1 O ANO 2012 FILOSOFIA FILOSOFIA Questões de 1 a 10 1) (UNICENTRO-PR) O filósofo que se relaciona ao pensamento político moderno é a) Aristóteles. b) Descartes. c) Maquiavel. d) Sócrates. e) Hume. 2) (UEL) Leia o seguinte texto de Maquiavel e responda à questão. Texto VII [...] como é meu intento escrever coisa útil para os que se interessarem, pareceu-me mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar. E muita gente imaginou repúblicas e principados que nunca se viram nem jamais foram reconhecidos como verdadeiros. Vai tanta diferença entre o como se vive e o modo por que se deveria viver, que quem se preocupar com o que se deveria fazer em vez do que se faz aprende antes a ruína própria, do que o modo de se preservar; e um homem que quiser fazer profissão de bondade é natural que se arruíne entre tantos que são maus. Assim, é necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo a necessidade. (MAQUIAVEL, N. O Príncipe. cap. XV. Coleção Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 69.)13 / 2225 Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Maquiavel acerca da relação entre poder e moral, é CORRETO afirmar. a) Maquiavel se preocupa em analisar a ação política considerando tão somente as qualidades morais do Príncipe que determinam a ordem objetiva do Estado. b) O sentido da ação política, segundo Maquiavel, tem por fundamento originário e, portanto, anterior, a ordem divina, refletida na harmonia da Cidade. c) Para Maquiavel, a busca da ordem e da harmonia, em face do desequilíbrio e do caos, só se realiza com a conquista da justiça e do bem comum. d) Na reflexão política de Maquiavel, o fim que deve orientar as ações de um Príncipe é a ordem e a manutenção do poder. e) A análise de Maquiavel, com base nos valores espirituais superiores aos políticos, repudia como ilegítimo o emprego da força coercitiva do Estado. SISTEMA EQUIPE DE ENSINO GABARITO 1 1
FILOSOFIA 1 O ANO 2012 3) (UEL) Para Hobbes, [...] o poder soberano, quer resida num homem, como numa monarquia, quer numa assembleia, como nos estados populares e aristocráticos, é o maior que é possível imaginar que os homens possam criar. E, embora seja possível imaginar muitas más consequências de um poder tão ilimitado, apesar disso as consequências da falta dele, isto é, a guerra perpétua de todos homens com os seus vizinhos, são muito piores. (HOBBES, T. Leviatã. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1988. capítulo XX, p. 127.) Com base na citação e nos conhecimentos sobre a filosofia política de Hobbes, assinale a alternativa correta. a) Os Estados populares se equiparam ao estado natural, pois neles reinam as confusões das assembleias. b) Nos Estados aristocráticos, o poder é limitado devido à ausência de um monarca. c) O poder soberano traz más consequências, justificando-se assim a resistência dos súditos. d) As vantagens do estado civil são expressivamente superiores às imagináveis vantagens de um estado de natureza. e) As consequências do poder soberano são indesejáveis, pois é possível a sociabilidade sem Estado. 4) (UFSM) A noção de justiça tem um aspecto paradoxal, pois todos nós pensamos saber quando estamos sendo injustiçados, mas poucos de nós conseguimos dizer em que consiste a justiça. De qualquer modo, ordinariamente, a palavra "justiça" refere-se à equidade e à distribuição moralmente defensável de coisas boas e más. Essa caracterização da justiça a) não considera as diferenças nas subjetividades das pessoas, como suas preferências e gostos. b) considera apenas aquilo de que as pessoas necessitam. c) não considera aquilo de que as pessoas necessitam. d) considera apenas o que as pessoas julgam ser melhor para si mesmas. e) considera as diferenças nas subjetividades das pessoas, como suas preferências e gostos. 2 GABARITO 1 SISTEMA EQUIPE DE ENSINO
1 O ANO 2012 FILOSOFIA 5) (UNIOESTE) Locke é um dos principais representantes do contratualismo clássico. Tem como ponto de partida de seu pensamento político o estado de natureza, de modo que, através do contrato (pacto) social, realiza-se a passagem para o Estado civil. Assinale a alternativa que NÃO corresponde à concepção liberal de política de Locke. a) O estado de natureza é um estado de guerra generalizada de todos contra todos. b) No estado de natureza, todos os homens são livres e iguais, tendo todos o direito à vida, à liberdade e à propriedade. c) O estado de natureza é um estado de relativa paz, por falta de um juiz imparcial que julgue os possíveis conflitos entre os indivíduos. d) O Estado civil tem sua origem e fundamento no pacto de consentimento unânime de indivíduos livres e iguais, sendo que na escolha da forma de governo segue-se o princípio da maioria. e) No centro do pensamento político de Locke se encontra a defesa dos direitos naturais inalienáveis do indivíduo à vida, à liberdade e à propriedade, que devem ser garantidos e protegidos pelo Estado civil. 6) (UEL) Para Locke, O estado de natureza é um estado de liberdade e de igualdade. (LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. Tradução de Magda Lopes e Marisa Lobo da Costa. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 83.) Com base nos conhecimentos sobre a filosofia política de Locke, assinale a alternativa correta. a) No estado de natureza, a liberdade dos homens consiste num poder de tudo dispor a partir da força e da sutileza. b) Os homens são iguais, pois todos têm o mesmo medo de morte violenta em mãos alheias. c) A liberdade dos homens determina que o estado de natureza é um estado de guerra de todos contra todos. d) A liberdade no estado de natureza não consiste em permissividade, pois ela é limitada pelo direito natural. e) Nunca houve na história um estado de natureza, sendo este apenas uma hipótese lógica. SISTEMA EQUIPE DE ENSINO GABARITO 1 3
FILOSOFIA 1 O ANO 2012 7) (PISM-2011) As citações abaixo foram extraídas das obras de dois pensadores iluministas. Leia-as atentamente e, em seguida, faça o que se pede. (...) Não é sem razão que o homem (...) tem ideia de se unir para a preservação mútua de suas vidas, liberdades e bens, a que chamo pelo nome geral de propriedade (...) sempre que os legisladores tentam subtrair (...) a propriedade do povo, ou reduzi-lo à escravidão, ao poder arbitrário, o povo fica com isso liberado de qualquer outra obediência. Locke, J. Os Dois Tratados do Governo Civil. São Paulo: Abril, 1979. É uma experiência eterna a de que todo homem que tem poder é levado a abusar do mesmo; ele vai até o ponto em que encontra limites (...) Para que seja impossível abusar do poder é preciso que pela disposição das coisas o poder freie o poder. Montesquieu. Do espírito das leis. São Paulo: Abril, 1979. Leia as afirmações abaixo e, em seguida, marque a alternativa CORRETA. I. Segundo Locke, a preocupação com a conservação da vida, da liberdade e da propriedade levou os homens a se unirem em uma sociedade política. II. Para Locke, mesmo que as ações do governo não correspondam aos princípios que informaram sua constituição, o povo não tem o direito de insurgir-se. III. Para Montesquieu, o abuso de poder é uma tendência inerente aos indivíduos ou grupos que ocupam cargos no poder público. IV. Para Montesquieu, a separação de poderes é essencial no sentido de impedir que haja abuso de poder. a) Todas estão corretas. b) Apenas I, II e III estão corretas. c) Apenas I, III e IV estão corretas. d) Apenas II, III e IV estão corretas. e) Apenas I e IV estão corretas. 4 GABARITO 1 SISTEMA EQUIPE DE ENSINO
1 O ANO 2012 FILOSOFIA 8) (UEL/MODIFICADA) Leia o texto a seguir. Justiça e Estado apresentam-se como elementos indissociáveis na filosofia política hobbesiana. Ao romper com a concepção de justiça defendida pela tradição aristotélico-escolástica. Hobbes propõe uma nova moralidade relacionada ao poder político e sua constituição jurídica. O Estado surge pelo pacto para possibilitar a justiça e, na conformidade com a lei, se sustenta por meio dela. No Leviatã (caps. XIV-XV), a justiça hobbesiana fundamenta-se, em última instância, na lei natural concernente à autoconservação, da qual deriva a segunda lei que impõe a cada um a renúncia de seu direito a todas as coisas, para garantir a paz e a defesa de si mesmo. Desta, por sua vez, implica a terceira lei natural: que os homens cumpram os pactos que celebrarem. Segundo Hobbes, onde não há poder comum não há lei, e onde não há lei não há injustiça. Na guerra, a força e a fraude são as duas virtudes cardeais. (HOBBES, T. Leviatã. Trad. J. Monteiro e M. B. N. da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1997. Coleção Os Pensadores, cap. XIII.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Hobbes, é CORRETO afirmar: a) A humanidade é capaz, sem que haja um poder coercitivo que a mantenha submissa, de consentir na observância da justiça e das outras leis de natureza a partir do pacto constitutivo do Estado. b) A justiça tem sua origem na celebração de pactos de confiança mútua, pelos quais os cidadãos, ao renunciarem sua liberdade em prol de todos, removem o medo de quando se encontravam na condição natural de guerra. c) A justiça é definida como observância das leis naturais e, portanto, a injustiça consiste na submissão ao poder coercitivo que obriga igualmente os homens ao cumprimento dos seus pactos. d) As noções de justiça e de injustiça, como as de bem e de mal, têm lugar a partir do momento em que os homens vivem sob um poder soberano capaz de evitar uma condição de guerra generalizada de todos, ou seja, é o governante quem decide o que é certo e o que é errado.. e) A justiça torna-se vital para a manutenção do Estado na medida em que as leis que a efetivam sejam criadas, por direito natural, pelos súditos com o objetivo de assegurar solidariamente a paz e a segurança de todos. SISTEMA EQUIPE DE ENSINO GABARITO 1 5
FILOSOFIA 1 O ANO 2012 9) (UNESP 2012/2) Analise o texto político, que apresenta uma visão muito próxima de importantes reflexões do filósofo italiano Maquiavel, um dos primeiros a apontar que os domínios da ética e da política são práticas distintas. A política arruína o caráter, disse Otto von Bismarck (1815-1898), o chanceler de ferro da Alemanha, para quem mentir era dever do estadista. Os ditadores que agora enojam o mundo ao reprimir ferozmente seus próprios povos nas praças árabes foram colocados e mantidos no poder por nações que se enxergam como faróis da democracia e dos direitos humanos: Estados Unidos, Inglaterra e França. Isso é condenável? Os ditadores eram a única esperança do Ocidente de continuar tendo acesso ao petróleo árabe e de manter um mínimo de informação sobre as organizações terroristas islâmicas. Antes de condenar, reflita sobre a frase do mais extraordinário diplomata americano do século passado, George Kennan, morto aos 101 anos em 2005: As sociedades não vivem para conduzir sua política externa: seria mais exato dizer que elas conduzem sua política externa para viver. (Veja, 02.03.2011. Adaptado.) A associação entre o texto e as ideias de Maquiavel pode ser feita, pois o filósofo. a) considerava a ditadura o modelo mais apropriado de governo, sendo simpático à repressão militar sobre populações civis. b) foi um dos teóricos da democracia liberal, demonstrando-se avesso a qualquer tipo de manifestação de autoritarismo por parte dos governantes. c) foi um dos teóricos do socialismo científico, respaldando as ideias de Marx e Engels. d) foi um pensador escolástico que preconizou a moralidade cristã como base da vida política. e) refletiu sobre a política através de aspectos prioritariamente pragmáticos*. 6 GABARITO 1 SISTEMA EQUIPE DE ENSINO
1 O ANO 2012 FILOSOFIA 10) (UEL-PAS) Aristóteles (384-322 a.c.) afirma em Política: Diremos que nenhum indivíduo é cidadão só porque habita num determinado lugar, pois, tal como os cidadãos, também os metecos (homens livres) e os escravos possuem um local para habitar. (...) Ora, não há melhor critério para definir o que é o cidadão, em sentido estrito, do que entender a cidadania como capacidade de participar da administração da justiça e no governo. A partir desse trecho, é CORRETO afirmar que (ARISTÓTELES. Política, livro III, cap. 1 1275a6-7 e 22-23). a) a atividade política não é restrita a um pequeno grupo de cidadãos, mas está acessível a todos os indivíduos. b) a cidadania é garantida em função de se habitar um lugar. c) o principal critério para definir um cidadão é a renda. d) a nem todos os habitantes de uma cidade é garantido o direito de ocupar cargos públicos ou tomar parte nas decisões judiciais, mas somente àqueles que são considerados cidadãos naquela cidade. e) a participação política não é uma questão de escolha para Aristóteles, uma vez que, para ele, todos os habitantes da cidade deveriam agir politicamente, independente de sua condição social ou econômica. SISTEMA EQUIPE DE ENSINO GABARITO 1 7
FILOSOFIA 1 O ANO 2012 8 GABARITO 1 SISTEMA EQUIPE DE ENSINO