O Movimento Dadá
Contexto do Dadaísmo
O Movimento Dadá O movimento Dadá ou Dadaísmo foi uma vanguarda moderna iniciada em Zurique, em 1916, no chamado Cabaret Voltaire, por um grupo de escritores e artistas plásticos, dois deles desertores do serviço militar alemão. A palavra dada em francês significa cavalo de brinquedo, sua utilização marca a falta de sentido que pode ter a linguagem. O nome desta corrente foi escolhido aleatoriamente para simbolizar o caráter anti-racional do movimento, claramente contrário à I Guerra Mundial.
Conceitos sobre Dada Dada não significa nada: Sabe-se pelos jornais que os negros Krou denominam a cauda da vaca santa: Dada. O cubo é a mãe em certa região da Itália: Dada. Um cavalo de madeira, a ama-de-leite, dupla afirmação em russo e em romeno: Dada. Sábios jornalistas viram nela uma arte para os bebês, outros jesus chamando criancinhas do dia, o retorno a primitivismo seco e barulhento, barulhento e monótono. Não se constrói a sensibilidade sobre uma palavra; toda a construção converge para a perfeição que aborrece, a ideia estagnante de um pântano dourado, relativo ao produto humano. Tzara Manifesto Dadá
O movimento Dadá ou Dadaísmo caracterizou-se pela oposição a qualquer tipo de equilíbrio, pela combinação do pessimismo irônico e da ingenuidade radical, pelo ceticismo absoluto e improvisação. Enfatizou o ilógico e o absurdo. Entretanto, apesar da aparente falta de sentido, o movimento era um protesto contra a loucura da guerra. Assim, sua principal estratégia foi mesmo denunciar e escandalizar.
George Grosz. Lovesick. 1916. Óleo sobre tela. A princípio, o movimento não envolveu uma estética específica, mas talvez as formas principais da expressão Dadá tenham sido o poema aleatório. A sua tendência, extravagante e baseada no acaso, serviu de base para o surgimento de inúmeros outros movimentos artísticos do século XX, como o Surrealismo, a Arte Conceitual, a Pop Art e o Expressionismo Abstracto. O Dadaísmo é experimentalista, espontâneo, trabalha com o acaso, montagens de imagem, junção entre diferentes formas de expressão, incorpora objetos, sons e imagens do quotidiano. Abrange as áreas das artes plásticas, fotografia, música, teatro...
Marcel Duchamp Marcel Duchamp foi o artista mais influente dos anos 20. Inventando o conceito ready-made, conseguiu assim derrubar o domínio da pintura sobre a escultura. Marcel estudou na famosa Académie Julian, tornando-se um pintor de grande sucesso. Duchamp começou sua carreira como artista criando pinturas de inspiração impressionista, expressionista e cubista. Desta sua face destaca-se o quadro Nu descendo a esacada, que apresenta uma sobreposição de figuras de aspecto vagamente humano numa linha descendente, da esquerda para a direita, sugerindo a ideia de um movimento contínuo. Em 1915 saio da Europa e muda-se para Nova Iorque. Onde encontra a sua face dadaísta e no decorrente dessa face, e em virtude de seus estudos sobre perspectiva e movimento, nasce o projecto para a obra mais complexa do artista: A noiva despida pelos seus celibatários.
Nu descendo a escada
Neste ano desistiu quase totalmente da pintura e fez a sua primeira amostra de ready-made. Que consistia num banco e sobre este montada uma roda de bicicleta. Rompeu com o mito do artista enquanto criador de gênio, pois este interessava-se pela ruptura com as expectativas convencionais do público em relação a arte, nos limites do que constitui uma obra de arte, na sua extensão radical. Duchamp assume que qualquer objeto pode ser considerado arte se estiver equipado com os atributos característicos de uma obra de arte. Os ready-made foram na altura um novo gênero artístico inventado por Duchamp, tratava-se de objetos utilitários industrialmente produzidos, que atingiam um estatuto de arte meramente através do processo de seleção e apresentação
A Fonte Foi em 1915 em Nova Iorque que ele introduziu o seu objeto mais provocador, ao qual deu o título de Fonte, para a exposição anual da Society of Independent Artists. Urinol de porcelana, 33x42x52 cm A Fontes é um urinol industrialmente produzido, ao qual o artista fez 3 alterações para elevar ao estatuto de obra de arte: deu-lhe uma base, assinou-o e datou, e colocou numa exposição de arte contemporânea.
Marcel Duchamp não usou o seu nome mas sim um pseudónimo, porque a assinatura para ele era um gesto artístico : ela estava interessado na afirmação resultante do objecto enquanto obra de arte. Duchamp reconhece que o objecto e definido pelo seu contexto e é percebido de forma diferente em ambientes diferentes. Apesar da inexistência de júri a obra foi rejeitada para a exposição, esta rejeição confirmou o carácter estético explosivo do seu conceito.
A noiva despida pelos seus celibatários Trata-se de duas lâminas de vidro, uma sobre a outra, onde vesse uma figura abstrata na parte de cima, que seria a noiva, e na parte de baixo, percebe-se varias outras figuras (feitas de cabides, tecido e outros materiais), dispostas em círculo, ao lado de uma engrenagem (retirada de um moinho de café).