CRUZAMENTO TERMINAL COM DUAS RAÇAS PARA CONFINAMENTO FOTO: JP AGROPECUÁRIA (16) 3362 3888 www.crigenetica.com.br
VAMOS COMEÇAR DEFININDO UMA REGRA BÁSICA: O SISTEMA DE PRODUÇÃO DEFINE QUAL GENÉTICA UTILIZAR! A afirmação acima se deve ao simples fato de que raças e/ou indivíduos possuem metabolismos diferentes e, consequentemente, exigências nutricionais diferentes. Por exemplo: o Charolês é mais exigente que o Nelore. Na raça Angus, existem touros cujas progênies produzem melhor à pasto e outros melhor em confinamento. Com foco em adequar a genética ao sistema de produção, vamos discorrer sobre as opções de cruzamento para confinamento. O confinamento é um sistema de produção de custo elevado, porém quando usado adequadamente permite tirar o máximo de proveito das carcaças. Ele pode ser usado estrategicamente para terminação dos animais (de 90 a 120 dias) ou após a desmama para animais superprecoces. Vale ressaltar que, para animais cruzados, mesmo que o confinamento seja apenas para terminação, as fases de cria e recria devem ser suplementadas para que esses animais tenham um bom desenvolvimento em todo o ciclo. FOTO: AGROPECUÁRIA MARAGOGIPE
Devemos considerar a raça que será utilizada no cruzamento. Raças taurinas, com grande potencial de crescimento, são mais eficientes em sistemas de confinamento, por exemplo Angus e Red Angus de porte grande, Charolês, Simental, entre outras. Para a melhor escolha da raça, fique atendo ao seu mercado comprador, pois raças taurinas continentais (Charolês e Simental) produzem carcaças pesadas, porém com dificuldade de deposição de gordura, mesmo que advindas de animais bem nutridos. Já raças taurinas britânicas (Angus e Red Angus), em geral, apresentam facilidade de deposição de gordura, mas diferenças significativas entre indivíduos quanto ao potencial de crescimento. Nos casos do Angus e Red Angus, usamos as DEPs (Diferenças Esperada na Progênie) para conhecer o potencial de crescimento dos filhos de cada touro. As DEPs mais utilizadas são Peso à Desmama (PD), Peso ao Ano (PANO), Altura (ALT) e Gordura (G). Animais com valores extremados de PD, PANO e ALT são indicados para sistemas intensivos de criação e confinamento, pois serão mais exigentes e, quando bem nutridos, produzirão carcaças pesadas. Recomenda-se que a DEP de gordura seja sempre positiva para garantir carcaças bem acabadas. No caso de mercados compradores que bonificam por qualidade, devemos observar também a DEP de Marmoreio (MARM). Quanto maior o valor, mais gordura intramuscular a progênie do touro irá apresentar. FOTO: AGROPECUÁRIA LEOPOLDINO
Para produzir animais superprecoces devemos priorizar touros com DEPs extremas para desempenho, altura acima da média (média 0,5) e gordura bem positiva. No pré-desmame fornecer creep feeding de alto consumo para atingir pesos médios de 300 kg. Desta forma é possível produzir machos inteiros que serão abatidos, por exemplo, entre 12 e 14 meses com 18 a 19 arrobas de peso final. Veja os exemplos de touros e suas DEPs a seguir: ANGUS S A V HOT IRON SITZ INVESTMENT 81 144 0,7 0,068 73 142 0,9 0,084
SIMENTAL PRETO Para produção de carcaças pesadas (acima de 21 arrobas) podemos utilizar raças continentais ou britânicas com DEPs de desempenho e altura extremas, suplementando na cria, na recria e utilizando o confinamento estratégico de terminação. Veja os exemplos de touros e suas DEPs a seguir: TNT TANKER PD PANO G 82 130-0,065 ANGUS ELLINGSON PLATEAU JINDRA DOUBLE VISION 74 141 1,1 0,039 67 130 1,2 0,004
FOTO: AGROPECUÁRIA LEOPOLDINO Para fechar o assunto cruzamento terminal com duas raças para confinamento lembre-se de identificar e estudar os recursos disponíveis, escolher a genética mais adaptada a esses recursos, saber do mercado o que ele espera do seu produto, planejar os ganhos, utilizar touros avaliados e provados para as características desejadas para o sistema de produção e medir! Daniel de Carvalho Gerente de Marketing dcarvalho@crigenetica.com.br Juliana Ferragute Leite Gerente de Produto Corte jferragute@crigenetica.com.br