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)1( oãdróca atneme892 RgA-teP Diário da Justiça de 06/11/2006 26/09/2006 SEGUNDA TURMA RELATOR AGRAVANTE(S) AGRAVADO(A/S) : MIN. GILMAR MENDES : BRUNO DINIZ ANTONINI : RELATOR DO HC Nº 20906 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E OUTRO(A/S) EMENTA: Agravo Regimental em Petição. 1. Suposta existência de crimes contra a Administração Pública e contra a Administração da Justiça. 2. Crimes contra a Administração Pública e contra a Administração da Justiça são passíveis de apuração por meio de ação penal pública incondicionada, porquanto incide, na espécie, a norma geral consagrada no artigo 100, caput, do Código Penal ( A ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido ). 3. O Ministério Público é parte legítima para propor a ação penal incondicionada, independente de quem tenha formulado representação para fins criminais perante o Parquet. Ilegitimidade ativa do requerente. Precedentes: INQ nº 149/DF, Rel. Min. Rafael Mayer, Pleno, unânime, DJ de 27.10.1983 e PET (ED AgR) nº 1.104/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, Pleno, unânime, DJ de 23.05.2003. 4. Ainda que superada essa questão preliminar, não procede o pedido formulado pelo requerente porque o próprio Procurador-Geral da República reconheceu a falta de plausibilidade e a necessidade da apuração dos fatos imputados na representação do requerente. 5. Negado provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo. Brasília, 26 de setembro de 2006. MINISTRO GILMAR MENDES - PRESIDENTE E RELATOR

)2( oirótaler 26/09/2006 SEGUNDA TURMA RELATOR AGRAVANTE(S) AGRAVADO(A/S) : MIN. GILMAR MENDES : BRUNO DINIZ ANTONINI : RELATOR DO HC Nº 20906 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão (fls. 94), DJ de 30.08.2005, que negou seguimento ao pedido formulado por BRUNO DINIZ ANTONINI, nos termos do art. 21, 1º do RI/STF, em razão da não-regularização da capacidade postulatória do requerente. Por meio do Ofício PGR/GAB/CG nº 187 (fls. 56-58), datado de 18 de julho de 2003, o então Procurador-Geral da República, Cláudio Lemos Fontelles, assim se manifestou: Trata-se de confusa petição em que Bruno Diniz Antonini formula acusações vazias e genéricas, culminando por solicitar: Diante do exposto, do que demonstram as cópias dos informativos processuais, anexas, relativas a EVOLUÇÃO dos processos objeto das denúncias objeto dos Autos desta <PET> 2270/STF, das disposições legais, REITERA-SE os termos da Inicial e que esta Douta Procuradoria Geral intervenha (Art. 92 da Lei 8078/90) para REGULARIZAR as questões objeto dos <MS> 23682/STF e <MS> 23779/STF que encontra-se EMPERRADO no Colendo STF, desde 23/10/2000, sem julgamento de Agravo que negou seguimento a ele, EVITANDO-SE DÚVIDAS quanto aos delitos objeto deste Autos, e que sejam cumpridas as disposições Constitucionais Federais garantidoras de direitos fundamentais, invioláveis, aplicáveis a espécie, preservando-se direitos e prevenindo-se responsabilidade, mantendose o ordenamento jurídico, o Estado de Direito.

Pet 2.998-AgR / MG Pede deferimento, Belo Horizonte, 23 de Março de 2001. BRUNO DINIZ ANTONINI. Os Mandados de Segurança a que se refere são objeto de normal tramitação no STF, sendo que um deles, segundo apurou a minha Assessoria, já está arquivado (MS 23682, ver doc. em anexo). Ao interessado, Bruno Diniz Antonini, cabe, se for o caso, formular requerimento ao Relator do feito, Min. Sepúlveda Pertence, postulando o julgamento do caso. Não há providência a ser tomada no âmbito desta Procuradoria-Geral da República, razão pela qual sugiro a Vossa Excelência o arquivamento do feito. (fls. 57/58) Posteriormente, por meio de uma série de petições de idêntico teor o requerente sustenta, em síntese, que: nada adianta alegar a falta de capacidade postulatória do representante, faltando fundamento jurídico e legal para a validade de tal despacho....(fls. 98) É o relatório.

)3( SEDNEM RAMLIG - otov 26/09/2006 SEGUNDA TURMA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Apenas para que se compreenda a matéria sob análise é válido transcrever o pedido formulado pelo requerente, verbis: Diante do exposto, consoante os imperativos e invioláveis dispostos nos Artigos 5º - II da CF/88, 39, 578, 798, 4º do CPP, vigentes, e o contrário é vosso o ônus, condição de BEM PÚBLICO da lei, pretendida usurpar ao decidir o que decidiu, requerse AO PLENO LEGAL deste Tribunal a apresentação deste para que de tudo conheça, DECRETAR NULIDADE do despacho, determinar a redistribuição do processo e SEU PROSSEGUIMENTO para que produza os seus jurídicos e legais efeitos CONDENANDO os representados nos delitos penais nos quais incorreram e tudo o mais apurado, prevenindo-se responsabilidades. Pede Deferimento. (fls. 101/102) Na Petição de Agravo Regimental (fls. 101/102), o requerente narra a suposta existência de crimes contra a Administração Pública e contra a Administração da Justiça e pugna pela condenação dos envolvidos nos mencionados delitos. Os crimes contra a Administração Pública e contra a Administração da Justiça são passíveis de apuração por meio de ação penal pública incondicionada, porquanto incide, na espécie, a norma geral consagrada no artigo 100, caput, do Código Penal ( A ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido ).

Pet 2.998-AgR / MG O Ministério Público, portanto, é a parte legítima para propor a ação penal incondicionada, independentemente de quem tenha formulado representação para fins criminais perante o Parquet. dispõe: Nesse sentido, o artigo 129 da Constituição Federal São funções institucionais do Ministério Público: I promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; Em se tratando de ação penal pública, é do Ministério Público e não de particulares, a legitimidade ativa. Logo, vislumbra-se patente a ilegitimidade ativa do requerente, nos mesmos termos da jurisprudência firmada pelo Tribunal nos seguintes precedentes: [INQ nº 149/DF, Rel. Min. Rafael Mayer, Tribunal Pleno, julgado em 21.09.1983, DJ de 27.10.1983, verbis:] ILEGITIMIDADE DE PARTE. AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA. CRIME DE PREVARICAÇÃO. TRATANDO-SE DE AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA, EM QUE TITULAR O MINISTÉRIO PÚBLICO, FALECE LEGITIMIDADE AO IMPETRANTE PARA A PROPOSITURA DA AÇÃO. MANIFESTAÇÃO DO EXMO. SENHOR PROCURADOR NO SENTIDO DO ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO ARQUIVADO. [INQ nº 149/DF, Rel. Min. Rafael Mayer, Tribunal Pleno, julgado em 21.09.1983, DJ de 27.10.1983] [PET AgR ED nº 1104/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, julgado em 23.04.2003, DJ de 23.05.2003, verbis:] DIREITO CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL. DENÚNCIA PERANTE O STF, APRESENTADA POR CIDADÃOS, CONTRA MINISTRO DE ESTADO, POR CRIME DE

Pet 2.998-AgR / MG RESPONSABILIDADE. ILEGITIMIDADE ATIVA DOS DENUNCIANTES. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. 1. Como salientado no acórdão embargado, em se tratando de ação penal pública, é do Ministério Público e não de particulares a legitimidade ativa para denúncia por crime de responsabilidade (artigos 129, I e 102, I, c, da C.F.). 2. Acolhida integralmente a manifestação do Ministério Público federal, e não havendo qualquer omissão a ser suprida, nem contradição ou obscuridade, a serem sanadas, os embargos são rejeitados, pois o julgado enfrentou e dirimiu todas as questões suscitadas. 3. Embargos rejeitados. [PET AgR ED nº 1104/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, julgado em 23.04.2003, DJ de 23.05.2003] Por fim, ainda que fosse possível superar essa questão, é de se ressaltar que o próprio Procurador-Geral da República reconheceu a falta de plausibilidade dos fatos imputados na representação do requerente. Nesse particular, transcrevo o seguinte trecho: Os Mandados de Segurança a que se refere são objeto de normal tramitação no STF, sendo que um deles, segundo apurou a minha Assessoria, já está arquivado (MS 23682, ver doc. em anexo). Ao interessado, Bruno Diniz Antonini, cabe, se for o caso, formular requerimento ao Relator do feito, Min. Sepúlveda Pertence, postulando o julgamento do caso. Não há providência a ser tomada no âmbito desta Procuradoria-Geral da República, razão pela qual sugiro a Vossa Excelência o arquivamento do feito. (fls. 57/58) Nestes termos, caracterizada a ilegitimidade ativa do agravante, nego provimento ao agravo regimental.

)1( ata ed otartxe SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RELATOR AGRAVANTE(S) AGRAVADO(A/S) : MIN. GILMAR MENDES : BRUNO DINIZ ANTONINI : RELATOR DO HC Nº 20906 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E OUTRO(A/S) Decisão: Negado provimento ao agravo. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 26.09.2006. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Eros Grau. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco Adalberto Nóbrega. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador