PEA2502 LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA

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Transcrição:

EXPERÊNCA 5 PEA2502 LABORATÓRO DE ELETRÔNCA DE POTÊNCA COMPENSADOR ESTÁTCO DE REATVOS W. KASER 02/2009 1. OBJETVOS Análise e comprovação experimental de um compensador estático monofásico para pequenas potências, constituído de um capacitor fixo e indutores controlados a tiristores. 2. NTRODUÇÃO Os compensadores estáticos são utilizados em instalações de corrente alternada para corrigir o fluxo de reativos provocado por cargas reativas indutivas e/ou capacitivas. Em sistemas de potência encontram aplicações na regulação de tensão em barras, compensação de reativos, balanceamento de cargas e estabilização de sistemas interligados. Em instalações industriais pode-se citar a correção do fator de potência e a redução de oscilações de tensão, como por exemplo o "flicker" provocado por fornos a arco. A compensação pode ser realizada de duas formas: direta e indireta. Na compensação direta os capacitores são ligados através de chaves estáticas (utilizando tiristores em antiparalelo) à fase, cujo fator de potência (indutivo) se deseja compensar. Os capacitores, mantidos previamente carregados, são chaveados quando a tensão na fase passa pelo seu máximo, evitando-se assim picos de corrente no capacitor. A principal desvantagem desse método é o controle descontínuo do fator de potência devido a variação discreta no valor das capacitâncias inseridas. Na compensação indireta um reator é ligado à fase, cujo fator de potência se deseja compensar, através de chaves estáticas (tiristores em anti-paralelo). Fig. 1 - Compensação mista Na compensação mista, e que será analisada nesta experiência, o fator de potência de uma carga indutiva é supercompensado, ou seja, torna-se capacitivo, através de um banco de capacitores. O controle de reativos é efetuado por um arranjo de indutores, ligados em

paralelo com o banco de capacitores fixo através de chaves estática, conforme mostra a fig. 1. O chaveamento pode ser realizado em qualquer instante, sem picos de corrente, permitindo um controle contínuo do fator de potência. A principal desvantagem desse método é a distorção da forma de onda da corrente de alimentação (soma das correntes da carga, dos capacitores e do indutor), tornando-se necessária a instalação de filtros para redução do nível de harmônicas. Em instalações de potência, é uma prática comum a implementação de filtros sintonizados para as harmônicas de ordens mais baixas utilizando-se uma parte do banco de capacitores fixo. O circuito utilizado na experiência é mostrado na fig. 2. 28 20 Fig. 2 - Circuito de potência do compensador estático 3. ARRANJO EXPERMENTAL O arranjo experimental mostrado na fig. 2 permite analisar duas configurações de compensação indireta: a) indutor controlado por chave bidirecional (chave S4 FECHADA); b) dois indutores controlados individualmente por chaves unidirecionais (chave S4 ABERTA). 3.1 ndutor controlado por chave bidirecional (Chave 4 FECHADA) A chave bidirecional é constituída por dois tiristores em anti-paralelo. O circuito de controle fornece pulsos de disparo com ângulo de atraso a, medido a partir da passagem por zero da tensão da rede (vide fig. 3), ajustável através de um potenciômetro. A corrente no ramo indutivo para /2 < < é dada por: 2 V [cos cos t] - < t < 2 - L' i(t) 2 V [ cos cos t] 0 < t < - e + < t < 2 L' (1) sendo: 2

L' V - freqüência angular da rede - indutância equivalente (LCE1//LCE2) = LCE1/2 = LCE2/2 - valor eficaz da tensão de alimentação - ângulo de disparo da chave estática medido em relação a passagem por zero da tensão da fonte. Fig. 3 - Formas de onda da corrente no ramo indutivo - chave bidirecional O valor eficaz da componente fundamental da corrente do indutor controlado vale: RMSF V 2 2 sin 2 L' /2 < < (2) e o ângulo de condução de cada tiristor é dado por = 2-2. A equação acima pode ser rescrita na forma RMS-F = V RMS-F B F-bi (), onde B F-bi () (vide fig. 4) é a susceptância do compensador levando em conta apenas a componente fundamental, ou seja: 2 2 sin 2 G Fbi( ) BFbi( ) / 2 < < (3) L' L' O valor eficaz total RMS da corrente no indutor é dado por RMStot V L' ( 22)( 2cos 2) 3sin2 /2 < < (4) Da mesma forma pode se expressar a corrente na forma RMS-tot = V RMS-tot B bi (), onde B bi () (vide fig. 4) é a susceptância do compensador levando em conta o valor eficaz da corrente, ou seja: B bi 1 ( 22)( 2cos 2) 3sin2 G bi( ) ( ) L' L' /2 < < (5) 3

1 0.9 0.8 0.7 G( ) 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 G F bi ( ) G bi ( ) 0 90 100 110 120 130 140 150 160 170 180 (graus) Fig. 4 - Curvas G bi ( )(valor eficaz) e G F bi ( )(componente fundamental) Admitindo ângulos de disparo simétricos nos dois semi-ciclos e perdas nulas no indutor, o percentual de harmônicas de ordem n referido ao valor máximo da componente fundamental é fornecido pela expressão (6) e apresentado na fig. 5 para n=3,5 e 7. V n 1 [ 4 cos( ) sin( n) 2 sin n sin n L n n n 2 ( 1) n ( 1 ) ] (6) ' 1 1 Fig. 5 - Harmônicas de corrente ( n=3,5 e 7) - chave bidirecional 4

3.2 Sistema com dois indutores, controlados por chave unidirecional (CHAVE S4 ABERTA) A utilização de dois indutores, controlados por chave unidirecional (vide fig. 6), aumenta o custo do sistema, oferecendo como vantagem uma redução de harmônicas e conseqüentemente no custo dos filtros. Para 0 < < /2 a corrente no ramo indutivo é dada por: 2 V [ cos cos t] 0 < t < L 2 V [ cos t] < t < - L 2 V i(t) [cos cos t] < t < + L 2 V [ cos t] < t < 2 - L 2 V [ cos cos t] 2 < t < 2 L (7a) Fig. 6 - Formas de onda da corrente no ramo indutivo - duas chaves unidirecionais 5

Para /2 < < a corrente no ramo indutivo é dada por: 2 V [cos cos t] - < t < + L i(t) 2 V [ cos cos t] 2 < t < 2 L sendo - freqüência angular da rede L - indutância equivalente (LCE1=LCE2) V - valor eficaz da tensão de alimentação - ângulo de disparo da chave estática medido em relação a passagem por zero da tensão da fonte. O valor eficaz da componente fundamental da corrente no ramo indutivo vale: RMSF V 2 2 sin 2 L (7b) 0 < < (8) A equação acima pode ser rescrita na forma RMS-F = V RMS-F B F-uni (), onde B F-uni () (vide fig. 7) é a susceptância do compensador levando em conta apenas a componente fundamental, ou seja: B Funi 2 2 sin 2 ( ) L G Funi( ) L 0 < < (9) 2 1.8 1.6 G F uni ( ) 1.4 1.2 G uni ( ) G( ) 1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 (graus) Fig. 7 - Curvas G uni ( )(valor eficaz) e G F uni ( )(comp. fundamental) 6

O valor eficaz total RMS-tot da corrente no ramo indutivo é dado por RMStot V L V L 4 4 2cos 23sin2] ( 22)( 2cos 2) 3sin2 0 < < / 2 /2 < < Da mesma forma pode se expressar a corrente na forma RMS-tot = V RMS-tot B uni (), onde B uni () (vide fig. 7) é a susceptância do compensador levando em conta o valor eficaz da corrente, ou seja: B uni 1 4 4 2cos 23sin2] G uni( ) L L ( ) 1 ( 22)( 2cos 2) 3sin2 G uni( ) L L (10) 0 < < / 2 /2 < < Admitindo ângulos de disparo simétricos nos dois semi-ciclos e perdas nulas no indutor, o percentual de harmônicas de ordem n referido ao valor máximo da componente fundamental é fornecido pela expressão (12) e apresentado na fig. 8 para n=3,5 e 7. V 1 4 2 n sin n sin n sin n n n n 2 [ cos( ) ( ) ( 1) L n ( 1) ] (12) 1 1 (11) Fig. 8 - Harmônicas de corrente ( n=3,5 e 7) - duas chaves unidirecionais 7

4. PROCEDMENTO EXPERMENTAL 4.1. ndutor controlado por chave bidirecional (Chave 4 FECHADA) - Previsões teóricas 4.1.1. Para = 2/3, desenhar as formas de onda das correntes no capacitor ( C ), no ramo indutivo ( L ) e no compensador ( C + L ) com o sistema sem carga. Em seguida, incluir uma carga R-L e desenhar a forma de onda da corrente de linha, mostrando a atuação do compensador. 4.1.2. Determinar qual a máxima potência reativa da carga que pode ser compensada com o arranjo experimental. 4.1.3. Considerando a carga R-L (L = 130 mh) disponível no laboratório, verificar para que valores de R o arranjo consegue compensação total de seus reativos. Determinar o fator de potência da carga não compensada para Rmin e Rmax. 4.1.4. Escolher uma resistência conveniente de forma que a potência reativa da carga corresponda a aproximadamente 60% da potência reativa do capacitor fixo do compensador. Desenhar o diagrama fasorial da carga e do compensador para a componente fundamental. Determinar o fator de potência da carga não compensada e do sistema compensado. 4.1.5. Utilizando a curva B bi () da fig. 4 (calculada levando-se em conta o valor eficaz total da corrente), determinar o ângulo esperado para compensação total de reativos da carga escolhida no item anterior. - Medições 4.1.6. Curva B bi () experimental. Utilizando o arranjo experimental do laboratório, alimentar o compensador com a tensão de linha (34,5 V) da fonte trifásica de baixa tensão e substituir o amperímetro externo por um curto-circuito. Com o sistema sem carga, filtros e o capacitor fixo desligados (a chave do capacitor localiza-se na base do arranjo experimental) levantar a curva B bi (). Medir a corrente sobre o shunt utilizando um multímetro digital de valor eficaz verdadeiro. Comparar a curva experimental com a curva teórica e justificar eventuais desvios. 4.1.7. Validação de formas de onda teóricas. nserir o capacitor e ajustar um ângulo = 2/3 e verificar se os valores experimentais estão de acordo com os valores previstos no item 4.1.1., comentando eventuais desvios. 4.1.8. Fator de potência da carga não compensada Alimentar a carga escolhida no item 4.1.4. com a tensão de linha (34,5 V) da fonte trifásica de baixa tensão e medir a potência reativa (devida a componente fundamental) e o fator de potência da carga não compensada. 4.1.9. Fator de potência da carga compensada Mantendo os filtros desligados ligar a carga na saída do compensador, ajustar o ângulo até que a corrente na linha, medida no amperímetro, seja mínima. Desta forma a carga está compensada. Justificar este procedimento. Medir o ângulo e 8

comparar com a previsão teórica e justificar eventuais desvios. Determinar o fator de potência da carga compensada e justificar o fato de não ser unitário. 4.1.10. Atuação dos filtros Observar as formas de onda da tensão e corrente na linha. nserir sucessivamente os filtros de harmônicos de ordem 3,5 e 7 e observar as formas de onda da corrente na linha para cada filtro individual e do conjunto. Comentar a atuação dos filtros. Obs.: Lembrar que ao inserir filtros é necessário realizar ajustes no ângulo de controle do compensador pois na freqüência da rede (que se encontra abaixo da freqüência de ressonância do filtro) este se comporta como um capacitor CF Cfiltro( rede ) 2 1 LF CF rede 4.1.11. Harmônicos do compensador Desligar os filtros, manter a mesma carga e, monitorando o espectro harmônico da corrente de linha, determinar os valores de correspondentes aos máximos absolutos de terceiro e quinto harmônico. Comparar com os valores teóricos da fig. 5. 4.2. ndutor controlado por chaves unidirecionais (Chave 4 ABERTA) - Previsões teóricas 4.2.1. Para = 75 o, desenhar as formas de onda das correntes no capacitor ( C ), no ramo indutivo ( L ) e no compensador ( C + L ) com o sistema sem carga. Em seguida, incluir uma carga R-L e desenhar a forma de onda da corrente de linha, mostrando a atuação do compensador. 4.2.2. Utilizando a curva B uni () da fig. 7 (calculada levando-se em conta o valor eficaz total da corrente), determinar o ângulo esperado para compensação total de reativos da carga escolhida no item 4.1.4. - Medições 4.2.3. Curva B uni () experimental. Utilizando o arranjo experimental do laboratório, alimentar o compensador com a tensão de linha (34,5 V) da fonte trifásica de baixa tensão e substituir o amperímetro externo por um curto-circuito. Com o sistema sem carga, filtros e o capacitor fixo desligados (a chave do capacitor localiza-se na base do arranjo experimental) levantar a curva B bi (). Medir a corrente sobre o shunt utilizando um multímetro digital de valor eficaz verdadeiro. Comparar a curva experimental com a curva teórica e justificar eventuais desvios. 4.2.4. Validação de formas de onda teóricas. nserir o capacitor e ajustar um ângulo = 75 o e verificar se os valores experimentais estão de acordo com os valores previstos no item 4.2.1, comentando eventuais desvios. 4.2.5. Fator de potência da carga compensada Mantendo os filtros desligados, ajustar o ângulo até que a corrente na linha, medida no amperímetro, seja mínima. Medir o ângulo e comparar com a previsão teórica e justificar eventuais desvios. Determinar o fator de potência da carga compensada. 4.2.6. Harmônicos do compensador 9

Ligar os filtros, manter a mesma carga e, monitorando o espectro harmônico da corrente de linha, determinar os valores de correspondentes aos máximos absolutos de terceiro e quinto harmônico. Comparar com os valores teóricos da fig. 8. 4.2.7. Comparar e comentar o desempenho, vantagens e desvantagens dos dois sistemas. 5. RELATÓRO O relatório deverá conter as formas de onda e gráficos acompanhados de uma análise da consistência dos dados experimentais baseada nas previsões teóricas. 10