Técnicas Básicas em. Sergey Nickolaev

Documentos relacionados
A Técnica de Inching para

Estudo da Condução. do Reflexo-T

Técnicas Adicionais de Estudo dos Nervos (Nervos que Raramente São Estudados)

Realização de exames de EMG nos sistemas digitais da Neurosoft

ESTUDOS DE CONDUÇÃO NERVOSA. Dra. Ana Lucila Moreira

Estudo dirigido ELETRONEUROMIOGRAFIA Prof Vitor Tumas Prof Wilson Marques Jr

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ICB - DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA E BIOFÍSICA. Aula Prática, parte 1: Ações reflexas na rã

Médico Neurologista Eletroneuromiografia

BIOLOGIA IV - Cap. 25 Profa. Marcela Matteuzzo. Sistema Nervoso

Sistema Nervoso Cap. 13. Prof. Tatiana Setembro / 2016

Estrutura e Função dos Nervos Periféricos

Coordenação Nervosa Cap. 10. Prof. Tatiana Outubro/ 2018

Fisiologia do Sistema Motor Somático

Data do Exame: 21/07/2016 Nome: Antonio Walter Peres Carneiro

ELETROANALGESIA (BAIXA FREQUÊNCIA T.E.N.S.) Prof. Thiago Yukio Fukuda

Doença do Neurônio Motor

Monitorização Neurofisiológica Intra-Operatória por EMG. Dr. Carlo Domênico Marrone Porto Alegre / RS

FAURGS HCPA Edital 01/2014 PS 22 MÉDICO I (Neurofisiologia Clínica)) Pág. 1

Sistemas Humanos. Sistema Nervoso

DIVISÕES DO SISTEMA NERVOSO ENCÉFALO AUTÔNOMO VOLUNTÁRIO

HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE EDITAL Nº 09/2007 DE PROCESSOS SELETIVOS GABARITO APÓS RECURSOS

CORRENTES INTERFERENCIAIS. Prof. Ms. Marco Aurélio N. Added

SISTEMA NERVOSO FUNÇÕES

Se você julga as pessoas, não tem tempo de amá-las. (Madre Teresa de Calcutá)

Prof. Renan Lovisetto

Eletroestimulação em tratamento de doenças

Carlos Otto Heise. Discussão de casos: Síndrome de Guillain-Barré

CÉLULAS NERVOSAS NEURÔNIO. O tecido nervoso é constituído de dois tipos de células: neurônio e neuróglia (células da glia)

POLINEUROPATIA PERIFÉRICA INDUZIDA POR BENZONIDAZOL N O T R A T A M E N T O D A D O E N Ç A D E C H A G A S

ÁREAS CORTICAIS ENVOLVIDAS NO CONTROLE DE MOVIMENTOS: Areas de Brodmann

Sistema Vestibular Equilíbrio (movimento e posição)

Potencial Evocado Auditivo de Estado Estável (ASSR) / Neuro-Audio. Fga. Mara Rosana Araújo

BIOLOGIA. Identidade do Seres Vivos. Sistema Nervoso Humano Parte 1. Prof. ª Daniele Duó

Roldão Coelho. Causo 1. Neurofisiologia Clínica.

Fisioterapeuta Priscila Souza

Métodos: Bolsas térmicas Banhos (frios, quentes, de parafina) Lâmpadas de Infravermelhos Gelo (massagem, saco de gelo) Spray de frio Compressas frias

Sistema Nervoso Somático ou voluntário

Monitorização Neurofisiológica Intra-Operatória. Dr. Carlo Domênico Marrone Neurofisiologia Clínica Marrone POA / RS

Sistema neuro-hormonal

IMAGEM POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (MRI) Prof. Sérgio Francisco Pichorim

Módulo interação com o Ambiente - Sentidos I: sentidos somáticos: dor, temperatura, tato

Síndromes medulares. Amilton Antunes Barreira Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica FMRP - USP

Sistema Nervoso Central - SNC Sistema Nervoso Central Quem é o nosso SNC?

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR

EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA 1 DEFICIÊNCIA FÍSICA SIMONE MILANI

Postura e Equilíbrio. Ms. Roberpaulo Anacleto

Sistema Nervoso. Aula Programada Biologia. Tema: Sistema Nervoso

Síndrome de Brown-Séquard

SISTEMA NERVOSO neurônio dendrito, corpo celular, axônio e terminações do axônio sinapses

Fraturas Diáfise Umeral

Operador de Equipamentos de eletroencefalografia e Neurofisiologia

Constituição do sistema nervoso

SISTEMA NERVOSO. Prof. Fernando Belan - BIOLOGIA MAIS

SISTEMA NERVOSO. BIOLOGIA keffn Arantes

CONTROLE MOTOR: DA ATIVIDADE REFLEXA AOS MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS I - TRONCO CEREBRAL -

TRATOS ASCENDENTES E DESCENDENTES DA MEDULA ESPINAL

Autor. Revisão Técnica. Fábio Del Claro

MEDULA ESPINAL. Profa. Dra. Tatiane Rondini MEDULA ESPINAL

Plano de Aula Medula espinal Diagnóstico topográfico

Aprendizado & Memória

Estudo por imagem do trauma.

Carlos Otto Heise. Discussão de casos: Lesões do Plexo Braquial

SISTEMA NEURO-HORMONAL. Ciências Naturais 9º ano Prof. Ana Mafalda Torres

2.8. Sistema Nervoso e Sistema Hormonal

A esclerose múltipla é uma das doenças mais comuns do SNC (sistema nervoso central: cérebro e medula espinhal) em adultos jovens.

SISTEMA NERVOSO TECIDO NERVOSO IMPULSO NERVOSO SINAPSE

Eletroencefalograma no controlo de sistemas biónicos

você sabe fazer um exame de eletroencefalograma?

Neuromodulação. Existem três tipos de Neuroestimulação previstas no rol ANS, RN 428 todas elas com

Procedimento x CID Principal


Sistema Nervoso Central Quem é o nosso SNC?

REGULAÇÃO E COORDENAÇÃO

MEDULA ESPINHAL FUNÇÃO. Prof. João M. Bernardes. A medula desempenha duas funções principais:

Inervação sensitiva do músculo esquelético e regulação medular do movimento

Médico Neurologista/ Eletroencefalografia

Sistema Nervoso. Aula Programada Biologia

Neuroestimulac a o Perife rica Minimamente Invasiva e Bloqueios de Nervos Perife ricos na Migrânea

NEURO-MEP MIO. Sistema de Monitorização Intraoperatória. EMG contínua. Descargas espontâneas. EMG estimulada. Alarmes visuais e sonoros

Dut 33. Implante de eletrodos e/ou gerador para estimulação Medular

Segundo MEEKER et al (1997), o posicionamento do paciente para uma intervenção cirúrgica é uma arte, uma ciência e também um fator-chave no

COLUNA LOMBAR 24/03/15 ANATOMIA VERTEBRAL

área acadêmica. Anatomia radiológica da coluna. estudo por imagem da coluna vertebral

Para se chegar no que a eletroacupuntura é hoje, temos diversos históricos com o uso de correntes elétricas em tratamentos médicos.

Cage Expansivo Torácico e Lombar Thoraco - Lumbar Expansive Cage Técnica Cirúrgica

Capítulo 15: CIRCUITOS DO NEURÓNIO MOTOR INFERIOR E CONTROLO MOTOR

área acadêmica. estudo por imagem da coluna vertebral

Anatomia e Fisiologia Sistema Nervoso Profª Andrelisa V. Parra

Fisiologia animal Regulação sistêmica

OSTEOPATIA é uma técnica americana criada por Andrew Taylor Still que tem por objetivo trabalhar os micromovimentos articulares, devolvendo a

FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO HUMANO

Lesão neurológica pós-bloqueio periférico: qual a conduta?

Sistema Somestésico. Submodalidades: Tato. Subsistema epicrítico. Propriocepção. Termocepção. Subsistema protopático. Dor

PSICOFISIOLOGIA DAS PRINCIPAIS REGULAÇÕES COMPORTAMENTAIS. Cérebro reptiliano e principais regulações primárias do comportamento

Transcrição:

Técnicas Básicas em Estimulação Magnética www.neurosoftbrasil.com.br Sergey Nickolaev

Princípios da EM Um campo magnético variável induz um pulso elétrico na parte axonal dos motoneurônios e sistema de neurônios intercalares do córtex. O pulso ao passar pelo sistema de condução motora resulta em contração musclar.

Equipamento para a Realização de EM Estimulador magnético Bobinas

Particularidades do Fluxo Magnético de Acordo com o Formato da Bobina

Condições para a realização da EM Contra indicações absolutas Presença de estimuladores implantadaos (marca-passo, estimulador para analgesia). Presença de implantes metálicos (dispositivos metálicos, clips para aneurisma, próteses vasculares, corpo estranho metálico, etc.). Contraindicações relativas Trauma cranioencefálico recente (contusão cerebral, hemorragia, etc.) Perído agudo do AVC Ocorrência de crises epiléticas Precauções Retirar dispositivos de armazenamento de dados magnéticos (diskettes, flash/pen drive, cartões de crédito e banco, etc.) Retirar relógios e dispositivos eletrônicos da área de operação (computadores, relógios, telefones celulares, etc.)

Procedimento para Realização de um Exame de EM Selecione o músculo-alvo na perna ou mão. Realize a estimulação craniana para a obtenção de várias respostas motoras, a frequência de estimulação é de 1 vez a cada 5s (0,2Hz) Faça a estimulação segmentar e receba as várias respostas. Realize a estimulação segmentar. Selecione a resposta mais confiável (na estimulação cortical, escolha a resposta com menor latência e maior amplitude e na estimulação segmentar selecione a resposta com maior latência e amplitude). Avalie os valores de latência e amplitude.

Estimulação de Regiões Corticais para Registro de Potenciais Evocados Motores dos Membros Superiores Coloque a bobina no centro em Cz, de forma que a corrente elétrica da bobina seja direcionada da região occipital para a fronte do lado estimulado.

Estimulação de Regiões Corticais para Registro de Potenciais Evocados Motores dos Membros Inferiores O centro da bobina é posicionado no nível de F3 ou F4 do sistema 10-20 contralateral ao músculo-alvo A corrente elétrica da bobina deve ser direcionada da região occipital para a fronte do lado estimulado

Técnica de EM com a Colocação de Eletrodos na Mão Esquerda (Abdutor do Dígito Mínimo) A bobina é colocada em Cz, a corrente elétrica da bobina é direcionada da região occipital para a fronte do lado estimulado A bobina é colocada no nível da 1a-2a vértebra torácica deslizando para a extremidade estimulada por 2-4 dedos. A corrente da bobina é direcionada para o lado da estimulação.

Estudo do Tempo de Condução Motora Através do Trato Corticocervical Estimulação cortical: Latência em Cz: 18,5 Estimulação segmentar: Latência Cervical: 10,7 Tempo de Condução Motora Central: 7,85

Técnica de EM com Colocação de Eletrodo na Perna Esqueda ( Músculo Abdutor do V dedo) A direção da corrente elétrica na bobina é do occipício para a cabeça no lado estimulado A bobina fica localizada no nível da 3a-4a vértebras lombares com desvio do centro por 3-4 dedos para o lado estimulado. A corrente elétrica é direcionada para a mão do lado estimulado.

Estudo da Velocidade de Condução Motora Central Através do Trato Corticolombar Estimulação cortical: Latência em F4: 38,4 Estimulação segmentar: Latência lombar: 22 Tempo de Condução Motora Central: 16,4

Dicas da Estimulação Espinal para o Registro da Resposta pelo Músculo Tibial Anterior Faça a estimulação no nível do sacro com o centro da bobina desviando para a extremidade que está sendo estimulada

Valores Recomendados para Avaliação da Condução do Trato Corticoespinal (para Pacientes com Altura entre 165 185 cm) Músculo-alvo Valor máximo permitido para potencial evocado motor m. Abductor pollicis brevis m. Abductor digiti minimi 10,5 m. Abductor hallucis 17,5 m. Tibialis anterior 16,5 Valores nomativos para bobinas em anel grande na técnica de estimulação descrita.

Redução da Velocidade de Condução Aparente na Esclerose Múltipla r. m. Abductor pollicis brevis r. m. Tibialis anterior - 1 mv 5-500 uv 5 - - 7 Н - К 2 Н К F4 3 Н К Vertex 5 Н К Lumb. 5 Н К Cerv. Ponto De Captação N Ponto De Registro N Tempo de condução, Valor de referência., Desv., % Vertex 3 Cerv. 5 16,7 9 +85 Record. site N Ponto De Registro N Tempo de Condução Referência Desv, % F4 2 Lomb. 5 34,5 15 +130

Aumento do Potencial Evocado Motor Central em Lesão do Trato Corticoespinal Direita, Tibialis anterior Para a direita. Tempo de condução motora central:26,8 Para a direita. Tempo de condução motora central:17,7 Sinais de tumor intramedular da medula espinal visto em ressonância magnética

Fenômeno de Facilitação é Normal Registro N N (facil.) Laten. differ., Amplit. increm., % Vertex 10 11 1,8 125

Aparecimento da Resposta Motora Evocada com Tensão Muscular Arbitrária (Trauma da Coluna Espinal com Contusão da Medula Espinal Torácica) Direta músculo Tibialis anterior Potencial Evocado Motor Central: 22,1.

Cálculo da Latência Periférica e Atraso Radicular PL = F MinLat + М 2 Lat 1 КЗ Atraso radicular RD = PL Т magn. Potencial Evocado Motor Atraso Radicular Registro N Lat., Lat perif. F, Ms atraso Lomb. 2 23 26,8 3,8 Onda -F

Valores Normais de Atraso Radicular Nervo Músculo-alvo Limite max: AR Mediano Abductor pollicis brevis 2,5 Ulnar Abductor digiti minimi 2,5 Fibular Extensor digitorum brevis 4 Tibial Abductor hallucis 3,5 Tibial Gastrocnemius 3,5 Valores nomativos para bobinas em anel grande na técnica de estimulação descrita.

Estudo de Atraso Radicular e Análise de Parâmetros da Onda-F AR 4,9

Estudo do Potencial Evocado Motor Sensitivo e Atraso Radicular direita, Abductor hallucis, Tibial, L5 S1 Tempo de condução 1 - Н - К 500 uv F3 5 Registro N Capt. N Temp cond, nomal, Desv., % F3 1 Lumb. 3 19 15 +26,7 3 Н К Lumb. Atraso radicular Registro N Laten., laten. perif F, AR, 5 mv/250 uv Lumb. 3 22,7 27 4,35 11 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 35 36 37 38 39 40 12345678910 М - Мн М + Мк Fн F+ F- Fк 5 Tempo de Condução Motora Central com Onda-F Registro N Latên, Latency perif. F, Ms Potencial Evocado Motor Central-F, Ms F3 1 41,7 27 14,7