. O psicólogo pode utilizar-se de diversas ferramentas como entrevistas e testes para elaborar uma hipótese diagnóstica. O psiquiatra também pode diagnosticar o transtorno. 11
Caso você note esses sintomas ou algum prejuízo que os mesmos podem estar lhe causando, buscar ajuda profissional pode ser de suma importância. Além de entrevistas, há questionários, testes e outros instrumentos que psicólogas (os) podem utilizar para auxiliar no diagnóstico! 12
Capítulo 3 Tratamentos
Muitas pessoas vão convivendo com algum nível de ansiedade sem se dar conta do quanto estão sendo prejudicados seus afazeres, suas relações e sua saúde. Pois quando se trata de saúde emocional e mental, ainda vemos muitas pessoas postergarem a busca por profissionais da área. Então, O primeiro passo é reconhecer que se tem um problema e decidir resolvê-lo! Depois é importante buscar o auxílio de um profissional da área, como psicólogo e psiquiatra. De modo geral há duas modalidades principais de tratamento para o transtorno de ansiedade: psicoterapias, com psicólogo e tratamento medicamentoso, com médico psiquiatra.
Tratamento medicamentoso Primeiramente, a decisão de utilizar ou não algum medicamento para tratamento do transtorno de ansiedade generalizada, depende antes de tudo, de um bom diagnóstico. Para muitos transtornos a utilização de medicamentos é essencial e preferencial, como esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão grave, etc. No caso do transtorno de ansiedade o médico psiquiatra irá avaliar tal necessidade, levando em conta o próprio diagnóstico, a maneira como a ansiedade se apresenta na vida do paciente, a idade, presença de outros problemas ou outros tratamentos que estejam em uso, etc. Após a escolha da medicação, por parte do médico, ele apresentará um plano de tratamento com as doses necessárias, tempo necessário para observar os primeiros efeitos e possíveis ajustes ao longo do tratamento. Em muitas situações considera-se ideal a combinação de tratamento medicamentoso com a terapia. Fonte: CABALLO, 2007
Terapia Em todos os casos e níveis de comprometimento é importante a ajuda profissional de um psicólogo. A Terapia Cognitivo-comportamental, por exemplo, possui muitos estudos que comprovam sua eficácia para o tratamento do Transtorno de ansiedade generalizada. Este tipo de terapia visa reestruturar o paciente a nível cognitivo (pensamentos) pois percebe que não são os fatos em si que causam os sintomas de ansiedade, mas sim a interpretação que a pessoa tem dos fatos e são trabalhados também os comportamentos prejudiciais que a pessoa pode estar adotando para lidar com a ansiedade! São traçadas metas para terapia, e em dupla, psicólogo e paciente, trabalham juntos para a remissão dos sintomas. O objetivo da terapia cognitivo-comportamental é que o paciente possa aprender a ser o seu próprio terapeuta, após ter aprendido diversas técnicas terá adquirido um novo repertório de comportamentos mais funcionais e adaptados!
Dicas da Terapia Cognitivocomportamental: Comece a identificar suas reações fisiológicas e emoções sempre que se perceber ansioso; Tente anotar ou mesmo notar os pensamentos ou imagens que estão passando pela sua cabeça; Procure avaliar esses pensamentos ansiosos, perguntando a si mesmo: Qual a probabilidade de acontecer o que penso? E, se isso acontecer, como eu poderia lidar? Da mesma maneira que com a boa forma física, é preciso comprometimento para manter a boa forma mental e emocional. A terapia cognitiva é um programa de treinamento de aptidão mental que vai construir sua força psicológica para que você possa enfrentar os estresses, medos e ansiedades da vida diária. CLARK & BECK, 2012 17
*O material deste e -book é informativo, não substitui a psicoterapia oferecida por um psicólogo! 18
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