1 Contabilidade Geral Exercícios Lista 5 1. (CESPE DPF Perito Contador 2013) A demonstração do resultado abrangente do exercício foi uma das contribuições das normas internacionais aceitas pela contabilidade brasileira. Contudo, diferentemente do que possibilita a norma internacional, a demonstração não poderá ser apresentada como continuidade da demonstração de resultado do exercício, devendo ser apresentada em relatório à parte ou dentro da demonstração de mutações do patrimônio líquido. Considere que, para elaborar a demonstração do fluxo de caixa, de acordo com a legislação societária, determinada companhia de capital aberto tenha apurado as operações que afetaram o caixa e seus respectivos valores, referentes ao ano de 2011, conforme mostra a tabela acima. Considere, ainda, que o saldo de caixa e equivalentes de caixa, no início do exercício de 2011, tenha sido igual a R$ 211.159 mil e que a variação cambial tenha gerado um efeito positivo nas disponibilidades na ordem de R$ 1.340 mil. Com base nessas informações e na tabela apresentada, julgue o item 3subsequente. 2. (CESPE DPF Perito Contador 2013) Durante o exercício de 2011, as atividades operacionais e de investimento geraram caixa, porém as atividades de financiamento consumiram um valor superior ao gerado. Em consequência disso, o saldo de caixa e equivalentes de caixa, no final do exercício de 2011, ficou inferior a R$ 160.000. Considerando os dados da tabela acima, julgue o itemsubsequente,relacionado à elaboração da demonstração do fluxo de caixa. 3. (CESPE TCU AUFC 2013) O caixa líquido gerado pelas atividades operacionais é menorque R$ 35.000. Instruções para resolução das questões de nºs4 a 12. Em uma operação de verificação dos livros contábeis, realizada na Cia. Luanda, foi possível identificar os seguintes dados: I - O Balanço Patrimonial dos exercícios 20x1 e 20x2
2 IV - Outras informações adicionais - As Notas Promissórias vencem em 180 dias. - Os financiamentos foram contratados junto ao Banco ABC em 30.12.20x1 pelo prazo de 8 anos, com carência de 3 anos e juros de 5% anuais, pagáveis ao final de cada período contábil. O saldo devedor é corrigido pela variação da moeda x, com pagamento do principal em 5 parcelas anuais após o período de carência. 4. (ESAF - AFRF 2003) O valor dos ingressos de caixa gerado pelas vendas no período examinado foi: a) 159.500 b) 150.000 c) 141.200 d) 139.500 e) 139.200 5. (ESAF - AFRF 2003) Examinando os dados, verifica-se que a empresa pagou aos fornecedores o valor de: II - A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido a) 89.500 b) 86.500 c) 85.000 d) 82.000 e) 75.500 6. (ESAF - AFRF 2003) Com base nos dados identificados, pode-se afirmar que a saída de caixa para o pagamento de despesas foi: a) 52.700 b) 50.700 c) 44.700 d) 45.500 e) 43.700 III - Itens da Demonstração de Resultado do Exercício 7. (ESAF - AFRF 2003) No período a empresa efetuou compras de estoques no valor de: a) 89.500 b) 86.500 c) 85.000 d) 82.000 e) 75.500 8. (ESAF - AFRF 2003) Com os dados fornecidos e aplicando o método indireto para elaborar o fluxo de caixa, pode-se afirmar que a contribuição do resultado ajustado para a formação das disponibilidades é: a) 21.300 b) 12.000 c) 17.500 d) 20.500 e) 6.000
3 9. (ESAF - AFRF 2003) O valor dos itens de Investimentos que contribuíram para a variação das disponibilidades é: a) (5.500) b) (5.000) c) (500) d) 5.000 e) 5.500 10. (ESAF - AFRF 2003) O valor do caixa líquido consumido nas atividades operacionais é: a) (9.300) b) (8.000) c) (3.000) d) 7.000 e) 9.000 11. (ESAF - AFRF 2003) Representam operações que não afetam o fluxo de caixa: a) recebimento por doação de terrenos e depreciações lançadas no período. b) aquisição de bens não de uso e quitação de contrato de mútuo. c) alienação de participações societárias e depreciações lançadas no período. d) amortizações efetuadas no período de diferidos e venda de ações emitidas. e) repasse de recursos para empresas coligadas e aquisição de bens. 12. (ESAF - AFRF 2003) Na elaboração do fluxo de caixa são classificáveis como atividade de financiamento: a) desembolso por empréstimos concedidos a empresas coligadas e controladas. b) aquisição de máquinas, veículos ou equipamentos através de contrato de arrendamento mercantil. c) recebimento de contribuições de caráter permanente para aquisição de terrenos para expansão da capacidade instalada da empresa. d) venda de ações emitidas e recebimento de valores decorrentes da alienação de participações societárias. e) recebimento de juros sobre empréstimos concedidos a outras empresas. Dos registros da Cia. Boreal, foram extraídos os dados relativos aos exercícios contábeis de 2009/2010, a seguir: Informação adicional I. Títulos com vencimento previsto para 30 dias. II. Com relação a PCLD, a provisão em 2010 correspondeu a R$400,00. Não houve registro de reversão dos saldos anteriores. III. O Resultado c/venda do Imobilizado corresponde a 75% do valor líquido do bem vendido. Com base nos dados fornecidos, responder as questões 13 e 14. 13. (ESAF AFRFB 2012) O resultado apurado no período: a) gerou um ingresso total de caixa de R$ 16.300,00. b) quando ajustado, é negativo em R$ 8.700,00. c) contribuiu para ingresso financeiro de R$ 12.800,00. d) representa um uso total de disponibilidades de R$ 12.300,00. e) indica que a atividade operacional foi positiva em R$ 1.300,00. 14. (ESAF AFRFB 2012) Para a elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa da Cia. Boreal, deve-se considerar que a) ocorreu uma aquisição de participações societárias em outras empresas. b) as atividades operacionais foram alteradas pelo ganho com a venda do Imobilizado. c) os dividendos distribuídos devem ser demonstrados como atividade de investimento. d) as atividades de financiamento geram um ingresso positivo no fluxo do caixa. e) a movimentação dos Fornecedores provoca aumento nas atividades de financiamentos. 15. (ESAF AFRFB 2014) O lucro obtido na Venda de Imobilizado e o Resultado de Equivalência Patrimonial representam, na Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC): a) ingresso de caixa na atividade de investimento. b) aumento de atividades operacionais.
4 c) ajustes do resultado na elaboração da DFC. d) ingressos por Receita Operacional. e) aumento de investimentos. 16. (ESAF AFC Contábil 2012) A empresa Inovação S.A. produtora de cabos de energiaefetuou as seguintes operações em 2012: I. Lançamento da depreciação do ano. II. Pagamento de dividendos. III. Juros sobre o Capital Próprio Recebidos. Pode-se afirmar que estes eventos afetam a Demonstraçãodos Fluxos de Caixa, respectivamente, como: a) ajuste das atividades operacionais; saída das atividades de financiamento; entrada das fontes deinvestimento. b) entrada das fontes de investimento; saída das fontes de financiamento; entradas das fontes de financiamento. c) entrada das fontes de financiamento; entradadas fontes de investimento; saída das fontes de financiamento. d) entrada das atividades operacionais; saída das atividades de financiamento; saídas das fontes deinvestimento. e) saída das atividades operacionais; saídas dasatividades operacionais; entrada das atividadesoperacionais.
5 Informações adicionais: O aumento de capital foi realizado com a emissão de novas ações. As despesas financeiras serão pagas somente na data de vencimento dos empréstimos, em 31/12/2012. Não houve venda de investimentos. 17. (FCC Analista Contábil SABESP 2014) O fluxo de caixa decorrente das Atividades Operacionais no ano de 2011 foi, em reais, (A) 41.500, positivos. (B) 29.000, positivos. (C) 4.500, positivos. (D) 44.000, positivos. (E) 7.500, negativos. 18. (FCC Analista Contábil SABESP 2014) O fluxo de caixa decorrente das Atividades de Investimento no ano de 2011 foi, em reais, (A) 0,00 (zero). (B) 9.000, negativos. (C) 21.000, positivos. (D) 12.000, positivos. (E) 30.000, positivos. 19. (FCC Analista Contábil SABESP 2014) O fluxo de caixa decorrente da s Atividades de Financiamento no ano de 2011 foi, em reais, (A) 79.000, positivos. (B) 47.500, positivos. (C) 35.000, positivos. (D) 25.000, positivos. (E) 37.500, positivos. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C E E C A E B D B D 11 12 13 14 15 16 17 18 19 A C C D C A D A C
6 Resumo DFC (CPC 03) A DFC evidencia a variação das disponibilidades de uma entidade ao longo de um período. Obrigatória para as companhias de capital aberto e para as companhias de capital fechado com PL igual ou superior a R$ 2 milhões na data do balanço. Equivalente de caixa: aplicações financeiras de alta liquidez, prontamente conversíveis em um montante conhecido em espécie e sujeitas a um risco insignificante de alteração de valor. O CPC 03 recomenda que as aplicações tenham resgate de até 3 meses. A DFC possibilita a comparação de empresas que atuam em ramos distintos, pois reduz negócios diferentes ao mesmo denominador: caixa e equivalentes de caixa. A estrutura da DFC é composta de 3 fluxos: operacional, investimentos e financiamentos. o Operacional: recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos de despesas operacionais, compra/venda (à vista) de instrumentos financeiros destinados à negociação e disponíveis para venda (IFDN e IFDV). O CESPE considera os ingressos provenientes do desconto de duplicatas como integrantes do fluxo das operações. o Investimentos: compra/venda (à vista) de itens do ativo não circulante investimentos, imobilizado e intangível. Também inclui a concessão de empréstimos e o recebimento das correspondentes amortizações. o Financiamentos: transações que alteram o passivo exigível e o PL, tais como: obtenção de empréstimos e o pagamento das respectivas amortizações, recursos provenientes da emissão de debêntures, pagamentos para resgate de debêntures, emissão de ações (integralização de capital em espécie), compra/venda de ações em tesouraria. O CPC 03 encoraja fortemente as seguintes classificações (pode não classificar dessa forma, mas terá que evidenciar isso nas notas explicativas): o Juros pagos e recebidos, dividendos e juros sobre capital próprio recebidos (JCP): fluxo operacional. o Dividendos e JCP pagos: fluxo de financiamentos. Métodos de elaboração da DFC (os métodos diferem apenas no fluxo operacional): o o Direto: evidencia as principais categorias de recebimentos e pagamentos. Indireto: ajustes ao resultado do exercício para convertê-lo de competência para caixa e expurgar itens que não sejam operacionais. Se houver variação das disponibilidades em decorrência de flutuação cambial, isso não integrará nenhum dos fluxos e será evidenciado na DFC após todos os fluxos (operacional, investimentos e financiamentos). Clientes (inicial) (+) vendas (-) clientes (final) (+) adiantamento de clientes (final) (-) adiantamento de clientes (inicial) (+) PCLD (final) (-) despesa com constituição de PCLD (-) PCLD (inicial) (=) recebimento de clientes Método direto principaissubfluxos operacionais Fornecedores (inicial) Contas a pagar (inicial) (+) compras líquidas + tributos s/compras (+) despesa operacional (-) fornecedores (final) (-) contas a pagar (final) (+) adiantamentos a fornecedores (final) (+) adiantamentos (final) (-) adiantamentos a fornecedores (inicial) (-) adiantamentos (inicial) (=) pagamento a fornecedores (=) pagamento de despesas operacionais Método indireto Resultado do exercício (+) despesas não desembolsáveis (-) receitas não embolsáveis (-/+) ganho/perda de capital (=) resultado ajustado (+) aumento dos passivos operacionais (-) redução dos passivos operacionais (+) redução dos ativos operacionais que não sejam disponibilidades (-) aumento dos ativos operacionais que não sejam disponibilidades (=) fluxo operacional O fluxo operacional se assemelha ao resultado obtido por meio da metodologia conhecida como EBITDA (earningsbeforeinterest, taxes, depreciationandamortization) ou LAJIDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).