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Transcrição:

LEI Nº 200, DE 24-11-1997 Emenda: Institui o Código de Zoneamento do Município de Guapimirim. O Prefeito do município de Guapimirim, faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei: TÍTULO I DA FINALIDADE Art 1º. Esta Lei dispõem sobre a racionalização da utilização do território Municipal, prevendo e controlando as necessidades de ocupação do solo, tendo em vista os seguintes objetivos: I- Promover e assegurar a reserva dos espaços necessários em localizações adequadas destinadas ao desenvolvimento das diferentes atividades urbanas; II- Promover e assegurar a concentração equilibrada de atividades e pessoas no território do Município, mediante o controle do uso e aproveitamento do solo. III- Promover, estimular, ordenar e orientar o desenvolvimento das áreas urbanas, rurais e ambientais. TÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL Art 2º. Para fins de organização territorial e controle do uso do solo, o Município divide-se em áreas e zonas, não necessariamente contínuas, delimitadas no mapa de zoneamento geral do Município, em anexo, o qual fica fazendo parte integrante essencial desta lei. PARÁGRAFO ÚNICO: As áreas a que se referem o caput deste artigo são as seguintes: I Área comprometida com a ocupação urbana; II - Área de ocupação progressiva; III Área especial; IV Área de preservação e proteção; V Área rural. TÍTULO III DA ÁREA COMPROMETIDA COM A OCUPAÇÃO URBANA. Art 3º. A área comprometida com a ocupação urbana é aquela na qual a terra já foi objeto de parcelamento, embora nem todos os lotes daí resultantes estejam ocupados.

Art 4º. A área comprometida com a ocupação urbana, delimitada no mapa anexo, fica dividida nas seguintes zonas: I Zona Central; II Zona residencial; III Zona de Expansão Urbana; IV Zona Industrial. 1º. Zona Central é aquela de maior concentração demográfica e que possui as melhores condições de infra estrutura básica, e que se caracteriza pela sua utilização mista. 2º. Zona residencial é aquela que se caracteriza pelo uso predominante para fins residenciais, podendo haver industrias de pequeno porte e serviços não poluentes, comércios para atender as necessidades comunitárias, assim como clubes de recreação, de esportes, cultura e lazer. 3º. Zona de expansão urbana é aquela que já foi parcelada ou não, localizada nos limites das zonas central e residencial, e que se caracteriza pela baixa densidade demográfica e ausência de infra estrutura urbana. 4º. Zona industrial é aquela na qual as atividades industriais terão preferência sobre as demais. A) As industrias que queiram instalar-se no Município poderão receber incentivos fiscais e de infra-estrutura, observadas as normas dos órgãos federais e estaduais competentes, e mediante análise e aprovação do conselho de desenvolvimento urbano e do conselho Municipal do Meio Ambiente. B) A licença específica para atividades de aproveitamento das substâncias empregadas no fabrico da cerâmica vermelha (argila) e de calcário dolomítico só será concedida observadas as normas dos órgãos estaduais e federais competentes e mediante análise e aprovação do conselho de desenvolvimento urbano e do conselho Municipal do Meio Ambiente. C) Para que as indústrias gozem dos benefícios previstos neste artigo, terão as mesmas um prazo de implantação e ocupação de sua instalação de 12 (doze) meses, a contar da data de aprovação do conselho de desenvolvimento urbana. Esta prorrogação não poderá ser superior a 12 (doze) meses. D) É vedada a implantação, a instalação e a operação de industrias poluentes que venham a prejudicar as características ambientais do Município.

Art 5º. A administração Municipal aplicará, preferencialmente, recursos destinados à instalação de infra estrutura básica (drenagem, pavimentação, iluminação etc.) e equipamentos urbanos ( escolas, postos médicos etc.) No segmento efetivamente ocupado com áreas comprometidas com a ocupação urbano. PARÁGRAFO ÚNICO: Os usos adequados, tolerados e inadequados nas áreas e zonas a que se referem os artigos 3º e 5º serão definidos na forma do disposto no art. 24 das disposições transitórias desta Lei. Art 6º. Os imóveis de propriedades pública ou privada que já efetivamente ocupados e estejam sendo utilizados em atividades comuns de lazer ou desportos, assim como aqueles que tenham sido objetos de doação, concessão, cessão ou permissão de uso ou parte do poder público, deverão ter assegurada a perenidade na utilização para fins exclusivamente de lazer, desportos e cultura. TÍTULO IV DA ÁREA DE OCUPAÇÃO PROGRESSIVA Art 7º. A área de ocupação progressiva é caracterizada por não se encontrar loteada, por estar livre de ocupação ou ocupada por sítios, chácaras ou outras atividades de caráter rural. Art 8º. Na área de ocupação progressiva só será permitido o parcelamento de terras em lotes de área igual ou superior a 3.000m (três mil metros quadrados). Art 9º. Nas glebas com superfícies superior a 50 há (cinqüenta hectares) situadas no inferior da área de ocupação progressiva, só será permitido o parcelamento de terra quando este obedecer a plano de organização territorial, elaborado na forma do disposto no art.27 desta Lei. TÍTULO V ÁREA ESPECIAL Art 10º. Área especial é aquela que se caracteriza por estar localizada em áreas contíguas às áreas de preservação e proteção e que já foram parceladas ou não, ficando definidas como áreas de preservação e proteção aquelas demarcadas, ou não, todas as florestas espalhadas pelo Município que possuam um conjunto de riquezas naturais como animais silvestres, nascentes, córrego, rios e matas (primárias, secundárias e terciárias). Estas unidades poderão estar localizadas em propriedades particulares, indicados no mapa anexo a esta lei, ou não.

Art 11º. Na Zona Especial, doravante, só será permitido o parcelamento do solo em lotes de tamanho mínimo de 3.000m2 ( três mil metros quadrados), destinado a construção de residenciais, pousadas, hotéis e atividades culturais, observadas as leis de construção e de meio ambiente em âmbito federal, estadual e municipal. TÍTULO VI DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO E PROTEÇÃO Art 12º. A área de preservação e proteção abrange toda a floresta principalmente a de característica de mata atlântica, manguezais, nascentes e cursos dos rios, estando aqui inseridas as áreas de proteção ambiental de Guapimirim, Petrópolis, parque Nacional da Serra dos Órgãos, Estação ecológica do Paraíso, Centro de Primatologia do Rio de Janeiro e toda aquela que seja de interesse de preservação para o equilíbrio do ecossistema. Art 13º. A preservação a que se faz referência no artigo anterior será absoluta ou relativa. PARÁGRAFO ÚNICO: O grau de preservação referido no caput deste artigo será definido na forma do disposto no artigo 24 das disposições transitórias desta lei. Art 14º. Na área de preservação absoluta, não será permitido qualquer tipo de ocupação de seu solo. PARÁGRAFO ÚNICO: Excluem se desta proibição a execução de obras indispensáveis ao aproveitamento de recursos hídricos ou outras de interesse público e consideradas proprietárias para a comunidade, desde que aprovada pelo conselho de desenvolvimento urbano, ouvidas as entidades federais e estaduais competentes. Art 15º. Ficam considerados Non Aedificandi as faixas marginais e cursos d águas de domínio público federal, estadual e municipal. Art 16º. A Destruição, por qualquer motivo, de vegetação definida como preservação absoluta representará, para o proprietário da área, independentemente de outras cominações legais, a obrigação de restaura-la vedadas qualquer outras formas de ocupação. TÍTULO VII DA ÁREA RURAL Art 17º. É considerada área rural no município toda área remanescente da divisão territorial municipal que não esteja incluída no parágrafo primeiro do artigo segundo, título II, alíneas I a V.

PARÁGRAFO ÚNICO: A área rural é destinada as atividades agropecuárias, especificamente. Art 18º. Na área rural só será permitido parcelamento em lotes, desde que estes não sejam menores que 04 (quatro) hectares, observando-se as normas do incra e da legislação federal vigente. 1º. Nos módulos de terra, proveniente de parcelamento, não inferiores a 4 (quatro) hectares, será proibida outras atividades diferentes de agropecuária, agroindústria e ecoturismo. 2º. Na área rural somente será permitida a instalação de agroindústria, ouvido os órgãos estaduais e municipais responsáveis pelo desenvolvimento do setor agropecuário do município. Art 19º. O poder executivo municipal promoverá a impugnação dos registros imobiliários referentes a intenção de desmembramentos de áreas rurais absolutas em desobediência as normas federais e municipais vigentes. TÍTULO VIII DO PLANO DE ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL Art 20º. Os planos de elaboração territorial serão instituídos pela diretoria de planejamento e desenvolvimento urbano e rural e ouvidos as autoridades estaduais competentes, conforme a lei. PARÁGRAFO ÚNICO: O particular interessado em promover o parcelamento da terra também poderá elaborar o plano de organização territorial, desde que o imóvel de sua propriedade abranja área a 50 (cinquenta) hectares. PARAGRAFO ÚNICO: O particular interessado em promover o parcelamento da terra também poderá elaborar o plano de organização territorial, desde que o imóvel de sua propriedade abranja área superior a 50 (cinqüenta) hectares. Art 21º. O plano de organização territorial contará necessariamente: I- A situação fundiária da gleba; II- O sistema viário básico; III- O uso e a intensidade de uso do solo admitido IV- A indicação das áreas propícias a localização dos equipamentos urbanísticos de uso público, a serem transferidos à municipalidade sem ônus de qualquer espécie.

1. Além dos elementos mencionados no caput deste artigo, o plano de organização territorial deverá indicar, quando se tratar de área industrial, a parte dela que será objeto núcleo industria. 2. O plano de organização territorial quando tiver por finalidade a instituição de lotes ou cotas de terrenos a serem alienados ao público, deverá conter, além dos elementos previstos no caput deste artigo, os seguintes: I - Prova de necessidade de expansão urbana; II - Prova de viabilidade econômica da sua realização Art 22º. Quando o plano de organização territorial tiver por objeto trecho de qualquer área definida nesta lei, deverá observar as condições de sítio (vistas, paisagens, fotografias, arborização) e monumentos históricos, artísticos, arquitetônicos e arqueológicos a serem preservados ainda que não hajam sido objeto de tombamento pelo poder público. TÍTULO DE OUTRAS DISPOSIÇÕES Art 23º. Caberá à diretoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Rural ou a outro órgão que venha substituir, suprir a ausência dos conselhos municipais de Desenvolvimento Urbano e o de Meio Ambiente, enquanto estes não forem instalados no Município. Art 24º. Caberá a Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Rural no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a definição das zonas que deverão ser enquadradas dentro da área de expansão urbana, bem como as áreas serão definidas como absolutas ou relativas na área de preservação e proteção. Art 25º. Fazem parte desta lei, os quadros I e II de usos e índices de limitações. Art 26º. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Guapimirim, 24 de novembro de 1997. Ailton Rosa Vivas Prefeito Municipal