Informações do Porto de Ilha Guaíba
Sumário 1. Introdução... 3 2. História e Desenvovimento do Porto... 3 3. Vista Panorâmica de Ilha Guaíba... 4 4. Infra-Estrutura Portuária... 4 4.1. Localização... 4 4.2. Cartas de Navegação... 5 4.3. Condições Meteorológicas... 5 4.4. Correntes, Marés e Ondas... 6 4.5. Comunicações e Serviços... 7 4.5.1. Comunicação Canais VHF... 7 4.5.2. Praticagem e Rebocadores... 7 4.6. Fundeadouro... 7 4.7. Canal de Acesso... 8 4.7.1. Bacia de Evolução... 8 4.8. Berços... 9 4.8.1. Sul... 9 4.8.2. Norte... 9 5. Meio Ambiente... 10 6. Segurança... 12
1. Introdução As informações constantes deste manual destinam-se exclusivamente a orientar os agentes, os armadores, os operadores e comandantes dos navios no que concerne às instalações e condições gerais dos Terminais da Vale. Estas informações não substituem nem alteram quaisquer prescrições definidas em publicações oficiais brasileiras ou internacionais destinadas ao navegante. O Terminal não se responsabilizará por qualquer acidente ou avaria causada em função destas mesmas informações e não se responsabilizará por erros ou omissões que ele possa encerrar. 2. História de Desenvolvimento do Porto O Terminal da Ilha Guaíba foi inaugurado em 1973 com a denominação do terminal como TIG Terminal da Ilha Guaíba.
3. Vista Panorâmica de Ilha Guaíba 4. Infra-Estrutura Portuária 4.1. Localização O Terminal da Ilha Guaíba está localizado na parte Leste da Baía da Ilha Grande, voltada para a barra de entrada e bem no início da Baía de Sepetiba. A Ilha Guaíba está situada bem próxima à costa e fica ligada ao continente por uma ponte ferroviária por onde recebe o minério, não havendo ligação por via rodoviária.
A ilha está dentro da área do Município de Mangaratiba, cuja cidade dista cerca 130 quilômetros do Rio de Janeiro por rodovia asfaltada. O terminal fica a cerca de 65 milhas náuticas da entrada da Baía da Guanabara (Rio de Janeiro) e dista cerca de 3 milhas náuticas de Mangaratiba. O Terminal é constituido de uma estrutura de concreto com 395,5 metros de comprimento e 21,00 metros de largura (montado sobre estacas e tubulões de aço) na direção 060º 38 240º 38, com dois berços para atracação denominados Norte e Sul. Está localizado a cerca de 370,00 metros da orla Sudeste da Ilha Guaíba. Sua posição é: Latitude: 23º 00,8 Sul Longitude: 044º 02,1 Oeste 4.2. Cartas de Navegação Os navios vindos de alto mar chegam ao Terminal navegando por um canal sinalizado com 9 milhas náuticas de extensão, que se inicia entre a Ponta de Castelhanos na Ilha Grande e a Ponta Grossa da Marambaia. Para a demanda do Terminal devem ser usadas as cartas náuticas brasileiras 23.100 (Int 2124), 1.607 e 1621, editadas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação. Podem também ser usadas as cartas náuticas 3970 e 432 publicadas pelo Almirantado Britânico ou as cartas 24150, 24155 e 24164 do US-NIMA. 4.3. Condições Metorológicas O clima é tropical, conservando-se as temperaturas e chuvas dentro de um limite de conforto durante todo o ano, raramente
ocorrendo temperaturas muito elevadas ou chuvas fortes e prolongadas. A média da temperatura máxima é de 26º C e da mínima é de 18º C, podendo a máxima atingir 38º C e a mínima 13º C. As chuvas são mais freqüentes nos meses mais quentes, de Outubro a Março, com média pluviométrica mensal acima de 250 mm; nos meses mais frios, de Abril a Setembro, a média mensal é inferior a 150 mm. O mês mais seco é Julho. A umidade relativa do ar é alta, com média acima de 80%. Os ventos predominantes na região durante a primavera e o verão são os de NE (fracos a moderados), depois de ENE a ESE (fracos a moderados), seguidos pelos ventos do quadrante sul. No outono e no inverno os ventos predominantes são os do quadrante sul, fracos a moderados, com eventuais ocorrências de ventos acima de moderados de SW (com aproximações de frentes frias oriundas do sul do país) e NW vindo das montanhas (este com menos frequência), seguidos pelos de NE no restante dos períodos. 4.4. Correntes, Marés e Ondas A maré da região apresenta em média duas preamares e duas baixa-mares por dia, porém com consideráveis desigualdades com tendência para marés mistas. As desigualdades se fazem sentir com mais intensidade conforme influências pluviométricas da região (principalmente nas marés de vazantes) e/ou nos períodos de quadratura. A corrente atuante ao longo do píer e bacia de manobras (onde são normalmente efetuadas medições), são basicamente resultantes do movimento das marés, mas que pode ser
influenciada pela ação de ventos e/ou chuvas locais principalmente nas marés de vazante onde o índice pluviométrico tem relação direta e proporcional. A direção geral durante o período de enchente é para E (leste) e nas vazantes para WSW (oeste-sudoeste) e W (oeste). Próximo à quina leste do terminal, a correnteza sofre influência da construção do píer e do formato da Ponta de Sernambicuara (Ilha Guaíba), acarretando uma pequena diminuição na velocidade e pequena alteração na direção. 4.5. Comunicações e Serviços 4.5.1. Comunicação Canais VHF Chamada Geral CANAL 16 Posto de Controle CANAL 16 Tráfego com a Estação de Práticos CANAL 16 Tráfego em Manobras Navio/Terminal/Práticos CANAL 13 Tráfego entre Navios e Inspetores do Terminal CANAL 14 4.5.2. Praticagem e Rebocadores A utilização de práticos e rebocadores nas manobras dos navios no Terminal de Ilha Guaíba é obrigatória. 4.6. Fundeadouro Próximo à posição Latitude: 23º 08,65 Sul e Longitude: 044º 04,6 Oeste para os navios esperando Prático, profundidade 23,00 metros, fundo de areia.
Na posição Latitude 23º 03,5 Sul e Longitude 044º 04,0 Oeste para os navios calado até 13,00 metros aguardando atracação, profundidade de 16,00 metros, fundo de areia. Próximo à posição Latitude 23º 00,8 Sul e Longitude 044º 03,6 Oeste para os navios descarregados para reparos ou em quarentena, profundidade 15,00 metros, fundo de areia. 4.7. Canal de Acesso O acesso ao terminal se faz por um canal com cerca de 9 milhas náuticas de extensão, composto por dois trechos retilíneos e uma curva entre eles. Todo o canal e a bacia de manobra são perfeitamente balizados num total de 20 bóias luminosas, dois alinhamentos de eixo de canal e dois faroletes nos extremos do píer. O trecho inicial, tem 4 milhas náuticas de extensão e 280,00 metros de largura, é dragado para 22,50 metros. Segue-se uma curva acentuada, com cerca de 2 milhas náuticas de extensão e largura variando de 310,00 metros até o máximo de 700,00 metros; sendo que as profundidades ao longo da curva são superiores a 24,00 metros. O trecho final, com 3 milhas náuticas de extensão tem largura superior a 320,00 metros e profundidade mínima de 23,00 metros. 4.7.1. Bacia de Evolução
No final do canal, em frente ao píer de minério, está a bacia de manobras, com 1600,00 metros de comprimento e largura de 1000,00 metros, com profundidades superiores a 24,00 metros. Seus limites são sinalizados por 3 bóias e dois faroletes instalados nas extremidades do berço de atracação externo. 4.8. Berços 4.8.1. Sul Particularidades do Berço Sul Comprimento Operacional do Píer: 249,20 metros Cais acostável máximo: 340,00 metros Restrições Referente aos Navios Comprimento total máximo: 340,00 metros Boca Máxima: 62,00 metros Calado Máximo: 20,40 metros 4.8.2. Norte Particularidades do Berço Norte Comprimento Operacional do Píer: 249,20 metros
Cais acostável máximo: 295,00 metros Restrições Referente aos Navios Comprimento total máximo: 290,00 metros Boca Máxima: 45,00 metros Calado Máximo: 18,50 metros 5. Meio Ambiente Meio Ambiente Marinho Os navios deverão observar as regras de convivência harmônica e preservação do meio ambiente marinho descritas na legislação pertinente, durante sua estadia no Porto. Serviços de mergulhos que tratam de limpeza no casco ou hélices das embarcações não são permitidos. Água de Lastro A descarga de água de lastro é permitida no interior do Porto. A operação de deslastre do navio no Porto, pressupõe que o Capitão do navio cumpra as exigências da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essa água deverá estar livre de óleos e/ou resíduos oleosos, bem como de organismos patogênicos e germes que possam alterar o equilíbrio microbiológico da Região, causando danos à fauna e flora
marinha, com impacto negativo na Comunidade local e área de influência marinha do Porto. Esgoto Sanitário A descarga de esgoto sanitário diretamente para o mar é proibida pela. O sistema de tratamento de efluentes deverá ser mantido operante durante a estadia do navio no Porto.
6. Segurança O Porto opera de acordo com as normas e padrões internacionais de segurança ISPS ( International Ship and Port Facilities Security Code). Equipamentos de Proteção Individual O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) é OBRIGATÓRIO.