MANTENEDORES DE ESPAÇO Conceito São aparelhos ortodônticos usados para manter o espaço nas arcadas dentárias, por perda precoce de dentes decíduos. Classificação Quanto ao uso: fixos semifixos removíveis Quanto ao material de confecção: metálicos (ligas de Au e aço inoxidável) acrílicos mistos Quanto à localização: Maxilares Mandibulares Anteriores, Posteriores, Unilaterais, Bilaterais Anteriores, Posteriores, Unilaterais, Bilaterais Quanto ao funcionamento (fixo): de barra fixa de barra articulada
2 Requisitos Segundo BRAUER: Manter suficiente espaço para permitir a erupção do dente permanente. Não interferir no processo evolutivo da erupção dos dentes permanentes, e crescimento do processo alveolar. Prevenir a extrusão do dente antagonista. Restabelecer a função, se a erupção do dente for demorar mais de seis meses. Segundo KORKHAUS: Manter a dimensão mésio-distal. Manter os movimentos funcionais dos dentes. Possuir no mínimo duas bases de sustentação. Cumprir a finalidade, independente da vontade do paciente. Segundo LAW: "O melhor mantenedor de espaço é o dente decíduo integro". Segundo HOGEBOOM: A radiografia é imprescindível como meio de diagnóstico, para uso ou não do mantenedor de espaço, dependendo do estágio de calcificação intra-alveolar do dente permanente. Remoção Não podem permanecer na arcada dentária além do tempo que estaria o dente decíduo substituído. Assim que o dente permanente irromper na mucosa, o mantenedor de espaço deverá ser removido. Confecção Se o dente que vai servir de base for decíduo e estiver comprometido por cárie extensa, usaremos uma coroa metálica como elemento de sustentação. Se o dente for decíduo ou permanente, estando a coroa dentária íntegra ou restaurada, usaremos um anel ou banda ortodôntica.
3 Conclusões No desenvolvimento normal das arcadas dentárias, há uma migração mesial normal dos primeiros molares permanentes. A presença dos molares decíduos até a época da esfoliação, é importante para que a migração dos molares permanentes ocorra normalmente. A perda precoce dos molares decíduos pode ser causa determinante de maloclusão. Nos casos de perda precoce de molares decíduos, a assistência profissional tem que ser imediata e segura, para evitar a instalação de uma maloclusão. Quando não houver possibilidade de aproveitamento clínico dos molares decíduos, deve-se após a extração, controlar clinicamente o caso, e se necessário, manter os espaços relativos dos dentes decíduos extraídos. A seleção do mantenedor de espaço deve ser feita, em face de cada caso, procurando aparelhos que apresentem o maior número possível de requisitos desejáveis para bem cumprir suas funções. Com a colocação de um mantenedor de espaço, o profissional não terminou sua tarefa, pois os casos têm que ser orientados e assistidos clinicamente até o final, quando se der a oclusão normal dos molares permanentes, após a erupção de todos os pré-molares. Dada a grande importância que têm os tratamentos preventivos, e sendo os mantenedores de espaço uma forma de prevenção, eles tornam-se indispensáveis na odontopediatria atualizada.
4 Exemplo de mantenedor de espaço fixo, barra lingual 6 6 soldada, com fio ortodôntico 0.036" ou 0,9 mm. Observar a erupção dos 7 7, antes da esfoliação dos V V e o aproveitamento clínico do espaço livre de Nance (figuras 51, 52, 53 e 54). Trabalho a ser realizado em laboratório, mantenedor de espaço, com um par de modelos n.º 3, o da maxila; e n.º 2, o da mandíbula, com dentição mista, com o 6 já verticalizado e distalizado.
5 Maxila e ou Mandíbula: Placa ortodôntica mantenedora de espaço, com dois grampos ortodônticos de apoio oclusal (nos superiores não há necessidade) nos 6 6 (inferiores); um grampo ortodôntico de retenção circunferencial no 6, contornando sua face distal; um grampo ortodôntico de retenção circunferencial no 6, contornando sua face mesial na altura da sua crista marginal; e, grampos ortodônticos de retenção circunferenciais nos III III, contornando suas faces distais. Grampos com fio ortodôntico de 0,7 mm de diâmetro. Batentes em acrílico, ou dentes de estoque, nas regiões dos espaços correspondentes às ausências dos IV e IV V (figuras 55, 56, 57, 58, 59 e 60).
Também, figuras 61, 62, 63, 64, 65 e 66. 6
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADAMS, C.P. Diseño y construcción de aparatos ortodôncicos removibles. 1a ed. Buenos Aires, Editorial Mundi, 1969. 164 p. ARAÚJO, M.C.M. Ortodontia para clínicos. 3a ed. São Paulo, Livraria e Editora Santos, 1986. 286 p. Mc DONALD, R.E.& AVERY, D.R. Odontopediatria. 6a ed. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan S.A., 1992. pág. 484-531 MOYERS, R.E. Ortodontia. 3a ed. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan S.A., 1979. 699 p. PHILLIPS, R.W. Materiais Dentários de Skinner. 1a ed. Rio de Janeiro, Editora Interamericana Ltda., 1978. 546 p. STRANG, R.H.W. Tratado de Ortodoncia. 3a ed. Buenos Aires, Editorial Bibliográfica Argentina, 1957. 852 p. TELLES, C.S. Placas Ortodônticas. Anais da Faculdade Nacional de Odontologia, 193-219, 1959. TELLES, C.S. Orientação clínica imediata à perda precoce de molares temporários (o problema e a sua racionalização). Rio de Janeiro, 1960, 44 pág. [Tese de Doutorado] TWEED, C.H. Typodont band forming and placement of bands, in TWEED, C.H. Clinical Orthodontics. 3a ed. Saint Louis, C.V. Mosby Company, 1966. 2 vol., vol. 1, parte 2, cap. 5, pág. 84-173. Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic Disciplina de Ortodontia 16 de Abril de 2012 Prof. HÉLIO ALMEIDA DE MORAES. 3º Ano - 5º Período - 2012