O Orçamento do Estado Fevereiro de 2016
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- Nina Dias Paranhos
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1 O Orçamento do Estado Fevereiro de 2016
2 Índice I. Imposto do Selo II. Imposto Municipal sobre Imóveis III. Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis 2
3 Orçamento de Estado 2016 I. Imposto do Selo II. Imposto Municipal sobre Imóveis III. Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis 3
4 I. Imposto do Selo - Em Destaque Suprimentos artigo 7.º n.º 1 alínea i) CIS A isenção aplicável a empréstimos com características de suprimentos (incluindo os respectivos juros) passa a depender: de participação directa no capital social não inferior a 10% que tal participação tenha permanecido na titularidade do sócio durante um ano consecutivo ou desde a constituição da entidade participada, contando que, neste caso, a participação seja mantida durante aquele período Crédito ao Consumo artigo 70.º-A CIS Como medida de desincentivo ao consumo, as taxas de imposto do selo aplicáveis ao crédito ao consumo são agravadas em 50%, aplicando-se este agravamento aos factos tributários que ocorrerem até 31 de Dezembro de Actualmente estas taxas fixam-se entre 0,07% e 1%, em função do respectivo prazo. 4
5 I. Imposto do Selo Outras Alterações Operações Financeiras artigo 7.º n.º 7 CIS É aditada uma norma, com carácter interpretativo, que esclarece que a isenção, em sede de imposto do selo, aplicável aos juros e comissões cobradas, às garantias prestadas e, bem assim, à utilização de crédito apenas se aplica às garantias e operações financeiras directamente destinadas à concessão de crédito, no âmbito da actividade exercida pelas instituições financeiras. Garantias a favor do Estado artigos 7.º n.º 1 u) CIS É estabelecida uma isenção aplicável à constituição de garantias a favor do Estado ou das Instituições de Segurança Social, no âmbito da aplicação do artigo 196.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (pagamento de dívidas em prestações) ou do Decreto-Lei n.º 124/96, de 10 agosto. 5
6 I. Imposto do Selo Outras Alterações Arrendamento e subarrendamento artigo 2.º n.º 5 CIS É introduzida uma norma de incidência subjectiva para contractos com pluralidade de locadores ou sublocadores, estabelecendo-se que o sujeito passivo do imposto é aquele que proceder à comunicação do contrato de arrendamento às finanças, ou o primeiro locador ou sublocador identificado na referida declaração, quando esta tenha sido apresentada por terceiro, sem prejuízo da responsabilidade tributária ser imputada solidariamente a todos, em caso de incumprimento da obrigação declarativa. No caso de arrendamento e subarrendamento de prédio pertencente a herança indivisa ou de parte comum de prédio constituído em propriedade horizontal estabelece-se, com carácter interpretativo, que o sujeito passivo é a herança indivisa representada pelo cabeça de casal e o condomínio representado pelo administrador, respectivamente. Operações de reporte artigos 2.º n.º 1 t) e artigo 4.º n.º 8 CIS Passa a estar expressamente previsto que o sujeito passivo de imposto no caso de operações de reporte é o primeiro adquirente, salvo se este não for domiciliado em território nacional, caso em que os sujeitos passivos do imposto são: contrapartes centrais ou instituições financeiras que intermediarem a operação, ou o primeiro alienante domiciliado em território nacional, caso as operações não tenham sido intermediadas pelas entidades referidas. 6 Estas normas têm carácter interpretativo.
7 I. Imposto do Selo Autorizações Legislativas Autorizações Legislativas no âmbito do CIS Fica o Governo autorizado a introduzir as seguintes alterações ao CIS: Estabelecer critérios para definição do valor tributável dos imóveis adquiridos por usucapião; Adicionar um spread de 4% à taxa de juro utilizada como factor de capitalização, para efeitos de determinação do valor tributável da transmissão gratuita de acções, títulos e certificados da dívida pública quando estes não tenham cotação oficial; Estabelecer que, para efeitos de determinação do valor tributável de estabelecimentos comerciais, o factor de multiplicação 10 se aplica aos estabelecimentos localizados em imóveis a que seja aplicável um coeficiente entre 1.8 e 3.5 (actualmente entre 1.8 e 3) ; Aplicar o disposto no código do IMI em matéria de liquidação, revisão oficiosa da liquidação, prazos de reclamação e impugnação, às liquidações de imposto do selo sobre os prédios habitacionais de valor superior a 1 milhão; Alargar o pagamento de Imposto do selo sobre transmissões gratuitas a quaisquer participações sociais, depósitos de valores mobiliários, títulos e certificados de dívida pública e depósitos de valores monetários (actualmente apenas aplicável ao levantamento de depósitos ). 7
8 Orçamento de Estado 2016 I. Imposto do Selo II. Imposto Municipal sobre Imóveis III. Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis 8
9 II. Imposto Municipal sobre Imóveis Em Destaque Regime de Salvaguarda de prédios urbanos destinado a habitação própria e permanente artigo 140.º CIMI É introduzido um novo regime de salvaguarda em sede de IMI para os imóveis destinados a habitação própria e permanente do sujeito passivo, com base no qual a colecta de IMI não pode exceder a colecta de IMI do ano anterior adicionada do maior dos seguintes valores: 75, ou 1/3 da diferença entre o IMI resultante do actual VPT e o IMI que resultaria da aplicação da avaliação referida anteriormente. Este novo regime não é aplicável aos prédios em que se verifique uma alteração do sujeito passivo do IMI no ano a que respeita o imposto, salvo nas transmissões gratuitas de que forem beneficiários o cônjuge, descendentes e ascendentes. Isenção Fundos de Investimento Imobiliário (FII), Fundos de Pensões e Fundos de Poupança Reforma- artigo 49.º EBF (revogado) Deixam de estar isentos de IMI os prédios integrados em FII abertos ou fechados de subscrição pública, em fundos de pensões ou em fundos de poupança-reforma. Actualmente beneficiavam de uma isenção de 50%. 9
10 II. Imposto Municipal sobre Imóveis Outras Alterações Prédios urbanos comerciais, industriais ou para serviços artigos 38.º n.º 3 e 4; 138.º n.º 1 b); 143.º CIMI Nas avaliações de prédios comerciais, industriais ou para serviços em relação aos quais a fórmula geral para determinação do VPT se revelar desadequada, será utilizado o método do custo adicionado do valor do terreno. A definição das tipologias de prédios aos quais é aplicável o referido é feita por portaria do membro do Governo responsável pela área das finanças, sob proposta da Comissão Nacional de Avaliação de Prédios Urbanos (CNAPU). O VPT dos prédios urbanos comerciais, industriais ou para serviços passa a ser actualizado trienalmente (actualmente é anual), com base no coeficiente de desvalorização da moeda correspondente ao ano da última avaliação ou actualização. Adicionalmente, o VPT dos prédios urbanos afectos a uma actividade comercial, industrial ou de serviços que tenham sido actualizados com referência a 31 de Dezembro dos anos de 2012 a 2015,será objecto de um actualização extraordinária de 2,25% a 31 de Dezembro de
11 II. Imposto Municipal sobre Imóveis Outras Alterações Prédios de reduzido valor patrimonial de sujeitos passivos de baixos rendimentos artigo 48.º n.º 8 EBF Para efeitos de isenção de IMI passa a considerar-se prédio ou parte de prédio urbano afecto à habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar aquele no qual esteja fixado o respectivo domicílio fiscal. Prédios situados nas áreas de localização empresarial - artigo 69.º n.º 6 EBF Alarga-se o regime de isenção de IMT e IMI a imóveis situados nas áreas de localização empresarial adquiridos ou concluídos até 31 de Dezembro de (actualmente até 31 de Dezembro de 2015) Prédios de sujeitos passivos com dependentes a cargo artigo 112.º-A CIMI Prevê-se que a verificação dos pressupostos para redução da taxa de IMI relativa aos imóveis destinados a habitação própria e permanente dos sujeitos passivos com dependentes a cargo é feita automaticamente pela AT, com base nos elementos constantes nas matrizes prediais, no registo de contribuintes e nas declarações de rendimentos. 11
12 Orçamento de estado 2016 I. Imposto do Selo II. Imposto Municipal sobre Imóveis III. Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis 12
13 III. Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis Unidades de Participação (UPs) de FII artigo 2.º n.º 2 e) CIMT Passam a estar sujeitas a tributação em sede de IMT as aquisições de UPs em FII fechados de subscrição particular bem como operações de resgate, aumento ou redução do capital ou outras, das quais resulte que um dos titulares, ou dois titulares casados ou unidos de facto, fiquem a dispor de pelo menos 75% das UPs representativas do património do fundo. Subscrição de UPs com bens imóveis artigo 2.º n.º 5 e) CIMT Passam a estar sujeitas a tributação em sede de IMT, as entregas de bens imóveis pelos participantes no acto de subscrição de UPs de FII fechados de subscrição particular. O valor tributável será o VPT ou, caso seja superior, aquele pelo qual os mesmos entraram para o activo dos FII. 13
14 III. Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis Valor Tributável na dissolução do FII artigo 12.º n.º 4 19.º regra c) CIMT Ocorrendo dissolução do FII e todos ou alguns dos seus imóveis ficarem a pertencer ao participante ou participantes que já tenham sido tributados, o imposto respeitante à nova transmissão incidirá sobre a diferença entre o valor dos bens agora adquiridos e o valor pelo qual o imposto tenha sido anteriormente liquidado. Isenção Fundos de Investimento Imobiliário (FII), Fundos de Pensões e Fundos de Poupança Reforma- artigo 49.º EBF (revogado) Deixam de estar isentas de IMT as transmissões de prédios integrados em FII abertos ou fechados de subscrição pública, em fundos de pensões ou em fundos de poupança-reforma. Actualmente beneficiavam de uma isenção de 50%. 14
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