AVALIAÇÃO E CONTROLE DA TEMPERATURA

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Transcrição:

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE ENFERMAGEM 1 AVALIAÇÃO E CONTROLE DA TEMPERATURA Prof. Dra. Vanessa de Brito Poveda 2017

OBJETIVOS 2 Conceituar temperatura corporal; Identificar os parâmetros de normalidade e anormalidade no adulto e idoso, bem como as repercussões físicas, que podem estar presentes durante a avaliação e controle da temperatura corporal; Descrever a técnica de avaliação da temperatura corporal.

OBJETIVOS 3 Compreender os objetivos da assistência de enfermagem ao adulto e idoso durante a avaliação e controle dos sinais vitais Identificar os diagnósticos de enfermagem, no adulto e idoso, relacionados com a avaliação e controle dos sinais vitais Elaborar o planejamento da assistência de enfermagem ao adulto e idoso com alterações de sinais vitais

4 Temperatura

DEFINIÇÃO 5 TEMPERATURA Equilíbrio entre produção e perda de calor Perda de calor: condução do calor do compartimento central - pele - meio ambiente Produção de calor: metabolismo corporal GUYTON, 2002

MECANISMOS DE MANUTENÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL 6 PRESERVAÇÃO CALOR DIMINUIÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL Calafrios (aumento da produção de calor) Pilo-ereção Vasoconstrição Vasodilatação Sudorese Diminuição da produção de calor GUYTON, 2002

MECANISMOS DE PERDA DE CALOR Radiação: Perda de calor para o ambiente mais frio do que seu corpo, por meio de ondas eletromagnéticas (60% de sua eliminação térmica total) Condução: perda calórica mínima (3%), transferência da energia térmica pelo contato direto com as superfícies Convecção: ocorre remoção do calor do corpo por correntes de ar (aprox.12% da perda total ) Evaporação: perda de água por evaporação da superfície corporal (GUYTON, 2002).

MENSURAÇÃO DA TEMPERATURA 8 Pele Hipotálamo SANTOS, 2009

MENSURAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL 9 PERIFÉRICA axila reto oral CENTRAL nasofaringe esôfago membrana timpânica artéria temporal artéria pulmonar bexiga AORN, 2009

10 TERMÔMETROS

TERMÔMETRO DE MERCÚRIO? Ambientais Saúde: Pneumonia - SNC Proibição no Estado de São Paulo n. 153, DOE de 16/08/11 p.22 Projeto de Lei n. 769 de 2011 DANOS

AFERIÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL 12 TEMPERATURA ORAL SANTOS, 2009

AFERIÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL 13 TEMPERATURA AXILAR TAYLOR, 2007; SANTOS, 2009

AFERIÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL TEMPERATURA RETAL TAYLOR, 2007; SANTOS, 2009

AFERIÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL 15 TEMPERATURA TIMPÂNICA

PADRÃO DE NORMALIDADE 16 Normotermia 36ºC-37,8/38ºC Variação da temperatura: Média axilar: 36,5º Média oral: 37º Média retal: 37,5º SANTOS, 2009

ALTERAÇÕES DA TEMPERATURA CORPORAL 17 FEBRE/ HIPERTERMIA mecanismos de perda de calor são incapazes de manter o ritmo, devido a produção excessiva de calor, resultando em uma elevação anormal (temperatura axilar acima de 37,8º C ou retal acima de 38º C) SANTOS, 2009

PROCESSO DE ENFERMAGEM E T A P A S Estabelecimento dos Diagnósticos de Enfermagem Coleta de dados Planejamento Implementação Avaliação 18

PROCESSO DE ENFERMAGEM 19 HIPERTERMIA: temperatura acima dos parâmetros normais Pele avermelhada ; quente ao toque; taquicardia ; taquipnéia Monitorar a temperatura pelo menos a cada duas horas Adaptar a temperatura do ambiente às necessidades do paciente Administrar medicação anti-pirética Monitorar pressão sanguínea, pulsação e respiração Encaminhar o paciente para banho morno NANDA, 2012; NIC, 2010

ALTERAÇÕES DA TEMPERATURA CORPORAL 20 HIPOTERMIA perda de calor prolongada por exposição ao frio (acidental/ intencional), que ultrapassa a capacidade do corpo de produzir calor AORN, 2009

PROCESSO DE ENFERMAGEM E T A P A S Estabelecimento dos Diagnósticos de Enfermagem Coleta de dados Planejamento Implementação Avaliação 21

PROCESSO DE ENFERMAGEM 22 HIPOTERMIA: temperatura abaixo dos parâmetros normais Palidez ; Cianose dos leitos ungueais; Tremor ; Pele fria ; Piloereção Utilizar colchão/cobertor térmicos Os líquidos infundidos/lavagem de cavidades devem ser aquecidos Manter sempre que possível, o corpo do paciente coberto (touca, luvas e meias) NANDA, 2012; NIC, 2010

CONSIDERAÇÕES SOBRE CRIANÇAS Último sinal vital a ser aferido (respiração, pulso e temperatura)

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS IDOSOS 24 ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES Diminuição da frequência cardíaca FC máxima= 220 idade em anos Hipertensão arterial sistêmica ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS Diminuição da eficiência dos músculos respiratórios, aumento da rigidez pulmonar e diminuição da área alveolar TERMORREGULAÇÃO DIMINUÍDA Temperatura basal mais baixa Sudorese, tremor e regulação da temperatura diminuídos SMELTZER; BARE, 2005, MORTON et al., 2007

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 25 ASSOCIATION OF PERIOPERATIVE REGISTERED NURSES. Recommended practices for the prevention of unplanned perioperative hypothermia. In: Perioperative standards and recommended practices (Association of perioperative Registered Nurses). AORN, Denver, 2009. p.491-504. GUYTON, A.C. Tratado de fisiologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan; 10ª Ed. 2002. McCLOSKEY, J.C. et al. Classificação das intervenções de enfermagem (NIC). 5º ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. 944 p. MOORHEAD, S. et al. Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC). 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. 936 p. MORTON, P.G. et al. Cuidados críticos de enfermagem. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 1389 p. NORTH AMERICAN NURSING DIAGNOSIS ASSOCIATION (NANDA). Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificações 2012-2014. Porto Alegre: Artmed, 2012. SANTOS, E.M. Análise da temperatura axilar e da febre verificadas em um ensaio clínico com vacina. Rio de Janeiro, 2009. Dissertação (mestrado). Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz. SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Brunner & Suddarth, tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. TAYLOR, C.; LILLIS, C.; LEMONE, P. Fundamentos de enfermagem. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. 1592p.

Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=ulz1oqhdxiy

27 OBRIGADA