Resoluções de Exercícios



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Transcrição:

Resoluções de Exercícios CIÊNCIAS HUMANAS III 01 A Conquista da América Vários fatores articulados nos permitem compreender o pioneirismo português na expansão marítima dos séculos XV e XVI. Nenhum deles, isoladamente, é suficiente para explicar tamanho feito; com tais descobertas ampliavam-se os mercados e tomava força a ideia de que a Terra não era o centro do universo. Na aventura dos descobrimentos conviviam razão e fantasia: os que manipulavam instrumentos científicos sentiam medo dos monstros marinhos e temiam o encanto das sereias. A expansão marítimo-comercial europeia corresponde à possibilidade de superação das crises, pelas quais a Europa Ocidental passava desde o século XlV, resultante, entre outros aspectos, do processo de desagregação do feudalismo. dominação europeia praticada sobre outros países aconteceu com base em sua superioridade organizacional, econômica e militar. Para justificá-la fizeram uso de uma ideologia de uma pretensa superioridade da civilização europeia, ocidental, cristã, sobre os povos que dominaram e se apossaram de suas terras. Foi em nome de uma suposta noção de superioridade cultural de uma civilização sobre outra que os europeus tomaram posse dos territórios habitados por silvícolas, escravizaram-nos e praticaram um genocídio e um etnocídio. Ficava clara a postura etnocêntrica do europeu diante das caraterísticas culturais dos indígenas. A imagem expressa o imaginário popular do período medieval em relação ao mundo até então desconhecido, com seres exóticos. As grandes navegações tiveram que enfrentar as superstições dos navegadores. Hagar divide a população do mundo em apenas dois grupos: navegantes e não navegantes. Com isso, ele desvaloriza a existência da diversidade social e cultural, determinando uma única explicação para a ocupação do universo. 08 B O historiador Sérgio Buarque de Holanda deixa claro a necessidade das metrópoles europeias dominadoras dos produtos tropicais, no caso o Brasil, colônia de Portugal; daí a montagem da grande propriedade monocultora em larga escala. 09 C O poema de Fernando Pessoa reflete ainda o pensamento medieval de que a Terra era plana e que o cabo Bojador era o fim do mundo. 10 B A carta escrita por Pero Vaz de Caminha para o Rei de Portugal, D. Manoel I, deixa claro que sua intenção não era de redigir um texto literário, mas de expressar o que viu e o que lhe pareceu a terra que encontraram. A assinatura do Tratado de Tordesilhas tinha como finalidade estabelecer um acordo entre os interesses de Portugal e Espanha a respeito das terras descobertas e que viessem a ser descobertas a oeste do continente africano. Em 1493 houve a assinatura da Bula Intercoetera pelo papa Alexandre VI, que estabeleceu um meridiano distando 100 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde. Entretanto, Portugal não aceitou esse limite pois ficaria desprovido de terras. A ampliação para 370 léguas possibilitou a Portugal apoderar-se de parte do atual território brasileiro a leste do meridiano. 02 Diversidade Cultural, Conflitos e Vida em Sociedade História dos Povos Indígenas e a Formação Sociocultural Brasileira Ultrapassar o Bojador significava ultrapassar o limite seguro das navegações na época. Na transição da Baixa Idade Média para o início da Idade Moderna ocorreu um grande desenvolvimento do comércio e, com ele, a ascensão da burguesia. A aliança do rei com a burguesia contribuiu para que houvesse a expansão marítima europeia em busca de encontrar riquezas. BLOCO 02 Por não terem encontrado o ouro que tanto desejavam, os portugueses transformaram o Brasil em uma grande empresa agrícola, plantando cana-de-açúcar sem ter a preocupação de preservar a floresta. 10 CIÊNCIAS HUMANAS Volume IÊNCIAS HUMANAS III

BLOCO 02 omo entre os indígenas não existia uma linguagem escrita que contribuísse para a preservação da memória histórica de seu povo, suas tradições, crenças e valores eram repassados para os jovens pela oralidade, contando a história de seu povo. A experiência vale muito. indígenas; e o segundo, escrito pelo sociólogo Hélio Jaguaribe. O primeiro texto propõe a garantia integral dos direitos sociais e culturais dos índios brasileiros como forma de preservá-los, mesmo reconhecendo que eles sejam uma minoria em relação ao total da população brasileira. O segundo texto anuncia a fatalidade da extinção futura da cultura indígena, fundamentado no que ocorreu com todas as demais comunidades primitivas que existiram no mundo e que sucumbiram à civilização. Cabe ao candidato, ao analisar os textos, encontrar a alternativa que confirma as informações dadas por eles. As alternativas A, B, C e D contêm afirmativas que não podem ser confirmadas pelas informações oferecidas pelos dois textos. Os povos indígenas têm o costume de dormir em redes. Este traço cultural é valorizado por Jean de Léry quando relata que em uma situação de guerra os soldados europeus adotaram tal hábito. BLOCO 02 O extrativismo do pau-brasil constituiu a primeira atividade econômica exercida pelos portugueses no Brasil, no chamado período pré-colonial. Era monopólio português, mas os franceses não o obedeciam e também faziam escambo com os índios que derrubavam as árvores para trocar a madeira por produtos europeus que lhes interessavam. Os portugueses ao entrarem em contato com os indígenas, além de tomarem suas terras e os escravizarem, disseminaram doenças que provocavam a morte de milhares de índios. 03 C O texto apresenta o temor pelo desconhecido durante o período das Grandes Navegações. A falta de conhecimento sobre as rotas marítimas, as histórias narradas pela literatura árabe eram responsáveis pela imaginação e crenças do período. O item II e IV são falsos, pois a charge é uma sátira que ironiza o contato dos índios com os portugueses. Nem representa passividade dos índios nem o poder bélico dos portugueses. A charge mostra uma série de sepulturas recém-cavadas, como se a cada índio coubesse apenas o espaço de uma sepultura, no momento em que as terras indígenas vierem a ser demarcadas. Apenas o poema que consta da alternativa B, um excerto de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, traduz de forma adequada a charge: o poema refere-se a poucos palmos de terra que caberiam aos pobres trabalhadores rurais nordestinos.as demais alternativas contêm poemas que falam de sepultura e da morte sem, contudo, denunciarem as condições sociopolíticas que estão presentes na reforma agrária e na demarcação das terras dos índios brasileiros. 06 B É conceituado como etnocentrismo quando um indivíduo só consegue enxergar o mundo através do olhar de sua própria cultura e não respeita o direito de alteridade do outro ser diferente e de ter costumes diferentes, considerando bárbaro o povo que não possui os nossos próprios valores. 07 E A questão refere-se a um texto do naturalista Carl von Martius, que esteve no Brasil, em missão científica no início do século XIX; essas missões, que se iniciaram durante a presença da corte de D. João VI no Brasil (1808-1821) e se intensificaram ao longo de todo o século, são o testemunho do interesse dos países europeus pelo fascínio representado pela natureza e pelas condições dos habitantes americanos. No texto, o naturalista expressa uma visão bastante comum na época e hoje considerada preconceituosa: o exotismo e primitivismo da terra e dos homens em contraste com os avanços sociais, políticos, econômicos e culturais do continente europeu. É exatamente a identificação dessa visão preconceituosa que o candidato é levado a encontrar. A respeito da integração do índio brasileiro à chamada civilização brasileira, são apresentados dois pontos de vista diferentes, em dois textos; o primeiro, escrito por Marcos Terena, representante das nações 10 A O poema Brasil, de Oswald de Andrade, apresenta uma visão ambígua da formação nacional. A princípio, tem-se a imposição da cultura do colonizador e a assimilação do seu discurso, por parte do negro e do indígena. No entanto, os versos que mimetizam o falar do índio e do negro sugerem atitudes de resistência cultural desses dois povos. No último verso, a festa de Carnaval desfaz o ponto de tensão inicial e marca a pluralidade cultural do País. Diversidade Cultural, Conflitos e Vida em Sociedade 03 História dos Povos Indígenas e a Formação Sociocultural dos Povos Pré-Colombianos; Colonização da América Espanhola Administração, Economia e Sociedade BLOCO 03 01 E Os espanhóis estavam interessados em se apoderar de metais preciosos, ouro e prata, dos incas e astecas. Mataram seus principais líderes e usaram esses povos como escravos. BLOCO 04 01 E O mercantilismo foi a prática econômica do regime político absolutista e, por isso mesmo, teve como principal característica a intervenção do Estado na economia. Seu principal objetivo era a acumulação de riquezas, especialmente metais preciosos, para tanto, existia a preocupação em manter a balança comercial favorável, daí a necessidade de fundar colônias de exploração. Era também adotada uma política protecionista em termos alfandegários elevando os impostos sobre os produtos importados para tornar competitivo o preço do produto nacional. BLOCO 03 01 Os espanhóis fizeram uso de sua superioridade militar, em função das armas que dispunham e também da rivalidade existente entre os diversos povos indígenas para massacrar as civilizações nativas, sobretudo, devido ao interesse em suas riquezas minerais, ouro e prata. CIÊNCIAS HUMANAS III CIÊNCIAS HUMANAS Volume 01 11

BLOCO 03 A foto exibe uma prática conhecida como terreamento. O solo é cortado em degraus evitando a erosão. O Império Inca tinha como centro o atual Peru. O Império Inca dividia-se em Ayllus, espécie de comunidade social básica unida pelo parentesco. As terras pertenciam ao Estado. Os Ayllus primeiro trabalhavam nas terras do Estado e do Clero para depois trabalharem as suas. Portanto, construindo estradas e produzindo a agricultura para o luxo do Inca e sua família. Os índios foram utilizados como mão de obra nas minas de prata através da Mita. Os astecas formaram uma sociedade guerreira tendo no Imperador o chefe militar e religioso. 05 A Existem alguns pontos de contato entre a civilização egípcia e a civilização inca. Assim como no Egito, o inca governava através de uma autonomia centralizada de caráter religioso e hereditário. 06 A O desenvolvimento econômico dos incas permitiu o surgimento de uma estrutura que mesclava o urbano e o rural, o místico e o racional. O Estado incaico era o dono de todas as terras. Os camponeses tinham o usufruto da terra que era distribuída pelo Estado de acordo com o crescimento da família. No entanto, os ayllus de camponeses eram obrigados a trabalharem primeiro nas terras do Estado para depois trabalharem nas suas. A base da economia era a agricultura e o Estado praticava o sistema de modo de produção asiático. Os maias acreditavam que o homem se originava do milho e praticavam o que ficou conhecido pelos europeus como o modo de produção asiático. Assim, possuíam um império centralizado, Estado Teocrático e cidades-estado. Havia uma sociedade hierarquizada rígida e a mulher reservada ao serviço privado doméstico. Os astecas se estabeleceram no Vale do México. Para sobreviverem idealizaram as chinampas, jardins flutuantes, onde plantavam. Praticaram também as guerras floridas, conquistando prisioneiros para sacrificarem aos deuses, assim como crianças, acreditando que as plantações cresceriam. Construtores de templos e de uma cidade urbanizada como Tenochtitlán, devastada pelos dominadores espanhóis. Os espanhóis se impuseram em termos militares aos maias, astecas e incas, tomaram suas terras, massacraram milhares e escravizaram os demais mediante a prática da encomienda e da mita. BLOCO 04 A base da exploração de trabalho compulsório que os espanhóis usaram na América era a mão de obra indígena, mas também de negros. Refere-se à situação dos criollos que eram descendentes de espanhóis nascidos na América Latina. Os chapetones eram espanhóis residentes nas Américas que queriam preservar os laços coloniais com a metrópole espanhola. Os chapetones eram os espanhóis nascidos na Europa que ocupavam os altos cargos do governo e da administração colonial. A encomienda era o direito de tutela recebida pelos colonizadores espanhóis sobre os indígenas existentes no seu repartimento. Para estabelecer um rigoroso controle sobre a colônia, a Coroa espanhola envia os chapetones, nascidos na Espanha, para adminstrar a colônia. 06 E Os europeus usaram sua suposta ideia de superioridade cultural sobre indígenas americanos e negros africanos para os dominar e explorar as riquezas que encontrassem. A fundação de cidades teve como objetivo o controle da circulação de riquezas nas regiões dominadas. 07 D A centralização política existente na metrópole não admitia os amplos poderes dos adelantados, além do mais esses governantes abusavam do autoritarismo, o que provocava a reação dos colonos. 08 A No trecho da carta de Pero Vaz de Caminha está evidente a valorização do projeto de catequese dos índios, especialmente na última frase em que o autor se refere à salvação dos nativos. Apesar de serem numericamente superiores em relação aos dominadores europeus, a população ameríndia nativa foi devastada pelas doenças, pelos conflitos intertribais provocados pelos espanhóis e pelo poder bélico dos dominadores. No entanto, as populações nativas antes da chegada dos espanhóis já se confrontavam, inclusive com sacrifícios humanos. O valor simbólico do ouro para os incas era apenas para ornamentar templos, palácios ou de uso pessoal, totalmente diferente dos espanhóis, que tinham o ouro como valor de troca no sentido capitalista moderno. Os espanhóis se impuseram em termos militares aos maias, astecas e incas, tomaram suas terras, massacraram milhares e escravizaram os demais mediante a prática da encomienda e da mita. 04 BLOCO 05 A Formação Territorial Brasileira Parte I Algumas das características importantes da conquista e colonização espanhola na América foram a submissão das populações indígenas, a utilização de formas variadas de trabalho compulsório e a exploração de metais preciosos. BLOCO 05 Os povos indígenas foram os primeiros habitantes deste país que, após ser ocupado pelos portugueses, passou a ser chamado de Brasil. Depois de muito lutar as comunidades indígenas conseguiram a aprovação de leis de proteção aos seus territórios. A expansão das empresas agrícolas para o Centro-Oeste e o Norte do país provocou mais um conflito pela posse das terras entre empresários do agronegócio e as comunidades indígenas. 12 CIÊNCIAS HUMANAS Volume IÊNCIAS HUMANAS III

02 E Os índios foram vitimados pelas várias doenças trazidas pelo europeu e pela escravidão. 03 C Entre os silvícolas, a divisão do trabalho era feita com base no sexo e na idade. O homem participava de todo o ritual de nascimento de seu filho ficando de resguardo ao lado de sua mulher. Os homens caçavam e pescavam e preparavam a terra para o plantio, a coivara; as mulheres realizavam tanto o trabalho doméstico como a produção agrícola e a colheita. Aconteciam festas aproximando as tribos quando eram realizadas trocas de alimentos. O domínio das técnicas de metalurgia não acontecia de forma uniforme entre as tribos. Essas tribos por vezes se uniam para enfrentar uma nação inimiga mais poderosa. A mentalidade dos conquistadores portugueses que desembarcaram no Brasil, impregnada pela forte religiosidade católica da época, enxergava, as práticas religiosas dos indígenas como demoníacas, daí o esforço de catequese e evangelização empreendido pelos padres, inacianos como parte do projeto colonial lusitano no Brasil. O início da colonização pôs fim ao contato amistoso entre portugueses e índios. A escravidão, doenças e a imposição de uma nova estrutura econômica provocaram a destruição dos povos ameríndios. 06 D Os europeus, ao chegarem na América, estabeleceram uma interpretação da realidade baseada em seus preconceitos. Assim, não houve uma valorização da cultura local. 07 E Muitas vezes, uma pintura como A Primeira Missa no Brasil de Victor Meirelles expressa muito mais a imaginação do autor do que a realidade. Dois pintores distintos mostram maneiras diferentes de ver um mesmo fato. Os três autores citados cada um à sua maneira defendem a ideia de que a cultura e a liberdade dos indígenas brasileiros representam um contexto sociocultural antagônico àquele que caracteriza a chamada civilização. A ambição desmedida por aumento de lucros tem feito com que empresários rurais passem a ocupar as áreas florestais não para preservá- -las e sim para destruí-las. Promovem a derrubada das árvores o que contribui para o aquecimento global do planeta. A reação dos indígenas quando os portugueses aqui chegaram foi de curiosidade e não de hostilidade. Como não ocuparam as terras de forma imediata, os silvícolas passaram a trabalhar de forma voluntária para portugueses e franceses com os quais realizava escambo. Os índios cortavam as árvores de pau-brasil e recebiam ferramentas e outros produtos em troca de seu trabalho. Não existia remuneração em dinheiro, mesmo porque não fazia parte de sua cultura. BLOCO 06 A Ordem dos Jesuítas teve um importante papel na ocupação do território brasileiro com a fundação de colégios e de missões. A fundação do Colégio de São Paulo, em 1554, no planalto de Piratininga foi um marco histórico que deu origem à cidade de São Paulo. Por outro lado a dificuldade de acesso à região criou obstáculos para o lugar incluir-se na atividade açucareira destinada ao mercado externo. 02 E As Câmaras Municipais eram os órgãos de administração local. As vilas eram administradas por elas que eram compostas pelos homens bons, ou seja, proprietários de terras e de escravos. 03 E A utilização do trabalho escravo favorecia aos interesses comerciais da burguesia mercantil. 04 E A colônia de exploração da América era orientada pela política mercantilista. A relação metrópole-colônia era determinada pelo Pacto Colonial. A economia colonial brasileira foi fundamentada no sistema plantation, estabelecendo uma economia agrícola, latifundiária, exportadora e escravista. 06 D Os donatários investiam seu capital e, em troca, tinham o direito de explorar as riquezas da capitania. 07 C Como os navegadores portugueses tinham conhecimento em matemática e astrologia, dificilmente chegaram no Brasil porque haviam se perdido. 08 C Os europeus impuseram sua cultura e seus valores, não valorizando os aspectos culturais dos povos dominados. 09 A A resistência indígena no Ceará constituiu uma tentativa de impedir a invasão de suas terras pelos conquistadores portugueses. 10 C Os franceses não aceitaram a divisão dos novos territórios, através do Tratado de Tordesilhas, e promoveram frequentes invasões no território americano. 05 A Formação Territorial Brasileira 06 Características e Transformações das Estruturas Produtivas A Economia Colonial Brasileira BLOCO 06 O sistema de Capitanias Hereditárias foi implantado no Brasil no ano de 1534 com o objetivo de ocupar o extenso território da colônia através de investimentos que seriam feitos pelos próprios donatários. Somente no ano de 1548 o rei D. João III criou o cargo de Governador-Geral. As Capitanias não eram propriedades dos donatários e a condição de hereditariedade não era sobre um presumível patrimônio particular e sim sobre o direito do descendente administrar a capitania. No caso do donatário não realizar benfeitorias, o Estado tinha o direito legal de tomá-la. BLOCO 07 Os brancos foram à África e escravizaram milhares de seus habitantes fazendo uso da força. Legalizaram essa violência étnica com leis feitas pelos brancos e em defesa de seus interesses e procuraram justificar a escravidão fazendo uso da religião. Muitos clérigos foram contra a escravidão dos índios, mas se omitiram em relação aos negros: condenavam os castigos corporais e não questionaram a própria escravidão. CIÊNCIAS HUMANAS III CIÊNCIAS HUMANAS Volume 01 13

BLOCO 08 Foi adotado, no Brasil colonial, o sistema plantation que baseava-se na agricultura para a exportação de um principal produto explorado em latifúndios pela mão de obra escrava O racismo compõe uma das mais arraigadas heranças dos períodos colonial e monárquico de nossa história. A escravidão daqueles tempos fez do negro um símbolo do envelhecimento do trabalho e da pobreza, para exortação do branco como ser superior e naturalmente dominante. 10 E Grande parte da riqueza produzida no Brasil no período colonial deveu-se ao trabalhador escravo negro. O estudo de sua importância histórica, em termos econômicos e culturais, foi um passo importante para que haja o relacionamento de sua contribuição para a formação da nação brasileira e, desse modo, diminuir os preconceitos raciais que a intolerância de alguns ainda mancha a civilização brasileira. BLOCO 07 A sociedade colonial vinculada à atividade açucareira era essencialmente rural, patriarcal, conservadora e escravista. Basicamente se constituía pela casa-grande, residência do senhor e de sua família, pela senzala, onde se amontoavam os escravos, uma capela e o engenho. Nessa estrutura, o padre exercia um papel importante em termos ideológicos de convencimento dos diversos integrantes desse universo social de que deveriam se submeter à autoridade patriarcal. Dessa maneira, ele contribuía para legitimar a dominação colonial. A colonização brasileira representou características da sociedade europeia. 03 B O pacto colonial garantia o monopólio metropolitano sobre os produtos coloniais. A colonização portuguesa sobre o território brasileiro aconteceu dentro do contexto de exploração praticada pelo mercantilismo, base econômica do regime político dos tempos modernos: o absolutismo monárquico. Seu objetivo era a acumulação de riquezas para fortalecer o Estado e enriquecer a burguesia. As colônias foram transformadas em centros exportadores de produtos primários, matérias-primas e gêneros tropicais e importadores de artigos manufaturados da metrópole, fazendo com que esta mantivesse uma balança comercial favorável. O colonialismo era parte integrante do mercantilismo, prática econômica do regime político absolutista. O seu objetivo econômico era enriquecer os comerciantes da metrópole portuguesa e o político era fortalecer o Estado. Para melhor controlar a colônia, a metrópole criou o Governo-Geral diretamente subordinado ao rei de Portugal. O trabalho escravo foi usado predominantemente na agricultura e na mineração. Mas existiu também um tipo de prática chamado de escravos de ganho, que se constituíam em trabalhadores urbanos que realizavam trabalhos temporários e recebiam pagamento que seria entregue ao seu senhor. A sociedade açucareira era patriarcal, pois era caracterizada pelo domínio político e econômico dos latifundiários. Seu poder era extensivo a sua família, empregados, agregados e escravos. O sentido da palavra calunga (existente no quimbundo e em outras línguas africanas ocidentais) reflete uma visão de mundo segundo a qual a experiência marítima era impossível, sendo identificada com a morte, assim, a África era tida como o único local onde a vida podia ser efetivamente vivida. Em seu romance Nação Crioula, o escritor angolano José Eduardo Agualusa parte dessa constatação para justificar a relativa passividade com que alguns africanos aceitavam a escravidão na América: por pior que fosse, a existência na América ainda seria considerada uma sobrevida (o que impediu, evidentemente, revoltas contra tal estado de coisas). Anglo Vestibulares Simulado ENEM 2009 A poesia de Fernando Pessoa exalta a epopeia da expansão marítima comercial realizada pelos portugueses em busca de riquezas. Muitos aventureiros que enfrentaram os mares nunca d antes navegados não voltaram para contar sua ousadia. As Grandes Navegações tinham como um de seus principais objetivos a busca por metais preciosos. 03 D Apenas o item IV está errado, pois as terras eram pertencentes ao Estado. O apelo ao espírito de religiosidade foi uma característica de diversas civilizações, entre elas os incas. Se os súditos do rei o consideram uma divindade, ele passa a ser respeitado como se de fato fosse um deus. A população trabalhadora produzia a riqueza e as elites usufruíam dela. Àquilo que os espanhóis deram o nome de colonização, na realidade, constituiu-se em um grande massacre às civilizações que habitavam as Américas. A estrutura de produção agrícola existente foi desarticulada e os povos nativos escravizados. Pero Vaz de Caminha foi o responsável oficial pelo registro de nascimento do Brasil português ao relatar suas observações sobre a terra e seus primitivos habitantes, dando destaque aos seus costumes e hábitos alimentares. Nessa carta, o escrivão da frota de Cabral sugere a possibilidade de catequizá-los e dessa forma conquistar novos seguidores fiéis do cristianismo. A ocupação do território brasileiro deu-se, inicialmente, a partir do litoral que encontrava condições favoráveis à produção açucareira. 08 B Os primitivos habitantes do então denominado Pindorama, território dos silvícolas, resistiram bravamente à ocupação de sua terra pelos portugueses, apesar da superioridade de armamentos dos colonizadores. Os silvícolas tinham uma perfeita identidade com a terra, preservando-lhe a natureza e dela extraindo o seu sustento material, por isso eram silvícolas, ou seja, povos da selva. Manter a mata e a vida nela existentes correspondia a manter a própria sobrevivência tribal, a terra era, portanto, o seu maior bem. 09 B Na sociedade vinculada à cana-de-açúcar não existiam apenas os senhores de engenho e os escravos, muitos homens livres gravitavam na órbita da sociedade açucareira. Entre eles, predominavam os mascates os quais percorriam as vilas oferecendo os mais diversos tipos de mercadoria e desse modo procuravam atender às necessidades das famílias que constituíam a sociedade colonial. 10 A A metrópole estava interessada na acumulação de riquezas através da exploração da colônia. Como os portugueses não encontraram ouro e outros metais preciosos no início de seu processo colonizador, fato que só viria a ocorrer em 1693 em Minas Gerais, tiveram que fazer do Brasil uma grande unidade de produção agrícola, baseada na ocupação de latifúndios nos quais se praticava a monocultura através do uso do trabalho escravo, a princípio dos indígenas e depois dos negros africanos. 14 CIÊNCIAS HUMANAS Volume IÊNCIAS HUMANAS III