INDÍGENAS RESERVA DO VOTOURO E CHARRUA
Reserva com 210 famílias Escola com 280 alunos Todos os professores são formados ou estão se formando no ensino superior Há alunos do Município de Faxinal que estudam em Sertão Projeto Segundo Tempo será na Escola com 100 alunos Eles pediram 300 vagas
Não há políticas de cotas na IFRS Não existe políticas de permanência e manutenção. Ex: 1700 para alojamento em Sertão e 120,00 mensais na escola agrícola de Erechim. Querem o Ensino Médio dentro da reserva. Fazer a parte prática dentro do Campus Sertão
Estavam representantes da FUNAI do RS e de Brasília Falaram do Ensino Médio profissionalizante para a Comunidade Indígena nas reservas A Escola deve trazer a melhoria da qualidade de vida pra reserva. Esse seria o papel do Ensino Médio. Existe 4 unidades de EM junto à SETEC
Técnico Magistério Técnico em Enfermagem Técnico em Agroecologia Há inúmeras possibilidades de cursos técnicos e PROEJA - FIC CERTIFIC para a Comunidade Indígena através da demanda interna. Ex: Magistério indígena no IFBA um deles.
A Simone Valdete SETEC estará investindo na ampliação dessas parcerias. Inclusive, se houver necessidade, haverá investimento na criação de campus específicos nas áreas indígenas caso não haja parcerias e acertos com o Ensino Médio Estadual Queremos usar o Instituto para nos ajudar a formar projetos de cursos, mesmo que sejam específicos e ainda não existentes Queremos PROEJA integrado.
Levarão à Santa Maria as respostas às seguintes questões: Por que Escola para o povo indígena? Como deve ser a educação nas escolas indígenas? Quais as áreas de formação profissional para o Escola Indígena? (Quais cursos?) Incluindo PROEJA FIC FIC PRONATEC -... Como pode ser o curso? Quais são os critérios para a participação desses cursos?
Estamos cansados de receber visitas e fazer reuniões e nada resolver. Muitas propostas sem nada de concreto; Estamos cansados disso. Temos que correr atrás do que queremos Estamos muito preocupados com a educação dos nossos filhos. Queremos que eles sofram menos que nós sofremos; que tenham uma vida melhor que a nossa.
Queremos nos formar, estudar, mas sem esquecer nossa cultura. Nosso sonho é ver nossos filhos formados trabalhando para o povo indígena O índio da idade da pedra não existe mais
Problemas e Possibilidades - Rivalidades internas nas reservas, entre indígenas, entre brancos e indígenas e entre professores indígenas e brancos. Ex: o laboratório de informática sempre esteve trancado para os indígenas - Falta de reconhecimento do Estado do RS. Ex: Na CRE de Erechim não existe a foto da Escola no Mural das Escolas. - Estrutura precária. Escola não tem água. Fazem 6 anos. - Problemas Políticos entre FUNAI, FUNASA, Prefeitura... - Resistência interna do Campus; necessidade de institucionalização dos espaços e grupos forçando a estrutura a mexer-se.
- Crescimento do Campus, - Visibilidade e referência na área indígena - Trabalho específico, luta social, pesquisa - Geração de renda e transformação social - Transformação das nossas práticas, de nós mesmos. Ex: fazem 15 anos que não estudam indígenas no campus Sertão. Concepção de nossos alunos da região é que Quilombolas, indígenas e MST tem que matar todos mas não enterrar porque não servem nem pra adubo. - Essa luta é de uma vida. Não podemos pensar apenas como um adendo das atividades mas como um ponto agregador.
Carta-compromisso dos Participantes do Seminário Educação: Direito e Políticas Públicas para a Educação Básica de Sertão Nós todos e todas, participantes do Seminário Educação: Direito e Políticas Públicas para a Educação Básica ocorrido no Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Campus Sertão, nos dias 21 e 22 de outubro de 2011, diante dos estudos levados a efeito nesses dois dias e cientes que estamos de que mudar é difícil, mas não é impossível, como afirmou outrora Paulo Freire, assumimos, de modo individual e coletivo, os princípios e as ações abaixo descritos: Princípios: A denúncia e combate ao racismo e a promoção de políticas para a Igualdade Racial; A luta pela garantia do direito à educação pública, gratuita e de qualidade a toda as comunidades tradicionais de matrizes africanas e dos povos indígenas; A garantia da implementação do Plano Nacional das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura africana e afrobrasileira; A formação inicial e continuada dos/as educadores/as para a educação das relações étnico-raciais; Respeito às identidades étnicas, raciais, de gênero, de sexo, geracionais e culturais; Solidariedade ativa às comunidades quilombolas e indígenas na sua luta pela cidadania, direito pleno ao território, com devida demarcação e titulação do mesmo, conforme apontados por esses atores como forma de garantia à qualidade de vida, ao trabalho e geração de renda, aos recursos naturais e ao desenvolvimento local sustentável; Inclusão e participação das comunidades quilombolas e indígenas nas instituições de ensino da rede federal para a promoção da igualdade racial e efetivação do direito à educação;
Ações: Implementar e dar condições necessárias à ação do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI) do IFRS Campus Sertão com professores/as, técnicos/as administrativos/as e alunos/as do Campus, lideranças quilombolas, movimento social negro e indígenas da região; Formar um grupo de trabalho com docentes, técnicos/as administrativos/as, alunos e alunas, lideranças quilombolas, movimento social negro e indígenas desde o NEABI, para a construção coletiva de cursos na modalidade Proeja, cursos FIC, Pronatec, cursos técnicos de concomitância externa no IFRS Campus Sertão, conforme as demandas das comunidades quilombolas e indígenas de seu entorno apresentados no seminário; Desenvolver a formação inicial e continuada da comunidade educativa do IFRS Campus Sertão, com base na legislação vigente, para a promoção da Educação das relações étnico-raciais e para a diversidade em todas as modalidades de ensino; Estabelecer parcerias com a Secretaria de Educação, Conselho Municipal de Educação do Município de Sertão e outros municípios do entorno do Campus para a formação inicial e continuada dos/as educadores/as da rede pública para promoção da educação das relações étnico-raciais e para a diversidade; Lutar junto às populações quilombolas e indígenas pela garantia do acesso diferenciado à educação de qualidade e à permanência com sucesso dessas, em todos os níveis de ensino na rede pública de educação; Criação e instalação de grupo de trabalho para a construção de proposta de políticas afirmativas no âmbito do Instituto Federal no que tange ao acesso diferenciado e permanência com sucesso de educandos/as negros/as, quilombolas e indígenas nestes espaços educativos, visando produzir novas práticas pedagógicas e sociais para a diversidade. Fomentar a formação para a economia solidária como ferramenta de transformação social e inclusão produtiva e cultural dos grupos étnicos marginalizados, considerando a sua vocação para a vida e trabalho comunitário. Promover um constante diálogo entre o Instituto e seu entorno, a fim de reavaliar os processos construídos. Criar e ampliar mecanismos que favoreçam a comunicação e a gestão democrática entre os entes federados e as comunidades atendidas pelo Instituto. Previsão na LOA do IFRS- Campus Sertão de percentual orçamentário a fim de implementar as ações acima elencadas. Buscar junto ao Conselho Superior do IFRS a ampliação da participação de comunidade externa através de indígenas, quilombolas e movimentos sociais.