Manuscritos do Mar Morto



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Transcrição:

Manuscritos do Mar Morto Edson de Faria Francisco. São Bernardo do Campo, abril de 2008. 1. Introdução Em 1947, na região do deserto da Judéia, em Israel, foram encontrados muitos manuscritos da Bíblia compostos, em sua maioria, em hebraico e vários em estado fragmentário, mas de valor inestimável para a história do texto bíblico. Desse momento em diante, vários arqueólogos, historiadores e outros cientistas se dedicaram a vasculhar a região do mar Morto, no deserto da Judéia, à procura de mais manuscritos. Em várias grutas (cavernas) foram encontrados inúmeros documentos nas localidades de Ḥirbet Qumran, Wadi Murabba at, Naḥal Ḥever, Massada, Ḥirbet Feshkha, Ḥirbet Mird, Naḥal Ṣeelim (Wadi Seiyal), Naḥal Mishmar, Ein Guedi, Wadi Daliyeh, além de outros lugares. A localidade mais importante e a mais conhecida dessas é a de Ḥirbet Qumran (também conhecida, simplesmente, como Qumran), na qual um grande número de textos bíblicos e não bíblicos foi descoberto em suas 11 grutas. Os textos encontrados nos vários sítios arqueológicos mencionados são datados, geralmente, do período entre a metade do século III a.c. e o início do século II d.c. A denominação comum dada pelos estudiosos a tal descoberta é Manuscritos do Mar Morto ou Rolos do Mar Morto (hebr. xalgemah y towgl«g m, mǝḡillôṯ yam ham-melaḥ). Atualmente, existe a preferência em se denominar o achado de Rolos do Deserto da Judéia ou Manuscritos do Deserto da Judéia (hebr. h dfwhõy ragbëdim towgl«g m, mǝḡillôṯ miḏbar yǝhûḏâ). As descobertas do deserto da Judéia deram grande impulso ao campo da crítica bíblica e, principalmente, à área da crítica textual, que muito se beneficiou desse rico acervo de manuscritos em hebraico, aramaico e também em grego. Esses manuscritos revelam vários tipos textuais da Bíblia Hebraica existentes no período do Segundo Templo. O texto hebraico que deu origem à Septuaginta, o tipo textual hebraico típico do Pentateuco Samaritano, assim como o do Texto Massorético, são todos representados nesse antigo material. Outra relevante contribuição dos textos é em relação ao entendimento sobre o processo de transmissão do texto bíblico, entre o século III a.c. e o século II d.c. Durante 18 anos, de 1947 a 1965, os arqueólogos encontraram vários manuscritos de todos os livros da Bíblia Hebraica, exceto o do livro de Ester. Muitos dos documentos achados já foram estudados por especialistas internacionais e publicados em edições acadêmicas. Peritos de várias nacionalidades escreveram a respeito do assunto em livros e em revistas especializadas em temas históricos, arqueológicos e bíblicos e eles muito contribuíram para a divulgação dessas descobertas. A quantidade de manuscritos descobertos nas localidades do mar Morto é muito grande. As estimativas atualizadas fornecem o número de cerca de 900 manuscritos, dos quais mais de 200 são de textos bíblicos. Foram encontrados, ainda, vários textos não bíblicos, comentários a livros bíblicos (pesher) e traduções aramaicas (targum). Neste texto, são comentadas as descobertas mais relevantes de apenas quatro localidades da região do deserto da Judéia: Ḥirbet Qumran, Wadi Murabba at, Naḥal Ḥever e Massada. 1

2. Localidades a. &irbet Qumran Em 1947, dois beduínos árabes encontraram, acidentalmente, na região de Ḥirbet Qumran, uma gruta contendo pergaminhos bíblicos muitos antigos, entre os quais um rolo completo e outro em estado fragmentário do livro de Isaías, um comentário ao livro de Habacuque e um texto sobre regras de uma determinada comunidade religiosa judaica. Posteriormente, o primeiro manuscrito de Isaías, entre outros, foi adquirido pelo Mosteiro Ortodoxo Sírio de São Marcos, em Jerusalém. Os peritos dataram o manuscrito completo de Isaías de cerca de 150 a 100 a.c. Este documento pode ser datado entre 202 e 107 a.c., segundo o teste do carbono-14, mas de acordo com os estudos da paleografia, o mesmo é datado de 125 a 100 a.c. Um outro lote de manuscritos encontrado em Ḥirbet Qumran foi adquirido pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Posteriormente, beduínos e estudiosos lançaram-se à procura de mais documentos na região de Ḥirbet Qumran e, no período entre 1952 e 1956, foram localizadas mais 10 grutas, nas quais foram encontrados centenas deles. Segundo a estimativa de alguns estudiosos, o total de textos localizados chega próximo a 900. A totalidade de documentos contendo textos bíblicos e localizados em Ḥirbet Qumran ultrapassa os 200. O valor das descobertas em Ḥirbet Qumran é imenso, pois permite perceber como era o estado de transmissão dos textos bíblicos em um período anterior e também posterior à era cristã. Os manuscritos encontrados nas 11 grutas são datados do século III a.c. ao século I d.c., aproximadamente. Os manuscritos de Ḥirbet Qumran atestam os vários tipos textuais da Bíblia Hebraica e foram encontrados textos divergentes dos livros de Samuel e de Jeremias, que são mais relacionados ao texto da Septuaginta do que ao texto do Texto Massorético. Outros textos comprovam também o tipo do Pentateuco Samaritano. O tipo textual do Texto Massorético, isto é, o Texto Protomassorético, também é contemplado pelos manuscritos de Ḥirbet Qumran em cerca de 35%. O nível de concordância textual desses rolos em relação ao tipo massorético é grande, o que comprova a antigüidade do tipo pertencente ao preservado pelos escribas judeus e, mais tarde, pelos massoretas. Em Ḥirbet Qumran, foram encontrados, igualmente, livros apócrifos/deuterocanônicos (Eclesiástico, Tobias e Epístola de Jeremias), pseudepígrafos (Livro dos Jubileus e o Testamento dos Doze Patriarcas), targuns (de Jó e de Levítico) e um grande número de escritos produzidos pela própria comunidade qumraniana como: o Gênesis Apócrifo, a Regra da Comunidade, o Rolo do Templo, a Regra da Guerra, o Documento de Damasco, os Cânticos de Louvor, o Rolo de Cobre, o pesher de Habacuque, o pesher de Naum, entre outros textos. Além de material escritural, alguns objetos sagrados judaicos como filactérios e mezuzot também foram descobertos no local. Até hoje, há divergências em torno da identidade da comunidade de Ḥirbet Qumran. Segundo alguns, esse grupo poderia ser identificado com os essênios, um dos vários ramos do judaísmo do período entre os séculos II a.c. e I d.c., ao lado dos fariseus, dos saduceus e dos zelotes. A identificação da comunidade de Ḥirbet Qumran com os essênios continua em aberto até o presente momento. b. Wadi Murabba at Durante o outono de 1951, beduínos localizaram quatro grutas na região de Wadi Murabba at. Nesse local, os pesquisadores encontraram textos bíblicos que foram todos datados por volta do século II, dentre os manuscritos constavam, também, duas cartas de Simão bar Kokhba, uma delas, provavelmente, escrita pelo próprio. Esse fato comprova que os textos bíblicos são anteriores à época da Segunda Revolta Judaica. 2

O material localizado nas quatro grutas inclui cópias de Gênesis, Êxodo, Números, Deuteronômio, Isaías e pesharim de Isaías, de Oséias, de Miquéias, de Naum, de Sofonias, de Habacuque e de Salmos. Em 1955, os beduínos localizaram uma quinta gruta no mesmo local e encontraram um rolo contendo o texto dos Doze Profetas, datado do século II. Outras grutas de Wadi Murabba at foram mais tarde localizadas. Além de material literário, na quarta gruta foi achado um filactério e na quinta gruta, descobriu-se um fragmento de mezuzá. O tipo textual de todos desses achados reflete o tipo textual do Texto Massorético, o que significa que este já era considerado uma forma aceita, padronizada e oficial pelas comunidades judaicas desde o começo do século II. A caligrafia dos manuscritos de Wadi Murabba at é mais desenvolvida do que a de Ḥirbet Qumran e percebe-se que já eram empregadas técnicas mais tarde usadas pelos escribas judeus na época talmúdica e pelos massoretas no período medieval. c. Na'al &ever Na localidade de Naḥal Ḥever, também conhecida como Wadi Khabra, foi localizado, em agosto de 1952, um manuscrito grego contendo fragmentos dos Doze Profetas: Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias e Zacarias. Nesse mesmo sítio arqueológico, foram achados, igualmente, documentos em hebraico com trechos de Números, Salmos, além de outros textos bíblicos. Os textos achados em Wadi Murabba at estão de acordo com o tipo do Texto Massorético e, uma vez mais, comprova sua utilização desde o começo da era cristã pelos judeus. d. Massada Entre 1963 e 1965 foram descobertos em Massada 14 manuscritos bíblicos, dentre os quais estavam Gênesis, Levítico, Deuteronômio, Ezequiel, Salmos, além de uma cópia em hebraico do livro do Eclesiástico/Sirácida. A data dos manuscritos de Massada é anterior ao ano 73. Todos os seus textos também refletem o tipo textual que, mais tarde, daria origem ao Texto Massorético. 3. Edições Foram publicadas muitas edições dedicadas aos textos dos Manuscritos do Mar Morto. A lista abaixo fornece, em ordem cronológica, os títulos da série Discoveries in the Judaean Desert (DJD): Qumran Cave 1, DJD 1, edição de Dominique Barthélemy e Józef T. Milik (Oxford, 1955). Les grottes de Murabba ât, DJD 2, edição de Pierre Benoît, Józef T. Milik e Roland G. de Vaux (Oxford, 1961). Les petites grottes de Qumrân. Exploration de la falaise. Les grottes 2Q, 3Q, 5Q, 6Q, 7Q à 10Q. Le rouleau de cuivre, DJD 3, edição de Maurice Baillet, Józef T. Milik e Roland G. de Vaux (Oxford, 1962). The Psalms Scroll of Qumrân Cave 11 (11QPs a ), DJD 4, edição de James A. Sanders (Oxford, 1965). Qumrân Cave 4. I (4Q158-4Q186), DJD 5, edição de John M. Allegro (Oxford, 1968). Qumrân Grotte 4. I: Archéologie. II: Tefilin, Mezuzot et Targums (4Q128-4Q157), DJD 6, edição de Roland G. de Vaux e Józef T. Milik (Oxford, 1977). Qumrân Grotte 4. III (4Q482-4Q520), DJD 7, edição de Maurice Baillet (Oxford, 1982). 3

The Greek Minor Prophets Scroll from Na'al &ever (8H evxiigr) (The Seyâl Collection I), DJD 8, edição de Emanuel Tov (Oxford, 1990). Qumran Cave 4. IV: Paleo-Hebrew and Greek Biblical Manuscripts, DJD 9, edição de Patrick W. Skehan, Eugene C. Ulrich e Judith E. Sanderson (Oxford, 1992). Qumran Cave 4. V: Miqsat Ma ase ha-torah, DJD 10, edição de Elisha Qimron e John Strugnell (Oxford, 1994). Qumran Cave 4. VI: Poetical and Liturgical Texts, Part 1, DJD 11, edição de Esther Eshel et alii (Oxford, 1997). Qumran Cave 4. VII: Genesis to Numbers, DJD 12, edição de Eugene C. Ulrich et alii (Oxford, 1994). Qumran Cave 4. VIII: Parabiblical Texts, Part 1, DJD 13, edição de Harold W. Attridge et alii (Oxford, 1994). Qumran Cave 4. IX: Deuteronomy, Joshua, Judges, Kings, DJD 14, edição de Eugene C. Ulrich et alii (Oxford, 1995). Qumran Cave 4. X: The Prophets, DJD 15, edição de Eugene C. Ulrich et alii (Oxford, 1997). Qumran Cave 4. XI: Psalms to Chronicles, DJD 16, edição de Eugene C. Ulrich et alii (Oxford, 2000.). Qumran Cave 4. XII: 1-2 Samuel, DJD 17, edição de Eugene C. Ulrich, Frank M. Cross e Donald W. Parry (Oxford, 2002). Qumran Cave 4. XIII: The Damascus Document (4Q266-273), DJD 18, edição de Joseph M. Baumgarten (Oxford, 1996). Qumran Cave 4. XIV: Parabiblical Texts, Part 2, DJD 19, edição de Magen Broshi et alii (Oxford, 1995). Qumran Cave 4. XV: Sapiential Texts, Part 1, DJD 20, edição de Torleif Elgvin et alii (Oxford, 1997). Qumran Cave 4. XVI: Calendrical Texts, DJD 21, edição de Shemaryahu Talmon, Jonathan Ben-Dov e Uwe Glessmer (Oxford, 2001). Qumran Cave 4. XVII: Parabiblical Texts, Part 3, DJD 22, edição de George J. Brooke et alii (Oxford, 1996). Qumran Cave 11. II (11Q2-18, 11Q20-31), DJD 23, edição de Florentino García Martínez et alii (Oxford, 1997). Wadi Daliyeh Seal Impressions, DJD 24, edição de Mary Joan W. Leith (Oxford, 1997). Qumrân Grotte 4. XVIII: Textes Hébreux (4Q521-4Q528, 4Q576-4Q579), DJD 25, edição de Émile Puech (Oxford, 1997). Qumran Cave 4. XIX: Serekh Ha-Ya'ad and Two Related Texts, DJD 26, edição de Philip S. Alexander e Géza Vermès (Oxford, 1998). Aramaic, Hebrew, and Greek Documentary Texts from Na'al &ever and Other Sites, with an Appendix Containing Alleged Qumran Texts (The Seyâl Collection II), DJD 27, edição de Hannah M. Cotton e Ada Yardeni (Oxford, 1997). Wadi Daliyeh II: The Samaria Papyri from Wadi Daliyeh and Qumran Cave 4: XXVIII: Miscellanea, Part 2, DJD 28, edição de Douglas M. Gropp et alii (Oxford, 2001). 4

Qumran Cave 4. XX: Poetical and Liturgical Texts, Part 2, DJD 29, edição de Esther Chazon et alii (Oxford, 1999). Qumran Cave 4. XXI: Parabiblical Texts, Part 4: Pseudo-Prophetic Texts, DJD 30, edição de Dvora Dimant (Oxford, 2001). Qumrân Grotte 4. XXII: Textes Araméens (4Q529-549), Premiere Partie, DJD 31, edição de Émile Puech (Oxford, 2001). Qumran Cave 1. II: The Isaiah Scrolls, DJD 32, edição de Eugene C. Ulrich, Peter W. Flint e Martin G. Abegg, Jr. (Oxford, sem data prevista para publicação). Qumran Cave 4. XXIII: Unidentified Fragments, DJD 33, edição de Dana M. Pike e Andrew C. Skinner (Oxford, 2001). Qumran Cave 4. XXIV: Sapiential Texts, Parte 2: 4QInstruction (Musar lemevin): 4Q415ff. with a re-edition of 1Q26 and an edition of 4Q423, DJD 34, edição de John Strugnell, Daniel Harrington e Torleif Elgvin (Oxford, 1999). Qumran Cave 4. XXV: Halakhic Texts, DJD 35, edição de Joseph M. Baumgarten et alii (Oxford, 1999). Qumran Cave 4. XXVI: Cryptic Texts and Miscellanea, Part 1, DJD 36, edição de Stephen J. Pfann et alii (Oxford, 2000). Qumran Cave 4. XXVII: Textes Araméens (4Q550-575, 580-582), Deuxième Partie, DJD 37, edição de Émile Puech (Oxford, em preparação). Miscellaneous Texts from the Judaean Desert, DJD 38, edição de James H. Charlesworth et alii (Oxford, 2000). The Texts from the Judaean Desert: Indices and an Introduction to the Discoveries in the Judaean Desert Series, DJD 39, edição de Emanuel Tov (Oxford, 2002). Referências Bibliográficas BROTZMAN, Ellis R. (1994) Old Testament Textual Criticism: A Pratical Introduction. Grand Rapids: Baker, p. 87-96. DEIST, Ferdinand E. (1981) Towards the Text of the Old Testament. 2. ed. Pretoria: N. G. Kerkboekhandel Transvaal, p. 75-77. FRANCISCO, Edson de F. (2005) Manual da Bíblia Hebraica: Introdução ao Texto Massorético Guia Introdutório para a Biblia Hebraica Stuttgartensia. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, p. 335-353. GOTTWALD, Norman K. (1988) Introdução Socioliterária à Bíblia Hebraica. 2. ed. Coleção Bíblia e Sociologia. São Paulo: Paulus, p. 96-98. KAHLE, Paul E. (1959) The Cairo Geniza. 2. ed. Oxford: Basil Blackwell, p. 13-17. MCCARTER JR, Peter K. (1986) Textual Criticism: Recovering the Text of the Hebrew Bible. Guides to Biblical Scholarship. Old Testament Series. Minneapolis: Fortress Press, p. 82-86. ROBERTS, Bleddyn J. (1951) The Old Testament Text and Versions: the Hebrew Text in Transmission and the History of the Ancient Versions. Cardiff: University of Wales Press, p. 279-282. TOV, Emanuel. (2001) Textual Criticism of the Hebrew Bible. 2. ed. Minneapolis Assen: Fortress Press-Royal Van Gorcum, p. 100-119. TREBOLLE BARRERA, Julio. (1996) A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã: Introdução à História da Bíblia. Petrópolis: Vozes, p. 330-340. WÜRTHWEIN, Ernst. (1995) The Text of the Old Testament: An Introduction to the Biblia Hebraica. 2. ed. Grand Rapids: Eerdmans, p. 31-34. 5