Resumos Tributários IOB Operações do IPI Volume VIII
Sumário Introdução... 19 1. Amostra grátis... 21 1.1. Fato gerador... 21 1.2. Isenção do IPI... 21 1.3. Amostras grátis de tecidos... 22 1.4. Amostras grátis de calçados... 22 1.5. Amostras grátis tributadas... 22 1.6. Base de cálculo... 23 1.7. Arbitramento do valor tributável... 23 1.8. Procedimentos fiscais... 24 1.8.1. Nota fiscal... 24 1.9. Esquema da Operação... 24 1.10. Parecer Normativo CST nº 442/1971... 25 2. Bonificação... 27 2.1. Fato gerador... 27 2.2. Base de cálculo... 27 2.2.1. Operação a título gratuito... 28 2.3. Procedimentos fiscais... 28 2.3.1. Nota fiscal... 28 2.4. Esquema da operação... 29
10 Idacir Aparecida Rodrigues Jorge Giro e Kátia Cristina Vallejo Romano 3. Brinde... 31 3.1. Fato gerador... 31 3.2. Base de cálculo... 31 3.2.1. Operação a título gratuito... 32 3.3. Procedimentos fiscais... 32 3.3.1. Nota fiscal... 32 3.4. Esquema da operação... 33 4. Consignação Industrial... 35 4.1. Remetente... 35 4.2. Destinatário... 36 4.3. Reajuste de preço... 36 4.3.1. Remetente... 36 4.3.2. Destinatário... 36 4.4. Venda do produto... 36 4.5. Devolução... 37 4.5.1. Remetente... 37 4.5.2. Destinatário... 38 4.6. Esquema da operação... 38 5. Consignação Mercantil... 39 5.1. Remetente... 39 5.2. Destinatário... 40 5.3. Reajuste de preço... 40 5.3.1. Remetente... 40 5.3.2. Destinatário... 40 5.4. Venda do produto... 40 5.5. Devolução... 41 5.5.1. Remetente... 41 5.5.2. Destinatário... 42 5.6. Esquema da Operação... 42
Resumos Tributários IOB Operações do IPI - Volume VIII 11 6. Demonstração... 43 6.1. Fato gerador... 43 6.2. Base de cálculo... 44 6.3. Esquema da Operação... 44 7. Deposito Fechado... 45 7.1. Providência no recebimento de produtos... 45 7.2. Fato gerador... 46 7.3. Suspensão do imposto... 46 7.4. Crédito fiscal... 46 7.5. Autonomia dos estabelecimentos... 47 7.6. Depósito fechado localizado na mesma unidade da Federação... 47 7.6.1. Saída para o depósito fechado do próprio remetente... 47 7.6.2. Saída para o depósito fechado do adquirente... 47 7.6.3. Saída do depósito fechado... 48 7.6.3.1. Estabelecimento depositante... 48 7.6.3.2. Depósito fechado... 48 7.7. Depósito fechado localizado em outra unidade da Federação... 49 7.7.1. Saída para o depósito fechado do próprio remetente... 49 7.7.2. Saída do depósito fechado... 49 7.7.2.1. Estabelecimento depositante... 49 7.7.2.2. Depósito fechado... 50 7.8. CFOP... 51 7.9. Esquema da operação... 52 8. Devolução... 53 8.1. Devolução por contribuinte... 53 8.1.1. Nota fiscal... 53 8.1.2. Devolução de produto a outro estabelecimento do mesmo contribuinte... 54 8.1.3. Procedimentos do destinatário... 54 8.1.4. Crédito fiscal... 54 8.1.5. Estorno de crédito... 55
12 Idacir Aparecida Rodrigues Jorge Giro e Kátia Cristina Vallejo Romano 8.2. Devolução promovida por pessoa física ou jurídica não obrigada à emissão de nota fiscal... 55 8.3. Variação de alíquota... 55 8.4. Parecer Normativo RFB nº 22/2013... 56 8.5. Código Fiscal de Operações e Prestações... 56 8.6. Esquema da operação... 58 9. Doação... 59 9.1. Fato gerador... 59 9.2. Base de cálculo... 59 9.3. Procedimentos fiscais... 59 9.3.1. Nota fiscal... 59 9.4. Esquema da operação... 60 10. Exportação... 61 10.1. Imunidade... 61 10.2. Comprovação da operação... 61 10.2.1. Exceção... 62 10.2.2. Nota fiscal... 63 10.3. Suspensão... 63 10.3.1. Saídas com fim específico de exportação... 63 10.3.1.1. Nota fiscal... 64 10.3.1.2. Responsabilidade da empresa comercial exportadora... 64 10.3.2. Industrialização... 65 10.3.2.1. Requisitos... 65 10.4. Rotulagem ou marcação... 66 10.5. Retorno de produto exportado... 67 10.6. Esquema da operação... 67 11. Exposições ou feiras... 69 11.1. Conceito... 69 11.2. Suspensão... 72
Resumos Tributários IOB Operações do IPI - Volume VIII 13 11.3. Feiras e exposições internacionais... 72 11.4. Procedimentos fiscais... 73 11.4.1. Remessa... 73 11.4.2. Retorno... 73 11.5. Alienação da mercadoria no local do evento... 73 11.6. Esquema da operação... 74 12. Garantia... 75 12.1. Não incidência... 76 12.2. Termo de garantia contratual... 76 12.3. Suspensão do IPI na saída de peças e partes para aplicação por concessionários ou representantes... 76 12.3.1. Estorno de crédito... 77 12.4. Peças e partes destinadas a concessionários e representantes... 77 12.5. Procedimentos na remessa e na entrada do produto... 77 12.5.1. Remessa efetuada por contribuinte... 77 12.5.2. Remessa efetuada por não contribuinte... 78 12.6. Procedimentos fiscais na saída do produto... 78 12.6.1. Retorno do mesmo produto... 78 12.7. Esquema da operação... 78 13. Importação... 79 13.1. Fato gerador... 79 13.2. Contribuinte... 79 13.2.1. Pessoa física ou jurídica... 80 13.3. Alíquota e base de cálculo... 80 13.3.1. Alíquota... 80 13.3.2. Base de cálculo... 80 13.4. Pagamento... 81 13.4.1. Momento do pagamento... 81 13.4.2. Forma de lançamento e pagamento... 81 13.5. Crédito fiscal... 82
14 Idacir Aparecida Rodrigues Jorge Giro e Kátia Cristina Vallejo Romano 13.6. Nota fiscal relativa à entrada... 82 13.6.1. Transporte realizado de uma só vez... 82 13.6.2. Transporte parcelado... 82 13.6.3. Remessa de mercadorias diretamente da repartição aduaneira para estabelecimento de terceiros... 83 13.6.4. Remessa para outro estabelecimento do importador... 83 13.7. Esquema da operação... 83 14. Nota Complementar... 85 14.1. Procedimentos a serem adotados para emissão da nota fiscal... 85 14.1.1. Destaque a menor na nota fiscal... 86 14.1.2. Nota fiscal emitida fora do período de apuração do IPI... 86 14.1.3. Alíquota... 86 14.1.4. Nota fiscal complementar depois de iniciado o procedimento de fiscalização... 86 14.2. Esquema da operação... 87 15. Remessa para Conserto... 89 15.1. Procedimento para a emissão de nota fiscal de remessa para conserto de bem integrante do ativo imobilizado... 89 15.2. Procedimentos na remessa e na entrada do produto... 91 15.2.1. Remessa efetuada por contribuinte... 91 15.2.2. Remessa efetuada por não contribuinte... 91 15.3. Procedimentos fiscais na saída em retorno do produto... 91 15.4. Esquema da operação... 92 16. Sucata... 93 16.1. Fato gerador... 93 16.2. Manutenção de crédito... 93 16.3. Procedimentos fiscais... 94 16.3.1. Nota fiscal de venda... 94 16.4. Esquema da operação... 94
Resumos Tributários IOB Operações do IPI - Volume VIII 15 17. Transferência de Mercadorias... 95 17.1. Suspensão do IPI... 95 17.2. Transferência para filial atacadista... 96 17.3. Transferência para filial varejista... 96 17.3.1. Conceito... 96 17.3.2. Valor tributável... 96 17.3.3. Venda por preço superior... 96 17.4. Determinação do preço corrente no mercado atacadista da praça do remetente... 97 17.5. Impossibilidade de determinação do preço corrente... 97 17.5.1. Produtos importados... 98 17.5.2. Produtos de fabricação nacional... 98 17.6. Procedimentos fiscais... 98 17.6.1. Nota fiscal... 98 17.7. Esquema da operação... 98 18. Transferência de Ativo e Outros... 99 18.1. Origem dos bens... 99 18.2. Bens adquiridos no mercado interno... 100 18.3. Bens de fabricação própria ou importados diretamente pelo estabelecimento... 100 18.4. Incorporação dos bens... 100 18.4.1. Bens incorporados há mais de 5 anos... 100 18.4.2. Bens incorporados há menos de 5 anos... 101 18.5. Bens destinados à execução de serviços pelo remetente... 101 18.6. Bens destinados à locação ou a arrendamento... 101 18.7. Suspensão... 101 18.7.1. Transferência para outro estabelecimento... 101 18.7.2. Remessa para industrialização... 102 18.8. Bens importados diretamente pelo contribuinte... 102 18.9. Bens de fabricação própria... 102 18.10. Crédito fiscal... 103 18.11. Esquemas das operações... 103
16 Idacir Aparecida Rodrigues Jorge Giro e Kátia Cristina Vallejo Romano 19. Venda Ambulante... 105 19.1. Fato gerador... 105 19.2. Domicílio tributário... 105 19.3. Lançamento... 106 19.4. Base de cálculo... 106 19.5. Nota fiscal - Emissão pelo estabelecimento industrial ou equiparado a industrial... 107 19.5.1. Entrada de produtos... 107 19.5.2. Venda... 107 19.6. Entrega realizada pelo ambulante... 107 19.7. Retorno dos produtos... 108 19.8. Esquema da operação... 108 20. Venda à Ordem... 109 20.1. Notas fiscais... 109 20.2. Majoração ou redução de alíquota... 110 20.3. Esquema da operação... 111 21. Venda para Entrega Futura... 113 21.1. Majoração ou redução de alíquota... 113 21.2. Notas fiscais... 113 21.3. Esquema da operação... 115 22. Venda a Varejo... 117 22.1. Seção de varejo... 117 22.2. Funcionamento... 117 22.3. Nota fiscal de venda a consumidor... 118 22.4. Cupom fiscal... 118 22.5. Base de cálculo... 119 22.6. Estabelecimentos equiparados a industrial... 119 22.7. Importadores... 119 22.8. Esquema da operação... 119
Resumos Tributários IOB Operações do IPI - Volume VIII 17 23. Zona Franca de Manaus... 121 23.1. Benefícios fiscais... 121 23.1.1. Suspensão... 121 23.1.2. Isenção... 122 23.2. Remessa de produtos importados... 123 23.3. Nota fiscal... 124 23.4. Esquema da operação... 124 24. Venda para Áreas de Livre Comércio (ALC)... 125 24.1. Áreas de Livre Comércio (ALC)... 125 24.2. Nota fiscal... 126 24.3. Esquema da operação... 126 Bibliografia... 127
Introdução O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é de competência da União, instituído pela Lei nº 4.502/1964 e regulamentado pelo Decreto nº 7.212/2010. Entende-se por produto industrializado o resultante de qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento a apresentação ou a finalidade do produto ou, aperfeiçoe para consumo, sendo irrelevantes a localização, as condições das instalações ou equipamentos utilizados para obtenção do produto final. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é um imposto incidente sobre produtos industrializados nacionais e estrangeiros e abrange no seu campo de incidência todos os produtos relacionados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI) Decreto nº 7.660/2011, excluídos aqueles a que corresponde anotação NT (Não Tributado). De acordo com o disposto no artigo 153, IV, da Constituição Federal de 1988, a União é competente para instituir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cabendo ao Poder Executivo a alteração de alíquotas dos produtos. Ainda com base no artigo 153 da Constituição Federal de 1988, o IPI deve atender a alguns princípios constitucionais, a saber: I - será seletivo, em função da essencialidade do produto; e II - será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores.
20 Idacir Aparecida Rodrigues Jorge Giro e Kátia Cristina Vallejo Romano A seletividade é uma das características do IPI segundo a qual, em função da essencialidade do produto, a tributação poderá ser menor para o produto necessário e maior para os produtos supérfluos. Quanto ao princípio da não cumulatividade, deve-se compensar o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. Portanto, o contribuinte pode creditar-se do imposto da operação anterior desde que a saída do produto acabado seja tributada ou, se não tributada, exista previsão de manutenção de crédito. Perante a legislação em regra, são considerados contribuintes do IPI os estabelecimentos industriais ou equiparados a industriais, sujeitos passivos da obrigação principal. Para execução de qualquer operação sujeita à tributação do IPI, se faz necessária a análise da hipótese de incidência que designa o nascimento da obrigação tributária contida na lei e do fato gerador que é a ocorrência efetiva da hipótese de incidência. Os fatos geradores do IPI constam nos artigos 35 a 37 do Decreto nº 7.212/2010, devendo ainda estar acobertadas por Nota Fiscal Modelo 1 ou 1-A ou Nota Fiscal Eletrônica Modelo 55 emitidas pelo contribuinte. Passaremos a tratar de forma individualizada as principais operações.
1. Amostra grátis Perante a legislação do IPI, são consideradas amostras de produtos para distribuição gratuita as embalagens de diminuto ou nenhum valor comercial em quantidade estritamente necessária para dar a conhecer a sua natureza, espécie e qualidade. Os fabricantes e os equiparados a industrial são obrigados a rotular ou marcar seus produtos e os volumes que os acondicionarem, antes de sua saída do estabelecimento, indicando no caso de saídas de amostras grátis isentas do IPI e das que, embora destinadas à distribuição gratuita, sejam tributadas, respectivamente as expressões: Amostra Grátis Isenta de IPI e Amostra Grátis Tributada, conforme disposto no artigo 273, 9º, do RIPI/2010. 1.1. Fato gerador Ocorre o fato gerador do IPI conforme artigo 35 do Decreto nº 7.212/2010: a) no desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira; b) na saída de produto do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial. 1.2. Isenção do IPI Em regra, a remessa de amostra de produtos destinados à distribuição gratuita tem benefício fiscal de isenção do IPI, conforme artigo 54, III, do RIPI/2010 desde que a quantidade não exceda 20% do con-
22 Idacir Aparecida Rodrigues Jorge Giro e Kátia Cristina Vallejo Romano teúdo ou de número de unidades da menor embalagem de apresentação comercial do mesmo produto para venda a consumidor devendo fazer constar em destaque no envoltório da embalagem a expressão Amostra Grátis. Quando tratar de produtos da indústria farmacêutica, fica condicionado a distribuir exclusivamente a médicos, veterinários e dentistas, assim como a estabelecimentos hospitalares. Na hipótese de retorno de industrialização de amostras grátis por encomenda de terceiros, a disciplina sobre a aplicação da isenção do IPI encontra-se no Parecer Normativo CST nº 442/1971. 1.3. Amostras grátis de tecidos O artigo 54, IV, do RIPI/2010, dispõe que são isentas do IPI as amostras de tecidos de qualquer largura, e de comprimento até 45 cm, para os de algodão estampado, e 30 cm, para os demais, desde que contenham, em qualquer caso, impressa tipograficamente ou carimbo, a expressão Sem Valor Comercial. A exigência da expressão Sem Valor Comercial é dispensada para amostras cujo comprimento máximo seja de 25 cm para algodão estampado e 15 cm para os demais tecidos. 1.4. Amostras grátis de calçados Conforme artigo 54, V, do RIPI/2010, são isentos do IPI os pés isolados de calçados, conduzidos por viajante do estabelecimento industrial, desde que tenham gravados, no solado, a expressão Amostra para Viajante. 1.5. Amostras grátis tributadas As remessas de amostras grátis que não se enquadrem nos itens acima serão normalmente tributadas pelo IPI. Os fabricantes e os equiparados a industrial são obrigados a rotular ou marcar seus produtos e os volumes que os acondicionarem, antes de sua saída do estabelecimento, indicando no caso de saídas de amostras
Resumos Tributários IOB Operações do IPI - Volume VIII 23 grátis isentas do IPI e das que, embora destinadas à distribuição gratuita, sejam tributadas, respectivamente as expressões: Amostra Grátis e Amostra Grátis Tributada, conforme disposto no artigo 273, 9º, do RIPI. 1.6. Base de cálculo Para efeito de base de cálculo do IPI na saída de amostras grátis tributadas com base nos artigos 192 e 196, parágrafo único, do RIPI/2010, considera-se valor tributável o preço corrente do produto ou seu similar no mercado atacadista da praça do remetente. Inexistindo o preço corrente no mercado atacadista, tomar-se-á por base de cálculo: a) no caso de produto importado, o valor que serviu de base ao Imposto de Importação, acrescido desse tributo e demais elementos componentes do custo do produto, inclusive a margem de lucro normal; e b) no caso de produto nacional, o custo de fabricação, acrescido dos custos financeiros e dos de venda, administração e publicidade, bem como do seu lucro normal e das demais parcelas que devam ser adicionadas ao preço da operação, ainda que os produtos hajam sido recebidos de outro estabelecimento da mesma firma que os tenha industrializado. 1.7. Arbitramento do valor tributável Ressalvada a avaliação contraditória, decorrente de perícia, o Fisco poderá arbitrar o valor tributável ou qualquer dos seus elementos, quando forem omissos ou não merecerem fé os documentos expedidos pelas partes ou, tratando-se de operação a título gratuito, quando inexistir ou for de difícil apuração o valor tributável. Salvo se for apurado o valor real da operação, nos casos em que este deva ser considerado, o arbitramento tomará por base, sempre que possível, o preço médio do produto no mercado do domicílio do contribuinte, ou, na sua falta, nos principais mercados nacionais, no trimestre civil mais próximo ao da ocorrência do fato gerador.
24 Idacir Aparecida Rodrigues Jorge Giro e Kátia Cristina Vallejo Romano 1.8. Procedimentos fiscais 1.8.1. Nota fiscal Para execução desta operação, o industrial (fabricante) ou equiparado a industrial (ex.: importador) emitirá nota fiscal, modelo 1 ou 1-A ou NF-e, para enviar os produtos e, caso atenda às condições da isenção do IPI citadas, deverá fazer constar nos campos próprios da nota fiscal como natureza da operação a expressão: Remessa de Amostra e no campo CFOP - Código Fiscal de Operações 5.911 se a operação for interna, ou seja, dentro do Estado ou 6.911 caso destine a amostra para outro Estado. 1.9. Esquema da Operação AMOSTRA GRÁTIS ISENTA Industrial ou Equiparado a Industrial Destinatário Operação isenta do IPI conforme artigo 54, III, do RIPI/2010 Caso a Operação de Remessa de Amostra não atenda às condições do benefício de isenção do IPI, a operação será normalmente tributada: AMOSTRA GRÁTIS TRIBUTADA Industrial ou Equiparado a Industrial Destinatário Operação tributada conforme artigo 35, II, do RIPI/2010
Resumos Tributários IOB Operações do IPI - Volume VIII 25 1.10. Parecer Normativo CST nº 442/1971 Industrialização de amostras grátis, por encomenda: Observância das normas gerais contidas no Parecer Normativo CST nº 202/1970. Os materiais remetidos pelo encomendante, para a industrialização, saem com suspensão do imposto. O produto industrializado, desde que caracterizado como amostra grátis, sai do estabelecimento executor com isenção. Crédito: o encomendante estornará o crédito relativo aos materiais adquiridos de terceiros, que empregou na industrialização.
2. Bonificação Ocorre bonificação quando por acordo entre as partes, fornecedor e adquirente, em uma venda ao invés de conceder desconto comercial, o fornecedor acrescenta uma ou mais quantidades de mercadoria vinculada à aquisição, sendo assim, bonificação é a entrega de produtos em quantidade superior à paga pelo comprador. Perante a legislação do IPI, a operação de bonificação é normalmente tributada, seguindo a tributação da venda do produto, observando para tanto o NCM (classificação fiscal) para definição da alíquota constante no Decreto nº 7.660/2011. 2.1. Fato gerador Ocorre o fato gerador do IPI conforme artigo 35 do Decreto nº 7.212/2010: a) no desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira; b) na saída de produto do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial. 2.2. Base de cálculo Deverão ser utilizados como base de cálculo do IPI, como regra geral: a) quanto aos produtos de procedência estrangeira: a.1) o valor que servir ou que serviria de base para o cálculo dos tributos aduaneiros, por ocasião do despacho de im-
28 Idacir Aparecida Rodrigues Jorge Giro e Kátia Cristina Vallejo Romano portação, acrescido do montante desses tributos e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis; a.2) o valor total da operação de que decorrer a saída do estabelecimento equiparado a industrial; b) quanto aos produtos nacionais, o valor total da operação de que decorrer a saída do estabelecimento industrial ou a ele equiparado. O valor total da operação referido compreende o preço do produto, acrescido do valor do frete e das demais despesas acessórias, cobradas ou debitadas pelo contribuinte ao comprador ou ao destinatário. 2.2.1. Operação a título gratuito Na operação de saída do produto do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial a título gratuito, será considerado como tributável o preço corrente do produto ou de seu similar no mercado atacadista da praça do remetente. Na hipótese de inexistência de preço do produto no mercado atacadista, tomar-se-á por base de cálculo: a) no caso de produto importado, o valor que serviu de base ao Imposto de Importação, acrescido desse tributo e demais elementos componentes do custo do produto, inclusive a margem de lucro normal; e b) no caso de produto nacional, o custo de fabricação, acrescido dos custos financeiros e dos de venda, administração e publicidade, bem como do seu lucro normal e das demais parcelas que devam ser adicionadas ao preço da operação. 2.3. Procedimentos fiscais 2.3.1. Nota fiscal Para execução desta operação, o industrial (fabricante) ou equiparado a industrial (ex.: importador) emitirá nota fiscal, modelo 1 ou