GUIA DO ALOJAMENTO LOCAL

Documentos relacionados
Guia do Alojamento Local

Guia do Senhorio Arrendamento Residencial

LICENCIAMENTO E FISCALIZAÇÃO DE CONDIÇÕES DE SCI EM ALOJAMENTO LOCAL E EVENTOS. 27/05/2016 Eng.º Estevão Duarte

O N O V O R E G I M E D O A L O J A M E N T O L O C A L

Calendário das Obrigações Fiscais e Parafiscais para o mês de MAIO DE 2015

REGULAMENTO MUNICIPAL DE ESTABELECIMENTOS DE ALOJAMENTO LOCAL DO MUNICÍPIO DE VOUZELA

O REGIME SIMPLIFICADO DO IRC

Condomínios enquadramento e obrigações fiscais

Tributação dos advogados , delegação de Viana do Castelo

MUNICÍPIO DE SEIA AVISO. Artigo 1º Norma habilitante ALTERAÇÃO AO REGULAMENTO MUNICIPAL DE ESTABELCEIMENTOS DE ALOJAMENTO LOCAL DO MUNICÍPIO DE SEIA

Junto se envia o Calendário Fiscal relativo ao mês de Maio de 2011.

PROPOSTAS DE ALTERAÇÕES PARA O ORÇAMENTO DO ESTADO DE 2017

Alterações Fiscais 2017

Portaria n.º 879-A/2010, de 29 de Novembro, Série II, n.º231

Obrigações Fiscais e a relação com o Estado

CALENDÁRIO FISCAL 2016

Calendário Fiscal - Março 2012

INFORMAÇÃO FISCAL. IVA - Imposto sobre o valor acrescentado. Despesas em que o IVA é dedutível. Despesas em que o IVA não é dedutível

REQUERIMENTO REGISTO DE ESTABELECIMENTO DE ALOJAMENTO LOCAL

Turismo de Habitação Portaria nº 937/2008, de 20 de Agosto

Legislação. Publicação: Diário da República n.º 133/2015, Série I, 1.º Suplemento, de 10/07, Páginas 4782-(4) a 4782-(7). MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

Artigo 16.º 1 [...] Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares

DIREÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E APOIO AO CONTRIBUINTE

MEDIDA ESTIMULO 2012 Regulamento do Instituto do Emprego e Formação Profissional

Diploma DRE. Capítulo I. Modelos oficiais. Artigo 1.º. Objeto

S I S T E M A D E G E S T Ã O D A Q U A L I D A D E : A P L I C A Ç Ã O À A R E A C O N TA B I L I S T I C A

REGIME DE BENS EM CIRCULAÇÃO

Constituição de Empresa em Portugal por cidadãos de países terceiros à UE e aspetos de permanência em território nacional

FISCALIDADE DE EMPRESA II

ESTABELECIMENTOS DE ALOJAMENTO LOCAL

IVA - Regras de localização nas prestações de serviços Artigo 6º, nºs 6 a 13

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE TÉCNICOS DE CONTABILIDADE

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE TÉCNICOS DE CONTABILIDADE

PERSPETIVAS DE REFORMA DO IRS. Miguel Sousa e Silva

IES - INFORMAÇÃO EMPRESARIAL SIMPLIFICADA (ENTIDADES RESIDENTES QUE NÃO EXERCEM, A TÍTULO PRINCIPAL, ACTIVIDADE COMERCIAL, INDUSTRIAL OU AGRÍCOLA)

Guia de Validação de Faturas no E-fatura IRS Porque é necessário validar as faturas no E-Fatura? Processo de verificação e validação das faturas

Enquadramento jurídico-tributário dos contratos de comodato

IRC opção pelo regime simplificado

O regime fiscal dos residentes não habituais. Caracterização e novos procedimentos

2 de 5 Mas existem limites. Depois de aplicar o quociente familiar, a redução do IRS apurado não pode ser superior a 300 euros, 625 euros ou eur

Portaria nº 8/2008, de 3 de Janeiro

OE 2017 IRC. Catarina. Tax Director. Orçamento do Estado Proposta de Lei. Outubro 2016 PwC

MÓDULO: IRC IMPOSTO SOBRE RENDIMENTOS

Legislação REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA - ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. Decreto Legislativo Regional n.º 5-A/2014/M

Caderno de Exercícios Práticos. Imposto sobre o Rendimento. das Pessoas Singulares (IRS)

REGISTO DE ENTIDADES NA ANPC (Portaria n.º 773/2009, de 21 de julho e Despacho n.º 10738/2011 de 30 de agosto) PERGUNTAS MAIS FREQUENTES

A Informação Empresarial Simplificada (IES)

Manual de Procedimentos ADENDA_1 IRC. Ver. A Mar.25

Apresentação Siglas utilizadas Lista de perguntas Questões iniciais Segurança Social Impostos IRS Impostos IVA Faturação/Comunicações Ato Isolado

LEI 42/2016 DE 28 DE DEZEMBRO O.E Artigo 190.º do OE Alteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares

Newsletter de Janeiro de 2016

REGULAMENTO RELATIVO ÀS DESPESAS ELEGÍVEIS. Artigo 1.º Objeto

APONTAMENTOS. Amostras e Ofertas (artº 3, nº 3, f), CIVA, e artº 3, nº 7 e 8, CIVA)

ANEXO II MODELO DE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE RECOLHA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E LIMPEZA URBANA PELA EGEO TECNOLOGIA E AMBIENTE, S.A.

Condições Particulares do Distribuidor Banco de Investimento Global, S.A. DB PLATINUM IV - MARÇO

O Orçamento do Estado Fevereiro de 2016

INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

Calendário fiscal 2016

A alteração à sobretaxa de IRS já nos vencimentos de janeiro!

Como fazer o IRS? 10 MARÇO DE 2012

Aspetos legais e fiscais a ter em conta aquando da abertura do seu negócio

ANEXO C DECLARAÇÃO MODELO 22 REGIÕES AUTONOMAS

Área Temática ALOJAMENTO LOCAL. A) Constituição Formal da Empresa. 1.Empresário em Nome Individual. Procedimentos:

CONCURSO PÚBLICO SEM PUBLICIDADE INTERNACIONAL PARA A AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS POR LOTES DE IMPRESSÃO DE DIVERSAS PUBLICAÇÕES

INFORMAÇÃO TÉCNICA N.º 38/2013. Declarações de inscrição no registo/início, alterações ou de cessação de atividade

APECA Regime Especial de Exigibilidade do IVA nas Entregas de Bens às Cooperativas Agrícolas

Área Temática ANIMAÇÃO TURÍSTICA/AMBIENTAL. A) Constituição Formal da Empresa. 1.Empresário em Nome Individual. Procedimentos:

Algumas Orientações da Administração Fiscal:

Alojamento local Alteração de dados

Informação aos Associados nº135.v3

ANEXO DECLARAÇÃO PERIÓDICA (Decreto Lei n.º 347/85, de 23 de Agosto)

OFICINAS DE VEÍCULOS OFICINAS GERAIS

Qual o valor do subsídio de refeição para 2017? Possuo um alojamento local. A que tributação estarei sujeito em 2017?

CADERNO DE ENCARGOS AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA PARA AS INSTALAÇÕES DA DGSS PARTE I CÁUSULAS JURÍDICAS

30 ANOS DE IVA EM PORTUGAL

Transcrição:

GUIA DO ALOJAMENTO LOCAL Conheça as obrigações de quem tem uma casa disponível para alugar a turistas

2 INTRODUÇÃO O arrendamento tradicional e o alojamento local (AL) são distintos e têm legislação própria. A principal diferença ente os dois regimes é que, ao contrário do arrendamento tradicional, no Alojamento Local existe uma prestação de serviços que exige mais do que simples alojamento, implicando a disponibilização de outros serviços como mobília, eletrodomésticos, roupas, equipamento de cozinha e outras facilidades, encontrando-se mais próximo da atividade hoteleira. Assim, o alojamento local requer que o imóvel esteja mobilado, equipado, e que sejam oferecidos serviços complementares ao alojamento, como limpeza e receção, para o prazo máximo de 30 dias. Deverá ainda ser publicitado como alojamento temporário ou para turistas. 1 - INTRODUÇÃO

2 EXIGÊNCIAS LEGAIS 1 MERA COMUNICAÇÃO PRÉVIA a) Deverá efetuar o registo do estabelecimento, através de uma mera comunicação prévia dirigida ao Presidente da Câmara Municipal, que é realizada através do Balcão Único Eletrónico. b) Este pedido é gratuito. O Balcão Único Eletrónico emite um título válido de abertura ao público com o número de registo do estabelecimento de alojamento local. 2 - EXIGÊNCIAS LEGAIS MERA COMUNICAÇÃO PRÉVIA

2 EXIGÊNCIAS LEGAIS 2 REQUISITOS PARA SER CONSIDERADO ALOJAMENTO LOCAL a) Não exceder os 9 quartos nem alojar mais de 30 pessoas (exceto se for classificado como Hostel ); b) Estar bem conservadas, com instalações e equipamentos a funcionar; c) Estar ligadas à rede pública de abastecimento de água e de esgotos; i) As instalações sanitárias devem dispor de um sistema de segurança que garanta privacidade; k) É, também, obrigatório ter livro de reclamações. (O livro pode ser adquirido através do site da Imprensa Nacional Casa da Moeda) d) Estar dotadas de água corrente quente e fria; e) Ter uma janela ou sacada com comunicação direta para o exterior que assegure as adequadas condições de ventilação e arejamento; F) Estar dotadas de mobiliário, equipamento e utensílios adequados; g) Dispor de um sistema que permita vedar a entrada de luz exterior; h) Dispor de portas equipadas com um sistema de segurança que assegure a privacidade dos utentes; j) Reunir sempre condições de higiene e limpeza; 2 - EXIGÊNCIAS LEGAIS REQUISITOS PARA SER CONSIDERADO ALOJAMENTO LOCAL

2 EXIGÊNCIAS LEGAIS 3 REQUISITOS DE SEGURANÇA a) Os imóveis devem cumprir regras de segurança contra riscos de incêndio (Decreto-Lei n.º 220/2008 e Portaria n.º 1532/2008); b) Os estabelecimentos com capacidade igual ou inferior a 10 pessoas, devem ter apenas extintor, manta de incêndio, equipamento de primeiros socorros e indicação do número nacional de emergência em local visível. 2 - EXIGÊNCIAS LEGAIS REQUISITOS DE SEGURANÇA

2 EXIGÊNCIAS LEGAIS 4 COMUNICAÇÃO DA ENTRADA E SAÍDA DE ESTRANGEIROS a) Terá de se inscrever no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) como utilizadores do Sistema de Informação de Boletins de Alojamento, por forma a poder proceder à respetiva comunicação eletrónica em condições de segurança; b) Deverá comunicar a entrada e saída de todos os hóspedes estrangeiros no prazo de três dias úteis a contar da data de entrada; e c) Guardar os boletins e duplicados durante um ano. 2 - EXIGÊNCIAS LEGAIS COMUNICAÇÃO DA ENTRADA E SAÍDA DE ESTRANGEIROS

2 EXIGÊNCIAS LEGAIS 5 RECIBO VERDE ELETRÓNICO a) Se o serviço apenas contemplar a prestação de serviços (não havendo lugar à comercialização de artigos) poderá emitir uma fatura-recibo no Portal das Finanças (Recibo Verde Eletrónico); b) Em alternativa, poderá emitir fatura através de um programa certificado. 2 - EXIGÊNCIAS LEGAIS RECIBO VERDE ELETRÓNICO

3 COMO SÃO TRIBUTADOS OS RENDIMENTOS 1 IRS a) Um dos primeiros passos de quem quer arrendar casa a turistas é registar junto da Administração Tributária a atividade de prestação de serviços de alojamento; b) Os rendimentos obtidos através da atividade de alojamento local são tributados pela Categoria B, como rendimentos empresariais; c) Existem dois regimes de tributação: i. Regime Simplificado - quem tiver rendimentos oriundos da atividade de Alojamento Local inferiores a 200.000 euros pode optar pelo regime simplificado ou contabilidade organizada; No regime simplificado, o rendimento tributável obtém-se pela aplicação do coeficiente 0,35, aplicável às atividades hoteleiras e similares. Isto significa que apenas paga imposto sobre 35% dos rendimentos porque os restantes 65% são considerados despesas inerentes à atividade, logo não sujeitas a tributação; ii. Contabilidade Organizada - Se os rendimentos provenientes desta atividade forem superiores a 200.000 euros por ano, fica automaticamente enquadrado no regime de contabilidade organizada. Nestes casos, o rendimento tributável é determinado nos termos e regras do IRC, com as devidas adaptações. 3 - COMO SÃO TRIBUTADOS OS RENDIMENTOS IRS

3 COMO SÃO TRIBUTADOS OS RENDIMENTOS 2 IRC a) Nos casos em que a atividade de Alojamento Local seja desenvolvida através de uma empresa, a tributação será feita pelas regras normais do IRC; isto é, ao lucro obtido aplicar-se-á a taxa fixa de 21% (para PME, os primeiros 15.000 euros de lucro são tributados a 17%). 3 - COMO SÃO TRIBUTADOS OS RENDIMENTOS IVA

3 COMO SÃO TRIBUTADOS OS RENDIMENTOS 3 IVA a) A atividade de Alojamento Local é considerada como prestação de serviços, logo está sujeita ao pagamento de IVA, à taxa reduzida de 6%; b)a taxa de IVA é aplicada ao preço do alojamento e pequeno-almoço, no entanto, se optar pelo regime simplificado e tiver rendimentos anuais inferiores a 10.000 euros pode pedir isenção de IVA; c) Se não estiver isento de IVA, terá de fazer o pagamento deste imposto através da declaração periódica de IVA, que pode ser mensal ou trimestral, consoante o volume de negócios seja superior ou inferior a 650.000 euros. Esta declaração periódica é feita através do Portal das Finanças. 3 - COMO SÃO TRIBUTADOS OS RENDIMENTOS REGIME SIMPLIFICADO

GUIA DO ALOJAMENTO LOCAL Conheça as obrigações de quem tem uma casa disponível para alugar a turistas grupo UWU SOLUTIONS WWW.UWU.PT COMERCIAL@UWU.PT 213 030 920 UWU SOLUTIONS, LDA. WWW.UWU.PT