Letras: Português/Espanhol Profa. Dra.: Andréa da Silva Pereira Estudo de duas formas de tratamento para o signo linguístico A linguagem como representação Objetivos da aula: 1. Estudar o signo linguístico a partir de duas perspectivas. 2. Observar a perspectiva estrutural e a perspectiva dialógica da linguagem. Concepção 1: Ferninand de Saussure Lingüística: inaugura-se como ciência no início do século XX. Principal teórico: Ferdinand de Saussure. Principal publicação: Curso de Lingüística Geral, 1916. 1
Curso de Lingüística Geral (CLG) Imagem 1 Editora Cultrix Linguística Moderna Construção da Teoria: Relações Dicotômicas Relações dicotômicas 1. Significante/Significado (Imagem acústica/conceito). 2. Imagem acústica/conceito. 3. Língua/Fala (langue/parole). 4. Forma/Substância. 2
O Signo Linguístico Conceito saussuriano: é a união do conceito e da imagem acústica. Signo linguístico: Imagem acústica Conceito Conceito Definição: é a representação mental de um objeto ou da realidade social em que nos situamos. Essa relação é condicionada pela nossa formação sociocultural. Conceito = Significado Imagem Acústica Definição: não é o som material, coisa puramente física, mas a impressão psíquica desse som. Imagem Acústica = Significante 3
Signo linguístico Exemplo Imagem acústica Conceito Árvore Signo Linguístico Significante Significado = Imagem Acústica Conceito Signo Linguístico: principal característica Arbitrário 4
Linguagem como representação a) Objeto de representação (referente - real) b) Objeto representado (linguagem) Relação: graus de motivação 1. Relação MOTIVADA 2. Relação IMOTIVADA 3. Relação MOTIVADA / IMOTIVADA Citação: (CLG, p.83) Arbitrário não deve dar a idéia de que o significado dependa da livre escolha do que fala, [porque] não está ao alcance do indivíduo trocar coisa alguma num signo, uma vez esteja ele estabelecido num grupo lingüístico; queremos dizer que o significante é imotivado, isto é, arbitrário em relação ao significado, com o qual não tem nenhum laço natural na realidade. 5
Exemplo da noção de arbitrariedade O conceito de mar não tem nenhuma relação necessária e interior com a seqüência de sons, ou imagem acústica ou significante /m a r/. Mar poderia perfeitamente ser representado por qualquer outro significante: por exemplo sea, na língua inglesa. Intervalo 05 minutos Língua X Fala Língua Fala = Langue Parole 6
Língua Língua: constitui-se de um ato social. Natureza: homogênea, portanto formam um sistema. Língua (langue) Língua = estrutura/sistema Sistema da Língua Acontece nos níveis: 1. Fonético e fonológico 2. Morfológico 3. Sintático 4. Semântico 7
Fala (Parole): ocorre com o extraverbal Relação de interdependência entre língua e fala [ ] Esses dois objetos estão estreitamente ligados e se implicam mutuamente: a língua é necessária para que a fala seja inteligível e produza todos os seus efeitos; mas esta é necessária para que a língua se estabeleça. (CLG, p. 27) 8
Conceito de Língua Língua: sistema de signos, ou seja, um conjunto de unidades que estão organizadas formando um todo. Forma X Substância Forma X Conteúdo 1. A língua é uma forma e não uma substância (CLG, p.141) Forma = essência (sentido filosófico) aparência (sentido estético) Forma: é constituída a partir da teia de relações entre os elementos linguísticos Substância: os elementos da rede constituem a substância, ou seja, o conteúdo. 9
Exemplo Frase: Vô compra dois pão alteração apenas na substância fator extralinguístico desvio (de acordo com a norma culta). Forma (estrutura): continua a ser de uma frase da língua portuguesa. Elementos do sistema da LPO Vou compra dois pão (sujeito) + verbo auxiliar + verbo principal + objeto (determinante + determinado) = conserva a gramaticalidade sintática do sistema Conclusão: a forma, o que é de fato relevante para o sistema, não sofreu em nada com a mudança acidental das propriedades físicas de sua substância. Ressalva O conceito de forma (estrutura) não exclui o componente semântico. Ao contrário, o componente semântico é que dá sentido à noção de forma, sem o quê, forma corre o risco de se tornar letra morta. Concepção sem serventia para a ciência lingüística, pois: Linguagem é significação (Prof. Sílvio Elia) 10
Intervalo 05 minutos Concepção 2: Linguagem para Émile Benveniste BENVENISTE, E. Problemas de linguística geral I. Campinas, SP, Pontes, Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1991. Animação 11
Linguagem X Comunicação Linguagem ser humano Comunicação animais (+ ser humano) Comunicação Animal Semelhanças: alguns animais podem: a) Produzir e compreender uma verdadeira mensagem. b) Estabelecer relações de distância, posição e, às vezes, até de tempo. Comunicação Animal c) Conservar essas relações na memória. d) Comunicar essas relações, simbolizando-as por diversos comportamentos somáticos. 12
Comunicação Animal: outras semelhanças e) A situação e a função são as de uma linguagem, porque acaba sendo um sistema que é válido para uma determinada comunidade. f) Cada membro dessa comunidade tem aptidões para empregar esse sistema ou compreendê-lo. Comunicação Animal Diferenças: a) A comunicação animal não utiliza o aparelho vocal. b) Essa comunicação, gestual e não vocal, precisa ocorrer em locais que permitam a percepção visual. Comunicação Animal c) A mensagem não provoca nenhuma resposta do ambiente, mas apenas uma certa conduta, que não é uma resposta. d) Não há diálogo, que é uma condição da linguagem humana. 13
Comunicação Animal e) A comunicação se refere apenas a um dado objetivo. f) A mensagem transmitida pode ser reproduzida por um outro animal da mesma espécie. g) Não há reconstrução de mensagem em cima de outra mensagem. Comunicação Animal h) Não há variação do conteúdo. i) A mensagem das abelhas não se deixa analisar não podemos decompor o conteúdo nos seus elementos formadores. Ex. nos níveis fonético/fonológico, morfológico, sintático e semântico. Comunicação Animal O que é a comunicação animal? Um código de sinais 14
Linguagem humana Características: a) Mobilidade de conteúdo. b) Variabilidade da mensagem. c) Referência a mais de uma situação. Linguagem humana d) Natureza decomponível do enunciado. e) Transmissão dialógica do conteúdo da informação. Vídeo A Vida não Para Lenine http://www.youtube.com/watch?v=2clq0gnc ZWg 3 54 Paciência Lenine http://www.youtube.com/watch?v=hznvunvk KfY&feature=related 4 14 15
Trabalho Modular Orientações Gerais Boa semana! Profa. Dra.: Andréa da Silva Pereira Referências de imagens Imagem 1: disponivel no livro: Curso de Lingüística Geral, Editora Cultrix Imagem 2:disponivel em <http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?query=productpage&prodtypeid=1&prodid=82819&st=se>acesso em10 abr 2008 Imagem 3: disponivel em http://publifolha.folha.com.br/catalogo/images/cover-136031-600.jpg acesso em 10 abr 2008 16