Universidade Estadual de Londrina

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Transcrição:

Universidade Estadual de Londrina CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO COMPARAÇÃO DE DOIS MÉTODOS DE TREINAMENTO COM PESOS SOBRE A POTÊNCIA MUSCULAR DE MEMBROS INFERIORES DE JOGADORES DE FUTEBOL Paolo Marcello da Cunha Fabro LONDRINA PARANÁ 2011

PAOLO MARCELLO DA CUNHA FABRO COMPARAÇÃO DE DOIS MÉTODOS DE TREINAMENTO COM PESOS SOBRE A POTÊNCIA MUSCULAR DE MEMBROS INFERIORES DE JOGADORES DE FUTEBOL Trabalho apresentado como requisito parcial para a Conclusão do Curso de Bacharelado em Educação Física do Centro de Educação Física e Esporte da Universidade Estadual de Londrina. Londrina, 24 de novembro de 2011

i DEDICATÓRIA A Deus, por tudo que me proporcionou até hoje na minha vida, A minha família, meus pais e minha avó que sempre me apoiou.

ii AGRADECIMENTOS Primeiramente a minha mãe, pois sem ela eu não chegaria onde estou hoje. A minha avó, que não está mais entre nós, mas com certeza onde ela estiver, deve estar muito orgulhosa de mim. Aos meus amigos que me ajudaram nas aulas e fizeram alguns trabalhos para turma. A minha namorada, que sempre esteve do meu lado para tudo que eu precisasse e estava sempre disposta a me ajudar. Ao meu orientador, que me deu direções para construção do meu trabalho.

iii EPÍGRAFE O sucesso é uma conseqüência e não um objetivo. Gustave Flaubert

iv CUNHA, Paolo Marcello. Comparação de dois métodos de treinamento com pesos sobre a potência de membros inferiores de jogadores de futebol. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Bacharelado em Educação Física. Centro de Educação Física e Esporte. Universidade Estadual de Londrina, 2011. RESUMO Na maioria dos esportes de alto rendimento, as capacidades físicas de força e potência são essenciais para sua prática. No futebol isso não é diferente, pois em várias ações de seus jogadores essas capacidades são utilizadas, como nos sprints para alcançar uma bola e/ou adversário, como também para saltar para fazer uma defesa, um salto dos zagueiros para tirar a bola de perto de sua meta, ou uma arrancada de um lateral para fazer um contra-ataque.um dos meios para treinar essas capacidades físicas, que seriam elementos físicos humanos que podem ser treinados, é o treinamento de força com pesos. Com isso o objetivo do estudo foi de verificar a comparação de dois métodos de treinamento com pesos (TP) sobre a potência de membros inferiores de jogadores de futebol de campo do time de futebol Terra Vermelha. A amostra, inicialmente foi constituída de 24 atletas mas se encerrou com 15 atletas devido a uma perda amostral que se deu pela dificuldade de alguns atletas de comparecerem ao local de treinamento e avaliações. Estes foram divididos aleatoriamente em dois grupos, onde um treinou somente a musculação (grupo POT) e o outro treinou musculação com acréscimo de exercícios de pliometria e específicos. O treinamento foi dividido em duas fases, onde na primeira fase que teve duração de três semanas, foi utilizada para adaptação/preparação, onde a sessão de treino iniciava com aquecimento e posteriormente os exercícios, que eram realizados com 3x15-20 repetiçôes, com a carga ajustada de acordo com a percepção subjetiva de cada atleta e com intervalo de recuperação de dois minutos. E nessa fase os dois grupos fizeram o mesmo treino. Já na segunda fase, era realizado o aquecimento semelhante ao da primeira fase, mas os exercícios para membros inferiores eram compostos por 3x4-6 repetições, com velocidade alta, com três minutos de intervalo, e para membros superiores foram feitos 3x8-12 repetições. Contudo, um grupo treinou somente os exercícios de musculação e o outro grupo treino com o acréscimo de exercícios de pliometria e específicos, onde eram feitos de maneira combinada com os exercícios de membros inferiores da musculação. Os atletas foram avaliados com o teste de salto vertical contramovimento sem auxilio dos membros superiores, com utilização de um tapete de contato (Multi Sprint, Hidrofit, Brasil). Análise estatística: inicialmente submetidos a analise de distribuição, com uma análise descritiva para caracterizar a amostra. Para os dados referentes a potência foi utilizada a análise de variância (ANOVA) para metidas repetidas. O teste de post hoc de Scheffé foi utilizado para identificação das diferenças. Procedimentos foram realizados no software StatisticaTM 5.0. Após o período de treinamento, no grupo POT não foram encontradas diferenças significantes (M1=40,04 ± 3,49 M2= 40,84 ± 4,58), e no grupo POT + EPE houve uma diferença significante (M1= 37,30 ± 3,75 M2= 41,42 ± 1,52*), mas contudo não teve diferença entre os grupos.conclui-se que o grupo POT+ EPE teve um aumento significativo no momento pré e pós, enquanto que o

v grupo POT não obteve uma diferença significante, mas não houve diferença significativa entre os dois grupos. Palavras-chave: futebol; treinamento com pesos; pliometria; potência.

Cunha, Paolo Marcello. Comparison of two methods of weight training on the power of the lower limbs of soccer players. Completion of course work. Course of Bachelor of Physical Education. Center for Physical Education and Sport. State University of Londrina, 2011. SUMMARY In most sports high-performance, physical abilities of strength and power are essential to their practice. In football this is no different, as in several actions of their players these capabilities are used, as in sprinting to reach a ball and / or adversary, but also to jump to a defense, a jump from quarterbacks to get the ball close its goal, or a jolt of a side to make a counter-ataque.um the means to train those physical, physical elements that would be human can be trained, is strength training with weights. With the aim of this study was to examine the comparison of two methods of weight training (PT) on the power of the lower limbs of soccer players in the field of Red Land soccer team. The sample initially consisted of 24 athletes, but ended with 15 players due to sample loss that occurred due to the difficulty of some athletes to attend local training and assessments. These were randomly divided into two groups, where only a trained weight (group POT) and the other trained with weights adding plyometric exercises and specific. The training was divided into two phases, where the first phase that lasted three weeks, was used for adaptation / preparation, where the training session began with heating and subsequent exercises, which were performed with 3x15-20 repetitions, with load adjusted according to the subjective perception of each athlete and recovery interval of two minutes. And at that stage the two groups did the same workout. In the second phase, the heating was performed similar to the first phase, but the exercises for lower limbs were composed of 3x4-6 reps with high speed, three-minute interval, and upper limbs were made 3x8-12 repetitions. However, only a trained group exercises and other group fitness training with the additional and specific plyometric exercises, which were made in a combined way with the exercises of the lower limbs of bodybuilding. The athletes were evaluated with the countermovement vertical jump test unassisted upper limb, using a contact mat (Multi Sprint hydrophytes, Brazil). Statistical analysis initially submitted to analysis of distribution, with a descriptive analysis to characterize the sample. For the data was used to power the analysis of variance (ANOVA) for repeated mitted. The post hoc Scheffé was used to identify the differences. Procedures were performed in StatisticaTM 5.0 software. After the training period, the POT group were not significant differences (M1 = M2 = 40.04 ± 3.49 40.84 ± 4.58), and the group EPE + POT had a significant difference (M1 = 37, M2 = 30 ± 3.75 41.42 ± 1.52 *), yet did not differ between grupos.conclui that the group EPE + POT had a significant increase in the pre and post, while the group did not get a POT significant difference, but there was no significant difference between the two groups. vi

vii Keywords: football, weight training, plyometrics, power..

viii SUMÁRIO RESUMO ABSTRACT iv vi 1 INTRODUÇÃO... 01 1.1 Problema... 01 1.2 Justificativa... 02 2 REVISÃO DE LITERATURA... 03 2.1 Treinamento com pesos... 03 2.2 Pliometria, conceitos e mecanismos... 08 2.3 Salto vertical... 08 2.4 Futebol e seus aspectos... 06 2.5 Goleiro- funções e aspectos fisiológicos... 06 2.6 Zagueiro, função tática... 08 2.7 Lateral, função tática... 08 2.8 Meio-campista e volante, funções táticas... 09 2.9 Atacante, função tática... 09 3 MÉTODOS... 10 3.1 Caracterização do estudo... 10 3.2 Amostra... 10 3.3 Antropometria... 10 3.4 Teste de impulsão vertical... 11 3.5 Protocolos de treinamento com pesos... 11 3.6 Tratamento estatístico... 13 4 RESULTADOS... 14

ix 5 DISCUSSÃO... 15 6 CONCLUSÃO... 16 7 REFERENCIAS... 17 ANEXOS E APÊNDICES... 21

1 1 INTRODUÇÃO 1.1 Problema O futebol é o esporte mais popular e mais praticado no mundo, com cerca de 240 milhões de praticantes (WONG, P.; HONG, Y, 2005 apud ALTIMARI; DIAS, 2008, p.133), e é caracterizado por ações motoras com duração tanto curtas como longas e intensidades altas e baixas (REILLY, T, 1997 apud ALTIMARI & DIAS, 2008). Alguns autores citam algumas ações durante uma partida de futebol: Durante uma partida de futebol, com duração de 90 minutos, são realizados aproximadamente 60 tiros com duração de 2 a 4 segundos, 50 trocas de direção e inúmeros saltos. Devido a isso, a força e potência, juntamente com a resistência aeróbia, são consideradas as principais capacidades fisiológicas básicas para um bom desempenho no futebol. (BANGSBO et al., 1991; WITHERS et al., 1982; GOULART et al., 2007; REILLY, 1997 apud ALTIMARI et al, p.133-134, 2008 ). Não apenas para o futebol, mas também para tantos outros esportes, a força e a potência são as capacidades biomotoras principais (BOMPA, 2002, p.328 ). E essas capacidades físicas citadas acima mais algumas outras como a flexibilidade, agilidade, coordenação motora, equilíbrio e algumas outras, são passíveis de treinamento e com isso podem ser melhoradas, ou seja, capacidades físicas são elementos físicos humanos que podem ser treinadas. E nos esportes e também no cotidiano a força é fundamental para um bom desempenho, onde pode ser definida como a capacidade neuromuscular de superar uma resistência externa e interna, e a potência seria a velocidade com que esse movimento contra uma determinada resistência seria realizado no menor tempo possível, ou seja, força x velocidade (BOMPA, 2002, p. 328-339). Como um meio de se treinar essa capacidade e também algumas outras como a resistência muscular e potência, pode ser utilizado o treinamento com pesos. O treinamento com pesos (TP) pode ser feito de várias formas, ou seja, podem ser utilizadas barras, halteres, resistência fixa, próprio peso corporal, tiras elásticas, cordas e medicine balls. (BOMPA, 2002, p. 338). Contudo, nos esportes coletivos, o TP foi há um bom tempo visto com maus olhos pelos treinadores, pelos possíveis efeitos negativos, ex; perda da agilidade, flexibilidade, aumento de peso corporal. Mas com o tempo isso foi

2 mudando fazendo com que esse tipo de preparação física fosse sendo utilizado com mais freqüência e com vários objetivos dentro do programa de treinamento (PINNO, GONZÁLES, 2005). Mas hoje o treinamento físico é essencial para um bom desempenho, e o treinamento com pesos é utilizado em vários esportes como uma parte da preparação física de seus atletas. E no futebol atual isso não é diferente, pois os preparadores físicos utilizam dessa ferramenta, mas cada jogador é treinado de acordo com sua posição dentro do campo, e o goleiro é aquela que mais exige condições especiais do atleta (CARLESSO, 1981 apud NOGUEIRA & GONSALVES, 2006, p.532). O goleiro necessita de várias capacidades físicas como força explosiva, agilidade, flexibilidade, resistência anaeróbica alática, velocidade de reação e deslocamento (FONSECA, 2004 apud TAVARES & TELLES, 2006, p.5). Com isso, cada jogador em campo possui uma posição tática de jogo e conseqüentemente realizam ações distintas para cada um dos outros jogadores, a capacidade física potência estará presente em qualquer posição que um jogador esteja, seja ele um goleiro, lateral, meio de campo, zagueiro ou atacante, mas cada um utiliza essa capacidade para realizar uma jogada compatível com sua função no time, seja uma arrancada de um lateral, ou um salto de um goleiro, ou até um sprint de um atacante para chegar em uma bola lançada por um meio de campo, que por sua vez teve que usar dessa capacidade para chutar a bola. Portanto, o objetivo deste estudo foi de comparar dois métodos de TP sobre a potência muscular de membros inferiores de jogadores de futebol de campo da categoria juvenil. 1.2 Justificativa Cada jogador possui uma função tática no time e durante uma partida. Hoje os treinamentos são bastante específicos para cada posição, enfatizando as características de cada jogador e sua função. Mas em cada posição a capacidade física potência é exigida e essencial para o sucesso do jogador e suas funções. Com um treinamento mais eficiente pode-se prescrever um programa de treinamento mais eficaz para cada função, evitando assim um desgaste físico desnecessário e

3 poupando tempo dos atletas, e a capacidade física potência é uma das principais a serem trabalhadas. Segundo a literatura, o TP pode ser usado para o aumento da potência e força dos atletas, melhorando assim sua performance nos jogos. Entretanto, não se sabe ao certo se o método de TP voltado ao desenvolvimento de potência ou força muscular seria mais adequado. 2 REVISÃO DA LITERATURA 2.1 Treinamento com pesos Segundo BOMPA (2002), a força pode ser definida como a capacidade neuromuscular de superar uma resistência externa e interna. Dentro do TP podem ser treinadas inúmeras variáveis da força como a potência, resistência de força, força máxima, cada uma delas com um volume e intensidade diferentes, de acordo com cada objetivo. Neste sentido, o TP pode ser feito de várias formas, ou seja, pode ser utilizadas barras, halteres, resistência fixa, próprio peso corporal, tiras elásticas, cordas e medicines balls (BOMPA, 2002, p. 338). Na preparação física de atletas, o treinamento de força, musculação, vem sendo utilizado para melhorar a performance desses atletas, com aumentos na potência e força muscular, resistência muscular. O treinamento de força pode melhorar o desempenho motor e com isso pode aperfeiçoar suas habilidades motoras básicas com isso havendo um aumento da performance nas competições (FLECK & KRAEMER, 1999). Essas melhoras decorrentes do treinamento podem ser explicadas pelo processo de adaptação neuromuscular: - hipertrofia muscular: aumento no tamanho das fibras musculares devido ao aumento da densidade capilar por fibra muscular, aumento da quantidade de proteína, aumento do número total de fibras musculares. - coordenação intermuscular: interação de vários grupos musculares durante o desempenho. Em atividade física que requer força deve haver

4 coordenação adequada entre os grupos musculares que participam da ação (BOMPA, 2002, p. 333). - coordenação intramuscular: é o resultado da potência de um atleta, depende também das unidades neuromusculares que participam simultaneamente da tarefa (BOMPA, 2002, p. 333). Atualmente muitos esportes fazem uso de métodos de treinamento de força para prepararem seus atletas e até mesmo recuperarem de lesões. Confirmando isso Rafael Pinno (2005) diz que: Historicamente, muitos mitos foram criados a respeito do treinamento de musculação. É comum encontrarmos treinadores que se preocupam quando o assunto está relacionado ao TP; no entanto, a evolução científica revelou grandes qualidades deste método, e um bom exemplo disso encontramos nos clubes de futebol das competições mais poderosas da Europa, onde o treinamento com sobrecargas é comum e produz ótimos resultados (CAPPA, 2001). 2.2 Pliometria, conceitos e mecanismos Segundo BARBANTI, a pliometria pode ser definida como a obtenção de maior medida no salto. (BARBANTI apud COLOMBELI & PERES, p.13). Um dos meios de caracterizar os exercícios pliométricos, é a existência de uma contração muscular excêntrica imediatamente antes de uma contração concêntrica, isso é chamado de ciclo excêntrico concêntrico (MOURA p.1, 1994). Quando esse ciclo excêntrico concêntrico (CEC) é ativado, a produção de força explosiva e/ou potência é maior devido a dois fatores (MOURA p.2, 1994): - reutilização de energia elástica: os músculos possuem componentes elásticos que são alongados durante uma contração excêntrica que nessa fase armazenam energia que são aproveitados na fase concêntrica, contanto que o intervalo não seja grande (MOURA p.2, 1994). - potenciação reflexa: seria um mecanismo de facilitação estimulado pela contração excêntrica que faria com quê o músculo se contraísse, mas se esse alongamento for excessivo pode ocorrer um efeito contrario, pois estimularia os órgãos tendinosos de Golgi, ocorrendo uma inibição da contração (MOURA p. 3, 1994).

5 Como a pliometria está relacionada ao salto, este pode ser realizado tanto em um mesmo plano e também como em planos diferentes, como um superior para um inferior (COLOMBELI & PERES). Esses saltos realizados em diferentes planos podem ser chamados de saltos em profundidade ou método de choque. DANTAS (1998) apresentou esse esquema abaixo: FASE 1 - Amortização: ao cair de uma altura h o atleta gera uma força G que é resultado da ação da força de gravidade sobre sua massa. Essa força é superior à força muscular que ele é capaz de desenvolver, F (G> F). Ou seja, ocorre uma contração excêntrica estimulando o fuso muscular. FASE 2 Estabilização: as sinergias musculares vão compensando G até anulá-lá (E: G) e possibilitando a parada do movimento. Essa fase é muito curta. Logo em seguida desencadeia-se o reflexo miotático (RM), ocasionado pelo estímulo sofrido pelo fuso muscular, preparando a impulsão. FASE 3 - Suplementação: ao movimento de extensão de pernas iniciados pelas fibras intrafusais, se soma a impulsão comandada pela vontade do atleta, gerando uma força de impulsão I resultante da soma das duas contrações. (DANTAS, 1998 apud COLOMBELI & PERES) Ou seja, quanto mais rápido o atleta conseguir estabilizar e logo saltar, mais potência ele terá no salto, conseguirá ganhar mais altura no salto. 2.8 Salto vertical Segundo Hatze (1998), o salto é uma ação multiarticular, e como tal, não exige só a produção de força, mas também de uma grande potência e coordenação, mas o desenvolvimento da força máxima é essencial para melhorar a explosão do salto (HATZE, 1998 apud CARVALHO, ANA, 2008). Em vários desportos, o salto vertical é importante para varias ações durante o jogo e para isso é necessário o desenvolvimento de uma boa potência para realização dessa ação com sucesso (CARVALHO, ANA, 2008). A produção de força durante o salto é influenciada em vários segmentos corporais, articulações, músculos e tendões do ponto de vista mecânico e neuromuscular (LUTAHNEN. 1994 apud CARVALHO, ANA, 2008): Força, tensão, comprimento e velocidade de alongamento de músculo; Ângulo, velocidade angular e a sua ordem das articulações;

6 Ordem dos movimentos, tempo e soma das forças dos segmentos corporais; Duração dos movimentos semelhantes; Reflexos inibitórios e excitatórios. Segundo Barbanti (1989) a força de salto define-se como: Capacidade de vencer a força da gravidade alcançando alturas elevadas, para realizar movimentos técnicos do jogo. É a capacidade de imprimir aceleração do próprio corpo, para superar seu peso, no intuito de conseguir maior altura. A capacidade de salto depende do desenvolvimento da massa muscular e da velocidade de contração do músculo. Aqui é necessário ter força explosiva, ou seja, a capacidade de realizar força no mais curto período de tempo. Os saltos desempenham papel relevante na maioria dos desportos, como elemento fundamental do jogo. 2.2 Futebol e seus aspectos O futebol é o esporte mais popular e mais praticado no mundo com cerca de 240 milhões de praticantes (WONG, P.; HONG, Y, 2005 apud ALTIMARI & DIAS, 2008, p.133), e é caracterizado por ações motoras com duração tanto curtas como longas e intensidades altas e baixas (REILLY, T, 1997 apud ALTIMARI &DIAS). Durante uma partida de futebol com duração de 90 minutos são realizados aproximadamente 60 tiros com duração de 2 a 4 segundos, 50 trocas de direção e inúmeros saltos. Devido a isso, a força e potência juntamente com a resistência aeróbia, são consideradas as principais capacidades fisiológicas básicas para o futebol. (BANGSBO et al., 1991; WITHERS et al., 1982; GOULART et al., 2007; REILLY, 1997 apud ALTIMARI et al, P.133-134). 2.3 Goleiro, funções e aspectos fisiológicos Dentre as posições mais importantes dentro de um time de futebol, a do goleiro é uma das fundamentais, pois sua atuação pode decidir o resultado do jogo tanto em favor do seu time quanto em favor do time adversário (GALLO et al, 2010). A principal função do goleiro é de não deixar a bola entrar na sua meta. Com isso, este goleiro necessita de várias capacidades físicas e psíquicas

7 (CARLESSO, 1981), pois podem usar qualquer parte de seu corpo para defender sua meta (FREIRE, 1998). Sendo assim alguns fundamentos técnicos são fundamentais para realizar essas ações defensivas, como: pegada alta no meio, pegada na altura do peito, encaixe, defesa rasteira no meio, defesa rasteira nas laterais, defesa à meia altura nas laterais, defesa alta no meio, defesa alta nas laterais, defesa com os pés, saídas nos cruzamentos, enfrentamento, penalidade máxima e defesas com formação de barreiras (DOMINGUES, 1997 apud GALLO et al, 2010 ). Kraemer e Häkkinen (2004, p.89) afirmam que para defender a bola o goleiro necessita de um alto grau de velocidade de reação, agilidade em direções diferentes a partir de diversas posições do corpo, velocidade para levantar do solo e capacidade de mergulho e lançamento do corpo em outra direção, altura de salto e velocidade inicial em um tiro para frente ou para trás, ou seja, são ações que exigem mais do sistema anaeróbico de produção de energia. Vários estudos foram realizados com a intenção de medir a extensão e intensidade da movimentação dos jogadores. Esses estudos encontraram valores que iam de 6,6 Km até 14 km (BANGSBO, 2008; FRISSELLI & MANTOVANI,1999 ; WEINECK, 2000). Segundo Barbanti (2002) e Bangsbo (2008) citado por Gallo et al 2010, estudos realizados mostram que os goleiros percorrem uma distancia média de 4km por jogo, isso mais para se manterem aquecidos do que para realizar suas ações defensivas (GALLO et al, 2010 ). Quadro 1- Distâncias médias percorridas pelo goleiro e jogadores. Total Andando Trotando Velocidade Velocidade Movimento Sub. Máx. Máxima Para Trás Goleiros 3.972 m 1.338 m 1.088 m 496 m 32 m 1.018 m Jogadores 8.680 m 2.150 m 3.187 m 1.810 m 974 m 559 m Fonte: Barbanti (2002 p.93-95). Segundo alguns autores (BALIKIAN et al, 2002; SANT ANNA e ÁVILA, 2006 apud GALLO et al, 2010) relataram que os valores do limiar anaeróbico ( LA ) e o consumo máximo de oxigênio são superiores em jogadores de linha do que em goleiros pois as capacidades aeróbicas são menos exigidas nessa posição. Em

8 contrapartida, os valores de impulsão vertical e horizontal e índice de potência são superiores em goleiros (FRISSELLI & MANTOVANI, 1999). Quadro 2- Avaliação comparativa entre futebolistas. Impulsão Horizontal Impulsão Vertical Índice de Potência Goleiros Laterais Zagueiros Volantes Meias Atacantes 249 cm 243 cm 230 cm 221 cm 242 cm 235 cm 65,5 cm 56,5 cm 55 cm 45 cm 55 cm 62 cm 260,3 243,1 238,2 224 220,1 224,9 Fonte: Frisselli e Mantovani (1999, p.209). O goleiro necessita de várias capacidades físicas como força explosiva, agilidade, flexibilidade, resistência anaeróbica alática, velocidade de reação e deslocamento (FONSECA, 2004 apud TAVARES & TELLES, 2006, p.5), afirmando que a principal fonte energética dos goleiros é a fonte anaeróbia de produção de energia. 2.4 Zagueiro, função tática Vários estudos mostram que no futebol a principal fonte de energia para as ações decisivas são provenientes da via anaeróbia. Isso se encaixa claramente nas ações dos zagueiros de futebol, pois suas ações principais são de tirar a bola, como por exemplo, dar um sprint para alcançar o atacante e/ou a bola, saltar para cabecear a bola alçada na área. Segundo um estudo feito por BARONI et al verificou a potência de jogadores de futebol usando o teste de Wingate, encontrou nos seus resultados que goleiros seguidos por zagueiros obtiveram um maior valor de pico de potência absoluta, evidenciando que esses jogadores necessitam de um grande valor de potência para realizar suas ações durante os jogos. 2.5 Lateral, função tática

9 Os laterais fazem parte da defesa de um time junto com os zagueiros. Estes possuem funções tanto defensivas quanto ofensivas. Nas jogadas defensivas, os laterais fazem uma linha defensiva junto com os zagueiros. Nas jogadas de ataque, estes fazem cruzamentos na área adversária e também iniciam jogadas pelas laterais do campo. 2.6 Meio-campista e volante, funções taticas O meio campo pode ser divido em duas posições, o volante e o meio campo. O volante é responsável pela marcação e também pela saída de bola, ou seja, faz a ligação entre a defesa e o ataque. O meio campista é o responsável pela criação e armação das jogadas de uma equipe, considerado uma peça essencial para uma equipe ter um meio campo de qualidade, é o famoso camisa 10. 2.7 Atacante, função tática O atacante é aquele jogador que tem a principal função de marcar gols. O atacante pode ser caracterizado de duas formas, um é aquele que se movimenta mais, de mais velocidade e o outro é aquele que fica mais dentro da área, o maior responsável de marcar os gols.

10 3 MÉTODOS 3.1 Caracterização do Estudo O estudo tem como característica o uso de delineamentos pré-experimentais, e neste caso mais especificamente o delineamento pré-teste/pós-teste de um grupo, sugerido por THOMAS E NELSON (2002). Nesse delineamento, pode-se observar se ocorreu qualquer mudança na performance (THOMAS & NELSON, p.310, 2002). 3.1 Amostra O estudo foi realizado inicialmente com 24 atletas e se encerrou com 15 atletas e esta perda amostral se deve principalmente por dificuldades de comparecerem ao local de treinamento e das avaliações, e todos eram da equipe Terra Vermelha Futebol Clube, da cidade de Londrina/PR, com a categoria juvenil. Como critérios iniciais de inclusão, os atletas deveriam ser saudáveis, ter idades entre 14 e 17 anos, todos integrantes da equipe Terra Vermelha Futebol Clube, não terem participado de nenhum programa de TP nos últimos seis meses precedentes ao início do presente estudo. A divisão dos grupos para o estudo foi feita de maneira aleatória. Todos os atletas, após serem informados sobre os procedimentos aos quais foram submetidos, assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido para participação no estudo. Vale ressaltar que o presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética Local, de acordo com as normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos. 3.2 Antropometria A massa corporal foi obtida em uma balança da marca Urano, modelo PS 180, com precisão de 0,1 kg, e a estatura foi determinada em um estadiômetro de madeira, com precisão de 0,1 cm, de acordo com os procedimentos descritos na literatura (GORDON CC, 1988). Todos os atletas foram medidos e pesados descalços. A partir dessas medidas, o índice de massa corporal (IMC) foi

11 determinado pelo quociente massa corporal/estatura 2, sendo a massa corporal expressa em quilogramas (kg) e a estatura em metros (m). 3.3 Teste de impulsão vertical Para a determinação da potência de membros inferiores foi utilizada a técnica de salto vertical contramovimento proposta por Bosco, sem auxílio dos membros superiores. Para a realização do teste de salto foi utilizado um tapete de contato (Multi Sprint, Hidrofit, Brasil). Os atletas iniciaram o teste em pé, com as mãos no quadril, e então flexionaram o quadril e joelho e imediatamente realizaram um salto o mais alto possível. Foram realizados três saltos e 30 s de recuperação entre cada tentativa. A melhor medida foi assumida como indicador de potência. Vale ressaltar que o teste apresenta alta reprodutibilidade, com o coeficiente de correlação intraclasse de 0,98 e coeficiente de variação de 2,8%. 3.4 Protocolos de treinamento com pesos Os atletas de ambos os grupos executaram seus respectivos protocolos de treinamento, durante 11 semanas, a uma freqüência de 2 a 3 vezes por semana, onde eram supervisionados pelos participantes do projeto. Essa freqüência, dentro de cada semana, sofreu variação devido aos jogos dos quais os atletas eventualmente participaram, de acordo com o agendamento dos mesmos. Porém, o volume total de sessões, para todos os atletas foi de pelo menos 33 sessões. O protocolo foi dividido em duas fases, para ambos os grupos, sendo que a fase 1 foi semelhante para ambos os grupos. Já na fase 2, o grupo 1 foi submetido ao mesmo protocolo de TP para potência muscular (POT) que o grupo 2, mas houve um acréscimo de um protocolo de treinamento de Exercícios Pliométricos e Específicos (EPE). 1ª fase Esta fase foi realizada em três semanas, caracterizada como momento de adaptação/preparação, visando aumento da resistência muscular, juntamente com a melhora da execução dos exercícios. Os atletas iniciaram cada sessão com um

12 aquecimento de aproximadamente cinco minutos, os quais envolviam exercícios de mobilidade articular geral e exercícios de alongamento na forma ativa. Na seqüência, foram executadas 3 séries, sendo cada série com 15 a 20 repetições, com velocidade de execução moderada, com a carga ajustada de acordo com a percepção de cada atleta, onde os mesmos eram estimulados a fazerem o número determinado de repetições, onde ambos os grupos foram subdividos em pequenos grupos de quatro atletas para melhor aproveitamento do tempo e dos aparelhos da sala de musculação e alguns destes começavam com exercícios de membros superiores e outros por membros inferiores, e na metade do tempo programado foi feito um cross over desses grupos. Foram realizados oito exercícios, na seguinte ordem: leg press 45º, extensora, mesa flexora, panturrilha sentado, abdominal, supino reto, puxada aberta à frente e desenvolvimento máquina, e o outro grupo começava pelos exercícios de membros superiores, mas mantendo essa ordem. Entre cada exercício será dado um descanso de dois minutos e, entre as series, um descanso também de dois minutos. 2ª fase Esta fase foi caracterizada como fase de desenvolvimento, na qual foram necessárias oito semanas, visando o aumento da potência muscular. No início de cada sessão de treinamento foi realizado um aquecimento de aproximadamente cinco minutos, os quais envolveram exercícios de mobilidade articular geral e exercícios de alongamento na forma ativa. Na seqüência, foram executadas de 3 séries, com a carga estimada pela percepção subjetiva de cada atleta, sendo cada série composta por 4 a 6 repetições, com velocidade de execução rápida,e intervalo de descanso de três minutos entre cada exercícios e séries, nos seguintes exercícios, necessariamente nesta ordem: leg press 45, extensora, mesa flexora, panturrilha sentado, abdominal, supino reto puxada aberta à frente e desenvolvimento máquina, sendo que só foi realizado treinamento de potência para os grupos de membros inferiores, e para os membros superiores foram realizadas três séries de 8 a 12 repetições, com intuito de fortalecimento, e com intervalo de descanso de dois minutos e entre séries e exercícios.

13 O reajuste de carga foi efetuado de acordo com que os atletas realizassem mais de seis repetições com velocidade e execução adequada. Exercícios Pliométricos e Específicos foram executados na quadra ao lado ou mesmo no local quando disponível espaço. Exercícios Pliométricos e Específicos (EPE) Este protocolo de treinamento foi especificamente desenvolvido para o grupo 1 (POT + EPE), o qual realizou os seguintes exercícios: * 5m de Skipping (velocidade rápida) + 5 m. em aceleração. ** 8 Saltitos agrupados + 3 saltos c/ cabeceio( p/ goleiros saída alta) *** 3 Saltos grupado, saindo posição sentada, 3 saltos Pliometricos, saindo de cima arquibancada do primeiro degrau da arquibancada. 3.5 Tratamento estatístico Inicialmente os dados foram submetidos à análise de distribuição, a fim de se verificar a normalidade dos mesmos. A partir daí os dados foram comparados por meio de procedimentos paramétricos. A estatística descritiva foi empregada para caracterização da amostra. Para a análise dos dados referentes à potência muscular de ambos os grupos (POT vs POT + EPE) antes e após as sessões de treinamento (M1 vs M2), foi utilizada a análise de variância (ANOVA) para medidas repetidas. O teste post hoc de Scheffé foi utilizado para a identificação das diferenças específicas nas variáveis em que os valores de F encontrados foram superiores ao critério de significância estatística estabelecido (P<0,05). Todos os procedimentos foram realizados no software StatisticaTM 5.0.

14 4 RESULTADOS A tabela 1 traz os resultados dos grupos, referentes às características físicas e desempenho no teste de impulsão vertical. Não houve diferença significante nas características físicas intra e inter-grupos (Idade, massa corporal, estatura e IMC) após o período de intervenção. Para o teste de impulsão vertical, não houve diferença significante no fator grupo (F = 0,31; P = 0,58). Por outro lado, houve diferença significante no fator tempo (F = 12,93; P = 0,003) e na interação (F = 5,89; P = 0,03), mostrando um aumento significante de 11% no grupo POT + EPE (P = 0,02) entre M1 e M2, enquanto que, para o grupo POT, não houve alterações após o período de intervenção. Tabela 1. Características gerais dos grupos antes (M1) e após (M2) 11 semanas do estudo (média ± desvio padrão). POT (n = 10) POT + EPE (n = 5) M1 M2 M1 M2 Idade (anos) 16,00 ± 1,12 16,00 ± 1,12 16,40 ± 0,59 16,40 ± 0,59 Massa corporal (kg) 66,23 ± 9,37 66,23 ± 9,37 58,23 ± 8,01 58,23 ± 8,01 Estatura (cm) 172,71 ± 9,58 172,71 ± 9,58 169,50 ± 2,17 169,50 ± 2,17 IMC (kg/m2) 22,12 ± 1,57 22,12 ± 1,57 20,23 ± 2,43 20,23 ± 2,43 Impulsão vertical (cm) 40,04 ± 3,49 40,84 ± 4,58 37,30 ± 3,75 41,42 ± 1,52* Nota: Nenhuma diferença estatisticamente significante inter e intra-grupos (P>0,05). IMC = índice de massa corporal. * P<0,05 vs M1.

15 5 Discussão Os resultados achados nesse estudo vão de encontro com os encontrados na literatura, pois o grupo que treinou com o acréscimo dos exercícios pliométricos (POT + EPE) teve um aumento significante comparando com os momentos pré e pós-testes, enquanto que o grupo POT não obteve nenhum aumento significante. Os resultados desse estudo mostram mais uma vez que o treinamento que utilizou exercícios de pliometria e específicos foram eficazes quando se deseja aumentar a capacidade física potência, e nesse caso o TP isolado não teve nenhum efeito nessa capacidade. São poucos os estudos que utilizam o treinamento com pesos visando o aumento da potência muscular em atletas, enquanto estudos usando treinamento pliométrico são vários, tanto em atletas e não-atletas. O treinamento pliométrico na maioria dos estudos trazem efeitos significativos sobre a potência, como nos estudos de COLOMBELI E PERES que analisaram a influência do treinamento pliométrico sobre a potencia de membros inferiores de goleiros de futebol, em um outro estudo de RODRIGUES FILHO (2007) que estudou tenistas juvenis também obteve resultados significantes sobre a potência de membros inferiores, e mais um estudo utilizando o treinamento de potência também obtiveram resultados significativos em escolares (FRANCELINO E PASSARINHO, 2007 ). Mas durante o processo de treinamento, alguns atletas não estavam muito dispostos em algumas sessões de treino, e o fato de alguns atletas também jogarem nos finais de semana, chegavam ao início da semana com um certo grau de cansaço realizando assim um treino mais voltado para recuperação muscular. Com isso alguns atletas não concluíram todas as sessões de treinamento previstas, diminuindo assim o volume total de treinamento, onde isso pode diminuir os resultados do treinamento, assim não ocorrendo adaptações e ajustes necessários para que haja um aumento do desempenho que o treinamento proporciona. Com isso, mais estudos podem ser feitos utilizando treinamento com pesos em esportes de alto rendimento, mas, contudo corrigindo alguns fatores como o volume de treinamento total, estimulação dos atletas em relação ao treinamento.

16 6 CONCLUSÃO Concluímos que o treinamento com peso mais exercícios de pliometria e específicos foram mais eficientes para o aumento da potência muscular de membros inferiores dos jogadores de futebol juvenil quando comparado nos momentos pré e pós,enquanto que o grupo POT não obtive mudanças nos índices de potência, mas contudo não houve diferença entre os dois grupos. Mais estudos utilizando esses métodos de treinamento devem ser feitos para melhor responder essa lacuna no treinamento com pesos voltados para o treinamento esportivo.

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ANEXOS E APÊNDICES 21

22 MODELO Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Titulo da pesquisa: EFEITO DE DOIS MÉTODOS DE TREINAMENTO COM PESOS SOBRE A POTÊNCIA DE MEMBROS INFEIRORES DE JOGADORES DE FUTEBOL Prezado(a) Senhor(a): Gostaríamos de convidá-lo (a) a participar da pesquisa EFEITO DE DOIS MÉTODOS DE TREINAMENTO COM PESOS SOBRE A POTÊNCIA DE MEMBROS INFERIORES DE JOGADORES DE FUTEBOL, realizada em CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE. O objetivo da pesquisa é, analisar dois métodos de treinamento com pesos sobre a potência de membros inferiores de jogadores de futebol. A sua participação é muito importante e ela se daria da seguinte forma :será realizado o teste de salto vertical antes do início do programa de treinamento, será feita medição de peso e altura, e posteriormente terá inicio o treinamento e após esse período de intervenção será feita uma nova avaliação. Gostaríamos de esclarecer que sua participação é totalmente voluntária, podendo você: recusar-se a participar, ou mesmo desistir a qualquer momento sem que isto acarrete qualquer ônus ou prejuízo à sua pessoa. Informamos ainda que as informações serão utilizadas somente para os fins desta pesquisa e serão tratadas com o mais absoluto sigilo e confidencialidade, de modo a preservar a sua identidade. Os benefícios esperados são: um possível aumento da potência muscular dos membros inferiores, aumentando assim a performance durante os jogos. Informamos que o senhor não pagará nem será remunerado por sua participação. Garantimos, no entanto, que todas as despesas decorrentes da pesquisa serão ressarcidas, quando devidas e decorrentes especificamente de sua participação na pesquisa. Caso você tenha dúvidas ou necessite de maiores esclarecimentos pode nos contactar Paolo Marcello da Cunha Fabro, cel.91591918, e-mail Pcunha88@hotmail.com), ou procurar o Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Estadual de Londrina, na Avenida Robert Kock, nº

23 60, ou no telefone 33712490. Este termo deverá ser preenchido em duas vias de igual teor, sendo uma delas, devidamente preenchida e assinada entregue a você. Londrina, de de 2011.