Demonstrações financeiras



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Transcrição:

EMOSE EMPRESA MOÇAMBICANA DE SEGUROS, S.A. Demonstrações financeiras 31 de Dezembro de 2013

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013 Página BALANÇO 1 CONTA DE GANHOS E PERDAS 2 DEMONSTRAÇÃO DO RENDIMENTO INTEGRAL 3 DEMONSTRAÇÃO DE VARIAÇÕES DO CAPITAL PRÓPRIO 4 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA 5 NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 6 62 ANEXOS 63

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013 BALANÇO 1

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013 CONTA DE GANHOS E PERDAS 2

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013 DEMONSTRAÇÃO DO RENDIMENTO INTEGRAL 3

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013 DEMONSTRAÇÃO DE VARIAÇÕES DO CAPITAL PRÓPRIO 4

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA 5

NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 6

NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 1. Informações gerais A EMOSE Empresa Moçambicana de Seguros, S.A., (adiante designada por EMOSE ou Companhia) foi constituída nos termos do Decreto-Lei nº 3/77 de 13 de Janeiro, agora revogado pelo Diploma Ministerial n.º 30/99, de 21 de Abril, com um capital social de cento e cinquenta mil Meticais, sendo, actualmente, de cento e cinquenta e sete milhões de Meticais e resultou da integração das seguintes seguradoras extintas: Companhia de Seguros Náuticus, S.A. - (Náuticus) Companhia de Seguros Lusitana, S.A. - (Lusitana) Companhia de Seguros Tranquilidade de Moçambique, S.A. - (Tranquilidade de Moçambique), O balanço inicial da EMOSE, em 1 de Janeiro de 1977, resultou do somatório dos Activos e Passivos das três companhias integradas de acordo com os balanços preparados em referência a 31 de Dezembro de 1976. A EMOSE assumiu todos os direitos e obrigações das companhias nela integrada. A Companhia dedica-se ao exercício da actividade de seguros e resseguros para todos os ramos, para os quais obteve as devidas autorizações por parte da Inspecção Geral de Seguros, actual Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique. A Companhia tem a sua sede social na Av. 25 de Setembro, n.º 1383 Caixa postal n.º 696 1165, na cidade de Maputo. 2. Bases de preparação e Políticas contabilísticas significativas 2.1 Base de preparação As presentes demonstrações financeiras, que se reportam ao período findo em 31 de Dezembro de 2013, foram preparadas em conformidade com o Diploma Ministerial n.º 222/2010, de 17 de Dezembro, e ainda de acordo com disposições emanadas pelo Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) relativas à contabilização das operações das empresas de seguros em Moçambique. 2.2 Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base nos princípios da continuidade e do custo histórico, excepto para as situações especificamente identificadas. As presentes demonstrações financeiras foram apresentadas ao Conselho de Administração da Companhia para a aprovação em 25 de Abril de 2014. 7

2.3 Moeda funcional e de apresentação A moeda funcional e de apresentação da empresa é o Metical. Todos os montantes apresentados nestas demonstrações financeiras foram arredondados para a unidade do Metical mais próxima. 2.4 Políticas contabilísticas significativas (a) Transacções em moeda estrangeira As transacções em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transacção. Os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para Meticais à taxa de câmbio em vigor na data de relato. As diferenças cambiais resultantes desta conversão são reconhecidas em ganhos e perdas. Os activos e passivos não monetários ao custo histórico, expressos em moeda estrangeira, são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio da data da transacção. Os activos e passivos não monetários ao justo valor, expressos em moeda estrangeira, são convertidos para Meticais à taxa de câmbio da data em que o justo valor foi determinado. A tabela a seguir apresenta as principais taxas de câmbio aplicados durante o ano: 31-Dez-2013 31-Dez-2012 Compra Venda Compra Venda Dólar Norte- Americano (USD) 29,30 29,89 28,61 29,17 Rand Sul Africano (ZAR) 3,03 3,09 3,41 3,48 Euro (EUR) 38,13 38,89 37,80 38,56 Libra (GBP) 44,49 45,38 45,68 46,59 (b) Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos Filiais são todas as entidades sobre as quais a EMOSE tem o poder de decidir sobre as políticas financeiras ou operacionais, a que normalmente está associado o controlo, directo ou indirecto, de mais de metade dos direitos de voto. A existência e o efeito de direitos de voto potenciais, que sejam correntemente exercíveis ou convertíveis, são considerados na avaliação do controlo que a subsidiária detém sobre uma entidade. As associadas são entidades sobre as quais a Companhia detém entre 20% e 49% dos direitos de voto, ou sobre as quais tenha influência significativa, mas que não possa exercer o seu controlo. Os Investimentos em filiais e associadas são apresentados pelo valor resultante da aplicação do método da equivalência patrimonial onde, segundo este método, as demonstrações financeiras incluem a quota-parte da Companhia no total de ganhos e perdas reconhecidos desde a data em que o controlo ou a influência significativa começa até à data em que efectivamente termina. Os dividendos atribuídos pelas subsidiárias e associadas são considerados reduções do investimento detido. Caso o custo de aquisição exceda o justo valor da parcela da EMOSE nos activos identificáveis adquiridos, o referido excesso é registado como goodwill, o qual, deduzido de perdas acumuladas de imparidade, está considerado no valor inscrito como investimento da 8

Companhia em filiais e associadas. Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da filial ou associada adquirida, a diferença é reconhecida directamente nos ganhos e perdas do período. Quando a quota-parte das perdas de uma filial ou associada excede o investimento na subsidiária ou associada, a empresa reconhece perdas adicionais no futuro, se a empresa tiver incorrido em obrigações ou tenha efectuado pagamentos em benefício da filial ou associada. (c) Activos financeiros A classificação dos activos financeiros no seu reconhecimento inicial depende do objectivo para o qual o instrumento foi adquirido bem como das suas características, considerando as seguintes categorias aplicáveis à Companhia: Activos financeiros disponíveis para venda Os activos financeiros disponíveis para venda são activos financeiros não derivados detidos com a intenção em manter por tempo indeterminado ou são designados para venda no momento do seu reconhecimento inicial. Investimentos a deter até à maturidade Considera-se investimentos a deter até à maturidade a categoria de activos financeiros não derivados com pagamentos fixos e determináveis e maturidades fixadas, tendo a Companhia a intenção de deter os mesmos até à maturidade. Empréstimos e contas a receber Classifica-se como empréstimos e contas a receber os activos financeiros não derivados com pagamentos fixos ou determináveis que não estão cotados num mercado activo. Os activos financeiros são reconhecidos na data de contratação pelo respectivo justo valor acrescido de custos de transacção directamente atribuíveis, excepto para activos e passivos ao justo valor através de ganhos e perdas em que os custos de transacção são imediatamente reconhecidos em ganhos e perdas. O justo valor é determinado com base em preços de um mercado activo ou em métodos de avaliação no caso de inexistência de tal mercado activo. Um mercado é considerado activo se ocorrerem transacções de forma regular. A EMOSE avalia, em cada data de relato, se existe evidência objectiva de que um activo financeiro ou grupo de activos financeiros está em imparidade. Considera-se que um activo financeiro está em imparidade se, e apenas se, existir evidência objectiva de perda de valor em resultado de um ou mais acontecimentos que tenham ocorrido após o reconhecimento inicial do activo e desde que tais acontecimentos tenham um impacto sobre os fluxos de caixa futuros estimados dos activos financeiros. A evidência de imparidade pode incluir indicações de que o devedor ou um grupo de devedores está em dificuldades financeiras, incumprimento ou mora na liquidação de capital ou juros, a probabilidade de entrarem em falência ou em reorganização financeira e sempre que esteja disponível informação que indica um decréscimo de valor dos fluxos de caixa futuros. 9

Reconhecimento inicial, mensuração e desreconhecimento Os activos financeiros são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção, à excepção da categoria dos activos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas, sendo os custos de transacção reconhecidos em ganhos e perdas. O desreconhecimento dos activos financeiros ocorre quando os direitos contratuais do activo financeiro expiram, quando a Companhia tenha procedido à transferência substancial de todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou, não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a EMOSE tenha transferido o controlo sobre esses activos. Mensuração subsequente Os activos financeiros disponíveis para venda são valorizados ao justo valor, sendo as variações reconhecidas em capitais próprios até ao momento da anulação do reconhecimento, ou seja identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registado em capital próprio é transferido para ganhos e perdas. Para os activos financeiros em que não seja possível mensurar com fiabilidade o justo valor, os mesmos são reconhecidos ao custo de aquisição, sendo qualquer perda por imparidade registada por contrapartida de ganhos e perdas. Os empréstimos concedidos e contas a receber, são posteriormente mensurados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efectiva. Os investimentos detidos até à maturidade são mensurados ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva e são deduzidos de perdas de imparidade. (d) Imparidade de activos financeiros A EMOSE avalia em cada data de relato a existência de evidência objectiva de imparidade. Activos financeiros registados ao custo amortizado Se existir evidência objectiva de que foi suportada uma perda por imparidade em empréstimos concedidos e contas a receber ou investimentos detidos até à maturidade registados pelo custo amortizado, a quantia da perda é mensurada como a diferença entre a quantia registada do activo e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados descontados à taxa de juro efectiva original do activo financeiro. A quantia registada do activo deve ser reduzida através do uso de uma conta de redução do activo. A quantia da perda deve ser reconhecida em ganhos e perdas. Se, num período subsequente, a quantia da perda por imparidade diminui e a diminuição pode ser relacionada objectivamente com um acontecimento que ocorra após o reconhecimento da imparidade, a perda por imparidade anteriormente reconhecida deve ser revertida ajustando a conta de redução do activo. A reversão não deve resultar numa quantia registada do activo financeiro que exceda a quantia que poderia ter sido determinada pelo custo amortizado, caso a imparidade não tivesse sido reconhecida à data em que a imparidade foi revertida. A quantia da reversão deve ser reconhecida em ganhos e perdas. 10

Activos financeiros registados pelo custo Se existir evidência objectiva de que foi suportada uma perda por imparidade num instrumento de capital próprio não cotado que não está registado pelo justo valor porque o seu justo valor não pode ser mensurado com fiabilidade, ou num activo derivado que está ligado a, e que deve ser liquidado pela entrega de, um tal instrumento de capital próprio não cotado, a quantia da perda por imparidade é mensurada pela diferença entre a quantia registada do activo financeiro e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados descontados à taxa de retorno de mercado corrente para um activo financeiro semelhante. Estas perdas por imparidade não devem ser revertidas. Activos financeiros disponíveis para venda Quando existe evidência de imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada no capital próprio, correspondente à diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, deduzida de qualquer perda por imparidade no activo anteriormente reconhecida em ganhos e perdas, é transferida para ganhos e perdas. (e) Compensação de instrumentos financeiros Activos e passivos financeiros são apresentados no balanço pelo seu valor líquido quando existe a possibilidade legal de compensar os montantes já reconhecidos e exista a intenção de os liquidar pelo seu valor líquido ou realizar o activo e liquidar o passivo simultaneamente. (f) Passivos financeiros reconhecimento inicial e mensuração Empréstimos obtidos e contas a pagar A EMOSE classifica os passivos financeiros nesta categoria. Reconhecimento inicial, mensuração e desreconhecimento Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal. Os passivos financeiros são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção, à excepção da categoria dos passivos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas, sendo os custos de transacção reconhecidos em ganhos e perdas. O desreconhecimento do passivo financeiro ocorre quando as obrigações contratuais do passivo financeiro expiram. Quando um passivo financeiro é substituído por outro do mesmo credor, em condições substancialmente diferentes, ou os termos do passivo existente são substancialmente diferentes, essa troca ou alteração é tratada como uma anulação do reconhecimento do passivo original e é reconhecido um novo passivo, sendo a diferença dos valores registada em ganhos e perdas. 11

Mensuração subsequente Após o reconhecimento inicial, os passivos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas são reconhecidos ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em ganhos e perdas. Os empréstimos e contas a pagar, após o reconhecimento inicial são mensurados ao custo amortizado, através do método da taxa de juro efectiva. Ganhos e perdas são reconhecidos na conta de ganhos e perdas aquando da anulação do reconhecimento se encontra em imparidade, assim como decorrentes de aplicação do método do juro efectivo. (g) Resseguro No decurso da sua actividade a EMOSE cede risco para todos os ramos de seguro em que desenvolve a sua actividade. Os valores a receber ou a pagar relacionados com a actividade de resseguro, incluem saldos a receber ou a pagar com resseguradoras, de acordo com as disposições contratuais previamente definidas nos respectivos tratados de resseguro. (h) Instrumentos de capital Um instrumento é classificado como instrumento de capital próprio quando não existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal, evidenciando um interesse residual nos activos de uma entidade após a dedução de todos os seus passivos. (i) Valores a receber por operações de seguro Os valores a receber por operações de seguro são reconhecidos quando devidos à Companhia, sendo mensurados pelo seu justo valor. Após o reconhecimento inicial, os valores a receber por operações de seguro são mensurados ao custo amortizado, de acordo com o método da taxa efectiva. Sempre que se registem indícios de que um activo por valores a receber por operações de seguro possa estar em imparidade, é avaliada a sua recuperabilidade e reconhecida em ganhos e perdas qualquer perda estimada. Os critérios de desreconhecimento descritos para os activos financeiros são aplicáveis no desreconhecimento de valores a receber por operações de seguro. (j) Caixa e equivalentes de caixa Na preparação da demonstração de fluxos de caixa a Companhia considerou como caixa e equivalentes de caixa os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses, a contar da data de relato, onde se incluem o caixa e as disponibilidades em instituições de crédito. 12

(k) Activos não correntes detidos para venda Activos não correntes são classificados como detidos para venda quando o seu valor de balanço for recuperado principalmente através de uma transacção de venda (incluindo os adquiridos exclusivamente com o objectivo da sua venda) e a venda for altamente provável. Imediatamente antes da classificação inicial do activo como detido para venda, a mensuração dos activos não correntes é efectuada de acordo com as NIRF aplicáveis. Subsequentemente, estes activos para alienação são mensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda. (l) Provisões não técnicas A Companhia constitui provisões quando tem uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de eventos passados relativamente à qual seja provável o futuro dispêndio de recursos financeiros, e esta possa ser determinada com fiabilidade. O montante da provisão corresponde à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar a responsabilidade na data do balanço. (m) Activos tangíveis Os activos tangíveis utilizados pela EMOSE no decurso da sua actividade são registados ao custo de aquisição, deduzido de depreciações e perdas por imparidade acumuladas. A classificação dos imóveis detidos pela Companhia entre Edifícios de uso próprio ou Edifícios de rendimento segue os critérios previstos na NIC 16 e na NIC 40, respectivamente, sendo classificados como Edifícios de uso próprio os imóveis que façam parte da actividade operacional da empresa, sendo os restantes classificados como Edifícios de rendimento. Os custos subsequentes são reconhecidos como um activo separado, apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Companhia. As despesas de manutenção e reparação e outras despesas associadas ao seu uso são reconhecidas nos resultados do período em que foram incorridas. A depreciação dos activos tangíveis é calculada numa base sistemática ao longo da vida útil estimada do bem, a qual corresponde ao período em que se espera que o activo esteja disponível para uso, utilizando-se, assim, as seguintes vidas úteis: Máquinas e ferramentas: entre 4 e 10 anos Instalações interiores: entre 10 e 12 anos; Equipamento administrativo: entre 7 e 10 anos Equipamento de transporte: entre 3 e 5 anos Equipamento informático: 5 anos Construções: entre 44 e 90 anos 13

Um item do activo tangível deixa de ser reconhecido aquando da sua alienação ou quando não se esperam benefícios económicos futuros decorrentes da sua utilização ou alienação. Qualquer ganho ou perda decorrente da anulação do reconhecimento do activo (calculado como a diferença entre o rendimento da venda e a quantia escriturada do activo) é reconhecido em ganhos e perdas no período da sua anulação do reconhecimento. A EMOSE efectua regularmente a análise de adequação da vida útil estimada dos seus activos tangíveis. As alterações na vida útil esperada dos activos são registadas através da alteração do período ou método de depreciação, conforme apropriado, sendo tratadas como alterações em estimativas contabilísticas. Periodicamente, são realizadas análises no sentido de identificar evidências de imparidade em outros activos tangíveis. Sempre que o valor líquido contabilístico dos activos tangíveis exceda o seu valor recuperável (maior de entre o valor de uso e o justo valor), é reconhecida uma perda por imparidade com reflexo na conta de ganhos e perdas. (n) Propriedades de investimento A Companhia classifica como propriedades de investimento os imóveis detidos para arrendamento ou para valorização do capital ou ambos. As propriedades de investimento são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, incluindo os custos de transacção directamente relacionados, e subsequentemente ao seu justo valor, com base em avaliações obtidas de peritos independentes. Variações de justo valor determinadas a cada data de balanço são reconhecidas em ganhos e perdas. As propriedades de investimento não são amortizadas. Dispêndios subsequentes relacionados são capitalizados quando for provável que a Companhia venha a obter benefícios económicos futuros em excesso do nível de desempenho inicialmente estimado. (o) Activos intangíveis Os activos intangíveis da EMOSE são registados ao custo de aquisição, deduzido de amortizações e perdas por imparidade acumuladas. A EMOSE procede a testes de imparidade sempre que eventos ou circunstâncias indiciam que o valor contabilístico excede o valor recuperável, sendo a diferença, caso exista, reconhecida em ganhos e perdas. O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil. A depreciação dos activos intangíveis é calculada numa base sistemática ao longo da vida útil estimada do bem, a qual corresponde ao período em que se espera que o activo esteja disponível para uso. Considerou-se como vida útil estimada para os activos intangíveis um período de 8 anos. (p) Imparidade de Activos não financeiros A Companhia avalia, a cada data de relato, ou com maior frequência caso tenha ocorrido alterações que indiquem que um determinado activo possa estar em imparidade, se existem indicações de que um activo não financeiro se possa encontrar em imparidade. Se tal 14

indicação existir, a EMOSE estima a respectiva quantia recuperável e, caso esta se apresente inferior à quantia escriturada, o activo encontra-se em imparidade e é reduzido para a sua quantia recuperável. A cada data de relato, a Companhia reavalia se existe qualquer indicação de que uma perda por imparidade anteriormente reconhecida possa já não existir ou possa ter reduzido. Caso exista tal indicação, é estimada a quantia recuperável do activo e são revertidas as perdas por imparidade previamente reconhecidas, apenas se tiverem ocorrido alterações nas estimativas usadas para estimar a quantia recuperável desde o reconhecimento da perda. Para os investimentos em instrumentos de capital próprio não cotados, o justo valor deverá ser determinado recorrendo a modelos de avaliação a partir de dados observáveis no mercado, caso contrário deverão permanecer ao custo. (q) Locações A determinação de se um contrato é ou contém uma locação é baseada na substância do contrato, atentando à determinação de qual a entidade que retém substancialmente os riscos e vantagens inerentes à propriedade do bem locado. Nas locações financeiras, as quais transferem substancialmente para o locatário todos os riscos e vantagens decorrentes da detenção do activo em causa, o custo do activo é registado como um activo tangível e a correspondente responsabilidade é registada no passivo. A depreciação do activo é calculada conforme descrito na nota 2 (m) e registada como gasto na Conta de Ganhos e Perdas dentro do período a que respeitam. As rendas são constituídas pelo encargo financeiro e pela amortização financeira do capital (tal como inicialmente reconhecido como passivo). Os encargos financeiros são suportados aos exercícios a que se referem. Nas locações operacionais, as rendas são reconhecidas como gasto numa base linear durante o período da locação. (r) Benefícios dos empregados Benefícios de curto prazo Os benefícios de curto prazo são mensurados numa base não descontada e imputados a ganhos e perdas na medida em que o serviço é prestado. É reconhecido um passivo para o montante esperado de bónus ou distribuição de resultados se a EMOSE tem uma obrigação legal ou construtiva em pagar esse valor resultante de um acontecimento passado de um serviço prestado por um empregado e se a obrigação puder ser mensurada com fiabilidade. Benefícios de pós-emprego A EMOSE tem duas apólices de seguro de vida grupo, subscritas na própria Companhia, para fazer face aos compromissos de reforma dos trabalhadores das extintas Companhias de Seguros Naúticus e Lusitana e dos trabalhadores admitidos após a constituição da Companhia. Estes compromissos de reforma encontram-se materializados num plano de benefícios definidos, estabelecido aquando da integração e extinção destas companhias de seguros. 15

Um plano de benefícios definido é um plano de benefícios pós-emprego em que a EMOSE assumiu uma obrigação legal ou construtiva de proporcionar aos seus actuais e ex-trabalhadores os benefícios acordados, não dependendo assim das contribuições efectuadas pelos trabalhadores durante o período que estiveram activos. O valor líquido das responsabilidades da EMOSE relativamente aos planos de benefícios definidos é calculado de acordo com a estimativa do valor dos benefícios económicos futuros que cada empregado deve receber em troca pelo seu serviço no período corrente e em períodos passados. O benefício é descontado de forma a determinar o seu valor actual. A taxa de desconto utilizada neste cálculo é determinada com base nas taxas de mercado à data de reporte (3,25 a 4% em referência a 31 de Dezembro de 2013). O cálculo das responsabilidades é feito anualmente por um actuário independente aquando da avaliação das provisões matemáticas da Companhia em referência à data de balanço. (s) Impostos sobre o rendimento Impostos correntes O imposto corrente, activo ou passivo, é estimado com base no valor esperado a recuperar ou a pagar às autoridades fiscais. A taxa legal de imposto usada para calcular aquele montante é a que se encontra em vigor à data de relato. O imposto corrente é calculado com base no lucro tributável do exercício, o qual difere do resultado contabilístico devido a ajustamentos à matéria colectável resultantes de gastos ou rendimentos não relevantes para efeitos fiscais, ou que apenas serão considerados noutros períodos contabilísticos, em conformidade com a legislação fiscal vigente. Impostos diferidos Os impostos diferidos activos e passivos correspondem ao valor do imposto a recuperar e a pagar em períodos futuros resultante de diferenças temporárias entre o valor de um activo ou passivo no balanço e a sua base de tributação. Os prejuízos fiscais reportáveis assim como os benefícios fiscais dão também origem a impostos diferidos activos. Os impostos diferidos activos são reconhecidos até ao montante em que seja provável a existência de lucros tributáveis futuros contra os quais possam ser deduzidos os impostos diferidos activos. Os impostos diferidos são calculados com base nas taxas fiscais decretadas para o período em que se prevê que seja realizado o respectivo activo ou passivo. Os impostos sobre o rendimento (correntes ou diferidos) são reflectidos nos resultados do exercício, excepto nos casos em que as transacções que os originaram tenham sido reflectidas noutras rubricas de capitais próprios. Nestas situações, o correspondente imposto é igualmente reflectido por contrapartida de capitais próprios, não afectando o resultado do exercício. (t) Contratos de seguro A Companhia emite contratos que incluem risco de seguro. Um contrato em que a Companhia aceita um risco de seguro significativo de outra parte, aceitando compensar o segurado no caso de um acontecimento futuro incerto específico que possa afectar adversamente o segurado é classificado como um contrato de seguro. Os contratos de seguro são mensurados de acordo com os seguintes princípios: 16

Reconhecimento de ganhos e perdas Os ganhos e perdas decorrentes de contratos de seguro são reconhecidos ao longo do exercício a que respeitam, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Prémios Os prémios brutos emitidos de seguro directo, co-seguro, de resseguro aceite e de resseguro cedido são registados respectivamente como proveitos e custos, no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu recebimento ou pagamento. Tal como referido para os ganhos decorrentes de contratos de seguro, as comissões de administração cobradas aos tomadores de seguro são reconhecidas como ganho quando incorridas, independentemente do momento do seu recebimento. Provisão para prémios não adquiridos A Provisão para prémios não adquiridos é baseada na avaliação dos prémios emitidos até ao final do exercício, mas com vigência após essa data. Esta provisão tem como objectivo imputar aos exercícios seguintes, relativamente a cada um dos contratos de seguro em vigor, os ganhos e perdas correspondentes ao período de vigência do contrato, através da aplicação do método pro-rata temporis para o seguro directo e do método da percentagem global para o resseguro aceite e cedido. A Provisão para prémios não adquiridos é reconhecida no Balanço deduzida dos Custos de aquisição diferidos. Custos de aquisição Os custos de aquisição que estão directa ou indirectamente relacionados com a venda de contratos, são capitalizados e diferidos pelo período de vida dos contratos. Os custos de aquisição diferidos estão sujeitos a testes de recuperabilidade no momento da emissão dos contratos e sujeitos a testes de imparidade à data de balanço. Os custos de aquisição diferidos são amortizados ao longo do período em que os prémios associados a esses contratos vão sendo adquiridos. De acordo com o Decreto n.º 30/2011, o diferimento destes custos está limitado a 20% dos prémios não adquiridos. Provisão para sinistros A provisão para sinistros corresponde ao custo total estimado que a Companhia espera vir a suportar com a regularização de todos os sinistros que tenham ocorrido até ao final do exercício, quer tenham ou não sido comunicados, deduzidos dos montantes pagos respeitantes aos mesmos sinistros. Provisão matemática A provisão matemática dos seguros do ramo Vida corresponde ao valor dos compromissos assumidos pela Companhia, incluindo as participações nos resultados, líquido do valor actuarial dos prémios futuros. As taxas de desconto consideradas têm como referência a taxa de risco de mercado em que a Companhia se encontra. Provisão para sinistros incorridos mas não reportados (IBNR) A provisão para IBNR é calculada com base na legislação em vigor. De acordo com o Decreto n.º 30/2011 a provisão poderá ser calculada para os ramos não-vida pelo correspondente a 5% dos custos com sinistros ocorridos e declarados no exercício, e para o ramo vida pelo correspondente a 1% dos custos com sinistros deduzidos dos respectivos vencimentos e resgates e das importâncias provenientes de contratos de rendas vitalícias. 17

Provisões técnicas para o resseguro cedido A provisão para prémios não adquiridos de resseguro cedido é calculada de acordo com os critérios descritos acima. A quota-parte do resseguro na provisão para sinistros é determinada individualmente para cada processo de sinistro, com base nas condições previstas nos tratados de resseguro aplicáveis. Provisão para riscos em curso A provisão para riscos em curso corresponde ao montante necessário para fazer face a prováveis indemnizações e encargos a suportar após o termo do exercício e que excedam o valor do somatório dos prémios não adquiridos e dos prémios exigíveis e ainda não processados à data do encerramento do exercício, relativos a contratos em vigor. O método de cálculo da provisão para riscos em curso está de acordo com a legislação aplicável Decreto n.º 30/2011. Provisão para desvios de sinistralidade A provisão para desvios de sinistralidade visa fazer face à sinistralidade excepcionalmente elevada nos ramos de seguros em que, pela sua natureza, se preveja que aquela tenha mais oscilações e deve ser constituída para o seguro de crédito, seguro de caução, seguro de colheitas e para o risco de fenómenos sísmicos. O método de cálculo da provisão para desvios de sinistralidade está de acordo com a legislação aplicável Decreto n.º 30/2011. (u) Relato por segmentos A Companhia reporta de acordo com a sua organização de unidades de negócio, nomeadamente: o ramo vida, os ramos não vida, os investimentos e a área não técnica. 2.5. Principais julgamentos, estimativas e pressupostos contabilísticos A preparação das demonstrações financeiras da Companhia requer que a Administração efectue julgamentos, estimativas e premissas no âmbito da tomada de decisão sobre alguns tratamentos contabilísticos com impactos nos valores reportados no total de activo, passivo, capital próprio, gastos e rendimentos. Os efeitos reais podem diferir das estimativas e julgamentos efectuados, nomeadamente no que concerne ao efeito dos custos e proveitos reais. Os julgamentos efectuados pela gestão são revistos periodicamente. Qualquer alteração às estimativas que resulte da obtenção de melhor informação é reconhecida nesse período e nos exercícios seguintes. Estimativas e pressupostos As principais estimativas contabilísticas e pressupostos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pela Companhia são analisadas como segue: Responsabilidade total decorrente de sinistros por regularizar relativos a contratos de seguro 18

Existem algumas fontes de incerteza que a EMOSE necessita de considerar na determinação da estimativa das responsabilidades totais por pagar com sinistros. As fontes de incerteza decorrentes de contratos de seguro podem ser caracterizadas da seguinte forma: (i) (ii) (iii) (iv) Incerteza quanto à possibilidade de ocorrência de um evento que dê origem a uma perda segurada; Incerteza quanto ao valor da perda reportada à Companhia em resultado de um acontecimento seguro desfavorável; Incerteza quanto ao valor total da responsabilidade decorrente de sinistros participados à Companhia; Incerteza quanto à exposição futura pela Companhia a responsabilidades assumidas e ainda não reportadas. O grau de incerteza será diferente entre os vários ramos de negócio, de acordo com as características dos riscos segurados. O custo de cada sinistro é determinado considerando o valor actual da perda esperada pelo tomador de seguro. A constituição de responsabilidades por contratos de seguro é um processo de incerteza inerente à actividade da Companhia, como tal, o custo total de regularização de um sinistro poderá variar em relação à estimativa inicial do custo com o sinistro. A Companhia elabora estimativas e pressupostos que lhe permitam adequar as responsabilidades às possíveis perdas por contratos de seguro. As estimativas e os julgamentos realizados são sujeitos a revisões trimestrais, permitindo ajustar quaisquer factos novos identificados. As estimativas iniciais são determinadas com base na melhor estimativa possível relativamente aos sinistros declarados e ao padrão de sinistralidade que se verifica na Companhia. A EMOSE procede ainda à determinação de estimativas para os sinistros ocorridos mas ainda não participados (IBNR) e a estimativas para sinistros ocorridos mas não reportados adequadamente (IBNER). Provisões As provisões constituídas para fazer face a perdas prováveis em que a EMOSE é parte interessada são constituídas atendendo à expectativa de perda da Administração, sustentada na informação prestada pelos seus assessores jurídicos, sendo objecto de revisão anual. Reavaliação dos activos tangíveis e das propriedades de investimento A EMOSE reconhece as propriedades de investimento ao justo valor, sendo as variações no justo valor reconhecidas nos ganhos e perdas do exercício. Adicionalmente, os edifícios de uso próprio são mensurados de acordo com o modelo da revalorização, sendo as alterações no valor reavaliado dos edifícios reconhecidas em capital próprio. A determinação do valor de reavaliação é feita através do recurso a peritos independentes. O justo valor das propriedades de investimento é determinado com base no modelo do rendimento. Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda A Companhia determina que existe imparidade nos seus activos disponíveis para venda quando existe uma desvalorização continuada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização continuada ou de valor significativo requer julgamento. Impostos sobre os lucros Os impostos sobre o rendimento (correntes e diferidos) são determinados pela EMOSE com base nas regras definidas pelo enquadramento fiscal. No entanto, em algumas situações, a legislação fiscal não é suficientemente clara e objectiva e poderá dar origem a 19

diferentes interpretações. Nestes casos, os valores registados resultam do melhor entendimento da Companhia sobre o adequado enquadramento das suas operações, o qual é susceptível de poder vir a ser questionado pelas Autoridades Fiscais. Os activos por impostos diferidos decorrentes de prejuízos fiscais reportados, são reconhecidos na medida em que seja provável que lucros tributáveis futuros permitirão que o activo por impostos diferidos seja recuperado. O reconhecimento de impostos diferidos activos exige que a Administração efectue julgamentos de modo a poder determinar a probabilidade e o valor dos lucros futuros que permita o reconhecimento dos activos por impostos diferidos. 2.6. Alterações de políticas contabilísticas, estimativas e erros No período findo em 31 de Dezembro de 2013 e no exercício findo em 31 de Dezembro de 2012, não ocorreram quaisquer alterações de políticas contabilísticas que produzam efeito na comparabilidade desses exercícios. De igual forma, não ocorreram alterações significativas de estimativas, nem foram detectados erros que motivem a reexpressão das quantias comparativas. 3. Relato por segmentos Para efeitos de gestão, a Companhia está organizada por unidades de negócio baseadas nos tipos de produtos que explora, agrupados nos segmentos reportáveis de ramo vida, ramo não vida, investimentos e área não técnica. A definição destes segmentos de negócios foi efectuada tendo em conta a similitude da natureza dos riscos associados a cada produto explorado, a similaridade dos processos de exploração destes negócios e a organização e processos de gestão em vigor na Companhia. O Balanço por segmentos de negócio, que apresentamos abaixo, evidenciando a sua ligação com o Balanço global da Companhia, foi elaborado, com excepção dos Activos Financeiros, das Provisões Técnicas e Resultado Antes de Impostos (que já estavam registados por ramos de negócio), utilizando como base de alocação dos valores globais aos vários segmentos de negócio as percentagens das provisões técnicas líquidas de resseguro de cada um dos segmentos. 20

Balanço por segmentos: 2013 Ramo Vida Ramos Não Vida Serviços de gestão de investimentos Total ACTIVO Caixa e equivalentes de caixa 140 395 538 298 310 650-438 706 188 Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos - - 2 520 000 2 520 000 Activos disponíveis para venda 83 810 787 636 986 856 357 000 721 154 643 Empréstimos e contas a receber 39 564 927 84 018 108 1 022 118 124 605 153 Investimentos a deter até a maturidade 140 126 396 - - 140 126 396 Edifícios 876 438 569 488 621 407 1 533 466 624 2 898 526 600 Outros activos tangíveis e intangíveis - - 102 274 564 102 274 564 Provisões técnicas de resseguro cedido 15 477 665 1 458 457 300-1 473 934 965 Outros devedores por operações de seguros e outras operações 148 091 990 918 355 719 248 798 259 1 315 245 967 Activos por impostos - - 93 495 561 93 495 561 Acréscimos e diferimentos - - 7 868 833 7 868 833 Outros elementos do activo - - 60 827 605 60 827 605 Activos não correntes detidos para venda - - 320 932 456 320 932 456 Total do activo 1 443 905 872 3 884 750 039 2 371 563 019 7 700 218 930 PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO PASSIVO Provisões técnicas 848 696 019 2 565 830 250-3 414 526 269 Outros passivos financeiros Empréstimos bancários - - 49 514 264 49 514 264 Outros credores por operações de seguros e outras operações - - 631 694 741 631 694 741 Passivos por impostos - - 1 249 408 343 1 249 408 343 Outros passivos correntes - - 33 021 917 33 021 917 Outros passivos - - 224 032 914 224 032 914 Total do passivo 848 696 019 2 565 830 250 2 187 672 178 5 602 198 447 CAPITAL PRÓPRIO Capital 124 000 000 33 000 000-157 000 000 Reservas de reavaliação 228 539 715 385 784 845 34 523 092 648 847 652 Outras reservas - - 261 181 485 261 181 485 Resultados transitados - - 882 044 013 882 044 013 Resultados do exercício ( 217 437 620) 59 857 648 306 527 305 148 947 333 Total do Capital Próprio 135 102 095 478 642 493 1 484 275 896 2 098 020 483 Total do Passivo e do Capital Próprio 983 798 113 3 044 472 743 3 671 948 074 7 700 218 930 21

2012 Ramo Vida Ramos Não Vida Serviços de gestão de investimentos Total ACTIVO Caixa e equivalentes de caixa 122 930 792 261 227 933-384 158 724 Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos 854 029-2 520 000 3 374 029 Activos disponíveis para venda 81 351 994 497 236 062 357 000 578 945 056 Empréstimos e contas a receber 19 963 836 42 374 200 1 022 118 63 360 153 Investimentos a deter até a maturidade 92 626 396 14 450 819-107 077 216 Edifícios 798 761 416 488 643 143 1 368 851 527 2 656 256 087 Outros activos tangíveis e intangíveis - - 56 279 457 56 279 457 Provisões técnicas de resseguro cedido 9 620 248 113 890 116-123 510 364 Outros devedores por operações de seguros e outras operações 58 713 611 685 388 667 233 273 821 977 376 099 Activos por impostos - - 76 693 899 76 693 899 Acréscimos e diferimentos - - 3 936 425 3 936 425 Outros elementos do activo - - 134 470 722 134 470 722 Activos não correntes detidos para venda - - 320 932 456 320 932 456 Total do activo 1 184 822 322 2 103 210 940 2 198 337 424 5 486 370 686 PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO PASSIVO Provisões técnicas 623 616 466 1 142 912 667-1 766 529 133 Outros passivos financeiros Empréstimos bancários - - 208 635 605 208 635 605 Outros credores por operações de seguros e outras operações - - 448 405 127 448 405 127 Passivos por impostos - - 1 118 215 029 1 118 215 029 Outros passivos correntes - - 29 813 356 29 813 356 Outros passivos - - 101 716 030 101 716 030 Total do passivo 623 616 466 1 142 912 667 1 906 785 146 3 673 314 278 CAPITAL PRÓPRIO Capital 124 000 000 33 000 000-157 000 000 Reservas de reavaliação 164 611 511 292 663 318 29 418 228 486 693 057 Outras reservas - - 210 567 175 210 567 175 Resultados transitados - - 886 490 017 886 490 017 Resultados do exercício ( 44 720 395) ( 190 587 474) 307 614 027 72 306 158 Total do Capital Próprio 243 891 115 135 075 844 1 434 089 448 1 813 056 408 Total do Passivo e do Capital Próprio 867 507 581 1 277 988 511 3 340 874 594 5 486 370 686 22

Apresenta-se, de seguida, a Conta de Ganhos e Perdas por segmentos de negócio, evidenciando-se a sua ligação com a Conta de Ganhos e Perdas global da Companhia. Ganhos e perdas por segmentos: 2013 GANHOS E PERDAS Ramo Vida Ramos não Vida Serviços de gestão de investimentos Totais do exercício Prémios adquiridos líquidos de resseguro 226 509 730 838 465 911-1 064 975 641 Prémios brutos emitidos 255 085 744 1 203 032 548-1 458 118 293 Prémios de resseguro cedido ( 28 576 015) ( 293 133 603) - ( 321 709 617) Provisão para prémios não adquiridos (variação) - ( 71 433 035) - ( 71 433 035) Provisão para prémios não adquiridos, parte dos resseguradores (variação) - - - - Custos com sinistros líquidos de resseguro 123 140 117 251 320 905-374 461 022 Montantes pagos - Montantes brutos 119 265 806 454 550 647-573 816 453 Parte dos resseguradores ( 1 093 693) ( 101 738 859) - ( 102 832 553) Provisão para sinistros (variação) - Montante bruto 5 000 650 1 243 076 302-1 248 076 952 Parte dos resseguradores ( 32 646) (1 344 567 184) - (1 344 599 830) - Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro - ( 61 107 389) - ( 61 107 389) Provisão matemática do ramo vida líquida de resseguro 214 428 229 169 203 974-383 632 204 Montante bruto 220 253 000 169 203 974-389 456 974 Parte dos resseguradores ( 5 824 771) - - ( 5 824 771) Custos de exploração líquidos Custos de aquisição 57 298 339 166 734 253-224 032 593 Custos de aquisição diferidos (variação) - ( 8 954 113) - ( 8 954 113) Custos administrativos 73 551 638 279 899 984-353 451 622 Comissões e participação nos resultados de resseguro ( 2 912 030) ( 42 239 594) - ( 45 151 623) Ganhos líquidos em activos ao justo valor através de resultados - - 163 703 019 163 703 019 Rendimentos Outros - - 185 869 593 185 869 593 Custos financeiros Outros 11 360 390 41 998 884-53 359 274 Perdas de imparidade (líquidas de reversão) De empréstimos e contas a receber valorizados a custo amortizado 32 919 334 18 248 643 ( 2 911 652) 48 256 325 Outros rendimentos/gastos - - 4 619 605 4 619 605 Resultado antes de imposto ( 217 437 620) 59 857 648 351 280 564 193 700 593 Impostos diferidos - - ( 44 753 259) ( 44 753 259) Resultado líquido do exercício ( 217 437 620) 59 857 648 306 527 305 148 947 333 23

2012 GANHOS E PERDAS Ramo Vida Ramos não Vida Serviços de gestão de investimentos Totais do Exercício Prémios adquiridos líquidos de resseguro 198 717 642 595 278 939-793 996 581 Prémios brutos emitidos 219 313 874 973 280 972-1 192 594 846 Prémios de resseguro cedido ( 20 596 231) ( 215 447 154) - ( 236 043 386) Provisão para prémios não adquiridos (variação) - ( 154 733 479) - ( 154 733 479) Provisão para prémios não adquiridos, parte dos resseguradores (variação) - ( 7 821 400) - ( 7 821 400) Custos com sinistros líquidos de resseguro 71 978 648 372 984 515-444 963 163 Montantes pagos - - Montantes brutos 71 647 043 294 527 116-366 174 159 Parte dos resseguradores ( 2 042 990) ( 27 001 817) - ( 29 044 807) Provisão para sinistros (variação) - - Montante bruto 2 913 055 111 866 818-114 779 872 Parte dos resseguradores ( 538 460) ( 6 407 602) - ( 6 946 061) Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro - 78 609 120-78 609 120 Provisão matemática do ramo vida líquida de resseguro 61 685 769 6 963 786-68 649 555 Montante bruto 51 345 642 - - 51 345 642 Parte dos resseguradores 10 340 127 6 963 786-17 303 913 Custos de exploração líquidos Custos de aquisição 31 179 619 126 571 715-157 751 334 Custos de aquisição diferidos (variação) - ( 14 740 384) - ( 14 740 384) Custos administrativos 70 966 331 217 601 278-288 567 610 Comissões e participação nos resultados de resseguro ( 3 315 390) ( 34 904 671) - ( 38 220 061) Ganhos líquidos em activos ao justo valor através de resultados - - 516 475 154 516 475 154 Rendimentos Outros - - 192 353 568 192 353 568 Custos financeiros Outros 10 943 061 32 781 053-43 724 114 Perdas de imparidade (líquidas de reversão) De empréstimos e contas a receber valorizados a custo amortizado - - ( 174 455 752) ( 174 455 752) Outros rendimentos/gastos - - ( 66 275 244) ( 66 275 244) Resultado antes de imposto ( 44 720 395) ( 190 587 474) 468 097 726 232 789 857 Impostos diferidos - - ( 160 483 699) ( 160 483 699) Resultado líquido do exercício ( 44 720 395) ( 190 587 474) 307 614 027 72 306 158 24

4. Notas às demonstrações financeiras 4.1. Caixa e equivalentes de caixa O saldo da rubrica de caixa e equivalentes de caixa decompõem-se como se segue: Depósitos à ordem 438 706 188 384 158 724 438 706 188 384 158 724 A Companhia tem como procedimento interno a transferência no final do exercício de todos os saldos de Caixa para Depósitos à ordem. 4.2. Investimentos em filiais e associadas Os investimentos em filiais e associadas apresentam-se como se segue: SM I - Sociedade de M anutenção Imobiliária 2 520 000 2 520 000 Sociedade de Gestão de Empreendimentos Imobiliários - IM EN SIS 2 129 029 2 129 029 4 649 029 4 649 029 Imparidade em inv estimentos ( 2 129 029) ( 1 275 000) Valor de balanço 2 520 000 3 374 029 As percentagens de participação nas filias acima referidas são de 80% e 51%, para a SMI Sociedade de Manutenção Imobiliária, Limitada e IMENSIS Sociedade de Gestão de Empreendimentos Imobiliários, respectivamente. Sempre que exista informação fiável, os investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos são mensurados ao justo valor, sendo que, na sua impossibilidade são reconhecidos pelo seu custo, deduzidos de eventuais perdas por imparidade. O reforço da perda por imparidade refere-se ao investimento na Sociedade de Gestão de Empreendimentos Imobiliários IMENSIS. 25

4.3. Activos financeiros disponíveis para venda O saldo desta rubrica decompõe-se como se segue: Açucareira de M oçambique 142 925 142 925 Banco Internacional de M oçambique 636 986 856 497 236 062 Banco Standard Totta de M oçambique 6 6 Sociedade de N otícias 319 494 2 274 864 C imentos de M oçambique 41 587 991 41 587 991 Sociedade de Desenv olv imento do C orredor de M aputo 23 376 593 19 838 995 Sogir SA 304 123 304 123 ZIMRE 3 506 340 3 506 340 C ompanhia de Resseguros PTA 3 322 461 3 322 461 SOC IM O - Sociedade de C omércio e Indústria de M oçambique 1 630 854 754 289 N ov o Sommerchield 357 000 357 000 Sociedade M oçambique Prev idente-sgfp 9 620 000 9 620 000 721 154 643 578 945 056 Variação no justo valor 142 209 587 112 322 038 26

Os activos financeiros disponíveis para venda encontram-se mensurados ao justo valor, com excepção das participações financeiras discriminadas no quadro a seguir, para as quais não foi possível determinar com fiabilidade o seu justo valor. % de participação Quantia escriturada Custo histórico Banco Standard Totta de Moçambique 0.00% 6 6 Sogir 2.50% 304 123 304 123 Companhia de Resseguros PTA 1.70% 3 322 461 3 322 461 Nov o Sommerchield 25.00% 357 000 357 000 3 983 591 3 983 591 Justo valor Açucareira de Moçambique 0.01% 142 925 142 925 Banco Internacional de Moçambique 4.15% 636 986 856 497 236 062 Sociedade de Notícias 3.40% 319 494 2 274 864 Cimentos de Moçambique 1.66% 41 587 991 41 587 991 ZIMRE 10.00% 3 506 340 3 506 340 SOCIMO - Sociedade de Comércio e Indústria de Moçambique 10.00% 1 630 854 754 289 Sociedade de Desenv olv imento do Corredor de Maputo 10.00% 23 376 593 19 838 995 Sociedade Moçambique Prev idente-sgfp 40.00% 9 620 000 9 620 000 717 171 052 574 961 465 721 154 643 578 945 056 O total de ganhos provenientes de ajustamentos de justo valor ascendeu em 2013 a 142 209 587 Meticais (2012: 112 322 038 Meticais), tendo o ganho sido reconhecido no Capital próprio na rubrica de reservas de reavaliação ajustamentos no justo valor de activos financeiros. 27

4.4. Empréstimos e contas a receber A rubrica de Empréstimos e contas a receber é maioritariamente constituída pelos depósitos a prazo existentes no fim do ano. A decomposição dos depósitos a prazo por moeda é como se segue: Dólares N orte-americanos (i) 59 300 000 57 200 000 Rands (ii) 4 260 000 5 115 000 M etical (iii) 60 000 000-123 560 000 62 315 000 (i) Corresponde a 1 depósito em Dólares constituído nos seguintes termos: BCI - USD2 000 000 em 31 de Dezembro de 2013 por um período de 91 dias e rende juros a uma taxa anual de 1,0%, (ii) Corresponde a 1 depósito em Randes constituído nos seguintes termos: Barclays Bank ZAR1 500 000 em 19 de Abril de 2013 por um período de 365 dias e rende juros a uma taxa anual de 3,3216%. (iii) Corresponde a 1 depósito em Meticais constituído nos seguintes termos: BIM 60 000 000 Meticais em 21 de Fevereiro de 2013 por um período de 365 dias e rende juros a uma taxa anual de 12,5%, 4.5. Investimentos a deter até à maturidade O saldo desta rubrica decompõem-se como se segue: Obrigações do Tesouro - 2008-10 194 458 M C EL - 2008 II - 4 256 361 Petromoc - 2010 (a) 90 126 396 92 626 396 Petromoc - Papel C omercial 2011 (b) 50 000 000-140 126 396 107 077 216 (a) As Obrigações da Petromoc foram adquiridas pelo prazo de 5 anos, tendo o seu vencimento em 17 de Agosto de 2015 e rendem juros a uma taxa anual indexada à BT's a 6 meses mais um spread de 3,5%, (b) As Obrigações da Petromoc Papel Comercial foram adquiridas pelo prazo de 1 ano, tendo o seu vencimento em 20 de Maio de 2014 e rendem juros a uma taxa anual de 12,5%. 28

4.6. Activos tangíveis e intangíveis O movimento ocorrido na rubrica de activos tangíveis é analisado como segue: Aquisições Reavaliação Transferências / regularizações Activo bruto Edifícios 408 877 496-90 970 736 ( 2 873 739) 496 974 493 Equipamento Administrativo 11 511 391 1 777 934-808 500 14 097 825 Máquinas e Ferramentas 211 023 6 768 - - 217 791 Hardware 37 599 591 411 560 - - 38 011 151 Instalações Interiores 4 505 403 - - - 4 505 403 Material de Transporte 88 178 065 13 237 081-8 410 000 109 825 146 Outro Equipamento 14 449 828 1 969 763-2 378 633 18 798 224 Investimentos em curso 3 827 522 31 409 458 - ( 2 378 633) 32 858 347 Adiantamentos por conta de activos tangíveis 17 961 706 - - ( 9 218 500) 8 743 206 587 122 025 48 812 564 90 970 736 ( 2 873 739) 724 031 585 Depreciações do exercício Reavaliação Transferências / regularizações Depreciações acumuladas Edifícios 35 930 506 12 403 242 - - 48 333 747 Equipamento Administrativo 7 539 591 989 855 - - 8 529 446 Máquinas e Ferramentas 204 653 2 424 - - 207 077 Hardware 19 876 913 3 125 929 - ( 3 242 878) 19 759 963 Instalações Interiores 3 912 383 176 817 - - 4 089 200 Material de Transporte 81 643 375 14 259 657 - - 95 903 032 Outro Equipamento 10 699 096 1 225 196 - - 11 924 292 159 806 517 32 183 119 - ( 3 242 878) 188 746 757 Valor líquido 427 315 508 535 284 828 As adicções ocorridas na rubrica de Material de Transporte respeitam essencialmente à aquisição de várias viaturas para serem alocadas às dependências da Companhia. Os movimentos ocorridos na rubrica de Investimentos em curso englobam essencialmente a aquisição de um imóvel em Maxixe no valor de 23 482 500 Meticais. 29

O movimento registado na rubrica de activos tangíveis em 31 de Dezembro de 2012, é analisado como segue: 01-Jan-12 Aquisições Reavaliação Transferência/ Regularizações Activo bruto - Edifícios 297 410 069 350 000 111 117 427-408 877 496 Equipamento Administrativo 10 370 843 1 140 548 - - 11 511 391 Máquinas e Ferramentas 211 023 - - - 211 023 Hardware 36 618 710 980 881 - - 37 599 591 Instalações Interiores 4 505 403 - - - 4 505 403 Material de Transporte 87 314 344 4 691 243 - - 92 005 587 Outro Equipamento 13 401 396 1 048 432 - - 14 449 828 Adiantamentos por conta de imobilizado 8 743 206 9 218 500 - - 17 961 706 458 574 995 17 429 604 111 117 427-587 122 025 01-Jan-12 Depreciações do exercício Reavaliação Transferência/ Regularizações Depreciações acumuladas Edifícios 26 979 629 2 322 304 6 628 573-35 930 506 Equipamento Administrativo 6 728 287 827 695 - ( 16 391) 7 539 591 Máquinas e Ferramentas 207 539 4 407 - ( 7 292) 204 653 Hardware 29 879 921 3 113 233 - ( 13 116 241) 19 876 913 Instalações Interiores 7 713 384 247 712 - ( 4 048 713) 3 912 383 Material de Transporte 68 134 508 9 507 063-4 001 804 81 643 375 Outro Equipamento 9 748 840 1 022 796 - ( 72 539) 10 699 096 149 392 107 17 045 209 6 628 573 ( 13 259 372) 159 806 517 Valor líquido 309 182 888 427 315 508 30

O movimento registado na rubrica de activos intangíveis no período é analisado como segue: Aquisição T ransferências / regularizações 31-12-2013 Activo bruto S oftw are 17 489 755 19 284 272-36 774 027 17 489 755 19 284 272-36 774 027 Depreciações do exercício T ransferências / regularizações 31-12-2013 Depreciações acum uladas S oftw are 15 578 815 2 321 851 3 242 878 21 143 545 15 578 815 2 321 851 3 242 878 21 143 545 Valor líquido 1 910 940 15 630 482 O aumento verificado na rubrica de Software compreende a aquisição de uma aplicação informática para a gestão do negócio. O movimento registado na rubrica de activos intangíveis em 31 de Dezembro de 2012 é analisado como segue: 01-Jan-12 Aquisição T ransferência Activo bruto - S oftw are 15 438 794 2 050 961-17 489 755 15 438 794 2 050 961-17 489 755 01-Jan-12 Depreciações do exercício T ransferência Depreciações acum uladas S oftw are 13 255 980 2 322 835-15 578 815 13 255 980 2 322 835-15 578 815 Valor líquido 2 182 813 1 910 940 31

4.7. Propriedades de investimento Regularizações Beneficiações Reavaliação Propriedades de inv estimento 2 283 309 096 2 873 739-163 703 019 2 449 885 854 2 283 309 096 2 873 739-163 703 019 2 449 885 854 01-Jan-12 Regularizações Beneficiações Reavaliação Propriedades de inv estimento 2 012 023 093-25 940 075 245 345 928 2 283 309 096 2 012 023 093-25 940 075 245 345 928 2 283 309 096 4.8. Provisões técnicas de resseguro cedido As provisões técnicas de resseguro cedido decompõem-se como se segue: Prov isão para prémios não adquiridos (PPN A) 70 341 638 69 932 875 P rov isão matemática do ramo v ida 14 215 006 8 390 236 P rov isão para sinistros 1 389 378 320 45 187 253 1 473 934 965 123 510 364 32

A 31 de Dezembro de 2013, o valor de cada uma das provisões técnicas de resseguro cedido apresentava a seguinte decomposição por ramos: PPNA Provisão matemática do ramo vida Provisão para sinistros Ramo Vida - 14 215 006 1 262 658 Acidentes de Trabalho - - 1 202 245 Acidentes Pessoais e Doença 8 185 789-3 323 308 Incêndio e Elementos da Natureza 20 303 431 - ( 9 874 219) Automóvel 967 435-211 901 Marítimo 7 010 104 - ( 2 092 202) Ferroviário 87 929 - - Aéreo 16 915 132-1 388 258 437 Transportes 54 618-97 Responsabilidade Civil Geral 1 217 596 - ( 146 904) Diversos 15 599 604-7 232 999 Ramos Não-vida 70 341 638-1 388 115 662 70 341 638 14 215 006 1 389 378 320 A 31 de Dezembro de 2012, o valor de cada uma das provisões técnicas de resseguro cedido apresentava a seguinte decomposição por ramos: PPNA Provisão matemática do ramo vida Provisão para sinistros Ramo Vida - 8 390 236 1 230 012 Acidentes de Trabalho - - 1 200 527 Acidentes Pessoais e Doença 8 185 789-3 323 308 Incêndio e Elementos da Natureza 20 303 431-16 839 938 Automóv el 967 435-211 901 Marítimo 7 010 104-3 405 Ferroviário 87 929 - - Aéreo 16 915 132-7 839 868 Transportes 54 618-97 Responsabilidade Civ il Geral 1 217 596-875 496 Diversos 15 190 841-13 662 701 Ramos Não-vida 69 932 875-43 957 241 69 932 875 8 390 236 45 187 253 33

4.9. Valores a receber por operações de seguro directo Os valores a receber por operações de seguro directo são analisados como se segue: Tomadores de seguro 1 839 015 790 1 567 838 335 M ediadores de seguro 24 988 606 34 787 038 C o-seguradores 29 370 163 21 363 264 1 893 374 559 1 623 988 638 Imparidade em v alores a receber por operações de seguro directo ( 772 568 081) ( 823 736 058) 1 120 806 478 800 252 580 As perdas por imparidade reconhecidas nos valores a receber por operações de seguro directo foram as seguintes: A 1 de Janeiro 823 736 058 656 977 565 Reforço 207 125 423 166 758 493 Rev ersão ( 258 293 399) - A 31 de Dezembro 772 568 081 823 736 058 4.10. Valores a receber por operações de resseguro Os valores a receber por operações de resseguro são analisados como se segue: C ontas a receber por operações de resseguro 5 291 986 6 263 230 5 291 986 6 263 230 34

4.11. Valores a receber por outras operações Os valores a receber por outras operações são analisados conforme tabela seguinte: V alores a receber do pessoal 9 432 786 1 737 675 Rendas de imóv eis 233 231 079 202 445 111 E mprestimos hipotecários 104 477 104 477 Dev edores por v alores em depósito 229 659 229 659 C ompanhia de seguros Fidelidade 18 361 181 18 092 014 Estado (Empréstimo LAM ) a) 17 741 377 39 676 812 P rosperity 2 433 568 - E mpresa M oçambicana de A utomóv eis 6 430 000 6 430 000 M inistério das Finanças 5 521 186 5 521 186 S ocief 8 060 883 8 060 883 N ov o S ommerchield (Projecto E M OS E) 5 440 417 5 440 417 GETCOOP 2 750 682 2 152 573 S alv ados 2 215 200 - O utros v alores a receber por outras operações 55 093 917 915 312 007 588 290 808 721 Imparidade em v alores a receber por outras operações ( 122 860 085) ( 119 948 433) 189 147 503 170 860 289 a) A rubrica Estado (Empréstimo LAM) no valor de 17 741 377 Meticais é relativo ao remanescente do valor adiantado ao accionista Estado, para pagamento do resseguro da frota das Linhas Aéreas de Moçambique, junto da respectiva resseguradora no estrangeiro, na sequência dos eventos ocorridos em 11 de Setembro de 2001. Este adiantamento que não vence juros, será amortizado através dos dividendos futuros a entregar ao accionista. 35

As perdas por imparidade reconhecidas nos valores a receber por outras operações tiveram o seguinte movimento: A 1 de Janeiro 119 948 433 112 251 173 Reforço 2 911 652 8 086 089 Rev ersão - ( 388 830) A 31 de Dezembro 122 860 085 119 948 433 4.12. Outros elementos do activo O saldo desta rubrica decompõe-se como se segue: V alores a regularizar - C ontas efectiv as 23 472 870 120 036 956 V alores a regularizar - M ov imento de bancos 26 849 744 - V alores a regularizar - Diferenças de caix a - 3 288 C orrespondentes 10 494 290 14 430 478 Outros 10 701-60 827 605 134 470 722 4.13. Activos não correntes detidos para venda Os activos não correntes detidos para venda apresentaram a seguinte evolução: Regularizações Transferências Activ os não correntes detidos para v enda 320 932 456 - - 320 932 456 320 932 456 - - 320 932 456 O saldo registado nesta rubrica respeita à reclassificação do imóvel 015 (Rua Majogota, nº 23 e 49) para Activo não corrente detido para venda em resultado das recentes negociações com o SISE Serviços de Informações e Segurança do Estado para aquisição do referido imóvel (alienação a ser concretizada no decurso de 2014). O referido imóvel, encontra-se registado ao justo valor. 36

4.14. Capital social O capital encontra-se totalmente subscrito e realizado, tendo como accionistas as seguintes entidades, pelas respectivas percentagens: Nº Acções Valor % de participação Alienação / venda Nº Acções Valor % de participação Estado Moçambicano 76 930 000 76 930 000 49% ( 15 700 000) 61 230 000 61 230 000 39% IGEPE 48 670 000 48 670 000 31% - 48 670 000 48 670 000 31% GETCOOP 31 400 000 31 400 000 20% - 31 400 000 31 400 000 20% Outros - - 0% 15 700 000 15 700 000 15 700 000 10% 157 000 000 157 000 000 100% - 157 000 000 157 000 000 100% De acordo com o Boletim da República III Série Número 24 datado de 19 de Junho de 2012, o número total de Acções representativas do Capital social é de 157 000 000 de 1 Metical cada. A Companhia procedeu à colocação através da Bolsa de Valores, de 10% do capital social detido pelo Estado à subscrição pública. Assim, a participação do Estado no capital social da Companhia reduziu para 70% a partir do 2º semestre de 2013. 4.15. Outras reservas O saldo desta rubrica apresenta-se como segue: Reserva legal 91,622,596 41 008 286 Reserva estatutária 181,280,337 181 280 337 Fundo social ( 12 275 269) ( 12 275 269) Fundo para o tesouro ( 1 319 715) ( 1 319 715) Outras reservas 1 873 537 1 873 537 261 181 485 210 567 175 Reserva Legal De acordo com o Decreto-Lei n.º 1/2010, de 31 de Dezembro, as companhias de seguros devem obrigatoriamente constituir uma reserva legal a partir dos lucros líquidos apurados em cada exercício económico nos seguintes termos: a) 20% até que o valor acumulado da reserva represente metade do capital social mínimo aplicável à Companhia, definido no art.º n.º 15 do mesmo decreto; e 37

b) 10% a partir do momento em que tenha sido atingido o montante referido na alínea anterior, até à concorrência do capital social. O capital social mínimo aplicável à EMOSE é de 100 000 000 de Meticais, tendo em 2013 a Reserva legal da Companhia alcançado os 92% do capital social mínimo exigido. Fundo social Corresponde às despesas efectuadas pela EMOSE por conta do Fundo Social a constituir, de acordo com o artigo 28º do decreto-lei 3/77 de 13 de Janeiro (agora revogado pelo artigo 36º do Diploma Ministerial 30/99 de 21 de Abril, que aprova os Estatutos da Companhia), pela aplicação de resultados. A regularização do montante reflectido nesta conta aguarda deliberação da Assembleia-geral de accionistas. Fundo Para Tesouro: De acordo com o artigo 28º do decreto-lei n.º 3/77 de 13 de Janeiro, do resultado da EMOSE seria anualmente entregue uma percentagem ao Tesouro Público, a definir pelo Ministro das Finanças. O montante de 1 319 715 Meticais, diz respeito às entregas efectuadas ao Estado, até 1987, por conta da aplicação de resultados que viesse a ser definida. A partir de 1987 cessaram as entregas da EMOSE passando a Companhia a estar sujeita a Contribuição Industrial. Com a revogação do decreto-lei n.º 3/77 de 13 de Janeiro, fica cometida à Assembleia-geral de accionistas a aplicação a efectuar a este fundo. 4.16. Provisões técnicas As provisões técnicas apresentam a seguinte decomposição: P rov isão para prémios não adquiridos 479 280 041 416 801 120 P rov isão matemática do ramo v ida 831 383 600 611 130 600 P rov isão para sinistros 2 064 610 389 638 237 786 P rov isão para riscos em curso 25 172 473 87 833 096 P rov isão para desv ios de sinistralidade 14 079 766 12 526 531 3 414 526 269 1 766 529 133 38

A 31 de Dezembro de 2013, a Provisão para prémios não adquiridos decompõe-se por ramo da seguinte forma: Prémios não adquiridos Custos de aquisição diferidos Provisão para prémios não adquiridos Acidentes de Trabalho 39 220 267 ( 3 525 552) 35 694 715 Acidentes Pessoais e Doença 1 939 447 ( 27) 1 939 421 Incêndio e Elementos da Natureza 55 602 890 ( 5 201 330) 50 401 561 Automóv el 322 422 715 ( 23 273 326) 299 149 389 Marítimo 5 226 409 ( 628 591) 4 597 818 Aéreo 45 249 252 ( 8 830) 45 240 422 Transportes 2 000 932 ( 293 121) 1 707 812 Responsabilidade Civ il Geral 6 133 325 ( 830 726) 5 302 599 Div ersos 40 515 876 ( 5 269 570) 35 246 306 518 311 113 ( 39 031 072) 479 280 041 A 31 de Dezembro de 2012, a Provisão para prémios não adquiridos decompõe-se por ramo da seguinte forma: Prémios não adquiridos Custos de aquisição diferidos Provisão para prémios não adquiridos Acidentes de Trabalho 35 223 237 ( 3 055 514) 32 167 723 Acidentes Pessoais e Doença 2 586 145 ( 115 870) 2 470 275 Incêndio e Elementos da Natureza 39 779 979 ( 3 704 760) 36 075 219 Automóvel 280 015 693 ( 18 926 353) 261 089 341 Marítimo 4 985 175 ( 445 772) 4 539 403 Aéreo 46 037 752 ( 53 599) 45 984 153 Transportes ( 1 321 298) ( 120 638) ( 1 441 936) Responsabilidade Civ il Geral 4 222 876 ( 487 225) 3 735 651 Diversos 37 143 032 ( 4 961 740) 32 181 292 448 672 590 ( 31 871 471) 416 801 120 A decomposição da provisão matemática por ramo apresenta-se como se segue: Indiv idual 619 633 600 484 610 600 Grupo 211 750 000 126 520 000 831 383 600 611 130 600 39

A EMOSE tem duas apólices de seguro de vida grupo, subscritas na própria Companhia, para fazer face aos compromissos de reforma dos trabalhadores das extintas Companhias de Seguros Naúticus e Lusitana e dos trabalhadores admitidos após a constituição da Companhia. Estes compromissos de reforma encontram-se materializados num plano de benefícios definidos estabelecido aquando da integração e extinção destas companhias de seguros, sendo que o valor da responsabilidade reconhecido em 31 de Dezembro de 2013 é de aproximadamente 31 milhões de Meticais (2012: cerca de 21 milhões de Meticais). A decomposição da provisão para sinistros por ramo apresenta-se como se segue: Ramo Vida 17 312 419 12 485 866 Acidentes de Trabalho 170 846 684 111 993 567 Acidentes Pessoais e Doença 5 540 991 3 601 936 Incêndio e Elementos da N atureza 29 630 960 31 267 594 Automóv el 574 250 534 444 240 944 M arítimo 1 700 354 495 766 Ferrov iário - 3 A éreo 1 252 377 246 9 513 330 Transportes 16 649 3 408 Responsabilidade C iv il G eral 3 238 140 6 818 573 Div ersos 9 696 413 17 816 799 Ramos Não-vida 2 047 297 970 625 751 920 2 064 610 389 638 237 786 4.17. Empréstimos bancários A rubrica de empréstimos bancários apresenta-se como se segue: Descobertos bancários (i) 909 086 110 395 550 B anco C omercial e de Inv estimentos (ii) 27 403 700 58 751 100 M illennium B IM (iii) 4 546 862 20 662 036 B C I Leasing (iv ) 5 146 538 11 257 153 B anco Ú nico Leasing (v ) 11 508 077 7 569 766 49 514 264 208 635 605 40

(i) Descobertos bancários Esta rubrica em 2013 é representada por saldos bancários a descoberto devidamente autorizados pelo Banco. (ii) Banco Comercial de Investimentos Os empréstimos obtidos junto do BCI tiveram como finalidade o investimento imobiliário na aquisição de parte do edifício Time Square em 2005 e no apoio de tesouraria em 2009. O valor contratado em 2009 foi de 100.000.000 de Meticais, incidindo sobre o valor em dívida juros anuais FPC + 3%, liquidados mensalmente. O empréstimo tem como garantia a hipoteca do imóvel. (iii) Millennium BIM O empréstimo obtido junto do BIM teve como finalidade apoiar a aquisição do edifício Times Square. Este empréstimo foi contratado em 2004, vencendo-se em 2014. O empréstimo é remunerado a uma taxa de Libor a 90 dias acrescido de um spread de 6% arredondado ao 1/8 superior. O empréstimo vence capital e juros trimestralmente e tem como garantia a hipoteca do imóvel. (iv) BCI Leasing O financiamento obtido junto do BCI Leasing destinou-se à aquisição de novas viaturas para a Companhia. O contrato celebrado enquadra-se como um contrato de locação financeira, retendo a Companhia todos os riscos e vantagens inerentes à utilização das viaturas. O financiamento foi concedido por um período de 3 anos vencendo juros e capital com uma periodicidade mensal. O financiamento é remunerado a uma taxa Prime Rate do BCI + 4 p.p arredondado a ¼ superior e tem previsto um valor residual correspondente a 2% do valor das viaturas. (v) Banco Único Leasing O financiamento obtido junto do Banco Único Leasing, destinou-se à aquisição de novas viaturas para a Companhia. O contrato celebrado enquadra-se como um contrato de locação financeira, retendo a Companhia todos os riscos e vantagens inerentes à utilização das viaturas. O financiamento foi concedido por um período de 3 anos vencendo juros e capital com uma periodicidade mensal. O financiamento é remunerado a uma taxa PLR MZM + 2%. 41

4.18. Outros Credores por operações de seguros e outras operações Os valores a pagar por operações de seguro directo, resseguro e outras operações são analisados como se segue: Valores a pagar por operações de seguro directo Tomadores de seguro 135 009 583 137 942 397 M ediadores de seguro 96 476 601 93 959 790 231 486 184 231 902 186 V alores a pagar por operações de resseguro Resseguradores 274 941 420 104 795 724 Valores a pagar por outras operações Sindicato 382 148 245 140 C redores por v alores em depósito 14 268 708 8 790 316 Recibos prov isórios de rendas 6 771 531 6 359 107 Imensis - C omissões de gestão 67 325 555 55 479 356 A ccionistas (div idendos a pagar) - 23 074 345 O utros v alores a pagar por outras operações 36 519 194 17 758 952 125 267 137 111 707 217 631 694 741 448 405 127 4.19 Outros passivos correntes Esta rubrica é analisada como se segue: A créscimos e diferimentos Rendas e alugueres 6 395 976 10 207 893 S ubsídio de férias 12 539 960 10 455 669 O utros acréscimos de custos 14 085 980 9 149 793 33 021 917 29 813 356 42

4.20. Outros elementos do passivo O saldo da rubrica de outros elementos do passivo decompõe-se como se segue: V alores a regularizar - M ov imento de bancos - 33 387 764 V alores a regularizar - E ntregas a mais de segurados 57 022 871 51 830 331 V alores a regularizar - O utros 167 010 042 16 497 936 224 032 914 101 716 030 4.21. Passivos por impostos Os impostos sobre o rendimento, assim como os valores activos e passivos referentes a impostos sobre o rendimento e a outros impostos e taxas, decompõem-se como se segue: Activos por impostos correntes e taxas IRPC 71 937 192 67 896 337 IRPS 5 375 724 - IVA 3 636 532 3 089 960 Outros impostos e tax as 385 309 295 320 81 334 756 71 281 617 Passivos por impostos correntes e taxas Imposto de selo 125 591 830 121 287 674 Sobretax a 16 489 852 15 213 894 IRPS - 1 915 845 INSS 2 877 118 1 476 655 Outros 42 435-145 001 236 139 894 067 43

A reconciliação do imposto corrente e do imposto diferido apresenta-se como segue: T axa de T axa de Valor im posto imposto Valor Resultado antes de im posto 193 700 593 232 789 857 Tax a de imposto 32.00% 61 984 190 32.00% 74 492 754 C orrecções fiscais: Despesas não dedutív eis 51.31% 99 384 590 21.13% 49 186 794 G anhos não tributáv eis -95.57% ( 185 119 668) -71.61% ( 166 692 953) Imposto efectiv o a liquidar 0.00% - 0.00% - Deduções ao imposto a pagar 0.00% - 0.00% - Imposto corrente 0.00% - 0.00% - Ganhos e perdas Capital próprio Perdas Ganhos Aumento Diminuição Impostos diferidos activos Diferenças de câmbio não realizadas 2 364 388 9 112 911 ( 2 364 388) - - 9 112 911 Provisões não aceites 3 047 893 - ( 33 339) 33 339-3 047 893 5 412 281 9 112 911 ( 2 397 727) 33 339-12 160 805 Impostos diferidos passivos Propriedades de investimento 714 964 559 52 384 966 - - - 767 349 525 Participações financeiras 161 407 489 - - 45 507 068-206 914 557 Edifícios de uso próprio 100 621 423 ( 2 084 866) - 29 110 636-127 647 193 Diferenças de câmbio não realizadas 1 327 490 ( 1 327 490) 2 495 833 - - 2 495 833 978 320 961 48 972 610 2 495 833 74 617 704-1 104 407 107 44

31-Dez-11 Ganhos e perdas Capital próprio Perdas Ganhos Aumento Diminuição Impostos diferidos activos Diferenças de câmbio não realizadas 11 982 097 ( 11 982 097) 2 364 388 - - 2 364 388 Provisões não aceites 584 770-2 463 123 - - 3 047 893 12 566 868 ( 11 982 097) 4 827 511 - - 5 412 281 Impostos diferidos passivos Propriedades de investimento 549 599 192 165 365 367 - - - 714 964 559 Participações financeiras 128 269 548 - - - 33 137 942 161 407 489 Edifícios de uso próprio 67 189 730 - ( 2 125 884) - 35 557 576 100 621 423 Diferenças de câmbio não realizadas 11 237 861 1 327 490 ( 11 237 861) - - 1 327 490 756 296 330 166 692 857 ( 13 363 745) - 68 695 518 978 320 961 45

4.22. Prémios, líquidos de resseguro Os prémios, líquidos de resseguro, decompõem-se por ramo como se segue: Prémios brutos emitidos Prémios de resseguro cedido Prémios líquidos de resseguro Prémios brutos emitidos Prémios de resseguro cedido Prémios líquidos de resseguro Não-vida Acidentes de Trabalho 156 706 078-156 706 078 150 122 732 ( 434 883) 149 687 849 Acidentes Pessoais e Doença 118 312 943 (77 162 800) 41 150 143 41 447 229 (24 689 783) 16 757 446 Incêndio e Elementos da Natureza 133 011 649 (71 964 908) 61 046 741 101 450 822 (60 915 331) 40 535 491 Automóvel 598 998 761 (4 476 681) 594 522 080 521 646 399 (2 902 594) 518 743 805 Marítimo 27 151 659 (18 742 076) 8 409 583 20 843 160 (24 719 579) (3 876 419) Ferroviário 58 788 ( 187 110) ( 128 322) - - - Aéreo 54 606 799 (55 846 052) (1 239 253) 61 038 632 (50 779 973) 10 258 659 Transportes 5 920 607 ( 668 023) 5 252 584 1 760 362 ( 546 185) 1 214 177 Responsabilidade Civil Geral 18 088 549 (7 752 353) 10 336 196 8 792 078 (3 653 156) 5 138 922 Diversos 90 176 714 (56 333 599) 33 843 115 66 179 559 (46 805 670) 19 373 889 1 203 032 548 (293 133 603) 909 898 946 973 280 973 (215 447 154) 757 833 819 Vida Individual 150 734 916 (28 456 340) 122 278 576 131 416 252 (20 120 912) 111 295 340 Grupo 101 530 172 ( 119 675) 101 410 497 85 578 947 ( 475 320) 85 103 627 Despesas de funeral 2 820 657-2 820 657 2 318 674-2 318 674 255 085 744 (28 576 015) 226 509 730 219 313 873 (20 596 232) 198 717 641 1 458 118 293 (321 709 617) 1 136 408 675 1 192 594 846 (236 043 386) 956 551 460 46

4.23. Rendimentos financeiros Os rendimentos financeiros analisam-se como se segue: Rendas de imóv eis 102 945 813 103 267 426 Div idendos 45 419 070 58 757 703 Títulos de dív ida 10 304 836 8 651 198 Depósitos a prazo 27 077 918 21 613 316 O utros rendimentos 121 955 63 925 185 869 593 192 353 568 Os rendimentos financeiros provenientes de rendas de imóveis são reconhecidos na Conta de Ganhos e Perdas da Companhia deduzidos dos gastos necessários à manutenção dos imóveis nas condições adequadas para o seu arrendamento, nomeadamente, gastos com manutenção ou reparação. 4.24. Custos com sinistros, líquidos de resseguro Os custos com sinistros apresentam a seguinte decomposição por ramo: Custos com sinistros, líquidos de Não-vida resseguro Seguro directo Resseguro cedido Líquido Seguro directo Resseguro cedido Líquido Acidentes de Trabalho (75 505 455) ( 1 718) (75 507 173) 40 318 391 ( 357 894) 39 960 497 Acidentes Pessoais e Doença 80 998 119-80 998 119 36 385 532 (3 323 308) 33 062 224 Incêndio e Elementos da N atureza 63 069 454 (44 512 226) 18 557 228 11 362 125 (12 459 746) (1 097 621) Automóv el 358 424 308 ( 911 350) 357 512 959 296 881 280 775 653 297 656 933 M arítimo 1 873 646-1 873 646 (2 620 462) - (2 620 462) Ferrov iário ( 8 692) 7 453 ( 1 239) 819-819 Aéreo 1 245 068 630 (1 383 014 276) (137 945 647) (2 361 587) - (2 361 587) Transportes 474 526-474 526 2 120 616 ( 519 089) 1 601 527 Responsabilidade C iv il Geral (1 045 164) 433 244 ( 611 920) 2 951 565 ( 622 831) 2 328 734 Div ersos 24 277 577 (18 307 172) 5 970 406 21 355 654 (16 902 204) 4 453 450 1 697 626 949 (1 446 306 043) 251 320 905 406 393 933 (33 409 419) 372 984 514 Vida Indiv idual 38 635 021-38 635 021 24 459 895 (2 042 990) 22 416 905 Grupo 85 124 665 (1 126 339) 83 998 326 49 358 287 ( 538 459) 48 819 828 Despesas de funeral 506 770-506 770 741 916-741 916 124 266 456 (1 126 339) 123 140 117 74 560 098 (2 581 449) 71 978 649 1 821 893 405 (1 447 432 383) 374 461 022 480 954 031 (35 990 868) 444 963 163 47

4.25. Custos de aquisição, líquidos de resseguro Os custos de aquisição, líquidos de resseguro, apresentam a seguinte decomposição por ramo: Custos de Comissões de Custos de Comissões de aquisição resseguro aquisição resseguro Não-vida Acidentes de Trabalho 22 178 650 ( 605 068) 21 458 846 - Acidentes Pessoais e Doença 26 330 517 ( 2 419 570) 11 252 846 ( 880 011) Incêndio e Elementos da N atureza 19 668 596 ( 15 040 453) 13 945 824 ( 11 864 397) Automóv el 78 834 635-71 467 512 - M arítimo 3 847 880 ( 6 566 196) 1 395 292 ( 6 533 202) Ferroviário ( 7 870) ( 46 778) 682 ( 702 803) Aéreo ( 6 483) ( 795 518) ( 2 426 998) ( 638 572) Transportes 748 468 ( 192 149) 484 686 ( 436 214) Responsabilidade C ivil Geral 2 527 557 ( 1 680 786) 1 200 684 ( 814 689) Diversos 12 612 304 ( 14 893 077) 7 792 340 ( 12 904 355) 166 734 253 ( 42 239 594) 126 571 714 ( 34 774 243) Vida Individual 55 792 985 ( 2 912 029) 28 633 090 ( 3 315 390) Grupo 1 324 312-2 273 213 ( 130 428) Despesas de funeral 181 042-273 317-57 298 339 (2 912 029) 31 179 620 (3 445 818) 224 032 593 (45 151 623) 157 751 334 (38 220 061) 48

4.26. Custos administrativos Os custos administrativos são analisados como se segue: Gastos com o pessoal 370 258 177 279 959 055 Remunerações da Direcção 19 221 683 19 389 412 Remuneração do Pessoal 191 809 366 157 230 718 Pensões de Reforma 27 839 750 Encargos sobre Remunerações 30 205 217 22 515 206 Seguros obrigatórios 85 508 739 65 107 601 Outros Custos com Pessoal 43 485 333 15 715 369 Fornecimento e Serviços de T erceiros 149 500 807 112 658 638 C onservação e Reparação 29 916 753 37 845 116 P ublicidade e Propaganda 12 177 412 14 654 845 C ombustíveis 7 029 790 7 517 053 C omunicação 6 423 235 6 726 231 M aterial de E scritório 5 720 955 6 409 202 Vigilância e Segurança 6 216 336 5 463 232 S eguros 2 246 726 1 222 704 C onsultoria e A uditoria 7 292 582 3 815 008 Deslocações e Estadas 7 185 226 7 699 577 Limpeza, Saúde E C onforto 4 994 669 4 377 105 E lectricidade 3 726 314 3 506 489 Outros Fornecimento e Serv iços de Terceiros 56 570 807 13 422 074 Impostos e T axas 891 870 797 267 Depreciações e amortizações 34 504 970 25 996 618 Juros suportados 8 724 726 14 633 290 Comissões 711 334 27 966 748 T otal gastos im putáv eis 564 591 884 462 011 616 Com issões de cobrança 7 830 371 5 754 799 Total gastos administrativos 572 422 255 467 766 415 49

A 31 de Dezembro de 2013 a Companhia procedeu à imputação dos gastos gerais a cada uma das funções da seguinte forma: Sinistros Aquisição Administrativos Investimentos T otal Gastos com o pessoal 56 982 733 51 613 990 226 635 030 35 026 424 370 258 177 Fornecimentos serv iços de terceiros 23 008 174 20 840 412 91 509 444 14 142 776 149 500 807 Impostos e tax as 137 259 124 327 545 914 84 371 891 870 Depreciações e amortizações 5 310 315 4 809 993 21 120 492 3 264 170 34 504 970 Juros suportados 1 342 735 1 216 227 5 340 405 825 359 8 724 726 C omissões 109 474 99 160 435 407 67 292 711 334 86 890 691 78 704 109 345 586 692 53 410 392 564 591 884 A 31 de Dezembro de 2012 a Companhia procedeu à imputação dos gastos gerais a cada uma das funções da seguinte forma: Sinistros Aquisição Administrativos Investimentos T otal Gastos com o pessoal 43 073 952 39 017 851 171 372 330 26 494 922 279 959 055 Fornecimentos serv iços de terceiros 17 333 437 15 701 217 68 962 132 10 661 852 112 658 638 Impostos e tax as 122 666 111 115 488 034 75 452 797 267 Depreciações e amortizações 3 999 789 3 623 145 15 913 402 2 460 282 25 996 618 Juros suportados 2 251 449 2 039 439 8 957 528 1 384 874 14 633 290 C omissões 4 302 909 3 897 721 17 119 385 2 646 733 27 966 748 71 084 202 64 390 488 282 812 811 43 724 115 462 011 616 50

4.27. Outros rendimentos / gastos Os outros rendimentos e gastos não técnicos analisam-se como se segue: Outros rendimentos Diferenças de câmbio favoráv eis 28 811 261 9 422 004 Juros de depósitos 1 277 676 1 682 123 Outros rendimentos 13 391 787 21 944 862 43 480 724 33 048 988 Outros gastos Diferenças de câmbio desfav oráveis 30 097 955 9 192 503 O utros gastos 8 763 164 90 131 729 38 861 119 99 324 232 4 619 605 ( 66 275 244) 4.28. Justo valor dos instrumentos financeiros O justo valor dos instrumentos financeiros classificados como Activos financeiros disponíveis para venda e Investimentos a deter até à maturidade é analisado como se segue: Instrumentos de capital 723 674 643 582 319 085 Inv estimentos a deter até à maturidade 263 686 396 169 392 216 987 361 039 751 711 301 A tabela seguinte compara o justo valor dos instrumentos financeiros identificados em cima com a respectiva quantia escriturada: Custo Justo valor Custo Justo valor Instrumentos de capital 77920 681 723 674643 77 920 681 582319085 Investimentos a deter até à maturidade 263686396 261 579387 169392 216 167201228 341607 077 985254 030 247312897 749520 313 51

De acordo com os requisitos da IFRS 7, a Companhia enquadrou a forma de obter o justo valor dos seus activos e passivos financeiros reconhecidos ao justo valor pelos seguintes níveis: Nível 1 Justo valor determinado com base na cotação em mercado activo. Nível 2 Justo valor determinado com base em inputs de mercado não incluídos no Nível 1, mas que sejam observáveis em mercado para activo ou passivo, quer directamente ou indirectamente. Nível 3 Justo valor dos activos e passivos é determinado com base em inputs que não são baseados em informação observável em mercado. A tabela em baixo sumariza para cada classe qual o nível de determinação do justo valor considerado para os instrumentos financeiros: Nível 1 Nível 2 Nível 3 Activos financeiros Instrumentos de capital - - 723 674 643 Investimentos a deter até à maturidade 261 579 387 - - Nível 1 Nível 2 Nível 3 Activos financeiros Instrumentos de capital - - 582 319 085 Investimentos a deter até à maturidade 167 201 228 - - 4.29. Partes relacionadas O capital da EMOSE é detido maioritariamente pelo Estado de Moçambique, através de participação directa no capital assim como através de participação indirecta através do sector empresarial público. A EMOSE por sua vez detém participações financeiras em empresas que lhe garantem uma influência significativa na sua gestão, nomeadamente na IMENSIS e na Sociedade de Manutenção Imobiliária. As transacções existentes entre a EMOSE e as suas participadas são realizadas numa base arm s lenght, correspondendo no caso da IMENSIS à gestão desta do património imobiliário da Companhia. A gestão do património inclui a cobrança das rendas das quais retém 52

uma comissão de 35%. A Sociedade de Manutenção Imobiliária é a empresa à qual a EMOSE contrata os serviços de reparação e limpeza das suas instalações. Seguem abaixo os detalhes sobre os saldos e transacções com partes relacionadas: S ubsidiárias Data Fornecim entos e serviços externos Outros gastos e rendimentos IM EN S IS ( 16 969 518) 115 846 964 IM EN S IS ( 44 301 870) 103 267 426 S ociedade de M anutenção Imobiliária - - S ociedade de M anutenção Imobiliária - - S ubsidiárias Data Outros activos financeiros O utros passiv os financeiros IM EN S IS 178 435 131 ( 67 325 555) IM EN S IS 154 008 091 ( 55 479 356) S ociedade de M anutenção Imobiliária 4 390 554 - S ociedade de M anutenção Imobiliária 595 940 - Remunerações do pessoal chave da gestão As remunerações do pessoal chave da gestão ascenderam em 31 de Dezembro de 2013 a 19 221 683 Meticais. Em 2012 os valores foram de 19 389 412 Meticais (Ver nota 4.26). 53

4.30. Compromissos Compromissos relativamente a locações financeiras A EMOSE detém contratos de locação financeira celebrados com o BCI e Banco Único relativamente a viaturas. Os contratos têm uma duração de 3 anos e foram celebrados entre 2011 e 2013. Os futuros pagamentos mínimos da locação são os seguintes: M enos de 1 ano BCI 5 146 538 4 914 317 Banco Ú nico 4 518 951 2 523 000 Entre 1 a 5 anos BCI - 6 342 836 Banco Ú nico 6 989 126 5 046 766 T otal 16 654 615 18 826 919 4.31. Natureza das rubricas e dos riscos resultantes de contratos de seguro, activos de resseguro e restantes instrumentos financeiros A gestão dos riscos é assumida como um dos pilares da Companhia no suporte a uma estratégia de crescimento sustentável. Assim sendo, um dos principais objectivos da Companhia é garantir que a sua estrutura de gestão de riscos permite assegurar e atingir o equilíbrio adequado entre o risco e o retorno de modo a fixar e preservar a confiança dos clientes, accionistas, reguladores e restantes partes interessadas. Como parte da sua governação, a Companhia adopta uma estrutura organizacional de gestão de riscos alinhada com as melhores práticas do mercado e dentro dos padrões prudenciais estabelecidos pela entidade reguladora. As transacções relacionadas com a actividade seguradora estão sujeitas a supervisão pelo órgão regulador ISSM o qual determina, entre outros aspectos, a natureza e a concentração dos investimentos afectos às provisões técnicas. A Companhia encontra-se exposta aos seguintes riscos: Risco de seguro; Risco de mercado, nomeadamente, risco de taxa de juro, risco de câmbio; Risco de crédito; Risco de liquidez 54

Risco de seguro A principal actividade da Companhia consiste na aceitação de risco de seguro perante terceiros, sendo a gestão da aceitação deste risco fulcral no resultado dos principais indicadores da actividade, nomeadamente o lucro, o crescimento do negócio ou a quota de mercado. O risco associado aos contratos de seguro celebrados pela Companhia reside na incerteza relativa aos sinistros. Para as carteiras de contratos de seguro em que é possível aplicar a probabilidade de ocorrência de sinistros, o principal risco que a Companhia enfrenta consiste na possibilidade de o valor actual do pagamento de sinistros e pensões exceder o valor das responsabilidades apuradas e expressas nas suas demonstrações financeiras. Esta situação pode ocorrer por alterações na frequência e / ou materialidade dos valores a pagar quando comparados com os valores estimados. Deste modo, a Companhia procede anualmente à revisão das suas estimativas relativamente às responsabilidades esperadas decorrentes de contratos de seguro. A experiência no sector mostra que quanto maior for a carteira de contratos de seguro com idênticas características, menor será a probabilidade de variações significativas nas responsabilidades estimadas pela Companhia. A Companhia desenvolveu a sua política de aceitação de riscos baseada na diversificação dos riscos seguros, garantindo para cada classe de risco uma dimensão suficientemente grande que permita reduzir a exposição a possíveis perdas. Os principais ramos de actividade para a Companhia são o ramo Vida, o ramo Acidentes de trabalho e o ramo Automóvel, os quais representam cerca de 75% do valor total da carteira de prémios da Companhia. A aceitação destes riscos está dependente da análise por pessoal qualificado. No caso da aceitação de riscos mais complexos, para os quais a Companhia não tem recursos adequados para proceder à sua avaliação, a Companhia recorre a peritos externos. A adequada gestão do risco de seguro pressupõe também que as tarifas praticadas pela Companhia sejam definidas de forma regular, prudente e com recurso a técnicas e/ou modelos de valorização. Para além do referido acima, a Companhia analisa o risco de seguro através da monitorização dos seguintes rácios: Rácios de sinistralidade (Custos com sinistros brutos / Prémios brutos adquiridos) Ramo Vida 48.7% 34.0% Acidentes de trabalho -49.4% 30.2% Acidentes Pessoais e doença 68.1% 90.3% Incêndio e outros danos 53.8% 12.0% Autom óv el 64.4% 66.9% Marítimo 7.0% -12.7% Aéreo 2249.5% -13.7% Transportes 18.3% 50.3% Responsabilidade civ il -6.5% 41.9% Div ersos 28.5% 37.6% Rácio global 131.4% 46.3% 55

Rácios de despesa (Custos de exploração brutos / Prémios brutos adquiridos) Ramo 31-D ez-13 Vida 51.3% 46.6% Acidentes de trabalho 47.7% 52.3% Acidentes Pessoais e doença 33.5% 40.0% Incêndio e outros danos 30.4% 27.0% Autom óv el 46.9% 52.0% Marítimo 26.3% 5.2% Aéreo -0.3% -77.5% Transportes 56.5% 42.1% Responsabilidade civ il 34.0% 36.2% Div ersos 27.5% 16.9% Rácio global 41.6% 43.0% Rácio combinado de sinistros e despesa (Custos exploração brutos + custos com sinistros brutos) / Prémios brutos adquiridos) Ramo 31-D ez-12 Vida 100.0% 80.6% Acidentes de trabalho -1.6% 82.5% Acidentes Pessoais e doença 101.6% 130.3% Incêndio e outros danos 84.2% 39.0% Automóv el 111.3% 118.9% Marítimo 33.2% -7.5% Aéreo 2249.2% -91.1% Transportes 74.7% 92.4% Responsabilidade civ il 27.5% 78.0% Div ersos 56.1% 54.5% Rácio global 173.0% 89.3% Risco de mercado As principais componentes do risco de mercado são os riscos de taxa de juro, taxa de câmbio e os riscos de crédito. Risco de taxa de juro O risco de taxa de juro do fluxo monetário é o risco de que fluxos monetários futuros de um instrumento financeiro irão flutuar devido a alterações nas taxas de juro do mercado. Por outro lado, o risco do justo valor da taxa de juro é o risco de que um valor de um determinado instrumento financeiro irá flutuar devido a taxas de juro do mercado. A exposição ao risco da taxa de juro prende-se essencialmente com os empréstimos de taxa de juro variável. A política da Companhia passa por obter financiamento com taxas fixas, para poder minimizar as variações das taxas de juro. Os instrumentos financeiros mais sujeitos ao risco de taxa de juro são os depósitos a prazo, as obrigações e os empréstimos obtidos. 56

A tabela a seguir sumariza a exposição ao risco de taxa de juro. Aumento / diminuição em pontos base Impacto no resultado antes de imposto M aibor +200 ( 486 957) M aibor -200 486 957 Libor +25 2 032 683 Libor -25 ( 2 032 683) Aumento / diminuição em pontos base Impacto no resultado antes de imposto Maibor +200 ( 3 752 943) Maibor -200 3 752 943 Libor +25 5 050 623 Libor -25 ( 5 050 623) Risco de taxa de câmbio O risco de taxa cambial é o risco que o justo valor ou fluxos de caixa futuros de um instrumento financeiro venha a flutuar devido a alterações nas taxas de câmbio. As demonstrações financeiras podem ser afectadas pelas variações das taxas cambiais, nomeadamente para as divisas EUR, USD, ZAR. A Companhia procura atenuar os efeitos de exposição à moeda estrangeira efectuando o maior número de operações em moeda nacional. Refira-se que parte substancial da exposição da Companhia ao risco de taxa de câmbio está relacionada com as posições detidas nos contratos de resseguro e na regularização de sinistros associados a contratos de seguro negociados em divisa. 57

A tabela abaixo sumariza a exposição ao risco de taxa de câmbio: 31-Dez-2013 Total MZN USD ZAR EUR GBP Activos Caixa e equivalentes de caixa 438 706 188 287 865 253 107 157 300 43 491 683 191 953 - Outros depósitos 123 560 000 60 000 000 59 300 000 4 260 000 - - Recibos por cobrar 1 839 015 790 1 700 708 075 134 759 468 3 546 611 1 635 - Valores a receber por operações de resseguro 5 291 986 1 708 980 256 918 3 289 603-36 485 2 406 573 964 2 050 282 308 301 473 686 54 587 896 193 588 36 485 Passivos Empréstimos obtidos 49 514 264 44 967 401 4 546 862 - - - Valores a pagar por operações de resseguro 274 941 420 251 827 776 22 863 315-250 328-324 455 683 296 795 178 27 410 177-250 328 - Posição líquida 2 082 118 280 1 753 487 131 274 063 509 54 587 896 ( 56 741) 36 485 31-Dez-2012 Total MZN USD ZAR EUR GBP Activos Caixa e equivalentes de caixa 384 158 724 283 974 869 73 571 461 26 390 219 222 175 - Outros depósitos 62 315 000-57 200 000 5 115 000 - - Recibos por cobrar 1 567 838 335 1 450 519 394 109 720 831 7 394 857 203 253 - Valores a receber por operações de resseguro 6 263 230 6 814 903 ( 572 879) 21 206 - - 2 020 575 290 1 741 309 167 239 919 412 38 921 282 425 428 - Passivos Empréstimos obtidos 208 635 605 167 554 569 41 081 036 - - - Valores a pagar por operações de resseguro 104 795 724 89 439 255 15 511 578 ( 110 265) ( 44 844) - Fornecedores 313 431 329 256 993 823 56 592 614 ( 110 265) ( 44 844) - Posição líquida 1 707 143 961 1 484 315 344 183 326 798 39 031 548 470 272-58

A tabela abaixo sumariza para as rubricas acima o impacto nos resultados da Companhia de uma variação das taxas de câmbio: Aum ento / dim inuição em pontos base Efeito em resultados antes de impostos 2013 Doláres Norte-Americanos +20% 33 873 Doláres Norte-Americanos -20% ( 33 873) Rands Sul-Africanos +20% 6 747 Rands Sul-Africanos -20% ( 6 747) Euro +20% 5 Euro -20% ( 5) Aumento / diminuição em pontos base Efeito em resultados antes de impostos 2012 Doláres Norte-Americanos +20% ( 4 616) Doláres Norte-Americanos -20% 4 616 Rands Sul-Africanos +20% ( 1 603) Rands Sul-Africanos -20% 1 603 Euro +20% ( 11) Euro -20% 11 Risco de crédito O risco de crédito é o risco da Companhia incorrer numa perda pelo facto de as contrapartes não cumprirem com as suas obrigações. As principais áreas em que a Companhia se encontra exposta ao risco de crédito são: (i) (ii) (iii) (iv) (v) parte dos resseguradores nas responsabilidades por contratos de seguro, parte dos resseguradores nos custos com sinistros, valores a receber de tomadores de seguro por contratos de seguro, valores a receber de mediadores de seguro, e risco das contrapartes relativamente aos instrumentos de dívida e aos saldos em bancos. A Companhia procura mitigar o risco de crédito através da diversificação da exposição do risco a mais do que uma entidade e da revisão regular dos riscos a que se encontra exposta. O risco de crédito associado a instrumentos de dívida detidos pela Companhia é reduzido uma vez que as políticas de investimento da empresa determinam que os investimentos deverão estar direccionados para as maiores empresas de Moçambique. 59

O risco de crédito associado aos empréstimos e contas a receber, excluindo os Prémios à cobrança onde a empresa apresenta níveis de ajustamentos historicamente prudentes, é reduzido uma vez que apresentam maturidades reduzidas. Risco de liquidez O risco de liquidez é o risco da Companhia não ter capacidade financeira para satisfazer os seus compromissos. Para limitar este risco, a gestão recorre a diversas fontes gerindo os activos tendo por base a sua liquidez e monitoriza periodicamente os fluxos de caixa futuros e a sua liquidez. A natureza da actividade seguradora tem implícita a impossibilidade de prever com certeza os fundos necessários para cobrir as responsabilidades da Companhia. Desta forma, a Companhia avalia o valor e a maturidade das suas responsabilidades através do recurso a métodos estatísticos e com base na experiência anterior. Neste âmbito, as obrigações definidas pelo órgão regulador relativamente à representação das provisões técnicas, constituem um dos mecanismos de mitigação do risco de liquidez. Os quadros em baixo espelham quais os activos representativos de provisões técnicas a 31 de Dezembro de 2013 e 31 de Dezembro de 2012: Seguros de vida sem participação nos resultados Seguros "Não-Vida" Não afectos Edifícios 919 293 448 488 846 781 1 862 176 313 Inv estimentos em filiais e associadas 2 129 029-2 520 000 Activ os financeiros disponív eis para v enda 83 810 787 636 986 856 357 000 Empréstimos concedidos e contas a receber 23 036-124 582 118 Inv estimentos a deter até à maturidade 140 126 396 - - Outros activ os tangív eis - - 102 274 564 Outros activ os - - 33 967 160 Total 1 145 382 696 1 125 833 637 2 125 877 155 60

Seguros de vida sem participação nos resultados Seguros "Não-Vida" Não afectos Edifícios 824 470 675 488 846 781 1 342 938 631 Inv estimentos em filiais e associadas 2 129 029-3 374 029 Activ os financeiros disponív eis para v enda 79 222 965 497 236 062 357 000 Empréstimos concedidos e contas a receber 23 036-63 337 118 Inv estimentos a deter até à maturidade 92 626 396 14 450 819 - Outros activ os tangív eis - - 178 244 529 Outros activos - - 17 489 755 Total 998 472 101 1 000 533 662 1 605 741 062 O objectivo da Companhia é manter o equilíbrio entre a continuidade do financiamento e flexibilidade através da utilização de descobertos bancários, empréstimos bancários e locações financeiras. Activos financeiros 0-1 ano 1-3 anos Mais de 3 anos Sem maturidade Total Caixa e equiv alentes de caix a 438 706 188 - - - 438 706 188 Activos financeiros disponíveis para v enda - - - 721 154 643 721 154 643 Inv estimentos a deter até à m aturidade 173 560 000 90 126 396 - - 263 686 396 Valores a receber por operações de seguro directo 1 893 374 559 - - - 1 893 374 559 Valores a receber por operações de ressseguro 5 291 986 - - - 5 291 986 Valores a receber por outras operações 312 007 588 312 007 588 2 822 940 321 90 126 396-721 154 643 3 634 221 360 Passivos financeiros Empréstimos obtidos 38 006 187 11 508 077 - - 49 514 264 Valores a pagar por operações de seguro directo 231 486 184 - - - 231 486 184 Valores a pagar por operações de ressseguro 274 941 420 - - - 274 941 420 Valores a pagar por outras operações 125 267 137 - - - 125 267 137 669 700 927 11 508 077 - - 681 209 004 61

Activos financeiros 0-1 ano 1-3 anos Mais de 3 anos Sem maturidade Total Caix a e equiv alentes de caix a 384 158 725 - - - 384 158 725 Activ os financeiros disponív eis para v enda - - - 578 945 056 578 945 056 Investimentos a deter até à maturidade 62 315 000 14 450 819 92 626 396-169 392 216 Valores a receber por operações de seguro directo 1 623 988 638 - - - 1 623 988 638 Valores a receber por operações de ressseguro 6 263 230 - - - 6 263 230 Valores a receber por outras operações 290 808 721 - - - 290 808 721 2 367 534 314 14 450 819 92 626 396 578 945 056 3 053 556 585 Passivos financeiros Empréstimos obtidos 110 395 550 98 240 055 - - 208 635 605 Valores a pagar por operações de seguro directo 231 902 186 - - - 231 902 186 Valores a pagar por operações de ressseguro 104 795 724 - - - 104 795 724 Valores a pagar por outras operações 111 707 217 - - - 111 707 217 558 800 677 98 240 055 - - 657 040 732 Refira-se que apesar do recurso ao resseguro representar uma forma da Companhia gerir os riscos a que está exposta, nomeadamente o risco de seguro e o risco de liquidez, a Companhia será sempre o primeiro responsável por cobrir as responsabilidades assumidas perante terceiros. Se um ressegurador por qualquer razão não efectuar o pagamento de um sinistro, a Companhia tem a responsabilidade em indemnizar o segurado pela perda ocorrida. 4.32. Acontecimentos após a data de balanço Não se verificaram eventos favoráveis ou desfavoráveis para a EMOSE, após a data de balanço, que afectem as presentes demonstrações financeiras ou que requeiram divulgação nas mesmas. 62

ANEXOS 63