PESTE EMOCIONAL: A PROLIFERAÇAO DO MAL

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Escrito por Administrator Qua, 11 de Junho de :12 - Última atualização Qui, 12 de Junho de :41

Transcrição:

1 PESTE EMOCIONAL: A PROLIFERAÇAO DO MAL Jerusa Aparecida Maurici Larissa Fernanda Dittrich Vanessa Werner Cabral RESUMO Desde os tempos mais remotos podemos perceber que a inveja e a busca do poder sempre estiveram presentes nas relações humanas, em todos os setores da vida, seja na família, no trabalho, no estudo e nas amizades. A estas pessoas que desejam o mal e sentem prazer no sofrimento alheio Reich relatou que são pessoas acometidas pela peste emocional, que como não conseguem se destacar por esforço próprio buscam se promover por meio da destruição do outro. Palavras-chave: Destruição. Peste Emocional. Poder. Prazer...-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-.. Na atual sociedade em que estamos inseridos, com os avanços da tecnologia e demais setores, a vida das pessoas ficou mais fácil e prática, ao mesmo tempo em que nunca houve tantas pessoas distantes de seu verdadeiro eu e doentes emocionalmente. A inveja e a difamação estão presentes em vários setores da nossa vida tornando-se elementos naturalizados nas relações humanas, enquanto o amor e o respeito ficam em segundo plano ou mesmo excluídos. No nosso dia a dia, podemos não nos dar conta, mais estamos rodeados de pessoas doentes a que Reich denominou de pessoas acometidas pela peste emocional. Volpi (2003) relata que uma pessoa acometida pela peste emocional, como não consegue se promover pelo esforço próprio, busca se promover por meio da destruição do outro. Atribui ao outro a culpa e ignorância que são dele próprio, tem inveja e ódio de tudo que é saudável, denegrindo e esmagando realizações que, muitas vezes, podem ser honestas e importantes. São pessoas que sentem um prazer, mas um prazer nocivo, de ver o outro sofrendo, desanimando em seus sonhos.

2 A peste emocional também pode ser definida como uma biopatia crônica do organismo que se encontra em pessoas estruturalmente rígidas em relação à espontaneidade da vida. O indivíduo encouraçado perdeu o contato com os ritmos da natureza, não consegue mais perceber que também faz parte do universo, que é regido pelo um ciclo de acumular e de dissipar energia cósmica. O universo inteiro é regido por esse ciclo de dar e tomar, absorver e refletir, crescer e morrer, concentrar energia cósmica e dissipá-la em seguida no imenso oceano cósmico. (Reich, 1999, p. 55) Por outro lado, a peste emocional não atinge o indivíduo isoladamente, mas também se manifesta de forma organizada em instituições, por se tratar de um comportamento humano que tem como base uma estrutura de caráter biopática que se ordena nas relações interpessoais. Assim que, a peste emocional se manifesta individualmente e coletivamente através das instituições sociais com seus códigos de conduta, com a finalidade de regulação social. De acordo com Lowen (1970, p.10) o prazer é a origem de todos os bons sentimentos e pensamentos. Quem não tem prazer corporal se torna rancoroso, frustrado e cheio de ódio. Seu pensamento torna-se distorcido e seu potencial criativo se perde. Ele desenvolve atitudes autodestrutivas. O prazer é a força criativa da vida. Não se pode negar que estamos vivendo numa sociedade de massa e que seus membros apresentam em certo grau um comportamento autodestrutivo. Em vez de procurarem o prazer, que seria o comportamento normal, são impulsionados a alcançar o sucesso e ficam obcecados pela idéia de poder. Nem o impulso nem a obsessão proporcionam uma abordagem criativa da vida. (LOWEN, 1970, p.76) STAMATEAS (2009, p.07) relata que muitas vezes permitimos que entrem no nosso círculo mais íntimo, os fofoqueiros, os invejosos, as pessoas autoritárias, os psicopatas, os orgulhosos, os medíocres, enfim, gente tóxica, pessoas equivocadas, que permanentemente avaliam o que você falou, o que fez e porque realizou ou disse algo (ou porque não fez ou não disse). Segundo

3 o mesmo autor são pessoas tóxicas que potencializam nossas debilidades, nos enchem de cargas e frustrações. Certamente, elas sabem tudo o que acontece na vida alheia, mas se esquecem de ver o que está dentro delas. Uma característica das pessoas emocionalmente empesteadas é que normalmente elas não são líderes; elas geralmente apóiam os líderes, reverenciam um ídolo, seguem dogmas, defendem raivosamente conceitos e preconceitos, mas não se colocam de frente nas suas críticas, preferem as sombras, o anonimato, a fofoca. Podemos citar como exemplo os homens bomba. Reich apud Volpi (2002) nos mostra outro exemplo de uma pessoa acometida pela peste emocional no ambiente de trabalho. Apresenta como característica de poder ser o melhor amigo, oferecendo ajuda quando necessário, mas que na verdade seu único prazer será difamar, denegrir a imagem do colega de trabalho e destruir tudo aquilo que não foi construído por ele. Um exemplo de pessoas acometidas pela peste emocional apresentado por Volpi são as pessoas que passam tempo desenvolvendo vírus para computadores, destruindo assim todo um trabalho que, muitas vezes, levaram anos para serem criados, só pelo prazer de destruir. Podemos perceber que o sadismo parece ser uma característica predominante as pessoas acometidas pela peste emocional, onde nas organizações fica evidente quando o líder ou o companheiro de trabalho sádico manipula os colegas ou os demais funcionários contra os outros, que podem vir acompanhados de insultos, preconceito racial ou qualquer coisa do gênero. Com relação à origem da peste emocional REICH (1985, apud VOLPI, 2003) nos aponta que: A peste emocional se dá no berço, ou seja, quando existe um contato físico, energético e emocional precário por parte de quem o faz a função materna junto ao bebê, seguido de uma educação compulsiva e autoritária, o que dá margem a uma possível desestruturação energética e de caráter, o que constitui a base para a manifestação de uma biopatia.

4 Desta maneira, devemos ter uma atenção especial voltada à gestação e a infância, fases fundamentais no desenvolvimento humano. Como relata VOLPI e VOLPI (2006) nosso corpo registra todos os eventos vividos durante nossa vida, principalmente aqueles ocorridos na primeira infância. Se estes acontecimentos forem traumáticos, podem deixar no corpo sinais profundos, bloqueando desta forma a livre pulsação do organismo. Com isso, podemos perceber a importância da criação e inserção de um trabalho preventivo abrangendo desde a gestação até a adolescência, que são as fases mais importantes e decisivas na construção da caracterialidade do ser humano, que além de biológico é também psíquico e social. Navarro (1995) nos fala a respeito do papel determinante que a realidade social desempenha na formação do caráter. É nas próprias origens sociais, biológicas e psíquicas da existência individual que o trabalho de prevenção deve ser exercido: consideração pela mulher grávida, visando preservar e manter uma circulação energética calorosa entre o útero materno e o feto; condições para um nascimento sem violência e verdadeiramente convival ; preservação dos equilíbrios afetivos na maternidade; ação pedagógica preservadora e mantenedora dos mecanismos de autoregulação, curiosidade, espontaneidade criadora e autonomia da criança; consideração leal e franca pela sexualidade do adolescente. (NAVARRO, 1995, p.15) Desta maneira podemos perceber que prevenir é a melhor solução para evitar problemas existenciais que cercam a vida do ser humano, impedindo-o de desfrutar todo o prazer que a vida lhe oferece. É preciso lutar contra o medo de viver, a culpa, a repressão que congelam as emoções, contraindo todo o organismo. Devemos batalhar por laços mais fraternos e verdadeiros, que estimulem o contato, a alegria e o amor. O organismo humano é sensível a várias influências desde o princípio, sendo negativamente afetado por fatores tais como a desnutrição da mãe, exposição a radiações, estresses, etc. Quanto mais precoce, mais grave e mais prolongado for o estresse, maior será o comprometimento e mais difícil será o processo de recuperação. Isso significa que um estresse ocorrido durante os primeiros meses de gestação e primeiros anos de vida compromete mais a criança do que aquele ocorrido na adolescência ou idade adulta. Portanto, nossos interesses e atenção precisam dirigir-se ao desenvolvimento natural das crianças. (VOLPI e VOLPI, 2003, p.137)

5 Assim, é preciso respeitar o ritmo biológico de cada criança, que tem seu tempo, que lhe é particular e singular, de processar informações, aprender novas habilidades e conhecer o mundo a sua volta. É preciso estimular a criatividade, respeitar suas limitações e ensiná-la que com amor e prazer a vida fica mais leve, mais cheia de energia. Assim, formaremos indivíduos cada vez mais saudáveis mais conscientes do grande espetáculo que é a vida. Sabendo das principais características dessas pessoas como podemos evitar que nos prejudiquem no dia a dia? Como conviver com essas pessoas que roubam nossa energia com palavras ou atitudes? Para Stamateas (2009) devemos aprender a negociar. O autor ainda afirma que a saída está em nossas mãos e que aprendendo a utilizar bem duas palavras, elas serão de grande ajuda para resolver qualquer diferença que possamos ter em vínculos interpessoais, as duas palavras que o autor se refere são: sim e não. O autor ainda finaliza deixando a seguinte afirmação: O problema sempre é interno, não externo, e é urgente resolvê-lo dentro de si, sem esperar que seja o outro quem mude. Sua melhora não depende dos exames de consciência alheios; há um momento no qual é necessário responder. A meta é aprender a expressar a ira. Devemos diferenciar quando nos calamos por sabedoria e quando o fazemos por medo de expressar o que sentimos. (STAMATEAS, 2009, p. 66) Desta maneira podemos perceber que a mudança reside dentro de nós mesmos, agindo com assertividade estaremos aptos a lidar melhor com estas situações e pessoas que bloqueiam a nossa espontaneidade e prazer de viver. REFERÊNCIAS..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-.. LOWEN, Alexander. Prazer: uma abordagem criativa da vida. São Paulo: Summus, 1970.

6 NAVARRO, Federico. A somatopsicodinâmica. Sistemática reichiana da patologia e da clínica médica. São Paulo: Summus, 1995. STAMATEAS, Bernardo. Gente tóxica. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2009. VOLPI, José Henrique. Peste Emocional. Curitiba: Centro Reichiano, 2003. Disponível em: www.centroreichiano.com.br. Acesso em 13/04/2011. VOLPI, J. H.; VOLPI, S. M. Etapas do desenvolvimento emocional. Curitiba: Centro Reichiano, 2006. Disponível em: www.centrorechiano.com.br/artigos.htm. Acesso em 13/04/2011. VOLPI, J. H.; VOLPI, S. M. Reich: da psicanálise à análise do caráter. Curitiba: Centro Reichiano, 2003. REICH, Wilhelm. O assassinato de Cristo. São Paulo: Martins Fontes, 1999. REVISTA DE PSICOLOGIA CORPORAL. Curitiba PR, Ano 04 Nº 14, 2002. AUTORAS..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-.. Jerusa Aparecida Maurici/SC - Psicóloga, (CRP-12/08571), cursando Especialização em Psicologia Corporal no Centro Reichiano, Curitiba/PR. E-mail: jerusa.psico@yahoo.com.br Larissa Fernanda Dittrich/SC estudante de Psicologia, cursando Especialização em Psicologia Corporal no Centro Reichiano, Curitiba/PR. E-mail: larissafernandadittrich@yahoo.com.br Vanessa Werner Cabral/SC - CRP-12/9625 - é Psicóloga, cursando Especialização em Psicologia Corporal no Centro Reichiano, Curitiba/PR. E-mail: nessa_cpsico@hotmail.com