O período pré-românico Um grande número de línguas da Europa e da Ásia provêm de uma mesma língua de origem, designada pelo termo indoeuropeu. Indo-Europeu Helénico Eslavo Germânico Românico Céltico Inglês Alemão Irlandês Línguas românicas Gaélico Línguas Europa Oriental
Os celtas estavam situados de início no centro da Europa, mas entre o II e o I milénios a.c. foram ocupando várias outras regiões, até ocupar, no século III a.c., mais da metade do continente europeu. Os celtas são conhecidos, segundo as zonas que ocuparam, por diferentes denominações: celtiberos na Península Ibérica, gauleses na França, bretões na Grã-Bretanha, gálatas no centro da Turquia, etc.
O período românico 218 a.c. invasão da Península Ibérica pelos romanos. Os romanos impõem a sua língua (latim popular) aos povos vencidos (celtiberos). Alguns vestígios da língua celta continuaram a ser usados, constituindo o substrato (língua falada antes da romanização). Ex: Minho, Lisboa, Coimbra, camisa, saia, A partir de 218 a.c., com a invasão romana da península, e até ao século IX, a língua falada na região é o romance, uma variante do latim que constitui um estágio intermediário entre o latim vulgar e as línguas latinas modernas (português, castelhano, francês, etc.).
A invasão dos povos bárbaros e muçulmanos, nos séc. V e VIII respectivamente, deixou marcas na nossa língua (guerra, elmo, luva, ) A partir de 711, com a invasão da Península Ibérica pelos Árabes, continua-se a falar o romance (latim vulgar modificado). No entanto, foram introduzidos novos vocábulos que ainda hoje existente, tais como: arroz, alface, alicate e refém. Às influências legadas pelos invasores depois do Romanos chamamos superstrato. Desde o século IX ao XI, escreve-se em latim, mas fala-se em galaico-português.
O galaico-português No século XII, com o início da reconquista cristã da Península Ibérica, o galaico-português consolida-se como língua falada e escrita da Lusitânia. D. Dinis foi o impulsionador da nossa língua, pois ordenou que todos os livros e documentos passassem a ser redigidos em português.
À medida que os cristãos avançam para o sul, os dialectos do norte interagem com os dialectos moçárabes do sul, começando o processo de diferenciação do português em relação ao galaico-português. A separação entre o galego e o português iniciar-se-á com a independência de Portugal (1185) e será consolidada com a expulsão dos mouros em 1249 e com a derrota em 1385 dos castelhanos que tentaram anexar o país. No século XIV surge a prosa literária em português, com a Crónica Geral de Espanha (1344) e o Livro de Linhagens, de dom Pedro, conde de Barcelos.
O português arcaico Entre os séculos XIV e XVI, com a expansão marítima, a língua portuguesa chega a várias regiões da Ásia, África e América, sofrendo influências locais. Palavras de origem africana: macaco, missanga, cachimbo, Palavras de origem asiática: leque, chá, pagode, canja, Palavras de origem americana: piroga, canoa, jacaré, tapioca,
Com o Renascimento, aumenta de palavras eruditas de origem grega e latina, tornando o português mais complexo e maleável. O fim desse período de consolidação da língua (ou de utilização do português arcaico) é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516.
O português moderno No século XVI, com o aparecimento das primeiras gramáticas a língua entra na sua fase moderna. Em Os Lusíadas, de Luís de Camões (1572), o português já é, tanto na estrutura da frase quanto na morfologia, muito próximo do actual.
Palavras divergentes Palavras que provêm do mesmo étimo latino, por vias distintas: via erudita e via popular. Ex: Palatiu(m) Palácio via erudita Paço via popular Madre(m) Madre via erudita Mãe via popular
Palavras convergentes Palavras provindas de étimos latinos diferentes e que dão origem a palavras com a mesma grafia e som e significado diferente. Ex: Vanu vão Vadunt Valle Valet Vale
Actualmente, a língua é enriquecida com vocábulos de outras línguas que se adaptam na fonética e na grafia à nossa língua, os estrangeirismos e por palavras que designam novos conceitos, os neologismos. Estrangeirismos: Do francês: chefe, boné, cassete, croissant, soutien, Do inglês: bife, futebol, ténis, cheque, Do italiano: piano, maestro, coronel, Do alemão: valsa, zinco, vermute, Do espanhol: bolero, tejadilho, cedilha, Neologismos: Computador, fax, upgrade, software, monitor,