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Transcrição:

Aula 4 Colinearidade, coplanaridade e dependência linear MÓDULO 1 - AULA 4 Objetivos Compreender os conceitos de independência e dependência linear. Estabelecer condições para determinar quando uma coleção de vetores é linearmente independente. Interpretar as noções geométricas de colinearidade e coplanaridade na linguagem da dependência linear de vetores. Na Aula 3, do Módulo 1, vimos como a noção de dependência linear de vetores no plano torna algébrica a questão de determinar quando dois segmentos dados são ou não paralelos, isto é, vimos que dois segmentos no plano são paralelos quando os vetores que eles representam são linearmente dependentes (LD). Em particular, o problema geométrico de determinar quando três pontos A, B e C dados no plano são colineares é transformado no problema algébrico que consiste em determinar se os vetores AB e AC são LD. Além disso, vimos que todo vetor do plano pode ser escrito de forma única como a soma de múltiplos de dois vetores linearmente independentes (LI) dados. Nesse sentido, dois vetores linearmente independentes geram todo o plano. Nesta aula, analisamos os conceitos de colinearidade e coplanaridade no espaço em termos vetoriais. Nosso primeiro desafio é determinar condições para que três pontos distintos A, B e C, no espaço, sejam colineares. Sabemos que três pontos distintos A, B e C são colineares se, e somente se, pertencem a uma mesma reta l, isto equivale a dizer que os segmentos orientados AB e AC têm a mesma direção (ambos estão contidos em l). Portanto, os pontos distintos A, B e C no espaço são colineares se, e somente se, existe um escalar λ R, tal que AC = λab. De fato, quando os pontos distintos A, B e C são colineares, temos AC = ± d(a,c) AB, onde escolhemos o sinal positivo caso B e C estejam do d(a,b) mesmo lado em relação ao ponto A na reta que os contém. Estas considerações motivam a definição seguinte. Definição 4.8 Sejam a e b vetores do espaço. O vetor b é um múltiplo de a quando existe um escalar λ R, tal que b = λ a. Figura 4.1: A, B e C colineares. Figura 4.2: Os pontos A, B e C não são colineares. 43 CEDERJ

Observação a. Todo vetor é múltiplo de si próprio (basta tomar λ = 1). b. O vetor zero ( 0 ) é múltiplo de qualquer vetor, de fato, dado um vetor a qualquer, temos 0 = 0 a. No entanto, nenhum vetor não-nulo pode ser múltiplo de 0. c. Se a 0, b 0 e b = λ a, então a = 1 λ b, pois λ é, necessariamente, diferente de zero. d. Se a = (x 1, y 1, z 1 ) e b = (x 2, y 2, z 2 ), então: b = λ a se, e somente se, (x 2, y 2, z 2 ) = λ(x 1, y 1, z 1 ) = (λx 1, λy 1, λz 1 ), ou seja, se, e somente se, x 2 = λx 1, y 2 = λy 1, z 2 = λz 1. (4.1) Multiplicando a primeira das identidades (4.1) por y 1 e a segunda por x 1, obtemos y 1 x 2 = λx 1 y 1 = x 1 y 2, isto é, y 1 x 2 x 1 y 2 = 0. Multiplicando a primeira das identidades (4.1) por z 1 e a terceira por x 1, obtemos x 2 z 1 = λx 1 z 1 = x 1 z 2, isto é, x 2 z 1 x 1 z 2 = 0. Finalmente, multiplicando a segunda das identidades (4.1) por z 1 e a terceira por y 1, obtemos y 2 z 1 = λy 1 z 1 = y 1 z 2, isto é, y 2 z 1 y 1 z 2 = 0. As considerações do item c, da observação anterior, são resumidas na seguinte proposição: Note que... Para verificar que dois vetores a e b, como na Proposição 4.5, não são colineares, basta verificar que um dos números y 1 x 2 x 1 y 2 x 2 z 1 x 1 z 2 ou y 2 z 1 y 1 z 2 é diferente de zero. Proposição 4.5 Se a = (x 1, y 1, z 1 ) e b = (x 2, y 2, z 2 ) são vetores do espaço, então b é múltiplo de a se, e somente se, y 1 x 2 x 1 y 2 = x 2 z 1 x 1 z 2 = y 2 z 1 y 1 z 2 = 0. A partir dessa proposição, podemos determinar quando três pontos, A, B e C, são colineares ou não. Veja como isto é feito nos seguintes exemplos. Figura 4.3: 4.1. Exemplo Exemplo 4.1 Determinar se os pontos A = ( 1, 1, 0), B = (1, 1, 1) e C = ( 2, 1, 1) são colineares ou não. Solução: Temos que: AB = (x 1, y 1, z 1 ) = (2, 0, 1) e AC = (x 2, y 2, z 2) = ( 1, 2, 1). Como y 1 x 2 x 1 y 2 = (0)( 1) (2)( 2) = 4 0, os pontos dados não são colineares. Exemplo 4.2 Determinar se os pontos A = (0, 1, 0), B = (1, 1, 1) e C = ( 2, 1, 2) são colineares ou não. CEDERJ 44

MÓDULO 1 - AULA 4 Solução: Temos que: AB = (x 1, y 1, z 1 ) = (1, 0, 1) e AC = (x 2, y 2, z 2) = ( 2, 0, 2). Como y 1 = 0 = y 2, temos que y 1 x 2 x 1 y 2 = y 2 z 1 y 1 z 2 = 0. Além disso, x 2 z 1 x 1 z 2 = ( 2)(1) (1)( 2) = 2 + 2 = 0. Portanto, os pontos dados são colineares. Segundo as considerações anteriores, formulamos a seguinte definição: Definição 4.9 Os vetores a e b são colineares quando um deles é múltiplo do outro. Note que... Se a 0, então a e 0 não podem ser colineares, pois a não é múltiplo de 0. A Definição 4.9 está bem justificada, pois, representando os vetores a e b por segmentos AB e AC, respectivamente, vemos que a e b são colineares se, e somente se, os pontos A, B e C são colineares. Sabemos que, quando três pontos não são colineares, existe um único plano que os contêm, isto é, três pontos não-colineares são coplanares. Mais ainda, se A, B e C não são colineares, então a identidade rab + sac = 0 é válida se, e somente se, r = 0 e s = 0. De fato, se A, B e C são pontos tais que rab + sac = 0, com r 0, então AB = s AC, o qual implica a colinearidade de A, B e C. r Na proposição seguinte, descrevemos a posição relativa de quatro pontos no espaço. Proposição 4.6 Sejam A, B e C pontos não-colineares do espaço e seja Π ABC o (único) plano que os contém. Um ponto D pertence ao plano Π ABC se, e somente se, o vetor AD é soma de múltiplos dos vetores AB e CD. Isto é, D Π ABC existem escalares r, s R, tais que AD = rab + s AC. Demonstração: (= ) Suponhamos, primeiramente, que D Π ABC. Seja l 1 a reta paralela a AC que passa por D e seja l 2 a reta paralela a AB que passa por D (veja a Figura 4.4). Como A, B e C não são colineares, AB e AC não estão contidos na mesma reta. Portanto, l 1 deverá intersectar a reta que passa por A e B num ponto B e l 2 deverá intersectar a reta que passa por A e C num ponto C. Pelo paralelismo na escolha de l 1 e l 2, os segmentos AC e B D são paralelos, Terminologia. Quando um vetor w é soma de múltiplos de outros vetores v 1, v 2,..., v n, dizemos que w é uma combinação linear de v 1, v 2,..., v n. Figura 4.4: D Π ABC. 45 CEDERJ

assim como os segmentos AB e C D. Portanto, AB DC é um paralelogramo contido no plano Π ABC e AD é uma das suas diagonais. Logo, AD = AB + AC. Como A, B e B são colineares, o vetor AB é um múltiplo de AB. Analogamente, como os pontos A, C e C são colineares, AC de AC. Em particular, existem escalares r e s, tais que AB AC é um múltiplo = rab e = s AC. Logo, AD = r AB + s AC, como queríamos demonstrar. ( =) Suponhamos agora que AD = r AB +s AC para alguns r, s R. Escolhemos um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas em relação ao qual A = (0, 0, 0) é a origem e o plano Π ABC coincide com o plano Π XY (Figura 4.5). Nesse sistema de coordenadas, os pontos B e C têm a sua terceira coordenada igual a zero (pois pertencem ao plano Π XY ). Como a terceira coordenada dos vetores AB Figura 4.5: Sistema AXY Z. e AC é também igual a zero, a terceira coordenada de AD = rab + sac resulta ser, também, igual a zero. Como A = (0, 0, 0), as coordenadas de AD são as coordenadas do ponto D. Concluímos que o ponto D tem a sua terceira coordenada igual a zero. Isto significa que D pertence ao plano Π XY = Π ABC e, portanto, A, B, C e D são coplanares. Como desejávamos demonstrar. Exemplo 4.3 Consideremos os pontos A = (1, 2, 3), B = (2, 3, 4), C = (3, 4, 6), D = (1, 1, 2) e E = (4, 5, 2) no espaço. Verifiquemos que: a. A, B e C não são colineares e, portanto, determinam um plano Π ABC. b. D / Π ABC. c. E Π ABC. Solução: Temos que AB AE = (3, 3, 1). = (1, 1, 1), AC = (2, 2, 3), AD = (0, 1, 1) e a. Como AB e AC não são múltiplos um do outro, os pontos A, B e C não são colineares e, portanto, há um único plano Π ABC que os contém. b. Sabemos que D Π ABC se, e somente se, AD = rab + sac, para alguns escalares r e s. Assim, caso D estivesse no plano Π, deveríamos ser capazes de determinar os valores de r e s conhecendo as coordenadas dos vetores. Tentemos fazer isso. CEDERJ 46

Em termos de coordenadas, a identidade AD = rab + sac equivale a (0, 1, 1) = r(1, 1, 1)+s(2, 2, 3), isto é, (0, 1, 1) = (r +2s, r +2s, r +3s), de onde concluímos que 0 = r + 2s, igualando as primeiras coordenadas, e 1 = r + 2s, igualando as segundas coordenadas. Isto é, obtemos 0 = 1, o que não é verdade. Portanto, também não é verdade que AD seja soma de múltiplos de AB e AC. Isto é, D / Π ABC (Figura 4.6). c. Para verificar que E Π ABC, devemos achar escalares r e s, tais que AE = rab + sac. Essa igualdade, escrita em termos das coordenadas dos vetores, equivale a (3, 3, 1) = r(1, 1, 1)+s(2, 2, 3) = (r+2s, r+2s, r+3s). Igualando as coordenadas respectivas, obtemos o seguinte sistema de duas equações nas incógnitas r e s: MÓDULO 1 - AULA 4 Figura 4.6: D, E e Π ABC. r + 2s = 3, (4.2) r + 3s = 1. (4.3) Subtraindo membro a membro a equação (4.2) da equação (4.3), temos: s = (r + 3s) (r + 2s) = 1 3 = 4. Substituindo s = 4 na equação (4.2), obtemos r +2( 4) = 3, isto é, r = 11. Assim, mostramos que: AE = 4AB + 11AC. Portanto, E Π ABC, ou seja, A, B, C e E são coplanares (Figura 4.6). A partir da Proposição 4.6, estabelecemos a seguinte definição: Definição 4.10 Três vetores v 1 = AB, v 2 = AC e v 3 = AD são chamados linearmente dependentes (LD), quando os pontos A, B, C e D são coplanares. Caso contrário, dizemos que os vetores são linearmente independentes (LI). Observação a. Pela proposição 4.6, os vetores v 1, v 2 e v 3 são LD quando existem escalares α e β, tais que v 3 = α v 1 + β v 2. b. Três vetores não-nulos v 1, v 2 e v 3 são LI quando não existem escalares α e β, tais que v 3 = α v 1 + β v 2. Isto é, v 1, v 2 e v 3 são vetores LI se, e somente se, a identidade α v 1 + β v 2 + γ v 3 = 0 é válida apenas quando α = β = γ = 0. 47 CEDERJ

Figura 4.7: 4.4. Exemplo Exemplo 4.4 Sejam v 1 = (1, 1, 1), Verifiquemos que: a. v 1, v 2 e v 3 são LD. b. v 1, v 2 e v 4 são LI. v 2 = (3, 1, 2), v 3 = (2, 0, 1) e v 4 = (1, 0, 1). Solução: Sejam A = (1, 1, 1), B = (3, 1, 2), C = (2, 0, 1) e D = (1, 0, 1). Então v 1 = OA, v 2 = OB, v 3 = OC e v 4 = OD. a. Para verificar a afirmativa do item a, basta mostrar que os pontos O, A, B e C são coplanares. Isto é, devemos determinar α, β R, tais que: OC = α OA + β OB, ou seja, em coordenadas: (2, 0, 1) = α(1, 1, 1) + β(3, 1, 2) = (α + 3β, α + β, α + 2β). Portanto, α e β devem resolver simultaneamente as equações: α + 3β = 2 (4.4) α + β = 0 (4.5) α + 2β = 1 (4.6) Da equação (4.5), obtemos que α = β. Substituindo na equação (4.4), obtemos β + 3β = 2, ou seja, β = 1, portanto, α = 1. A equação (4.6) é satisfeita com os valores α = 1 e β = 1. Assim, v 3 = v 1 + v 2, portanto, v 1, v 2, e v 3 são LD. b. Para verificar a afirmativa do item b, devemos mostrar que os pontos O, A, B e D não são coplanares. No item anterior, vimos que o plano Π que passa pelos pontos O, A e B consiste dos pontos cujas coordenadas são da forma (α + 3β, α + β, α + 2β), onde α e β são escalares. Assim, D = (1, 0, 1) pertence a Π se, e somente se, existem escalares α e β, tais que: α + 3β = 1 (4.7) α + β = 0 (4.8) α + 2β = 1 (4.9) Da equação (4.8), obtemos α = β. Substituindo na equação (4.7), obtemos β = 1. Porém, substituindo α = β na equação (4.9), obtemos β = 1. 2 Logo, como β não pode assumir dois valores ao mesmo tempo, concluímos que não existem escalares α e β que resolvam as três equações simultaneamente. Portanto, D / Π, e os vetores v 1 = OA, v 2 = OB e v 4 = OD são LI. CEDERJ 48

Sabemos que dois pontos distintos determinam uma reta e que três pontos não-colineares determinam um plano. Vejamos agora que quatro pontos não-coplanares A, B, C e D determinam o espaço todo. Em termos vetoriais, a situação é descrita no seguinte teorema: Teorema 4.1 Sejam v 1, v 2 e v 3 três vetores linearmente independentes no espaço. Então, para cada vetor w do espaço, existem escalares únicos x, y, z R, tais que: Demonstração: w = x v 1 + y v 2 + z v 3 (4.10) Sejam A, B, C, D e P pontos do espaço, tais que v 1 v 2 = AC, v 3 = AD e w = AP. Como os vetores v 1, são LI, os pontos A, B, C e D não são coplanares. = AB, v 2 e v 3 MÓDULO 1 - AULA 4 Nota. Dizer que quatro pontos não são coplanares significa que não são colineares e que nenhum dos quatro pontos pertence ao plano determinado pelos outros três. Combinação linear... O Teorema 4.1 diz que qualquer vetor do espaço se exprime de uma única maneira como combinação linear de três vetores LI dados. Designamos Π 1 o plano que contém os pontos A, B e C, Π 2 o plano determinado pelos pontos A, B e D e Π 3 o plano determinado pelos pontos A, C e D (Figura 4.8). Sejam agora Π 1, Π 2 e Π 3 os planos que passam pelo ponto P e são paralelos aos planos Π 1, Π 2 e Π 3, respectivamente. Figura 4.8: Planos Π 1, Π 2 e Π 3. Como a reta que contém os pontos A e D não está contida no plano Π 1, essa reta intersecta o plano Π 2 num único ponto D, sendo então AD = zad, para algum número z R, o qual é determinado de forma única pelo ponto D e, portanto, pelo ponto P. Analogamente, a reta que passa por A e C não está contida no plano Π 2, logo, intersecta o plano Π 2, paralelo a Π 1, num único ponto C, de onde concluímos que AC = yac, para algum escalar y R determinado de maneira única pelo ponto P. Figura 4.9: Pontos B, C e D. Finalmente, a reta que passa pelos pontos A e B não está contida no plano Π 3, intersectando, portanto, o plano Π 3 num único ponto B. Assim, existe um escalar x, determinado de maneira única pelo ponto P, tal que AB = x AB. 49 CEDERJ

Figura 4.10: Paralelepípedo. Por causa do paralelismo estabelecido entre os planos, os segmentos AB, AC e AD são arestas de um paralelepípedo no qual os pontos A e P são extremidades de uma das diagonais (Figura 4.10). Assim, concluímos que: w = AP = AB + AC + AD = x AB + yac + zad = x v 1 + y v 2 + z v 3, como queríamos. Terminamos esta aula apresentando a terminologia que iremos adotar daqui em diante. Terminologia Uma base do espaço é um conjunto formado por três vetores LI. Se B = { v 1, v 2, v 3 } é uma base do espaço e w é um vetor qualquer, sabemos, pelo Teorema 4.1, que existem escalares únicos x, y e z, tais que w = x v 1 + y v 2 + z v 3. Os números x, y e z são chamados coordenadas de w em relação à base B, e escrevemos w = (x, y, z) B. Considerando um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas OXY Z, os vetores e 1 = (1, 0, 0), e 2 = (0, 1, 0) e e 3 = (0, 0, 1) são LI. A base C = { e 1, e 2, e 3 } é chamada base canônica do espaço em relação ao sistema OXY Z. Note que, se as coordenadas de um vetor w em relação ao sistema OXY Z são w = (x, y, z), então w = x e 1 + y e 2 + z e 3. Por isso, as coordenadas de w no sistema OXY Z são exatamente as coordenadas de w em relação à base canônica do sistema OXY Z: w = (x, y, z) = (x, y, z) C. CEDERJ 50

MÓDULO 1 - AULA 4 Resumo Nesta aula, interpretamos as noções geométricas de colinearidade e coplanaridade em termos vetoriais por meio das noções de dependência e independência linear. Vimos como determinar se um ponto pertence ou não a um plano dado e apreendemos que todo vetor do espaço é representado de maneira única mediante as suas coordenadas em relação a uma base dada. Exercícios 1. Sem usar a Proposição 4.5, determine se os pontos A, B e C dados (em relação a um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas OXY Z) são colineares ou não. a. A = (1, 0, 1), B = (3, 1, 1), C = ( 4, 2, 4). b. A = (0, 0, 1), B = (0, 1, 1), C = (1, 0, 1). c. A = (1, 2, 1), B = ( 3, 0, 1), C = (0, 1, 3). d. A = (π(π 1), π, 0), B = (1, 1, 1), C = (π, 0, 1). 2. Volte a fazer o exercício anterior usando a Proposição 4.5. 3. Determine quais das afirmativas abaixo são verdadeiras e quais são falsas. Justifique a sua resposta. a. Se AB e AC são colineares, então CB e BA são colineares? b. O segmento AB é paralelo ao segmento CD se, e somente se, AB é múltiplo de CD. c. O segmento AB é paralelo ao segmento CD se, e somente se, AB e CD são colineares. d. Se A, B, C e D são pontos distintos, o segmento AB é paralelo ao segmento CD se, e somente se, AB é múltiplo de CD. 4. Determine se o ponto D pertence ao plano que contém os pontos A, B e C, onde: a. A = (1, 0, 1), B = (0, 0, 0), C = (0, 1, 0), D = (2, 2, 2). b. A = (0, 1, 1), B = (3, 1, 1), C = (0, 1, 1), D = (2, 1, 2). c. A = (2, 2, 0), B = (0, 0, 2), C = (2, 3, 0), D = (1, 1, 0). d. A = (3, 1, 1), B = (1, 0, 1), C = (3, 3, 0), D = (3, 3, 3). 51 CEDERJ

No Exercício 6... Você deve determinar, em cada caso, escalares x, y e z, tais que w = (x, y, z) B. Isto é, w = x v 1 + y v 2 + z v 3. 5. Dentre os vetores dados abaixo, determine as possíveis bases do espaço, isto é, determine todos os possíveis conjuntos de três vetores LI. v 1 = (1, 1, 0), v 2 = (2, 0, 1), v 3 = (2, 2, 2), v 4 = (1, 1, 1), v 5 = (0, 0, 2), v 6 = (3, 1, 2), v 7 = (0, 1, 1), v 8 = (1, 1, 0). 6. Determine as coordenadas do vetor w = (2, 1, 0) em relação à base B = { v 1, v 2, v 3 }, onde: a. v 1 = (1, 1, 0), v 2 = (0, 1, 1), v 3 = (1, 0, 1). b. v 1 = (1, 1, 1), v 2 = (1, 1, 1), v 3 = (1, 1, 1). c. v 1 = (0, 1, 0), v 2 = (0, 1, 1), v 3 = (0, 0, 1). Auto-avaliação É muito importante que você entenda como interpretar a colinearidade e a coplanaridade em termos de vetores. Se você entendeu, então não deve ter dificuldade para resolver os exercícios, eles servem apenas para fixar as idéias e familiarizar você com os conceitos de dependência e independência linear. Não acumule dúvidas, troque idéias com seus colegas e procure os tutores. CEDERJ 52